Mirai no Monogatari
72 Capitulo 60 – Descobertas.
Notas iniciais

Capitulo 60 – Descobertas.
(3 meses depois)
Os sons de batalha podiam ser ouvidos de longe, mas não havia ninguém para ouvi-los, fora aqueles que eram responsáveis por isso.
As kunais voaram rápido em direção ao alvo, ativando sua linhagem Sarada habilmente se esquivou de cada uma delas enquanto avançava sem diminuir o ritmo, seu doujutsu sharingan agora já estava com duas tomoes aumentando bastante suas habilidades, para ela as kunais pareciam se mover em câmera lenta.
— Suponho que seja assim que um usuário de doujutsu luta – comentou Sorata vendo Sarada avançando em sua direção.
Sarada carregou o chakra raiton na kunai que ela empunhava e começou a atacar seu sensei, Sorata podia não ter um doujutsu mas seus reflexos foram lapidados com muita experiência em batalhas, eles conseguia se esquivar dos ataques dela mesmo que por poucos milímetros de vantagem.
— Agora Boruto! – ordenou Sarada enquanto atacava.
As pedras ao redor deles tremeram e se transformaram em vários bunshin do Boruto, todos eles saltaram de todas as direções possíveis e cada um deles estava com um rasenga em mãos, se esse ataque acertasse qualquer pessoa normal seria aniquilada, anteriormente o objetivo de Sarada era empurrar o seu sensei na direção da armadilha.
— Não tão rápido assim – disse ele pondo a mão em sua bolsa ninja.
— “Droga, eu tenho que impedi-lo de invocar uma arma” – pensou Sarada – “vai ser arriscado mas eu preciso avançar!”
Sarada que estava recuando para escapar da zona de ataque deu um passo a frente, mas o que Sorata tirou de sua bolsa ninja não foi um pergaminho, na verdade foi uma pequena esfera branca, quando ele a apertou uma explosão de luz irradiou cegando não só Sarada como os bunshin e mudando o rumo da luta.
Com o súbito clarão os bunshin se chocaram e o rasenga que cada um carregava explodiu destruindo uma boa área, Sorata já tinha escapado de lá pela única abertura disponível que era a posição onde Sarada estava, ele conseguiu empurra-la também para tira-la daquela zona perigosa.
— Droga! Quase pegamos ele dessa vez! – reclamou o verdadeiro Boruto coçando os olhos.
— O que está dizendo? Com esse nível de estratégia vocês nunca vão pega-lo – disse Kurama que assistia a tudo.
— Fala sério! Até parece que você sabe alguma coisa de estratégia! – disse Boruto reclamando com o bijuu.
— Sei que um truque desses não funciona em alguém que tem reflexos e alcance melhor que o seu – respondeu o bijuu cutucando Boruto com a garra – além disso o seu pai já fazia isso, eu sei que não dá certo.
Depois do plano frustrado Sarada ainda estava caída no chão, Sorata a ajudou a se levantar e ambos caminharam da direção dos outros, Boruto e Basara esperavam por eles na entrada da toca do Kurama, pelo fato das outras áreas de treinamento estarem ocupadas este era o único lugar disponível.
Este treino consistia em uma dupla lutando com um no ataque e o outro no suporte, eles revessavam as posições e as duplas, sendo que esta de Boruto e Sarada foi a última do dia, agora era hora de revisar os pontos falhos e certos.
— Onde foi que eu errei agora? – perguntou Sarada ao sentar-se ao lado dos outros.
— Você antecipou erroneamente o que eu faria para escapar daquela situação – explicou Sorata – você deduziu que eu iria sacar uma das minhas armas, mas se o seu oponente sabe como você pensa então pode usar isso para engana-la.
— E usou uma bomba de luz porque sabia que afetaria o meu sharingan – dizia ela – se fosse uma bomba de fumaça eu ainda conseguiria ver o seu chakra.
— E quanto a você Boruto, sua função era ser o suporte dela e não o finalizador – reclamou Sorata – usar aquele tanto de rasenga não só ia me matar como provavelmente atingir a sua companheira, você precisa aprender a controlar sua força.
— Foi mal... – Boruto abaixou a cabeça.
— Bem, você fez 6 clones e cada um deles usou um rasenga, o seu controle de chakra melhorou muito – disse Sorata com um pequeno sorriso.
— Por outro lado isso consumiu metade do seu chakra – disse Kurama maldosamente – você não é um jinchuuriki lembra? Mesmo que tenha 10 vezes mais chakra que um pirralho comum.
— O meu pai disse que quanto mais forte eu ficar mais o meu chakra aumenta! – disse Boruto apontando o dedo pro bijuu – e mesmo que eu tenha gastado a metade eu ainda tô muito bem aqui.
— “Normalmente mesmo um jounin fica cansado se torrar metade do seu chakra de uma vez” – observou Sorata – “mas o Boruto ainda tá energético, além disso ele recupera isso em poucas horas”
— Está tudo bem, se um de vocês ficar sem chakra eu ajudo a se recuperar – dizia Basara com um certo orgulho.
— Você também ficou muito forte Basara-kun, além de aprender técnicas de cura melhorou muito suas habilidades – elogiava Sorata – mesmo quando foi suporte da Sarada e do Boruto você ajudou bastante, principalmente agora que tem controle do seu selo amaldiçoado.
— É modo rakasha* agora – corrigiu ele – a Chiyo-sensei achava que selo amaldiçoado era muito ruim, por isso decidimos um nome novo agora.
— Acho que vocês precisam trabalhar mais nisso – dizia Sorata – mas até onde vai seu controle? Já consegue chegar ao máximo do seu poder?
— Acho que sim, o nível 1 não é mais um problema – respondeu Basara – acho que consigo manter o nível 2 sem pirar.
Basara levantou-se e fechou os olhos se concentrando, aos poucos as marcas da sua linhagem começaram a se espalhar pelo corpo, em 10 segundos de concentração as marcas começaram a cobrir toda a sua pele que mudava de cor, mas o que aconteceu depois é que impressionou a todos.
Diferente da sua ultima transformação o corpo de Basara se cobriu de pelos dessa vez, pelos alaranjados por todo o corpo e pretos em volta dos olhos, suas orelhas cresceram assim como seus caninos e seus olhos mudaram para animalescos, e quando parecia que não podia piorar uma cauda longa nasceu.
— Mas que porra é essa!? Você tá parecendo um Kurama em miniatura!! – gritou Boruto nervoso e apontando pra ele.
— b-ba-Basara-kun, como você... ficou desse jeito? – perguntou Sarada.
— hun... acho que ele ficou assim porque absorveu energia natural perto de mim – analisava Kurama encarando-o de perto – o meu corpo é feito de energia natural, então ele absorveu uma fração do meu chakra.
— Não brinca! O Basara-kun tem chakra bijuu agora? – perguntou Sorata assustado – e tá tudo bem aí Basara-kun? Você não tá pirando e nem nada né?
— Tá difícil controlar esse chakra, ele tá me queimando por dentro – dizia o menino fazendo cara de dor – mas é muito estranho isso, eu não achei que ia ficar assim.
Basara respirou fundo e meditou para voltar ao normal, a parte mais difícil era expulsar a energia natural, algo que custou muitos anos ao seu pai, a medida que ele expulsava a energia seu corpo ia voltando para a forma humana natural.
— Ok, nada de falar sobre isso até que eu informe o Hokage-sama – avisava Sorata – não sabemos que implicações isso tem, nunca existiu alguém capaz de absorver chakra bijuu.
— Na verdade teve um dupla de irmãos que eu devorei uma vez – comentou o Kurama – eles comeram a minha carne e por causa disso absorveram o meu chakra, eu não duvidaria que este pirralho tem alguma ligação com eles.
— Não vamos especular nada, e nem fazer besteira – dizia Sorata – amanhã eu espero já ter respostas.
Sorata dispensou as três crianças e cada um seguiu seu caminho, quando ainda estavam juntos Basara perguntou o que cada um ia fazer agora, Sarada falou em treinar mais, e Boruto mencionou algum evento acontecendo no clã Hyuuga.
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O casal adentrou o templo construído dentro das terras que pertencia aos Hyuuga, ambos usavam kimonos tradicionais próprios para cerimonias religiosas.
Sob os olhares dos lideres do clã eles caminharam juntos em direção ao altar, o sacerdote contratado cumprimentou o casal e iniciou a cerimonia de casamento, as poucas mulheres presentes suspiraram com a beleza da cerimonia.
A cerimonia de casamento não era tão grandiosa e elaborada quanto foi no dia que Hinata casou, mas ela se esforçou para faze-la memorável, isso porque este casamento colocava fim a uma tradição secular e abria uma nova era dentro do clã Hyuuga, no altar a filha de uma família principal casava com o filho de uma família secundaria.
— A ultima família da bouken que não tinha laços com uma família da souken – dizia Hinata para seu pai ao seu lado – com isso todas as famílias estão unidas agora.
— De hoje em diante não há mais divisão entre nossas famílias, todas as crianças que nascerem agora serão iguais – dizia Hiashi – eu ainda não consigo acreditar que você conseguiu.
Depois que o casamento foi concluído o dois assinaram os papeis oficiais, assim que cada um pôs sua assinatura todos os presentes bateram palmas, Hinata pessoalmente foi cumprimenta-los e agradecer por tudo, depois ela pediu para falar com eles em particular.
— Muito obrigado por tudo – agradeceu Hinata curvando-se para eles – vocês me ajudaram a realizar o meu sonho, o sonho de nossos ancestrais!
— Por favor não se curve Hinata-sama – pedia a jovem de 16 anos – para mim é uma honra poder mudar a historia do nosso clã.
— Eu também penso assim, finalmente nossas famílias estão unidas – dizia o rapaz de 18 anos – de hoje em diante nenhuma criança receberá esta marca.
Ela dizia isso passando a mão na testa, como membro da bouken ele recebeu o selo que limitava sua liberdade e o colocava numa gaiola, desde o fim da 4º guerra ninja que Hinata mudava as politicas e tradições do clã, os membros da bouken recebiam mais consideração dela e agora a tradição que os rebaixava foi finalmente eliminada.
— Mas eu venho usando o casamento como ferramenta para isso – dizia Hinata de cabeça baixa – eu me sinto uma hipócrita porque controlo o destino de vocês enquanto vivo feliz ao lado do homem que amo.
— Por favor não diga isso Hinata-sama, ninguém a considera uma hipócrita – pedia a jovem com as mãos sobre seus ombros – além disso eu não estou insatisfeita com o marido que me arranjou.
Ela olhou para seu marido, o rapaz ficou um pouco corado e sem jeito, mas ele tinha um sorriso de felicidade, na verdade hoje completa exatamente um ano que eles ficaram noivos, durante esse tempo eles tiveram vários encontros e faziam muitas coisas juntos, o objetivo era determinar se eles eram compatíveis e se o casamento daria certo.
— Teria sido diferente se eu já tivesse me apaixonado por alguém, mas não foi nenhum sacrifício para mim – disse ela – o Rera-san foi um ótimo noivo e tenho certeza que será um ótimo marido.
— Eu penso o mesmo da Enna-san, eu estou muito feliz com o nosso casamento – respondeu ele rindo meio abobado – embora os meus pais insistiram para que esperasse um tempo até a lua de mel.
— hãã? Mas eu já tinha planejado tudo... – dizia Enna chateada.
— Her... eu fico feliz por vocês dois – dizia Hinata um pouco envergonhada – qualquer coisa vocês podem me procurar.
Os dois ganharam uma semana para irem onde quisessem, após deixá-los Hinata encontrou-se com sua família fora do templo, Himawari estava acompanhada de sua tia Hanabi e ambas esperavam por Hinata.
— Parabéns nee-chan, realizou o sonho do Neji nii-san – elogiou Hanabi.
— Teria sido mais perfeito se ele estivesse aqui para ver isso – dizia ela com nostalgia – mais tarde eu farei uma visita a ele.
As três seguiram para a mansão principal do clã, depois da cerimonia não havia mais nada a ser feito, mesmo assim haveria uma reunião para discutir o rumo do clã daqui pra frente, mesmo Himawari com seus 11 anos participaria.
— Mãe, o que é casamento arranjado? – perguntou Himawari curiosa.
— É um pouco complicado de explicar querida, por isso vamos dar um exemplo – disse Hinata – um casamento arranjado seria eu escolher um marido para sua tia Hanabi, e faze-los se casarem por um motivo que fosse do meu interesse.
Hanabi engoliu em seco com a indireta que sua irmã fez, na verdade depois que ela correu do seu casamento com Konohamaru Hiashi estava pensando em casa-la com alguém influente, Hinata foi contra isso mas deixou bem claro que não aprovou a atitude da irmã em não firmar compromisso com ele, por isso hoje os dois estão separados.
— Mas mãe, não foi assim com você e o papai não foi? – perguntou Himawari.
— Não, eu e seu pai nos casamos por amor, foi algo que nós dois decidimos – respondeu Hinata.
— “Mesmo assim foi ótimo para o clã que sua herdeira se casasse com o herói mundial e futuro Hokage” – pensou Hanabi olhando torto.
— Então o Rera e a Enna não se amam? Então por que eles aceitaram casar? – Himawari definitivamente não entendia as circunstâncias.
— Eles fizeram isso por um pedido meu, para o bem do nosso clã – respondeu Hinata um pouco sentida – mas eu jamais o obrigaria, não teria coragem de força-los a se casarem contra a vontade.
Os casamentos arranjados foi a ultima alternativa que Hinata recorreu, tendo experiência própria sobre o que é amar uma pessoa de verdade ela não queria impor essa obrigação aos outros, felizmente ao longo dos anos tudo correu bem e finalmente a divisão entre os membros do clã acabou, os casais que tornaram isso possível podiam ser chamados de heróis por Hinata.
— Bem, agora só falta esta ultima reunião entre os lideres – dizia Hinata – eu sei que isso é chato pra você Hima-chan, mas como sucessora faz parte dos seus deveres.
— Eu entendo mãe, eu vou me esforçar pra prestar atenção – respondeu a menina.
— Com licença Hinata-sama, mas mandaram chama-la ao hospital – dizia um mensageiro que acabara de chegar – “aquilo” está acontecendo agora.
Hinata não entendeu a mensagem de imediato, mas depois de pensar alguns segundos ela fez uma cara de assustada e pediu para Hanabi tomar conta de tudo, usando o máximo de sua velocidade ela desapareceu num instante deixando de lado a reunião do clã.
— Ora essa, o papai vai ficar furioso – dizia Hanabi vendo sua irmã já a 1km de distância.
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A sala de espera do hospital estava relativamente cheia, em um canto estava Kiba e Tamaki sentados num sofá, em outro canto um casal todo coberto dos pés a cabeça com roupas, e no meio da sala um homem nervoso andando de um lado para o outro.
— Quer relaxar de uma vez Shino? Eu nem sei quando foi a ultima vez que perdemos um bebê no parto – dizia Kiba olhando pro teto.
— Péssima escolha de palavras! – disse Tamaki dando uma cotovelada nas costelas dele.
— O seu companheiro tem razão Shino, estatisticamente falando 98% dos partos realizados em Konoha acabam bem – dizia o pai dele tentando manter a calma.
As duas mulheres presentes suspiraram derrotadas diante disso, os homens tentavam manter a calma fazendo comentários bem indesejáveis e na pior hora possível, quando a mãe do Shino ia retrucar outro casal invadiu a sala de espera.
— E aí? Já nasceu? – perguntou Kenta acompanhado de Chiyo.
Só de olhar para a situação na sala a resposta se tornava obvia, Kenta suspirou e sentou-se ao lado de Kiba, Chiyo foi conversar com a mãe do Shino para saber de mais detalhes, agora era a vez do Kenta ficar ansioso como os outros.
— Quando o mensageiro me avisou eu só tive tempo de passar em casa e trocar de roupa – dizia Kenta – ainda bem que a Chiyo já estava preparando tudo.
— Her! O Shino estava dando aula na academia quando recebeu a noticia – dizia Kiba rindo – eu soube que ele atravessou a janela pra vir direto pra cá!
Em pouco tempo Kurenai também chegou e foi conversar com seu ex-aluno, ela explicou que Akane não pôde vir pois estava numa missão solo, também contou que Hinata já foi informada e já deveria estar a caminho.
Alguns minutos depois uma enfermeira abriu a porta, assim que ela apareceu todos saltaram de susto, todos olhavam pra ela e Shino já suava frio quando ela fez o sinal de ok com o dedo.
— O bebê já nasceu, é uma bela menina – dizia ela satisfeita – a família pode entrar para conhecê-la, mas os outros esperam aqui.
Quando ela disse “família” isso só incluía Shino e seus pais assim como Kenta, rapidamente eles seguiram a enfermeira que os guiou até o quarto onde Mika estava, a mulher do Shino estava exausta mas feliz.
— Olhe querido, essa é nossa filha – disse Mika com o bebê nos braços – Aburame Suzu, ela não é linda?
O pequeno bebê estava enrolado numa toalha esterilizada e fofinha, Mika entregou sua filha nos braços do pai que a segurou com todo cuidado (ele vinha treinando), assim que ele a pegou os kikaichuus saíram de seus braços e começaram a passear por cima dela.
— Você precisa mesmo fazer isso? – perguntou Kenta fazendo uma cara estranha.
— É importante para os kikaichuuns reconhecerem a Suzu como da família – explicou o pai do Shino.
— Eu agora sou pai, passei os últimos meses tentando me preparar para isso – dizia Shino com um sorriso no rosto – e mesmo assim a única coisa que lembro de fazer é como segura-la.
— Isso já é o bastante – dizia Mika achando a reação dele engraçada – mas os médicos disseram que precisam examina-la.
— É importante, normalmente ela nasceria dentro do clã – explicava a mãe do Shino – mas como esse caso é inédito...
Ela se referia ao fato de que Mika não era do clã Aburame, nas mulheres do clã quando o feto se desenvolvia ele recebia todo os hormônios e outras químicas para se ajustar aos kikaichuus quando crescesse, mas Mika não podia dar o que esse bebê precisava.
Por causa disso desde que ela se descobriu gravida passou a receber injeções com toxinas produzidas pelos insetos, começava com doses minúsculas que iam aumentando a cada semana, essencialmente era como ser envenenada gradualmente até os 6 meses de gestação.
Por causa disso Mika passou a gravidez inteira com a saúde fragilizada e sentindo dores constantes, mas graças ao seu sacrifício sua filha nasceu perfeita e capaz de receber os kikaichuus.
— Mas você está bem agora não é? – perguntou Shino enquanto sua filha era levada para exames.
— Ainda estou um pouco fraca, mas me sinto bem melhor – dizia Mika – para trazer aquele anjo ao mundo essas injeções não foram grande coisa.
— A Chiyo vinha examinando o sangue dela todos os meses, no 7º mês a concentração de toxina estava absurda – explicava Kenta – mas no meio do 9º mês estava no mínimo, ela disse que talvez sua linhagem Uzumaki a tenha feito absorver tudo.
— Viu só? Você tem um pouco de Uzumaki no sangue afinal – dizia Shino – talvez isso a tenha feito mais forte até.
Mika riu disso, o médico pediu para que ela descansasse para se recuperar do parto, Shino agradeceu por tudo e saiu com a família para deixa-la descansar, mais tarde o bebê foi devolvido ao pai num carrinho hospitalar e assim ele pôde leva-la para os outros conhecerem, Hinata já chegara e abriu um enorme sorriso ao ver a linda criança no carrinho.
— Que menininha linda! – dizia Kurenai querendo segura-la.
— Olha só os olhos dela, eu nunca vi os olhos de um Aburame antes – dizia Chiyo encantada.
— Ela é tão fofinha! Eu queria aperta-la agora! – disse Hinata passando o dedo na bochecha dela.
— “As garotas são assustadoras!” – pensaram todos os rapazes presentes.
— Mais uma vez eu lhe dou os parabéns meu filho – dizia o pai dele colocando a mão em seu ombro – você superou um tabu dentro do clã e fez sua própria família, sua esposa e essa criança são a prova de que podemos nos dar bem com outras pessoas.
— Devemos tudo à Mika, ela se esforçou ao máximo para superar as dificuldades – respondeu ele – e agora ela está ajudando os mais jovens a se adaptarem com as mudanças.
Shino pensou em tudo o que viveu até aqui, antes de conhecê-la sua vida era solitária e vazia, mas depois dela tudo parecia mais alegre, bonito e vívido, Mika ao ser aceita dentro do clã passou a ensinar os mais jovens (principalmente as meninas) como interagir com pessoas de fora, aos poucos ela se tornou uma existência indispensável para o clã Aburame.
— Eu não esperava ver todos vocês com famílias como vejo agora – dizia Kurenai limpando as lagrimas – aquelas crianças que eu treinei e vi crescerem, já são pais e mães...
— Desculpe sensei, mas o Kiba ainda não é pai – disse Shino segurando sua filha.
— Ah sim, tem aquele que ficou pra trás até da Hinata – dizia ela olhando torto pra Kiba.
— Eu já tô trabalhando nisso ok!? – reclamou Kiba puxando Tamaki pro seu lado.
— Hei! Não me use nessa competição! – reclamou Tamaki – além disso você já perdeu mesmo, ficou por ultimo!
Foi tudo uma grande diversão e felicidade, com o tempo Sakura e Sasuke vieram parabenizar Mika, quando ela foi transferida para outro quarto maior todos puderam se reunir, já se pensava no enxoval do bebê e no que cada um daria, mas o importante mesmo era ver a família feliz e crescendo com mais um membro, só faltava agora Kenta e Chiyo providenciarem o deles.
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— Parece que todos os papeis estão em ordem – disse Kakashi pondo a ficha sobre sua mesa – sendo assim lhe damos as boas vindas em nossa vila.
— É uma honra ser aceito em Konoha – respondeu o menino se curvando respeitosamente.
O sistema de intercâmbio entre as vilas visava aumentar a diversidade dos novos ninjas, aumentar os laços entre as vilas e facilitar a comunicação entre elas, um ninja ainda na fase gennin era enviado para uma das vilas aliadas e lá se tornava um ninja dessa vila, quando atingisse o nível jounin ele tinha a opção de voltar para sua vila original ou permanecer em seu novo lar.
O sistema foi criado a pouco tempo e por isso ainda não apresentava os resultados esperados, mas com o tempo essa troca entre as vilas garantiria que novos ninjutsus e linhagens se estabelecessem.
— Eu peço desculpas pela pergunta, mas onde está o Hokage-sama? – perguntou o menino meio constrangido.
— Ele não está na vila no momento, ele saiu para resolver alguns assuntos – respondeu Kakashi que estava em seu lugar no momento.
— É mesmo? Que pena, eu queria muito conhece-lo – dizia o menino após suspirar.
— Ora, você vai ter a chance quando ele voltar – respondeu Shizune – afinal você vem da vila do trevo.
A vila do trevo era mais uma das vilas secundarias que nasceu após a guerra, esta ficava no país verdejante, um pequeno país ao norte do país do vento e que é comandado por uma conhecida do Naruto, a princesa Haruna que ele salvou quando ainda era um gennin.
— Muito bem Shinta-kun, segundo as regras do intercâmbio você é um morador de Konoha agora – explicava Kakashi – mas somente o Hokage pode assinar os documentos que farão de você um ninja da folha, isso ficará para quando ele voltar.
— Eu entendo, até lá eu posso continuar com a bandana do trevo? – perguntou ele.
— Claro que sim, ainda vamos providencia sua bandana da folha de qualquer jeito – respondeu Kakashi – agora sobre onde você vai morar...
Nesse momento alguém bateu na porta, após receber permissão do Kakashi Sarada entrou trazendo documentos que sua mãe mandara, ela estranhou ver o Kakashi sentado no lugar do Hokage, mas aí ela lembrou que Naruto saíra ontem no meio da noite.
— Muito obrigado Sarada, depois agradeça a sua mãe por mim – disse Kakashi.
— Entendido – respondeu a menina que notou a presença de um estranho.
Ela olhou para Shinta que respondeu com um sorriso amigável, ela ficou um pouco ruborizada e virou o rosto, mas depois ela percebeu a bandana do menino, ela tentava se lembrar a qual vila pertencia essa bandana.
— Este é o Shinta, ele é da vila do trevo do país verdejante – disse Kakashi imaginando o que ela pensava – ele veio para o programa de intercâmbio entre vilas.
— Olá, é um prazer tê-lo em nossa vila – cumprimentou Sarada – eu sou Uchiha Sarada.
— A filha do lendário Uchiha Sasuke!? – perguntou ele como se estivesse diante de uma celebridade – eu nunca pensei que fosse conhecer alguém tão incrível tão cedo!!
— Eu não... sou isso tudo – dizia Sarada ajeitando o óculos toda envergonhada.
— O Shinta precisa conhecer a vila agora que vai morar aqui, você poderia ser a guia dele? – perguntou Kakashi – trate isso como uma missão rank D
— Tudo bem, por onde devemos começar? – perguntou a Uchiha.
— Eu quero ver a raposa! – pediu Shinta todo animado.
— Her?... mas Kurama não gosta de estranhos visitando sua toca – disse Sarada surpresa com o pedido do outro.
— Ora, Kurama já faz parte das atrações turísticas de Konoha – brincou Kakashi.
Sarada suspirou derrotada, talvez essa missão fosse mais enfadonha do que ela esperava.
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(antes no inicio da manhã)
— É uma honra recebe-lo Hokage-sama – cumprimentou Byakko.
— Eu gostaria de dizer que é um prazer estar aqui – disse Naruto sem jeito – mas eu ainda nem sei o motivo da reunião.
— Convocar os outros kages para uma reunião secreta sem dizer o motivo – dizia Shikamaru suspirando – a Tsuchikage foi bem ousada, eu sinto que isso vai ser muito problemático.
Foi um pedido inusitado da Tsuchikage, Há três dias ela solicitou uma reunião entre os 5 kages, quando perguntada sobre o motivo ela apenas dizia que era algo ultra secreto e que não poderia falar mais nada.
O mais estranho foi o pedido que ela fez ao Naruto, ela especificou que entre a escolta ele trouxesse Yamanaka Ino, mesmo achando esse pedido muito estranho ele trouxe Ino e Shikamaru com ele, por causa dos riscos uma escolta da ANBU o acompanhou até chegarem na capital do país da prata, a capital do novo país ainda estava sendo erguida, mas toda a estrutura básica já estava funcionando.
— Como vai a Shion e seus filhos? – perguntou Naruto.
— Como eu já estou morando na nova capital fica mais fácil visita-los – respondeu Byakko – mas ainda assim é triste só vê-la uma vez por semana.
— Nossa, nem consigo me imaginar vivendo longe da minha família – disse Ino tendo pena dele.
Byakko e seus samurais escoltaram a comitiva de Konoha para o alojamento que eles usariam, no caminho ele explicou que só faltava o Mizukage e o Raikage chegarem, mas que isso era só uma questão de horas.
— Se precisarem de qualquer coisa podem avisar – explicou Byakko apontando para o telefone na sala – quando o Raikage e o Mizukage chegarem eu avisarei vocês.
Naruto agradeceu a hospitalidade e assim Byakko foi cuidar dos assuntos do país, após ele sair Naruto se concentrou para conhecer os arredores, ele sentiu o chakra de Kurotsuchi e seus acompanhantes assim como o chakra de Hanako nesta mesma torre, Ino foi checar as acomodações e viu que eram bem confortáveis.
— Consegue imaginar o motivo para a Tsuchikage nos chamar desse jeito? – perguntou Naruto.
— Provavelmente ela fez uma grande descoberta e está preocupada com espionagem – deduziu Shikamaru – por isso ela está escondendo os detalhes o máximo possível.
4 horas depois o Mizukage chegou ao castelo com seus acompanhantes, uma hora depois foi a vez do Raikage chegar, Byakko avisou Naruto pelo telefone e disse que levaria mais uma hora para a reunião começar, faltando 15 minutos um grupo de samurais veio para escoltar o Hokage até o salão onde a reunião seria conduzida.
— Muito bem, estamos todos aqui – disse a Kazekage – então vai nos falar sobre o motivo de nos chamar?
— Claro que sim, é a sua vez Kureko – disse a Tsuchikage.
A mulher ao lado da Tsuchikage se afastou um pouco e colocou um grande pergaminho no chão, ao abri-lo e fazer os selos a explosão de fumaça revelou algo bem incomum, uma coisa que mais parecia uma gelatina laranja completamente dura como pedra, em seu interior via-se a figura de um homem.
— Que coisa é essa? – perguntou Naruto confuso.
— Isso é âmbar, uma resina que algumas arvores liberam – explicou Shikamaru – quando ela endurece fica parecida com minerais, por isso tem essa aparência.
— O jutsu da Kureko é muito versátil, ele é ideal para capturar espiões – disse Kurotsuchi – ainda melhor quando é um espião enviado pela juugetsu.
Todos ficaram de boca aberta, a juugetsu tinha plantado espiões por toda parte, e uma característica deles é que era quase impossível captura-los, além do fanatismo que eles possuíam também havia o fato que o sharingan em suas testas explodia quando capturados ou mortos, por isso nunca foi possível pegar um deles.
— Então você está dizendo que dentro desse bloco de âmbar tem um dos espiões da juugetsu? Estou impressionado – disse Darui – mas como...
— Ele foi pego enquanto dormia, a Kureko o selou no âmbar antes mesmo que ele acordasse – explicou a Tsuchikage – do ponto de vista do jutsu dentro do sharingan é como se ele estivesse dormindo até agora.
— Entendi, então é por isso que fez questão de chamar a Ino – dizia Shikamaru – você quer que ela se conecte a este homem e extraia informações não é?
— O líder da juugetsu está confiante de que jamais pegaremos informações sobre sua organização – disse a Tsuchikage altiva – essa é nossa chance de ouro de pega-los de guarda baixa!
Isso justificava todo o segredo por trás da convocação, se eles tinham tal fonte de informação em mãos era imprescindível que ela fosse usada antes que a juugetsu descobrisse.
Com a aprovação de todos os kages Ino começou a trabalhar no seu jutsu de leitura de mente, pondo a mão sobre o bloco de âmbar ela conectou-se com o individuo dentro dele, mas o obstáculo tornava tudo muito difícil, rapidamente Naruto ativou seu manto de chakra e o deu para Ino aumentando seu poder.
— Muito bem, eu entrei na cabeça dele, para evitar que o jutsu de proteção atue eu vou fazê-lo sonhar com as informações – explicou Ino – eu vou transferir tudo para o Shikamaru, tudo bem para vocês?
— Contanto que depois nos informe de tudo... – dizia Hanako percebendo que iria esperar.
Mesmo com seu poder aumentado 10 vezes Ino ainda levarias varias horas investigando a mente desse homem, e para os 5 kages presentes essas horas seriam decisivas para o futuro que viria.
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— Essa é a maior lanchonete de Konoha – disse Sarada mostrando o prédio – aqui tem quase tudo, se estiver com pouca grana pode vir comer aqui.
— Eu sei de outro lugar famoso em Konoha, mas não me lembro o nome – dizia Shinta – é o lugar onde o Hokage sempre come.
— Ah sim, é o Ichiraku Ramen! – disse Sarada – realmente é o lugar mais famoso de Konoha.
Sarada guiou o Shinta até o restaurante Ichiraku, o menino surpreendeu-se em ver um grande restaurante com uma área que parecia feita exclusivamente para servir Ramen numa bancada, Sarada explicou que mesmo ampliando e diversificando o antigo dono fez questão de manter uma parte tradicional.
— Eu soube que alguns nobres já viajaram de outros países só para experimentar este ramen lendário – dizia Shinta.
— Eu não sei se isso é verdade, mas é verdade que muitos turistas vem aqui na esperança de ver o Hokage-sama – respondeu Sarada – bom, nos dias de folga ele vem aqui mesmo.
Shinta convidou Sarada para comer com ele, ela recusou mas ele insistiu e já foi pagando uma tigela de ramen pra ela, Sarada suspirou e sentou-se no banquinho para comer o ramen que ele pediu.
— Para mim é um sonho estar em Konoha – dizia Shinta enquanto comia – eu nunca vi tantas coisas legais assim!
— Não era feliz em sua vila? – perguntou Sarada.
— Eu cresci lá, então não posso dizer que era infeliz, mas era uma pequena aldeia com 3 dúzias de ninjas – explicava ele – eu sempre quis conhecer uma das vilas principais, são elas que fazem a historia.
— Não é um pensamento totalmente errado, mas eu acho que escrever a historia com as próprias mãos é bem melhor – disse ela – por isso eu quero ser Hokage, eu vou reescrever a historia do clã Uchiha.
Sarada surpreendeu-se por estar falando dos seus sonhos com um estranho, ela nunca foi de se abrir assim com alguém, mesmo assim ela não achou ruim, ela na verdade via a cara do Shinta de quem a achava uma pessoa incrível agora.
— Você quer ser Hokage? Isso é incrível! – dizia ele – mas qual é o problema com a historia do clã Uchiha?
— Se você não sabe leia os livros de historia shinobi, é muita coisa pra explicar – respondeu ela ajeitando os óculos.
— Então deixa pra lá, esse ramen tá uma delicia! – disse ele virando o prato para beber o caldo.
— “De certa forma ele é cabeça-oca como o Boruto” – pensou ela vendo-o tão simplista.
Como se o tivesse invocado Sarada percebeu a presença do Boruto atrás dela, ele a encarava como se estivesse se perguntando o que ela fazia no Ichiraku, mas os olhos dele voltaram-se para o menino ao lado dela que parecia muito entretido para nota-lo.
— Quem é esse aí? – perguntou Boruto meio áspero.
— É o Shinta, ele vai morar em Konoha agora – respondeu Sarada notando o tom do outro – e o Kakashi-sensei me pediu para mostrar a vila a ele.
— heer?... e de que vila ele veio? – perguntou Boruto vendo a bandana dele.
— Eu sou da vila do trevo, no país verdejante – respondeu Shinta tentando ser amigável com ele.
— Nunca ouvi falar – disse Boruto.
— Como se você soubesse alguma coisa de países e suas vilas ninjas – rebateu Sarada – o que é que você quer afinal?
— Não é nada, ia ter uma festa no clã Hyuuga mas a mamãe sumiu – disse Boruto – ela nem preparou o almoço, então eu vim comer aqui.
— Deve ter sido o parto da Mika-san, eu soube que o bebê dela nasceu hoje – explicou Sarada – minha mãe falou alguma coisa sobre o time 8 reunido no hospital.
— O filho do Shino-sensei nasceu hoje!? – perguntou Boruto surpreso – será que nasceu de um casulo igual a um inseto.
— Eu tô boiando aqui... – disse Shinta rindo sem jeito.
— O filho de um sensei nosso nasceu hoje – explicou Sarada.
— E o papo de casulo? – perguntou Shinta sem entender.
— Ele é daquele clã dos insetos – respondeu Boruto – eu pensei que eles botavam ovos.
Os dois terminaram o ramen e Sarada o chamou para mostrar o resto da vila, enquanto andavam perceberam que Boruto estava bem atrás, Sarada fez um som com a boca e se virou para o outro.
— O que você quer agora? – perguntou Sarada já irritada.
— Eu não tenho nada pra fazer agora – respondeu Boruto virando a cara.
— E por causa disso você está nos seguindo? – perguntou ela.
— Será que ele está preocupado com você? – perguntou Shinta – esse é o jeito de alguém com ciúmes.
— O que você disse!? – perguntaram os dois ao mesmo tempo.
Shinta recuou quando sentiu que corria perigo, mas ele tinha um sorriso na cara de quem gostava de provocar os outros, deixando o assunto de lado Sarada continuou a excursão por Konoha.
Com exceção dos locais restritos e dos pontos irrelevantes, Sarada mostrou toda Konoha para Shinta, Boruto ia com eles explicando qualquer ponto que ele conhecia, mas na maior parte do tempo era Sarada quem dava as informações.
— E aqui foi onde nossos pais se tornaram gennins – disse Sarada mostrando a área de treinamento – o pai dele foi amarrado naquele tronco.
— Por que você só lembra dessa parte? O seu pai foi enterrado até o pescoço no chão pelo Kakashi-sensei! – disse Boruto irritado.
— Pra mim é uma surpresa que o Hokage fosse considerado o pior aluno da academia – dizia Shinta.
— O filho puxou esse lado dele – comentou Sarada.
— Hei! Comparado ao meu pai eu sou um gênio! – disse Boruto irritado – espera... não é isso... eu...
— hahahaha se não fosse sua cara ninguém diria que você é filho do Hokage! – disse Shinta rindo.
— Você tá querendo apanhar? – perguntou Boruto rosnando.
— Nada disso, eu gostei de vocês – disse ele – vamos ser amigos ok?
Boruto suspirou e aceitou apertar a mão dele, como se fosse um desafio ele lançou um olhar sério para Shinta que respondeu da mesma forma.
— Então parece que já somos rivais – disse Shinta.
— Rivais? Em quê? – perguntou Boruto confuso.
— Pela Sarada, o que mais seria? – disse ele como se fosse obvio.
No segundo seguinte ele levou um cascudo que quase o afundou no chão, agachado no chão ele segurava a cabeça que vibrava com o golpe, a Uchiha estava atrás dele com o punho firme e Boruto recuava.
— Mais um comentário como esse e você vai conhecer a minha mãe no hospital – avisou Sarada estralando os dedos – e vai ser na UTI!!
— Você por acaso gosta de sofrer? – perguntou Boruto em modo defensivo.
— Onii-chan!! – gritou alguém que vinha de longe.
Boruto viu Himawari correndo em sua direção, a menina ao alcança-los cumprimentou Sarada e entregou uma marmita para o irmão.
— São os doces da festa, eu guardei alguns pra você – disse ela com um sorriso adorável.
— Que legal, valeu Hima! – agradeceu Boruto salivando.
— E quem seria essa? – perguntou Shinta já se levantando.
— Nem sequer pense nisso!! – disse Boruto segurando-o pela gola da roupa.
— Oi! Eu sou Hyuuga Himawari, irmã do onii-chan – respondeu ela – e quem é você?
— Ele é um novo morador da vila, é um pouco abusado mas é gente boa – disse Sarada – eu espero que esse seja o único defeito dele.
— n-na-não se preocupe, eu não sou esse tipo de cara – disse ele meio nervoso.
— Bem, acho que eu posso dividir um pouco disso com você – disse Boruto oferecendo alguns dos doces.
Todos eles repartiram os doces e ficaram ali falando sobre historias que tinham, Boruto e Sarada falavam sobre as missões que participaram, Shinta não tinha muito para falar sobre isso mas contou sobre suas missões até agora, pelos relatos dele Sarada podia medir seu nível e entender por que ele foi enviado para o intercâmbio.
— Fica até estranho a vila do trevo abrir mão de um gennin tão bom – comentou Sarada.
— Her? Será que ele não está inventando tudo isso? – provocou Boruto.
— Gostaria de testar o meu nível? – perguntou Shinta em desafio.
Boruto não recuou do desafio e se preparou para enfrenta-lo, rapidamente os dois se posicionaram para lutar enquanto as duas garotas sentavam nos troncos para assistir.
— Para quem você vai torcer Sara-nee? – perguntou Himawari.
— Eu não me importaria de ver o Boruto com a cara no chão hoje – respondeu ela cruzando os braços.
— Pois eu vou torcer pelo onii-chan – respondeu a outra na maior inocência.
Quando os dois iam começar a lutar Sarada percebeu um movimento rápido na direção deles, subitamente três agentes da ANBU apareceram no local, a presença deles certamente era preocupante.
— Uzumaki Boruto, afaste-se dele – ordenou um deles com uma voz inflexível.
— Espera pessoal, isso foi um mal entendido – disse Sarada imaginando a situação – o Boruto e o Shinta só iam fazer um amistoso, eles não iam...
— Não se trata disso, estamos aqui para levar o gennin chamado Shinta sob custodia – respondeu outro – aparentemente ele não é quem diz ser.
Sarada e Boruto olharam para Shinta, e o jovem gennin estava com uma cara de que não sabia o que dizer diante dessa situação, os agentes da ANBU então se prepararam para efetuar a captura.
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— É assustador, saber que uma pessoa em quem você confia é um traidor – comentava Byakko – quando o meu irmão matou o nosso pai eu não conseguia acreditar que aquilo era a realidade, eu fortemente esperava que fosse um pesadelo.
— E pensar que esses caras estão plantados em todos os lugares... – Naruto bebeu um gole de sakê para relaxar.
Ele se referia aos espiões da juugetsu, já era sabido que eles estavam em todos os lugares, mesmo assim nunca era fácil lidar com isso.
O pior de tudo é que esses espiões não são pessoas que se infiltraram, eram pessoas que sempre estiveram ao seu lado, alguns são seduzidos com promessas de poder, outros por ilusões de sonhos e desejos realizados, alguns queriam vingança por algum motivo, e outros mais terríveis o faziam por simples prazer.
Com o seu modo bijuu Naruto era capaz de sentir o que havia no coração das pessoas, mas mesmo que uma pessoa cruel ou má intencionada aparecesse na sua frente nada podia ser feito, ele já viu inúmeras vezes pessoas que podiam fazer o mal acreditando ser o certo, ou guardavam rancor em seus corações mesmo que quisessem ser boas, ele próprio teve que confrontar a escuridão em seu coração para conquistar esse poder, se ele já teve trevas na alma ninguém estava isento disso.
— O que vai acontecer agora? – perguntou Byakko.
— Isso depende muito do que for descoberto, em geral vamos reunir informações e trabalhar sobre isso – explicou Naruto – eu não sei bem como isso é feito, essa área não é... minha especialidade.
— Bom, eu também só sei lutar, ultimamente como daimyo eu estou aprendendo sobre politica – explicou Byakko – normalmente é a Shion quem me ajuda com assuntos políticos, sempre podemos contar com nossos aliados.
E era justamente por isso que a aliança shinobi funcionava tão bem, superando as expectativas iniciais a confiança mutua e os objetivos em comum ajudaram a formar um laço que eles jamais tiveram no passado, a verdadeira força da aliança shinobi era a capacidade de trabalharem juntos e superar qualquer dificuldade.
— Hokage-dono, Byakko-sama, vocês estão sendo chamados na sala de reunião – disse um samurai na porta.
Agradecendo o aviso os dois seguiram até a sala de reunião, os outros kages assim como seus acompanhantes esperavam por eles, Ino estava sentada num canto um pouco suada e ofegante, Shikamaru parecia que ia ter uma enxaqueca e já tomava uma aspirina.
— Vocês estão bem? – perguntou Naruto preocupado.
— Se eu estou bem? Eu praticamente fiz download de todas as memorias daquele cara dos últimos 10 anos! – disse Ino com um tom sarcástico – e ao mesmo tempo eu ia fazendo upload na cabeça do Shikamaru, definitivamente eu vou pedir um aumento!
— Eu estou “deletando” tudo que não for relevante e pegando só aquilo ligado à juugetsu – dizia Shikamaru – eu ainda preciso por tudo em ordem e reunir com o que sabemos até agora.
— É bom mesmo que você só pegue o que importa, mesmo sendo só um chuunin ainda assim ele tem informações confidenciais – dizia a Tsuchikage – eu estou arriscando os segredos da vila com isso!
Shikamaru explicou aquilo que ele podia revelar aqui e agora, ele contou que a juugetsu tem uma base em cada país das 5 nações e algumas outras escondidas por aí, mas a principal base deles ficava em outra dimensão, exatamente como todos eles temiam.
— Atualmente só Uchiha Sasuke tem o poder de viajar entre as dimensões – dizia Chojuro – significa que Konoha vai liderar a caçada?
— Não é tão fácil viajar entre as dimensões, algumas só podem ser alcançadas em determinadas épocas do ano – explicou Naruto – sem saber qual dimensão eles estão usando a busca levaria muito tempo.
— E se o Sasuke ficar fazendo buscas eles podem notar e usar isso contra nós – disse Shikamaru – por enquanto vamos limpar nossos quintais, depois nos preocupamos com o resto.
— Então tudo o que vamos fazer agora é atacar a base que eles têm no país da terra? – perguntou Hanako – podemos cooperar, mas e quanto as outras bases pelo continente?
— Antes disso há algo mais importante para fazermos – anunciou Shikamaru.
Todos olharam para ele, Shikamaru odiava ter que lidar com tantos problemas de uma vez, ainda mais com sua cabeça latejando, mas era imprescindível que ele expusesse a situação agora.
— Existe uma base da juugetsu que este cara soube por acaso, uma onde eles arrebanham novos seguidores – explicou Shikamaru – uma vila inteira que fica nas montanhas, pelo que ele sabe alguns membros do topo da juugetsu revezam sua permanência lá.
— Os membros do alto escalão da juugetsu? Talvez o líder apareça lá ocasionalmente – disse Darui – definitivamente este seria um alvo prioritário, quando atacaremos?
— Duas semanas, não vamos esperar mais do que isso – disse Naruto surpreendendo os outros – se pegarmos um dos membros da liderança podemos descobrir onde ficam as outras bases deles, vamos acabar com essa organização o mais rápido possível.
— Que raro você ansioso por uma guerra total – comentou a Tsuchikage – geralmente você aconselha a usar a força como ultimo recurso.
— Não é que eu esteja ansioso pra lutar, eu só estou com um mau pressentimento sobre isso – respondeu Naruto – eu sinto que se deixarmos a juugetsu agir primeiro vamos no ferrar como foi com a akatsuki.
A opinião do Naruto deixou um gosto amargo na garganta de todos assim como em suas barrigas, no caso da akatsuki as 5 nações não deram a devida atenção e permitiram que a organização quase acabasse com eles, ninguém sabe o que a juugetsu quer de verdade mas a sensação que ela passava era a mesma da akatsuki.
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A situação que até agora estava tranquila e alegre tornou-se sombria, os três agentes da ANBU pareciam querer capturar o jovem que chegara ainda hoje em Konoha, para Sarada isso só poderia ser algum tipo de engano.
— Hei caras! Não podem simplesmente chegar e querer arrastar alguém – dizia Boruto que foi o primeiro a agir – ao menos deem alguma explicação sabe?
— Já avisamos, saia de perto dele Uzumaki Boruto – repetiu o primeiro agente – e todos vocês saíam daqui agora mesmo.
— Boruto, não fique no caminho da ANBU, eles não vão pegar leve com você mesmo sendo filho do Hokage – alertou Sarada – eu tenho certeza que foi algum engano, deixe que eles façam seu trabalho pra isso ser esclarecido.
— E por que você não fala nada? – perguntou Boruto olhando para Shinta atrás dele – sabe como esses caras são assustadores? É melhor falar logo que foi um engano ou...
Um dos agentes pulou por cima de Boruto para tentar derrubar Shinta, no mesmo instante o jovem saltou pro lado evitando o ataque, com um shunshin no jutsu outro agente apareceu atrás dele e tentou envolve-lo em correntes, Shinta foi pego pelas correntes mas num instante ele sumiu deixando um tronco em seu lugar.
— Kawarimi no jutsu? E um no nível suficiente pra enganar um agente da ANBU? – perguntou Sarada boquiaberta – esse não é o nível de um gennin, apenas quem...
— Ah cara, me avisaram que infiltrar em Konoha era dureza, mas eu não esperava que me descobrissem tão rápido! – dizia Shinta com a mão na cara – assim nem teve graça, e logo quando achei que ia conseguir uma boa fonte de informação!
A atmosfera ao redor dele mudou completamente, ele não parecia mais um gennin sem noção e engraçado, ele tinha a aura de um assassino frio e calculista, mesmo cercado por três agentes da ANBU ele permanecia com um sorriso, como se estivesse prestes a participar de um jogo empolgante.
— Esse nível de habilidade... eu diria que ele tem nível de jounin – comentou o ANBU com mascara de cachorro.
— O que significa que não precisamos pegar leve com ele – respondeu o ANBU com mascara de pássaro.
— Para enfrentar três ANBU eu é que não posso pegar leve – disse ele retirando a bandana – vou ter que ir com tudo desde o inicio.
Quando ele retirou a bandana um olho se abriu em sua testa, imediatamente os três agentes ficaram em alerta e aumentaram um pouco a distância entre eles, Sarada ficou com uma cara de quem viu um fantasma e Boruto não entendia a situação à sua frente, ele só estava preocupado em proteger Himawari que estava do seu lado.
— Um sharingan na testa, meu pai me avisou sobre esses caras – disse Sarada suando frio – uma organização chamada juugetsu – são extremamente perigosos!
Estando diante de um membro da juugetsu os ANBU desistiram de leva-lo vivo, se ele fosse como os outros assim que fosse capturado sua cabeça explodiria, o primeiro deles conjurou uma shuriken gigante e atirou contra ele para testar sua reação, outro agente (que estava atrás de Shinta) se moveu para ataca-lo com sua espada curta, mas o garoto simplesmente não deu um passo sequer.
— Acho que o primeiro vai ser agora – disse Shinta com um sorriso cruel no rosto.
Todos viram a shuriken gigante desaparecer antes de chegar até o alvo, mesmo que isso por si só fosse absurdo o que realmente surpreendeu a todos foi ver o agente que atacava cair no chão, ao olharem para ele todos viram a shuriken que tinha desaparecido cravada em suas costas.
— O quê!? Como isso aconteceu!? – perguntou Boruto surpreso.
— Eu não sei, mas tem algum truque nisso ligado ao sharingan dele – disse Sarada ativando seu próprio sharingan – Hima-chan, use o seu byakugan também, precisamos estar preparados pra tudo!
— Ok Sara-nee! – disse a menina ativando o seu doujutsu.
As duas ativaram seus doujutsu e observaram tudo o que se desenrolava, Shinta pegou a espada do agente morto e avançou na direção daquele que lançara a arma antes, este vendo o ataque frontal conjurou uma espada larga e se preparou para intercepta-lo, quando ele chegou ao seu alcance atacou com força total usando a espada larga.
— Fácil demais – disse Shinta sorrindo de novo.
Dessa vez foi o próprio Shinta que desapareceu no ar, na verdade Sarada viu algo como um buraco invisível se abrindo na frente dele e permitindo que ele passasse, ao mesmo tempo um buraco igual se abriu por cima do agente da ANBU e Shinta saiu por esse buraco, atacando por cima ele desceu fazendo um rasgo no agente jorrando sangue fartamente.
— Isso é jikuukan ninjutsu (ninjutsu de tempo/espaço)! – disse Sarada lembrando do que aprendeu na academia – o poder do sharingan dele é abrir portais!
— Entendo, um ninjutsu desse nível só pode ser obra de um mangekyou sharingan – disse o agente restante – isso significa que você faz parte da elite da juugetsu, é muito difícil lidar com esse tipo de ninjutsu.
— De fato, é sempre mais fácil de usa-lo quando o oponente não sabe como funciona – comentou Shinta – por isso sempre guarde uma surpresa para quando o oponente descobre o seu jutsu.
O mangekyou na testa dele brilhou novamente e o agente ANBU sentiu como se o chão tivesse desaparecido dos seus pés, na verdade o portal foi aberto embaixo dele e a outra abertura ao lado de Shinta, o agente caiu bem ao lado dele e num instante Shinta enfiou a ponta da espada através de sua mascara, as três crianças assistiram incrédulas os agentes da ANBU serem aniquilados em poucos minutos, e por alguém da idade deles.
— Isso foi fácil demais – disse o menino limpando o sangue da lâmina – agora é a vez de vocês.
Continua.
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