Mirai no Monogatari
64 Capítulo 52 – Missão Concluída.
Notas iniciais
Capítulo 52 – Missão Concluída.
(2 dias depois)
– Obrigado por me receber Tojo-dono – disse Naruto sentado diante da mesa – eu não tomarei muito do seu tempo.
Diante de Naruto estava o daimyo do país de Tojo, ao lado deste estava o líder do clã Sawasaki, as maiores autoridades do pequeno país recebiam o Hokage da vila da folha após o incidente entre os países vizinhos.
– Pra começar eu gostaria que relaxasse, eu não vim para atacar ou ameaçar – dizia Naruto – essa é a uma visita diplomática a pedido da Toki-san do país das aves.
– hunf! Então aquela mulher enviou outro para resolver seus problemas – dizia Sawasaki Hikashi.
– “Esse cara se parece com o meu sogro, tanto no humor como no nome” – pensou Naruto lembrando dos jantares com o clã Hyuuga – Toki-san simplesmente achou que seria mais fácil se outra pessoa intercedesse nessa negociação.
– Então vamos deixar os jogos políticos de lado, o que você quer? – perguntou Hikashi.
– A daimyo do país das aves está disposta a não retaliar sua ofensiva contra ela – explicava Naruto – desde que assine um tratado de paz onde você concorda em jamais levantar a mão contra eles.
– Isso é um ultraje! Nós simplesmente realizamos uma missão onde entramos em conflito com eles! – dizia o daimyo – o que você pede é rendição e submissão!
– Vocês atacaram a capital do país, mataram ninjas e civis, causaram imensa destruição e atentaram contra os governantes – dizia Naruto com um tom de voz sério – de acordo com as leis da aliança shinobi isso é uma declaração de guerra!
– Não fazemos parte da aliança shinobi, não estamos filiados a nenhuma das 5 grandes nações! – dizia Hikashi – portanto não precisamos seguir o tratado assinado.
– É esse tratado que impede a Toki-san de pedir a Iwagakure que apague vocês do mapa! – explicou Naruto furioso – e é o que me impede de dar uma surra em vocês aqui e agora, marchar para a sua vila e dar uma surra em seus ninjas!
Os dois ANBU atrás de Naruto ficaram em alerta quando um deles sentiu movimentação próxima, mas Naruto encarava os dois a sua frente sem desviar o olhar, ele queria deixar bem claro que estava bem irritado com o que aconteceu.
– Eu estou tentando deixar de lado emoções pessoais para não interferir – avisou Naruto – então vamos ser razoáveis ok? O que a Toki-san quer é que vocês nunca mais encostem no país dela, eu creio que depois do que vocês fizeram esse é o melhor acordo.
– Então como vamos crescer depois disso? A nossa volta só há grandes nações, o país das aves é o único que podemos enfrentar – dizia o daimyo num misto de revolta e inconformismo – se ficarmos estagnados assim vamos desaparecer!
– Sério que atacar e conquistar é o único jeito de crescer? Já tentaram fazer alianças? Konoha nasceu da aliança entre dois clãs rivais – dizia Naruto – o seu vizinho do leste é o país do ferro que se aliou a Onikuni, hoje eles são tão prósperos quanto as 5 nações, por que não tentou fazer uma aliança com a Toki-san?
Tojo e Hikashi não queriam admitir mas eles odiariam trabalhar juntos com pessoas mais fracas que eles, conquistar o país das aves parecia o curso natural a se seguir para uma nação em crescimento, se tivessem conseguido assimila-los certamente poderia competir com o país da chuva em seguida.
– Hikashi-san, você perdeu os seus 5 melhores jounins nessa missão, talvez leve uns 10 anos para treinar outros tão bons quanto eles – dizia Naruto – durante esse tempo se vocês agirem corretamente poderíamos ajuda-los, se vocês se unirem à aliança shinobi sempre iremos cooperar.
– E em troca teremos que ser submissos às 5 nações e sempre corremos para ajuda-los quando preciso – dizia Hikashi.
– Você acha tão errado assim ajudarmos uns aos outros? – perguntou Naruto – muito bem, eu deixarei vocês pensarem no assunto, na minha volta pra cá eu perguntarei sobre sua resposta.
Naruto deixou sobre a mesa um pergaminho mediano, ele continha os termos do tratado de paz proposto por Toki, se eles assinassem ela retiraria as queixas que fez à aliança shinobi, do contrário seria bem possível que Konoha ou Iwa se unissem ao país das aves para atacar os rivais.
– Muito bem pessoa, estarei indo visitar a Toki-san, tem algum recado para ela? – perguntou Naruto.
– Diga... que pensaremos a respeito – disse o daimyo.
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– Eu te convido a repetir isso! – disse Boruto fazendo cara de bravo.
– Eu digo quantas vezes você quiser – disse Suhei respondendo com uma careta igual.
– Lá vão eles de novo... – disse Basara balançando a cabeça.
Boruto e Suhei começaram a trocar golpes novamente, sentados na varanda da mansão Basara e Sarada assistiam a isso, apenas dois dias depois das lutas mortais que tiveram eles já estavam recuperados, graças aos reforços enviados por Konoha o país das aves estava em segurança, além disso os ninjas médicos dos times ajudaram a todos a se recuperarem.
– Desista logo, eu não quero bater num deficiente – disse Suhei derrubando Boruto no chão e segurando-o assim.
– Quem é deficiente aqui seu imbecil? – perguntou Boruto virando a mesa e esfregando a cara do Suhei no chão.
– Vejo que os dois já estão melhores – disse Sorata segurando ambos pela cabeça – parece que me preocupei atoa com vocês!
Ele bateu a cabeça de um contra a do outro e ambos rolaram pelo chão chorando de dor, depois Sorata foi juntar-se aos outros dois que ainda estavam sentados, depois das lutas todos os gennins foram bem tratados, agora com a recuperação deles concluída já poderiam voltar pra casa.
– É verdade que vocês vão embora hoje? – perguntou Kanami meio triste.
– É verdade sim, o nosso Hokage chega hoje para falar com Toki-sama – respondeu Sorata – e nós já abusamos demais da hospitalidade de vocês.
– Por mim vocês poderiam ficar o tempo que quisessem – disse Toki ao juntar-se a eles – alias, o almoço está servido!
As crianças pararam tudo o que estavam fazendo e correram pra dentro, lá uma mesa enorme e farta esperava por eles, além deles estavam todos os membros da família de Toki já recuperados, embora Takeda ainda estivesse todo enfaixado.
– Já descobriram o que tem no pergaminho? – perguntou Boruto enquanto comia.
– Ainda não, ele está escrito em uma linguagem que não se usa a séculos – respondeu Sorata – uma equipe de tradutores pode levar de semanas a meses para traduzi-lo.
– Espero que tenha uns jutsus bem fodões nele! – dizia Suhei esperançoso.
– Eu olhei para ele com meu sharingan, tem um chakra poderoso protegendo-o – avisou Sarada – eu não mexeria nele, talvez só alguém da linhagem do Rikudou pode fazer isso.
– Então talvez eu possa usa-lo – dizia Masaki empolgado – afinal fui eu quem o tirou de dentro da estatua.
Sorata ouvia a conversa se divertindo com isso, mas ele estava de olho principalmente em Sarada, agora que ela despertou o sharingan ficou mais intrigado com as habilidades dela, Boruto também mostrou uma grande resistência física sobrevivendo a um jutsu mortal, Basara com o seu poder derrotou facilmente um inimigo superior, mas ao custo da sua sanidade algo precisava ser feito.
– Toki-sama, o Hokage-sama está aqui – anunciou Chishima satisfeito.
Quando isso foi dito Naruto apareceu na porta acompanhando de dois agentes da ANBU, assim que o viram os gennins se levantaram rapidamente para ir até ele, Naruto mostrou um grande sorriso ao vê-los bem.
– Olha só, parece que não os vejo a um século! – disse ele satisfeito – e olha só pra vocês agora, cresceram um pouco?
– Você já soube o que fizemos? Nós somos foda! – gritou Boruto animado – derrotamos um monte de jounins inimigos!
– Pare de exagerar Boruto, e pare de falar tão vulgarmente! – exigiu Sarada – nós tivemos muita ajuda para fazer o que fizemos.
Ela apontou para a mesa onde os gennins da pena estavam, estes olhavam para Naruto como se estivessem vendo um deus, Naruto caminhou até os três encarando-os como se avaliasse a capacidade deles, por fim deu um sorriso.
– Entendo, vocês são incríveis – elogiou Naruto – não devem em nada para nossos gennins!
– Isso é sério? O senhor acha isso!? – perguntou Suhei com os olhos brilhando de emoção.
– Claro! Quando o Sorata me contou sobre o que fizeram eu fiquei louco para vir cumprimenta-los – respondeu Naruto – eu espero vê-los um dia como ninjas de elite!
As palavras do Hokage deram novos ânimos aos três gennins, vendo o fogo brilhar nos olhos dele Naruto se lembrou de quando tinha a mesma idade, o mundo mudava mas as jovens crianças continuavam as mesmas.
– Eu preciso falar com a Toki-san agora, mas mais tarde eu volto para falar com vocês.
Toki foi até Naruto e lhe deu um abraço como bons amigos que são, depois disso ela o guiou até uma sala no interior da mansão, a sala estava protegida por dois chuunins da pena que abriram caminho para eles, no interior da sala apenas o pergaminho bem posicionado sobre um pedestal, assim que o viu Naruto logo sentiu o chakra poderoso em seu interior.
– Não há duvidas, é o chakra do vovô Rikudou – disse Naruto – vamos dar uma olhada.
– É seguro mexer nele? – perguntou Toki preocupada – o seu jounin tentou explodi-lo e não sofreu um arranhão sequer.
– Eu não acredito que o vovô Rikudou faria algo para machucar os outros – disse Naruto – embora ele tenha umas manias bem estranhas.
Naruto foi até o pergaminho e o abriu, desenrolando o papel ele foi vendo inscrições milenares que brilhavam suavemente no papel, depois disso ele se concentrou e liberou seu manto de chakra.
Toki viu Naruto brilhando em dourado e ficou de queixo caído, ela podia sentir o poder emanando dele mesmo sem ser ninja, com seu chakra ao máximo Naruto entrou em contato com Ino que já o aguardava.
– Pode me ligar ao Kurama agora Ino – pediu Naruto.
Ino estabeleceu a conexão com o bijuu que estava em Konoha, agora que a consciência do Kurama estava fora do Naruto isso era necessário, os dois perdiam a capacidade de se comunicarem quando se afastavam mais que 10km.
– O que é que você quer Naruto? – perguntou Kurama de sua toca.
– Hei amigão, você consegue traduzir isso? – perguntou Naruto.
– Tá brincando comigo? Eu mal sei escrever o seu idioma! – respondeu o bijuu quando viu as imagens através da mente do Naruto – caso você não saiba nenhum dos bijuus se preocupou em ler e escrever.
Naruto chateado desfez a conexão e explicou a situação para Toki, ele disse que precisaria ficar com o pergaminho por um tempo para que sua equipe pudesse traduzi-lo, Toki despreocupadamente deu autorização para leva-lo.
– Não tenha pressa, faça um bom trabalho com ele – pediu ela – e se ele for muito perigoso não me importo se você puder se livrar dele.
– Não se preocupe, eu prometo trazer de volta este tesouro – disse Naruto confiante – e sobre aquela outra questão...
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– Vocês três são o orgulho da nossa vila, por isso eu não tenho palavras suficientes para elogia-los – dizia o líder do clã Kaze – portanto eu quero expressar nossa gratidão promovendo-os a chuunins!
Os outros ninjas presentes aplaudiram a decisão do Fujita, os outros gennins do clã elogiavam seus companheiros que agora estariam uma classe acima deles, mesmo o trio sorria sem jeito diante da promoção inesperada.
– Que bom para vocês, todo o trabalho duro que tiveram foi reconhecido – disse Sarada satisfeita.
– É uma honra ser reconhecido pelo Fujita-sama e todos os outros – dizia Suhei – mas nós tomamos uma decisão muito importante e por isso não podemos aceitar a promoção agora.
As palavras dele surpreenderam a todos os presentes, Hayate e Kanami pareciam estar de pleno acordo com ele, por isso Fujita perguntou que decisão eles tomaram.
– Um dos inimigos que enfrentamos disse que jamais estaríamos a altura deles, isso porque nossos padrões são muito baixos – explicava Suhei um pouco chateado – eu não penso dessa forma mas eu acho que há um pouco de razão, se formos promovidos agora eu não sei se ficarei satisfeito.
– O que queremos mesmo é participar do exame chuunin das 5 nações – completava Hayate – se formos promovidos pelo exame chuunin então ninguém poderá duvidar da nossa força.
– Então é isso Fujita-sama, será que poderemos participar do próximo exame chuunin? – perguntava Kanami um pouco sem jeito.
Seria a primeira vez que gennins da pena participariam do exame chuunin, se eles conseguissem estariam definitivamente no mesmo nível que gennins das outras vilas, todos os outros ninjas mais uma vez aplaudiram a decisão que eles tomaram, os três então ficaram todo vermelho de vergonha.
– hahahaha sendo assim eu também irei participar! – dizia Boruto – sem chance de deixar você me passar!
– O quê? Eu já serei jounin quando você passar nesse exame! – disse Suhei apontando o dedo para ele – esqueceu quem foi que salvou o seu rabo na ultima luta?
– Fala sério! Quem foi que impediu você de virar torrada!? – gritou Boruto segurando-o pelo colarinho – não fique se achando demais quando foi a arma do sensei que lhe salvou!
– Vocês querem parar com isso agora!? – gritaram as respectivas garotas dos times batendo em seus companheiros.
Os dois caíram no chão segurando suas cabeças por causa do cascudo que levaram, Sarada e Kanami pareciam bem furiosas por eles dois estarem sempre brigando e estragando o momento, Basara e Hayate apenas riam imaginando como seria se eles fossem do mesmo time.
– hahahahaha isso me traz muitas lembranças – dizia Naruto que chegava agora – a Sakura-chan sempre acabava comigo assim!
Naruto tinha um cilindro de metal preso às costas, todos podiam deduzir que o grande pergaminho do Rikudou estava dentro dele, os agentes da ANBU como sempre estavam com ele.
– Muito bem crianças, é hora de voltar – dizia Naruto – mas antes disso...
Naruto tirou um pergaminho e entregou nas mãos de Sarada, ela o abriu e os outros foram olhar o conteúdo, era um certificado de conclusão de uma missão rank A.
– Também temos o pergaminho da missão rank C que vocês originalmente vieram cumprir – dizia Naruto – mas eu imaginei que era este o que vocês queriam ver.
– O time 9 de Konoha comandado pelo jounin Sorata, com seus integrantes Basara, Uzumaki Boruto e Uchiha Sarada – dizia Sarada lendo o conteúdo – através deste documento atesto a conclusão da missão solicitada.
– É isso aí!!! – gritou Boruto dando um pulo.
– Vocês salvaram a minha vida e a do meu filho – dizia Toki que chegava agora – é o mínimo que posso fazer, mas a questão do pagamento... digamos que o orçamento desse mês está meio apertado.
– Não se incomode, essa missão não estava prevista mesmo – disse Naruto – além disso o conhecimento desse pergaminho já é pagamento suficiente.
– Hokage-sama – chamou alguém.
Os times que antes foram enviados para ajudar na missão se reuniam agora, eles estavam ajudando na proteção da capital e também na reconstrução de tudo o que foi destruído, como não conseguiram ajudar em nada esse era o mínimo que podiam fazer para se redimir.
– Ah sim, eu gostaria que vocês ficassem aqui por mais um mês – pediu Naruto – eu já acertei tudo com a Toki-san.
– Cumpriremos esta missão sem falhas – disse o jounin líder.
– E também eu gostaria que vocês ajudassem os ninjas daqui com o programa de treinamento – pedia Naruto – em troca dos jutsus que este pergaminho contem nós ensinaremos alguns dos nossos jutsus.
O jounin líder confirmou a ordem e foi discutir alguns assuntos com Fujita, Naruto então reuniu todos que iram com ele, isso significava o time 9 e os dois ANBU, um deles abriu um grande pergaminho e de dentro liberou vários leões de tinta.
– Ah! Esse jutsu... você é o pai do...
O ninja mascarado fez o gesto com o dedo pedindo silêncio para Boruto, sendo o líder da ANBU Sai não podia ter seu nome divulgado abertamente por aí, após liberar seu choujo giga Sai enrolou o pergaminho e o guardou nas costas.
– A próxima vez que nos encontrarmos será no exame chuunin – dizia Suhei – não vá morrer até lá!
– O mesmo pra vocês, ainda temos que acertar quem é o melhor – respondia Boruto com um sorriso confiante.
– Foi muito legal lutar ao lado de vocês – disse Hayate.
– hehehe até a próxima vez – respondeu Basara.
– Na próxima vez eu vou ser mais forte – disse Kanami – para que ninguém precise me proteger.
– Mas se nos encontrarmos em lados opostos eu não vou pegar leve – respondeu Sarada mostrando o punho.
Naruto adorou ver isso, era uma rivalidade amistosa como verdadeiros amigos, ninjas de vilas diferentes que levavam a sério seu dever sem odiar seus adversários, vendo-os como amigos Naruto confirmava que o mundo mudou para melhor.
– Muito bem pirralhada, tá na hora de voltar – disse Naruto batendo as mãos – e por falar nisso temos que parar em Tojo para pegar a resposta deles, vocês vem também para aprenderem a lidar com essas coisas.
– Ah sim Boruto-kun, tem algo que eu queria lhe dar – disse Kanami indo até ele.
– Hã? E o que... – ele foi surpreendido com um beijo na bochecha.
Boruto ficou travado enquanto Basara ria da cara dele, Sarada estava pálida como se tivesse visto a coisa mais assustadora do mundo, já Naruto gargalhava e dava tapinhas nas costas do filho.
– o-o-o-o qu-que foi isso!? – perguntou ele perplexo.
– Parece que você conquistou uma fã – disse Naruto rindo.
– Credo, que mau gosto você tem – disse Suhei olhando a amiga toda vermelha de vergonha.
Boruto ia falar com ela mas Sarada o segurou pelo pescoço, ela tinha um olhar mortal com o sharingan ativado e tudo mais.
– Hei Boruto, o que você andou aprontando enquanto eu não estava olhando? – perguntou ela com uma voz sinistra.
– Eu? Era você quem andava com ela o tempo todo – respondeu ele.
– Será que a Sarada está com ciúmes? – perguntou Basara para Sorata – eu não sabia que eles tinham esse relacionamento.
– Eu e ela/ele? Nem ferrando!! – gritaram os dois ao mesmo tempo.
Estava muito divertido ver a reação deles, mas Naruto ainda tinha outros compromissos, por isso ele pediu a todos para se preparem e partirem, assim cada um pegou suas mochilas.
Todos subiram nos leões de tinta, em um instante eles estavam partindo de volta para Konoha, muitas pessoas se reuniram na saída da cidade para se despedir deles, enquanto iam embora os gennins olharam para trás e acenaram para aqueles que se despediam deles.
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(2 dias depois)
– Você soube? Parece que o time 9 cumpriu uma missão rank A – comentava um jounin despreocupadamente.
– Eu soube que derrotaram vários jounins de uma pequena vila – disse outro – parece que eles são mesmo da elite!
Os boatos se espalharam rápido pela vila, apesar de Naruto ter tentado controlar as informações, começou quando alguém deixou escapar que o time 9 tinha se metido em encrenca em outro país, logo todos queriam saber o que aconteceu e assim as informações vazavam mais rápido, depois que Naruto saiu as coisas saíram de controle.
Os membros do conselho tentaram controlar a situação mas não adiantou nada, a vila toda já sabia que o time 9 havia feito uma grande conquista, agora todos aguardavam o retorno deles.
– Eu senti o chakra do Naruto cruzando a fronteira durante a madrugada – dizia Ino que estava de serviço – acho que eles já devem estar chegando aqui.
– Com os boatos que se espalharam pela vila vai ser uma confusão – dizia Shikamaru tomando chá.
– Mas não é incrível? Em sua primeira missão fora eles fizeram tudo aquilo – dizia Ino – o nível deles é acima de nível gennin!
– Talvez em força mas não em habilidades, eles tiveram foi muita sorte – respondeu o Nara – bem, ter sorte as vezes é melhor que ter talento...
Ino sentiu o chakra do Naruto a apenas 3km de Konoha, rapidamente Shikamaru bebeu seu chá e foi para o prédio Hokage, antes disso ele preparou a equipe que iria traduzir o misterioso pergaminho.
Enquanto isso um monte de gente se reuniu no portão da vila, ao longe pela estrada podia-se ver os leões de tinta em alta velocidade, quando alcançaram os portões os leões sumiram deixando seus passageiros, assim que eles cruzaram os portões todos bateram palmas deixando os gennins todos encabulados.
– Bom trabalho Boruto! – disse um gennin que foi da mesma turma.
– Vocês são incríveis! – falou um jounin – você também Sorata!
– O que é tudo isso? – perguntou Naruto.
– As noticias se espalharam e todos ficaram sabendo – comentou Tenten que chegava agora – vocês são a fofoca do momento!
Naruto reclamou dessas fofocas e pediu para todo mundo voltar ao trabalho, ele chamou Sorata para seu escritório para dar um relatório completo, ele também dispensou as crianças que poderia fazer o que quisessem, mas o que todos queriam era voltar pra casa.
– Vamos nos ver de noite? – perguntou Boruto.
– Sim, até mais tarde – respondeu Sarada.
– Eu levo os bolinhos da minha mãe – avisou Basara indo também.
Cada um tomou um caminho diferente, a primeira a chegar em casa foi Sarada, ela avisou da porta sobre sua chegada mas não ouviu a voz de sua mãe, ela imaginou que não havia ninguém em casa.
– Seja bem vinda – disse Sasuke na sala.
– Papai!! – disse Sarada correndo até ele.
Sarada pulou sobre seu pai abraçando-o forte, depois ela lembrou que Sasuke não era fã desse tipo de impulso e por isso se afastou pedindo desculpas, mas inesperadamente foi ele quem a abraçou dessa vez, Sarada nunca se sentiu tão confortável como agora.
– Eu estou orgulhoso de você, por tudo o que fez – disse Sasuke – e sua mãe também está, ela só não está aqui hoje porque precisou atender um chamado urgente.
Sasuke colocou a mão sobre a cabeça de Sarada, ele a encarava como se procurasse mudanças em sua filha, como pai ele sabia que não teve um bom desempenho, ele passava muitos dias em missões e poucos em casa, ele ensinava tudo o que podia a ela em matéria de ninjutsu mas muito pouco como pai.
– Pai, foram os ninjutsu que você me ensinou que me ajudaram a sobreviver, a pericia com shurikens também – dizia Sarada – eu sou muito grata por tudo o que me ensinou, e também por tudo o que a mamãe me ensinou.
Sasuke imaginou se Sarada leu seus pensamentos, mas o que o deixou realmente feliz foi saber que ela o aceitava como pai, que era grata ao pouco que ele lhe ensinou, Sasuke pensou que se isso era tudo o que ele poderia fazer por ela então ele faria bem feito.
– Me mostre o seu sharingan – pediu ele sério.
Sarada fechou os olhos para se concentrar, ela procurava em sua mente a sensação que teve quando o doujutsu ativou pela primeira vez, assim que ela encontrou o sentimento abriu os olhos e lá estava o sharingan.
Sasuke viu os olhos vermelhos e a tomoe única em cada olho da sua filha, ele respirou fundo quando lembrou de todos os seus encontros com outros usuários deste doujutsu, mas ele não sentia hostilidade vinda de sua filha, ele ativou seu próprio doujutsu mostrando o sharingan de três tomoes para a filha.
– Agora que você ativou o sharingan eu precisarei lhe explicar tudo sobre ele – dizia Sasuke – você sabe como ele sobe de nível?
Sarada balançou a cabeça afirmando que não, Sasuke então explicou que o sharingan sobe de nível por dois meios, o primeiro era através de intenso treinamento onde o Uchiha chegava ao limite da sua força, o segundo era através do acumulo de emoções negativas.
– Se você sentir ódio, medo, frustração ou qualquer outra emoção negativa o seu sharingan ficará mais intenso, se passar do limite ele sobe de nível – explicava Sasuke – mas este caminho é extremamente perigoso, ele o faz dependente do sharingan e não da sua própria força, se ele alcançar o nível máximo assim você estará perdida na escuridão.
– E como eu faço para controlar o sharingan? – perguntava Sarada preocupada.
Sasuke sentou-se com Sarada no sofá e começou a explicar tudo o que sabia, a menina ouvia atentamente tudo o que queria saber, além disso para ela esse era um tempo com o pai que era muito precioso, Sarada aproveitaria cada minuto que teria com ele.
Uma hora depois Sakura chegou em casa, assim que viu a filha a primeira coisa que fez foi avançar sobre ela, seu objetivo era abraça-la, beija-la e procurar ferimentos que precisasse curar, enquanto a examinava de cima a baixo Sarada ria com a cocegas que ela fazia.
– Parece que ela está bem – dizia Sasuke segurando a mão de Sakura – então pare de examina-la e diga o que queria dizer.
– Meus parabéns Sarada, você é uma grande ninja – elogiou Sakura – cuidou bem dos seus companheiros?
Sarada contou tudo o que fez durante a missão, ela narrava todos os acontecimentos e ouvia dos seus pais maneiras melhores de fazer as coisas, dicas uteis para cada situação e elogios quando ela superava as expectativas deles, no final Sarada mostrou seu sharingan para Sakura, ela relembrou a primeira vez que viu este doujutsu com o Sasuke.
– Seus olhos são lindos – disse Sakura tocando-a carinhosamente – é o renascer do clã Uchiha, mas com uma nova historia.
– Mas não tenha pressa de aumentar os números ok? Deixe que sua mãe e eu cuidamos disso – falou Sasuke com um ar indiferente.
– Papai sujo... – disse ela olhando-o torto.
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– Bem vindo de volta filho, sentimos sua falta – disse Juugo abraçando Basara.
– Você está bem não é? Não lhe aconteceu nada né? – perguntava Injo observando-o.
– Eu me machuquei um pouco, mas já estou bem melhor – respondeu Basara fazendo o gesto de ok – e eu também consegui ajudar meus companheiros a se recuperarem.
– Bom trabalho filho, sente aqui e me conte como foi – pediu Juugo.
A família sentou-se à mesa e Basara relatou tudo o que aconteceu e o que fez, ele se empolgava mais na parte da batalha final quando lutou ao lado do seu novo amigo, o que ele não gostou de contar foi como perdeu o controle e se transformou na forma selvagem dele, Basara sabe que matou seu oponente, mas aparentemente seus amigos não quiseram que ele visse o que fez.
– Está tudo bem, você perdeu o controle por uma boa causa – dizia Juugo – o importante é que você precisa evitar que isso aconteça sempre, pois um dia você poderá machucar seus amigos.
– Basara-kun precisa ficar mais forte, para que possa derrotar seus oponentes sem ser pressionado – dizia Injo – ou pelo menos precisa aprender a lutar mais tempo em seu limite.
– Será que o pai poderia me treinar? – perguntava Basara meio sem jeito.
– Filho... a verdade é que eu queria muito treina-lo, mas... o meu poder que você herdou não é algo que se domina com treinamento – explicava Juugo triste – você precisa aprender sozinho a se controlar, depois disso poderá usa-lo mais eficientemente, como eu ao dominar a transformação parcial.
Basara baixou a cabeça um pouco triste, Juugo sentia que devia algo ao filho pois só lhe passou um poder problemático, mas ele não podia fazer nada, seria como uma pessoa civilizada tentar ensinar um animal selvagem a caçar.
– Talvez se eu escolher outro caminho, um poder que me ajude a proteger meus amigos – dizia Basara – eu tenho muita energia física, talvez eu possa aprender aquilo.
Basara conversou sobre o que tinha em mente e seus pais ouviam atentamente, Juugo ficou muito surpreso com a decisão do filho, assim que Juugo anotou um nome num papel Basara se preparou para sair.
– Mas já vai sair? Você acabou de chegar! – dizia Injo com as mãos na cintura.
– Eu preciso ir logo pra ter uma resposta rápido – dizia ele indo pra porta – ah sim mãe, se puder prepare aqueles bolinhos, mais tarde eu vou me encontrar com a turma!
Basara foi correndo direto para o hospital de Konoha, ao chegar lá ele procurou a recepcionista e mostrou o nome indicado no papel, a mulher então ensinou como Basara poderia encontrar a pessoa que procurava.
Agradecendo pelo ajuda Basara seguiu as instruções e chegou a um escritório, ao bater na porta ele recebeu permissão para entrar e encontrou quem procurava.
– Ora, eu tenho certeza que eu já o vi antes – disse Chiyo encarando Basara.
– Eu sou Basara, filho do Juugo – respondeu ele – o meu pai me disse que uma vez você pediu para estuda-lo.
– hahahahahha não fale como se eu o tivesse transformado em cobaia! – pediu ela toda constrangida – mas o que você deseja Basara-kun?
– Você poderia me ensinar o jutsu de cura que desenvolveu? – perguntou ele.
Chiyo ficou sem reação, ela nunca esperaria que um gennin recém formado viesse pedir para ela ensinar ninjutsus de cura, intrigada pelo pedido Chiyo pediu por mais detalhes.
– O papai disse que você estudou as células dele para aprimorar uma técnica que criou – dizia ele – e que você criou um iryouninjutsu que usa o senjutsu.
– Bom, é verdade que criei tal técnica, e que estudei as células do seu pai – dizia Chiyo tentando usar termos simples – mas estudando as células dele eu entendi como seu poder funciona, no caso de vocês a energia natural vai direto para as células, mas no senjutsu a energia natural se funde ao chakra, são caminhos diferentes.
– Então não tem jeito mesmo... – Basara ficou muito decepcionado.
– Eu não disse que não tinha jeito, eu estava fazendo uns experimentos e tal – dizia Chiyo – talvez seja possível para você transferir a energia vital poderosa que possui enquanto está com seu poder ativado.
– É verdade? Existe algo que eu possa fazer? – perguntou Basara empolgado.
– Mas isso não é fácil, estamos falando de algo que não foi concluído ainda – explicou ela – se bem que se der certo vai dar um avanço na minha pesquisa... você gostaria de tentar?
– É claro que sim! Quando começamos? – perguntou ele.
– Começamos pela parte teórica que eu escrevi – disse Chiyo pegando um livro em sua prateleira – depois que você entender a parte teórica podemos passar pra pratica.
Basara agradeceu pelo livro se curvando, Chiyo ficou toda sem jeito com a reverencia dele, depois de agradecer mais uma vez ele saiu para estudar o livro imediatamente, quando ele se foi Chiyo sorriu e sentou-se em sua cadeira, animada ela pegou o telefone e ligou para um certo ramal.
– Alô sensei? Eu acho que consegui um aluno – dizia Chiyo para Sakura toda empolgada.
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– Onii-chan!!! – gritou Himawari saltando sobre ele.
Himawari pulou sobre Boruto derrubando-o na hora, mesmo assim o irmão mais velho não achou ruim, na verdade ele retribuiu o abraço dela apertando-a com força, Hinata no corredor derramava lagrimas de alegria.
– Seja bem vindo meu filho – disse ela.
– Estou em casa mãe – respondeu ele sorrindo muito – nossa, é muito bom voltar pra casa!
Foram três dias para chegar ao seu destino, uma semana entre o dia que chegou e o dia que partiu de volta, e mais dois dias para chegar em Konoha, após permanecer tanto tempo longe de casa o que Boruto mais queria era ver sua família e dormir em sua cama.
– Como foi lá? Você venceu os caras maus? – perguntou Himawari empolgada.
– Por favor querida, deixa o seu irmão entrar e sentar – pediu Hinata – você está bem não é? Eu soube pelo seu pai que você tinha se machucado.
– Estou sim, isso aqui não é nada! – disse ele altivo – pior ficou o cara que fez isso!
Himawari e Boruto sentaram na sala para o irmão mais velho contasse toda a aventura que teve, ele cuidadosamente escondia as partes mais tristes e tensas, mas se empolgava e exagerava na ação, para Himawari o seu irmão foi o herói que salvou um país inteiro derrotando um exército de ninjas do mal.
Hinata ouvia tudo da cozinha, ela ria enquanto preparava os pratos favoritos do filho, quando Naruto lhe contou o que estava acontecendo no país das aves ela quase teve um treco, não conseguia dormir de tanta preocupação e estava constantemente perguntando por novidades, no dia decisivo Naruto soube do resultado da missão mas soube que ele foi ferido, se perguntou se devia contar a Hinata mas ele não queria esconder nada dela no final.
Hinata só ficou tranquila quando soube que seu marido estava trazendo o filho de volta, e somente depois de se acalmar que ela conseguiu ter orgulho de tudo o que ele fez, seu filho era um herói assim como o pai.
– “A cicatriz em suas costas indicam que foi um ferimento sério” – pensava Hinata após examina-lo com o byakugan – “a sua recuperação é impressionante, uma pessoa normal ficaria semanas se recuperando”
Depois de por os pensamentos em ordem ela levou a bandeja com os pratos, assim que viu a comida da sua mãe Boruto começou a salivar relembrando o quanto adorava isso, Himawari ria e deixava ele comer em paz.
– Então você fez novos amigos por lá? – perguntava Hinata sentada de frente pra ele admirando-o.
– Ah bem, eles são legais de qualquer jeito – dizia Boruto se empanturrando – se bem que tinha um chato, aquele que lutou comigo contra o cara dos raios, nunca vi um sujeitinho tão chato quanto ele!
Boruto dizia isso mas Hinata não sentia nenhum tipo de rancor na voz dele, se ela tivesse que comparar parecia a rivalidade que Naruto tinha com Sasuke, isso mostrava que Boruto considerava o tal Suhei como um amigo, além disso não se arrisca a vida por alguém que se odeia.
– Mãe, eu preciso ficar mais forte para que não aconteça de novo – disse Boruto sentindo suas costas formigar – eu sei que não levei a sério antes, mas será que você pode me ensinar algo?
– Eu fico feliz por você querer levar a sério, mas sem o byakugan as técnicas Hyuuga não servirão para você – explicava Hinata um pouco sentida – eu posso ajuda-lo com o taijutsu, melhorar sua agilidade, mas se você quiser...
– Eu tenho que pedir ao papai para me ensinar – disse ele adivinhando – mas ele nunca tem tempo...
Depois de tudo o que viu Boruto não podia mais culpar seu pai por não ter tempo, se uma vila pequena como a da pena já exigia tanto imagine uma nação como Konoha, quando passaram no país de Tojo Boruto pôde ver seu pai agindo como intermediário, essa era mais uma de suas funções para manter o mundo pacifico.
Ainda assim Boruto não queria aceitar que o mundo inteiro era mais importante que a família, se ser Hokage significava abrir mão disso ele jamais desejaria esse posto, e ele jamais conseguiria entender por que Sarada cobiça tanto aquele chapéu e todos os problemas que ele traz.
– Estou em casa – disse uma voz no corredor de entrada.
Boruto quase não acreditou nisso, seu pai vinha entrando e pendurando a capa dele no cabide da sala, rapidamente as duas crianças correram para vê-lo enquanto Hinata suspirava aliviada.
– Olha só, encontrou um tempinho para visitar a família? – perguntou Boruto meio sarcástico.
– Bem vindo querido, vai querer comer agora? – perguntou Hinata – eu vou preparar alguma coisa.
– Tudo bem, enquanto você prepara eu vou ter uma conversinha com o teimoso aqui – disse Naruto bagunçando a cabeça do filho.
Naruto pegou Boruto e o pôs embaixo do braço como um saco velho, o menino esperneava e reclamava mas Naruto apenas ria, ele o levou para o quintal onde estava bem mais fresco, após fechar a porta de vidro os dois sentaram-se na beira da piscina para refrescar os pés na água.
– E aí? Veio me dar sermão? – perguntou Boruto deitando na grama.
– O que você aprendeu com essa missão? – perguntou Naruto tranquilo.
Boruto não deu uma resposta, mas isso por que ele não sabia por em palavras a experiência que teve, se ele tivesse que descrever o que aprendeu diria que foi o quanto ele era fraco, mas ele jamais admitiria isso.
– Eu sei que já lhe contei varias vezes sobre a missão no país das ondas, mas eu acho que nunca falei sobre como eu me senti naquela missão – dizia Naruto – se alguém me fizesse essa pergunta naquele tempo eu não saberia responder também.
– E agora você já sabe? – perguntou Boruto escondendo seu interesse.
– Eu aprendi como era difícil ser um shinobi, que essa vida era feita de muita dor e sofrimento – respondeu Naruto – se eu quisesse seguir em frente com minhas crenças eu precisava crescer e ficar mais forte, precisava ser capaz de seguir de cabeça erguida.
Claro que os tempos hoje eram diferentes, a maioria dos jovens ninjas provavelmente jamais passariam por isso, as vezes Naruto se sentia um velho quando lembrava da infância que parecia ter sido em outro século.
– As lutas entre ninjas são sempre assim? – perguntou Boruto.
– Não, hoje em dia são até bem mais amigáveis – respondeu Naruto – pelo menos entre ninjas de vilas aliadas.
– O pessoal da pena, eles estavam felizes por que sua vila estava começando a crescer – dizia Boruto – mas agora vão ter que reconstruí-la, e também arranjar novos ninjas.
– Os ninjas do clã Sawasaki estavam pensando no bem deles também – explicava Naruto – mas eles erraram em atacar o país das aves, se eles queriam crescer podiam ter encontrado outro caminho.
– Eu não entendo essas coisas – disse Boruto.
– Tudo bem, você tem todo o tempo do mundo para entender – disse Naruto tranquilo – o Ero-sennin também não entendia essas coisas, por isso ele saiu numa jornada pelo mundo.
Boruto já tinha ouvido historias sobre o sannin que treinou seu pai, pelo que sabia Jiraya era famoso pelo mundo todo, era um incrível ninja mas também um pervertido sem salvação, este homem lendário viajava pelo mundo todo aprendendo sobre o que era ser um shinobi.
– O que eu preciso fazer para entender tudo isso? – perguntou Boruto.
– hahahaha se tivesse uma resposta para isso eu seria o mais sábio não acha? – perguntou Naruto rindo – se quer uma resposta procure você mesmo!
– Como é? Você é um inútil velho de merda! – reclamou Boruto quase rindo.
– E você é um pirralho teimoso e idiota – respondeu Naruto no mesmo tom.
Os dois riram juntos, fazia um bom tempo que não tinham esse momento de pai e filho, tanto que Himawari sentiu pena de interromper, ela foi avisar que o almoço já estava pronto e que sua mãe chamava por eles, Naruto pediu para avisar a Hinata que eles iriam logo.
– Amanhã vamos começar o seu treinamento, eu vou lhe ensinar o rasenga – disse Naruto – você já cresceu o bastante para ser responsável por esse jutsu.
– Vai mesmo!? Você promete!? – perguntou Boruto esperançoso.
– Sim, amanhã eu lhe ensinarei pessoalmente, mas depois eu terei que deixar um bunshin acompanhando-o – dizia Naruto – mas sempre que eu puder irei vê-lo de perto.
Boruto nem se importava com isso, tudo o que lhe importava é que seu pai iria ensina-lo o jutsu herdado em sua família, no passado Naruto lhe dissera que só o ensinaria quando confiasse que ele seria responsável, isso significava que agora seu pai acreditava nele.
A família almoçou junta como a muito tempo não faziam, conversavam e se divertiam enquanto comiam, faziam planos para o futuro e tudo mais.
Mais tarde Boruto foi se encontrar com seus companheiros de time, cada um contou sobre o caminho que escolheram, e confiantes eles fizeram um juramento, que da próxima vez eles seriam shinobis ainda melhores.
Continua.
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