Mirai no Monogatari
81 Capítulo 67 – Dialogo.
Notas iniciais
Capítulo 67 – Dialogo.
— Depois de extrair muita informação eis um resumo da situação – dizia Sakamori sentado numa pedra – a pessoa que atacou Konoha é uma criança, ela possui o rinengan e seu objetivo é obter o sangue dos jinchuurikis.
Sakamori estava cercado por mais ou menos 30 cadáveres, todos membros da aliança que tiveram o azar de topar com os membros da juugetsu, estes membros estavam todos juntos em uma única missão pela primeira vez, todos atrás da pessoa que poderia mudar o rumo da guerra entre eles e a aliança shinobi.
— O rinengan voltou a este mundo? Difícil de acreditar – disse Gakou – como isso é possível?
— Não sei, os subordinados não sabem – respondeu Sakamori – provavelmente só os 5 kages sabem disso agora.
— Estamos atrás de uma criança? Isso é ridículo! – reclamou Obujo – uma criança não poderia mobilizar toda a aliança shinobi!
— Se ela tiver o mesmo poder que o líder da akatsuki isso seria possível – comentou a parceira dele – estamos falando do doujutsu supremo.
— Ela jogou um meteoro em Konoha, se não fosse pelo Hokage a vila seria escombros agora – disse Shinta rindo – é melhor levarmos isso a sério.
— É como ele disse, não podemos subestima-la mesmo que seja uma criança – disse Sakamori – eu e Suugen iremos procurar por ela, Obujo e Mizore devem ir para Sunagakure.
— Hein? O que vamos fazer lá? – perguntou Mizore.
— Ela está atrás do sangue do jinchuuriki, e atualmente o filho do Gaara é este jinchuuriki – explicou o líder – vocês dois irão busca-lo, vamos usa-lo para negociar com a criança portadora do rinengan.
— Que ótimo, estamos indo subornar uma criança – disse Obujo frustrado – talvez devêssemos oferecer doces a ela.
A dupla saiu seguindo para o país do vento, Obujo não tinha nenhum problema em atacar sua antiga vila, mas ele achava ridículo ter que barganhar com uma criança, o plano era que ele entraria escondido na vila e Mizore causaria uma distração por fora.
— Yarizui, você vai se infiltrar no QG da aliança aqui no país dos rios – continuava Sakamori – eu quero que você nos informe de todos os passos deles, e dependendo da situação sabote seus planos.
— Aiai, como eu gostaria de ter tido tempo de me preparar – suspirava ela – eu odeio fazer papeis meia-boca.
Yarizui ativou seu mangekyou e copiou a aparência da única mulher entre os mortos, depois disso ela seguiu para a capital do país onde a aliança montara seu QG, Tenma recebeu a missão de continuar matando os ninjas que encontrasse.
— O que nós vamos fazer chefe? – perguntou Shinta.
— Você e Gakou virão conosco, precisaremos de vocês caso a negociação não dê certo – respondeu ele – se fracassarmos em trazê-la para nosso lado vamos pegar apenas seus olhos.
— hahahahahha então basicamente só precisamos da cabeça dela, com ou sem o resto? – Shinta achava isso muito engraçado.
— Não me agrada matar uma divindade, elas devem ser respeitadas – disse Gakou.
— A proposito, “Shinta” foi o nome que você roubou daquele gennin, mas qual é o seu nome verdadeiro? – perguntou Suugen.
— Eu não vou dar o nome que meus pais me deram pra qualquer um – respondeu ele altivo – mas até eu arranjar um novo nome podem me chamar de Hitoshi.
— Esse nome tem algum significado? Ou é totalmente aleatório? – perguntou Sakamori interessado.
— É o nome do meu colega de quarto do dojo onde fui treinado – respondeu ele – ele não vai se importar, eu o matei quando fugi de lá.
Sakamori deixou isso de lado, as duas duplas se reuniram e Sakamori abriu um portal para leva-los à fronteira do país, se o objetivo do seu alvo era atravessar o país do vento era lá onde estaria, eles aguardariam qualquer sinal de sua localização e agiriam conforme a situação.
— Você não acha isso curioso? Em menos de 20 anos o rinengan movimentou esse mundo duas vezes – comentou Sakamori após saírem do outro lado – uma força que esteve adormecida por mil anos e que ressurgiu em “mãos” diferentes.
— Com certeza isso tem um significado profundo – disse Suugen.
— Com certeza, esse mundo clama por uma mudança – respondeu Sakamori – e a força para essa mudança ressurgiu para esse proposito.
— Vocês estão dando créditos demais para essa pirralha – disse Hitoshi – eu tenho certeza que essa pirralha não faz a menor ideia do que fazer com todo esse poder!
— Como você pode ter certeza? Não é possível que esse doujutsu tenha escolhido um portador incapaz – disse Suugen – é um fato absoluto que um grande poder vem acompanhado de um proposito igualmente grandioso.
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— Alguém pode me explicar como acabamos nessa situação? – perguntou Shikadai frustrado.
— Nós poderíamos estar mortos, comparado a isso essa situação não é tão ruim – disse Inojin.
— Tem toda a razão, viemos procurar a pessoa que tem o doujutsu mais poderoso do mundo, e depois resolver um enorme problema – dizia ele de braços cruzados – e após encontra-la a primeira coisa que fazemos é tomar banho nas fontes!? E com esse cara!?
Ele apontava para Kurare que estava do outro lado da piscina de aguas quentes, o homem parecia estar relaxando enquanto os gennins estavam completamente nervosos, em um canto fora d’agua Boruto ainda estava inconsciente, com uma toalha na cabeça e outra cobrindo sua nudez.
— Kuon-sama estava se preparando para se banhar quando vocês chegaram – respondeu Kurare – estamos apenas seguindo como o planejado.
— Essa fonte é ótima, perfeita para relaxar – comentou Basara suspirando aliviado.
— Você é um velho por acaso!? – gritou Shikadai frustrado.
— Kuon-chan! – gritou Boruto levantando de repente – hã? Porque tá tudo girando?
— É o que acontece quando você se move bruscamente numa fonte termal – disse Inojin – fora isso teve o golpe que você levou.
— Cadê a Kuon-chan? Eu me lembro que a encontramos – dizia Boruto ainda tonto.
— Ela está lá do outro lado com as meninas – disse Shikadai apontando para a cerca que os separava.
— Pois eu vou até lá – disse ele.
— Eu aconselho que não, se não quiser ser esquartejado aqui mesmo – disse Kurare apontando a katana para ele.
— Quem diabos traz uma katana para o banho? – perguntava-se Shikadai – e você Boruto, se ligue na situação, você ainda não percebeu?
Boruto finalmente percebeu que estava pelado, achando isso um absurdo ele pegou a toalha no chão e enrolou na cintura, ele imaginou que as meninas estavam da mesma forma do outro lado e suspirando derrotado entrou na água.
— Eu prefiro não ter que fazer nada desagradável, Kuon-sama tem consideração por vocês – disse ele – principalmente este jovem loiro, você causou uma boa impressão nela.
— E quem é você? – perguntou Boruto encarando-o com olhos cerrados.
— Kuon-sama me chama de Kurare – respondeu ele – e à minha parceira de Shirare.
— Foram vocês que a sequestraram? – continuou Boruto.
— Sequestrar? Nós servimos Kuon-sama com nossas vidas – respondeu ele – do meu ponto de vista foram vocês que a sequestraram.
— Nós só estávamos ajudando alguém que pensamos estar com problemas – justificou Basara – achávamos que ela tinha sido sequestrada, não fazíamos ideia da situação.
— Bom, isso acabou saindo a nosso favor, leva-la até o jinchuuriki foi inesperado – disse Kurare – além disso vocês protegeram a outra Kuon-sama, e a fizeram feliz.
— É por isso que eu vim aqui, eu vim para protegê-la – disse Boruto – eu fiz uma promessa de leva-la até sua família, mas me disseram que ela não tem família.
— Correto, Kuon-sama não nasceu neste mundo de um pai e uma mãe – explicou Kurare – nós somos seus guardiões, e apesar de ser ousado de nossa parte nos consideramos sua família.
— Família não leva seus filhos para uma guerra! Todo mundo quer matar a Kuon-chan por causa do que vocês fizeram! – disse Boruto exaltado – se a Kuon-chan não tem uma família então eu me tornarei a família dela! Eu vou protegê-la!
— São palavras fortes para uma criança sem poder algum – disse Kurare cruzando os braços – você acha que pode protegê-la melhor do que nós?
— A aliança shinobi em peso estará caindo sobre vocês em breve – alertou Inojin – nem vocês dois podem protegê-la de todo mundo.
— Shirare e eu lutaremos até o fim, se alguém ousar tentar fazer mal a Kuon-sama – respondeu ele – mas antes disso cumpriremos nossa missão, traremos a ela o sangue do ultimo jinchuuriki.
— Sobre isso, a pessoa de quem estão atrás é meu primo – comentou Shikadai – então eu não quero que façam isso, que tal pensarmos numa outra solução?
— Não cabe a mim decidir isso, somente Kuon-sama pode escolher o caminho que tomaremos – respondeu ele.
— Então temos que falar com ela – disse Boruto.
— Ah sim, a Sarada disse para deixar isso com ela – avisou Basara – e que se você ousasse aparecer lá ela te mataria.
— Eu estou mais preocupado com a Chochou, quem sabe o que pode acontecer se deixa-la perto de alguém com rinengan? – dizia Inojin preocupado.
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— O sabor era suave, mas não é estranho colocar um ovo junto com a galinha? – perguntou Kuon – o ovo veio da galinha, é como se você estivesse comendo uma família inteira.
— Quando você está degustando algo novo a única coisa que importa é o sabor – explicou Chochou – no final se isso ainda te incomodar agradeça a galinha pela generosidade do ovo.
— Entendi, não tinha pensado dessa forma – respondeu a outra.
— Chochou está fazendo lavagem cerebral nela – dizia Sarada olhando torto – eu tenho medo do que pode acontecer.
Chochou estava esfregando as costas de Kuon, enquanto uma ajudava a outra elas conversavam sobre os pratos que Kuon experimentou no caminho até aqui, Sarada já estava na agua quente esperando por elas, de vez em quando ela olhava para Shirare que estava na outra borda.
— “São maiores que os da mamãe...” – pensava ela olhando pros seios da outra – “agora que eu penso nisso, muitas do clã Hyuuga são privilegiadas, será um efeito secundário da kekkey genkai?”
— Você é bem retinha não é? Por acaso isso lhe incomoda? – perguntou Shirare percebendo o que ela olhava.
— e-e-e-eu ainda estou crescendo! – respondeu Sarada ficando toda vermelha e se escondendo na água.
Depois que esfregaram suas costas Kuon e Chochou se banharam, em seguida elas entraram na água quente e Kuon foi para o lado de Shirare, Chochou trouxe um saco de fritas e foi repreendida por Sarada.
— Foi muito conveniente vocês terem aparecido, eu tenho algumas perguntas para fazer – disse Kuon – e eu quero respostas.
— Também temos algumas perguntas para fazer, por isso viemos até aqui – disse Sarada – precisamos de respostas antes de termos uma conversa melhor.
— Sendo assim podemos responder as perguntas uma da outra alternando – sugeriu Kuon – onde somente a verdade pode ser dita.
— Por mim tudo bem – respondeu Sarada.
— Então temos um acordo – disse Kuon – as condições para o Jigoku-dou foram cumpridas.
Ao dizer isso uma chama vermelha brilhou atrás de Kuon, uma enorme cabeça demoníaca emergiu dessa chama e passou a encarar todos os presentes, Chochou rapidamente se escondeu atrás de Sarada que ativou seu sharingan por instinto.
— O Jigoku-dou é um dos 6 caminhos do rinengan, ele é um juiz que determina um julgamento – explicou Kuon – se o acordo for igual para ambos os lados então Jigoku-dou fará com se cumpra.
— O que acontece com quem deixar de cumprir o acordo? – perguntou Sarada temerosa.
— Sua alma será tomada, basicamente você será mandada para o inferno – respondeu ela – isso vale para mim também, na verdade vale para todos que estão nessa piscina.
— Então isso é igual aquele jogo de verdade ou desafio? Então eu vou primeiro! – disse Chochou se empolgando – qual é a comida que vocês mais gostam?
— “Ela já começa com algo tão idiota?” – perguntou-se Sarada em pensamento – “pelo menos dá pra ter uma ideia de como isso funciona”
— Até agora o que eu mais gosto é do ramen – respondeu Kuon.
— Eu prefiro o sushi, o refinamento do prato me encanta – respondeu Shirare – mas não é fácil de encontrar enquanto viaja.
Sarada olhou para a cabeça que estava atrás de Kuon, aquela entidade não mostrou qualquer reação com as respostas, não dava pra saber se ele sabia imediatamente a verdade ou se era necessário duvidar dela.
— Então eu acho que é a minha vez – disse Shirare – quais são as intenções de vocês para com Kuon-sama?
Sarada estreitou os olhos diante da pergunta, ela percebeu que Shirare queria descobrir os planos deles e saber o que eles pensavam sobre Kuon, uma única pergunta poderia revelar toda a verdade, mas Sarada sabia jogar com as palavras.
— Eu só quero mais uma amiga, é chato só ter a Sarada pra conversar – respondeu Chochou sem pensar muito – precisamos de mais garotas na nossa turma, além disso é engraçado ver o Boruto com a Kuon-chan.
— “Ainda bem que a Chochou não tem noção de onde se meteu, a mente simples dela a salvou” – pensou – no meu caso eu penso que a Kuon que conhecemos é inocente e por isso não deve ser punida pelo que você fez, eu quero ajuda-la tanto quanto o Boruto.
Essa era a verdade para Sarada, ela realmente queria ajudar a Kuon que conheceram, mas ela também queria proteger o mundo ninja e principalmente a sua vila, se havia uma ameaça tão grande assim ela queria fazer o possível para ajudar.
— Então eu farei a minha pergunta – disse Kuon – quem é Kaguya e como ela está ligada a mim?
— “É possível fazer uma pergunta composta? Ela sabe como usar sua habilidade” – pensou Sarada – essa é difícil, eu vou contar o que eu ouvi do meu pai que a enfrentou anos atrás.
Sarada falou sobre Kaguya como ouviu do seu pai, que ela era uma princesa de outra dimensão que veio a este mundo atrás do fruto de chakra, que após obtê-lo ganhou poderes divinos, Kaguya então foi reverenciada como uma deusa pelas pessoas e governou este mundo, até que se tornou uma tirana sem coração.
A historia prosseguiu sobre como Kaguya tentou controlar toda a humanidade ao ponto de ser considerada um demônio, criando uma situação tão terrível que seus dois filhos tiveram que sela-la completamente, isso até ela reviver neste mundo mais uma vez.
— Meu pai e o pai do Boruto lutaram contra ela, foi uma batalha terrível pelo que me disseram – continuava Sarada – no fim eles venceram, e libertaram todos que estavam presos no Mugen Tsukiyomi, pode-se dizer que se eles tivessem falhado a humanidade estaria extinta hoje.
— Então todos pensam que eu sou essa Kaguya? Isso é ridículo – disse Kuon – eu sou eu mesma, não sei de nada sobre Kaguya ou o que ela desejava?
— Tem certeza disso? Você está fazendo quase a mesma coisa que ela – explicou Sarada – e já que tocamos no assunto eu farei a minha pergunta: o que acontece quando você pegar o sangue do ultimo jinchuuriki? Você vai se transformar na Kaguya?
Kuon permaneceu em silencio, ela simplesmente não sabia como responder a isso, dentro dela existia esse desejo de ficar completa e a necessidade de fazer isso custe o que custar, mas ela realmente não sabia o que iria acontecer após isso.
— Kuon-sama, você precisa dar uma resposta – disse Shirare preocupada com o olhar do Jigoku-dou.
— Eu não sei o que vai acontecer – respondeu ela sincera.
Kuon desfez o jigoku-dou e a enorme cabeça desapareceu, ela parecia insatisfeita com a própria resposta e por isso não queria mais continuar com as perguntas.
— Será que a Kuon-chan não pode parar de fazer isso? – perguntou Chochou inocentemente.
— Sabe como é a sensação de que lhe falta algo? De que um pedaço de você foi roubado? – perguntou Kuon – eu não posso parar, eu nunca vou ficar em paz se não conseguir o ultimo fragmento de mim.
— Mas se você conseguir há uma chance de que se transforme na Kaguya, isso significa que você desaparecerá – disse Sarada – tudo bem para você desaparecer?
— Eu não irei desaparecer! – disse ela com raiva.
A raiva dela fez uma bolha de chakra explodir na água, não chegou a machucar ninguém mas deu um belo susto, ela parecia muito irritada e frustrada, Shirare então chegou mais perto, parecia que ela queria abraça-la para consola-la, mas não conseguia ou não sabia como.
— Kuon-sama, pode pensar no que fazer depois de completar sua ambição – sugeriu Shirare – quando estiver completa poderá fazer o que quiser.
— Você está certa, deixarei isso para mais tarde – disse Kuon – o mais importante é conseguir a ultima parte que me falta.
— Aí será tarde demais, você terá ido por um caminho sem volta – disse Sarada – o nosso Hokage está disposto a lhe ajudar, se você se render agora ninguém lhe fará mal.
— Então me diga, que tipo de futuro alguém como eu pode ter neste mundo? – perguntou Kuon – não é verdade que vocês pensam em usar o meu poder? Nesse caso eu não seria apenas uma ferramenta de alguém?
Sarada não soube responder isso, a existência do rinengan era algo tão único que não havia resposta, se Kuon fosse para Konoha não haveria duvidas de que isso desestabilizaria a confiança da aliança, além disso um poder tão grande sempre seria um alvo.
— Sendo assim eu usarei o meu poder para mim mesma, decidirei o que vou fazer por conta própria – disse ela saindo da água.
Shirare ajudou Kuon a vestir um roupão, as duas então foram para dentro da pousada para que ela descansasse, Sarada ficou pensando no que poderia fazer para convencê-la.
— Talvez não seja eu quem ela quer ouvir – disse Sarada olhando para a cerca.
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— Hã? Como eu vou saber disso? – reclamou o jounin encarregado – estamos muito ocupados evacuando os civis.
Sasuke sentiu vontade de queimar aquele infeliz com o amaterasu, após chegarem ao QG da aliança eles procuraram o jounin responsável pelas informações, perguntaram se os gennins foram vistos, mas até agora nada de respostas.
— Existe a possibilidade deles terem ido até a fronteira, poderia avisar aos ninjas lá? – pedia Hinata educadamente – que se os avistarem deveriam nos informar sua localização.
— Bem, acho que posso repassar a mensagem – disse o homem meio corado – afinal você veio até aqui para busca-los não é?
O homem não parava de olhar pra Hinata todo vermelho, ela por outro lado mantinha um sorriso no rosto e uma face tranquila, logo o encarregado pegou a lista dos ninjas da comunicação, ele repassou a mensagem avisando que alguns gennins da folha estavam circulando pela área, e que se fossem avistados deveria informar a localização.
— O ataque começará ao meio-dia, temos 8 horas para acha-los – disse Sasuke – depois disso esse território vai virar um campo de guerra.
— São só gennins, quando a batalha começar eles vão fugir – disse o encarregado desprezando Sasuke – eu não me preocuparia com eles.
— Tenho certeza que não – disse Sasuke – vamos indo?
— Obrigado pela cooperação – agradeceu Hinata – mais tarde passarei aqui para ter noticias.
— Ah mas não precisa se dar ao trabalho, se me disser qual é a sua tenda eu posso ir avisa-la assim que souber de algo – dizia o homem com um sorriso besta na cara.
Hinata agradeceu e saiu com Sasuke, do lado de fora da tenda Juugo que esperava por eles seguiu os dois, o lugar estava bem movimentado com ninjas indo de um lado para o outro, todos se preparando para a batalha que viria.
— Como você aguenta isso? – perguntou Sasuke.
— Eu já me acostumei, como esposa do Hokage eu tenho a função de diplomata – respondeu ela – é meu dever ir negociar com nobres e políticos, eles sempre me olham daquela forma.
— Eu deveria perguntar como o Naruto aguenta que te olhem assim – disse ele – se fosse com a Sakura eu...
Ele percebeu o que estava dizendo e o interesse da Hinata nessas palavras, ele achou melhor se calar para não dar a ela algo para contar a sua esposa, Sasuke amava Sakura mas não ficava a vontade para demonstrar isso publicamente.
— Pensando bem, essa é a primeira vez que saímos juntos numa missão – comentou Hinata.
— Vocês eram da mesma turma na academia não é? – perguntou Juugo curioso.
— Sim, ela era a única que não ficava na minha cola, eu era quase feliz por isso – disse Sasuke.
— Deve ser sufocante ser popular, eu era feliz por ficar quieta no meu canto – respondeu Hinata.
— Eu notei que você observava o Naruto, na verdade quase todo mundo notou – disse Sasuke – ninguém se aproximava de você porque te achavam estranha por isso.
— Sério!? Por isso nenhum garoto deu encima de mim na academia? – disse Hinata surpresa – se bem que se alguém o fizesse eu acho que morreria...
Essa conversa descontraída servia para alivia a tensão, se a batalha vindoura alcançasse uma enorme proporção os gennins morreriam no fogo cruzado, além disso Boruto e os outros estavam intencionalmente indo atrás do alvo principal, eles poderiam ser mortos por fogo amigo antes de terem tempo de fugir.
— Vamos procurar o jounin que está liderando, vamos nós mesmos procurar pelos gennins – disse Sasuke – se não os acharmos até a hora do ataque teremos que nos juntar na batalha.
— Se o Basara usar seu poder eu sentirei, desde que estejamos num raio de 20km – disse Juugo – se ao menos a Karin estivesse aqui...
— O Naruto está cuidando disso, aparentemente o Kabuto sabe como rastrear o rinengan – explicou Sasuke – Naruto quer usa-lo para encontrar a menina, guiar o nosso pessoal até ela.
— Então temos que estar o mais próximo possível deles, assim que ela for encontrada – disse Hinata – para tira-los de perto dela o mais rápido possível.
Os três seguiram para a maior tenda que havia no acampamento, era lá que estava toda a liderança da missão, o comando era dividido por um jounin de cada vila, sendo que um deles tinha o papel de líder maior, dessa vez o líder da operação era um jounin da areia.
— Eu compreendo a situação, dou permissão para vocês circularem pelas redondezas – avisou ele – mas não adiaremos o ataque, e não vamos nos conter se os gennins interferirem.
— Espere, é do filho do Hokage que estamos falando – disse o jounin da folha.
— Por isso mesmo, sendo filho do Hokage ele tem mais responsabilidade que outro gennin – disse o ninja da nuvem.
— Em nome do Hokage eu digo que não tem problema seguirem com o planejado, Konoha se responsabilizará pelos seus gennins – disse Hinata – apenas pedimos que estejam cientes do objetivo.
Nesse momento um ninja entrou na tenda fazendo alvoroço, ele informou que dois pelotões sumiram, eram os ninjas que patrulhavam a região em busca de civis para evacuar.
— Como assim “sumiram”? – perguntou o jounin da nevoa.
— Exatamente isso, passou a hora de entrarem em contato, como não responderam procuramos com os rastreadores – explicou ele – mas eles simplesmente sumiram, não há sinais deles!
— Ou eles foram embora do país ou estão mortos, a segunda opção é a mais provável – disse Sasuke – como esperado a informação já vazou, alguém mais está atrás da Kuon.
— Alguém mais? Do que estão falando? – perguntou o jounin da areia.
— Temos certeza que a juugetsu vai interferir, eles não perderiam a oportunidade de por as mãos no rinengan – dizia Hinata – esse é mais um motivo para irmos ao campo de batalha.
Sasuke, Hinata e Juugo deixaram a tenda, enquanto eles iam embora alguém prestava atenção nos movimentos deles, Yarizui disfarçada via o trio e sorria, para ela as coisas estavam ficando mais interessantes.
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— Gaara-sama, estamos detectando o chakra daqueles dois – avisou o ninja rastreador – eles estão vindo!
— Perfeito, nossos reforços de Iwagakure já chegaram – comemorava um dos jounins – dessa vez eles não vão escapar!
— Exato, dessa vez não vamos deixa-los fugir – disse Gaara – vamos detê-los aqui mesmo.
Além dos 100 ninjas da areia havia também outros 50 da rocha, eles trabalhariam em conjunto para deter os invasores, de acordo com o plano eles iriam vencer os dois seguidores de Kuon, e assim a aliança shinobi não teria empecilhos para lutar contra ela.
— Tem algo estranho, o chakra deles está maior hoje – disse o ninja rastreador – pelo menos o dobro do que vimos ontem.
— Então eles se prepararam para nos enfrentar, a menina deve ter feito alguma coisa – disse Gaara – estejam preparados, hoje será mais difícil que ontem.
Ao longe a dupla vinha correndo em alta velocidade, de onde estava Shirare já avistava seus inimigos com o byakugan, ela percebia que o numero de oponentes estava maior que antes, mas eles não estavam intimidados com isso.
— Recebemos a bênção de Kuon-sama, não podemos falhar dessa vez – disse ela.
— Sim, lutaremos até o fim e removeremos os obstáculos – respondeu Kurare.
— E faremos isso rápido, não quero deixar Kuon-sama com eles mais que o necessário – disse ela parecendo irritada.
— Você diz isso, mas é conveniente para nós que ela esteja com amigos – disse Kurare – ela não fica nem entediada e nem desprotegida.
— Eles são petulantes e irritantes, não aprovo a presença deles – disse ela – principalmente a garota de óculos e o pirralho loiro.
— Isso parece com ciúmes, se Kuon-sama estiver satisfeita é tudo o que importa.
Shirare não respondeu, apenas avançou ao lado de Kurare, eles estavam a 200m de distância dos ninjas quando estes atacaram com ninjutsus de longo alcance, havia um pouco de tudo: tornados de fuuton, lanças de raiton, rajadas de katon, chuva de pedregulhos e chicotes d’água, os dois então pararam de avançar e Kurare se escondeu atrás de Shirare.
— Vamos mostrar o poder que Kuon-sama nos concedeu! – disse ela abrindo os braços.
Os ninjutsus alcançaram os alvos, mas diferente do que se esperava não houve a enorme destruição, todos viram chocados seus ninjutsus sendo absorvidos por Shirare, cada um deles foi sugado pela barreira ao redor dela como água descendo pelo ralo.
— Impossível, todo aquele poder... – um dos jounins não acreditava nisso.
— Todo esse chakra, eu vou devolver a vocês – disse Shirare entrando em posição de luta – Hyaku Retsushō (Centenas de Palmas Furiosas)
Ela parecia estar atacando o ar, mas inúmeros punhos de chakra e vácuo avançaram na direção dos ninjas, vários deles foram atingidos e voaram longe, Gaara que estava ao fundo ergueu uma parede de areia, com isso a maior parte dos ninjas conseguiu sair ilesa, mesmo assim o campo de batalha virara uma bagunça com grupos isolados e caídos.
— Muito bem, ataque aqueles que estiverem mais longe – pediu Kurare saindo detrás dela – eu pegarei os grupos maiores.
— Que poder Kuon-sama lhe concedeu? – perguntou a outra.
— Aquele que mais combina comigo – respondeu ele – perfeito para lidar com grandes números, e também vou acrescentar algo que me inspirei daquele jinchuuriki.
Um manto de chakra azul começou a se formar ao redor de Kurare, ao estabilizar o poder era exatamente igual ao manto de chakra com uma cauda do Naruto, logo a armadura do susanoo envolver o manto de chakra e assim Kurare parecia uma versão bípede da kyuubi, exatamente como Madara fez em sua luta contra Hashirama.
— E isso não é tudo! – disse ele liberando mais chakra.
Um total de 9 caudas se formaram, e todas elas produziram mãos que seguravam espadas de energia, Kurare agora tinha um total de 11 espadas para atacar, e isso fez os ninjas recuarem assustados.
Com um único salto ele parou bem no meio de um grupo de 12 ninjas, Kurare apenas girou o corpo e com isso atingiu todo mundo de uma vez, ninjas voaram para todos os lados, alguns mortos e outros gravemente feridos.
Shirare de longe atacava com seu arco, ela disparava flechas de chakra e atingia seus alvos com perfeição, ela atirava para tira-los da batalha, seja com ou sem vida, alguns ninjas atacaram Kurare com ninjutsus e kunais explosivas, ele apenas se enrolava com as próprias caudas defendendo os ataques.
— Todos vocês se afastem, eu lidarei com eles – pediu Gaara voando em sua areia – quando eu os distrair removam os feridos daqui.
— Sim senhor! – responderam os ninjas.
Quando Gaara avançou ele fez uma onda de areia avançar na direção de Kurare, este ao ver o ataque usou todas as suas caudas numa onda de ataques, toda a areia acumulada foi destroçada por isso abrindo caminho para ele, num salto Kurare alcançou Gaara e atacou com três caudas, Gaara usou sua areia como defesa mas a teve destruída pela pressão do golpe, Gaara caiu no chão e quase foi alvejado por uma flecha que bateu em seu escudo de areia.
— Pensei que conseguiria me livrar dele com esse ataque – disse Shirare indo pro lado de Kurare.
— Ele é realmente forte, eu não sei dizer quem é mais forte, se é ele ou o jinchuuriki anterior – disse Kurare – não, pelo que entendi o mais forte foi aquele que Kuon-sama atacou.
— Então temos a obrigação de derrota-lo, para honrar o poder que Kuon-sama nos deu – disse a outra – eu vou lhe dar cobertura contra os outros, concentre-se nesse oponente.
— Tajuu Sunabunshin – disse Gaara batendo a mão no chão.
Imediatamente uma dúzia de clones de areia se ergueram do chão, todos eles carregavam lanças feitas de areia solidificada, o próprio Gaara criou um tridente reunindo os minerais mais duros do solo, junto com seu escudo de areia ele estava pronto para um combate duro.
— Vocês jamais chegarão ao meu filho – disse Gaara – mesmo que me derrotem, existe alguém ainda mais forte que eu não vila.
— Isso é algo bem ruim de se ouvir – disse Kurare – eu ficaria desmotivado, se isso não fosse pelo bem dela.
— Um problema de cada vez, primeiro esse obstáculo no caminho – disse Shirare.
Shirare vendo os ninjas cercando a área criou uma enorme barreira, isso permitiria que eles se concentrassem em Gaara, uma vez que a área ficou isolada Kurare atacou, os bunshins do Gaara ficaram em seu caminho bloqueando seu avanço, foi o momento perfeito para o verdadeiro Gaara atacar, com um golpe certeiro ele atingiu o peito de Kurare, e para a surpresa deste o tridente do Gaara arrancou um pedaço da armadura de chakra.
— Parece que não vou sair ileso dessa luta – disse Kurare sorrindo.
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— Foi como pensávamos, isso é obra da juugetsu – disse Sasuke examinando os mortos.
O trio encontrou o local onde vários corpos estavam espalhados pelo chão, graças a habilidade do Juugo eles perguntaram aos pássaros da região o que aconteceu, de acordo com os pássaros um homem com uma espada lutou contra os outros, um homem com um olho cruel em sua testa.
— Faltam poucas horas para o inicio do ataque, precisamos ser rápidos – dizia Hinata – se ao menos tivéssemos uma localização exata...
— Sabemos que ela está na região da fronteira, mas há muitos lugares para procurar – dizia Sasuke – você consegue minimizar a área de busca Juugo?
— Infelizmente não, os pássaros só conseguem sentir o rinengan até um certo ponto – explicou ele – isso porque ela precisa usa-lo para se fazer presente.
O trio que estava no meio do país decidiu seguir para o oeste, lá era onde o país dos rios se encontrava com o país do vento, se dessem sorte encontrariam os gennins antes da juugetsu.
Enquanto isso em outra área Tenma limpava a lâmina da sua katana, perto dele 6 corpos no chão, e sentada numa pedra sua parceira Yarizui voltava para sua forma original, eles tinham emboscado mais um time dos que faziam o cerco.
— Obrigado por trazê-los até aqui, me poupa o trabalho de procura-los – disse Tenma.
— De nada, eu gosto da ver a cara que as pessoas fazem quando percebem que foram enganadas – dizia ela – ah sim, quando eu estava na base vi o Sasuke, a esposa do Hokage e um altão esquisito.
— Era de se esperar que mandassem o Sasuke, o rinengan dele pode fazer frente ao do nosso alvo – disse o outro – mas não esperava ver a esposa do Hokage aqui.
— Escuta só essa, parece que o filho deles está aqui – ela se divertia com isso – um bando de moleques estão na zona de fogo.
— Por isso odeio crianças, são indisciplinadas e inconsequentes – reclamou ele – só dão trabalho.
— Ora não fale assim, você não pretende ter herdeiros? – perguntou ela – quero dizer, você quer governar o seu país não é? Todo governante deve pensar na sucessão do seu governo.
— Se for para eu ter filhos obviamente eu os disciplinaria – respondeu ele – não farei como meu pai que deixou o meu irmão fazendo o que queria.
O assunto foi interrompido quando uma cria do juubi emergiu do chão, era um dos cães mensageiros que Sakamori usava para entrar em contato com eles.
— Localizamos o alvo, sigam este cão para nos encontrar – dizia a voz transmitida pela criatura.
Rapidamente Yarizui e Tenma seguiram o cão, ele os guiava para onde Sakamori sentiu a presença do seu alvo, enquanto isso os outros membros da juugetsu também se moviam.
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— Sabe, é bem confuso conversar com você – disse Boruto chateado – você precisa de um nome próprio sabia?
— Eu já pensei nisso, mas não consigo pensar num nome bom o bastante – respondeu ela – você tem alguma sugestão?
— Sei lá, o meu pai escolheu o meu – disse ele meio sem graça – pensando bem nisso, ele não foi nem um pouco criativo.
Boruto estava sentado diante de Kuon, ambos sob um guarda-sol na área de lazer da pousada, ele queria muito conversar com ela, mas agora não sabia o que dizer, pouco antes disso Sarada aconselhou que ele tivesse cuidado com as palavras, pois ela poderia agir por impulso e destruir o lugar inteiro.
— Eu queria lhe fazer uma pergunta, por que você se importa tanto conosco? – perguntou ela – até agora só lhe causamos problemas, até mesmo ataquei seu pai, mesmo assim você veio até aqui para me proteger.
— Eu não sei bem, na verdade eu só estava preocupado com a outra Kuon-chan sabia? – respondeu ele – você faz as coisas erradas e ela é quem paga o pato.
— “Seu grande idiota! Eu disse para ter cuidado com o que diz!” – pensava Sarada assustada observando de uma janela – “como alguém diz assim na cara dura que não se importa com ela!?”
— Realmente eu causei problemas a ela – respondeu Kuon – é inconveniente demais dividir o mesmo corpo.
— “Que tipo de reação é essa? Ele acabou de dizer na sua cara que só se importa com a outra!” – reclamou Sarada mais uma vez – “ah droga, eu já nem sei mais de que lado eu estou!”
— Mas sabe... O meu pai e os outros kages estão com medo de você, tudo por causa da tal Kaguya – continuava Boruto – eu não acho certo lhe perseguirem porque acham que você é má.
— Mesmo depois do que fiz em sua vila você pensa assim? – perguntou ela.
— Não é como se você quisesse fazer isso não é? Quero dizer, nós estamos aqui conversando não é? – dizia ele – o problema é que você é muito sem noção, faz o que quer sem pensar.
— “Você é a ultima pessoa no planeta que pode critica-la por isso!” – pensou Sarada balançando a cabeça.
— Alias, você deveria chamar aqueles dois de volta, não é legal atacar a vila da areia – disse Boruto cruzando os braços – eu sei que é importante para você conseguir o que quer, mas se você ou eles fizerem isso vai prejudicar muita gente.
— Mas não me darão o que eu quero, mesmo que eu peça – disse Kuon – justamente porque não querem me ver completa.
— Isso é mesmo um problema, temos que pensar num jeito de resolver isso – Boruto torcia a cara pensando – ah droga, é o Shikadai que é o esperto da turma, eu não presto pra isso.
— Você é o que chamam de idiota? – perguntou ela.
— Como é!? Eu posso não ser um gênio mas não sou idiota! – disse ele – todo mundo tem suas qualidades, eu sou bom pra agir!
— Me pergunto no que eu sou boa – dizia ela olhando pro copo a sua frente.
— Você pode descobrir isso com o tempo, quem liga para objetivos? – dizia Boruto despreocupado.
— Hã? Você não se importa com objetivos? Então como você faz para guiar a sua vida? – perguntou ela sem entender – viver sem objetivos é como ser um barco a deriva no mar.
— Mas enquanto você está a deriva pode fazer o que quiser não é? – disse ele – a outra Kuon nos seguiu sem saber para onde ia, ela se divertiu, conheceu pessoas e experimentou coisas novas, você não pode fazer o mesmo?
— Você está dizendo que eu deveria seguir com minha vida sem me importar com o futuro? – perguntou ela – isso é o cumulo da irresponsabilidade!
— “Concordo plenamente!” – pensou Sarada ainda escondida.
— Não é isso, você pode encontrar algo para fazer enquanto se diverte não é? – justificou ele – deve ter algo para você fazer por aí, tipo experimentar todos os pratos do mundo, você gosta disso não é?
Pela primeira vez ela esboçou uma reação que ninguém esperava, Kuon começou a rir do que Boruto disse, era uma risada de quem achava totalmente ridícula a sugestão dele, mesmo assim Boruto não se ofendeu com isso, já Sarada estava completamente surpresa por ela saber rir desse jeito.
— Você é mesmo um idiota, não há nada melhor para alguém como eu fazer neste mundo? – perguntou ela – apesar de que isso não parece tão ruim, na verdade a ideia me encanta.
— Não é? Quando eu visito uma cidade nova eu sempre procuro uma barraca de ramen! – disse ela se empolgando – apesar de que até hoje não achei uma melhor que o ichiraku.
— Me pergunto se aqueles dois gostariam disso – dizia ela – eu os criei para lutarem por mim, não achei que precisaria dar-lhes outra tarefa.
— Você gosta deles? Sendo assim deveriam ficar juntos – disse Boruto – não são a sua família, mas acho que seria quase igual.
— Eu gostaria que você me acompanhasse, a outra também gostaria disso – pediu ela – estranho, quando comecei a me importar com ela?
Escondida Sarada notava um clima entre eles, Boruto olhava para Kuon como não olhava para outras pessoas, talvez o mais perto desse olhar era o que ele dirigia para sua irmã, mas no caso dela era um sentimento diferente, Sarada se perguntava se Boruto estava começando a gostar de Kuon de outro jeito, e se perguntava por que isso lhe incomodava.
— Mas eu ainda preciso ficar completa, senão nunca poderei pensar em outra coisa – disse ela – você ainda ficará do meu lado? Mesmo que o mundo me odeie?
— É claro! Eu não vou te odiar só porque os adultos lhe odeiam – disse ele – eu prometi que ia proteger a Kuon-chan, e já que vocês são uma só eu protegerei as duas!
Sarada reparou que Kuon ficou corada, era um sinal de que Boruto a estava conquistando, o que ela achou engraçado é que ele nem sequer estava pensando nisso, ele simplesmente estava sendo honesto e sincero, ela imaginou que Boruto herdou isso do pai também.
— Então vamos indo? Se falarmos com todo mundo eu tenho certeza que podemos arranjar um jeito – disse Boruto estendendo a mão para ela.
— E se não quiserem me ouvir? – perguntou ela.
— Nesse caso eu a ajudarei com seu desejo – disse uma voz vinda de outra direção.
Kuon e Boruto olharam pro muro, sobre ele duas pessoas que nenhum deles tinha visto, Sarada permaneceu escondida mas de prontidão para qualquer coisa, logo Sakamori e Suugen pularam do muro e caminha pelo jardim em direção a ela.
— Finalmente a encontrei, eu sou Sakamori – disse ele se apresentando cordialmente – e eu creio que temos muita coisa para conversar.
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— Eu nunca pensei que voltaríamos a vê-lo – disse o jounin da folha.
— Foram vocês que me chamaram – disse Kabuto – eu permaneci em meu exilio todo esse tempo.
Kabuto chegavam ao comando da aliança shinobi, além dele o quarteto do som fazia sua segurança nessa missão, Kabuto fora chamado por que ele podia rastrear o rinengan de Kuon e guiar a aliança diretamente até ela.
— O cara que causou tanta destruição na 4º guerra está aqui – dizia o jounin da nuvem – e ajudando a aliança dessa vez, como o mundo dá voltas.
— O mundo nunca para de girar, é isso o que nos faz deixar o passado para trás – disse ele – então podemos começar a trabalhar?
O jounin da areia (que liderava a aliança nessa batalha) levou Kabuto para a tenda de rastreamento, lá um selamento no chão o conectaria com a barreira erguida em volta do país, a barreira servia apenas para sentir um chakra especifico dentro dela, exatamente como na 4º guerra ninja.
— O nosso alcance é limitado, mas ele deve cobrir a maior parte do país – explicou o responsável pela barreira.
— Então eu vou dobrar o alcance, eles me ajudarão com isso também – explicou Kabuto.
Kabuto sentou-se no centro do selamento e conectou-se a ele, seus ajudantes sentaram em sua volta, um em cada ponta do selamento, assim que eles se conectaram ampliaram o alcance do jutsu, graças ao edo-tensei o chakra deles se renovava constantemente, assim poderiam fazer isso indefinidamente.
— Mas como ele pode achar o rinengan? Eu ouvi que ele não pode ser rastreado nem pelos kanchi-taipus (ninjas rastreadores) – perguntou o sub-lider.
— Esse desgraçado estudou o rinengan quando controlou o Nagato da akatsuki e o Madara – explicou o líder da divisão – não tem ninguém nesse mundo que saiba mais sobre o rinengan do que ele e o Orochimaru.
E somente por isso ele foi chamado, como um conhecedor do doujutsu era indispensável tê-lo por perto, e com Sasuke no campo de batalha era quase certo que teriam a vitória.
— hun... que estranho, isso não pode estar certo – disse Kabuto já fazendo o seu trabalho.
— O que não pode estar certo? – perguntou o jounin da areia já preocupado.
— Eu estou rastreando o rinengan da tal Kuon, e também o do Sasuke – disse Kabuto – mas além dele eu estou captando a presença de outros doujutsu.
Kabuto usou um jutsu que criou pequenas chamas vermelhas num mapa aberto, as chamas vermelhas representavam a presença do sharingan, enquanto que chamas brancas representavam o byakugan, havia duas chamas purpuras mais fortes que representavam o rinengan.
— O que? Por que tem tantos sharingan no campo de batalha? – perguntou-se o líder – somente Sasuke deveria...
— Temos informações que a filha do Sasuke também está no país – disse um chuunin.
— Ok, e essas outras chamas vermelhas? Algumas estão se movendo, e outras já estão próximas do alvo! – dizia o líder – não pode ser! É a juugetsu!!
— A juugetsu hein? Eles trabalham rápido – disse Kabuto.
— Enviem um alerta geral! Mudança de alvo! – ordenou o líder – vamos lidar com a juugetsu primeiro, depois perseguimos a menina do rinengan!
A ordem foi transmitida para todos os ninjas, inclusive Sasuke que já estava a caminho do alvo, num instante os 200 ninjas reunidos se moveram para interceptar a juugetsu.
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— Você o conhece? – perguntou Kuon.
— Não, nunca ouvi falar desse tio aí – disse Boruto desconfiado.
— Hun? O que você tá fazendo aqui? – perguntou Sakamori ao prestar atenção em Boruto – ah não importa, só tenho assuntos a tratar com ela.
— Então eu irei me livrar do incômodo – disse Suugen fazendo duas lanças de osso brotarem das mãos.
— Como é!? Pois venha nessa tia! – disse ele batendo o punho.
Quando ela deu um passo na direção de Boruto Kuon fez um selo, num instante o leão vermelho surgiu ao lado dela, os outros dois logo perceberam que ela não toleraria nenhuma luta ali.
— Deixa pra lá, podemos apenas conversar – disse Sakamori.
— Que assunto você tem a tratar comigo? – perguntou Kuon.
— É sobre o seu futuro, sobre o seu destino – disse ele – eu estou aqui para ajuda-la.
— Eu não preciso de sua ajuda – disse ela – portanto pode ir embora.
— É verdade? Mas você deseja o sangue do jinchuuriki da areia não é? – disse ele – eu já estou providenciando isso para você, basta que venha comigo e terá o que deseja.
Quando ele disse isso a expressão dela mudou, era uma expressão de quem estava faminto e lhe ofereceram comida, Boruto olhou para Kuon e percebeu que ela estava interessada, diante disso ele ficou entre ela e Sakamori.
— Eu não vou deixar que a engane! Você com certeza é um cara mau! – disse Boruto.
— Você tem o sangue do jinchuuriki? – perguntou ela.
— Meu subordinado está providenciando isso agora, graças aos seus subordinados estarem mantendo a areia distraída – revelou ele – o seu desejo é ficar completa não é? Todas as pessoas tem o direito de realizarem seus desejos, e para isso que a juugetsu existe.
— Juugetsu? A organização inimiga do papai? – disse Boruto – eu sabia que você não prestava!
— Não se meta nisso menino, esse assunto está acima de você – avisou Sakamori – sua amiga tem um grande destino a cumprir neste mundo.
— Um grande destino? – perguntou ela confusa – o que você sabe sobre isso?
— Desde sempre o rinengan vem a este mundo para causar grandes mudanças, foi assim com Kaguya, depois o rikudou sennin e por ultimo o Uchiha Madara – explicou ele – cada vez que o rinengan veio a este mundo ele transformou tudo, a ultima vez foi durante a 4º guerra ninja, e a transformação que ele causou é a paz que vivemos hoje.
Isso não deixava de ser verdade, se a 4º guerra ninja não tivesse ocorrido o mundo jamais chegaria à paz que vive hoje, pode-se dizer que foi o plano do Madara que trouxe essa paz, muito antes disso Kaguya também trouxe uma era de paz seguida por uma era de terror, depois o rikudou sennin desenvolveu o ninshu que mais tarde se tornou o ninjutsu, o rinengan estava intimamente ligado a historia deste mundo, e Sakamori fez questão de deixar isso claro a ela.
— Você veio a este mundo para cumprir um grande proposito, não pode deixar que lhe neguem isso – dizia Sakamori – a juugetsu a ajudará, você poderá cumprir seu destino neste mundo.
— E que destino seria esse? O que você quer fazer com ela!? – perguntou Boruto irritado – você só quer usa-la não é? Tudo por causa do doujutsu dela!
— Os nossos propósitos coincidem, eu quero mudar o mundo, para melhor é claro – respondeu ele – este mundo que rejeita a existência dela, eu o mudarei.
— Se eu ajuda-lo... você me dará o sangue do jinchuuriki? – perguntou ela – e depois?
— Se vier comigo nós mudaremos este mundo juntos – disse ele – sua existência não lhe será negada, você não precisará se preocupar com o seu futuro, porque você terá controle sobre ele.
— E o que me espera nesse futuro? – perguntou ela.
— O que você quiser, você tem o poder para mudar o mundo como quiser – disse ele – deve usar esse poder para alcançar seus objetivos.
— O que você acha disso Boruto? – perguntou ela.
— Eu já lhe disse não foi? Eu não vou odiá-la – disse ele – porque você é minha amiga.
A resposta dele foi bem sincera do ponto de vista dela, Kuon também não acreditava que Sakamori estivesse mentindo, em ambos os casos ela conseguiria o que queria, mas só um caminho lhe parecia o melhor agora.
— Vocês dois me oferecem um futuro, mas entre os dois eu gosto mais dele – disse Kuon tocando o ombro do Boruto – a outra também concorda, por isso ficaremos com o Boruto.
— Ele não pode lhe dar o que você quer, e nem pode mudar este mundo para você – disse Sakamori estreitando o olhar.
— Kurare e Shirare me darão o que eu quero, porque é isto o que os fará felizes – respondeu ela – e este mundo é interessante, eu não preciso muda-lo.
— Boa Kuon-chan! Vocês já podem cair fora daqui – disse Boruto – ela não vai com vocês!
— Esses pirralhos de Konoha, mexeram com a cabeça dela – dizia Suugen insatisfeita – eu irei me livrar deles!
— Eu acho que o rinengan escolheu mal seu portador desta vez – disse Sakamori erguendo seu cajado – ou talvez ele esteja só esperando um novo portador mais adequado.
No momento em que eles deram sinal de atacar Kuon reagiu, apontando a mão para eles tudo a sua frente foi varrido pelo shinra tensei, rapidamente Suugen entrou na frente do ataque para proteger Sakamori, mas ambos foram varridos também, o rastro de destruição se estendia por uns 20m.
— Se você quer meus olhos venha busca-los – disse Kuon – não os entregarei tão facilmente.
— E se você quiser chegar nela vai ter que passar por mim! – disse Boruto batendo os punhos.
Continua.
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