Mirai no Monogatari
34 Capítulo 23 – O Inicio da Guerra.
Notas iniciais

Capítulo 23 – O Inicio da Guerra.
– Kuchiyose no Jutsu! – disse Enzo batendo as mãos.
Novamente um container surgiu a sua frente, as portas do container se abriram e por elas saiu Okojo, ele trazia Sakura acorrentada em seu ombro sendo carregada igual a um saco velho.
– Hei cara, não precisava matar os monges, sabia? – disse Okojo ao olhar ao redor.
Eles estavam num templo que ficava numa colina, a colina ficava no meio de uma floresta e o clima era bem frio indicando que ficava ao norte, esse fora o local escolhido pra abrigar a dupla enquanto o plano era realizado.
– Você queria que eu gentilmente pedisse para eles saírem? – ironizou Enzo – além disso nunca vi um Uchiha que se importasse com dano colaterais.
– Ao contrario do senso comum, os Uchiha não eram assassinos frios – respondeu ele carregando Sakura pra dentro – tínhamos nosso orgulho e não matávamos indiscriminadamente.
Okojo carregou Sakura até o interior do templo, colocando-a sentada no chão ele passou outra corrente em volta do seu corpo prendendo-a a um dos pilares de sustentação, logo em seguida ele fez uma sequência de selos, e marcas apareceram no chão formando um circulo ao redor dela.
– Já terminei, pode parar de fingir que está inconsciente agora – disse ele.
Sakura abriu os olhos e o encarou com fúria, seus olhos também percorreram ao redor observando tudo, ela viu Enzo encostado numa parede com um péssimo humor, viu alguns monges mortos e finalmente viu as correntes, ela percebeu que varias tarjas explosivas estavam presas nas correntes.
– Eu ouvi falar que você tem uma força descomunal, suponho que quebrar as correntes não seja difícil – disse Okojo – mas se essas correntes romperem as tarjas explodirão, e a barreira ao seu redor vai conter a explosão.
– Transformando meu corpo em um monte de pedaços queimados, impedindo a regeneração – disse ela com raiva – você é muito esperto mesmo, também percebeu que eu não estava mais inconsciente.
– Você acordou a poucos minutos, e imediatamente fingiu continuar inconsciente, aguardando um descuido – disse Okojo – aquele genjutsu deveria fazê-la dormir um dia inteiro, você é bem resistente mentalmente.
– Infelizmente eu tenho uma certa experiência – disse ela – mas eu quero perguntar algo, você fez alguma coisa com minha filha?
Ela fez um olhar que por um instante arrepiou Okojo, Sakura transmitia uma intensa aura assassina para quem pudesse ter ferido sua filha, ele imaginava se esse era o poder de uma mãe enfurecida, Enzo fez um som com a boca e deixou o assunto de lado.
– De forma alguma, eu sou um cavalheiro! – respondeu ele – eu jamais machucaria uma menina tão adorável, ainda mais uma que carrega o sangue do nosso clã.
Entendendo a personalidade dele Sakura sabia dizer que era verdade, desde que acordara ela só pensava nisso, mas agora estava aliviada, Sarada estava segura em Konoha, e com certeza agora que ela sumira sua filha devia estar bem protegida.
– Mate logo essa mulher, não tem sentido mantê-la viva – reclamou Enzo.
– Manter uma refém só faz sentido se ela estiver viva – explicou Okojo.
– Ela não é um refém, não haverá negociações aqui – retrucou Enzo – ela é uma isca, e iscas não precisam estar vivas pra atrair o peixe.
– Apenas pare de reclamar e me deixe fazer as coisas do meu jeito – disse Okojo – eu já vou deixar você lutar contra o Sasuke antes de mim não é?
– Esse aí? Derrotar o Sasuke-kun? – perguntou Sakura com um sorriso sarcástico no rosto – vai precisar se esforçar mais que o Madara!
– Não é? Eu disse isso a ele! – disse Okojo gargalhando.
– Vocês estão tirando uma com minha cara?! – gritou Enzo que saiu logo em seguida.
Okojo riu e sentou encostado em outra das pilastras, Sakura avaliava se havia um jeito de escapar dessa armadilha, mesmo sem a barreira a quantidade de tarjas poderia transformá-la em carne moída, ainda que viesse a sobreviver teria que lutar contra esses dois estando em estado lastimável, por enquanto fugir não era uma opção.
– Apenas fique quieta e espere tudo acabar, quando eu derrotar o Sasuke lhe soltarei – explicou Okojo entendendo os pensamentos dela – e se ele me derrotar vai lhe soltar, então de um jeito ou de outro você volta pra casa.
– Num cenário onde você venha a derrotar o Sasuke-kun, eu seria a próxima a enfrenta-lo – avisou Sakura.
– Em uma luta justa não me importo de matar uma mulher, mas você tem certeza disso? – perguntou Okojo – se o Sasuke morrer você será tudo o que restará para aquela menina.
Essas palavras pesaram na consciência dela, Sakura tinha confiança em seu marido, mas e se o pior viesse a acontecer? Como sua filha reagiria à perda do pai? E se os dois morressem? Ela tinha certeza que Naruto cuidaria da Sarada por ela, mas Sakura jamais se perdoaria se deixasse sua filha sozinha.
– Acho que o Sasuke vai levar umas 8 horas pra chegar aqui, temos bastante tempo pra conversar – disse Okojo – quer dizer que vocês eram do mesmo time?
– Sério que você vai ficar perguntando da nossa vida pessoal? – perguntou Sakura fazendo uma careta.
– Oh bem, não vamos a lugar nenhum não é? E se ficarmos encarando um ao outro vai ser um saco – explicou ele – além disso eu estou curioso sobre o último Uchiha, quando eu soube que o clã tinha sido exterminado fiquei chocado!
Sakura suspirou derrotada, esse cara era bem difícil de lidar pela sua personalidade, além disso ele até tinha certa razão sobre ficar olhando um pro outro por varias horas em silêncio, então ela decidiu abri uma conversa amistosa, tomando cuidado pra não revelar nenhuma informação importante.
– Éramos sim do mesmo time, e o Naruto também era – disse ela.
– E eu soube que cada um foi treinado por um dos três sannins – continuou o outro – na minha época eles ainda estavam fazendo fama, mas tinha um cara mais famoso, o Hatake Sakumo, curiosamente ele era o pai do sensei de vocês.
Sakura já tinha ouvido falar do lendário Sakumo, mas seu sensei Kakashi não falava nada sobre ele, aos poucos Okojo ia contando historias dos tempos de guerra enquanto Sakura tinha que falar sobre algumas façanhas que eles realizaram, enquanto isso o sol começava a nascer do lado de fora.
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O sol nascia para Konoha assim como para todos do país do fogo, a partir de agora o estado de alerta na vila era total, os ninjas já partiam para o campo de batalha, outros tomavam posição dentro da vila, Tsunade subiu até o topo do prédio Hokage onde viu Sasuke, ele já estava equipado e com uma capa de viagem.
– Você está indo? – perguntou Tsunade.
– A carta dizia que eu não podia deixar Konoha antes do amanhecer, só obedeci pois temia que estivessem me vigiando – explicou Sasuke – eu deixei a Sarada com seus avós, e a Hinata disse que eles poderiam ficar em sua casa com os filhos dela.
– A Sakura é como uma filha pra mim, traga-a de volta – disse Tsunade – se eu tiver uma chance mandarei alguém te ajudar.
– Esqueça isso, concentre suas forças em proteger Konoha – respondeu Sasuke – e também não conte a ninguém que a Sakura foi levada, isso só vai preocupa-los.
– Já contei aos que importa saber disso, para os outros ela vai estar na linha de frente – explicou Tsunade – Shizune vai ficar encarregada do hospital por enquanto.
Sasuke agradeceu à Tsunade e saiu saltando por entre os prédios, ele foi para o portão leste e de lá seguiria para seu destino, em frente ao portão ele encontrou Juugo e Injo, ambos com os uniformes de Konoha, Juugo já era um jounin enquanto sua esposa uma chuunin.
– O que estão fazendo aqui? – perguntou Sasuke passando por eles.
– Vamos acompanha-lo nesse resgate – respondeu Juugo já o seguindo.
– Temos um debito para pagar com você Sasuke-sama – respondeu Injo com eles.
– Vocês não me devem nada – dizia Sasuke – deveriam cuidar do filho de vocês.
– Nosso menino está no abrigo junto com outras crianças cujos pais vão para a guerra – explicou Injo.
Os dois apenas riram e continuaram seguindo-o, Sasuke balançava a cabeça vendo que não adiantava argumentar com eles, mas pelo menos a ajuda deles seria ótima, são pessoas com quem ele pode contar, quando já estavam a uma certa distância de Konoha Sasuke invocou seu enorme pássaro.
– Nosso destino é o país do ferro, mais precisamente a sua fronteira – respondeu Sasuke.
Os três subiram na ave e seguiram voando em direção ao norte, Sasuke sabia que acabaria passando muito perto da capital, e que Naruto o sentiria na mesma hora, ele só esperava que Naruto mantivesse a cabeça fria e seguisse os planos, o país do fogo contava com ele.
Em Konoha depois que Sasuke partiu houve a última reunião dos conselheiros, os três revisavam o último passo do plano deles, qualquer coisa que precisasse ser mudada teria que ser mudada agora.
– 600 ninjas estão indo para o campo de batalha, outros 600 ficarão dentro da vila – dizia Shikamaru com a papelada na mão – e temos mais 500 que ficarão no centro do país, prontos para ajudar onde for preciso.
– Eu vou liderar pessoalmente essa força reserva – disse Kakashi – a linha de frente vai ficar com todos os jounins em campo.
– É melhor assim, eu ainda estarei comandando tudo – dizia Shikamaru – mas se um imprevisto acontecer os líderes poderão agir de forma independente.
– A parte mais difícil vai ser manter o Naruto na reserva, evitar que ele entre na luta até ser absolutamente necessário – dizia Tsunade – acho que mantê-lo na capital foi bom para nós afinal.
Ainda assim Naruto tinha um papel importante, no começo da manhã ele enviou um bunshin para cada cidade ou vila do país, assim ele procuraria inimigos infiltrados com sua habilidade de detectar hostilidade, além disso ele criou centenas de bunshins que se espalhariam por todo o país, através deles a divisão de inteligência poderia usar sua habilidade para ver todo o campo de batalha, com essa tática eles tinham o melhor radar do mundo para detectar aliados e inimigos.
– Uma notificação chegou, todos os outros kages já estão em posição – avisou Shizune já de uniforme – o Raikage e a Mizukage são os mais distantes, mas eles ajudarão se for preciso.
Cada um dos kages foi para a fronteira de seus respectivos países, de lá eles acompanhariam o andar da guerra, e se fosse necessário entrariam como reforços, entre eles a Tsuchikage Kurotsuchi e o Kazekage Gaara eram os mais próximos de onde ocorreria a batalha.
– Vamos tentar manter esta guerra só entre nós e a Rasetsu – dizia Tsunade – envolver outros países só ajudará a espalhar as faíscas disso.
Kakashi foi até o lado de fora da vila, lá os 500 ninjas que ele comandaria esperavam por ele, sua experiência com a 4º guerra ninja fez dele um excelente general, por isso Shikamaru confiava que ele poderia lidar com qualquer imprevisto, seu batalhão seria o reforço que salvaria qualquer um de uma enrascada.
– Hei Shikamaru, eu não sou muito boa com essas coisas de estratégia – começou Ino olhando o mapa do país do fogo – mas a nossa defesa no lado leste não tá muito aberta?
Shikamaru olhava o grande mapa do país pregado na parede, no mapa pontos luminosos indicavam a localização dos ninjas da folha, uma grande massa luminosa indicava o batalhão do Kakashi, outra massa indicava o batalhão que estava indo para a linha de frente, e é claro havia um enorme brilho que representava o Naruto na capital, no local indicado por Ino havia uma luz que indicava uma pequena reunião de ninjas.
– Não se preocupe, tem alguém bem competente cuidando daquela área – disse Shikamaru – eu a escolhi por poder antecipar ataques, e sua equipe é bem rápida.
Todos os preparativos estavam concluídos, e apenas uma hora após o sol nascer todos já partiram, os cidadãos foram instruídos a permanecerem dentro de casa, e ninguém deveria sair sem ordens pra isso, os 600 ninjas que protegeriam a vila estavam espalhados por todos os telhados, a ANBU protegendo áreas restritas, e os gennins pelas ruas auxiliando como podiam, no prédio Hokage e na divisão de inteligência as autoridades da vila se preparavam, foi quando a ANBU que vigiava a fronteira deu o aviso, os inimigos começaram a se mover.
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(um pouco antes)
– Você tem tudo o que precisa aí? – perguntou Genkyo.
– Não se preocupe chefe, estamos devidamente preparados – respondeu Shurano – e como as coisas estão aí do seu lado?
– Reunimos um total de 2 mil seguidores nos últimos 10 dias – respondeu Genkyo – 500 deles já estão em posição como planejamos, mandarei 500 para atacar a capital, o resto vai para a linha de frente.
Shurano estava satisfeito e confiante com isso, eles tinham quase o dobro de seguidores que os ninjas de Konoha na linha de frente, com essa vantagem numérica compensariam o fato de que os ninjas da folha são mais fortes.
– O atentado contra o daimyo tirou Naruto da vila, assim como o Okojo conseguiu tirar o Sasuke – explicava Genkyo – suas forças estão espalhadas pelo país, e nossas surpresas ainda não foram reveladas.
– A única coisa que me preocupa é que eles dividiram sua força em duas, quando mantê-las unidas seria melhor – explicava Shurano – eu não sei o que esse jovem Shikamaru está pensando com isso, mas logo vamos tira-lo da jogada também.
Shurano olhava o mapa do país do fogo pregado na parede, assim como aquele em Konoha pontos luminosos mostravam a posição dos ninjas, a verdade é que Inori se infiltrou na comunicação da vila, ela tinha acesso as informações que iam e vinham da vila para o campo de batalha.
– Essa tal Ino não é tão boa quanto pensei, ela nem percebeu que estou conectada na rede Yamanaka – zombava Inori – e também nem percebeu que estamos tão perto!
Isso era verdade, Inori conseguiu camuflar sua presença assim como dos seus comparsas, todos eles estavam escondidos num casebre nas montanhas próximas, embora 20km de distância seja o mais longe que podiam se esconder, de lá Shurano iria comandar toda a guerra como se fosse um jogo, e usaria a própria rede de informações deles a seu favor.
– Muito bem, o sol acabou de nascer, vou dar a ordem para o ataque – disse Genkyo com uma certa empolgação – estarei contando com você.
– Boa sorte chefe, eu vou cuidar de tudo daqui – disse Shurano.
A imagem de Genkyo se desfez, do lado de fora do casebre Akimichi Toku e outros capangas vigiavam os arredores, Inori no mesmo cômodo que Shurano fazia a ligação entre ele e todos os soldados, Shurano sorriu imaginando a cara do seu adversário quando a surpresa na vila surgisse.
– Já localizou o jinchuuriki da cobra? – perguntou Shurano.
– Eu não sei se é ele, mas existe alguém em Konoha com um chakra enorme – respondeu Inori se concentrando – tanto chakra assim só pode ser um jinchuuriki.
– Eles não vão usa-lo na linha de frente? O que aquele cara está pensando? – perguntou Shurano sem entender – isso é desperdiçar completamente o poder de combate de um jinchuuriki!
– Hei hei, você consegue achar a líder dos Hyuuga? – perguntou Tomoyo entrando empolgada – eu quero acabar com ela ainda hoje!
– Esse radar não bota etiquetas nos sinais, eu não sei quem é quem – respondeu Inori irritada – se eu já a tivesse encontrado antes saberia pelo sinal, ela não vai ficar no clã Hyuuga?
– Eu não sei, eles mandaram a irmã mais nova pra linha de frente antes, imaginei que ela é do tipo que sai do clã – disse Tomoyo frustrada – espero que ela não seja uma covarde que se esconde em casa.
– Se você quiser eu posso encontrá-la – disse Rouga aparecendo no corredor – o byakugan tem um cheiro peculiar, eu posso farejar um Hyuuga no campo de batalha.
Todos olharam surpresos para o Inuzuka, essa foi a primeira vez que ele falou tanto, e deu uma ideia tão sofisticada, Shurano imaginava se quando estava bem alimentado e calmo ele voltava a pensar como um ser humano, Tomoyo vibrou de alegria e o abraçou com força.
– Se vocês dois vão sair por aí me façam um favor, não cacem apenas essa líder Hyuuga, cacem qualquer ninja desgarrado – pedia Shurano – vai ser igual ao que estavam fazendo antes.
– Como quiser general! – respondeu Tomoyo batendo continência – vamos Rouga-kun, vamos caçar um pouquinho!!
– Tudo bem deixá-los fazerem o que quiserem? – perguntou Inori assim que saíram.
– Tudo bem, esses dois não são do tipo que seguem estratégias ou objetivos maiores – explicou Shurano – eles são mais eficientes trabalhando sozinhos em seus próprios planos.
Shurano sentou de frente para o mapa e começou a observá-lo, a defesa do lado leste do país estava toda aberta, certamente acreditavam que o ataque viria todo do lado oeste e norte, mesmo assim a apenas 5km da vila havia um destacamento pequeno de ninjas, pelo sinal que emitiam não devia ter mais que 20 ninjas naquele lugar.
– Entre em contato com a Tomoyo e o Rouga – pediu Shurano – diga para irem atrás daquele grupo primeiro, depois podem fazer o que quiserem.
Ela fez como ele disse e entrou em contato com os dois, Tomoyo resmungou algo mentalmente, mas seguiu a ordem, só iria demorar pra chegarem lá, pois precisavam contornar a vila da folha e evitar os bunshins do Naruto.
Shurano voltou a planejar seu próximo passo, para isso ele precisava esperar as batalhas começarem, somente quando a guerra estourasse de vez poderia medir seu adversário.
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– Naruto, hei Naruto! – gritava Tenten irritada – você parece um pombo empoleirado sentado aí!
Naruto estava sentado sobre um dos enfeites do telhado, ele estava no castelo do daimyo mesmo a contragosto, um andar abaixo Tenten e Lee o observavam, lá dentro o daimyo sentado numa mesa estava em reunião com seus conselheiros, e o assunto não poderia ser outro senão a guerra.
– Naruto-kun, tem alguma coisa te perturbando? – perguntou Lee.
– O chakra da Sakura-chan sumiu da vila – respondeu ele – e agora a pouco eu senti o Sasuke se afastando da vila.
– hun... talvez eles tenham sido remanejados – comentou Tenten.
Mas Naruto através dos seus bunshins não sentia Sakura em lugar algum do país, e o chakra do Sasuke se afastava cada vez mais da vila em direção ao norte, isso era estranho demais para ser uma mudança de estratégia, por isso fazendo um selo ele entrou em contato com Ino na divisão de inteligência.
– Hei Ino, onde está a Sakura-chan? E pra onde o Sasuke está indo? – perguntou ele mentalmente.
Não houve resposta imediata, na verdade Ino estava perguntando ao Shikamaru o que deveria dizer a ele, mas Shikamaru já imaginava que Naruto desconfiaria se mentisse, por isso instruiu Ino a dizer a verdade.
– Na verdade Sakura foi raptada noite passada – explicou Ino – e o Sasuke está indo atrás dela.
– O QUÊ!!?? – gritou Naruto – e vocês não iam me dizer nada sobre isso!?
– Justamente por causa dessa reação! – respondeu Ino – o Shikamaru está dizendo para você ficar aí custe o que custar.
– Você tá brincando comigo!? Você quer que eu fique aqui sentado e deixe a Sakura-chan e o Sasuke...
– É exatamente isso, sua prioridade é proteger o país do fogo, não duas pessoas – respondeu Shikamaru se intrometendo na transmissão – além disso a Sakura é forte, e o Sasuke mais ainda, não tem com o quê se preocupar.
Neste momento Naruto sentiu as forças invasoras cruzarem a fronteira, levaria cerca de meia-hora para que os primeiros conflitos começassem, Shikamaru mandou Naruto se concentrar na sua tarefa, mesmo a contragosto Naruto começou a absorver energia da natureza, ele precisava recarregar o chakra gasto criando bunshins.
– Quando você estiver com a carga completa crie mais uma centena de bunshins – instruiu Shikamaru – e mande-os para onde mais precisar de reforços, nossa estratégia depende dos bunshins esgotarem o inimigo sem sofrermos baixas.
Esse é o plano inicial do Shikamaru, usar o poder do Naruto para destruir a vantagem numérica do inimigo, cada bunshin do Naruto tem poder equivalente a um jounin, concentrando o poder em poucas centenas ele poderia lidar com quase qualquer coisa, e se fosse necessários ele faria milhares pra superar emergências.
– Esse chakra... só pode ser ela – disse Naruto ficando atento.
– Ela quem? – perguntou Tenten saltando pro lado dele.
– Vocês dois fiquem atentos, se eu precisar sair vocês cuidam do daimyo – disse Naruto.
A cara que Tenten fez foi impagável, ela já imaginava o quanto de problemas teria se Naruto saísse do seu posto, enquanto os dois discutiam Naruto sentia o turbilhão de emoções que cobria o país do fogo.
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– Gaara-sama, recebemos a informação que a batalha começou – avisou um dos chuunins de Suna.
– Muito bem, avise a todos e mantenham prontidão – respondeu Gaara sentado – se Konoha solicitar ajuda iremos imediatamente.
Mas Gaara torcia para que Konoha não precisasse de ajuda, com o Kazekage havia 10 jounins e 40 chuunins, um pequeno contingente para ajudar Konoha em caso de emergência, além disso eles estavam a 100km do campo de batalha e levariam pelo menos duas horas para chegar lá.
– Será que Temari foi pro campo de batalha? – perguntou Kankurou do seu lado.
– Que pergunta estupida, não tem como ela ficar parada numa guerra – respondeu Gaara tranquilo – ela irá lutar ferozmente, como seu sangue de Suna dita.
– hehehehe mesmo se tornando uma folha ela não larga os velhos hábitos – disse Kankurou rindo – as vezes eu tenho pena do nosso cunhado, e você viu as fotos do Shikadai?
Gaara não dizia nada, estava nervoso sobre essa guerra, mas tentava transparecer calma, a verdade é que ele se perguntava se seu sobrinho ficaria bem, pensando nisso ele não deixaria que nenhum mal chegasse à Konoha.
De repente Gaara sentiu algo e levantou-se, andando até a janela ele observou os arredores, a mata em volta da mansão emprestada atrapalhava a vista, ninjas de Suna estavam acostumados a amplos campos abertos de deserto.
– Gaara? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Kankurou já pegando um dos seus pergaminhos.
– A areia que espalhei em volta da mansão reagiu a alguma coisa, e não foi a um dos nossos – respondeu o Kazekage.
Subitamente uma chuva de kunais explosivas voou em direção a mansão, elas vinham de todas as direções indicando que a mansão já estava cercada por inimigos, do lado de fora os poucos ninjas de guarda foram alvejados e mortos, 3 segundos depois de caírem por todo o terreno houve a explosão colossal, a mansão inteira foi reduzida a escombros flamejantes, as arvores próximas se curvaram com a onda de impacto e uma cratera foi aberta num instante.
– 5 mil kunais explosivas ao mesmo tempo, foi bem barulhento – disse Amara sentindo seus ouvidos zumbirem – esses lançadores automáticos são demais!
Cada um dos ninjas acompanhando Amara trouxe num pergaminho uma nova maquina, ela podia disparar 50 kunais em uma única saraivada, a areia do Gaara tinha reagido ao momento em que eles liberaram as maquinas de seus pergaminhos.
Devido ao fogo os ninjas inimigos não podiam se aproximar do local da explosão, mas de longe um deles viu algo semelhante a uma cúpula embaixo dos escombros, a cúpula se remexeu violentamente jogando os escombros pra longe revelando que Gaara, Kankurou e outros ninjas sobreviveram ao ataque, de outros locais alguns ninjas da areia se levantavam dos escombros, de seus corpos caíam lascas de um material que lembrava porcelana, na verdade era a areia do Kazekage que tinha feito uma armadura pra eles.
– Ufa, essa foi por pouco – disse Kankurou – se não tivéssemos recebido sua areia teria sido bem pior.
Cada um dos ninjas de Suna trazia um saquinho amarrado na cintura, antes de partirem Gaara tinha colocado seu chakra na areia em cada saquinho, e com isso ele tinha criado uma proteção que minimizou os danos, mesmo assim aqueles que sobreviveram estavam machucados, somente os que estavam próximos à Gaara saíram ilesos.
– Os que estavam lá fora morreram na hora – disse Kankurou frustrado – perdemos 12 ninjas só com esse ataque.
– Lamentaremos depois, por hora precisamos reagrupar – avisou Gaara – o inimigo está se aproximando.
Eles viram uma centena de ninjas cercando a área devastada pelo último ataque, os três ninjas médicos que Gaara trouxe saíram do seu lado e foram ajudar os mais feridos, Gaara se encarregaria de protegê-los enquanto isso, Kankurou assumiu uma postura de liderança enquanto pegava seu pergaminho de marionetes.
– Bem, eu não esperava matar o Kazekage com aquele ataque – disse Amara subindo sobre uma pilastra – mas eu vejo que muitos idiotas sobreviveram ao ataque.
– Então você estava mesmo na Rasetsu, Amara! – gritou Kankurou – o que deu em você para se juntar a esse grupo!?
– Ora ora Kankurou-san, eu não devo satisfações a você – disse ela pegando seu leque – vocês é que me devem satisfações, pela traição de vocês.
–Ttraição!? Mas do que você...
– Ignore-a, Amara é tão teimosa quanto a Temari – disse Gaara colocando-se entre os feridos – mas o importante é que não permitiremos que prossiga com essa guerra estupida.
– Você é arrogante demais Kazekage, hoje eu vou varrer você pra debaixo do tapete – ela abriu o leque mostrando uma face demoníaca nele – Suna cairá logo depois de Konoha.
Com essa ameaça os olhos do Gaara se estreitaram, ele percebeu que o objetivo da Rasetsu não é só Konoha, mas todas as vilas ninjas, definitivamente esta guerra se tornou um problema de todos.
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– hun... tenho que me lembrar de visitar o tumulo do Zabuza-san antes de voltarmos – comentou a Mizukage.
A Mizukage olhava do seu navio para a ilha principal do país das ondas, pouco acima deles a grande ponte Naruto conectava o continente à ilha.
Os três navios da nevoa estavam ancorados no porto do continente, mais precisamente no litoral do país do fogo, ela e seus 50 ninjas esperavam o pedido de ajuda da folha para intervir na guerra, era importante acabar logo com isso, pois ela tinha planos de estender pontes conectando todas as ilhas do arquipélago do país das águas, quando isso acontecesse eles definitivamente estariam conectados com o resto do mundo.
– Mizukage-sama, acha certo trazer aquele cara junto? – perguntou Chojuro preocupado.
– Fala do Suigetsu? Quando você for o próximo Mizukage vamos precisar de um novo líder para os espadachins da nevoa – explicou ela – além disso ele tem amigos em Konoha.
– Eu ainda não estou certo se posso sucedê-la Mizukage-sama – dizia Chojuro inseguro – foi a senhora que tirou a nevoa da era negra.
– Exatamente, eu tirei a vila da era negra, eu já conclui o meu trabalho – respondeu ela – agora você trará a prosperidade e crescimento do pós-guerra.
O projeto da ponte era o último que ela administraria em seu mandato, depois que as pontes conectassem os países caberia ao seu sucessor tirar o melhor disso, para atender suas expectativas Chojuro estudava dia e noite para ser um bom administrador, além é claro de aumentar sua força para proteger a nevoa.
Pouco tempo depois um ninja da nevoa veio correndo do porto, ele reportava que a batalha no país do fogo começara a algum tempo, a Mizukage então ordenou que todos se preparassem, a ordem foi passada para os outros dois navios, um dos homens de prontidão notou algo no horizonte marítimo.
– Mas o que é aquilo? – perguntou ele pegando a luneta.
O vigia viu vários navios se aproximando em alta velocidade, e pelo design dos navios provou-se ser uma frota pirada, assustado ele alertou a Mizukage da aproximação da frota.
– Talvez eles tenham vindo saquear o litoral, aproveitando-se da guerra – disse Mei surpresa – esses desgraçados, parece que vamos ter que proteger o porto afinal.
Os ninjas se prepararam para o provável combate, os navios piratas aproximaram-se mais do porto e de uma boa distância atiraram com seus canhões, o maior problema desses piratas é que eles tinham treinamento e equipamento ninja, tudo fornecido por nukenins da nevoa, os disparos de canhões não eram só pólvora e ferro, era também chakra que fazia as balas voarem muito longe.
Mas isso não era uma ameaça para a força de kirigakure, os vários ninjas se posicionaram e fizeram uma sequência de selos, da água vários turbilhões saltaram e voaram na direção das balas, quando os ataques colidiram uma explosão de vapor encheu o ar de nevoa.
– Esses piratas malditos, vamos ter que ir atrás deles – dizia Chojuro.
– Isso é estranho, se eles vieram para pilhar o litoral significa que estão trabalhando com Rasetsu? – perguntou-se a Mizukage – então tudo isso...
Ela se virou rapidamente para o porto, nas docas ela viu vários ninjas surgindo de galpões, todos eles abriram pergaminhos no chão e de dentro dos pergaminhos canhões se materializaram, antes que pudessem arma defesas os canhões foram disparados.
Os três navios da Mizukage foram atingidos em cheio, quem estava no seu interior não conseguiu escapar, os outros saltaram rapidamente para longe vendo as embarcações explodirem.
– Meus navios!! – dizia a Mizukage fervendo de ódio – alguém vai pagar caro por isso!
– Infelizmente, você não poderá ser indenizada, Mizukage-dono – disse alguém surgindo no telhado de um galpão.
A Mizukage olhou naquela direção e viu o nukenin da nevoa chamado Ibiri, Chojuro também ficou surpreso em vê-lo, apesar de que havias suspeitas de que ele fizesse parte da Rasetsu.
– Quem é esse aí? A chefinha parece conhecê-lo – perguntou Suigetsu.
– É o Ibiri-san, o melhor forjador da nevoa – respondeu Chojuro – depois da guerra ele simplesmente desapareceu da vila.
– Oh? Quer dizer que ele forjava espadas? – perguntou uma mulher de olhos ferozes se aproximando – interessante, será que também sabe usa-las?
– Isso é tudo o que restou dos espadachins da nevoa? – perguntou Ibiri olhando os três – Chojuro, Suigetsu e... quem é essa aí?
– hahahahaha meu nome é Hoshigaki Uisame – apresentou-se a mulher – eu sou a nova dona da nuibari.
– Já chega de conversa mole! Você e seus homens explodiram meus navios! – reclamou a Mizukage – é melhor estar preparado para o que virá.
– Eu daria o mesmo conselho a você Mizukage-dono – disse ele – pois eu vou fazê-la se arrepender de não ter aceitado minha criação.
– Espere, você... terminou aquilo? – perguntou ela assustada.
– Sim, deu muito trabalho, mas minha obra-prima está completa – respondeu ele – vou mostra-la a você.
A manopla que ele trazia na mão direita começou a brilhar, e a caixa que ele trazia nas costas se abriu, dela jorrou um liquido vermelho e brilhante que começou a se acumular sobre ele criando uma esfera, quando a luz batia sobre ela lembrava uma enorme gota de sangue.
– O que é essa coisa? – perguntou Chojuro assustado.
– A espada mais mortal já idealizada, uma arma que não tem forma definida – respondeu a Mizukage – seu poder supera as 7 espadas juntas, incluindo a samehada!
Quando ouviram isso os três se assustaram, a samehada sozinha já era considerada a mais forte espada do conjunto, imaginar algo que ultrapassasse o poder de todas elas era surreal, e pela expressão que a Mizukage fazia isso era bem sério.
– Preparem-se para conhecer a minha hitoguri (espada de sangue) – disse Ibiri erguendo a mão.
Continua.
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