Mirai no Monogatari
53 Capitulo 42 – Previsão de Morte.
Notas iniciais

Capitulo 42 – Previsão de Morte.
(6 meses atrás)
– Pelos deuses, o que eu faço!? – disse uma mulher andando de um lado para o outro.
– Primeiro pare de fazer isso, depois sente aqui e me conta o que aconteceu – disse uma mulher em belos trajes cerimoniais.
Shion suspirou e sentou em frente a outra mulher, pegando um doce que estava no prato ela tentava relaxar para falar sobre o seu problema.
A outra mulher ouvia atentamente o que Shion lhe dizia, ela era a líder da nova vila shinobi de Onikuni que crescia aos poucos tornando-se popular, Shion como governante de Onikuni era a patrocinadora de tal vila, mas para muitos ela era muito mais que isso.
– Como parte da politica de cooperação Onikuni criou laços com o país do ferro e os samurais – explicava Shion – nossos vizinhos foram muito legais conosco todos esses anos, nos ajudaram na defesa do país e tudo mais.
– Faz sentido, desde sempre samurais e sacerdotisas se dão bem – dizia a outra – e qual é o problema?
– Recentemente aqueles idiotas do conselho fizeram uma proposta ao daimyo do país do ferro – dizia Shion nervosa e irritada – e tudo isso sem me consultar!!
– E que proposta foi essa que agora te assombra completamente? – a outra já estava bem curiosa.
– Eles propuseram que eu me casasse com o daimyo do país do ferro!! – gritou Shion quase pulando da cadeira – como eles ousam oferecer sua própria líder em casamento??
– Bom, você deu muita autoridade aos membros das famílias antigas – respondeu a outra – e basicamente em questão de politica você só serve pra conciliar opiniões.
– Muito obrigada por sua opinião sincera Airin-san – disse Shion desanimada – eu a chamo aqui para me aconselhar e você me diz isso.
– Mas é tão ruim assim? Você sempre quis casar e ter uma herdeira não era? – perguntava Airin.
– O daimyo do país do ferro é aquele samurai Mifune, um dos lideres do exército que lutou na 4º guerra ninja – explicava Shion – aquele homem tem quase 70 anos! Eu duvido que a “espada” dele sequer funcione ainda, como ele vai me dar uma herdeira!?
Airin começou a rir deixando Shion toda frustrada, ela não poderia dizer que o homem escolhido seria um péssimo marido, mas casar com alguém que tinha o dobro da sua idade era assustador, além disso Shion realmente precisava de uma herdeira para que o poder do seu clã não se perdesse.
– Se ao menos eu tivesse conseguido casar com o Naruto... – resmungava Shion.
– Não adianta chorar por isso agora, o Naruto está bem casado e você mesma disse que superou isso – disse a outra – sem falar que você vai ser amaldiçoada se ficar chorando pelas costas da sua amiga.
– Tudo bem, já passou, agora eu só tenho que me conformar com meu destino – dramatizava a outra – oh mãe, eu peço seu perdão, falhei com o nosso clã!
Airin riu novamente e perguntou o que Shion queria dela, Shion então pediu para que ela reunisse todos os ninjas do clã que estavam na vila, ela precisava mostrar a força de Onikuni para a comitiva do daimyo que estava chegando.
– Gostaria que tivesse me avisado mais cedo, só metade dos nossos rapazes estão aqui – disse Airin – vou chamar as sacerdotisas também, assim aumentamos o numero.
– Faça isso, eu tenho que organizar as coisas aqui na sede – dizia Shion – e desculpe por lhe dar trabalho.
– Sem problemas, nós shinobis de Onikuni existimos para servir a nossa nação – respondeu Airin – boa sorte com seu noivo!
Shion sentiu uma pontada de veneno essas palavras e deu língua pra ela, depois que Airin saiu ela foi instruir a todos os servos do castelo para preparem a recepção dos convidados.
Durante a noite a comitiva do país do ferro foi avistada entrando na capital, assim que eles se aproximaram do castelo Airin organizou os jovens ninjas do país, a comitiva do daimyo tinha quase 50 pessoas, uma amostra do poder do seu líder.
– Sejam bem vindos – cumprimentaram os jovens ninjas.
Os ninjas enfileirados de um lado e as sacerdotisas do outro formando um caminho, os membros da comitiva passavam por eles em direção à Shion que aguardava por seu noivo, assim que o velho samurai a alcançou curvou-se cumprimentando-a.
– É uma honra recebê-lo em meu país – disse Shion – nossas acomodações são simples, mas espero que sejam proveitosas.
– É uma honra visita-la Shion-dono, como países vizinhos considero nossa aliança afortunada – respondeu Mifune tranquilamente – então estes são seus ninjas? Todos eles são bem jovens.
– São o orgulho da nossa nação, os primeiros que foram treinados em nosso país – respondeu Shion orgulhosa – nos últimos 5 anos todos conseguiram ser promovidos a chuunins, e em breve eles poderão treinar a próxima geração.
Os jovens reunidos ficaram vermelhos de vergonha mas também felizes, sua líder depositava toda a confiança neles, e ainda que não fossem como os shinobis das grandes nações eles eram dedicados, estes jovens prometeram que em no máximo 20 anos teriam o mesmo poder das 5 grandes nações.
– Maravilhoso, com a união dos nossos países teremos uma incrível força – disse Mifune empolgado – samurais, sacerdotisas e ninjas, estaremos em pé de igualdade com as 5 nações shinobis.
Shion convidou a todos para entrarem no castelo, Mifune e os mais próximos da sua comitiva a seguiram e foram para o salão de jantar onde a refeição já estava sendo preparada, o tempo todo Shion notou o rapaz que andava ao lado de Mifune e o achava muito intrigante.
– Shion-dono, sobre o casamento...
Nesse mesmo instante Shion começou a tossir com o que entalou em sua garganta, ela queria a todo custo evitar esta conversa, desde que fora informada ela pensava em uma maneira de evitar o casamento.
– Me desculpe, isso é meio constrangedor – disse Shion depois que bebeu água.
– Tudo bem, essas coisas acontecem – disse Mifune – sobre o que eu ia dizer, ao que parece os conselheiros do seu país não lhe informaram sobre o noivado.
Shion não entendia sobre o quê ele estava falando, foi a própria Shion que enviou a carta com o convite para este jantar, como ele poderia achar que ela não sabia sobre o noivado?
– Bem, eu fiquei honrado com a proposta, mas eu vim avaliando que ela não seria benéfica a você – explicava Mifune – minha saúde tem piorado e eu já não sou jovem, não seria justo que formássemos uma aliança nessas condições.
Shion precisou fazer um grande esforço para não mostrar um sorriso, como uma providencia divina o seu triste destino parecia ter mudado e agora um final feliz era visível, ainda assim ela precisava manter as aparências, ou ela poderia estragar a relação que tinha com o país do ferro.
– Mifune-dono, é realmente uma pena que tal coisa tenha acontecido – dizia ela – mas eu garanto que as relações entre nossos países não será afetada.
– Claro que não, até porque eu escolhi o meu filho para cumprir essa função – explicou Mifune.
Mais uma vez Shion precisou se controlar para não transparecer suas emoções, as ultimas palavras do seu convidado foram como um balde d’água fria em seu espirito, e ainda que não precise mais se casar com um ancião ela ainda estava presa a um compromisso.
– Por isso eu vim para lhe apresentar ao seu noivo – dizia Mifune pondo a mão no ombro do rapaz ao lado dele – este é meu filho Suimamori, ele é o mais novo dos meus dois filhos e será o próximo daimyo do país do ferro.
– Pode me chamar de Byakko, eu prefiro assim – disse o rapaz apresentando-se.
– É... um nome bem incomum não é? – disse Shion surpresa.
– É o nome do guardião do nosso país, desde que eu nasci que me pareço com ele – explicou Byakko.
Ele se referia ao seu cabelo, a coloração incomum lembrava as listras de um tigre branco, Shion lembrou-se que na historia do país do ferro acreditava-se que um gigantesco tigre branco era seu guardião.
Mas esse detalhe era o menos importante, o mais importante era que o seu novo noivo não era algo de se jogar fora, na verdade ela o achava bem atraente e interessante, pegando-se pensando nisso ela ficou um pouco vermelha e desviou o olhar.
– Amanhã pela manhã voltaremos ao nosso país, mas eu pretendo deixar o Suimamori aos seus cuidados por uma semana – explicava Mifune – para que vocês possam se conhecer melhor, não será um incômodo não é?
– Claro que não! Será um imenso prazer hospeda-lo pelo tempo que quiser – disse ela.
O jantar inteiro foi para conversar sobre formalidades e combinar sobre detalhes da cerimonia, depois foi discutido sobre a aliança dos dois países e de como eles se fundiriam em breve, assim que o filho mais novo se tornasse o próximo daimyo os dois países se tornariam um só graças ao casamento.
– Precisaremos construir uma nova capital – dizia Mifune – uma que fique onde hoje é a fronteira dos dois países.
– Então isso significa que a atual capital de Onikuni será a nossa vila oculta – comentou Airin empolgada.
– Você realmente não consegue conter a empolgação não é? – perguntou Shion fazendo uma cara feia.
Após o jantar Shion mostrou acomodações para todos os convidados, depois que todos se recolheram ela foi para seus aposentos onde Airin já a esperava.
– Que bom não é? Em vez de um velho com “espada” cega você conseguiu um garotão com uma “espada” bem afiada – zombou Airin.
– Mais uma dessas e eu vou te por no sarcófago do Moryomaru! – disse Shion rosnando.
– Muito bem, mas não esconda que você está feliz – continuou a outra – aquele rapaz foi a sua salvação.
– Bem, eu ainda não gosto da ideia de casar por obrigação... – ela dizia mexendo em seu próprio cabelo, sinal de que estava envergonhada.
– Não é você que vive reclamando que quer ter uma herdeira logo? – perguntou a outra.
Mas em todos esses anos Shion nunca se esforçou para arranjar um casamento ou mesmo engravidar, apesar de ter inúmeros pretendentes ela simplesmente inventava desculpas para rejeita-los, Airin suspeitava que ela não queria outra pessoa que não aquele por quem se apaixonou antes.
– Se você estava tão apaixonada por ele por que nunca o procurou? – perguntou Airin.
– Ele me contou uma vez que tinha uma missão muito importante para cumprir – explicou ela – algo pelo qual vinha treinando vários anos, eu sabia que ele jamais poderia me aceitar enquanto não cumprisse essa missão.
– Mas então...
– O tempo passou e eu não podia simplesmente bater na porta dele e pedir que se casasse comigo – dizia Shion triste – aí quando finalmente nos reencontramos eu descubro que ele já estava apaixonado por outra garota!
– E mesmo assim você organizou a cerimonia de casamento deles – dizia Airin – eu diria que você é muito generosa.
– Eu sou é uma sonsa isso sim, eu realmente fiquei feliz pelo Naruto, fiquei feliz por Hinata me aceitar como amiga, mas no fundo eu fiquei triste pro ter perdido a chance – ela reclamava de si mesma – durante a cerimonia de casamento eu fiquei o tempo todo me vendo no lugar dela, e eu me sentia um lixo por isso.
– Ótimo, sinal de que tinha vergonha de si mesma, o que significa que não é uma pessoa ruim e traidora – explicou Airin – agora casa-se, tenha seus filhos e siga em frente sem arrependimentos.
– Que bom, eu sou uma boa pessoa por me sentir um lixo – disse Shion irônica – muito bem, eu preciso descansar para amanhã.
Airin se levantou e curvou-se para Shion, depois que a outra foi embora Shion trocou seus trajes por um pijama e foi se deitar, na cama ela pensava em como seria o seu futuro marido.
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– O que achou do nosso país Byakko-san? – perguntou Shion caminhando ao seu lado.
– Tem um clima mais agradável que o meu país – respondeu ele – estamos na primavera agora, então eu gostaria de saber como ele é no inverno.
Shion o convidou para passear por seu jardim, enquanto andavam eles conversavam sobre as semelhanças e diferenças entre os dois países.
– Eu esqueci de perguntar se podia ou não andar com minha katana – disse Byakko tocando o cabo da espada – em meu país é tradição, mas aqui...
– Não existe nenhuma lei proibindo, embora eu gostaria que você não a sacasse – explicou Shion – enquanto estiver aqui estará sob nossos cuidados.
Os dois chegaram a uma ponte sobre um lago, agora que tinham privacidade podiam conversar sobre qualquer assunto que quisessem, e Shion foi logo entrando no assunto que mais a incomodava no momento.
– Essas marcas em seu rosto, elas são...
– Iguais as do grande herói Naruto não é? Mas as minhas são tatuagens – explicou ele – eu conheci o Naruto quando era um garoto, então eu quis ficar parecido com ele.
– Mas se você é um tigre elas não combinam muito não é? – brincou ela – afinal o Naruto é uma raposa.
– Ora, se houvesse algum bijuu tigre eu certamente seria o seu jinchuuriki – respondeu ele – então eu acho que teria marcas assim também.
Shion riu disso, ela estava começando a achar que Byakko era igual ao Naruto na personalidade, sendo assim não seria um problema casar com ele, mas esse pensamento também a incomodou, será que ela só estava gostando porque ele a lembrava do Naruto?
– Shion-hime, o que você pensa sobre esse casamento? – perguntou Byakko.
– O que eu penso? Bem, ele me pegou de surpresa – confessou ela – normalmente são os pais que organizam isso não é? Mas no meu caso foram os membros do conselho.
– Entendo, o meu pai me disse que eu teria que casar com a governante do país vizinho – explicou ele – no inicio eu fiquei chocado, eu acabaria casando com uma mulher 10 anos mais velha do que eu.
Shion ficou toda vermelha de vergonha, era exatamente o pensamento que ela estava tendo sobre o pai dele, mas ela também estava envergonhada por seu noivo ser mais novo que ela.
– Mas quando eu te vi ontem eu fiquei muito aliviado, e imagino que você ficou também quando soube que não precisaria casar com meu pai não é?
– d-de-desculpe – disse ela toda vermelha.
– Não tem problema, que mulher linda como você iria querer casar com um idoso não é? – disse ele – eu também não iria querer casar com uma velhota.
Mas o que mais lhe chamou a atenção foi ouvi-lo chama-la de linda, Shion estava sendo completamente derrotada por ele sem chance de reação.
– Eu soube que você precisa de uma herdeira para transmitir os poderes do seu clã – comentou ele – então... se estiver tudo bem podemos seguir como marido e mulher até alguém lhe dar uma herdeira.
Mais uma vez ela fez uma expressão de total perplexidade, aquele rapaz falava naturalmente sobre coisas tão complicadas assim, quando ela olhou para ele viu que Byakko também estava meio constrangido.
– Eu quero dizer... é que talvez você tenha alguém de quem realmente goste e queira ter filhos com ele – explicava ele meio sem jeito – e agora está sendo obrigada a casar comigo... poderíamos ser marido e mulher só nas aparências, mas se você quiser...
– Você está dizendo que não se importaria se eu tivesse amantes? – perguntou ela sem jeito – suponho que eu teria que fazer o mesmo por você não é?
– Não! Não foi isso que eu quis dizer! Quero dizer... eu nem sei mais o que estou dizendo – ele estava completamente confuso – você tem alguém de quem realmente goste?
– Na verdade não, eu gostava de uma pessoa mas ela está foram do meu alcance – respondeu ela – e você? Por acaso tem alguém com quem realmente queria casar?
– Pra falar a verdade não, eu nunca me liguei a alguma mulher antes – explicou ele – nos últimos anos eu só treinava meu kenjutsu, o meu irmão mais velho já casou e por isso eu fui escolhido.
– Então você não quer realmente casar comigo não é? – perguntou ela.
– Não é como se eu odiasse isso – respondeu ele – eu só fiquei preocupado se estava sendo um incômodo para você.
– Bom, então eu posso dizer que não odeio a ideia de casar com você – respondeu ela estendendo a mão para ele.
Byakko ajoelhou-se e beijou a mão dela, de longe Airin observava a cena e sorria feliz por sua amiga, as coisas estavam se resolvendo afinal.
Nos meses seguintes Byakko visitava Shion regularmente, quanto mais a data do casamento se aproximava mais ele a visitava, faltando um mês para o casamento Shion confidenciou para Airin que já dormira com ele, e que antes disso já se sentia completamente apaixonada por ele.
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(nos dias atuais)
Suugen andou pelos corredores complexos daquele esconderijo, ao chegar numa porta feita de matéria vegetal estendeu a mão fazendo um selo, com isso a porta se abriu dando acesso a uma câmara enorme.
Dentro da câmara um enorme casulo branco pulsava preso à parede, poucos momentos depois o casulo se abriu liberando muito fluidos e um homem nu de seu interior, o homem caiu no chão tossindo mas logo se recuperou ficando sentado onde estava.
– Sakamori-sama, estou feliz pelo seu despertar – cumprimentou ela se curvando.
– Bom dia Suugen-san, ou será boa noite? – disse ele – demorei muito?
– O senhor dormiu por três anos desde o fim da guerra entre Konoha e rasetsu – explicou ela.
– Três anos? O planejado eram 5 anos – disse ele – espero que isso não prejudique a evolução.
– Durante esse tempo eu mantive a organização funcionando, eu fiz o possível para fazê-la crescer e se fortalecer – dizia ela – já temos centenas de seguidores leais, muitos ninjas se uniram a nossa causa, e finalmente os 10 estão completos.
– Você arranjou gente compatível para todos os olhos? Excelente! – disse ele se levantando – eu sabia que poderia contar com você Suugen-san!
Ele notou que ela estava fazendo uma expressão de constrangimento, foi aí que lembrou que ainda estava nu após sair do casulo, Suugen estendeu para ele uma toalha e um manto que ele usou para se cobrir.
– hehehehe desculpe por isso – disse ele – mas o pessoal está reunido aqui?
– Agora que o senhor acordou temos um total de 8 membros aqui na base – disse ela mostrando o caminho – os outros dois estão cumprindo uma missão ou resolvendo um problema pessoal.
Os dois seguiram pelos corredores até chegarem a outra câmara, nela outras 6 pessoas aguardavam por eles, Sakamori só lembrava de um deles antes de ter ido dormir que era o Amagami, já os outros eram todos rostos novos.
– Olá pessoal, eu tenho certeza que a Suugen-san explicou tudo a vocês, mas eu me apresentarei assim mesmo – disse ele – meu nome é Sakamori, eu sou o fundador desta organização.
– Eu apresentarei todos ao senhor – disse Suugen.
Suugen foi falando sobre cada um dos membros presentes, a grande maioria deles eram de pessoas contratadas por lucro pessoal, alguns como Gakou pertenciam a alguma seita tão distorcida quanto o Jashinismo, e outros como Obujo só queriam vingança.
– Quando eu poderei matar o Gaara? – perguntou Obujo impaciente.
– Tudo ao seu devido tempo, nossa organização não existe para esse proposito – explicou Sakamori – todos vocês nos ajudarão a alcançar um objetivo maior, e no percurso para isso seus próprios desejos serão realizados.
– Sua amiga nos falou sobre esse objetivo, mas eu não sei se estou satisfeito com isso – disse Obujo – eu estou cooperando pra pagar este olho que ganhei dela, mas não significa que serei seu empregado.
– Bom, você não precisa gostar e nem se sacrificar pro isso, mas nós temos a mesma politica que a akatsuki – explicou Sakamori – uma vez dentro não aceitamos traição.
Obujo rosnou irritado e virou a cara, quando foi salvo por Suugen a oferta de poder foi tentadora demais para resistir, mas agora ele via que se meteu numa organização problemática, em sua cabeça ele só seguiria este grupo até completar seus objetivos.
– Todos vocês devem ter seus próprios problemas ou objetivos para resolver, sintam-se livres até o plano principal ser executado – informava Sakamori – mas tentem não fazer nada que comprometa nossa organização, e nem morrer é claro.
Sakamori dispensou a todos que logo foram cuidar dos seus assuntos, Suugen atuava como uma secretaria explicando tudo o que aconteceu nos últimos três anos, ela também explicava os planos que estavam em andamento e a situação geral.
– Tentamos por as mãos em vários tipos de poderes diferentes, inclusive em chakra de bijuu – explicava ela – infelizmente falhamos em algumas missões, e como consequência as 5 nações estão de olho em nós.
– Eles sabem sobre nossos planos? – perguntou ele.
– Ainda não, mas quando dermos o próximo passo eles vão saber – disse ela.
– Então precisamos desviar a atenção dos kages – sugeriu Sakamori – eu preciso saber se meus poderes despertaram, você poderia criar uma distração enquanto faço os testes?
– Felizmente um dos nossos está cuidando disso – respondeu ela – se tudo der certo ele vai criar uma enorme distração.
Sakamori sorriu ao ouvir os detalhes do tal plano, ele imaginou o quanto isso abalaria o mundo shinobi.
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Shion despertou quase pulando da cama, ofegante e com o corpo suado ela tentava controlar a tremedeira causada pelo estado de pânico, olhando pro espelho da penteadeira ela via seus olhos ainda com os padrões coloridos na forma de um caleidoscópio.
– Eu vou morrer! – disse ela se levantando da cama rapidamente.
Shion vestiu um roupão por cima do pijama e saiu do quarto rapidamente chamando pelas servas do quarto ao lado, elas acordaram assustadas pois geralmente sua líder não acordava durante a madrugada.
– Chamem Airin aqui, o mais rápido possível! – ordenou Shion.
– Shion-sama? A senhora está pálida! – disse a serva assustada – eu vou preparar algo pra senhora.
– Depois! Agora façam o que eu mandei! – insistiu Shion.
O nervosismo da sua líder indicava que o problema era sério, uma das servas foi avisar um dos ninjas presentes no castelo, a outra foi preparar um chá para acalmar Shion que voltou para seu quarto toda nervosa, sentada numa poltrona ela recebeu o chá assim que este ficou pronto, e uma hora depois Airin chegou ao castelo.
– Quando foi a ultima vez que você me tirou da cama no meio da madrugada? – perguntou Airin vestindo trajes simples.
– Eu nunca fiz isso – respondeu Shion.
– Exatamente, por isso eu estou aqui tremendo com medo do que pode ter acontecido – disse a outra – espero que seja uma tragédia boa o suficiente.
– Não se preocupe, eu só sonhei com a minha morte – respondeu Shion rindo irônica.
Airin sentou-se na outra poltrona de frente para Shion, ela sabia que quando sua mestra sonhava com a morte de alguém isto aconteceria, pelo menos aconteceria se ninguém fizesse nada.
– Poderia me dar mais detalhes? – perguntou Airin.
– Eu me vi em meu casamento, assim que ele foi consumado a capital inteira ardeu em chamas – respondeu Shion – eu e todos que aqui estavam viramos cinzas, tudo isso enquanto uma sombra terrível encobria o céu.
– Nossa, isso que é mau agouro – disse Airin assobiando – mas o seu sonho ofereceu uma alternativa? Sempre há uma escapatória não é?
– É esse o problema, não há escapatória! – disse Shion chorando – eu já tentei visualizar outros destinos e não consegui, é inevitável!
Shion começou a chorar e a outra foi consola-la, mesmo que seu poder oferecesse uma alternativa Shion provavelmente não a aceitaria, todas as alternativas oferecidas sempre resultavam em algum sacrifício.
– Shion-sama, o seu casamento causará essa desgraça? Ou ela acontecerá no mesmo dia do seu casamento? – perguntou Airin.
– Eu não sei, o meu poder não me mostrou muito – disse ela – talvez por ainda faltar uma semana para o casamento.
– Se o casamento é a causa então cancela-lo poderia evitar isso, mas se a tragédia apenas vai acontecer no mesmo dia... – Airin pensava nas alternativas – então atrasar ou adiantar não fará diferença, vai acontecer naquele dia especifico.
– O que podemos fazer então? – perguntou ela preocupada – estamos falando de algo que vai destruir a capital inteira!
– Por favor conte com a nossa força, a vila oculta de Onikuni existe para isso – pediu Airin se ajoelhando – e o seu noivo também possui uma grande força, juntos protegeremos Onikuni.
Shion suspirou aliviada, diante dela estava a mulher que escolhera como líder da vila oculta, e ainda que estivessem apenas começando eles já eram detentores de grande poder, ela própria melhorara muito na ultima década e não era mais uma princesa indefesa, sem contar com o outro trunfo que Onikuni tinha.
– Você tem razão Airin-san, eu não posso me entregar ao destino como fazia antes – disse Shion se levantando – eu jurei que nunca mais deixaria os outros morrerem por minha causa, eu mesma vou lutar e mudar esse destino trágico.
– É assim que se fala Shion-sama, vamos mostrar a força de Onikuni a qualquer um que tentar no causar mal – disse Airin – além disso se você não casar agora quem sabe quando você vai desencalhar de vez!
– v-vo-voce não perde uma chance não é? – disse Shion fuzilando-a com os olhos.
Continua.
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