Mirai no Monogatari

35 Capítulo 24 – Konoha em Perigo.


Notas iniciais
Dando continuidade à guerra, será que agora é a hora da virada? O que estará acontecendo dentro e fora do país do fogo? E que planos malignos a Rasetsu usará para vencer essa guerra? Nossa, me senti um narrador de desenho animado agora.

Capítulo 24 – Konoha em Perigo.

– Protejam-se! É outra erupção! – gritou Kurotsuchi saltando pra trás.

O terreno explodiu e um jato da lava jogou fogo e rochas para todo lado, os ninjas da rocha ficaram completamente espalhados pelo campo de batalha, e isso foi perfeito para a Rasetsu.

Aproveitando-se de estarem em maior numero e o inimigo dispenso, os ninjas da Rasetsu iam exterminando os ninjas da rocha, pouco a pouco eles iam ficando reduzidos a nada, enquanto isso Hazan avançava causando mais erupções.

– Que diabo! Esse cara não era tão forte assim antes de virar nukenin! – reclamava a nova Tsuchikage.

– Você e o velhote vão se arrepender de não me darem o posto de Tsuchikage – dizia Hazan.

– Olha só pra você cara! Você explodiu uma torre só porque o vovô não te indicou pro cargo! – gritava Kurotsuchi sobre um rochedo – e agora se juntou a um bando mercenário, você não servia pro cargo nem ferrando!

– E por acaso você serve? Ele só te indicou por ser neta dele! – gritava o homem irado – uma retardada que era apaixonada pelo Deidara, e deixou o sujeito fugir quando poderia tê-lo detido!

Kurotsuchi não respondeu, em vez disso ela fez os selos e cuspiu um pó acinzentado na forma de um jato, Hazan saltou para trás e o jato atingiu o chão criando uma nuvem de pó caustico, em seguida uma kunai explosiva caiu próxima aos seus pés, ele saltou para cima pra evitar a explosão, mas quando explodiu o pó no ar incendiou-se e gerou uma enorme explosão.

– hunf! Você e seus jutsus explosivos – dizia Hazan após cair no chão atordoado – não é a toa que você fazia um bom par com o Deidara.

– E parece que você esqueceu de mais alguém do meu time – comentou ela.

Hazan se virou e viu um braço gigante de pedra, ele escapou por muito pouco de ser esmagado pelo golpe que veio depois, saindo de trás de uma pedra ele viu Akatsuchi com seu vasto sorriso.

– Oi Hazan, ainda resmungando sobre coisas do passado? – perguntou o jounin barrigudo da rocha.

– Vocês dois juntos sempre foram um problema, e parece que minha estratégia se voltou contra mim.

Ele olhava ao redor, rios de lava corriam pra todo lado, isso impedia que qualquer um viesse ajuda-lo, Hazan estava agora sozinho contra a nova Tsuchikage e seu guarda-costas, mesmo assim ele ria satisfeito.

– Eu não acreditei no quanto o velho mudou depois da guerra, a vila da rocha passou por reformas internas e tudo mudou em menos de uma década – dizia Hazan – pessoas como eu que elevaram o poder de destruição ao máximo, e aqueles que tinha ideias expansionista foram deixados de lado.

– Eu meio que achei chato tudo ficar numa boa, mas eu não tenho nada contra a paz – respondeu Kurotsuchi – o vovô passou sua vida toda lutando em guerras, eu quero mais do que isso.

– Pois eu vou matar o tedio desse mundo pacifico – dizia Hazan juntando as mãos.

O punho de pedra do Akatsuchi atacou Hazan novamente, mas dessa vez um pilar de lava explodiu e se ergueu, um braço de lava gigante segurou o jutsu do outro, e em seguida um gigante de lava se ergueu, ele era tão grande que todos no campo de batalha podiam vê-lo.

– Eu farei todos respeitarem Iwagakure depois disso – disse Hazan satisfeito.

O gigante de lava ergueu os dois punhos e os socou contra o chão, um enorme tremor fez com que toda a terra ao redor deles rachasse, um rio de lava jorrou dos braços do gigante indo em direção aos ninjas da rocha que tinham sido derrubados.

– Essa não, não vai dar tempo de erguer uma muralha! – disse Kurotsuchi assustada.

Ela não precisou erguer uma muralha, do nada um companheiro surgiu saltando na frente da onda de lava, ele pegou um pesado martelo e o bateu no chão fazendo toda a terra a sua frente explodir, quando os outros conseguiram ver um enorme buraco tinha se aberto e engoliu a onda de lava.

– Hun? Mas que raios de arma é essa? – perguntou Hazan.

– Um presente que ganhei da nevoa – respondeu Akeshi exibindo o martelo e machado unidos por uma corrente – se bem que foi uma ninja da folha que fez umas melhorias nele.

Akeshi exibia a kabutowari, uma das 7 espadas da nevoa, a arma consista de um conjunto unido para se tornar extremamente poderosa, e o jounin da rocha fazia excelente uso dela, Hazan vendo um forte adversário sorriu empolgado.

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Uma forma indefinida começou a brotar de uma árvore, a massa branca foi aos poucos tomando a forma humanoide e logo um par de olhos amarelados surgiu, ainda ligado a árvore o humanoide passou a observar o campo de batalha a sua frente, e simultaneamente enviou as informações para a fonte.

– As coisas começaram a esquentar por lá – disse Orochimaru sentado em uma cadeira estranha.

– Do seu ponto de vista, quem vai ganhar essa guerra? – perguntou Kabuto ao seu lado.

– Ainda é muito cedo para especular, nenhum dos dois lados usou seu trunfo ainda – respondeu o sannin – qualquer um apostaria em Konoha, mas eu não subestimaria a Rasetsu.

– Ainda assim seu palpite é que os dois lados se exterminarão – Kabuto achava essa ideia ousada – por isso você enviou seus homúnculos.

Orochimaru não ligava pra quem venceria, mas ele coletaria os espólios dessa guerra, seu alvo eram os cadáveres dos ninjas que viessem a morrer, e para coleta-los enviou suas criações camufladas, ele também usaria suas criações para observar qualquer jutsu incomum e pesquisar sobre ele, no final ele seria o único a ganhar.

– hun... tem algo incomum em Konoha – comentou Orochimaru sentindo algo através de um homúnculo.

– Algo incomum? Quer dizer algo feito pela Rasetsu? – perguntou Kabuto.

– Parece que Tsunade vai ter problemas em breve, será que devo avisa-la como uma cortesia? – disse Orochimaru sorrindo maldosamente – acho que não, estou curioso sobre isso também.

Kabuto deu de ombros e mudou de assunto, enquanto eles discutiam o próximo passo o campo de batalha se agitava, lá os ninjas de Konoha entravam em guerra contra os ninjas da chuva e a Rasetsu.

– Aoba-san, eles estão vindo! – gritou um chuunin retornando.

– Muito bem, vamos entrar em formação – ordenou o jounin.

60 ninjas de Konoha liderados pelo jounin veterano se prepararam, e logo uma centena de inimigos surgiu, jutsus começaram a voar pros dois lados, shurikens e kunais se chocavam no ar, times inteiros enfrentavam uma dúzia de inimigos.

Quem nunca esteve numa guerra antes se via num cenário infernal, quando companheiros feridos caíam e a destruição se espalhava, alguns corpos já apareciam, traumatizando quem nunca vira a morte de perto.

– Saia daí seu idiota!! – gritou um chuunin vendo seu companheiro cercado.

Um dos ninjas da folha se viu cercado pelos 4 lados, sendo um novato ele se desesperou com isso, quando os inimigos foram ataca-lo um vulto surgiu no meio de todos, em um instante 4 ninjas inimigos estavam voando pra longe.

– Você está bem? – perguntou Naruto.

– Hokage-sama!? – o chuunin estava surpreso de ver seu líder ali.

Outros bunshins foram aparecendo, um total de 20 deles se juntaram à luta, os inimigos ao verem Naruto recuaram assustados, não esperavam ver o próprio Hokage lá, na verdade a estratégia se baseava em confundir o inimigo, eles nunca saberiam quando o verdadeiro Naruto apareceria.

– Muito bem, quem estiver ferido recue para a cidade, quem estiver com pouco chakra se reúna com um dos bunshins – ordenava Aoba – formem times e lutem sob a liderança do Hokage-sama!

Num instante os ânimos de todos se elevaram, os feridos foram levados pra longe, os que estavam enfraquecidos receberam uma nova carga de chakra, o próprios bunshins entraram na luta assumindo o papel de jounins, pouco a pouco as tropas inimigas eram esmagadas ou obrigadas a fugir.

– Quantos vocês perderam? – perguntou um dos bunshins ao lado de Aoba.

– Acredito que apenas 6 pereceram, considerando a diferença de números isso é um milagre – respondeu o jounin.

– Não é bem assim, em uma hora de guerra perdemos 10% de nossas forças – disse ele transmitindo o que ouviu – em alguns lugares há mais inimigos fortes, em outros somos obrigados a ficar na defensiva.

Do ponto de vista de Konoha as coisas estavam equilibradas, de acordo com a estratégia Naruto só deveria enviar seus bunshins meia-hora depois do inicio, quando eles chegaram a maré virou pro lado de Konoha, o reforço de ninjas que podem se repostos foi essencial para garantir a vantagem.

Mas o fato do inimigo estar tão empolgado significava algo, para os lideres de Konoha a Rasetsu ainda não mostrou toda a sua força, por isso toda precaução era necessária daqui pra frente.

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– Kiba-kun, o fato de você usar o olfato pra rastrear não lhe da o direito de ficar deitado assim – comentou Hinata enquanto observava os arredores – os outros podem ter a impressão errada.

– aiai, eu deveria estar na linha de frente – comentou o Inuzuka – fazer a vigilância dessa área é um saco.

– Estamos aqui porque o Shikamaru-san imaginou que um ataque poderia vir daqui – explicou Hinata – de acordo com ele o Shurano gosta de explorar todo o campo de batalha.

Hinata liderava um pelotão de 24 ninjas, eles foram destacados para proteger o lado leste do país do fogo. Na verdade a função deles era detectar ataques e atrasar o inimigo até reforços chegarem, as chances deles lutarem eram pequenas, mas a Hyuuga estava disposta a cumprir seu dever exemplarmente, perto deles um dos bunshins do Naruto estava em meditação, mantendo o senjutsu e ao mesmo tempo servindo de rastreador e ligação com a vila.

– Tudo bem para você ficar aqui Hinata? Eu me lembro que você queria caçar a tal Tomoyo – perguntou Kiba – parada aqui você não vai encontra-la.

– É verdade que eu desejo muito derrota-la com minhas próprias mãos – respondeu Hinata – mas não vou fugir da minha responsabilidade para isso.

Kiba achou que Hinata estava um pouco séria demais, do telhado da mansão de três andares que eles usavam como base ela olhava tudo ao redor com o byakugan, uma das regras de Konoha é que na ausência do Hokage ou dos conselheiros a pessoa mais nobre em Konoha comanda, nesse caso a Hinata foi designada líder da missão.

Kiba a seguira para ajudá-la, e apesar de reclamar do tédio ele estava feliz por dar um descanso ao akamaru, cães ninjas vivem a metade do tempo de vida de um humano, e por isso ele aos 25 anos já não tinha o fôlego de antes, Kiba estava preocupado com o que uma guerra poderia fazer a ele.

– Hinata-sama, recebemos a informação de que a luta na linha de frente está equilibrada – avisou um chuunin – a ordem do QG é que a partir de agora esperem por qualquer coisa.

– Muito bem, essa provavelmente é nossa última folga – avisou Hinata – quem estiver com fome ou cansado descanse agora, vocês tem 30 minutos.

– hehehehe você mudou muito Hinata, antes você era uma garotinha tímida e introvertida – comentava Kiba rindo – não conseguia falar com estranhos e nem dar ordens, agora lidera um clã e um pelotão inteiro.

Hinata não respondeu pois estava comendo um sanduiche, mas o olhar dela entregava tudo, ela estava feliz com seu próprio crescimento, e talvez fosse impossível chegar tão longe se não tivesse conhecido o Naruto, sem a motivação que ele lhe dava ela nunca teria mudado tanto.

– Todos nós mudamos muito – comentou ela em resposta – mas em sua maior parte foi uma mudança boa.

Todos terminaram o lanche e aqueles que estavam na primeira guarda foram descansar, desde que a guerra começara já se passaram três horas, nesse tempo cada divisão recebia um relatório completo a cada hora, até o momento tudo seguia equilibrado, as baixas de Konoha eram mínimas, nenhuma cidade fora invadida ainda, podia-se dizer que Konoha estava ganhando.

– Tem alguma coisa se aproximando daqui – disse Kiba ao ver a reação do akamaru.

Hinata levantou-se e ativou seu byakugan, seguindo a direção do vento que trouxe o cheiro ela viu um grupo de 5 pessoas aproximando-se, sabendo que não eram de Konoha ela ordenou que todos se preparassem para o combate, só levou alguns minutos para que os inimigos chegassem até eles, e o que Hinata viu a surpreendeu.

– Ora ora, temos um grupo bem animado aqui – disse Tomoyo empolgada – olha só Rouga, tem mesmo um Inuzuka aqui!

Ela olhou para o telhado da mansão e viu Hinata, ao vê-la Tomoyo esboçou um sorriso enorme que lembrava uma psicopata feliz, Hinata vendo aquela expressão sentiu nojo dela.

– Também tem uma Hyuuga aqui, isso é ótimo! – disse Tomoyo radiante – quando eu a pegar vou fazer me dizer onde está a líder do clã.

– Você não precisa ficar me procurando, eu sou Hyuuga Hinata, atual líder do clã Hyuuga – disse Hinata com certa altivez – e eu estou feliz que tenha vindo até aqui, vou fazê-la pagar pelo que fez a minha irmã.

Ao ouvir essas palavras os olhos de Tomoyo quase pularam da cara por felicidade, ela sorria como uma louca assustando a todos, com exceção de Hinata que a encarava seriamente.

– Rouga-kun, eu agradeceria muito se você se livrasse dos outros por mim – dizia ela sorrindo muito – eu quero muito brincar com essa princesinha estupida antes de mata-la.

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Com 4 horas desde que a guerra começara, o país do fogo se tornou um imenso campo de batalha, qualquer vilarejo no meio do caminho foi evacuado, o único lutar que seguia com relativa tranquilidade era a capital.

A capital do país do fogo era maior que a vila da folha, lá só viviam pessoas da alta classe, era uma grande metrópole rica e poderosa, e por isso sempre foi alvo de forças invasoras, até hoje a capital jamais foi invadida por um grande exército.

– Merda! Estamos presos aqui com a capital a apenas 50km! – reclamou Kagerou irritado – o que a Rasetsu está fazendo? Eles disseram que antes do meio-dia Konoha cairia!!

– Bom, agora é mais ou menos 10 da manhã – comentou Kamiki do seu lado – eles ainda tem tempo para agir, nós só precisamos seguir com o plano.

Kagerou e Kamiki comandavam 500 homens em direção à capital, mas no caminho eles foram atacados por 200 bunshins do Naruto, junto com 100 outros ninjas, seguindo a estratégia os ninjas da chuva avançavam e recuavam o tempo todo, mas a batalha estava desgastando mais o lado deles, Kagerou ainda aguardava o sinal de que a Rasetsu executou seu plano mestre.

– Aí está você Kamiki! E você deve ser o tal do Kagerou – disse um dos bunshins do Naruto que chegou até eles.

– Isso mesmo! Eu sou o líder da...

– Cala a boca, não tenho interesse em você – respondeu o bunshin – mas que porra você pensa que está fazendo Kamiki?

Kagerou ficou chocado por Naruto ignora-lo completamente, o Uzumaki só estava de olho em Kamiki, ele sabia que ela era a real ameaça da vila da chuva.

– Minha irmã acreditava que você era a ponte para a paz – respondeu Kamiki – eu não penso assim, você ainda não me convenceu.

– Eu nunca me considerei um salvador ou algo assim – respondeu Naruto – eu apenas faço o meu melhor para não decepcionar todos que confiaram algo a mim, inclusive sua irmã.

Kamiki saltou na direção do bunshin que tentou revidar, ela desviou fácil de seu soco e enfiou a espada em seu peito, o bunshin se desfez em fumaça desaparecendo, Kamiki então reuniu seus subordinados para se prepararem.

– Kagerou-sama, em breve a Rasetsu vai agir – disse ela – aquele Genkyo não vai perder a oportunidade.

O batalhão que seguia para a capital decidiu parar e esperar reforços, com o fim do avanço deles os ninjas da folha recuaram também, era hora de curar os feridos e recuperar suas forças, na capital Naruto se segurava pra não entrar na batalha pessoalmente.

No centro do país do fogo os ninjas sob comando do Kakashi aguardavam, até agora eles não se moveram, só o fariam se uma grande mudança ocorresse na guerra, mas se nada acontecesse até o anoitecer eles iriam para a linha de frente, e os ninjas que estão lá retornariam.

– Isso está sendo mais fácil do que esperávamos – comentou Anko ao lado do Kakashi.

– Por isso mesmo não estou gostando disso – respondeu Kakashi – estamos lutando há 4 horas e nada inesperado aconteceu.

– Isso não seria porque não tiveram chance? – perguntou outro jounin do lado dele.

– Então porque os outros kages foram atacados nas fronteiras? – perguntou Kakashi – será que esse era o objetivo deles o tempo todo?

Há cerca de uma hora chegou a informação, os 4 kages que estavam estacionados nas fronteiras foram atacados, devido a isso nenhuma ajuda externa viria, Kakashi imaginou que isso era parte de um plano maior, um plano de isola-los para atacar fortemente em breve.

– Algum sinal de reforços inimigos? – perguntou Kakashi.

– Não dentro do país do fogo, os números deles não aumentaram – respondeu o responsável pelo rastreamento – mas soubemos que um pequeno grupo de elite foi atacar a posição comandada por Hinata-sama.

– Devemos mandar reforços para ela? – perguntou Anko – acho que 25 homens...

– Se o pelotão comandado por ela sucumbir a isso reforços não farão diferença – respondeu Kakashi – temos que confiar nela, mas se por acaso ela pedir ajuda então enviaremos reforços.

Mas Kakashi estava preocupado com outra coisa, com o desaparecimento de Sakura o Sasuke foi atrás dela, isso significava que o único ninja capaz de proteger a vila era a Tsunade, neste momento Kakashi tentava determinar qual alvo era mais importante para o inimigo.

– Vamos manter nossa posição, daqui podemos ir a qualquer lugar – explicou Kakashi – eu estou com um mau pressentimento, de que algo vai acontecer muito em breve.

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– Aqui, isso é pra você – disse Mika entregando uma cesta.

– Eu agradeço muito, mas você não deveria estar aqui – dizia Shino recebendo a cesta.

– Eu estou sozinha em casa e meu irmão está de alerta – explicou ela – eu quero ajudar mesmo que seja só um pouco.

Os outros ninjas com Shino começaram a rir, o Aburame ficou um pouco constrangido mas agradecido, Mika lhe trouxera uma cesta cheia de comida para o almoço dele, dentro também havia alguns sanduiches comuns para ele dividir com os companheiros de guarda.

Neste momento um time de gennins aproximou-se dele, o líder do time deu seu relatório informando que um determinado bairro estava tranquilo, Shino agradeceu os esforços deles e os liberou para continuarem a ronda, mesmo os gennins estavam muito atarefados hoje.

– Eu queria poder fazer mais... – dizia Mika meio chateada.

– Você não precisa ficar incomodada com isso – respondeu Shino – até mesmo um pequeno inseto faz parte de um todo.

– Suas analogias continuam horríveis Shino-san – disse um dos ninjas meio incomodado.

Mika despediu-se dele e saiu correndo para o bairro onde morava, pela ordem de alerta ele nem deveria estar nas ruas, depois que ela se foi Shino olhou o conteúdo da cesta, pegou os sanduiches e distribuiu entre os outros 4 ninjas com ele.

– Você tem sorte Shino-san, encontrou uma mulher adorável e que sabe cozinhar muito bem – elogiou um deles.

– Sim, eu realmente fui muito afortunado – respondeu ele sentando-se sobre uma caixa.

Shino agradeceu pela comida e fez logo seu lanche, nunca se sabe quando uma emergência pode acontecer, por isso ele não hesitou em comer logo, enquanto comia ele reparou nos kikaichuus que começaram a rastejar pelo braço dele.

– Seus insetos também gostam da comida dela? – perguntou outro chuunin rindo.

– Eles gostam sim, tem um equilíbrio delicado – respondeu ele – mas na verdade eles estão demonstrando nervosismo, é como se um predador estivesse por perto.

– Ora vamos, o único predador para um Aburame seria um inseticida não é? – outro achou a piada engraçada.

Shino nem prestou atenção na piada, ele observava o comportamento dos kikaichuus, a cada hora eles ficavam mais nervosos e agressivos, apesar dos insetos saberem se comunicar eles não falavam, por isso era difícil entender o que tentavam dizer.

Já fora de Konoha ao sul da vila, a mansão que tinha sido tomada por Shurano e seus subordinados estava se preparando, quando tudo foi concluído Genkyo entrou em contato com eles, o Nara sorriu ao ver seu líder, era o sinal de que chegara a hora do plano mestre.

– Já deixamos as coisas fáceis por tempo demais, está na hora de virar o jogo – disse Genkyo – vocês estão prontos?

– Já acumulei chakra o suficiente pra começar, vai ser a primeira vez que faço isso – disse Inori – assim que eu executar o plano te mando um sinal.

– Muito bem, estou ansioso por isso – Genkyo mostrava isso pela expressão que fazia.

Ela desfez a conexão e passou a se concentrar em outra coisa, ela fazia uma sequência de selos complicados enquanto Shurano a observava, se funcionasse como eles queriam a guerra iria virar a seu favor num instante.

– Ninpo! Konton no Tane (semente do caos) – disse Inori liberando o chakra acumulado.

Inori enviou uma grande massa de chakra em direção à Konoha na forma de ondas, poucos minutos depois na divisão de inteligência Ino soltou um berro, para ela foi como se alguém enfiasse ferro quente em seu cérebro, imediatamente ela tirou o capacete amplificador e segurava a cabeça em agonia, Shikamaru surpreso correu até ela amparando-a.

– Ino! O que foi? O que aconteceu!? – perguntou ele.

Ela estava atordoada demais para responder agora, além disso o efeito se espalhou para todos os ninjas rastreadores conectados à rede de comunicação da folha, todos eles sofreram com a mesma dor que a Ino sentiu.

O efeito foi tão grande que se espalhou para todos os bunshins do Naruto ativos, aqueles que serviam de ligação entre a vila e todos os ninjas, todos os bunshins simplesmente agonizaram e explodiram ao mesmo tempo, com isso a rede de comunicação e o mapa que indicava a posição do inimigo foi destruída.

O maior efeito no entanto foi outro, na capital Naruto sentiu toda a dor acumulada transmitida por seus bunshins, ele deu um enorme grito de dor e caiu no chão se contorcendo e segurando a cabeça, aquilo assustou o daimyo e os poucos presente no salão, Tenten e Lee rapidamente correram até ele.

– Naruto-kun!! O que aconteceu!? – perguntou Lee desesperado.

– Ele tá sangrando pelo nariz, e a cabeça dele tá fervendo! – disse Tenten assustada – chamem um médico agora!!

O ninja médico veio poucos segundos depois, ele se ajoelhou e pôs a mão na cabeça do Naruto liberando um chakra verde, o diagnostico foi terrível.

– Ele entrou em coma, teve um colapso mental instantâneo! – disse ele – rápido, me ajudem a leva-lo para a enfermaria!

Rapidamente todos os presentes ajudaram a leva-lo para a enfermaria, lá o médico começou a trata-lo imediatamente, mas ele nunca tinha visto um dano mental desse nível, preocupada com a situação Tenten procurou o responsável pela comunicação para avisar à vila, mas o ninja encarregado disso estava se escorando numa parede.

– Eu sinto muito mas não posso ajudar, só de tentar me concentrar já dói o cérebro – respondeu ele ofegante – talvez daqui a pouco...

– Não temos tempo pra isso! Eu vou mandar alguém ir pessoalmente pra vila – disse Tenten nervosa – você nem faz ideia da situação que nos metemos agora não é?

Tenten estava certa, não só ali mas em todo lugar, com os bunshins destruídos a comunicação e a vigilância se foram, além disso os reforços com que os ninjas contavam se foram também, com os ninjas rastreadores temporariamente inutilizados e o caos que começou foi como um sinal para a Rasetsu agir, imediatamente todos os inimigos começaram a avançar pegando os ninjas de surpresa, o equilíbrio que vinha se mantendo por horas foi destroçado em poucos minutos.

– Os bunshins do Naruto desapareceram, os ninjas rastreadores estão incapacitados temporariamente e a comunicação se foi – dizia Genkyo – nesse momento eles estão surdos, cegos e mudos, a hora perfeita para atacar.

– Então esse era seu plano o tempo todo? – perguntou Kagerou.

– Desculpe por não contar antes, eu temia que a informação vazasse – respondeu o líder da Rasetsu – sem liderança, comunicação e informação os ninjas da folha estão em pânico, vamos atravessar a defesa deles num instante.

E junto com os reforços que Genkyo trouxe os ninjas da chuva avançaram, como ele havia previsto os ninjas da folha estavam confusos e assustados demais para revidar facilmente, com isso a guerra ficou totalmente ao favor deles.

– Precisamos aproveitar isso antes que eles se reagrupem e se organizem – disse Kamiki ao lado de Genkyo.

– Não se preocupe, vamos ter bastante tempo – respondeu Genkyo – eles não vão conseguir se organizar com a bagunça que vai começar em Konoha.

Kamiki ficou imaginando o que estava para acontecer em Konoha, Genkyo sorria acreditando no triunfo da sua estratégia.

Enquanto isso em Konoha o caos se instalava rapidamente, a comunicação estava toda cortada, e ninguém sabia de nada que acontecia dentro ou fora da vila, Ino se recuperava aos poucos e explicava o que tinha acontecido, Shikamaru ouvia tudo surpreso.

– Foi igual ao que aconteceu no país dos rios, ele criou caos e depois cortou a liderança – disse Shikamaru furioso – eu pensei que ele não poderia fazer isso estando todos aqui, mas eu subestimei as habilidades daquela Yamanaka.

– O que vamos fazer agora Shikamaru? – perguntou Tsunade que tinha chegado agora.

– Não há nada que possamos fazer de imediato, primeiro precisamos esperar os ninjas rastreadores se recuperarem – explicou o Nara – depois vamos ter que reestabelecer a comunicação, não vai ser eficiente como antes, mas já vai ser alguma coisa.

– Quanto tempo isso vai levar? – perguntou Tsunade.

– Depois que todos estiverem recuperados? Pelo menos uma hora – disse o outro lamentando.

– Não me subestime, posso fazer em meia-hora! – disse Ino com um saco de gelo na cabeça.

Mas ainda assim meia-hora nessa situação era muito, Tsunade imaginava o que estava acontecendo na linha de frente, pois se dentro da vila os ninjas já estavam em pânico quem estava lutando lá fora estaria bem mais assustado, Tsunade sentia que tudo o que aconteceu até agora foi só uma distração para isso.

– E nem temos como falar com o Naruto agora! – dizia Shikamaru irritado – eu planejei situações onde ficássemos isolados, mas não esperava por algo assim.

E como se não bastasse um tremor aconteceu numa área da vila, o chão simplesmente se abriu e um buraco engoliu duas casas, uma nuvem de poeira subiu indicando que um túnel havia se aberto ali.

– O que é isso agora!? – gritou Tsunade correndo para a janela.

Alguns ninjas correram para onde o buraco tinha se aberto, chegando lá não conseguiam ver nada além de pessoas fugindo desesperadas, mas do buraco um barulho ensurdecedor vinha aproximando-se cada vez mais, era o barulho de uma colmeia gigante.

– Isso não é possível! – dizia Shino que via de longe a fumaça subindo.

Centenas de vespas gigantes começaram a voar para fora do buraco, logo o céu da vila se encheu dos insetos que eram maiores que cachorros, todas as pessoas que viam a situação das ruas ou janelas entraram em pânico, pois o ataque inimigo chegou bem debaixo dos pés deles, imediatamente o pânico começou e as pessoas corriam desesperadas procurando abrigo, os ninjas estavam completamente perdidos quando as vespas começaram o ataque.

Continua.

Notas finais
O plano da Rasetsu deu certo, e o caos se espalhou por todo o país, essa é a hora mais perigosa para Konoha, então o que será que vai acontecer daqui pra frente?