Mirai no Monogatari

65 Capítulo 53 – Missão Secreta.


Notas iniciais
Após uma excelente saga com o time 9 (o time do Boruto para quem não sabe) chegou a hora de uma nova saga, e dessa vez os protagonista são outros gennins amados por todos nós, então é hora do time 7 (sim, eles são o time 7) fazer sua estreia na minha fic!

Capítulo 53 – Missão Secreta.

(2 meses atrás)

Uma figura encapuzada adentrou a caverna, a medida que ele ia mais fundo a luz do exterior diminuía proporcionalmente, quando chegou o ponto onde nenhum luz entrava o ambiente estava em completa escuridão.

Para o homem este ambiente não era um problema, guiar-se no escuro era algo fácil para quem sempre viveu nas sombras, mas até este homem surpreendeu-se com a armadilha cuidadosamente escondida, ao pisar no selo ativador uma barreira brilhante formou-se ao redor dele.

A barreira tinha a forma de um cubo brilhante, o surgimento do cubo iluminou a caverna tornando possível ver tudo ao redor, e assim o invasor viu que já estava cercado por meia dúzia de ninjas vestidos de preto.

– Adianta alguma coisa dizer que vim negociar com o mestre de vocês? – perguntou o homem encapuzado.

– Primeiro diga quem é você e o que quer, depois decidimos isso – falou aquele que parecia o líder do grupo.

O homem encapuzado liberou uma sombra que envolveu toda a barreira, a escuridão da caverna retornou surpreendendo os homens de preto, quando eles se acostumaram à escuridão o líder do grupo percebeu que todos os seus homens estavam no chão, a figura encapuzada de antes agora estava atrás dele.

– Chame o seu líder Sakamori ou eu vou realmente ficar sem paciência – avisou o encapuzado.

O ninja de preto sentiu que ele estava falando sério, usando uma bola de cristal ele enviou um sinal para algum lugar do mundo, levou cerca de meia-hora para que um portal se abrisse e por ele saísse o líder da Juugetsu, quando o portal se fechou a escuridão novamente dominou a caverna, mas Sakamori podia enxergar perfeitamente com o sharingan em sua testa.

– Soube que alguém quer negociar comigo – disse Sakamori.

– Você é corajoso, veio aqui sem saber se era uma armadilha ou não – disse o outro.

– Irrelevante, alguém que queira armar uma emboscada não anuncia isso – respondeu o outro – e sendo uma armadilha eu só precisaria elimina-lo.

– Parece que você é do tipo que subestima seus adversários – respondeu o outro.

– Acho que é você que subestima a Juugetsu – avisou Sakamori.

O encapuzado sentiu uma presença atrás dele, mesmo sem se virar ele sentiu a aura assustadora de um sharingan encarando-o, era Suugen que estava bem atrás dele e tinha se aproximado usando a entrada tradicional.

– Agora que já mostramos nossas presas um para o outro que tal irmos aos negócios? – perguntou Sakamori – o que você deseja de mim?

– Eu soube que você e sua organização possuem crias do juubi vivas – começou o outro – eu gostaria de comprar um.

– hahahahaha desculpe mas a Juugetsu não é pet-shop, e definitivamente aquelas coisas não são cãozinhos fofos – disse Sakamori rindo – mas se tiver outra coisa que queira...

– Eu não sei bem o que você pretende, mas um dos objetivos da sua organização é causar o caos não é? – perguntou o encapuzado – se me der uma das crias do juubi a minha organização Meiosei (estrela do submundo) pode antecipar o seus planos.

– É mesmo? E o que você pretende fazer com ele? – perguntou Sakamori.

– Eu pretendo trazer a morte para este mundo – o encapuzado revelou seu rosto oculto.

Sakamori riu e concordou com os termos daquele homem, assim que ele deu aprovação Suugen curvou-se e saiu para fazer os preparativos, o encapuzado parecia bem satisfeito com isso.

**********************************

(dias atuais)

– Ensinamentos? O que isso quer dizer? – perguntou Toki no monitor.

– Basicamente são os ensinamentos que ele queria transmitir através de sua religião – explicou Naruto – o Rikudou sennin fundou uma religião que pregava paz e harmonia, que o chakra podia ser usado para alcançar a iluminação, o pergaminho tem os ensinamentos do Nishuu.

A expressão que Toki fez parecia de decepção, ela esperava que o pergaminho contivesse algo que justificasse o que seu povo passou, ela esperava algo que elevasse o poder da sua vila ninja e ajudasse no crescimento do país.

Mas após uma semana de tradução o pergaminho revelou ensinamentos de uma religião morta e esquecida, era um grande ganho cultural mas na pratica não servia pra nada.

– Desculpe por não lhe dar boas noticias – disse Naruto meio sem jeito – quando o pessoal da tradução me contou eu fiquei surpreso.

– Não é sua culpa, acho que eu botei expectativas demais – disse ela – mas na verdade isso não é uma perda, ensinamentos sobre paz e harmonia é ótimo, eu estou disposta a trazer de volta esta religião.

– Que bom, então eu vou pedir a alguém de confiança para levar o pergaminho e também a transcrição traduzida – disse Naruto – se precisar de mais alguma coisa não hesite em pedir.

– Eu agradeço Naruto, e como vão as crianças? – perguntou Toki sorrindo.

– Estão treinando bastante entre uma missão e outra – respondeu Naruto satisfeito – eu imagino que os gennins daí estão fazendo o mesmo.

– Isso mesmo, estão ansiosos para mostrar resultados, e graças a isso os outros gennins estão igualmente motivados – disse ela – reerguer o nosso poder será difícil, mas vamos nos levantar muito mais fortes!

– É ótimo ouvir isso, significa que vamos ter que nos preocupar com vocês no futuro – disse ele brincando – bem, se me der licença eu tenho que ir.

Toki agradeceu a ajuda mais uma vez, Naruto então desfez a conexão e foi cuidar dos seus assuntos, hoje era segunda-feira e isso significava muito trabalho para ele.

– Você aprendeu bem como conversar direito com os outros – comentou Shikamaru na porta.

– Me deixa em paz, pelo menos é mais fácil conversar com velhos amigos – respondeu Naruto – eu odeio ter que conversar com nobres chatos.

Naruto e Shikamaru seguiram de volta para o escritório, lá Shizune os recebeu com uma pinha de papeis que fez os dois suspirarem, a manhã estava só começando e já tinha tudo isso.

– Será que da pra chamar a vovó Tsunade? Ela é a que mais foge do trabalho! – reclamou Naruto – e o Kakashi-sensei onde está?

– O meu querido está em reunião com os jounins, ele disse que vai cuidar das missões para eles – respondeu Shizune – Tsunade-sama fez plantão no hospital ontem, mas eu posso mandar pra ela as tarefas menores.

Shizune separou a papelada que iria para os outros, graças a isso a pilha diminuiu pela metade, ainda assim havia o suficiente para manter Naruto ocupado pela manhã inteira, sentando-se em sua mesa ele foi logo cuidando daquilo que levava menos tempo.

– Um pedido de escolta para outro país – dizia Naruto lendo o papel – podemos designar isso para um time experiente.

– Onde é o destino da missão? – perguntou Shikamaru.

– O país de Sho, são só dois dias de viagem – disse Naruto meio entediado com isso – o cliente é uma caravana de mercadores indo para um festival na vila de Danka.

– Vila de Danka? Ela é vizinha àquele local do incidente – disse Shikamaru.

– Que incidente? – perguntou Shizune sem saber.

– Uma outra vila solicitou o extermínio de um monstro, mandamos um time mas até agora não temos noticias – respondeu o Nara.

– É verdade, eles já deveriam ter voltado – disse Naruto preocupado – se a missão estivesse difícil eles teriam solicitado reforços não é?

– Se a missão se passa próxima ao local podemos mandar alguém para checar a situação – sugeriu Shikamaru – mas como temos que cuidar dos clientes não podemos desviar muito.

Shikamaru sugeriu que um certo time fosse chamado, Naruto concordou e mandou a ordem para busca-los, em pouco tempo um mensageiro estava procurando o time designado.

***********************************

– Vamos, vocês vão ter que se esforçar mais! – gritou Akane fugindo pelas árvores.

Akane fugia pelas árvores sendo perseguida pelos seus gennins, logo atrás dela vinham Shikadai e Chochou, por cima voando em um dragão de tinta bem estranho estava Inojin, a missão deles era captura-la antes que chegasse aos muros de Konoha.

– Droga, só temos mais 3km – avisou Inojin olhando os muros de longe – nesse ritmo ela vai chegar lá em 6 minutos!

– Não esquente, basta seguir o plano – respondeu Shikadai pelo radio – é a sua vez Chochou.

– Ok, uma bala de canhão a caminho! – disse a Akimichi pegando algo preso em sua cintura.

Chochou fez seu braço crescer e assim ela arremessou com força uma bola preta, Akane viu o projetil vindo e se inclinou para desviar dele, quando a bala preta passou por ela explodiu ao bater em uma árvore, imediatamente uma fumaça explodiu cobrindo toda a área a frente dela.

– “Uma bomba de fumaça? Se é ideia do Shikadai tenho que pensar que é mais que isso” – pensou ela – “por outro lado desviar dela vai me atrasar e me tirar da rota”

Antes de entrar na nuvem de fumaça Akane fez uma sequência de selos e soprou uma rajada de vento, abrindo caminho pela fumaça ela conseguiu seguir direto pelo caminho traçado, pelo ar Inojin sobrevoava o alvo e derrubava varias das bolas pretas que Chochou atirou antes.

– Eu não sei o que vocês planejaram, mas é bom que dê resultado logo – avisou ela – eu já estou quase chegando!

As bombas explodiram ao redor de Akane cobrindo toda a área ao redor, ela imediatamente saltou para o topo da árvore para escapar da fumaça e continuar seguindo em frente, assim que ela saltar para a copa da árvore mais próxima Inojin a atacou dando um rasante.

– Boa tentativa, mas você não tem muitas opções de ataque aqui – disse ela.

Akane fez uma acrobacia no ar e desviou do rasante, ao mesmo tempo ela atirou uma kunai no monstro de tinta do Inojin destruindo-o, o jovem Yamanaka despencou em direção ao chão, quando ela tocou na árvore de novo viu Shikadai parado na frente dela.

– Vai tentar confronto direto? – perguntou ela – ou por acaso você é uma distração?

– Por que você não espera pra ver? – desafiou ele.

Assim como Akane imaginou uma mão gigante surgiu atrás dela, rapidamente a Sarutobi saltou pro lado evitando ser agarrada, Chochou saiu de dentro da nuvem de fumaça fazendo cara de frustração por não ter sido capaz de agarra-la.

– Toda essa fumaça lá embaixo faz parecer que estou acima das nuvens – disse Akane – mas eu ainda sou capaz de notar a movimentação de vocês.

– E se eu disser que tudo isso é para desviar sua atenção? – disse Inojin surgindo ao lado de Shikadai.

Os três gennins se posicionaram de modo a cercarem Akane, a jovem jounin prestava atenção nos movimentos dos três sem subestima-los, a única coisa que ela tinha certeza é que a captura viria de Shikadai, por isso ela estava atenta a qualquer sombra próxima a ela, foi aí que notou algo preocupante.

– “A nuvem de fumaça não está se dissipando, e ela formou um tapete sob nós” – pensava ela – “com esse tapete branco a sombra do Shikadai pode me alcançar mesmo sobre as árvores!”

Enquanto Akane prestava atenção ao seu redor ela reparou em algo, pequenas sombras surgiram por toda parte ao redor dela, olhando pra cima ela viu um dos pássaros do Inojin soltando pequenos paraquedas sobre eles, com isso Shikadai tinha tudo de que precisava.

Usando o kagemane ele esticou sua sombra na direção dela, a sombra ia se ligando aos pequenos ponto negros formados pelos paraquedas, com isso a sombra do Shikadai podia fazer ziguezague em uma velocidade impressionante, Akane tentou evitar ser capturada mas para qualquer direção que ela fosse um dos três a pegaria, quando quase conseguiu escapar da área de efeito a sombra finalmente a capturou.

– Pois é, parece que vocês conseguiram me capturar – disse ela suspirando.

Os três comemoraram o feito, era a primeira vez que conseguiam capturar sua sensei, para isso eles passaram horas planejando esses passos nos mínimos detalhes, Shikadai em especial estava bem orgulhoso.

– Com isso a sensei vai nos pagar aquele sorvete que prometeu não é? – perguntava Chochou com os olhos brilhando.

– Bom, eu realmente prometi – disse Akane suspirando derrotada – lá vou eu ficar sem dinheiro de novo...

Depois do treino o time seguia pelas ruas de Konoha, Akane explicava para eles o que poderiam ter feito em cada situação, eles revisavam os passos e Shikadai explicava quais outros planos tinha em mente, finalmente eles chegaram em frente a soverteria favorita dos jovens.

– Um extra-grande para todos por minha conta – dizia Akane já puxando sua carteira – mas nada de repetir.

– Sarutobi Akane? O Hokage pede a sua presença e a do seu time em seu escritório – avisava um chuunin após encontra-los.

– Isso pode esperar, agora nós...

– Não é assim que funciona Chochou, se o Hokage-sama nos chama devemos ir imediatamente – disse Akane.

– São só alguns minutinhos, o moço aí pode dizer que não nos achou!! – implorava a Akimichi agarrada no colete da outra – eu preciso do meu extra-grande!!!

Quase arrastando Chochou eles foram até o escritório do Hokage, ao chegarem lá Shizune pediu que entrassem, Naruto estava olhando algo no computador mas parecia estar sofrendo para usar aquela maquina.

– Hei Shizune-san, eu não tô encontrando aquele texto que digitei da ultima vez – disse ele revirando os olhos.

– Bem, se você não clicou em “salvar” antes de desligar você o perdeu – disse ela.

– Essa não, eu vou ter que fazer tudo de novo!? – Naruto bateu a cara na mesa.

– Her... Hokage-sama... – dizia Akane para mostrar que estava ali.

– Ah sim! Desculpe por isso Akane-chan – disse Naruto envergonhado – parece que esse computador gosta de me zuar.

– Então o que deseja de nós Hokage-sama? – perguntou Akane meio sem jeito.

– Bom, basicamente uma missão rank B – explicava ele – você e seu time escoltarão uma caravana de mercadores para a vila Danka, ajudarão no que eles precisarem durante um festival e depois o trarão de volta.

O rank da missão levava em conta as varias tarefas que eles realizariam, assim como o tempo necessário para conclui-la, mas Akane avaliava que não seria uma missão muito difícil, apenas cansativa, mas algo não estava muito certo, se era uma missão rank B então não precisava de uma convocação oficial do Hokage, ela poderia ter sido transmitida pela sede jounin.

– Hei sensei, será que dá tempo praquele sorvete antes de irmos? – perguntou Shikadai.

– Acho que sim, eu ainda tenho que passar na sede jounin – disse ela – então depois de se equiparem eu encontro vocês na soverteria.

Naruto sorriu discretamente vendo que Shikadai percebeu a situação, com uma desculpa ele tirou os outros da sala para que o Hokage pudesse conversar a sós com Akane.

– Tem mais alguma coisa sobre essa missão? – perguntou ela após voltar-se para ele.

– 6 dias atrás um time foi enviado para a vila vizinha à que vocês visitarão – explicava Naruto – a missão deles era caçar um monstro na região, eles já deveriam ter voltado.

– Então o senhor quer que eu investigue o paradeiro deles? – perguntou ela.

– Exatamente, deixe as crianças cuidando da missão na vila, enquanto isso você vai procurar por eles – dizia Naruto – mas entenda que sua missão é apenas procurar por eles, não deve se meter em nada mais complicado que isso.

– Eu entendi e aceito a missão – respondeu Akane formalmente – então se me der licença eu irei me preparar.

Akane se curvou e saiu para sua casa para pegar suas coisas, depois que ela saiu Naruto suspirou mas achou graça.

– Ela é muito séria não é? Mesmo só tendo 16 anos – disse Shizune.

– Ela quer ser reconhecida e se esforça para isso – disse Naruto – Akane-chan acha que precisa se tornar uma grande ninja para honrar o sacrifício do seu pai.

Naruto deixou o assunto de lado por enquanto, se fosse a Akane ela com certeza completaria sua missão, restava saber se as outras crianças iriam fazer sua parte, ele torcia para que esse time não se envolvesse em nada perigoso, mas parecia natural para jovens gennins arranjarem encrenca.

**************************************

– Uma missão repentina? – perguntou Kurenai.

– Sim, serão dois dias de ida, dois dias de festival e mais dois para voltar – explicou Akane arrumando sua mochila – acho melhor levar o suficiente para 7 dias...

– As crianças também irão?

– Sim, é uma missão em time, mas eu tenho uma missão diferente – respondeu Akane – tenho que procurar um time que desapareceu na região.

– O Naruto deveria mandar alguém qualificado para isso – disse Kurenai – ele...

Kurenai notou que sua filha estava lhe olhando, seu olhar tinha uma certa raiva mas a maior parte era decepção.

– Desculpe! Eu não quis dizer que você não é qualificada! – apressava-se Kurenai – é que talvez uma equipe mais especializada...

– Eu entendi o que você quis dizer, uma equipe como seu antigo time seria bem melhor – dizia Akane terminando de arrumar a mochila – mas fui eu quem o Hokage escolheu, então ele acredita em mim.

– Você tornou-se jounin mais rápido que eu, suas habilidades são reconhecidas por todos – dizia Kurenai abraçando-a – mas você ainda não tem toda a experiência que esse cargo necessita.

– Bom, estarei indo ganhar mais experiência agora – respondeu ela.

Akane pegou sua mochila e a pôs nas costas, quando estava de saída ela viu o retrato do seu pai sobre o aparador, ela fez uma pequena prece e logo saiu correndo para se encontrar com seu time.

Akane chegou a soverteria que era o ponto de encontro, lá ela viu os membros do seu time já terminando o sorvete, exceto Chochou que estava na terceira taça, os olhos de Akane se inflamaram e ela chegando por trás pôs a mão sobre a cabeça da Akimichi.

– Oh? Mesmo eu tendo dito que era uma pra cada, você já tá na terceira? – disse a Sarutobi apertando a cabeça dela – você definitivamente pede por uma punição.

– aiaiaiaiaai Aka-nee!!! – dizia a menina se debatendo.

– E eu já falei pra não me chamar assim!! – ela apertou mais forte.

Depois da punição Akane foi pagar os sorvetes, após isso os outros se reuniram pegando suas mochilas e equipamentos, Akane explicou os detalhes da missão para todos.

– É uma missão de escolta, vamos encontrar nossos clientes no vilarejo mais próximo – explicava Akane – depois seguiremos com eles até a vila Danka no país de Sho, ajudaremos com os preparativos para o festival, e finalmente os traremos de volta.

– aiai, isso vai ser um saco – disse Shikadai já entediado.

– Pelo menos vamos ver um festival – disse Inojin.

– E eu talvez conheça um cara legal assim como meu pai conheceu a mamãe – pensava Chochou – ok! Preciso entrar em forma para meu encontro!

– Acho que você pulou muita coisa nisso – disse Akane com uma gota escorrendo pela testa.

Com a missão explicada o time seguiu em direção a saída da vila, no caminho eles viram os membros do time 9 reunidos, assim que estes viram seus colegas começaram a andar junto com eles.

– Para onde estão indo? – perguntou Boruto.

– Para uma missão rank B – respondeu Inojin.

– hehehe nós já realizamos uma missão rank A – gabou-se o Uzumaki altivo.

– Legal, mas eu soube que vocês se meteram nela por acidente enquanto cumpriam uma missão rank C – dizia Shikadai – no tempo em que vocês estavam lá cumprimos três missões rank C

– O quê!? E o papai não queria nos dar nada empolgante! – reclamou Boruto.

– Que missão vocês receberam? – perguntou Sarada.

– Missão de escolta, estamos indo para um festival – respondeu Chochou – e lá finalmente vou conhecer o meu grande amor.

– “Ela tá viajando de novo...” – pensou Sarada perdendo a esperança.

Ao chegarem no portão da vila o time 9 ficou para trás, já o novo time 7 seguiu para o ponto de encontro, estava iniciada a missão de escolta.

*********************************

– Somos o time enviado por Konoha para escolta-los – apresentava-se Akane.

– Que bom, ultimamente os assaltos nas estradas aumentaram – disse o líder da caravana – estamos contando com vocês.

Akane apresentou-se para todos bem como o seu time, assim que os preparativos foram completados a caravana partiu, consistia de 5 grandes carroças cheias de mercadorias para vender no festival.

– Muito bem, eu protegerei as duas carroças da frente – explicava Akane – cada um de vocês será responsável pelas outras, Shikadai, eu quero que você se encarregue da ultima, preste atenção na retaguarda ok?

Com o plano traçado o time 7 seguiu viagem protegendo a caravana, seriam dois dias de viagem fazendo pequenas paradas em todos os vilarejos para abastecer mantimentos e tentar vender alguma coisa.

Ao longo do caminho Akane pensava na sua missão especial, ela teria que deixar os gennins cuidando de tudo no festival, mas ela se preocupava com o fato de deixa-los sozinhos, era sua responsabilidade cuidar deles.

– “Shikadai é preguiçoso mas não é idiota, se algo acontecer ele sabe se virar” – pensava ela – “Chochou fantasia demais mas ela sabe seguir ordens, Inojin é teimoso mas também é esperto”

No inicio do segundo dia de viagem eles já tinham atravessando a fronteira quando uma gangue surgiu, 20 bandidos surgiram do mato cercando a caravana e exigindo a rendição deles, Akane sozinha lutou contra 10 deles, os gennins enfrentaram o restante e assim o problema foi resolvido em 10 minutos, nenhum dos clientes foi ferido.

– Incrível, um único time tomou conta de tudo – elogiou um membro da caravana – valeu a pena cada centavo gasto contratando-os!

– Mas você pão-duro não queria não é? – zombou a esposa dele.

– Bem, missões rank B são caras – justificava o vendedor sem graça.

– Não se preocupe com isso, clientes regulares ganham desconto – disse Akane quase como se estivesse fazendo propaganda.

– Mas você mocinha não é muito nova para ser assim? – perguntou a senhora que ia conduzindo a carroça – quero dizer, os que usam uniforme são os melhores não é? Mas todos os que eu conheci eram adultos.

– Eu tenho quase 17 anos, mas já existiram jounins mais novos que eu – explicou Akane – normalmente pessoas da minha idade estão no rank de chuunins.

Akane ia explicando como funcionava o sistema ninja e ia contando como ela foi subindo de nível, ela também contou como são escolhidos os novos ninjas como as crianças que ela liderava.

– Eles me dão bastante orgulho, ainda que muitas vezes eu queira esgana-los – brincou Akane – mas os pais deles foram discípulos do meu pai, então é natural que tenham me escolhido para tomar conta deles.

– Eu acho que eles também sentem muito orgulho, por que te obedeceram direitinho durante o ataque – disse a senhora – quem dera meus filhos me obedecessem daquele jeito!

A viagem continuou até que chegaram ao destino, foram 48 horas de viagem e todos estavam exaustos, o festival começaria em 12 horas mas ninguém tinha tempo para descansar.

– A missão de vocês agora é ajudar com os preparativos, no caso é montar as barracas e ajudar durante o festival – explicava Akane.

– Nossa missão? E o que você vai fazer sensei? – perguntou Inojin.

– Eu tenho outra coisa para fazer, por isso precisarei me ausentar – explicou ela – você fica no comando até eu voltar Shikadai, mas nada de vadiar!

Akane passou mais algumas instruções e depois saiu correndo, levaria 4 horas para chegar ao local de destino, se tudo desse certo ela poderia voltar antes do festival acabar, assim que ela se foi os gennins ficaram por conta própria.

– É a primeira vez que vamos cumprir uma missão sem ela não é? – perguntou Inojin.

– Não é como se montar barracas fosse trabalho de ninja – reclamou Shikadai – muito bem, vamos acabar logo com isso, eu quero tirar um cochilo antes de escurecer.

– Ok! Eu fico com a barraca de dangos! – pediu Chochou.

– Não é pra comer a mercadoria do cliente – avisou Shikadai.

Os gennins começaram a ajudar com os preparativos, usando seus ninjutsus foi muito fácil, Shikadai usava suas sombras para montar as barracas como quebra-cabeças, Inojin usava suas feras desenhadas para carregar caixas, Chochou usava sua força bruta para puxar as cordas e levantar pesos, eles fizeram em uma hora o trabalho que levaria 4 horas.

– Hei crianças, se já terminaram venham comer – convidou o líder da caravana – depois vamos descansar um pouco!

Agora sim os gennins estavam animados, se depois disso concluíssem todas as tarefas poderiam se divertir no festival livremente.

**********************************

– Se eles não voltaram por que não comunicou à Konoha? – perguntou Akane.

– Veja bem, não entendemos como vocês trabalham – justificava o senhor suando frio – eles foram atrás do monstro e depois disso o monstro não apareceu mais, então achamos que a missão foi cumprida.

– Se a missão tivesse sido cumprida os ninjas voltariam para informar ao cliente e buscar o pagamento – disse Akane – ou você não achou estranho que ninguém veio cobrar?

Após uma boa corrida em alta velocidade Akane chegou ao seu destino, assim que chegou ela foi logo buscando informações sobre o lugar e a região assim como aprendera com Shikamaru, depois procurou o prefeito da vila que foi quem solicitou a missão.

Durante a conversa com ele Akane viu que ele era muito confuso e sem noção, ele explicou que os ninjas partiram para a floresta em busca do monstro mas simplesmente não voltaram mais, a logica ditaria que eles ainda estavam atrás da besta ou o pior tinha acontecido, mas o prefeito não pensava assim ou simplesmente não se importava.

– Eu preciso saber de todos os passos deles antes de iniciarem a missão – dizia Akane – e também preciso saber mais sobre esse monstro, com o quê eles estavam lidando afinal?

– Você está pedindo demais, eu nem sei por onde começar – dizia o senhor limpando o suor da testa.

– Quando assumimos uma missão a vila é responsável até que a missão seja cumprida – avisava Akane – mas se algum fator externo compromete a missão o cliente deve dar todo o suporte.

– O que... o que isso quer dizer?

– Quer dizer que se tem alguma coisa que você não contou, ou se tem mais alguma coisa acontecendo a nosso Hokage não vai ficar nem um pouco feliz – disse ela com um olhar sério.

O homem sentiu todo o peso daquelas palavras vindas de uma jovem garota, suando muito ele prometeu cooperar e arranjou alguém para ajudar Akane, a garota agradeceu por isso e deixando a prefeitura ela foi para a praça próxima, lá ela começou a questionar sobre a situação.

– O monstro surgiu a quase 2 meses, ninguém nunca o viu mas todos ouviram seu rugido – explicava o homem – desde então quase todas as noites ele surge e leva alguém com ele.

– Leva alguém? Ele sequestra pessoas? – perguntou Akane confusa – se é um monstro não seria mais natural ele comer as presas?

A cara que o homem fez foi no mínimo ridícula, só de imaginar um monstro comendo pessoas ele ficou verde de nojo, Akane suspirou fundo imaginando o que seus companheiros tiveram que lidar.

– Quando foi a ultima vez que esse monstro apareceu? – perguntou ela.

– Se não me engano faz 8 dias desde sua ultima aparição – respondeu ele – 2 dias antes dos ninjas da folha chegarem, foi quando fizemos o pedido de extermínio.

– E ele aparecia quase todas as noites antes disso não é? – perguntava ela – na melhor das hipóteses o grupo de caça conseguiu afugenta-lo para longe e ainda estão atrás dele.

– E na pior das hipóteses? – o homem atreveu-se a perguntar.

– Na pior das hipóteses o monstro matou o grupo de caça e está só dando um tempo – respondeu ela – mas até saber do que se trata não posso afirmar nada, e essa não é minha missão.

Akane queria muito descobrir tudo que pudesse, mas as ordens do Hokage é que ela apenas descobrisse o que aconteceu com o time desaparecido, sem as habilidades necessárias ela não tinha como descobrir mais que isso.

– Bom, eu ainda posso investigar mais um pouco – disse ela – por favor me leve até o local dos casos mais recentes.

O homem a levou até a região agrícola da vila, muitas fazendas e plantações, era lá também que vivia a classe mais baixa ou os donos das fazendas e seus criados, também era a região onde ficavam galpões e celeiros.

Chegando ao local do ultimo ataque Akane viu que tudo estava igual ao dia que aconteceu, por um lado ela achou isso uma tremenda falta de sensibilidade, por outro lado isso ajudava a entender a situação, principalmente o galpão que foi adaptado para criar cabras.

– Ele provavelmente tem 3m de altura e é bem pesado – dizia ela vendo o buraco na parede – com certeza é bípede julgando pelas pegadas.

Ela entrou no galpão e viu uma grande bagunça, mas reparou que as divisões das cabras estavam inteiras, o que sugeria que o monstro procurava outra coisa.

– Uma família inteira foi levada daquela vez – respondeu o homem que a ajudava.

– Então ele só mira humanos? Isso significa que é inteligente ou viciado em carne humana – dizia Akane – um monstro assim não pode ser natural, que problemático.

Akane percebeu que ela falou igual ao seu sensei Shikamaru, temendo ficar como ele decidiu voltar a investigar, foi quando os vizinhos apareceram, eles notaram a movimentação no terreno e vieram ver o que acontecia.

– Espero que encontrem eles, eram bons vizinhos – dizia um senhor – mas os ninjas não deram um jeito no monstro?

– É isso o que eu vim saber senhor, eles não voltaram pra vila – disse Akane – o senhor sabe de alguma coisa que possa me ajudar?

– Eu não sei de nada jovenzinha, sou só um fazendeiro – dizia ele – mas depois que esse monstro apareceu eu tenho medo que as historias da velha Bafuza sejam verdadeiras.

– Hein? Que historias? – perguntou Akane confusa.

– Ela falava de demônios e sei lá mais o quê – contava o senhor – quando o monstro apareceu ela voltou a falar disso.

– E por que diabos vocês não falaram disso para nós? – perguntou Akane com uma veia pulsando na testa.

– Não achávamos que era importante – disse o assistente – essa velha conta historias malucas desde que ficou senil.

– E você não acha que é muita coincidência essa velha senil ter historias sobre um monstro que apareceu agora? – perguntou ela já vermelha de raiva.

Akane pediu para falar com essa velha e o assistente a contragosto a levou na cada dela, chegando ao local dava pra ver que era o tipo de pessoa que vivia isolada com suas coisas, após chama-la uma senhora baixinha e curvada apareceu.

– Pois não minha jovem? – perguntou ela.

– Boa tarde senhora Bafuza, o meu nome é Sarutobi Akane e sou uma ninja da Konoha – apresentou-se Akane educadamente – eu soube que você possui historias sobre o monstro que ataca a vila, se importaria de me contar?

– Ah claro minha jovem! Vamos entrando! – disse ela puxando Akane pelo braço.

A senhora foi logo puxando-a e colocando-a sentada em uma cadeira, depois puxou uma caixa e sentou-se de frente para Akane, mesmo com as mãos tremulas ela parecia muito empolgada por alguém lhe dar atenção.

– Essa historia foi contada a mim por minha avó – dizia a senhora suspirando nostálgica.

– “Talvez essa não tenha sido mesmo uma boa ideia” – pensou Akane derrotada.

*************************************

– Venham venham!! Não existe outro igual no mundo!! – gritou Chochou fazendo malabarismo com os garfos – se não comerem eu como!!

Com enorme destreza Chochou colocou os ingredientes sobre a chapa quentes, ela ia enrolando o macarrão em volta das fatias de carne, enrolava tudo fazendo uma espécie de charuto e entregava para o cliente após despejar o molho por cima, ela fazia tudo isso muito rápido atendendo vários clientes.

– Ela é bem ágil para fazer essas coisas – dizia Shikadai observando do outro lado da rua.

– Quem dera ela tivesse essa agilidade para manusear armas – comentou Inojin decepcionado.

– O proprietário da barraca disse que pra cada 20 pratos que ela vender vai poder comer um – explicou Shikadai – esse pobre homem não sabe que negociou com um demônio insaciável.

Inojin riu muito disso até que chegou uma cliente para ele, Inojin pediu que ela sentasse num banquinho e logo pegou a palheta de tinta e o pincel, rapidamente ele começou a fazer um retrato dela, o cartaz prometia um retrato em 15 minutos mas Inojin terminava em menos que isso, após mostrar o seu trabalho a cliente saía satisfeita levando seu retrato pintado.

– Por que será que 9 entre 10 clientes seus são mulheres? – perguntou Shikadai sarcástico.

– Eu nem faço ideia – disse Inojin meio vermelho.

– Ele é tão bonitinho, se fosse só um pouco mais velho... – dizia uma mulher para outra.

– Talvez se eu fosse um pouco mais nova... – respondia a outra.

– Olha só, eu estou quase tentada a pega-lo mesmo assim – disse outra rindo.

Ao ouvir isso Inojin ficou completamente vermelho e Shikadai começou a rir, as mulheres nem faziam ideia de que eles podiam ouvi-las mesmo daquela distância, o jovem Yamanaka voltou para a tenda para organizar seu estoque de tintas.

– Você não vai fazer nada? – perguntou Inojin.

– Não tem nada que me interesse, acho que vou continuar supervisionando – respondeu Shikadai pondo os braços atrás da cabeça.

– Isso não é supervisionar, é vadiação!! – reclamou Inojin.

Shikadai não deu importância para a reclamação do amigo, ele então foi dar o relatório das atividades para o organizador do festival, após isso ele decidiu ir tirar um cochilo, já estava na ativa o dia inteiro.

– Que festival chato, não tem nada de interessante – disse ele deitando entre os galhos de uma árvore.

Shikadai relaxou e se preparou para um cochilo, foi quando um casal passou debaixo da árvore onde ele estava, o casal trocava caricias e palavras românticas, isso meio que deixou ele sem jeito, decidido a ignorar ele ficou feliz quando o casal saiu dali.

– Bom, essa é outra coisa para se fazer em festivais – disse ele sem dar importância.

Assim que ele voltou a relaxar ouviu um grito de puro pavor, assustado ele levantou-se e olhou por entre as folhas para surpreender-se com o que viu.

Shikadai viu uma figura sinistra na frente do casal, os jovens que antes estavam namorando agora estavam paralisados de medo diante daquela monstruosidade que abriu sua bocarra cheia de dentes, Shikadai tremia enquanto via o monstro estendendo as mãos para agarrar o casal caído diante dele.

– Oh merda, eu deveria ter pego um trabalho em alguma barraca – disse Shikadai – seria bem menos problemático.

Continua.

Notas finais
O misterioso monstro se revela bem longe de onde Akane está, será que os gennins da folha darão conta desta criatura? E que planos obscuros a organização chamada Meiosei terá com a Juugetsu? Não percam o próximo capítulo! Tá bom, tenho que parar com essas narrativas...