Mirai no Monogatari

52 Capitulo 41 – O País do Fogo.


Notas iniciais
Ufa! Finalmente terminei! Passei as ultimas 8 horas digitando este capitulo. Mas finalmente acabei com esta saga, assim posso ir para a próxima, a ultima antes de dar espaço para a nova geração! Então sem mais delongas fiquem com o capitulo!

Capitulo 41 – O País do Fogo.

– Isso parece uma guerra – comentou uma chuunin da folha assustada.

– Isso É uma guerra – respondeu o companheiro de time dela – acontece que o inimigo é nossa própria gente.

Todos os ninjas da folha da capital estavam reunidos no pátio do castelo, ao todo 50 ninjas entre chuunins e jounins se reuniram, fora do castelo cerca de mil soldados se organizavam para a batalha que viria, e o povo desesperado se abrigavam em casa barrando portas e janelas.

– Hokage-sama! Já recebemos as exigências deles! – disse um dos ninjas que tinha ido lá fora.

O rapaz entregou o papel para Naruto e se juntou aos outros, Naruto via o conteúdo e lia para os 8 jounins que estavam com ele.

– Eles querem o daimyo, sua família e os oficiais dele – dizia Naruto – se os entregarmos nas próximas 6 horas evitaremos os conflitos e ninguém morrerá, o daimyo e todos os outros serão apenas presos.

– Quem esses imbecis pensam que são!? – reclamou um dos jounins – eles querem mesmo depor o governo do nosso país!?

– Esses imbecis são o nosso povo revoltado com o daimyo – respondeu Naruto – não são inimigos que vem de fora, são inimigos criados por nosso governo.

O jounin baixou a cabeça, o fato é que todo mundo estava com os nervos no limite, o próprio Naruto já imaginava aqueles portões caindo e uma multidão invadindo a capital, imaginava se seria durante o seu mandato como Hokage que a capital cairia em chamas.

– Hokage-sama, já temos um plano de batalha enviado pelo Shikamaru-san – avisava Kotetsu – como você pediu ele priorizou a contenção.

– Ótimo, repasse o plano para todo mundo – autorizou Naruto.

– Não quer saber qual é o plano primeiro? – perguntou o jounin.

– Se foi bolado pelo Shikamaru vai funcionar, só basta que façamos a nossa parte – respondeu Naruto confiante.

Kotetsu repassou os planos enviados pela central de inteligência, de acordo com ele os 50 ninjas se dividiriam em times de 10 homens, cada time protegeria um dos portões e o ultimo protegeria o interior do castelo, os mil soldados se dividiriam em batalhões de 250 e protegeriam os portões também, já o Naruto deveria lutar onde fosse mais necessário, usando seus bunshins como reforço em qualquer lugar.

– É bem simples mesmo – disse um dos chuunins.

– Bem, o inimigo não tem ninjas do lado deles – disse outro – um plano simples é mais eficiente.

– Não se enganem, esse plano não é pra vencer uma guerra – avisou Naruto – esse plano é pra impedi-los de destruir a capital, eu não quero vocês matando civis inocentes!

– Vamos segurar 10 mil invasores sem matar? – perguntou um deles assustado – eles é que vão nos matar!

– Não matem, lutem como puderem, criem barreiras, derrubem mas não matem – ordenou Naruto – se um massacre acontecer aqui todo o país do fogo vai estar aqui amanhã!

Os motivos práticos do Naruto estavam certos, se o povo fosse massacrado a rebelião inflamaria ainda mais, seria só uma questão de tempo pra todo mundo estar revoltado e lutando contra o país, seria um absurdo o país do fogo que sobreviveu a tantas guerras cair para seu próprio povo.

Mas os motivos pessoais do Naruto é que ele não queria um massacre em sua consciência e também na dos seus subordinados e na historia da vila, ele não queria uma geração crescendo com ódio da sua própria vila shinobi, queria que as pessoas tivessem orgulho de Konoha e do país do fogo.

Enquanto os ninjas e os soldados se preparavam do lado de dentro outros faziam seus preparativos, do lado de fora homens à cavalo corriam de um lado pro outro repassando ordens e organizando grupos, o povo parecia ansioso pelo grande momento, mas a ordem de espera só fazia aumentar a tensão.

– Por que esperar 6 horas? Isso só vai dar tempo a eles de se prepararem – dizia um dos soldados rebeldes.

– Precisamos de tempo para nos preparar também, além disso esse tempo é precioso – dizia Honda – com esse tempo o Naruto pode ver coisas que não viu antes.

– Ver coisas que não viu? Do que está falando? – perguntou o outro.

– Isso não é importante agora, o importante é que todos estejam cientes de que não devem matar ninguém – dizia Honda – nem os ninjas, nem os soldados e principalmente os civis, absolutamente nenhuma baixa.

– Como espera derrotar os ninjas e os soldados pegando leve com eles? – perguntou o soldado.

– Um único chuunin com ninjutsus pode matar centenas antes de ser abatido, um jounin poderia matar milhares – explicava Honda – acha mesmo que vamos conseguir tomar a capital? É impossível.

– Então...

– Eu tenho meu próprio plano, todos aqui reunidos precisam ganhar tempo para isso – dizia ele se levantando – mas não se preocupem, se eu conheço bem o Hokage ele deve estar dando ordens para não matarem ninguém.

Nesse momento um mensageiro chamou pelo líder da rebelião, Honda o seguiu e o acompanhou até a floresta onde um ninja do som esperava por ele.

– Seu pedido foi aceito – disse o ninja com o rosto coberto.

– Só você? Eu pensei que Orochimaru iria enviar um time completo – disse Honda.

– Eu não vim para lutar, só para observar, e também para guiar o verdadeiro time até aqui – explicou o mascarado fazendo os selos – Kuchiyose no Jutsu!

Ele bateu a mão no chão e 5 caixões se ergueram rapidamente, quando estavam liberados suas tampas se abriram e os seus ocupantes saíram, um ninja de cada vila saiu de dentro ainda atordoado pela súbita ressurreição.

– Ah cara, eu fui morto por um edo-tensei na guerra e agora eu me torno um? – reclamou o ninja da rocha – quanto tempo se passou? Vencemos a guerra?

– Da 4º guerra até o dia que eu morri se passaram uns 10 anos – explicou o ninja da folha – eu morri na guerra contra a rasetsu, quanto tempo se passou?

– Parem de bater papo, vocês foram trazidos aqui para seguir as ordens deste homem – disse o ninja do som – Honda-san, o contrato é de 24 horas, depois desse tempo eles retornarão para Otogakure.

O enviado do som saiu saltando por entre as árvores para observar tudo, os ninjas revividos reclamaram mas não podiam ir contra a programação do edo-tensei, eles simplesmente tinham que fazer aquilo pelo qual foram invocados.

– Eu sinto muito envolvê-los nisso, mas eu precisei me sujeitar a pedir emprestado o poder daquela cobra – disse Honda se curvando.

– Bem, não podemos fazer nada até o contrato acabar – disse o ninja da nevoa – até lá você é o nosso dono.

– Então o que você quer de nós? – perguntou a ninja da areia.

– Eu preciso que vocês abram caminho para a invasão – dizia ele – e também que enfrentem o Hokage-dono mantendo-o ocupado.

– Espera, enfrentar o Hokage? O Hokage ainda é o Uzumaki Naruto não é? – perguntou o ninja da folha assustado – eu me recuso a lutar contra o Hokage-sama!

– Você não tem escolha novato, quando se é um edo-tensei você luta no automático – explicou o ninja da nuvem – mas quem é esse Uzumaki Naruto? Nunca ouvi falar.

– Como temos bastante tempo eu explicarei tudo que quiserem saber – disse Honda – então senhores, eu vou explicar o meu plano.

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– Por favor minha filha, fique parada um pouco – pedia Hinata – eu já estou quase terminando.

Hinata enrolou um pedaço de pano de modo a cobrir os olhos de Himawari, com um selo o pano de fixou no rosto dela quase como se estivesse colado, ainda assim ele não chegava a apertar a cabeça dela.

Com a primeira parte completa veio a parte mais difícil, Hinata desenhou selamentos na região da testa e onde ficavam os olhos, assim que ela terminou de desenha-los Hinata concentrou seu chakra herdado de Hamura e completou o fuuinjutsu.

– Shouyokofuuin (Selo Purificador da Rede) – disse Hinata fazendo os selos com as mãos.

O selamento desenhados em Himawari brilharam e ela sentiu-se desconfortável, após alguns segundos eles pararam de brilhar mas continuavam a exercer sua função, Hinata suspirou aliviada por ter executado um jutsu tão difícil habilmente.

– O tempo que empregamos lhe ensinando selamentos não foi desperdiçado afinal – comentou Hiashi atrás dela – embora o proposito fosse aplicar o selo do clã Hyuuga.

Hinata não gostava da ironia desse fato, mas todo o ensinamento que teve na infância realmente serviu, graças a isso ela conseguiu criar este selo em apenas 6 horas e agora terminava de aplica-lo na filha.

O selo tinha a função de lacrar o chakra que Himawari herdou de Hinata e Naruto, se desse certo o byakugan dela voltaria ao normal, mas como esse poder era importante pro futuro o selo poderia ser desfeito quando Himawari fosse mais velha.

– Mamãe, quanto tempo eu vou ter que ficar assim? – perguntou Himawari frustrada.

– Preste atenção minha filha, infelizmente não podemos tirar o selo até que se passem três dias – explicou Hinata tocando-a – mas até lá mamãe vai cuidar de você, eu não vou sair do seu lado.

– Três dias!? Isso é muito! – disse a menina desesperada – eu não quero isso, tira de mim!

A menina tentava tirar o pano mas ele estava grudado em seu rosto, Hinata segurou as mãos dela com delicadeza impedindo-a, vendo sua filha chorar ela ficou aflita.

– Eu vou cuidar do clã enquanto isso – dizia Hiashi – pode ficar ao lado dela.

Hinata agradeceu e Hiashi saiu para cuidar dos assuntos internos, depois disso Hinata perguntou o que sua filha gostaria de fazer, Himawari estava revoltada e disse que queria ir pro seu quarto, Hinata então a levou para o quarto dela segurando em sua mão o tempo todo.

– Podemos treinar um pouco, é importante para um ninja saber se guiar sem a visão – disse Hinata – então que tal passear pela casa? Tente saber onde você está agora.

A menina suspirou e aceitou a ideia, começando pela sala Himawari tentava identificar os locais da casa, ela andava com os braços esticados usando o tato para saber o que estava a sua frente, mas quando ela tropeçou em algo ia caindo e só não caiu porque rapidamente Hinata a segurou.

– Isso é muito difícil – reclamou Himawari.

– Você precisa se esforçar mais um pouco querida – pedia Hinata.

– Eu não quero, eu quero que tire isso de mim! – gritou ela.

Por um instante Hinata assustou-se, mas ela não poderia culpar sua filha por isso, quem sabe o quão assustador era pra uma criança de 8 anos ficar sem enxergar, ainda mais numa família onde a visão lhes permitia ver qualquer coisa.

Por isso Hinata tomou uma decisão drástica, ao menos por hoje ela encurtaria o dia da sua filha, levando-a a um membro do clã especialista em genjutsu ela pediu para que este a fizesse dormir, sem muita alternativa o genjutsu foi usado e Himawari caiu num sono profundo.

– Ela vai dormir até amanhã de manhã – explicou o Hyuuga.

– Que deus me perdoe pelo que fiz à minha própria filha – dizia Hinata chorando.

Hinata agradeceu a ajuda e voltou com Himawari nos braços, nessa hora Boruto voltava da academia e via sua irmã desacordada, imediatamente ele largou tudo que carregava e correu até sua irmã.

– O que aconteceu com a Hima? – perguntou ele nervoso.

– Ela só está dormindo, vai ficar assim até amanhã – disse Hinata ainda a carregando – por favor Boruto, depois eu explico tudo.

Mas Boruto já estava cansado disso, as coisas aconteciam a sua volta e ele não sabia de nada, quanto mais o deixavam no escuro mais irritado ele ficava e por isso cobrou uma explicação, Hinata suspirou e depois de por a filha na cama ela chamou Boruto para contar tudo.

– Sua irmã vai ficar assim por três dias, é necessário para salva-la – dizia Hinata – senão o doujutsu dela ficará fora de controle, ela vai machucar a si mesma e ao outros.

– Por que isso está acontecendo com ela? – perguntou Boruto.

– Porque sua irmã tem um poder especial, e talvez você tenha também – respondia Hinata – como irmão dela você precisa ajuda-la nessas horas difíceis.

– O que eu preciso fazer? – perguntou Boruto.

– Bem, seja um bom irmão mais velho para ela – pediu Hinata sorrindo novamente.

Boruto segurou a mão de Himawari enquanto ela dormia, para Boruto sua irmã mais nova era um tesouro a proteger, mesmo que em geral ele gostasse de agir como um pestinha com ela.

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– A hora está chegando – disse Naruto sentado no parapeito.

As 6 horas dadas pelos rebeldes estavam chegando ao fim, como já era esperado o daimyo não foi entregue a eles.

Dentro do castelo o daimyo organizava sua guarda pessoal, os ninjas destacados para protegê-lo e tudo mais que tinha a sua disposição, ele também ordenava ao Naruto que exterminasse os rebeldes, Naruto é claro nada respondia sobre isso.

– Quando essa rebelião acabar, será a minha hora de assumir – dizia o neto do daimyo – quando essa hora chegar eu quero que você e seus ninjas deem uma lição em todos os rebeldes.

– Você está praticamente implorando pra que todos do país do fogo se revoltem – avisou Naruto – não se governa pelo terror.

– Ora, o país do fogo tem o ninja mais poderoso do mundo, a vila mais poderosa e a maior riqueza também – dizia aquele rapaz inconsequente – conquistar todas as outras nações não será mais um sonho apenas.

– O que você disse? – perguntou Naruto liberando um pouco do seu chakra.

– d-d-de qu-qua-qualquer forma você precisa acabar com isso hoje – dizia ao outro saindo de fininho – contamos com você Hokage-dono.

Naruto pensou em ir atrás dele e cobrar explicações, mas com o problema lá de fora ele decidiu deixar isso para depois, primeiro ele precisava evitar que uma desgraça acontecesse, por isso ele sentou-se no chão e meditou absorvendo a energia da natureza, com o senjutsu ativado ele decidiu usar um dos seus novos jutsus.

– Senpo Bunshin no Jutsu – disse ele fazendo o selo com a mão.

Toda a energia da natureza que ele absorveu foi convertida em matéria, com isso 10 bunshins surgiram atrás do Naruto, os bunshins não eram feitos apenas de chakra mas de energia natural também, tanto que eles já vinham com o modo sennin ativado.

– 10 bunshins hein? No inicio eu só conseguia 4 – dizia Naruto – muito bem pessoal, vocês já sabem o que fazer.

– Vamos nessa! – disseram todos eles.

Dos 10 bunshins dois deles permaneceram no castelo, os outros se dividiram em duplas e seguiram para cada um dos portões, pelos seus cálculos cada um desses bunshins tinha a mesma força que ele teve quando lutou contra Pain e não eram destruídos facilmente, mas o inconveniente dessa técnica é que ele não podia usar o kage bunshin enquanto estes estivessem ativos.

– Muito bem, vamos recarregar o senjutsu – disse Naruto se concentrando.

Nesse momento ele sentiu algo curioso, ele sentiu a presença de fontes de chakra poderosos entre os rebeldes, mas a assinatura de chakra era de um tipo que o incomodava bastante.

– Não pode ser, edo-tensei aqui? – perguntou ele.

Quando o tempo acabou os 4 portões que tinham sido reforçados foram destruídos em instantes, pelas aberturas um verdadeiro exército de pessoas revoltadas invadiram com tudo, mesmo que já fosse esperado esse numero enorme assustou os defensores da capital.

10 ninjas e 250 soldados em cada portão, mesmo com o poder dos ninjutsus era impossível deter milhares de pessoas, foi quando os bunshins do Naruto chegaram e ativando o modo bijuu criavam garras gigantes para dispensar o povo.

– É melhor vocês ficarem aí mesmo – disse um deles – não queremos machucar ninguém.

– Não hesitem! Isso é por nosso futuro! – gritou um soldado sobre um cavalo.

As pessoas avançaram com tudo em direção aos bunshins, se isso fosse uma luta mortal com certeza Naruto já os teria massacrado, mas uma luta para contenção era extremamente difícil, foi quando os ninjas revividos entraram na luta aparecendo em seus respectivos portões.

– Sou Kumoi da nuvem, eu morri ainda durante a 2º guerra ninja – disse o ninja da nuvem carregando uma lança – eu não tenho nenhum ressentimento contra você, mas ordens são ordens.

– Sou Takara da areia, sinto muito por lhe dar trabalho – disse a garota se curvando – tome cuidado com meu jutsu, você pode morrer se for pego.

– Sou Jinso do clã Mabo – apresentou-se o ninja da rocha – eu morri durante a 4º guerra ninja, obrigado por salvar o mundo!

– Sou Kuga Jouro, é uma honra lutar contra o senhor! – disse o ninja da folha todo afobado – não! Quero dizer, sinto muito por isso Hokage-sama.

– “Quem é esse aí mesmo?” – perguntou-se o bunshin meio sem jeito.

Os ninjas revividos mal tiveram tempo pra mais alguma coisa, eles entraram em batalha contra os bunshins conseguindo retarda-los, graças a isso os rebeldes invadiram e logo subjugaram os soldados, os ninjas em batalha estavam cercados e com problemas.

No andar do castelo Naruto chamou um dos ninjas que era bom em fazer barreiras, após lhe transferir uma enorme quantidade de chakra ele mandou que fizesse uma barreira em torno de todo o castelo.

– E quanto ao senhor Hokage-sama? – perguntou o ninja envolto em chakra.

– Eu vou lá fora cuidar disso – respondeu ele.

Naruto saltou de onde estava e foi direto ao chão afundando-o, depois ele saltou para fora dos muros do castelo, assim que ele saiu o ninja encarregado da barreira ergueu a proteção cilíndrica em tornou do castelo.

Centenas de pessoas começaram a aparecer de todos os lados, assim que eles chegaram, Naruto ativou o manto de chakra liberando uma onda que derrubou todos no chão.

– Eu já falei pra vocês voltarem! Não é assim que se resolve as coisas! – gritou Naruto.

– Sinto muito Hokage-sama, mas as coisas já passaram do ponto da diplomacia – falou um homem montado à cavalo.

Era um ex-chuunin da folha que agora servia como oficial do exército, ele carregava um grande machado e seu cavalo parecia ser um kuchiyose, sendo um animal inteligente e usuário de chakra ele conseguiu usar o shunshin no jutsu para avançar velozmente.

– Kudari-uchi (Corte Cadente) – disse ele liberando uma grande quantidade de chakra no machado.

O machado desceu com tanta potência que a pressão do ar impedia que Naruto saísse do lugar, sem a opção de desviar ele criou a garra de chakra e segurou o machado afundando no chão até o joelho.

– Belo golpe, ele mostra a determinação que possui – elogiou Naruto – mas infelizmente não é o bastante!

Naruto socou a lamina do machado mandando o homem para trás, além disso o cavalo kuchiyose desapareceu com isso, assim que o homem caiu no chão o povo avançou pra cima de Naruto com tudo, todos eles caíram sobre Naruto como uma horda, mas logo saíram voando quando as caudas de chakra se agitaram.

– É agora, façam como mandaram! – gritou um homem simples.

Novamente as pessoas pularam sobre Naruto, mas dessa vez foi uma distração para o verdadeiro objetivo deles, em instante alguns deles cravaram estacas negras nas caudas pregando-as no chão.

– Estacas negras dos 6 caminhos!? – disse Naruto surpreso vendo suas caudas presas no chão – onde diabos vocês... espera, foi o Orochimaru não foi?

Um chakra roxo saiu das estacas e percorreu as caudas até chegar ao Naruto, logo o chakra bijuu dele foi temporariamente selado desfazendo o manto de chakra e o modo sennin, nesse momento Naruto estava apenas com o seu poder básico.

– Bom trabalho pessoal, vamos assumir daqui – disse o ninja revivido da nuvem – se afastem agora.

– Mas fiquem por perto, assim ele não poderá usar todo o seu poder – disse o ninja da rocha.

Os ninjas revividos chegavam até Naruto, todos eles ainda estavam se regenerando da luta que tiveram contra os bunshins, alguns estavam tão destruídos que precisaram ser carregados pelos civis, agora o Naruto com seus poderes especiais precisava lutar contra 4 ninjas revividos.

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– O senhor está ajudando com a rebelião no país do fogo? – perguntou Kabuto.

– Mais ou menos, Shimura Honda me procurou para contratar os serviços da vila – respondeu Orochimaru ocupado com seu microscópio – tudo conforme as regras shinobi, além disso é uma chance de testar alguns experimentos sem me envolver diretamente.

– Você fala dos jutsus para conter chakra bijuu? – perguntou Kabuto.

– E minha nova versão do edo-tensei que traz o ninja de volta com 90% do seu poder total – disse o outro empolgado.

– Her? Superou a minha marca de 80%? – Kabuto não sabia dizer se estava chateado ou empolgado.

Nesse momento Majura entrou no laboratório sem falar com os presentes, Kimimaro vinha logo atrás dela tentando detê-la, Orochimaru e Kabuto apenas observavam a garota revirando alguns armários e refrigeradores.

– Hei pai, onde você pôs o estabilizante 85? – perguntou ela ainda olhando os armários.

– Terceira gaveta de cima – respondeu Orochimaru.

– Valeu, vou levar um pouco – disse ela pegando os frascos – ah sim, eu vou pegar aquelas três crianças pra treinar ok?

Ela saiu tão rápido que Kimimaro perdeu o interesse em segui-la, já os outros dois viam como ela estava agindo igual a uma adolescente, Kabuto então mostrou o papel onde Majura se registrava como instrutora jounin.

– Orochimaru-sama, vai deixa-la fazer o que bem entender? – perguntou Kimimaro preocupado – aqueles três...

– Deixe-a, Majura é meio infantil mas na verdade ela é muito astuta – explicou Orochimaru – ela é como eu, quando desperta um novo interesse não consegue ficar quieta.

– De todos os seus experimentos este é o mais inusitado, criar uma filha de sua própria carne e sangue? – dizia Kabuto – está garantindo uma sucessora por acaso?

– Bom, eu estava tentando criar um novo corpo para mim usando métodos alternativos – explicou ele – mas no final eu simpatizei com ela e a deixei viver, de qualquer forma ela está me ajudando com meus experimentos.

Orochimaru não revelou a ninguém qual é o verdadeiro poder da Majura, na verdade ela foi considerada um fracasso do ponto de vista dele e por isso servia apenas para testar novas habilidades, ainda assim Orochimaru esperava que ela trouxesse resultados caso crescesse livremente.

– Eu entendo que ela esteja procurando meios de se entreter, mas não achei que ela quisesse ser uma sensei – comentou Orochimaru.

– Então o senhor ainda não entendeu, ela está procurando seu lugar no mundo – explicou Kabuto satisfeito – o senhor a criou para um proposito mas esse proposito não foi correspondido, agora ela está tentando preencher sua existência.

Kabuto falava isso por experiência própria, ele que por muito tempo ficou perdido encontrou seu lugar nesta vila, como responsável pelos habitantes ele trazia conforto e segurança à todos, por isso ele entendia bem a Majura.

– Em todo caso acompanhe o progresso dela – pediu Orochimaru – se ela conseguir fazer aqueles três se desenvolverem será muito efetivo.

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– Quanto tempo mais você pode sustentar a barreira? – perguntou Kotetsu para o rapaz.

– Com esse chakra eu posso sustenta-la mais 20 minutos – respondeu ele.

– Talvez tenhamos que pedir a um dos bunshins do Naruto para te recarregar – disse o jounin – pois parece que as coisas lá fora não se acalmaram ainda.

Kotetsu tinha razão em se preocupar, do lado de fora da barreira o castelo estava completamente cercado, não havia sinal do Hokage e os reforços demorariam a chegar, na pior das hipóteses eles teriam que selar o castelo por dentro até a ajuda chegar.

Enquanto isso do lado de fora da barreira Naruto estava tendo uma luta difícil, sem o senjutsu ou o poder da kyuubi ele só podia contar com seu poder convencional, era o bastante pra lidar com dezenas de camponeses, mas contra 4 ninjas revividos ele só conseguia segura-los e não ser morto.

– Excelente esquiva Hokage – elogiava o ninja da nuvem atacando com sua lança eletrificada.

Naruto evitava os ataques desviando no ultimo segundo, com seus olhos ele acompanhavam os movimentos dos outros ninjas, foi quando ele viu o shinobi da rocha fazendo selos.

– Doton! Chibounushi (Guerreiro de Lama) – disse ele batendo a mão no chão.

Feras feitas de lama e barro se ergueram, entre elas um tigre, um urso e uma serpente, os monstros criados atacavam ao mesmo tempo de todos os ângulos enquanto o shinobi da nuvem mantinha Naruto ocupado.

– Não me subestimem tanto assim! – disse Naruto fazendo o kage bunshin.

Naruto criou 4 clones a sua volta e todos eles surgiram já criando o rasenga, num instante ele mandou tanto o ninja da nuvem quanto as feras de lama voando longe.

– Hokage-sama! Se abaixe! – gritou o ninja da folha revivido.

Naruto nem hesitou em ouvi-lo, se abaixando ele viu duas grandes shurikens passarem por cima, uma delas envolta em fogo e a outra em vento, Naruto lembrava agora qual era o ninjutsus deste rapaz.

– Ah sim, você podia materializar shurikens de vários tamanhos e infundi-las com katon ou fuuton – dizia Naruto.

– Ninpo! Ogarasunashi! (tempestade de areia petrificante) – disse a shinobi da areia soprando.

Os clones do Naruto fizeram uma muralha com seus corpos protegendo o verdadeiro, Naruto saltou para trás e viu que a tempestade de areia estava cobrindo os corpos dos bunshins até petrifica-los completamente.

– Entendi, o principio é o mesmo da armadura de areia do Gaara – disse Naruto sobre uma árvore.

– Raiton! Houden no Jutsu (Descarga Elétrica) – o ninja da nuvem já regenerado disparava um relâmpago pela sua lança.

Naruto sacou uma kunai e infundiu seu chakra fuuton nela criando uma espada curta de vento, com ela Naruto bloqueou o relâmpago e ainda conseguiu dividi-lo em dois, os 4 ninjas revividos olhavam para ele impressionado.

– Esse é o nosso Hokage-sama! – dizia o ninja da folha empolgado.

– E ele está com seus melhores jutsus selados? É um verdadeiro monstro! – disse o ninja da rocha.

Os 4 ninjas revividos iam se posicionar para mais uma rodada de ataques, mas as ordens do edo-tensei mudaram e eles entraram no modo completamente dominados, todos juntos começaram a fazer uma sequência de selos.

– Joukata no Fuukatsu (Quebrar Selos Maior) – sincronizando o chakra deles todos juntos liberaram uma onda de energia escura.

A energia dissipou a barreira em volta do castelo, graças a isso as milhares de pessoas puderam invadir o pátio de uma vez, carregando toras eles se esforçavam para derrubar os portões internos reforçados.

– Mas que merda! – gritou Naruto tentando ir até eles.

– Sinto muito mas sua luta é conosco! – disse o ninja da rocha.

Todos os 4 pularam no caminho dele obrigando Naruto a parar seu avanço, o ninja da rocha usou novamente seu jutsu e criou um monstro gigante de lama, todos eles estavam prontos para atacar se Naruto desse mais um passo.

– Hei Naruto, eu já reuni aquele chakra estranho – disse Kurama segurando uma esfera negra nas mãos – você já pode usar todo o seu poder agora!

– Valeu Kurama! – agradeceu Naruto reunindo chakra – Fuuton! Rasenshuriken!

Criando o rasenshuriken Naruto rapidamente jogou contra o grupo a sua frente, três deles foram pegos no turbilhão e reduzidos a cinzas, a ninja da areia conseguiu saltar em segurança, mas no ar Naruto criou a garra de Kurama e rasgou seu corpo ao meio.

– Foi mal, mas pelo que sei vocês não sentem dor não é? – disse Naruto passando por ela.

– Tá tudo bem, até a próxima – disse ela caindo no chão.

Os 4 ninjas revividos foram derrotados e levaria um bom tempo para se recuperarem, com o caminho livre Naruto manifestou o manto de chakra e criou uma garra gigante do Kurama, com uma patada Naruto limpou toda a área em frente ao portão e se posicionou ali em defesa.

– Eu já disse que não posso deixar vocês passarem – disse Naruto – por favor vão embora, ainda da tempo de evitar uma tragédia!

Mas as pessoas simplesmente ignoraram o que Naruto disse, armados com paus, ancinhos e algumas poucas armas todos partiram pra cima do Naruto, eles tinham uma determinação de quem estava disposto a morrer por uma causa, por causa disso Naruto decidiu ir com tudo também.

– Muito bem, não me deixaram alternativa – disse Naruto ativando o manto de chakra – vai ficar roxo e dolorido mas ninguém vai morrer.

Naruto criou bunshins bloqueando todas as entradas, ele precisava derrubar logo as pessoas antes que os ninjas revividos se regenerassem, mas 5 mil pessoas cercavam o castelo tentando passar por ele.

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– Parece que eles ainda estão lutando lá fora – disse um ninja da folha.

– Eu sinto muito por eles, mas precisamos de cada segundo que puderem manter o Hokage-dono ocupado – dizia Honda – pelo menos eu sei que ele não os matará.

– Por favor façam silêncio, minha técnica pode ocultar nossa presença mas não os sons – explicou o ninja da nevoa revivido.

O grupo de elite liderado por Honda se esgueirava por dentro do castelo, ele assim como 10 ninjas leais a ele estavam camuflados por uma nevoa especial, tudo dentro da nevoa (e a própria nevoa) ficavam invisíveis aos olhos e o chakra era camuflado aos sentidos.

– Honda-sama, o que estamos fazendo é mesmo o certo? – perguntou o ninja mais jovem do grupo – atacar o daimyo é alta traição, e estamos trazendo problemas ao Hokage-sama...

– Se não fizermos isso o nosso país se acabará. Precisamos salvar o país do fogo enquanto é tempo – justificou ele – o Hokage-sama compreenderia a situação se estivesse a par de tudo.

O grupo parou de andar quando os dois Senpo bunshins do Naruto apareceram no corredor, rapidamente o ninja da nevoa concentrou sua técnica tentando aumentar sua eficiência, mas todos podiam ver que os bunshins estavam procurando por eles.

– “Nossa infiltração foi descoberta?” – perguntou-se Honda preocupado.

– Eu sei que você está aí, eu posso sentir uma fonte de vida... não, algumas fontes de vida – disse um dos bunshins – é melhor você se revelar logo antes que eu pegue pesado.

O ninja revivido desfez a nevoa e se posicionou para atacar, os bunshins viram aquele que ele acreditava ser o líder da rebelião cercado por ninjas da folha, ao encararem o olhar irritado dele os ninjas quase se borraram.

– O que vocês pensam que estão fazendo? – questionou o bunshin bem irritado.

– Por favor não fique bravo com eles, eles trabalhavam para meus subalternos e eu os recrutei – explicou Honda – assim como eu eles acreditam que estão fazendo o melhor para o país.

– Uma rebelião é o melhor para o país? Você atiçou uma chama que não pode controlar! – respondeu o bunshins – depois de destruir a capital e capturar o daimyo o que pensa em fazer!?

– É inútil discutir com ele agora, sigam em frente – disse o ninja da nevoa revivido – eu vou segura-los aqui.

– Vamos ajuda-lo Jinra-san! – voluntariou-se alguns dos ninjas da folha.

– Eu agradeço muito – disse Honda correndo acompanhado de 6 outros ninjas.

Um dos bunshins tentou detê-los, mas Jinra disparou um jato forte d’água que logo se transformou numa parede em forma de turbilhão, os bunshins não conseguiriam passar por ali facilmente.

– Quando isso acabar eu vou espancar vocês de novo – disse o bunshins estralando os dedos.

Honda e os ninjas da folha correram direto para a sala do trono, logo na porta eles encontraram outros dois ninjas leais ao Naruto e alguns guardas, dos 6 homens que acompanhavam Honda 4 deles ficaram para trás lutando, assim o ministro e os outros dois conseguiram entrar na sala do trono.

– Terroristas! Alguém detenham-nos!! – gritou o daimyo todo nervoso.

Os ninjas da folha restantes e vários guardas se posicionaram entre os invasores e o seus protegidos, Honda imaginava se conseguiriam passar por eles à tempo, os dois que o acompanhavam sabiam que não poderiam lidar com tudo isso.

– Escutem todos! Esse homem e seus seguidores não são dignos de sua proteção! – gritava Honda – ele...

– Silêncio! Eu jamais imaginei que um dos meus ministros me trairia! – reclamou o daimyo – quando essa rebelião acabar você será executado em praça publica, com toda a sua família!!

Um dos ninjas que seguia Honda decidiu apostar tudo num ataque, usando um katon diretamente contra o daimyo obrigando um ninja a usar um Suiton para protegê-lo, com a confusão que começou cada lado fazia o que podia para cumprir seu objetivo.

Enquanto isso o verdadeiro Naruto estava ofegante da luta que teve, milhares de pessoas caídas forravam o chão e muitos tentavam se levantar, mas ninguém mais tinha energia para enfrentar o Hokage.

– Agora eu sei como meus inimigos se sentem enfrentando meus bunshins – disse Naruto limpando o suor do rosto.

– Mas graças a eles nós voltamos – disse a ninja da areia revivida – e você ainda está aqui.

– E agora com eles aqui você não poderá usar jutsus como aquele de antes – dizia o ninja da nuvem – nossa vitória é certa.

Naruto pensava n oque fazer quando de repente algo estalou em sua mente, um dos bunshins que ele deixou dentro do castelo foi destruído, assim que ele soube que um grupo invadiu o castelo Naruto refez o manto de chakra.

Com um poderoso salto Naruto saiu correndo pela parede do castelo em alta velocidade, os ninjas revividos foram atrás dele mas não conseguiam alcança-lo, em instante Naruto entrou pela área aberta e surgiu num flash em meio àquela bagunça.

– VAMOS PARAR COM ESSA MERDA AQUI!! – gritou ele já surtando.

Era como se o tempo tivesse parado, todos que estavam lutando olharam para Naruto que estava de pé ao lado do daimyo, mesmo com sua chegada súbita em pouco tempo os 4 revividos chegaram ao topo tornando a situação ainda mais complicada, Naruto se perguntava o que era mais certo a se fazer agora.

– Vocês levam o daimyo e os outros pra fora daqui – instruía Naruto – eu vou cuidar de todos eles.

– Não pode fazer isso Hokage-dono! Esse homem vai destruir o país do fogo! – gritou Honda.

Como se fosse uma providencia divina a voz de Ino soou na mente do Naruto, ela parecia preocupada e disse que Sai tinha algo a dizer para ele, Naruto respondeu que não tinha tempo para isso agora mas o líder da ANBU insistiu.

– E aproveitando que o Honda e o daimyo estão aí eu vou conecta-los também – avisou Sai – eu demorei a reunir tudo porque estava ocupado ajudando a Hinata-san com o problema dela.

– Fale logo de uma vez Sai! – ordenou Naruto.

– O nosso daimyo estava querendo começar uma guerra com os países vizinhos – disse Sai direto.

Ao ouvir isso os olhos do Naruto quase caíram da cara, seu queixo quase foi ao chão tamanha a sua perplexidade, ele voltou seu olhar para o daimyo que agora parecia sentir água fria na barriga.

– Meus agentes estavam investigando quem participava da rebelião, e acabamos topando com esses planos – explicava Sai – os aumentos dos impostos era para reunir fundos pra isso, havia também o plano de recrutamento forçado, principalmente nos vilarejos afastados.

– i-i-isso é verdade? – perguntou Naruto olhando pro daimyo.

– Ele planejava tomar todos os pequenos países vizinhos primeiro, depois investir contra as outras grandes nações – explicava Honda – em sua arrogância ele acha que não precisa mais das outras nações, por isso nossas relações pioraram.

– Isso é estupidez! Se o país do fogo fizesse isso as outras 4 nações se uniriam contra nós! – gritou Naruto – quanto tempo duraríamos enfrentando os outros kages e seus ninjas!?

– Ele acha que duraria pra sempre, por isso que nos últimos anos aumentou nossos fundos – explicava Sai – ele estava fortalecendo a vila da folha para lutar nessa guerra.

Naruto sentia seu sangue ferver olhando para aquele homem, o daimyo estava disposto a jogar todas as conquistas fora pela sua ganancia, destruir o mundo pacifico que levou mais de uma década para construir.

– Qual o problema disso!? O país do fogo é a nação mais poderosa, e varias vezes fomos atacados pelas outras nações! – gritava o daimyo – e o meu direito divino governar sobre todas as nações inferiores!

– Você tá falando sério!? – perguntou Naruto rosnando.

– Cuidado com suas palavras Hokage, a vila da folha existe para servir ao país do fogo! – disse o daimyo apontando o leque para ele – sua vila não pode existir nesse país sem nós, por isso você deve fazer o que eu mandar!

Naruto sabia que isso era verdade, a vila da folha era uma organização que precisava do país no fim das contas, se Naruto se revoltasse o país cortaria sua ligação com a vila e uma guerra interna começaria.

– Ao descobrir tudo isso eu mandei um dos meus se infiltrar dentro da corte, parece que o daimyo estava muito interessado em um jutsu que a rasetsu usou – explicou Sai – o jutsu que rejuvenesceu os criminosos libertados.

– Você pretendia usar aquele kinjutsu? – perguntou Naruto – mas aquela técnica requer o sacrifício de dezenas de pessoas!

– Hein!? O que significa isso pai? – perguntou o filho do daimyo – você não pretendia se aposentar? Quer viver pra sempre!?

– Me aposentar? Agora que estou a um passo de me tornar um soberano? – dizia o daimyo – eu vou voltar a ser tão jovem quanto você e governarei este continente por mais um século!!

– Como pode ver Hokage-dono, este homem vai destruir o nosso país – dizia Honda decepcionado – eu queria lhe contar isso, mas sem provas não poderia envolvê-lo nisso.

– Quer dizer que é tudo verdade? O nosso daimyo ia começar uma guerra e matar gente inocente para ficar mais jovem? – perguntava-se Naruto – no final de tudo eu é que era o vilão aqui!

– Não me venha com esse moralismo idiota, uma vez que conquistemos o continente você será bem recompensado – dizia o daimyo – o mais poderoso shinobi do mundo será aquele que unificará o continente!

– Não me venha com essa!! – gritou Naruto manifestando a garra gigante de Kurama.

A enorme garra deu um tapa no daimyo que o fez voar através da parede, todos viram a sala do trono quase desmoronar com isso, Naruto surpreso com o que fez ficou com cara de quem tinha feito a maior besteira do mundo.

– Agora fudeu de vez – disse ele pálido.

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(no dia seguinte)

– Não vai poder voltar? – perguntava Hinata mentalmente.

– Eu sinto muito, a capital tá uma bagunça – respondeu Naruto através da ligação mental – teve revolta dos dois lados, houve saques e prédios queimados, se eu for embora agora pode ser que comecem a matar pessoas.

– Eu entendo... então boa sorte para você aí – disse ela triste.

– Como está a Himawari? – perguntou ele.

– Aguentando firme, bem, na verdade ela não está aguentando – respondeu Hinata preocupada – é terrível demais selar seus olhos por três dias, ela está sofrendo muito.

– Que tipo de pai eu sou por não estar ao seu lado nessa hora? – dizia Naruto – ela nunca vai me perdoar!

– Nesse momento você não é o pai de Uzumaki Boruto e Hyuuga Himawari, é o Hokage de Konoha – disse Hinata – infelizmente esse tipo de coisa vai acontecer.

Naruto sentiu um aperto no coração, mesmo que ele pudesse criar varias copias de si mesmo ele ainda não era capaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo, não podia ser um pai de família e o líder de uma vila, o que mais lhe doía era ter que decidir o que era prioridade.

Hinata trocou mais algumas palavras com Naruto e depois desfez a conexão, assim que abriu os olhos voltou-se logo para Himawari, a menina estava sentada na varada de casa, cabeça baixa e chorando baixinho pela sua condição, já se passara 24 desde que o selo foi colocado.

– Você quer fazer alguma coisa minha filha? – perguntou Hinata tentando anima-la.

Himawari apenas balançou a cabeça negando, Hinata não queria fazer sua filha dormir mais, ela precisava encarar essa situação para compreender a necessidade de controlar o tenseigan, mas ainda assim era doloroso demais vê-la tão deprimida.

Foi quando o Boruto chegou por trás dela e encostou um picolé gelado na nuca dela, Himawari deu um gritinho de susto enquanto o irmão se acabava de rir deixando Hinata brava.

– Boruto! Não faça isso com sua irmã! – reclamou ela.

– Ora, ela deveria me agradecer – disse ele – eu fui correndo comprar esses aqui, então tome o seu.

Ele pôs o picolé na mão de Himawari e sentou ao lado dela, ele disse que ela podia provar logo mas a menina hesitava, Boruto disse que ela não precisava de olhos pra comer picolé.

– Qual é o sabor? – perguntou ela hesitante.

– Ué? Prova – disse ele.

A menina cheirou mas não conseguiu identificar pelo cheiro, encostou a língua mas só soube dizer que era algo cítrico, então pôs logo na boca, o sabor a fez se arrepiar todinha e ainda por cima o frio congelou seu cérebro, vendo-a fazendo uma careta Boruto riu mais uma vez.

– Onii-chan baka! É sabor laranja!! – reclamou ela.

– Então sua língua funciona né? Quer provar o meu? – perguntou ele encostando o picolé no rosto dela.

– Argh! Sabor banana – disse ela após provar fazendo cara de nojo.

Hinata viu sua filha sorrindo e ficou aliviada com isso, Boruto estava se esforçando para anima-la e felizmente estava funcionando, vendo que a irmã estava mais solta ele pegou uma bolsa e tirou uma coisas de dentro pondo nas mãos dela.

– Sabe o que é isso? – perguntou ele.

– hunnn é o sapo de pedra do papai? – perguntou ela apalpando.

– É aquele sapo feio que ele não joga fora – disse Boruto vendo Himawari rir.

Hinata acabou rindo também, ele guardava um sapo petrificado que trouxe do monte myobokuzan, ele colocou no quarto mas por ser muito feio Hinata o colocava atrás da porta, geralmente o Naruto só lembrava dele quando arrumava o quarto.

– Essa é a minha caixinha de musica, aquela que você quebrou – disse Himawari com o novo objeto nas mãos.

– ugh, você não vai esquecer isso não é? – disse Boruto vendo que escolheu a coisa errada.

– Eu posso entrar na brincadeira também? – perguntou Hinata esperançosa.

Os dois gostaram e Hinata foi correndo buscar algumas coisas, nesse meio tempo Boruto continuou brincando com Himawari, se ela precisava aguentar três dias então ele estaria todo esse tempo ao seu lado.

– Depois que a mamãe voltar vamos brincar de ninja? – perguntou ele.

– Mas eu...

– Um bom ninja luta até sem os olhos! – disse ele – vamos os dois contra a mamãe, eu também vou vendar meus olhos!

Pouco tempo depois Hinata voltou correndo e com as mãos cheias de coisas, Boruto riu do exagero dela e cochichou no ouvido da irmã fazendo-a rir também, Hinata ficou toda vermelha perguntando do que estavam rindo, Boruto disse pra deixar pra lá e ele começou a procurar algo no meio da pilha que Hinata trouxe, mas a mãe ficou surpresa com o que ele puxou.

– Como isso foi parar aí!? – disse Hinata desesperada vendo um dos seus sutiãs nas mãos do filho.

– Olha só Hima, sabe o que é isso? – disse ele pondo na mão da mais nova.

A menina riu e comparou com os seus próprios peitos que nem pareciam querer crescer, Hinata ficou morta de vergonha mas estava gostando de vê-la feliz, e assim o resto do dia foi de brincadeiras, treinos de luta ou simples passeios pela propriedade dos Hyuuga.

Himawari foi dormir mais cedo de tão cansada que estava, e hoje ela dormiu junto à mãe na enorme cama de casal dela, Boruto juntou-se a elas mais tarde e antes de dormir planejou com a mãe o que fariam no dia seguinte.

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– Todas as pessoas que invadiram a capital já foram embora, não houve nenhuma morte mas muitos estão feridos, o hospital da capital está lotado – explicava o jounin – 12 mansões foram incendiadas e nem sabemos quantos saques aconteceram.

– Acho que temos que agradecer por não ter sido pior né? – disse Naruto sentado no chão encostado a um pilar.

– O ministro Honda passou o dia todo trabalhando pra restaurar a ordem da capital – explicava outro ninja – algumas famílias nobres, políticos e oficiais do exército estavam do lado dele.

– O que aconteceu com o daimyo? – perguntou Naruto.

– O daimyo, sua família e seus conselheiros leais foram presos – respondeu o primeiro – o ministro prometeu que não iria feri-los e nem deixar que o povo o fizesse.

Naruto suspirou derrotado, depois de detonar o daimyo ele não teve outra escolha senão declarar rendição aos rebeldes e entregar a capital ao Honda, quando a noticia se espalhou os invasores comemoraram, mas os habitantes da capital se revoltaram, quase que uma guerra se iniciou, Honda e os ninjas revividos se encarregaram de manter a ordem até que todos os invasores fossem embora.

Naruto levantou-se de onde estava e seguiu para outra sala, lá estavam os ninjas da folha que ajudaram na rebelião, todos eles de joelhos no chão e cabeça baixa.

– Estamos prontos para aceitar nossa punição – disse o único jounin entre eles.

– Eu puno vocês por se rebelarem contra mim, e eu me rebelei contra o daimyo – disse Naruto – como eu vou ficar depois dessa?

– Ninguém exigirá a punição para o Hokage, mas nós erramos por ter começado isso – explicou o jounin – fomos nós que o forçamos a medidas extremas.

– Acho que não tem jeito, eu vou destitui-los de suas posições como ninjas da folha – disse Naruto – depois que essa bagunça acabar quero suas bandanas sobre minha mesa.

Considerando o que fizeram essa punição foi até branda, na verdade Naruto não queria puni-los, mas precisava mostrar autoridade para manter a ordem dentro da vila, ou outros poderiam segui-los nisso.

– Eu estou exausto, não durmo há dois dias e ontem tive uma luta dos infernos – dizia Naruto – eu só gostaria de ir pra cama agora.

– Hokage-sama, os outros países estão enviando representantes para saber o que aconteceu aqui – avisou um ninja – precisaremos entregar um relatório em 10 dias.

– Aiai, eu vou ficar uma semana preso aqui! – disse Naruto quase batendo em si mesmo.

Naruto seguiu para outra sala, era a sala onde os membros do conselho se reuniam com o daimyo – dentro da sala estava Honda e seus assistentes que pediu para ficar sozinho assim que o Hokage entrou, quando os outros saíram e fecharam a porta Naruto sentou-se diante do homem que começou tudo isso.

– Porque não me contou tudo desde o inicio? – perguntou Naruto.

– Você não poderia agir sem provas, e iniciar uma investigação contra o daimyo é proibido – explicava o outro – mesmo que encontrasse provas quem iria autorizar a prisão do daimyo?

– Então você começou uma rebelião para acabar com isso por contra própria? – dizia Naruto – não pensou nas consequências disso?

– Pensei sim, mas pensei nas consequências de não fazer, eu passei 6 meses trabalhando nisso para minimizar os danos – respondeu Honda – até mesmo contratei os serviços da vila do som para ter meios de deter o Hokage.

– E agora o que você vai fazer? Vai tomar o lugar do daimyo? – perguntou Naruto.

– Jamais ambicionei tomar o trono, eu só queria salvar o meu país – disse ele – se usasse essa rebelião para tomar o torno eu seria um usurpador e trapaceiro.

– Então quem...

– Não existe ninguém mais digno que o senhor Hokage-sama – disse Honda encostando a testa na mesa – por favor Uzumaki Naruto, governe o nosso país sabiamente.

– Nem de brincadeira! Eu mal tô dando conta de Konoha, quanto mais um país inteiro! – gritou Naruto – eu já estou aqui furioso por não poder ir pra casa cuidar da minha filha doente!

– Eu lamento muito tê-lo feito deixar sua filha em casa – disse Honda envergonhado – eu tive que esconder minha família para não trazer problemas a eles.

Naruto esfregou o rosto pelo cansaço, quantas pessoas não pagaram caro por isso? Quantos não estavam sofrendo para agir? Ele não poderia reclamar de seus problemas pessoais agora.

– O país precisa de um líder, e definitivamente eu seria a ultima pessoa que você iria querer ver naquele trono – disse Naruto – você acabou com o governo desse país, assuma a responsabilidade e mantenha tudo funcionando, pelo menos até um novo governante aparecer.

– Tínhamos um plano, escolher um representante de cada cidade e vila e traze-los para cá como conselheiros – explicava Honda – tomaríamos as decisões pelo bem de todos, se funcionasse poderíamos tornar oficial.

– Eu realmente preciso descansar, isso tudo é demais pra mim – disse Naruto exausto – conversaremos melhor amanhã.

Honda agradeceu toda a ajuda e compreensão do Hokage, Naruto então foi para o quarto que costumava usar quando vinha à capital e finalmente pôde relaxar, ele tomou uma ducha e depois foi para a cama, ao fechar os olhos ele se viu no seu mundo interno com a kyuubi.

– Vocês humanos complicam demais suas vidas por nada – disse o bijuu – precisam ficar pondo gente acima de vocês para mandar em tudo!

– O mundo dos humanos é assim mesmo, não podemos viver juntos se não seguirmos regras – explicava Naruto – só temos que confiar em quem escolhemos para fazer as regras.

Kurama perdeu o interesse no assunto e deixou Naruto descansar, em seus sonhos Naruto apenas sonhava com sua família, mas também sonhava com um país do fogo que não precisasse sacrificar seu povo para se erguer.

Nos próximos dias Naruto atuou como embaixador, trabalhou para manter a ordem e no final o próprio povo escolheu Honda como o sucessor do daimyo, ele aceitou de forma relutante mas pelo bem do povo trabalharia ao máximo, e assim 8 dias depois do inicio da rebelião o país do fogo se estabilizou, finalmente era hora de voltar pra casa.

Continua.

Notas finais
Na imagem temos Shimura Honda, aquele que salvou o país do fogo, que bom que tudo acabou bem não é? E dessa vez o Naruto sentiu o gostinho de lutar do lado errado quase até o final. Como eu disse antes a próxima saga é a ultima antes da nova geração entrar em ação, então vamos aproveitar né? Para aqueles que ainda não viram eu ando postando muita coisa em minha pagina no Face, deem uma conferida para não perderem nada legal!!