Mirai no Monogatari
73 Especial VII
Notas iniciais

— Bom trabalho em sua missão, Suzu – elogiou Shino.
— Foi muito fácil – respondeu a menina com certo orgulho.
— Tome cuidado com a arrogância, ela pode ser a pior inimiga de um ninja – aconselhou ele – você deve encarar qualquer missão com seriedade, isso por que...
— Pai, eram só bandidos que atacam vilarejos – respondeu ela – nenhum gennin perde pra esse tipo!
Shino suspirou um pouco, sua filha era uma gennin muito talentosa e acima da média, mas a personalidade dela era um pouco problemática, na maior parte do tempo tinha um comportamento exemplar, mas muitas vezes agia como um moleque.
— O conselho do clã tomou uma decisão, eles querem avaliar suas habilidades – dizia Shino – se você obtiver sucesso eles recomendarão uma promoção para você.
— Isso é sério!? Legal!! – disse ela empolgada.
O motivo disso é que Suzu já tinha prestado o exame chuunin uma vez, mas devido a uma serie de fatores ela acabou falhando, para não ficar tão atrasada os membros do clã Aburame queriam que ela cumprisse uma missão de nível superior, se ela conseguisse sua promoção estaria praticamente garantida.
— Estamos acertando os detalhes com a Hokage-sama, mas provavelmente você receberá uma missão em dois dias – explicou Shino – então por favor durante esse tempo treine suas habilidades, principalmente as que sempre teve dificuldade.
— Entendido, eu vou me esforçar para dominar aquele jutsu – respondeu ela curvando-se um pouco – mas eu vou precisar da ajuda do tio Kenta.
— Acho que ele já voltou de sua missão, pergunte a sua mãe sobre isso – pediu Shino.
A menina agradeceu e saiu cantarolando pelos corredores da casa, estava muito empolgada com a ideia de ser promovida à chuunin, procurando pela mãe ela logo a achou arrumando as coisas em casa.
— Oi mãe, sabe se o tio já voltou? – perguntou ela.
— Então você já chega fazendo perguntas, nem me cumprimenta direito, nem me fala como foi sua ultima missão...
— ahahahaha desculpe mãe, a missão foi bem fácil – respondeu a menina rindo sem graça – o sensei já foi se reportar com a Hokage-sama.
— Se você está procurando o seu tio significa que já soube da decisão? – perguntou Mika.
— Sim, o meu pai me contou sobre a decisão do conselho – respondeu a menina.
— Ele também me falou sobre isso, parece que você tem potencial para ser a nova líder do clã – explicou Mika – eu confio que você tem capacidade para isso.
— Eu não sei se quero ser líder do clã, eu ainda quero conhecer muito do mundo – respondeu Suzu – existe tanta coisa nova lá fora, eu quero conhecer tudo!
Mika entendia esse sentimento em sua filha, ela mesma viveu nas montanhas sua infância inteira, se ela jamais tivesse deixado as montanhas jamais teria vivido tanto, ela conheceu Konoha e nesta vila o homem de sua vida, ela fez sua família e gerou esta menina.
Por isso quando sua filha disse querer conhecer o mundo ela só pôde sorrir, então respondendo a duvida da filha ela informou que Kenta já havia voltado, Suzu agradeceu e saiu correndo para visitar o seu tio na casa dele.
— Então para ela subir no rank ninja é só um meio para alcançar seu objetivo – dizia Shino abrindo uma porta.
— Isso é verdade, quando ela for jounin poderá conhecer lugares e pessoas que nunca viu antes – disse Mika levantando-se – é importante ter sonhos, e correr atrás deles mais ainda.
— Pensando bem eu nunca tive um sonho que eu realmente quisesse conquistar – comentou Shino – eu simplesmente segui minha vocação, fiz o que era natural para mim.
— E será que agora você não tem nenhum sonho? – perguntou Mika interessada.
— Vejamos... eu gostaria de ver minha filha como jounin – respondeu ele – e reconhecida por todos como a melhor.
— Então vamos esperar não é? Quem sabe ela está dando o primeiro passo nessa direção? – sugeriu Mika.
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Após deixar o clã Aburame Suzu procurou seu tio, Kenta na verdade morava em um apartamento com sua esposa, após tocar a campainha ele logo atendeu e ficou surpreso em vê-la.
— Ora ora, o que foi que aconteceu para vir me visitar a essa hora? – perguntou ele curioso.
— Tio, você me ajuda a treinar o meu jutsu? – perguntou ela com um belo sorriso.
— Agora? Quero dizer, eu voltei hoje de uma missão – dizia ele coçando a cabeça – eu estava ansioso para cair na cama.
— É serio tio! Em breve eu vou sair numa missão importante – justificava ela – eu preciso dominar o meu jutsu até lá!
— Vá ajuda-la Kenta, oportunidades assim devem ser aproveitadas – dizia Chiyo aparecendo atrás dele – quando você voltar eu lhe faço uma massagem bem gostosa.
— Eu não sou mais criança sabia? – brincou Suzu – eu sei exatamente o que você vai dar pra ele.
— Aproveite e dê uma surra nela para ensina-la a não ser abusada – pediu Chiyo.
— Pode deixar – ele foi buscar seu equipamento enquanto Suzu ria da careta que Chiyo fez.
Depois de se equipar Kenta e Suzu seguiram para uma área de treinamento, a essa hora da noite elas estavam vazias e fechadas, mas Kenta como um jounin de elite podia acessa-las com facilidade, mesmo sendo a área de treinamento acima do monte Hokage.
— Por que está com esse sorriso? – perguntou Kenta estranhando as atitudes dela.
— Ora, treinar é divertido – respondeu ela inocentemente.
Kenta pensou que sua sobrinha nem de longe parecia uma Aburame, ela era alegre e espontânea, muito motivada e espirituosa, também tinha ímpeto para lutar e desenvolver jutsus, o problema era quando se empolgava demais e perdia a noção das coisas.
— Então se você cumprir a missão estará um passo mais perto de ser promovida? – perguntou Kenta após ouvir a historia dela – boa sorte pra você.
— Como foi a sua promoção? – perguntou ela – parece que você também não passou de primeira.
— Não mesmo, eu era indisciplinado e afobado – respondeu ele rindo – meus colegas passaram, mas eu tive que fazer o mesmo que você.
— O conselho do clã disse que eu tenho potencial para ser a próxima líder – comentou Suzu.
— Quando foi que os sacos de insetos aprenderam a fazer piadas? – perguntou Kenta rindo – e você o que acha disso?
— Um saco! Não vou ficar cuidando do ninho e nem gerando lavas-rainhas – respondeu ela – eu quero conhecer o mundo, descobrir coisas novas!
— Muito bem, apenas pessoas fortes são capazes de seguir em frente! – dizia Kenta se empolgando – então me mostre o que você sabe fazer!
Kenta fez dois bunshins e os dois avançaram atacando por lados diferentes, Suzu ergueu os braços e de suas mangas o enxame de kikaichuus formou uma barreira circular ao redor dela, imediatamente os dois bunshins pararam o seu avanço.
— Tengai Hōjin (Formação do Método da Cobertura) – disse Suzu concentrando-se.
— A barreira viva que combina ataque e defesa, é semelhante ao poder do godaime Kazekage – avaliava Kenta – mas diferente dele essa defesa não é automática, ela precisa de comandos.
Os dois bunshins começaram a arremessar kunais contra a barreira, com o comando de Suzu a barreira se adaptava ao ataque mudando o fluxo e a velocidade dos insetos, com isso a barreira conseguia repelir as kunais facilmente.
— Vamos ver como você se sai com ninjutsu agora – disse Kenta fazendo os selos – Katon! Entenka no Jutsu (Envoltório de Chamas)
Kenta cuspiu chamas que correram pelo chão e circularam em volta da barreira, lembrando do que aprendeu Suzu modificou a barreira, ela criou mais uma camada em volta das chamas girando em direção oposta da primeira camada, isso criou uma vácuo que apagou as chamas.
— Muito bem, agora um tiro direto – avisou Kenta.
Os dois bunshins atiraram seus jutsus diretamente contra a barreira, Suzu não teve tempo de analisar ou ajustar a barreira e por isso as chamas a atravessaram, a garota ficou bem mesmo que meio chamuscada.
— Parece que você continua tendo problemas para agir mais rápido – disse Kenta quando os dois bunshins se desfizeram – no campo de batalha o oponente não vai lhe dar tempo para pensar calmamente, precisa saber agir instintivamente.
— Eu ainda estou trabalhando nisso – respondeu ela – deveria ser fácil para um Aburame saber agir por instinto, afinal vivemos com insetos.
— Por mais que queira você sempre vai ser humana – respondeu o seu tio – então vamos trabalhar na sua ofensiva.
— Beleza! Eu tenho um jutsu novo para isso também! – respondeu ela mais empolgada.
— “Mas já? Não faz nem 10 dias que ela me mostrou um novo” – pensou ele surpreso – muito bem, vamos ver do que você é capaz, me mostre esse novo jutsu!
Ao longe, dentro de uma das torres de vigilância, dois chuunin que cumpriam seu turno viram um clarão verde no topo do monte Hokage, eles imediatamente ligaram para a central de segurança e avisaram sobre isso, mas o responsável disse para não se preocuparem, era só Kenta e Suzu treinando.
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— Que cara é essa? – perguntou Sarada observando o gennin diante dela.
— Vamos sair numa missão com essa esquisita? – perguntou o menino olhando torto pra Suzu.
Suzu que usava as típicas lentes escuras do clã Aburame olhou para o gennin ao lado dela, na verdade ela e outros dois foram destacados para essa missão, aparentemente um deles não gostou nem um pouco de participar de uma missão com uma Aburame, e deixava isso claro para todos os presentes.
— Talvez você deva repensar sua forma de tratar os outros – avisou ela – especialmente quando você se dirige a alguém que pode encher seu saco de dormir com formigas.
— Eu gostaria que vocês parassem com isso – avisou Sarada – eu vou explicar a missão assim que o jounin chegar.
Os gennins sentaram-se no canto da sala da Hokage, Sarada voltou a trabalhar em seus papeis, enquanto a Hokage trabalhava Suzu a observava atentamente, ali estava um dos ninjas mais fortes do mundo, que já viu e fez de tudo sendo reconhecida mundialmente, esse era o tipo de pessoa que Suzu queria ser.
— Qual é o problema desse jounin? Já estamos parados aqui há meia-hora! – reclamou uma das crianças.
— Quer parar de reclamar? A Hokage-sama vai brigar com a gente! – sussurrou o outro menino.
Levou mais 15 minutos para o jounin responsável chegar, assim que a pessoa entrou tomou uma boa bronca da Sarada, a mulher de cabelo acinzentado riu sem graça pedindo desculpas.
— Você sempre faz isso, quando é que vai aprender? – reclamou Sarada.
— hahahaha foi mal, eu estava distraída com algumas coisas – respondeu a mulher – eu acho que é tradição de família.
— Minha mãe reclamava do péssimo habito que seu pai tinha – disse Sarada suspirando – quando aceitei ser sua sensei não pensei que descaso fosse hereditário.
Esta era Hatake Rin, a filha do jounin mais famoso de Konoha, no passado ela foi aprendiz da mulher que anos mais tarde se tornaria a nova Hokage, para muitos foi uma sequência inédita, o pai dela treinou a mãe e o pai de Sarada, e anos mais tarde Sarada treinou a filha dele.
— Hatake Rin?! A jounin lendária!? – disse Suzu – que sorte!!
— Hã? Sorte por quê? – perguntou Rin curiosa.
— Eu vou poder sair numa missão com uma jounin lendária! – respondeu Suzu como se fosse obvio – não é a melhor coisa que um gennin pode querer?
— Tem certeza que ela é uma Aburame? – perguntou Rin rindo.
— Ela nasceu com defeito, culpa do sangue Uzumaki – respondeu Sarada – agora que você chegou eu vou explicar a missão para o time.
A missão que o time liderado por Rin pegaria era de investigação, pessoas de um vilarejo encontraram uma caverna na região onde moravam, algumas crianças decidiram explorar a caverna e não voltaram mais, por isso os serviços de Konoha foram requisitados.
— Vocês irão até o local do incidente e investigarão a tal caverna – terminava Sarada – a capitã jounin é mais que suficiente para isso, mas os gennins serão o apoio e cuidarão de qualquer eventualidade.
— Pode contar conosco Hokage-sama – disse Rin curvando-se levemente – muito bem crianças, me encontrem na saída da vila em uma hora!
Esse era o tempo que elas tinham para se preparar, rapidamente os três gennins saíram enquanto Rin pegava as ultimas instruções com a Hokage.
— Então aquela é a Aburame Suzu? Eu nunca tive a chance de vê-la em ação – dizia Rin pegando os documentos referentes a missão – eu ouvi dizer que ela é um gênio, com habilidades nunca vistas no clã Aburame.
— Conhece o Uzumaki Kenta? Ele estava treinando com ela há dois dias – começou Sarada – ontem ele estava recebendo tratamento para queimaduras.
— Queimaduras? Ela fez isso nele? – perguntou Rin surpresa – eu já trabalhei com o Kenta, ele é um jounin de elite e com uma força incomparável!
— Ele já está bem agora, mas quando eu perguntei sobre o que aconteceu ele riu – continuou Rin – disse que sua sobrinha seria mais poderosa que ele com o tempo.
Isso era algo que só pessoas muito fortes podiam entender, quando se olhava para alguém cheio de potencial dava pra dizer até onde sua força iria no futuro, quando se acompanhava de perto esse crescimento mais preciso era o palpite, por isso quando alguém como eles dizia isso não era um blefe ou uma aposta infundada, era quase uma certeza.
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— Estamos chegando ao local do incidente – avisou Rin – daqui em diante vocês devem dobrar a atenção.
Os três gennins responderam à ordem e seguiram atentos, de Konoha até o local da missão eles gastaram um dia e meio, eles tinham um mapa detalhado da região e a posição aproximada da caverna suspeita, agora era só uma questão de descobrir o que houve e resgatar as crianças desaparecidas se possível.
Sabendo onde a caverna deveria ficar Rin mandou os três gennins se espalharem e avançarem numa formação reta, o objetivo era localizar a entrada da caverna o mais rápido possível, depois de uma hora procurando um dos gennins encontrou a caverna.
— Por aqui capitã, eu achei! – alertou o jovem.
— Bom trabalho Tadashi, agora prestem atenção – instruiu ela – eu seguirei na frente e vamos avançar em formação reta, distância de 1,5m entre um e outro.
— Assim se tiver uma armadilha evitaremos que todos caiam nela não é? – perguntou o outro gennin.
— Exatamente Rojou-kun, se eu parar vocês param imediatamente, se eu correr vocês fazem o mesmo – explicou ela – sempre estejam prestando atenção na pessoa à sua frente, a Suzu vai no fundo já que ela pode usar os kikaichuus para cobrir sua retaguarda.
Assim como ela instruiu todos seguiram para dentro da caverna, Rin seguia na frente com uma lanterna bem forte, cada um dos gennins seguia logo atrás com outras lanternas mais fracas, Suzu que ia no fundo seguia prestando atenção nas costas dos outros e com os kikaichuus logo atrás dela, mas algo lhe chamou a atenção.
— Capitã, eu creio que essa caverna foi escavada por algum tipo de verme gigante – avisou ela.
— Verme gigante!!? – disse um dos gennins surpreso.
— Fique quieto Rojou, a Suzu está certa – disse Rin – eu já tinha notado que os tuneis desta caverna são regulares demais, cavernas naturais são rachaduras na terra afinal.
— Então tem um verme gigante cavando um túnel deste tamanho aqui? – perguntou Tadashi nervoso.
— É uma possibilidade, mas a menos que seja uma besta demoníaca um verme gigante não atacaria pessoas – explicou Suzu – além disso ele procuraria terra fofa e não rocha solida.
— Vamos assumir a pior possibilidade: que esse verme gigante foi invocado ou criado por alguém – disse Rin – então podemos estar entrando na toca de algum inimigo.
Eles seguiram em frente cautelosos até encontrarem bifurcações, sem ter ideia de para onde ir eles fizeram marcações no caminho por onde vieram e seguiram por um dos caminhos, logo acharam outra bifurcação.
— Assim não dá, isso tá começando a se tornar um labirinto – disse Rin – não temos tempo para explorar todos os tuneis.
— Eu posso usar um jutsu que ressoa com a terra, assim eu posso mapear o caminho em frente – comentou Rojou.
— Hã? E por que não usou isso antes!? – perguntou Tadashi com raiva.
— Por que eu envio chakra como uma onda, isso alertaria qualquer um no caminho – respondeu ele irritado – principalmente animais, você quer o tal verme gigante vindo atrás da gente?
— A essa altura já não importa mais ser tão discreto, eu assumo a responsabilidade – disse Rin – use o seu jutsu.
Com o comando dela rojou concentrou seu chakra na mão e bateu o punho no chão, uma onda azul se espalhou pelo túnel que seguiam em todas as direções, após um minuto as ondas voltaram e assim Rojou tinha um mapa mental dos caminhos por 500m.
— Alguns são becos sem saída, outros se ligam mais a frente – explicou ele usando uma kunai para desenhar o mapa na parede – mas tem um que vai além do meu alcance, acho que esse é o caminho certo.
— Vamos continuar fazendo marcações pelo caminho só por segurança, seguiremos o caminho que Rojou indicou.
— Seu jutsu é bem legal Rojou-kun – comentou Suzu atrás dele – é igual a habilidade dos morcegos para se localizar não é?
— Hã? É mais ou menos isso – respondeu ele meio sem jeito – em vez de ondas sonoras ele usa chakra, por isso não tem risco de interferência, mas em compensação alertaria qualquer um do seu uso, principalmente rastreadores.
Com a ajuda dos gennins o time chegou ao centro da caverna, na verdade uma área que foi escavada para ser ampla e estável, lá dentro encontraram os mais modernos aparelhos eletrônicos e tudo o que se poderia encontrar num laboratório de ultima geração.
— Eu achei que teria mais tempo pra me mudar – dizia um homem sentado diante de um computador – não esperava que Konoha respondesse tão rápido ao pedido de ajuda.
— Então você é o responsável por essa caverna? – perguntou Rin – onde estão as crianças desaparecidas?
— Não é comum pensar que elas já estão mortas? – perguntou o homem girando a cadeira e encarando seus visitantes.
— Pelo que posso ver você é um cientista, e gente como você gosta de ter cobaias para suas experiências – respondeu ela – então a possibilidade delas estarem vivas é bem alta.
— Que jovem jounin perspicaz, é como você disse – respondeu ele aplaudindo – essas crianças descobriram o meu covil, eu sabia que isso atrairia a atenção de Konoha, então estava me preparando para partir.
Ele apertou um botão e três grandes tubos se ergueram do chão, dentro de cada tubo estava uma das crianças desaparecida, inconscientes e boiando dentro de um fluido verde.
— Se devolvê-las ilesas podemos considerar trata-lo bem após prendê-lo – avisou Rin – mas se resistir ou se tiver feito algo irreparável com elas...
— Eu não posso fazer isso, experiências com cobaias humanas é o próximo passo da minha pesquisa – respondeu ele com naturalidade – afinal o primeiro passo ocorreu muito bem!
Ele fez um selo com a mão e uma parede lateral se abriu, um cheiro forte de produtos químicos emergiu desse buraco, Suzu que tinha um olfato sensível tapou o rosto com a mão, mas o que saiu do buraco era bem pior, três monstros marcharam do buraco ficando entre eles.
Uma das feras era um verme gigante com carapaças e uma bocarra cheia de dentes, a segunda fera parecia um tigre gigante, mas ele tinha 6 patas e uma cauda longa e musculosa, a terceira fera parecia um urso inchado com uma boca extra e enorme na barriga.
— Mas que porra é isso? – perguntou Rin perdendo a compostura.
— Meus experimentos usando animais e as células do juubi que obtive no mercado negro – respondeu o cientista com um tom megalomaníaco – ela são as mais novas armas biológicas anti-ninjas, o próximo nível será fortalecer humanos com esse método!
Todas as feras eram medonhas, parecia que sua carne se deformara e por isso não tinham pelos ou outras características, além disso nenhuma delas tinha olhos, pareciam capazes de encontrar suas presas por outros sentidos.
— c-ca-capitã... is-isso é muito pra nós – disse um dos gennins assustado.
— Não se preocupem, eu irei protege-los – respondeu Rin séria.
— Você será um ótimo teste de campo para meus mascotes – disse o homem se levantando – vão minhas crianças, devorem esses ninjas!
As três feras avançaram na direção deles, os gennins recuaram instintivamente ao ver o ataque delas, mas Rin permaneceu onde estava, ela simplesmente sacou as duas espadas curtas que trazia nas costas e logo elas brilharam com o chakra raiton em volta delas.
— Raikiri: Hyakousenka (corte relâmpago: 100 lampejos) – disse Rin assumindo uma postura ofensiva.
Para todos que observavam tudo aconteceu num instante, somente depois que acabou é que os cérebros deles assimilaram o que aconteceu, num espaço de 5 segundos Hatake Rin moveu suas lâminas em alta velocidade produzindo 100 cortes que retalharam tudo em seu caminho, após o ataque ser concluído as três feras que estavam atacando caíram no chão com seus corpos cobertos de cortes profundos e vazando fluidos cinzas.
— Isso... é impossível... – dizia o cientista que mal conseguiu ver o que aconteceu.
— Eu nem conseguir contar, mas pelo nome foram 100 golpes? – perguntou Rojou sem entender – ela pode atacar na velocidade da luz?
— Com isso o seu projeto de ciências foi pro lixo – dizia Rin caminhando na direção do seu alvo – agora é a sua vez.
Quando ela avançou um pouco algo aconteceu, as três feras pareciam estar tendo convulsões, seus ferimentos borbulharam e a carne cicatrizou num instante, os ferimentos delas estavam desaparecendo numa grande velocidade enquanto Rin parecia surpresa e o criador dos monstros gargalhava.
— hahahahahah o maior trunfo das células do juubi é o seu crescimento ilimitado!! – dizia ele triunfante – não importa o quanto você os corte ou esmague, eles sempre irão se regenerar!!
— Maldição, pra lidar com uma coisa dessas... – Rin praguejava irritada.
O cientista deu ordens para suas feras atacarem de novo, tanto o verme como o urso avançaram pra cima da Rin, mas o tigre simplesmente pegou um dos tuneis e saiu correndo.
— O quê? Parece que não tenho controle suficiente sobre aquele – disse o homem suspirando – mas não tem problema, azar de quem cruzar o seu caminho.
— Essa não! O vilarejo é só a 4km daqui! – disse Suzu correndo na direção do túnel que a besta tomou.
— Não vá Suzu! Você não é páreo para aquilo!! – gritou Rin.
— Eu vou atrasa-lo até a capitã chegar! – respondeu Suzu já sumindo no túnel.
Rin tentou ir na direção dela, mas as feras se interpuseram em seu caminho, ela rangeu os dentes de raiva e ordenou que os gennins restantes cuidassem do cientista, com muita raiva Rin entrou em batalha com os dois monstros.
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Suzu perseguiu o monstro pelos tuneis da caverna, usando seus kikaichuus ela conseguiu ficar no rastro dele até sair da caverna, do lado de fora ela avistou o monstro correndo em alta velocidade.
Concentrando o chakra nos pés Suzu acelerou o máximo que podia para alcançar a fera, em sua mente apenas dois objetivos estavam fixados: impedir que a fera encontrasse pessoas inocentes e segura-la até a capitã chegar.
Mesmo se tivesse que dar sua vida para isso Suzu cumpriria sua missão, ao alcançar a fera ela atirou uma kunai que se cravou na traseira do monstro, rapidamente a criatura girou o corpo e saltou na direção dela subitamente.
Usando uma de suas técnicas originais Suzu soprou um jato d’agua fervente em alta pressão, esse jutsu imitava o ataque de um besouro-bombardeiro que era um canhão natural, a besta ao ser atingida pelo jato escaldante gritou enquanto teve sua cabeça queimada, Suzu aproveitou isso para se abaixar e escapar do ataque que a mataria.
— Essa foi por pouco, uma patada e ele arranca minha cabeça – disse ela se afastando e subindo numa arvore.
Suzu viu as queimaduras se regenerando e entendeu o quanto seria difícil lidar com esse monstro, mesmo sem olhos a fera olhava na direção onde ela estava confirmando que não havia como se esconder dela, se tal monstro chegasse ao vilarejo todos seriam massacrados.
— Eu preciso ganhar tempo, mas não vou sobreviver usando técnicas baratas – disse ela fazendo uma sequência de selos – eu ainda não dominei esse jutsu, mas vai ter que servir.
Vendo que a fera já estava prestes a ataca-la Suzu agiu, ela liberou um grande enxame dos kikaichuus e os enviou para cima da fera, ao mesmo tempo uma aura esverdeada cobria o corpo de Suzu mostrando que o jutsu dela estava quase pronto.
— Vamos lá pessoal, isso é doloroso pra vocês assim como pra mim – dizia ela apontando a mão na direção do enxame – mas por favor aguentem.
Os kikaichuus ao redor da fera começaram a brilhar com o mesmo tom verde que sua mestra, na verdade se alguém olhasse de perto com uma lupa veria que esses kikaichuus não são iguais aos outros, eles tinham uma forma semelhante à vagalumes.
— “Converter meu chakra em raiton e emiti-lo em pulsos” – pensava ela relembrando cada passo – “sincronizar meu chakra raiton com o chakra que há dentro de cada kikaichuu”
Individualmente nenhum deles era perigoso, cada um estava com a parte de trás do corpo acesa e faiscando, separados eram inofensivos, mas unidos num enxame era como se uma nuvem de tempestade brilhante pairasse sobre o inimigo.
— Ataquem! – ordenou ela.
O enxame se reuniu na forma de uma esfera e voou velozmente na direção do alvo, ao atingi-lo com a pancada o raiton foi liberado numa descarga deixando uma queimadura seguida de um urro da fera, ela repetiu o ataque e assim os kikaichuus ficaram golpeando seu alvo sem parar.
— Não está adiantando, ele está se curando mais rápido do que o dano se acumula – observou Suzu – eu preciso de um ataque mais forte!
Ela estava tendo problemas para manter o ritmo, em um momento a fera urrou e saltou na direção de Suzu, ela conseguiu saltar do galho onde estava mas foi atingida de raspão pela garra do monstro, além disso a cauda longa e musculosa a golpeou com uma pancada forte, ela caiu numa moita sangrando muito e vendo o monstro se recuperando dos danos que sofreu.
— Eu não posso vacilar aqui, sua a ultima linha de defesa – dizia ela ofegante tentando estancar o sangramento – se eu cair as pessoas do vilarejo serão as próximas.
Um pensamento sombrio passou pela mente de Suzu, ela cogitou a possibilidade da capitã ter sido derrotada e assim nenhuma ajuda viria, nesse caso ela estaria sozinha para lidar com este monstro.
— Eu estou perdendo sangue e estou morrendo de medo – disse ela abrindo um sorriso – e mesmo assim estou ficando excitada, eu realmente sou metade Uzumaki!
A fera avançou na direção dela e Suzu ergueu seus braços, de todo o seu corpo um enxame de kikaichuus ainda maior surgiu, os kikaichuus começaram a voar em volta da fera formando uma cúpula e mantendo-o preso dentro dela.
— Pelo pouco que sei de medicina, técnicas de regeneração consomem muita energia – disse ela com um sorriso confiante – então eu só preciso te destruir até você não conseguir mais se regenerar!
Ela fez os selos e os insetos começaram a brilhar novamente, dessa vez um brilho tão intenso que iluminou a floresta escura com uma luz verde, com um grito de guerra Suzu ordenou que todos os insetos atacassem o alvo de uma vez, assim a cúpula se fechou sobre o alvo.
A impressão que se tinha era que a fera era feita de luz, ela se debatia tentando se livrar do enxame, mas Suzu liberou a descarga elétrica paralisando seu corpo, trovões verdes começaram a estourar e fumaça sair do corpo da fera que urrava de agonia se debatendo.
— Você vai queimar até a morte ou o meu chakra vai acabar primeiro? – perguntou Suzu em desafio – vamos ver quem aguenta mais!
Ela deu tudo que tinha e a luz intensificou-se, a eletricidade já chegou ao ponto de queimar as arvores em volta assim como o chão onde a fera pisava, o urro da besta e o fedor de carne queimada indicava que ela estava morrendo, mas Suzu caiu de joelhos suando e com a vista embaçada sentindo seu chakra se esvair.
— Eu me recuso a morrer aqui! Eu ainda tenho um mundo inteiro para conhecer! – disse ela determinada – você não vai ficar no meu caminho sua besta do inferno!
Suzu usou tudo que tinha e o clarão ficou ainda maior, a besta coberta pelos insetos elétricos urrou dolorosamente até que uma pequena explosão ocorreu, os kikaichuus explodiram com toda aquela energia e deixaram a besta completamente carbonizada, Suzu ficou atenta esperando sinais de que ela se regeneraria, mas quando ela caiu no chão e se partiu em pedaços de carvão ela suspirou aliviada.
— Bicho idiota, me fez sacrificar meus preciosos kikaichuus... – a vista dela escureceu e o mundo girou ao seu redor.
Suzu estava perdendo a consciência e estava caindo, antes de tocar o chão ela sentiu algo aparar seu corpo, era a Rin que viera em seu socorro e agora sorria para ela, colocando-a no chão gentilmente Rin começou a tratar a ferida dela com iryouninjutsu.
— A capitã é ninja médica também? – perguntou Suzu com a voz fraca.
— Ora, a minha mãe é uma jounin médica treinada pela sannin lendária – respondeu ela com naturalidade – e a pessoa que me emprestou esse nome também era médica, então é natural que eu herde essas técnicas.
— Legal... – a menina sentiu dor ao rir disso – como estão as coisas na caverna?
— Eu acabei com aquelas duas pestes, e os meninos derrotaram aquele cara – respondeu ela – eu ainda preciso checar direito, mas aparentemente as crianças que tinham sumido estão bem.
— Que bom, então eu pude ajudar todo mundo... – Suzu acabou perdendo a consciência.
Rin permitiu que Suzu dormisse enquanto tratava seu ferimento, apesar de profundo ele não iria mata-la, mas o estado enfraquecido em que seu corpo estava tornaria a recuperação mais lenta.
— Eu me perguntava o que era toda aquela luz, mas quem diria que era você derrotando esse monstro? – disse Rin orgulhosa – meus parabéns, você conseguiu um feito para contar no futuro!
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— E então eu fritei ele com todo o meu chakra – dizia Suzu narrando a historia – ele ficou parecendo aquele empanado que o tio Kiba tentou assar uma vez, tinha até o mesmo cheiro!
Mika riu da historia contada por sua filha, Shino ao seu lado esboçou um sorriso tranquilo também.
Os dois estavam com a filha no leito do hospital, após voltarem para Konoha ela foi hospitalizada por precaução, ela estava na primeira metade das 24 horas de observação e já estava completamente recuperada.
— Eu trouxe os seus sanduiches, eu sei que você deve estar morrendo de fome – disse Mika mostrando a cesta de piquenique.
— O conselho do clã está analisando os kikaichuus que sobreviveram à explosão – explicou Shino – aparentemente eles adquiriam tolerância ao seu jutsu, a próxima geração deles será ainda mais forte.
— Legal, mas eu ainda preciso dominar esse jutsu completamente – disse Suzu empolgada – quero ser capaz de atirar raios com ele.
— Será que podemos deixar esse assunto pra outra hora? – pediu Mika – agora é a hora de mimamos a nossa menina!
— Então eu não posso participar disso? – perguntou alguém na porta do quarto.
Ao olharem para a porta eles viram Sarada, imediatamente Shino e Mika se levantaram e se curvaram para ela, mas Sarada pediu que deixassem as formalidades de lado, ela tinha assuntos oficiais para tratar no meio de uma visita informal.
— Eu ouvi o relatório da Hatake Rin sobre a missão, eu soube que você agiu por conta própria lá – dizia Sarada.
— Eu peço desculpas Hokage-sama, eu não pensei muito sobre isso – disse Suzu meio sentida – quando aquele monstro correu na direção da saída eu imaginei o que aconteceria.
— Gennins devem sempre seguir as ordens do seu capitão, pois tanto a sua vida como a dos outros a sua volta dependem disso – explicou Sarada – por outro lado, tomar a iniciativa é o que se espera de um chuunin, principalmente quando a segurança dos outros está em risco.
Sarada pôs uma caixa sobre o colo de Suzu, quando a menina a abriu encontrou seu colete chuunin e também a nova pasta de documentos, o certificado de promoção já estava assinado por Sarada.
— Parabéns Suzu-chan! Você é uma chuunin agora! – elogiou Mika empolgada.
— Parece que seus feitos foram reconhecidos afinal – disse Shino – que bom para você minha filha.
— Eu ainda preciso ouvir de você o que aconteceu naquela luta, mas suas qualificações são inquestionáveis – explicou Sarada – por isso eu tenho orgulho de nomear Aburame Suzu como uma chuunin.
— É ISSO AÍ!! – gritou a menina jogando o colete pro alto.
— Não faça bagunça no quarto do hospital! – repreendeu sua mãe lhe dando um cascudo.
— Rojou e Tadashi mandaram lembranças, eu ainda preciso avalia-los mas vou promove-los em breve – explicou Sarada saindo – as crianças que vocês resgataram estão ótimas e foram devolvidas às suas famílias, espero vê-la em ação em breve.
Sarada deixou o quarto e do lado de fora ouviu a comemoração da família, ela sorriu e continuou seu caminho até chegar ao final do corredor, lá encontrou Rin encostada na parede esperando por ela.
— Um jutsu que carrega os kikaichuus com bio-eletricidade, essa é uma habilidade que só o Nanabi possui – comentou Rin – ela desenvolveu por conta própria uma habilidade que nem o atual jinchuuriki do Nanabi conseguiu ainda.
— As vezes todo esse talento é assustador, você pensa por um momento o que aconteceria se ele fosse usado para o mal – comentou Sarada – ela pode facilmente se tornar a Aburame mais poderosa da historia.
— Ela ia sacrificar a vida para proteger pessoas que nem conhece, ela não vai se desviar do caminho – disse Rin – além disso o sonho dela de conhecer o mundo, é igual ao daquele cara não é?
— Não me fale daquele idiota, eu fico pensando em quando ele voltará – disse Sarada cruzando os braços.
— hahahaha o mundo se tornou maior e mais divertido, ele deve estar curtindo muito lá fora – brincou Rin – mas será que é impressão minha ou a minha sensei sente falta dele?
Os olhos vermelhos foram o sinal para Rin recuar, ela sabia que sua sensei sempre ficava nervosa quando falavam do Boruto, para muitos ele era um desertor que largou a vila para se divertir pelo mundo.
Rin e Sarada deixaram o hospital e foram para o prédio Hokage, enquanto isso Mika foi para casa para buscar uma muda de roupas para sua filha, apenas Shino continuou ao lado dela.
— Quando eu soube que você foi hospitalizada fiquei muito preocupado – revelou Shino – por favor não me preocupe assim.
— Desculpe pai, o senhor tinha razão sobre minhas ações – disse ela – eu preciso lutar com mais cuidado e pensar mais friamente.
— Eu realmente espero que seja mais cuidadosa, mas não há necessidade de mudar a si mesma para isso – respondeu Shino – este colete é a prova de que você está pronta, sua mãe e eu vimos que você superou nossas expectativas.
Shino colocou a mão sobre a cabeça dela e liberou um pequeno enxame de kikaichuus, eram os sobreviventes da ultima batalha que ansiavam para voltar à sua hospedeira original, Suzu riu quando sentiu os seus preciosos kikaichuus retornando para seu corpo.
— Sabe de uma coisa pai? Eu tive uma ótima ideia para um jutsu novo! – disse ela empolgada – primeiro eu preciso aprender iryouninjutsu, acho que vou pedir pra tia Chiyo me ensinar.
— É mesmo? E para quê você vai usa-los? – perguntou Shino curioso.
— Além de me curar se eu precisar? Eu pretendo combina-lo com os meus kikaichuus – respondeu ela – se eu consigo usar chakra raiton à distância com eles eu posso curar pessoas da mesma forma, já imaginou quantos eu posso curar de uma vez?
— É uma ideia totalmente inovadora, eu aprovo isso – disse Shino satisfeito – mas iryouninjutsu requer muita pratica, e como vai combina-los com os kikaichuus?
— Não tem problema, eu posso treinar meus ataques no tio Kenta como antes – explicou ela – e quando ele se machucar eu vou praticar os iryouninjutsu nele!
Nem mesmo Shino deixou de rir disso, sua filha fazia planos e já traçava o treinamento antes mesmo de saber se era possível, o mais incrível era como ela queria usar seu tio como cobaia de testes, e enquanto isso em algum lugar Kenta sentia calafrios na espinha.
— O que foi isso? – perguntou a serpente Kinja dentro dele.
— Eu sinto que um grande mal se aproxima de mim – respondeu Kenta todo arrepiado.
Fim.
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