Mirai no Monogatari

71 Capitulo 59 – Reconhecimento.


Notas iniciais
Aqui está o interlúdio para a próxima saga, é um capitulo curto para mostrar o que aconteceu e também para preparar o terreno para a próxima saga. Aqui veremos o que aconteceu após a missão do time 7.

Capitulo 59 – Reconhecimento.

(3 dias depois)

— Já conseguiu decifrar isso? – perguntou Majura observando o novo pergaminho sobre a mesa.

— Algo assim nem chega a ser um desafio – respondeu Orochimaru aplicando os últimos selos no papel – graças a todo o conhecimento que acumulei em décadas.

— E o que tem de tão especial nesses jutsus? – perguntava ela – você parece estranhamente feliz sobre isso.

— Não é o poder dos jutsus ou sua importância, é a informação que eles trazem – respondeu Orochimaru enrolando o grande pergaminho – cada jutsu, cada relíquia, cada texto... todos eles são parte de um grande quebra-cabeça milenar, e cada nova peça me leva mais próximo para a imagem completa.

Orochimaru terminara de decifrar o pergaminho que Majura trouxera, ele fez uma copia atualizada para estudar e possivelmente melhorar, já o original ele levou até um grande cofre que ocupava uma sala inteira, lá estavam guardados todos os tesouros que Orochimaru vinha acumulando a anos, havia pergaminhos de vários tamanho, artefatos antigos, restos mortais conservados e CDs com informações digitais, havia inclusive uma relíquia do Rikudou na forma de um grande colar de contas.

— O cara que te roubou antes tem um artefato capaz de atravessar dimensões – dizia ela – não tem medo que ele passe aqui e leve tudo isso?

— Eu melhorei a segurança desde a ultima vez que ele esteve aqui – revelou Orochimaru – se uma fenda dimensional se abrir nesta vila eu saberei, e este cofre tem uma barreira que bloqueia isso, aquele homem não será capaz de pegar atalhos até aqui.

— Ele tem o sharingan do Sasuke e tem aquilo que roubou de você, na nossa luta eu tenho certeza que ele estava evitando me mostrar seu poder total – dizia Majura – talvez ele tema que se todos souberem sobre isso apertem o cerco.

— Ainda assim a Majura-san correu risco desnecessário – disse Kimimaro que se juntava a eles – eu recomendo que não saia sem uma escolta.

— Não quero ninguém tomando conta de mim, e companhia eu já tenho de sobra – respondeu ela.

— Como vão aquelas crianças? Ainda estão vivas? – perguntou Orochimaru quase rindo – achei que você já os tivesse matado.

— Vão muito bem, finalmente pararam de sofrer com os poderes que deu a eles – respondeu ela – a partir de agora eles irão se desenvolver cada vez mais.

— Quero que fiquem prontos logo, se o experimento com eles der certo poderei repetir o processo – respondeu Orochimaru – se bem que se não der certo basta disseca-los e descobrir o que deu errado.

A expressão que ele fazia sugeria que ele estava indeciso sobre qual resultado esperar, Majura decidiu deixa-lo com seus pensamentos doentios, já Kimimaro entregou um envelope enviado por Konoha, o seu conteúdo era um aviso de que se Orochimaru continuasse com suas ações a aliança shinobi tomaria uma atitude.

— Se a aliança shinobi agir contra nós...

— Não se preocupe, a ultima coisa que eles irão querer é arranjar uma briga conosco – respondeu Orochimaru confiante – além disso eu sempre tenho algo para negociar com eles, isso equilibra as coisas.

Orochimaru já tinha pensado nisso, sempre que a aliança shinobi se tornava mais agressiva era necessário um “suborno”, dar algo que eles precisassem em troca de fecharem os olhos para alguns dos seus atos, dessa vez ele estava pensando em dar a barreira que detecta fendas dimensionais.

— Não é maravilhoso? Quando tudo começa a dar certo? – dizia ele – em breve eu terei todo o conhecimento em mãos, mas antes disso preciso alcançar a verdadeira imortalidade!

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— Você já está melhor agora? – perguntou Kurenai.

Akane usava um vestido simples após deixar o hospital, seus ferimentos físicos já tinham sido curados ainda durante a viagem de volta, mas a perda maciça de energia Yin a deixou muito fraca, ela foi carregada nas costas do parceiro canino do Inuzuka durante todo o caminho, só agora ela despertara e estava quase bem.

— Os especialistas disseram que vai levar um tempo para que eu possa moldar meu chakra novamente – dizia ela – então durante esse período eu sou uma pessoa comum, por isso o Hokage-sama me deu um tempo de férias.

A condição da Akane não era séria, muitos ninjas que usavam jutsus Yin acabavam ficando assim quando excediam os limites, no caso de ter a energia Yin drenada ela precisaria de uma ou duas semanas para se recuperar.

— Esta é a ultima vez que virei aqui – disse Akane diante do tumulo do seu pai – pois eu já tenho uma imagem real do meu pai em minha mente.

— Que bom que pôde conhece-lo, só gostaria que tivesse tido mais tempo – dizia Kurenai ao seu lado.

— Eu cresci apenas ouvindo sobre ele, mas há alguns dias pude falar com ele, toca-lo e abraça-lo – respondeu Akane – mesmo alguns minutos já foram o suficiente.

Kurenai sabia bem o que sua filha estava sentindo, ela mesma já ficou muito satisfeita apenas de revê-lo, se pudesse ter tido um momento com ele seria ainda melhor, mas para Kurenai o fato de sua filha ter realizado um sonho valeu todo esse perigo.

— Eu já ouvi do tio Shikamaru que meu pai morreu para proteger o verdadeiro rei, eu nunca entendi isso – comentou ela – mas agora eu acho que já tenho uma noção do que ele quis dizer.

— É mesmo? Então me deixe ouvir a sua resposta – pediu Kurenai.

— O sandaime-sama morreu para proteger Konoha, mas na verdade ele protegia as gerações futuras – dizia ela com a mão no peito – o papai fez o mesmo por nós, eu acredito que o rei que eles mencionaram não é uma pessoa ou mesmo a vila, é uma crença, e essa crença seria as gerações futuras.

Kurenai abraçou sua filha com força, Asuma falara sobre o que ele queria proteger alguns dias antes da sua morte, essas palavras ficaram gravadas em sua mente até hoje e agora ela via a confirmação.

— Seu pai acreditou em seus alunos, Shikamaru treinou você e agora você já treinou uma nova geração – dizia ela – esse ciclo se repetirá e assim as crenças dos nossos antepassados continuarão neste mundo.

— Vou me certificar de ensinar bem esses pestinhas – disse Akane sorrindo.

— Falando neles, onde estão agora? – perguntou Kurenai – eu soube que já tinham recebido alta, mas não os vi por aí.

— Eu soube que eles precisavam dar um relatório completo ao Hokage-sama – Akane se divertiu com isso – por isso o Shikadai estava fingindo estar pior do que realmente estava.

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— Já podemos ir agora? Eu realmente gostaria de voltar pra cama – dizia Shikadai bocejando.

— Vocês tem ideia de quanto tempo vamos levar pra esclarecer toda essa situação? – dizia Naruto bem cansado – eu tenho pilhas de papeis pra analisar sobre isso, até indenizações estão nos cobrando!

Naruto nunca imaginou que esse caso daria tantos problemas, após a derrota do shinigami o time da Temari cuidou dos sequestrados, um dia depois os ninjas da cachoeira chegaram e assumiram o caso, mesmo assim não para de chegar papeis pedindo explicações, cobrando medidas e até indenizações, algumas pessoas dizia que a culpa era das 5 nações por permitirem que tal culto prosperasse por tanto tempo.

— Tá aí um bom motivo para eu não querer ser Hokage – respondeu Shikadai enquanto Shikamaru segurava o riso.

— Mas Hokage-sama, já contamos tudo o que sabíamos sobre isso – respondeu Inojin – acho que não temos mais nada para falar.

— Suponho que seja assim mesmo, no final vocês fizeram muito mais do que se podia esperar – dizia Naruto – amanhã eu falarei com a Akane-chan, até ela recuperar seu chakra vocês estão de folga.

— Isso! – dizia Chochou empolgada – vou poder ir no festival da vila Wa com o papai!

— A mamãe quer que eu treine as técnicas Yamanaka – dizia Inojin suspirando – ela diz que é uma vergonha que eu não as tenha dominado ainda.

— Já a minha quer que eu aprenda fuuton na marra – respondia Shikadai – e ainda quer que eu domine o vento negro.

— A minha quer que eu aprenda raiton e kenjutsu – dizia Chochou.

— Eles tem mais medo das mães que do shinigami – disse Naruto quase rindo.

Naruto deu conselhos e respostas para cada um deles, ele explicava que os três deveriam manter em segredo os detalhes desta operação, principalmente para outros gennins, todos concordaram que era muito melhor ficar de boca fechada sobre o caso.

— E Shikadai, em vista de sua liderança e habilidades eu considero que...

— Nem pensar! – cortou logo ele.

— Ao menos me deixe terminar de falar... – rosnou Naruto com uma veia pulsando.

— Você ia me indicar para ser promovido não é? Nem pensar – completou Shikadai.

— Mas meu filho, ser promovido a chuunin é o sonho de todo gennin – argumentou Shikamaru ao lado do Hokage.

— Até parece que você ficou empolgado quando foi promovido – provocou o menino – eu nem de longe tô preparado para ser chuunin, nesse caso todo eu só tive sorte!

— É sério? Eu acho que você seria um bom chuunin – comentou Chochou.

— Nós nem teríamos saído daquela vila se o Asuma-san não tivesse aparecido – respondeu Shikadai – não deveríamos ser promovidos até sermos capazes de fazer algo por conta própria.

— Você tem razão, não podemos ser promovidos contando com a sorte – disse Inojin – além disso seria chato você ser promovido e nós ficarmos pra trás.

— Eu também vou me esforçar para ajudar mais – disse Chochou – além disso chuunin é mais bem pago e visita muitos lugares, assim eu vou conhecer novos restaurantes!

Naruto ficou surpreso com a maturidade deles, normalmente os gennins não pensam dessa forma, mas mesmo com alguns pequenos problemas eles já pensavam como ninjas adultos.

— Muito bem, se é assim que vocês pensam eu tenho que concordar – disse Naruto – então estarei ansioso para ver vocês num futuro exame chuunin.

Naruto liberou os três gennins e estes deixaram seu escritório, assim que eles se foram Naruto discutiu com Shikamaru sobre esse assunto, os dois falavam como esse time estava bem a frente dos outros.

— Que pena que você não teve a chance de falar com o Asuma-sensei não é? – disse Naruto.

— Eu já me despedi dele duas vezes, ia ficar repetitivo – disse Shikamaru coçando a testa – mas o Chouji reclamou disso, foi uma pena ele estar fora em missão.

A verdade é que o antigo time Asuma não tinha mais nada a dizer para seu antigo líder, se havia algo que eles queriam mostrar era justamente as famílias que eles formaram ao longo dos anos e os laços que ainda mantinham, mas curiosamente foram os frutos destas famílias que conheceram o Asuma durante esta missão.

— Da próxima vez que se encontrar com o Orochimaru diga a ele para parar de trazer o Asuma-sensei de volta – pediu Shikamaru – talvez quando você for questiona-lo sobre o pergaminho que roubou.

Esse era um assunto delicado, Orochimaru reergueu a vila do som e concordou em seguir as leis da aliança shinobi, após um tempo a vila da grama tentou destruí-los mas acabou assimilada por eles, agora a vila do som era uma das mais poderosas vilas secundarias do continente.

Mas o problema era que a aliança shinobi não podia ir até a vila do som e impor suas ordens, Orochimaru era um criminoso antigo e muito conhecido, mas os termos assinados após a 4º guerra garantiam chances para recomeços, e tecnicamente ele não fez nada de errado para obter o pergaminho, exceto o uso de um kinjutsu.

— O Sasuke é o único que pode mata-lo em definitivo e por isso ele o teme, vou mandar o Sasuke ter uma conversinha com o Orochimaru – dizia Naruto – e vamos cuidar melhor desse assunto na próxima reunião dos kages.

Enquanto os adultos discutiam esse assunto as crianças deixavam o prédio Hokage, após percorrerem algumas ruas estavam passando diante de uma praça quando alguém surgiu no caminho deles, era Boruto que estava todo altivo e de braços cruzados.

— Hei vocês! Que missão foi essa em que se meteram? – perguntou Boruto – eu fiquei sabendo que foi coisa grande!

— O Hokage-sama nos proibiu de falar sobre isso – disse Shikadai suspirando – além disso seria um saco explicar tudo aquilo.

Sarada e Basara apareceram logo atrás, eles ouviram de Boruto (que espionara seu pai em casa) sobre uma missão do time 7, a julgar pela volta deles tudo era verdade, por isso a Uchiha estava bem interessada.

— “Ouvir sobre as missões de outros times pode me dar ideias para situações futuras” – pensou ela – “seria muito bom se eu conseguisse faze-los falar”

Foi aí que Sarada teve uma ideia, ela chegou junto da Chochou e a convidou para tomar um milk-shake em comemoração à sua alta do hospital, a garota vibrou de alegria e seguiu Sarada saltitando, Boruto e Basara acabaram rindo e seguiram junto com elas, Shikadai deu de ombros enquanto Inojin olhava preocupado pra aquilo.

— Tem certeza disso? Se além do milk-shake a Sarada pagar um hambúrguer a Chochou vai contar tudo e mais um pouco – alertou Inojin.

— Eles vão nos encher o saco a semana inteira pra saber mais – disse Shikadai – de qualquer jeito não é como se isso fizesse diferença.

— Você é relaxado demais, ainda não acredito que recusou uma promoção – dizia o outro – quero dizer, eu entendo como você se sente, mas ainda assim é inacreditável.

A questão da promoção não teria mudado nada em sua vida, só lhe daria muitos problemas e responsabilidades, só que ele queria estar a altura do cargo quando realmente o aceitasse.

— Esqueça a Sarada e seu time, temos que treinar uns jutsus novos – dizia Shikadai surpreendendo Inojin – da próxima vez não vamos deixar tudo aquilo acontecer de novo.

— Claro, da próxima vez vamos lutar ao lado da sensei – dizia Inojin sorrindo.

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Assim como Inojin previu Sarada conseguiu subornar Chochou com comida, ainda na lanchonete Chochou contou tudo o que sabia sobre a missão da qual participou, revelou que conheceu o sensei do seu pai que morrera a muitos anos e de como lutou contra o shinigami, a cada detalhe que ela revelava Boruto e os outros ficavam mais surpresos.

Após contar tudo o que sabia e devorar o seu lanche Chochou foi embora, ela disse algo sobre precisar treinar kenjutsu com sua mãe em breve, apesar de parecer estranho que uma Akimichi empunhasse uma katana a ideia não era tão ruim assim.

— Nossa, a missão deles foi muito melhor que a nossa – comentou Basara – eles acabaram com uma organização perigosa inteira!

— Hunf! Eles tiveram muita sorte isso sim! – reclamou Boruto frustrado.

— É verdade que eles tiveram sorte em algumas coisas – dizia Sarada com os braços apoiados na mesa – mas é inquestionável que eles trabalharam duro para superar isso.

— Realmente, eu diria que o feito deles está no nível de jounin – comentou Basara.

— Eu não consigo me ver perdendo pra eles – resmungou Boruto.

— Isso porque seu cérebro é atrofiado, cada um de nós é mais forte que eles individualmente, mas o time 7 tem o melhor trabalho em equipe, se os enfrentássemos agora perderíamos facilmente – explicava Sarada – não adianta nada aumentarmos nossa força individual e não melhorarmos nosso trabalho em equipe!

Boruto se perguntava como isso seria possível, cada um deles era muito diferente do outro, e a formação Ino-shika-cho existia desde a fundação da vila, eles essencialmente existiam para trabalharem juntos, diferente dos membros deste time.

— Estamos ficando pra trás, nossos pais tinham seu próprio jeito de trabalharem juntos – dizia Sarada pensativa – mas ainda não encontramos o jeito certo de trabalharmos juntos.

— Talvez eu possa ajudar com isso – disse Basara pondo suas mãos sobre as mãos deles.

Sarada ficou um pouco ruborizada quando sentiu a mão de Basara sobre a sua, já Boruto ficou com uma cara de nojo e incredulidade, mas as reações de ambos mudaram logo.

Os dois sentiram uma energia formigar pelos seus corpos e pouco tempo depois marcas estranhas começaram a se espalhar a partir de suas mãos, as marcas em Sarada era bolinha deformadas que lembravam bolhas, já em Boruto eram linhas que faziam zigue-zague, depois que elas se estabilizaram os dois sentiram suas forças aumentarem.

— Que coisa é essa? – perguntou Boruto.

— Energia da natureza, vocês dois são naturalmente compatíveis com o meu poder – explicava Basara – e eu adicionei uma nova natureza elemental, na Sarada-san parece ser água e no Boruto-kun parece ser raio.

— Que diabos, você mudou nossas naturezas elementais? – perguntou Sarada assustada – quer dizer que eu poderia usar suiton agora!?

— O quê!? Então deixa eu testar!! – disse Boruto fazendo o rasenga.

Antes que os dois pudessem impedi-lo Boruto fez um pequeno rasenga, após a formação da espiral de chakra um relâmpago saltou dele direto pro teto, isso literalmente fritou o sistema elétrico da lanchonete apagando tudo e deixando clientes e funcionários surpresos.

— hiii ferrou... é hoje que a mamãe arranca meu couro! – dizia Boruto vendo fumaça saindo das tomadas.

— baka-Boruto!... quantos ossos eu terei que quebrar? – perguntou Sarada rosnando e apertando o punho.

Não só Sarada parecia querer mata-lo, os funcionários da lanchonete já estavam fazendo fila para linchá-lo, e ainda naquela tarde quem se encarregou dos prejuízos e do castigo foram os pais dele, pela próxima semana Boruto trabalharia na lanchonete para pagar parte do prejuízo.

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— Finalmente alcançamos este lugar – dizia Sakamori abrindo o portal.

O portal se abriu em uma dimensão completamente escura, normalmente não se enxergaria um palmo a frente, mas Sakamori e Suugen usavam o sharingan em suas testas para enxergar normalmente, além disso os vários servos deles chegaram através do portal, todos eles começaram a espalhar bastões de luz, sinalizadores para o céu e holofotes portáteis.

Quando a luz preencheu a escuridão os servos puderam ver o local, era um mundo aparentemente vazio e irregular, o chão era feito de blocos de pedra gigantes, eles não estavam alinhados sendo que alguns eram mais altos e baixos, também ocasionalmente havia espaço vazio entre alguns blocos.

— A dimensão particular do kamui, acessível somente através do mangekyou sharingan do óbito – comentou Suugen – é impressionante que o senhor conseguiu chegar até aqui.

— O Midori no Sakujou do Rikudou sennin permite abrir portais para qualquer dimensão existente, desde que você saiba a localização delas é claro – explicava ele – o Rikudou que já visitara muitas dimensões gravou varias delas no cajado.

— Mas esta dimensão já existia no tempo dele ou ela só nasceu junto com o mangekyou do Uchiha Obito? – perguntou Suugen curiosa.

Essa questão era o tipo que podia fritar a mente de alguém para tentar resolve-la, Sakamori pediu desculpas por não saber responder, ele só conseguiu acessar esta dimensão procurando através de todas as outras por um espaço preenchido e desconhecido, Sakamori achou varias dimensões vazias que necessitariam de um poder quase divino para serem moldadas, algo que só Kaguya poderia fazer.

— Sakamori-sama! Eu encontrei um! – gritou um dos subordinados dele.

— Ah, você não deveria tocar... já era – disse Sakamori quando olhou na direção de onde veio a voz.

O subordinado estava tocando algo branco e enorme que ele achou, segundos depois ele sentiu sua mão presa à substancia misteriosa e depois ele sentiu seu corpo sendo absorvido, gritando desesperado ele foi engolido pela massa branca tornando-se parte dela.

— Tomem cuidado com essas coisas, elas absorvem qualquer coisa que tenha chakra – avisou Sakamori – se esbarrarem em algo mais não toque e apenas me avisem.

Os subordinados compreenderam as ordens e continuaram investigando a dimensão, ninguém sabia dizer qual era o tamanho dela, mas aparentemente tudo o que importava estava num raio de 2km ao redor do centro da dimensão.

— O que era aquela coisa lá atrás? – perguntou Suugen.

— Otsuki Kaguya transformou-se numa besta semelhante ao juubi, aquelas massas brancas são pedaços dela – explicou ele – Butsuga me deu uma grande ideia e eu pretendo aproveitar.

Os subordinados encontraram depósitos de armas e suprimentos (tudo já estragado), uma prisão (com alguns prisioneiros que morreram de fome) e um laboratório, neste laboratório eles encontraram o esqueleto que pertenceu ao Nagato.

Mas o que realmente importava estava espalhado pelo local, eles encontraram mais daquelas enormes massas brancas e também o braço direito do Gedo-mazou, eram coisas que Kakashi enviou para esta dimensão com seu doujutsu.

— Sakamori-sama, como sabia que estas coisas estavam aqui? – perguntou Suugen sem entender – não consigo acreditar que foi coincidência!

— Todas essas coisas vieram parar aqui antes e durante a 4º guerra ninja – explicou ele – algumas foi o próprio Obito, outras foi o Kakashi, especialmente aqueles pedaços do corpo da Kaguya transformada.

— Sim, mas como soube de tudo isso? Apenas o time do Naruto estava presente na batalha final – dizia ela tentando entender – eles contaram os detalhes para os antigos kages e para os atuais, mas ninguém mais além deles sabem disso!

— Lembra daquela dimensão feita de cristal? Aquela cheia de pilares de cristal transparente – dizia ele vendo que ela lembrava – eu descobrir que se você os tocasse e liberasse chakra poderia ver cenas do passado, alguns mostravam apenas dias ou semanas, mas outros mostravam até anos ou décadas, quanto mais chakra usasse mais longe você ia.

— Então o senhor...

— Sim, eu achei um que me mostrou tudo o que aconteceu na 4º guerra ninja – foi assim que eu soube da existência dessas coisas uteis.

— Então Sakamori-sama pode conhecer todo o passado? Até mesmo coisas desconhecidas? – perguntou Suugen de uma forma quase empolgada.

Não era algo tão conveniente e milagroso assim, o mundo cristalino que ele encontrou podia mesmo mostrar qualquer coisa do passado, mas para isso ele precisava encontrar o cristal certo e gastar uma quantidade considerável de chakra, sem seu sharingan (que mostrava vislumbres do que tinha em cada cristal) ele poderia levar séculos só para achar algo que aconteceu ano passado.

— Não é tão fácil assim, o cristal que me mostrou a 4º guerra ninja era bem grande – explicou ele – isso porque foi um evento que mudou a historia do mundo, mas para eventos pequenos ou desconhecidos o cristal é bem pequeno.

— Então e quanto a aquele cristal que parece uma lua? – perguntou ela curiosa – que tipo de evento ele mostra?

— Mostra toda a historia do mundo ninja, mas para ativa-lo eu precisaria ter chakra equivalente a um bijuu – dizia ele quase rindo – talvez tenhamos que capturar um deles para usar.

Mas Sakamori queria evitar se envolver com os bijuus, capturar um deles além de trabalhoso seria arriscado, pois isso faria a aliança shinobi mover céus e terras para reavê-lo, atualmente os 5 kages consideravam a juugetsu um problema grave mas não uma emergência.

— Uma coisa de cada vez, a prioridade no momento é reunir tudo o que achamos aqui – disse ele – em breve vamos dar um passo maior, um passo maior do que qualquer coisa que já foi feita.

— E eu estarei ao seu lado para ajuda-lo – disse ela se curvando – para que a juugetsu possa mudar o mundo.

Sakamori olhou para tudo aquilo que ele estava obtendo, se tudo corresse conforme seus planos em breve ele mudaria o mundo inteiro, ele iria conseguir criar algo que ninguém criara até agora, para alcançar isso não importava que sacrifícios fossem necessários.

Continua.

Notas finais
Tudo está avançando, cada lado está se preparando para avançar com seus planos e ideias, o que será que a juugetsu fará em breve? Será que os jovens gennins estarão prontos até lá? O que o futuro nos reserva? Teremos um pequeno pulo no tempo, nada muito grande para encher de novidades!