The Club está lotado essa noite. As ruas próximas à boate estão repletas de carro e a cada instante chegava mais. Por sorte, como Lorenzo e Ian são mafiosos conhecidos e quase donos da cidade, eles tem um estacionamento exclusivo em um pátio ao lado da boate onde só eles e os donos da boate utilizam.

Assim que Lorenzo estaciona seu carro, um Cadillac Escalade ESV, no estacionamento privado, ele e Ian se dirigem para a entrada da boate. E enquanto caminham até lá, várias garotas de diferentes idades os secam sem disfarçar. Lorenzo também é um homem bonito. Loiro dos olhos claros puxou o pai, Miguel, e é dono de um corpo admirável.

Lorenzo não é muito diferente de Ian como aparenta ser. Como foram criados juntos e treinados por dois avós mafiosos, os dois têm a mesma linha de pensamento e o mesmo modo de agir. Uma das poucas coisas que os diferencia é no amor.

Lorenzo perdeu a mãe quando ainda era um recém-nascido, por isso, nunca de fato a conheceu. E isso podia ser motivo suficiente para fazer com que Lorenzo, assim como Ian, tentasse ao máximo afastar tal sentimento de sua vida. Mas não. Miguel, seu pai, fez questão de contar inúmeras vezes como se apaixonou por Alicia, sua mãe, para ele e para sua irmã gêmea, Geovana, e sempre realçou a importância de ter alguém ao seu lado, o amando de volta.

Seu pai conta que em seu discurso fúnebre, Alicia disse que não se arrependia de ter se apaixonado por um mafioso e que se naquele momento (o de sua morte) ela pudesse voltar no tempo, ela faria exatamente igual e se casaria novamente com ele, pois quando o aceitou como esposo e amante, ela aceitou todas as consequências. E morreu dizendo que o amava. E se Lorenzo achasse uma mulher que o amasse de tal maneira, como a mãe amou o pai, ele se casaria com ela sem pensar duas vezes.

—Acho que devemos entrar pelos fundos. – sugeriu Ian ao notar a quantidade de pessoas em frente à porta da boate.

—Tem certeza? Sabe que não precisamos pegar fila e eu adoro ver a cara de indignação das pessoas quando passamos na frente delas e entramos sem dar satisfações. – comentou Lorenzo com um sorriso de lado.

Ian riu do primo e ajeitou o casaco. Estava pronto para se virar para trás e começar a descer a rua em direção à rua de trás da boate, onde fica a porta dos fundos, quando uma morena se esbarrou com ele, provocando sua ira.

—Puta merda, garota! – gritou, ajeitando novamente seu casaco. – Você não olha por onde anda?

E antes que a jovem o respondesse, Ian desceu a rua sem olhar para trás.

***

Emily queria simplesmente sair, respirar um ar diferente longe de seu namorado em sua cola quando um idiota a derruba no chão. Ela sente sua cabeça latejar e pragueja baixinho. Quando seus olhos finalmente focalizam o individuo, ele estava longe demais.

— Filho da mãe! – Grita Emily em fúria dando um sobressalto ao ouvir uma risada grossa atrás de si.

— Peço desculpas pela indelicadeza de meu primo. Ele está de TPM hoje. – Murmura o homem estendendo a mão educadamente para ela, que hesita por alguns segundos, mas acaba deixando de lado essa desconfiança toda e aceitando a ajuda.

— Homens... Vai entender. – Ironiza espalmando sua saia e tirando a poeira. Emily iria agradecê-lo quando o perde de vista, rapidamente o encontrando prestes a entrar na boate.

***

Lá dentro, Ian e seu primo sobem direto para o camarote, onde várias garotas já os esperam. Havia garotas para todos os gostos ali. Morena, ruiva, loira, asiática, indiana, brasileira, etc. Todas esperando por homens ricos que as bancassem pelo resto da noite e as fizessem se sentir especiais com pedidos falsos de casamentos e com palavras bonitas. E palavras bonitas para esse tipo de moça, não são exatamente o tipo de palavras que moças comuns gostam de ouvir.

São algo mais parecido como “você faz boquete melhor que qualquer uma aqui” ou “minha esposa não faz nem metade das coisas que você consegue em cinco minutos”. Por isso que o The Club tem mais seguranças do que qualquer outra boate em Chicago, pois muitas moças são confundidas com as prostitutas que frequentam a boate e acabam sofrendo algum tipo de agressão sexual. Mas na sincera opinião de Vitor, apenas um tipo de mulher frequenta essa boate. E não são os tipos santas.

—Qual é a porra do seu problema? – Lorenzo grita a Ian quando ambos se aproximam do bar para pegarem uma bebida.

—Do que está falando? – indaga Ian.

Lorenzo franze as sobrancelhas, indignado.

—Me refiro à moça que você derrubou no chão e depois gritou com a coitada. – falou ele, pegando sua bebida e dando um rápido gole. – Você não precisava ter gritado com ela daquela maneira. Foi ridículo da sua parte. – Repreendeu o primo.

Ian revirou os olhos para o primo e virou o copo de bebida de uma vez, sentindo o liquido descer queimando em sua garganta. Lorenzo continua a olhar feio para ele, o irritando.

—O que você quer que eu faça? – perguntou a ele. – Quer que eu vá pedir desculpas?

Lorenzo sorriu vitorioso.

—Sim, eu quero. – falou.

Ian riu.

Ele só pode estar zuando com a minha cara.— pensou.

Mas ele não estava. Lorenzo realmente estava chateado com o primo por ele ter sido rude com a garota, ela parecia ser legal e não devia ter sido tratada daquela maneira. Alias, foi só um esbarrão, nem foi culpa dela. Ian também sabia que o empurrão não era nada demais, para falar a verdade, ele nem sabe por que a tratou daquele jeito, ele apenas explodiu. Uma parte dele até queria ir atrás da moça e se desculpar, mas Ian nem chegou a ver o rosto da garota.

—Impossível. – exclamou Ian, dando outro gole na bebida. – Nem cheguei a ver o rosto da garota.

—Mas eu vi, eu a ajudei a levantar. A propósito, ela tem uma língua bem afiada. – riu ele.

Lorenzo se levantou do banco do bar e foi até a grade do camarote, encarando a multidão a baixo e tentando localizar a moça. Ian não podia acreditar que o primo estava mesmo falando sério e ainda por cima tentando localizar a garota naquele mar de gente lá embaixo. Ele já estava pedindo outra bebida para o bartender quando Lorenzo o puxou pelo braço e o arrastou até a grade, apontando para certa morena perto do bar da pista.

—É aquela ali. – diz Lorenzo sorrindo.

Ian força sua visão e localiza a garota. Ela é morena, com os cabelos pretos que batem um pouco abaixo dos ombros, eles são lisos e formam pequenos cachos nas pontas. Sua pele é clara e parece estar bronzeada, a realçando. De longe, Ian não conseguia reparar direito, mas parece que a morena também tinha olhos claros.

—Linda ela. – Ian pensa em voz alta, fazendo seu primo rir.

—E gostosa também. – comenta ele. – Agora vai lá se desculpar.

Lorenzo empurra Ian de uma forma nada delicada, mas Ian nem reclamou, ou o olhou feio, ele estava vidrado na morena do outro lado da boate. Desceu as escadas do camarote e andou com dificuldade entre as milhares pessoas até avistar o bar. Sorriu aliviado ao checar que a morena continuava ali, sentada, sorrindo a toa. Ele se aproximou e se sentou ao seu lado, chamando a atenção da mesma, e pediu duas bebidas. Ian sentia que a morena lançava alguns olhares para ele, mas fica em dúvida se eram olhares de admiração ou de raiva. Assim que o bartender entrega as bebidas, Ian empurra um dos copos em direção da morena.

—Pegue. – diz ele e finalmente a encara.

Ela é linda.— repara novamente, mas desta fez mentalmente. De perto, Ian podia notar o quanto ela é realmente linda. Seus lábios são cheios e ela tem o nariz arrebitado. Mas não aqueles arrebitados que demonstra que a pessoa é nojenta, como a maioria das garotas nessa boate, o arrebitado de seu nariz combina perfeitamente com ela e a deixa confiante. Característica que Ian particularmente adora.

A morena olhou do copo para Ian e de Ian para o copo e sorriu.

—Não irei para a cama com você. – disse ela ainda sorrindo e voltou a encarar a multidão que dançava a sua frente.

—Não estou te convidando para ir pra cama comigo. – Ian diz. – Estou apenas te pagando uma bebida para me desculpar.

A morena volta sua atenção para o homem a sua frente e o analisa.

—Pelo o que?

—Por ter te derrubado na entrada da boate e por ter te xingado. – Ian relembra.

—Então foi você o babaca. – implica ela, com um sorriso pendendo dos lábios. – Sua TPM já passou? – provoca.

Ian sorri, jogando a cabeça para trás.

Maldito Lorenzo. – pensou.

—Vai aceitar a bebida ou não? – disparou para a moça a sua frente que agora demonstra um belo sorriso, o encantando mais ainda.

—Não devia. – começa ela. – Mas como você teve a gentileza de vir até aqui e me oferecer essa bebida em troca do meu perdão, eu aceito.

A moça pegou o copo e brindou com Ian.

—Por sexo você já disse que não troca mesmo, então vai pelo perdão. – brincou Ian, arrancando risadas da morena.

Eles se encaram por vários minutos e ela dá um gole em sua bebida.

—Me chamo Emily. – cumprimenta ela esticando sua mão.

Ele aperta com sutileza.

—Ian.

—Ian. – repete Emily apenas para ver como o som do nome dele era ao ser pronunciado por ela. – Eu gosto.

Ian riu.

—É uma das minhas características. – fala ele.

—O que?

—As pessoas gostaram de mim.

Emily sorri novamente ao perceber sobre o que ele se referia e Ian percebe que adora quando ela sorri. Havia algo no sorriso dele que o encantava, algo escondido ali. Talvez fosse a ironia, ou a sedução. Mas havia algo no sorriso dessa garota que ele acabou de conhecer que o fascinava.

—É sempre tão cheio de si assim? – pergunta ela, bebendo mais um pouco.

—Apenas realista. – Ian diz.

Emily balança a cabeça e pede outro copo de bebida.

—Então me diz, senhor-cheio-de-si-apaixonante, o que você faz da vida?

Ian sorriu ao ouvi-la falar apaixonante. E depois pensou em uma resposta rápida para dar, afinal, ele não sai contando para todas o que realmente é. Um mafioso. E apesar de quase todas as mulheres gostarem de saber disso e se sentirem atraídas por esse lado negro da força, Ian sabia que Emily não parecia ser assim. Não, ela é diferente.

—Eu sou empreendedor. – falou ele, o que afinal não era uma mentira. – E você?

—Eu? Bom, eu estou cursando artes cênicas. Mas meus pais são empresários. – contou ela.

Ian sorriu nervoso, se ele for pego na própria mentira...

—Jura? Quem sabe nós já não tenhamos trabalhado juntos? – ironizou Ian sem que ela percebesse.

—Impossível. – exclamou ela. – Meus pais moram no Brasil, quase nunca fazem trabalho por aqui.

—Brasil? E por acaso você é brasileira?

Ian já tinha ouvido falar que as brasileiras tem uma beleza incomum, com corpos que parecem terem sidos esculpidos a mãos e um carisma encantador, mas nunca havia ido de fato ao Brasil para ver se os boatos eram verdade ou não, mas olhando para Emily agora, eles não podiam estar mais certos.

—Sim, eu sou. Uma brasileira americanizada. – brincou. – E você, é mesmo americano?

—Não, italiano. Um italiano americanizado. – sorriu.

Emily retribuiu o sorriso e levantou o copo, que já havia sido enchido quatro vezes, para o alto, afim de brindar com Ian. Porém, antes que Ian pudesse brindar com a jovem moça, um cara loiro, se aproximou bruscamente de Emily, abaixando sua mão e dizendo algo a ela que Ian não conseguiu ouvir. Emily rapidamente desfez o sorriso e se mostrou entediada, revirando os olhos para o loiro musculoso e a sua frente, que demonstrava estar ligeiramente bêbado, notou Ian. Emily se levantou e deu um beijo estalado na bochecha do Ian, o surpreendendo.

—Nos vemos uma outra hora então. – sussurrou em seu ouvido, provocando arrepios.

O loiro atrás de Ian não pareceu ficar nada feliz ao ver a cena e Ian imaginou que ela tenha feito isso apenas para provocá-lo.

Um namorado talvez.— deduziu ele.

Emily desapareceu entre a multidão com o loiro logo atrás dela, de esguelha, Ian viu os dois discutindo, mas logo desviou sua atenção quando Lorenzo sentou ao seu lado, ocupando o lugar que minutos antes Emily estava.

—E ai? Como foi com a morena? – perguntou Lorenzo animado.

Ele ficou observando os dois do camarote.

—Emily. – falou Ian. – Ela se chama Emily, faz artes cênicas e é brasileira. – contou ao primo.

—Nossa. – exclamou ele. – E a cor da calcinha? Qual era? – zombou ele.

Ian deu um soco no ombro do primo e pediu outra dose para o bartender. Na hora de pagar o que devia, Ian notou que sua maldita carteira não estava em seu bolso. Pediu a carteira do primo, mas ele também a havia esquecido no carro.

—Pegue. – Lorenzo deu as chaves do carro para Ian. – Você está em melhores condições para ir até lá.

Lorenzo estava meio tonto e Ian sabia que se fosse ele ir pegar as carteiras no carro, com certeza não voltaria, acabaria caindo em algum canto e lá permaneceria até alguém aparecer e ajudá-lo. Sendo assim, Ian pegou a chave e caminhou para fora da boate, caminhando até o estacionamento.

***

—Quem é aquele cara? – Pergunta Bryan seguindo Emily como um verdadeiro guarda-costas.

—Não te interessa. Acabou, Bryan. Você me cansa. Estou cansada de nós. – Ela para por alguns segundos somente para olhá-lo no fundo dos olhos. Bryan a observa minuciosamente, esperando que aquilo fosse alguma brincadeira da parte dela.

—Ei, espera aí. Não pode terminar comigo assim! – Grita ele ao notar que a mesma estava metros de distância.

Emily revira os olhos entrando no estacionamento exclusivo pensando em uma maneira de despistá-lo. Seu carro estava do outro lado do quarteirão, em um lugar menos movimentado e tudo que ela mais queria era entrar em seu automóvel e partir de volta para a fraternidade. Pensou em procurar uma das meninas que sempre vinha para essas festas, mas seria impossível no meio da multidão.

—Me deixa em paz – Emily opta pela maneira mais educada de afastá-lo, mas rapidamente Bryan a alcança puxando-a com brutalidade pelo braço. – É bom você me soltar! – Ameaça ela pela segunda vez naquele dia.

—Não mesmo, é por causa daquele cara que está terminando comigo? – Pergunta Bryan, seus olhos demonstravam tamanha fúria que houve um momento onde Emily realmente sentiu um pouco de medo. – Eu passei um mês aguentando você e esse seu jeito difícil.

—Bryan, você está bêbado. – Sussurra ela e o mesmo aproxima o rosto dela, tentando roubar um beijo e Emily empurra ele tentando não colocar tanta força.

Desde pequena, seu avô a treinou para que ela pudesse se defender. Seu pai, Ethan, mesmo com relutância a ensinou a arte da luta antes que ela viesse para Chicago, mas aquilo não era muito comum entre garotas como ela e se a mesma quisesse guardar o segredo da máfia a sete chaves, precisava fingir não saber como matar uma mosca. Entretanto, sua vontade de socar o novo ex era grande.

—Isso não me impede de esquecer uma noite com você, Emily... – Diz ele próximo ao seu ouvido lhe causando nojo enquanto apertava ainda mais seu braço. Ela tenta mais uma vez tirá-lo de perto, mas ele ataca seu pescoço, dando belas chupadas que deixariam marcas.

—Bryan... – Estava na hora de partir para ignorância. Emily já ia empurrá-lo, quando alguém faz isso por ela.

— Qual é o seu problema cara? Ninguém nunca te ensinou que não deve entrar em conversa de casais? – Pergunta Bryan aos gritos, seu nariz estava sangrando e era impressionante como aquele murro não havia atingido Emily. A visão de Ian em sua frente à fez se sentir um pouco segura, apesar de tê-lo conhecido há poucos segundos.

—Até onde eu ouvi, acredito que a definição casal não se encaixa mais entre vocês. – Responde Ian em uma calmaria impressionante. Emily se afasta e Bryan finalmente a encara.

—Sua vadia. – Ele se levanta, fechando as mãos em punho em direção a ela. Quem era esse homem? Ele jamais tentara violentá-la e aquilo fizera Emily pensar que jamais o conheceu de verdade. Ian rapidamente se movimenta o jogando no chão com facilidade. Bryan arfa e quando tenta mais uma vez se levantar, leva um chute forte no estômago.

—Ninguém te ensinou que não deve bater em uma mulher? – Pergunta Ian, que parecia curtir com a cara do homem a sua frente. Aquilo o deixava ainda mais furioso e Emily sorria internamente agradecendo por não ter precisado fazer aquilo por conta própria. Então sua feição muda dando lugar a preocupação ao ver dois seguranças se aproximando.

—Algum problema senhor? – Pergunta um deles e os olhos de Emily se arregalam.

—Esse idiota quebrou meu nariz. – Bryan murmura alto se levantando.

—Perdão, mas estávamos nos referindo ao senhor Ian. – Fala o segurança quando Emily iria defender o homem dizendo que a culpa era toda dela. Ian sorri, a satisfação estampada em seus olhos. Quando ela achava que ele não poderia impressioná-la mais.

—Esse cara estava incomodando a garota. Tirem ele daqui.

—Sim, senhor. – Os seguranças rapidamente saem arrastando o Bryan sem cuidado nenhum e o mesmo não parava de resmungar que ainda não tinha acabado. Emily respira fundo temendo com todas as forças que Ian tivesse ouvido toda a conversa. Já era humilhante ele ver o tipo de namorado que ela escolheu.

—Não precisava ter feito isso... Mas obrigada. – Emily havia adorado o que ele fizera, mas jamais admitiria aquilo.

Um sorriso lindo escapa pelos lábios de Ian. Ela jamais havia conhecido um homem assim. Ian exalava sensualidade com aqueles lábios perfeitamente bem desenhados, cabelos em um castanho do tom mais escuro, nariz um pouco achatado, mas que caia perfeitamente bem em seu rosto e seus olhos... O mais intenso azul.

—Não foi nada demais... Eu estava com vontade de socar alguém hoje mesmo. – Ironiza ele, ou pelo menos Emily acha que ele ironizou, de qualquer forma, aquilo a fez rir porque a vontade dela era a mesma. – O que acha de mais uma bebida?

—Acho que chega por hoje... Foi bom te conhecer, senhor Ian. – Ele ri coçando a nuca de leve enquanto observava Emily se afastar aos poucos.

—Foi bom te conhecer, Emily. – Sussurra ele quando a mesma já estava distante, voltando a entrar na boate onde seu primo, Lorenzo, o esperava.