Mirai no Monogatari
80 Capítulo 66 – Resolução Para Agir.
Notas iniciais

Capítulo 66 – Resolução Para Agir.
— Então é isso? Podemos confiar nessa informação? – perguntou Darui – afinal ela veio daquele cara.
— E justamente por ter vindo dele que podemos confiar – respondeu Naruto – Obito nos ajudou contra Kaguya, ele queria compensar por todos os seus erros.
— E ainda assim foi mais um dos planos dele que nos colocou nessa enrascada – disse Kurotsuchi – existe algo que podemos fazer para evitar uma catástrofe?
— Vamos apenas elimina-la o mais rápido possível – disse Chojuro – antes que ela fique completa e vire uma força invencível.
— Sim, pelo relatório do Hokage ela é mais fraca que o líder da akatsuki – dizia Darui – se mandarmos todas as nossas forças contra ela podemos vencer.
— Eu gostaria de pedir um tempo a vocês, para encontrar uma solução – pedia Naruto – a menina que existe dentro dela é inocente, gostaria que não pensássemos em mata-la tão facilmente.
— De jeito nenhum, não podemos hesitar contra um inimigo desses – respondeu Kurotsuchi – se falharmos em detê-la algo semelhante ao mugen tsukiyomi pode se abater sobre nós!
— Eu concordo, o alvo dela é o filho do Gaara-sama, não vou deixa-la chegar perto dele – respondeu Hanako – Sunagakure vai detê-la antes mesmo que cruze a fronteira!
— Você precisa leva-la mais a sério, é do rinengan que estamos falando – insistiu Chojuro – e também da vontade de Kaguya que está nela!
— Eu concordo com eles Naruto, ela não é como Nagato ou Obito com quem se podia dialogar – explicou Sasuke – ela é praticamente um clone da Kaguya, ela é fácil de interpretar mas é completamente inflexível.
Naruto suspirou derrotado, quando ele a enfrentou já teve essa impressão, mas a confirmação que Kakashi lhe deu tirou todas as duvidas, a Kuon que Boruto e os outros conheceram era verdadeiramente inocente, mas dentro dela residia uma força absoluta, ele tinha que escolher entre proteger o mundo inteiro ou tentar salvar uma garotinha.
— Sunagakure vai enviar todos os seus jounins para a fronteira, se ela e seus servos tentarem passar vamos detê-los – explicava Hanako.
— Vou enviar reforços para impedi-los de cruzar a fronteira – disse Kurotsuchi – o que Konohagakure vai fazer?
— Vou enviar uma força para ataca-la por trás – respondeu Naruto depois de pensar – vamos formar um cerco e isola-la.
— É um bom plano, infelizmente estamos muito longe para ajudar rapidamente – disse Chojuro – mas todos os ninjas da nevoa no continente vão ajudar.
— O mesmo para meus ninjas, vamos avisar todos aqueles que estão em missão – disse Darui – com esse cerco vamos vencê-la por quantidade, esgotar sua força e extermina-la de uma vez por todas.
Os 5 kages estavam elaborando seus planos, ficou combinado que Sasuke iria também para enfrenta-la, no total 200 ninjas estariam participando dessa operação, se as estimativas estivessem corretas eles poderiam vencer Kuon e seus dois servos.
— Tem mais uma coisa com que devemos nos preocupar – disse Sasuke – não tem como a juugetsu deixar isso passar, temos que considerar que eles vão ficar em nosso caminho.
— Ainda tem mais essa... – dizia Naruto se achando farto de problemas.
— Estamos falando de um portador do rinengan, mesmo sendo uma criança ela é extremamente perigosa – continuava Sasuke – se eles souberem disso vão procura-la, é possível que queiram leva-la pro lado deles.
— Não podemos deixar isso acontecer, já temos problemas demais com a juugetsu sem ter algo assim do lado deles – disse Kurotsuchi – temos mesmo que elimina-la o mais rápido possível!
Depois dos últimos detalhes acertados os outros kages desfizeram a conexão, Naruto e Sasuke seguiram juntos pelo corredor até que toparam com uma confusão, ao repararem bem viram Boruto tentando passar por dois chuunins que o seguravam.
— O que está acontecendo aqui? – perguntou Naruto – você não pode vir aqui sem permissão Boruto!
— Pai, eu quero falar com você! – gritou o menino.
— Parece que ele não vai desistir – disse Sasuke vendo a seriedade na cara do Boruto – fale com ele, depois terminamos.
Sasuke seguiu em frente, quando ele passou disse para os dois soltarem Boruto, o menino então foi até Naruto e este o levou para uma sala vazia, Naruto estava bem frustrado com a conversa que teve antes, e agora surgia mais isso.
— Você e os outros kages estavam decidindo o que fazer com a Kuon-chan não é? Eu quero saber! – disse ele.
— O que você pensa que pode fazer se souber? Você é só um gennin – disse Naruto – não se envolva mais nisso, está fora do seu alcance.
— Uma merda que vou cair fora! A Kuon-chan está nessa por minha causa, fui eu que sugeriu traze-la pra vila! – disse Boruto furioso – vocês só estão furiosos com ela por que...
— Parece que você não entendeu o que está acontecendo, então eu vou te explicar – disse Naruto – essa menina inevitavelmente iria vir até aqui, você só fez ser mais rápido, ela já tinha atacado o Bee e agora planeja atacar o filho do Gaara, nós estamos lutando para proteger o mundo de uma ameaça.
— Ela não é uma ameaça, é só alguém com dupla personalidade não é? Eu ouvi tudo no seu escritório – revelava ele – tem um espirito ruim dentro dela, é esse espirito que é o problema, não a Kuon-chan!
— Você estava espionando o meu escritório!? – perguntou Naruto perplexo – eu realmente tenho que te deixar de castigo!
— Esqueça isso! Eu fiz uma promessa para a Kuon-chan! – disse Boruto – eu prometi que iria leva-la pra casa, pra ficar com sua família! Eu não posso falhar em fazer isso!
— Ela não tem uma família, nem um lugar para retornar – disse Naruto – se você ouviu aquela conversa deveria ter entendido, ela foi criada em laboratório, é uma forma de vida artificial.
Era como se o mundo do Boruto tivesse desmoronado, como poderia ser que ela não fosse um ser humano? Ele a conheceu, brincou com ela e passou apuros com ela, a viu feliz por provar comidas novas e se divertindo com todos, até mesmo parecia feliz com a ideia de casar com o Boruto.
— Isso não pode ser... ela...
— Ela é feita da mesma coisa que meu braço direito, e uma alma foi colocada dentro dela – explicava Naruto – não é como se eu não me importasse com ela, só que como Hokage não posso ir contra a decisão da aliança.
— Então só porque eles decidiram você vai simplesmente abandona-la? Que Hokage de merda você é! – disse Boruto irritado – já chega, eu não quero mais saber de você!
Boruto saiu da sala batendo a porta, Naruto mais uma vez se sentiu um lixo por dentro hoje, seu próprio filho estava desiludido com ele por causa disso.
Boruto então deixou a divisão de inteligência, ele não queria simplesmente desistir, mas não sabia o que fazer, foi então que ele lembrou do que ouviu naquele escritório, se havia um jeito ele não iria simplesmente desistir e aceitar essa injustiça, por isso ele foi procurar seus amigos.
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— E devido a essa ameaça estamos decretando toque de recolher na vila – anunciava Hanako pelas televisões – ninguém deve ficar nas ruas ao anoitecer, qualquer um suspeito será detido.
A decisão veio após a ultima reunião dos kages, com a iminência de um ataque Hanako como Kazekage tomou a melhor decisão para seu povo, todos os jounins da vila seriam enviados para a fronteira para deter Kuon, apenas os chuunins e gennins protegeriam a vila.
— Isso não significa no entanto que a vila vai parar, por mais que estejamos em alerta não devemos deixar o medo nos dominar – continuava Hanako – tudo vai continuar funcionando, vocês podem trabalhar, se divertir e estudar, por que nós os shinobis iremos protege-los.
Hanako explicou mais algumas mudanças que aconteceriam na rotina, mas no geral apenas a segurança seria reforçada e o toque de recolher afetaria a vida noturna, fora isso tudo seguiria normalmente.
Depois que ela terminou o anuncio o jornal da vila foi encerrado, Hanako deixou o estúdio de televisão e foi se encontrar com os conselheiros, no caminho ela viu Gaara de uniforme e com varias cabaças presas na cintura, eram suas areias especiais para situações incomuns.
— Aonde vai Gaara-sama? – perguntou ela.
— Para a fronteira, alguém precisa liderar o nosso pessoal lá – respondeu ele sem parar de andar.
— Você não pode! O inimigo quer o sangue dos jinchuurikis – dizia ela – não sabemos se você é um alvo também.
— É justamente por isso que preciso ir, ser um for um alvo manterei a atenção deles em mim – respondeu Gaara – e se for impossível detê-los ao menos eles podem levar a mim, e não o meu filho.
— Não é justo, você já deu a vida pela vila uma vez – dizia ela apertando o punho – não é justo que tenha que se sacrificar por nós!
— Não tenho a intenção de morrer, eu farei tudo para voltar vivo – respondeu ele se virando para Hanako – eu tenho uma esposa e um filho, sou o conselheiro da areia e aquele que bota juízo na sua cabeça.
— Eu não posso governar Sunagakure sem você – dizia Hanako com os olhos brilhando de lagrimas – o Kankurou-san não pega leve comigo!
— Faça o seu trabalho como Kazekage, guarde a vila – pediu Gaara – você é a ultima linha de defesa, por favor cuide do meu filho.
— Eu cuidarei! Prometo que nada acontecerá a ele! – respondeu ela se curvando.
Gaara se reuniu a vários ninjas, todos os jounins da vila ainda em espera seguiram com ele, o destino era a fronteira, e o objetivo era protegê-la, todos os jounins juraram que nenhum inimigo chegaria até a vila.
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— Vocês poderiam ir embora? Ela está comendo agora – disse Kurare em frente a porta.
Diante dele quase uma dúzia de ninjas, eram ninjas da vila secundaria que servia o país onde estavam agora, eles tinham vindo para checar uma denuncia e acabaram se deparando com o inimigo das nações shinobi.
— Renda-se agora – pediu aquele que liderava o grupo.
— Não senti absolutamente nenhuma confiança nessas palavras – respondeu Kurare sacando sua katana.
Os ninjas avançaram para atacar e Kurare revidou habilmente, do lado de dentro do restaurante em uma única mesa Kuon jantava tranquilamente, ao lado dela Shirare observava com o byakugan o que acontecia lá fora.
— Ele está com problemas? – perguntou Kuon enquanto enrolava o macarrão no garfo.
— Absolutamente não, ele parece estar se divertindo até – respondeu Shirare – mais importante, este prato não lhe agrada?
— Não é ruim, só não é exótico – respondeu Kuon – não tem um sabor que seja marcante.
— O que vocês tem de mais exótico aqui? – perguntou Shirare.
Ela perguntava isso olhando para a moça de pé ao lado da mesa, quando percebeu que era com ela a moça tremeu, ela viu o que aconteceu com os primeiros que desafiaram essa “cliente”.
— e-e-eu n-na-não, quero dizer...
— Vocês tem algo chamado ramen? Eu provei um na vila chamada Konoha – disse Kuon – na verdade quem provou foi a outra, mas eu me lembro do gosto.
— Acho que o nosso cozinheiro sabe fazer – disse a moça nervosa.
Sendo dispensada ela foi até a cozinha, lá os cozinheiros eram vigiados pelo bunshin de Kurare ao lado da porta dos fundos, quando a moça retornou eles sabiam que teriam que preparar mais um prato para ela.
— Só isso? Um ramen? – perguntou o chefe dos cozinheiros.
— Parece que ela quer um igual ao de Konoha, aquele famoso sabe? – explicava a moça.
Enquanto os cozinheiros trabalhavam Kurare retornava para dentro do restaurante, ele já tinha eliminado todos os ninjas que lutaram e deixou de lado os que fugiram.
— Os ninjas sabem para onde estamos indo, vamos ter muito mais trabalho de agora em diante – disse ele aproximando-se da mesa.
— Bom trabalho, sente-se e coma também – disse Kuon.
— Muito obrigado – agradeceu ele.
Shirare e Kurare sentaram-se à mesa, os pratos que não agradaram a Kuon ficaram para eles, quanto a ela olhava para seus dois servos, ambos criados unicamente para fazerem tudo por ela sem questionarem ou reclamarem.
— Vocês possuem alguma lembrança de quando eram humanos? – perguntou ela.
— Nenhuma, apenas o conhecimento sobre nossas habilidades – respondeu Shirare.
— A outra está começando a lembrar de algumas coisas – comentou Kuon – essas lembranças me incomodam.
— Infelizmente não temos uma solução para isso – disse Shirare.
— Até mesmo meu nome vem dela, a primeira coisa que ela se lembrou – continuava a outra – quanto a mim não tenho uma identidade própria, sou somente uma vontade existente.
Os dois permaneceram calados, eles próprios também eram vontades existentes, seus corpos na verdade pertenciam a duas pessoas que toparam com Kuon por acaso, ela usou seus poderes para transforma-los no que são para servi-la.
— Primeiro eu completarei o meu objetivo, irei obter todos os fragmentos do meu poder – dizia ela – depois... eu encontrarei uma razão para existir.
— Ficaremos felizes em ajuda-la, pois essa é nossa razão de existir – disse Kurare – e essa sopa de ostra é apetitosa.
— Aqui está o ramen – disse a moça pondo cuidadosamente o prato sobre a mesa.
— Ah sim, parece gostoso – disse Kuon – hei você, qual é o seu nome?
— Eu? Meu nome é Imari – respondeu a moça nervosa.
— E qual é o seu proposito neste mundo? Servir pratos neste lugar?
A pergunta era totalmente sem sentido para a mulher, na verdade ela era a recepcionista do restaurante, quando Kuon e seus servos entraram expulsaram todos os clientes, mataram quem se opôs e dominaram o lugar, ela foi um dos poucos funcionários que não conseguiu fugir, e desde então coube a ela buscar e trazer comida.
— Eu não verdade... queria ser cantora... – dizia Imari de cabeça baixa – mas eu não tenho talento pra isso.
— Deve ser triste não conseguir fazer aquilo que deseja – comentou Shirare.
— Por isso eu não vou falhar em conseguir o que desejo – disse Kuon se servindo do ramen – partiremos assim que eu acabar aqui.
Para Imari essas palavras foram de puro alivio, Kuon comeu o ramen e mesmo não sendo igual ao do ichiraku ela aprovou, depois que terminou os três se dirigiram para a saída, o bunshin do Kurare sumiu da cozinha, e o verdadeiro curvou-se para Imari antes de sair.
— Obrigado por satisfazer a nossa mestra – disse ele antes de sair pela porta.
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— Bee seu maldito!... – rosnava o ex-raikage.
Ele olhava para a cama do hospital vazia, depois do ataque os ferimentos dele foram logo curados, mas para mantê-lo longe de problemas haviam deixado-o sob observação, agora ele simplesmente sumira.
— Já era de se esperar que ele faria isso – comentou Samui ao lado dele.
— Desgraçado, e eu vim trazer suas revistas favoritas! – gritava o outro furioso.
— Não são as revistas pornôs não é? Eu já falei pra parar de dar isso a ele – reclamou Samui.
O ex-raikage deixou o quarto do hospital e seguiu para a divisão de inteligência da vila, ele já chegou chutando portas e dando ordens para localizar Bee, rapidamente o pessoal começou a trabalhar nisso e por fim o acharam.
— Ele já tá a meio caminho da fronteira – respondeu o encarregado.
— Deem ordens para o pessoal da fronteira, impeçam-no a qualquer custo! – ordenou ele.
— Espere um pouco chefe, isso foi inesperado mas vai ser útil – dizia Darui chegando – ter um jinchuuriki no campo de batalha vai ser uma grande adição para nossas forças.
Seu antecessor reclamou bastante disso mas acabou aceitando, como ele mesmo escolhera Darui como seu sucessor podia confiar nas decisões dele.
— Mas isso não quer dizer que vamos deixa-lo sozinho, mandem uma equipe atrás dele – continuou Darui – a função deles é não deixar o Bee sozinho.
— Obrigado – agradeceu o ex-raikage.
— Sem problemas chefe – respondeu ele.
— hunf, você continua me chamando assim – disse o outro dando as costas.
Enquanto isso Bee corria a toda velocidade, ele ativara o manto bijuu nível 2 para alcançar o máximo de velocidade, seu objetivo era cruzar o país do fogo em apenas um dia, assim ele chegaria no campo de batalha em no máximo dois dias.
— Se continuar gastando meu chakra nisso não vai ter nada para lutar – avisava o Hachibi.
— Não tem problema, quando estivermos perto do alvo eu assumo e você descansa – respondeu ele – só precisamos de um pouco, nem vai ser uma luta.
— Você não está planejando nada idiota não é? – perguntou o bijuu – eu quero dizer, nada mais idiota que o de costume.
— Eu só quero dar o troco pela surra que levei – disse ele – e também ajudar o Gaara, eu soube que estão atrás do filho dele.
— E eles já pegaram o Naruto, é inacreditável – disse o Hachibi – o que a kyuubi estava fazendo?
— Foi dentro da vila, a kyuubi não podia ajudar – respondeu Bee – mas agora é diferente, em campo aberto nós é que temos a vantagem.
Os dois cessaram o papo e aceleraram, Bee já podia ver a fronteira do seu país, com mais um dia ele atravessaria o país do fogo inteiro, foi quando ele percebeu outras presenças atrás dele, era uma equipe de ninjas da nuvem, 6 deles no total.
— Bee-sama, espera um pouco!! – pedia o líder do grupo.
— Não tentem me impedir! Eu vou de qualquer jeito – disse ele.
— Não é isso, o Raikage-sama nos mandou acompanha-lo – respondeu o líder – e parece que a Karui-san vai se juntar a gente na metade do caminho!
Bee sorriu animado com isso, em breve ele estaria na batalha dando o troco, e o melhor de tudo é que vai ser ao lado de sua ex-aluna, só era uma pena o Omoi não ter se juntado a eles.
— A proposito: o ninja liderando nossas forças em batalha é o Omoi-senpai – comentou outro membro do time fazendo Bee gargalhar.
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— Você quer o quê!? – perguntou Shikadai espantado.
— Eu quero ajudar a Kuon-chan, foi isso que eu disse – respondeu Boruto.
— Espera um pouco Boruto, eu também não estou feliz com isso – disse Sarada – mas não podemos nos envolver mais nesse caso!
Os dois times estavam tendo uma reunião secreta, o local era uma casa da árvore no fundo da academia ninja, o lugar era usado para os alunos mais novos brincarem, e os mais velhos treinarem algumas técnicas, mas nessas horas era um ótimo local para se reunir sem ninguém desconfiar.
— Vocês não sabem de nada, os adultos querem matar ela! – continuava Boruto – eles estão morrendo de medo dela, mas ela não é perigosa!
— Não é perigosa? Ela quase acabou com a vila inteira! – disse Inojin – e ela mandou seu pai pro hospital, o ninja mais forte do mundo!
— Tecnicamente ele só foi nos levar ao hospital, e tratar ferimentos leves – comentou Basara – ele descansou no hospital por causa do gasto de chakra.
— Que seja, o problema aqui é que essa garota está longe de ser inofensiva – disse Shikadai.
— Boruto, talvez você não saiba o que é o rinengan, mas meu pai tem esse doujutsu e isso o faz muito forte – explicou Sarada – e pelo que sei a Kuon tem um rinengan ainda mais forte, tão forte quanto o do cara que destruiu Konoha no passado.
— Mesmo assim ela não é perigosa, nós andamos com ela, comemos com ela – dizia Boruto – nós dormimos juntos e você deu banho nela, ela parecia perigosa para você!?
Boruto tinha um ponto em seu argumento, mas ele também estava errado, a Kuon inofensiva era aquela que não possuía o rinengan, já a outra era totalmente imprevisível, era como uma calamidade ambulante.
— Eu sei que vocês não a conhecem como nós conhecemos, mas ela é nossa amiga – insistia Boruto – nós vamos deixar uma amiga morrer?
— Então você pretende salva-la, e o que vai fazer depois? – perguntou Shikadai – não importa o que você pensa, ela continua sendo uma ameaça.
— Não é bem assim, o cara que o meu pai derrotou também era – explicava Boruto – mas ele convenceu o cara a mudar pro nosso lado, eles ficaram amigos e ele até reviveu as pessoas que morreram.
— Então você está sugerindo que ela pode ficar boa e nos ajudar? – perguntou Inojin – isso é loucura!
— Não acho que isso seja impossível, ela não é exatamente má – comentou Basara – pelo que entendi ela quer ficar completa pegando o sangue de jinchuurikis, mas ela não disse que quer fazer mal aos outros.
— E o que acontece depois que ela ficar completa? – perguntou Chochou participando pela primeira vez.
Essa era uma questão sem resposta, o conhecimento sobre ela só ia até aí, todos começaram a pensar mas não conseguiam achar uma resposta.
— É uma pena que ela não tá com a gente, eu queria que ela experimentasse outros tipos de ramen – dizia Chochou comendo suas batatinhas – e também para saber quem tem razão sobre os acompanhamentos, o Boruto não sabe de nada!
— Você tem ideia de quantos sabores e variações ela precisaria provar? A Kuon ficaria tão gorda quanto você! – reclamou Sarada – e no final ela é do tipo que concordaria com os dois!
— E ela queria casar com o Boruto, isso pode ser uma boa não é? – disse Basara – o que você acha Boruto-kun? Casaria com ela?
— Não é... como se eu tivesse algo contra – disse Boruto todo vermelho.
— Você já a viu nua, vai ter que assumir a responsabilidade mesmo – disse Sarada irritada.
De repente todos começaram a encarar Boruto, ele quase se escondeu de vergonha, mas isso fez todos gargalharem muito, de repente a conversa que era tão séria se transformou em piada.
— Com ela aqui tudo fica mais divertido mesmo – comentou Shikadai – ok, vamos ajuda-la.
— É sério mesmo!? – perguntou Boruto empolgado.
— Mas só se ela cooperar, senão nada feito – disse o Nara – lembre-se que a outra dentro dele não é tão legal assim.
— Beleza, vou levar um novo sabor de salgadinho pra ela – disse Chochou empolgada.
— Vocês só vão fazer besteira sem mim, então eu também irei – disse Sarada.
— Por que você não admite logo que quer ajuda-la? – perguntou Basara rindo.
— Mas como vamos acha-la? Não é como se soubéssemos onde ela está não é? – perguntou Inojin.
— Acha-la não é a parte difícil, ela vai pro país do vento – explicou Shikadai – para acha-la basta seguir o rastro de destruição.
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— Tem algo vindo – avisou Shirare.
Os dois cavalgavam um grande leão de pele vermelha, no caminho deles uma tempestade de areia se formou e logo os envolveu, rapidamente os dois saltaram de cima no animal e se posicionaram para batalha, Shirare e Kurare conseguiam ver com seus doujutsu varias figuras se movendo na tempestade de areia.
Shirare conjurou seu arco e atirou flechas de chakra varias vezes, mas nenhuma acertou seu alvo, ela conseguia vê-los através da tempestade, mas o vento e areia desviava os tiros.
— Está difícil mirar alguma coisa aqui – disse ela.
Kurare viu os vultos correndo em volta deles, alguns deles atiraram shuriken de ângulos que seriam inúteis em outras circunstancias, mas conhecendo os ventos do deserto as shuriken fizeram curvas e chegaram até os alvos, Kurare com sua katana rebateu todas elas com dificuldade.
Logo em seguida marionetes saíram do chão, marionetes de vários tipos começaram a ataca-los por todos os lados, Shirare vendo as linhas de chakra rapidamente as cortou com seus punhos brilhantes.
Kurare usou um poderoso katon para destruir as marionetes, mas o vento que os cercava fez o fogo se voltar contra eles, os dois desviaram das labaredas e viram mãos de areia se erguendo do chão para ataca-los.
— Esse terreno dá muita vantagem a eles – disse Kurare – precisamos sair daqui.
— Na verdade precisamos nos livrar da tempestade de areia – sugeriu a outra – e eu já sei como fazer isso: Fuuton! Hakurō Tenbu (Dança Celestial da Neblina Branca)
Combinando o ninjutsu de fuuton com o kaiten dos Hyuuga Shirare criou um tornado, este tornado branco começou a anular a tempestade de areia dispersando os ventos fortes, num instante os ninjas da areia estavam expostos.
— seu jutsu ficou mais forte desde que Kuon-sama adquiriu o sangue dos jinchuurikis – comentou Kurare – agora que não tem mais aquele vento... Shuriken Kage Bunshin!
Kurare arremessou varias shurikens cobertas com o chakra do susanoo, os ninjas da areia ergueram uma muralha de pedra mas esta foi atravessada pelas shurikens, os ninjas atrás da parede foram alvejados mas não morreram, logo uma equipe começou a remove-los dali.
Shirare com a palma do vácuo repeliu os ataques que vieram por trás, logo os dois estavam cercados de ninjas da areia, todos eles com uma forte determinação no olhar.
— Eles não são fracos, e estão bem motivados – comentou Kurare observando-os.
— Não importa, precisamos chegar até o jinchuuriki – respondeu Shirare.
— Vocês pretendem mesmo ir contra toda uma vila ninja? – perguntou Gaara que chegou flutuando na areia – vocês por acaso são suicidas? Ou estão sendo forçados a isso?
Os dois olharam para Gaara, Shirare com seu byakugan viu um forte chakra dentro dele, mas não havia a presença de um bijuu selado, ela imaginou que ele já foi um jinchuuriki.
— Não temos intenção de morrer antes de completar o objetivo – respondeu Shirare encarando Gaara – e de forma alguma estamos sendo forçados, existimos unicamente para isso.
— Entendo, vocês vivem para servir sua mestra – disse Gaara – sendo assim não podemos convencê-los a se render não é?
— Só se pudéssemos convencê-los a abrir caminho – respondeu Kurare.
Gaara respondeu atirando varias bolotas de areia na dupla, Kurare envolveu sua katana com o chakra do susanoo e rebateu todas elas, os ninjas da areia alternavam seus jutsus pressionando a dupla cada vez mais, quando um ninjutsu afastou um do outro Gaara viu uma brecha e atacou.
— Sabaku Soutaisou! (Funeral Imperial Do Deserto) – disse ele erguendo sua areia.
A areia abaixo dos pés de Shirare se agitou e a envolveu completamente, num instante varias camadas de areia foram se sobrepondo até formar uma pirâmide de areia, Gaara solidificou seu exterior fazendo-a parecer de rocha solida.
— Shirare!! – gritou Kurare indo até ela.
— Pegamos o primeiro, agora o próximo – disse Gaara apontando sua mão para ele.
O leão de pele vermelha saltou de dentro de uma duna, ele correu até a pirâmide e com um urro repleto de chakra estourou a estrutura, com isso Shirare foi libertada e resgatada pelo parceiro.
— Eu pensei que aquela coisa tinha sido destruída antes! – reclamou um dos jounins – ninjas rastreadores, fiquem mais atentos!
— Foi mal, o chakra dessa coisa é incomum – respondeu o rastreador – eu consigo senti-lo mas é difícil rastreá-lo.
— Olhem atentamente os olhos da criatura, é um kuchiyose do rinengan – avisou Gaara – isso significa que a mestra deles está por perto.
— Sentimos muito Kuon-sama – disse Shirare ofegante – espere só mais um pouco, logo...
— Não é possível agora, vocês devem recuar – a voz dela saiu pelo leão – há muitos deles e este líder é muito forte.
— Por favor Kuon-sama, ainda podemos lutar – disse Shirare – obriga-la a esperar mais é...
— Um dia a mais ou a menos não fará diferença, nesse momento é importante recuar – disse ela – eu já sei como contra-atacar essa força.
Sentindo-se humilhados os dois subiram no leão e este correu bem rápido para tira-los dali, os ninjas da areia começaram a persegui-los e ataca-los, mas Kurare revestiu-se com a armadura e servia de escudo repelindo todos os ataques.
— O que estão fazendo? Estamos quase ganhando! – disse um dos jounins – atrás deles, vamos derruba-los com a próxima onda de ataque!
— Espere, não os persigam – ordenou Gaara – reúnam todos e se preparem para a batalha.
— Gaara-sama, podemos vencê-los, eles...
— Podemos vencê-los, mas a mestra deles é o verdadeiro perigo – respondeu Gaara – se ela entrar na luta não sabemos o que pode acontecer.
— Droga, estávamos tão perto...
— Não precisamos ter pressa, amanhã os reforços de Iwagakure chegarão – disse Gaara – e pela tarde os ninjas da nuvem, nevoa e folha irão se reunir, vamos cair sobre eles com toda a força da aliança shinobi.
Os ninjas seguiram as ordens de Gaara, os rastreadores armaram antenas para ampliar suas habilidades, a cada quilometro um acampamento com 10 ninjas fazia a guarda, se algum deles encontrasse os inimigos enviariam um alerta e todos na região se juntariam a eles, com isso a defesa do país do vento estava garantida.
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— Ele fez o que!? – perguntou Naruto quase tendo um ataque.
— Eu já procurei o máximo que pude com meu byakugan – respondeu Hinata – eu tenho certeza que ele não está na vila.
Naruto fechou os olhos e se concentrou para ativar sua habilidade, expandindo sua percepção ele podia sentir o chakra de todos na vila, entre aqueles que ele conhecia não encontrou o chakra do Boruto, poderia procurar melhor com mais tempo mas isso mostrava que ele não estava ao seu alcance.
— Você tem razão, e também não senti o chakra da Sarada, do Basara e nem do time 7 – disse ele – onde eles foram parar!?
— Você não tem ideia mesmo? É obvio que eles foram procurar aquela menina – explicou Hinata – porque o Boruto-kun quer salva-la.
Naruto fez uma cara de decepção, mas ele estava decepcionado consigo mesmo, como Hokage ele adotou a decisão da maioria e agora todos estavam se preparando para mata-la, mas como Uzumaki Naruto ele sentia vergonha de seu filho estar fazendo o que ele deveria fazer.
— O Boruto está certo, eu sou uma merda de Hokage – disse Naruto – se o Obito me visse agora ele ficaria furioso.
— Não é bem assim, você apenas fez o que achou que era o melhor para todos – disse Hinata – a mensagem do Obito dizia que não havia uma resposta certa ou errada dessa vez, então você apenas fez o seu melhor.
— Mas agora o Boruto foi atrás dela, ele está indo pro meio de uma pequena guerra para ajuda-la – dizia Naruto.
— Ele também está certo, está lutando pelo que acredita – disse ela – mas ele não podia agir dessa maneira, ele está colocando a si mesmo e os outros em perigo.
— Droga, esse menino se parece demais comigo – Naruto quase riu.
— É verdade, é o tipo de coisa que você teria feito quando criança – respondeu Hinata.
— Hinata, você acha que eu mudei? Que eu me tornei alguém diferente de quem eu era? – perguntou Naruto preocupado.
— De forma alguma, acontece que somos adultos agora, temos uma maneira diferente de ver o mundo – respondeu ela – e responsabilidades também, eu já fiz coisas das quais me envergonharia se ainda fosse criança, o importante é manter dentro de nós o espirito que tínhamos.
Naruto viu Hinata pegando uma caixa embaixo da cama, era a caixa onde ela guardava o uniforme de jounin, ela raramente o usava pois suas idas em missões diminuíram muito, mesmo assim tanto a caixa como o uniforme e o equipamento estavam impecáveis.
— Você como Hokage tomou a melhor decisão para a vila – dizia ela – mas como pai você quer manter seu filho seguro não é? Como mãe eu penso da mesma forma.
— Você vai atrás dele? – perguntou Naruto.
— Sim, como mãe dele vou busca-lo e lhe dar umas palmadas por ser tão desobediente – respondeu ela sorrindo – mas como ninja da folha eu preciso de uma ordem do Hokage.
— Muito bem, eu confio essa missão a você Hyuuga Hinata – disse ele oficialmente – traga de volta os gennins fugitivos para que recebam sua punição.
— Sim senhor Hokage-sama – respondeu ela formalmente.
Hinata trocou-se e vestiu seu uniforme jounin, pegou seu equipamento e foi para a porta de casa, na saída ela e Naruto ficaram surpresos em ver Sasuke e Juugo se dirigindo para a casa deles.
— Se você está de uniforme significa que já sabe o que aconteceu – disse Sasuke – eu também estou indo atrás deles.
— Sinto muito se meu filho está lhe causando problemas – disse Juugo se curvando.
— Bem, de qualquer forma você ia se juntar ao grupo de caça – disse Naruto – então vocês podem ir juntos.
— Eu trarei a Sarada de volta, assim como todos os outros – disse Hinata.
— Antes disso precisaremos de mais uma coisa – disse Sasuke – uma precaução contra imprevistos.
Hinata não entendeu do que Sasuke estava falando, ela e Juugo o seguiram até o monte Hokage e logo ficou claro o que ele procurava, os três pararam diante da enorme caverna que servia de lá para a kyuubi, o bijuu abriu seus olhos que eram as únicas coisas visíveis naquela escuridão.
— Vamos precisar de sua ajuda – disse Sasuke.
— hehehehe um Uchiha pedindo minha ajuda, normalmente vocês usariam estes olhos – disse o bijuu pondo a cabeça pra fora da caverna.
— Posso usar se quiser, mas prefiro fazer as coisas do jeito mais fácil – respondeu Sasuke – além disso, eu tenho a sensação de que você vai gostar do trabalho.
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(horas depois)
— Pessoal, precisamos descer – avisou Inojin – eu já tô ficando quase sem chakra.
Quando ele avisou um local para pouso foi escolhido, os três pássaros de tinta aterrissaram numa clareira e depois voltaram para o pergaminho de Inojin, voando neles os dois times alcançaram o local dos conflitos rapidamente.
— Podemos procurar a pé daqui, já que parece que o país do rio é o local da batalha – disse Shikadai – mas precisamos saber para onde ir.
— Deixem isso comigo, eu vi algo lá de cima – disse Sarada – eu vou obter informações.
A Uchiha saiu rapidamente pela mata até chegar numa estrada, nela uma caravana de pessoas se movia rapidamente, na beira da estrada ninjas da folha e do rio faziam a escolta e guiavam as pessoas.
— Com licença – disse Sarada se aproximando de um ninja da folha.
— Hã? O que você tá fazendo aqui? – perguntou o chuunin – isso aqui não é missão para um gennin.
— Desculpe, estávamos foram em uma missão e quando voltamos tudo estava uma bagunça – disse ela mentindo – achei que você poderia dizer o que está acontecendo.
— Não sabem? Tem uma pessoa muito poderosa andando por este país – disse ela – estamos evacuando as pessoas, pois em breve vamos ataca-la.
— Sério? E onde está essa pessoa? – perguntou ela.
— E isso lá é da sua conta? Volta pra vila pirralha – respondeu ele irritado – gennins como você não podem fazer nada aqui.
— E eu tava tentando ser educada... – disse ela com uma veia pulsando na testa – muito bem, você que pediu!
O chuunin foi pego de surpresa pela ativação do sharingan, com um genjutsu Sarada paralisou o homem e entrou em sua mente, ela viu a informação que procurava e desacordou o homem, antes que alguém visse ele caído Sarada voltou para a mata até seus companheiros.
— Ao que parece Kuon e seus dois seguidores tentaram atravessar a fronteira do país do vento – explicou ela ao chegar – mas o Gaara e seus ninjas conseguiram expulsa-los.
— E como é que ela tá? Ela tá ferida? – perguntou Boruto preocupado.
— Eu não sei mais que isso, mas o alerta continua – respondeu Sarada – então ela deve estar viva.
— Fique calmo Boruto, se ela é tão forte assim o tio Gaara não acabaria com ela de primeira – disse Shikadai – vamos pra fronteira, de lá a gente consegue mais informações.
Os times então avançaram rápido para a fronteira, eles iam na direção oposta da evacuação, assim eles tinham uma ideia de onde era a zona de risco, eles encontraram uma cidade já evacuada, mas devido a presença de ninjas eles evitaram o lugar, seguiram mais adentro na montanha e no topo dela podiam ver a fronteira do país.
— Eu acho que nunca vim aqui antes – comentou Boruto.
— Um enorme rio cortou a rocha criando esse desfiladeiro – explicou Shikadai – desde então é aqui a fronteira entre os dois países.
Do alto da montanha já dava pra avistar o deserto, mas por ser inicio da madrugada só o que se via era escuridão e as luzes das vilas distantes, avançar pelo deserto a noite era pedir para se perder, a menos que você fosse experiente em se guiar pelas estrelas.
— Naquela direção tem uma ponte, é mais fácil cruzar por lá – explicou Shikadai – mas certamente ela está sendo vigiada.
O grupo avançou na direção indicada, mas todo mundo estava cansado e não adiantava de nada avançar pela madrugada, então eles decidiram fazer uma pausa, avistaram uma pousada e seguiram para ela.
— Viu? Eu disse que estava vazia – disse Inojin entrando – os proprietários também foram evacuados.
— Ok, vamos nos abrigar aqui hoje, mas nada de pegar as coisas daqui sem permissão – alertava Sarada – não queremos passar por saqueadores, vamos apenas dormir aqui.
— Infelizmente vocês não podem – disse alguém no corredor.
— Você é o segurança daqui? Deixa a gente dormir aqui só hoje – implorava Chochou ao ver um homem de kimono e com uma katana – faz muito frio no deserto à noite!
— Vocês estão indo para o deserto? Não vão conseguir atravessar o cerco – disse o homem.
— É mais que isso, estamos procurando uma amiga – disse Boruto – por favor moço, deixa a gente ficar.
— Quem está aí Kurare? – perguntou uma voz feminina indo até eles.
— São apenas crianças, parecem estar indo para o deserto – respondeu Kurare vendo sua parceira.
— Ah! Você é do clã Hyuuga? Então fica mais fácil! – disse Boruto vendo o byakugan na mulher – olha, tá lembrando de mim? Se você falar com minha mãe ela...
— eu não conheço nenhum clã Hyuuga, e nem sei quem é você – disse ela – além disso vocês são barulhentos, vão embora.
— um Hyuuga que não conhece seu próprio clã? Quem é você afinal? – perguntou Sarada ativando o sharingan.
— Ora, temos os mesmos olhos – disse Kurare ativando o sharingan também – é a primeira vez que encontro alguém assim.
Os dois times de gennins se posicionaram para lutar, já os dois guardiões de Kuon mal viam como uma ameaça, eles viam os gennins como algo que apenas tirava o sossego, foi quando mais alguém se juntou a eles.
— O que está acontecendo aqui? – perguntou Kuon segurando uma taça de raspadinha.
Os gennins não conseguiam acreditar nisso, bem na frente deles estava a pessoa que procuravam, Kuon estreitou os olhos e reconheceu todos como sendo aqueles que a acompanharam, ela fez uma cara de surpresa e depois parecia que já não ligava para o assunto.
— Kuon-chan! Que bom que te encontramos! – disse Boruto indo até ela e colocando a mão em seu ombro.
No mesmo instante que ele tocou Kuon Shirare aplicou um golpe de jyuuken no pescoço dele, levou dois segundos para o golpe fazer efeito e Boruto desabar babando no chão, os outros olharam para aquela situação achando muito ridículo.
— Coitado do Boruto, ele só apanha quando ela tá por perto – comentou Basara.
Continua.
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