Mirai no Monogatari

51 Capitulo 40 – Chamas da Rebelião.


Notas iniciais
Postando rápido a continuação, eu estou muito empolgado com essa saga e as futuras. Como verão logo este não é o fim dos problemas, na verdade é agora que a porra fica séria mesmo.

Capitulo 40 – Chamas da Rebelião.

– O nosso plano falhou, nunca mais conseguiremos por as mãos nele – disse um homem revoltado.

– O desgraçado triplicou a segurança ao seu redor – disse outro – e parece que ele chamou o Hokage.

– Tudo culpa daqueles ninjas, principalmente o monstro cobra! – reclamou um terceiro.

– Por favor não culpe os ninjas da folha, eles estavam cumprindo o dever deles – falou um homem na ponta da mesa – nós é que estamos cometendo um crime aqui.

Todos voltaram sua atenção para aquele que liderava a reunião, uma figura importante dentro do governo do país, com ele estavam todos que lideravam a revolta contra o daimyo do país do fogo.

Inúmeros fatores levaram a isso, aumento de impostos para a população, militarização excessiva e corte da diplomacia com os outros países, o daimyo do país parecia estar ficando megalomaníaco e isso seria a ruina do país, por isso alguns decidiram que era hora de acabar com isso.

– Se ao menos Konoha ficasse do nosso lado... – lamentava um deles.

– Konoha não ficará do nosso lado, para o bem ou para o mal eles devem ser leais ao daimyo – respondia o líder – foi isso que manteve a estabilidade dentro do nosso país por tanto tempo.

– Mas como vamos depor o daimyo se o Hokage o proteger? – perguntava um deles nervoso.

– Precisamos usar a nossa própria força, do contrário nossa intenção nunca vai chegar a todos no país – explicava o líder – de hoje em diante essa rebelião vai se espalhar por todo o país do fogo, faremos até mesmo Konoha entender a nossa vontade!

Os homens presentes aplaudiram seu líder, todos eles se retiraram para espalhar as noticias e organizar a rebelião, ao mesmo tempo em que deixavam o porão daquela casa um homem mascarado observava seus passos.

O mascarado seguiu o mais rápido possível para Konoha, cruzou o portão sem sequer ser visto pelos guardas e seguiu por becos até entrar por uma passagem secreta, descendo o elevador ele chegou ao local onde passava suas informações para o líder da divisão.

– Uma rebelião vai começar dentro do país do fogo – informou o mascarado.

– Bom trabalho, vamos dobrar a vigilância – disse Sai – marque todos os lideres da rebelião e mande um agente vigiar cada um deles.

– Aquele que encabeça a rebelião é um dos ministros do país – avisou o ANBU mascarado – Shimura Honda.

– Shimura? Do clã do nosso falecido Danzo? – perguntou Sai surpreso – parece que é o destino deles causar problemas ao Hokage.

Sai dispensou o agente e foi organizar tudo para essa missão, descobrir a rebelião antes de começar já era um grande feito, mas ele objetivava acabar com ela antes de começar, tal coisa só era possível graças a liberdade que ganhou do Naruto, Sai podia mobilizar a ANBU quando quisesse se fosse necessário, tudo por que Naruto confiava nele plenamente.

– Bom, ainda assim eu preciso avisar o Naruto – disse ele pensando nisso – espero que ele não esteja muito ocupado.

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– Obrigada Juhina, pode ir pra casa agora – disse Hinata ao pegar o copo da mão dela.

A moça que servia dentro da casa se curvou e foi embora, enquanto ela ia Naruto bebia a água com açúcar pra se acalmar, sua cabeça ainda girava tamanho o susto que ele tomou.

Hinata sentou ao seu lado nos degraus da escada, ela sabia o quanto Naruto estava atarefado e mesmo assim acabou lhe dando um problema a mais, ela lamentava por isso, mas não poderia encarar esse problema sozinha.

– Você disse o tenseigan? – perguntou Naruto para confirmar.

– Sim, ainda está nos estágios iniciais, mas certamente é o tenseigan – respondeu Hinata – ela já começou a manifestar seus poderes desde hoje.

Hinata contou o que aconteceu no duelo hoje mais cedo, Himawari aplicou um jyuuken capaz de queimar a carne do seu adversários, e hoje pela tarde até mesmo raios de chakra saíram dos seus olhos, Naruto ouvia isso completamente atordoado pela noticia.

– Eu estou dando pílulas de supressão de chakra – explicou Hinata – mas não podemos continuar com isso pra sempre, precisamos de uma solução definitiva.

– E existe algo assim? – perguntou Naruto preocupado.

– Eu não conheço nenhuma, mas eu sei de onde eu posso conseguir isso se existir – respondeu ela.

– Por favor, faça tudo o que estiver ao seu alcance para salvar nossa filha – pediu Naruto segurando o ombro dela – eu também...

Naruto lembrou que precisava urgentemente ir para a capital, ele por um momento amaldiçoou sua posição como Hokage, pois ele precisava por os problemas da vila a frente dos seus próprios problemas.

– Você tem algo importante para fazer não é? – perguntou Hinata.

– Nada é mais importante que nossa família! – disse ele sério – é só que...

– Você não pode deixar de ir, eu entendo – disse ela um pouco chateada.

– O daimyo foi atacado, eu preciso ir checar a situação pessoalmente – disse ele – mas não é como se eu não quisesse te ajudar.

– Eu já disse que eu entendo, sua posição não permite escolher – disse ela – pode ir, eu farei o possível pela Hima-chan.

Naruto levantou-se muito sentido com isso, antes que ele fosse para o seu quarto ele passou antes no quarto de Himawari, ela estava dormindo e por isso não queria acorda-la, Naruto prometeu voltar o mais rápido possível para cuidar da filha.

– Tem mais uma coisa, eu preciso do Sai-san para essa missão – disse ela séria – eu faço esse pedido como líder do clã Hyuuga.

– Tudo bem, eu vou deixar uma ordem para ele – respondeu Naruto – eu preciso ir.

Naruto pegou uma mochila pequena e a capa de Hokage que ele usa para viagens e seguiu para o portão da vila, como estava com muita pressa ele subiu no muro e sentou-se em meditação para absorver a energia natural, uma vez que estava completamente carregado ele ativou o modo rikudou e saiu voando.

Em Konoha Hinata fazia os preparativos para uma viagem, foi quando Boruto finalmente voltou correndo da casa dos amigos, ele soubera que seu pai foi visto voltando pra casa, com isso ele rapidamente voltou.

– Cadê o papai? – perguntou o menino procurando em todos os cômodos.

– Ele já saiu, precisou ir para a capital – respondeu Hinata tonta pela correria dele.

– O quê!? Mas Hima tá doente! – disse ele inconformado – por que ele não fica e cuida da Hima!?

– Meu querido, o seu pai tem responsabilidades que não...

– Papai baka! – gritou Boruto indo pro quarto.

Hinata ia atrás dele, mas no momento ela não podia discutir com Boruto ou explicar pra ele a situação, tudo o que ela podia fazer era seguir em frente com sua ideia.

Hinata deixou o clã Hyuuga e seguiu para o prédio Hokage, mesmo que fosse noite Hinata não encontrou nenhum obstáculo para entrar, ela seguiu direto para a sala de descanso do Naruto e lá esperou por Sai, torcia para que ele estivesse disponível, pois o líder da ANBU certamente tinha obrigações complicadas.

– O Naruto me falou que você precisa de mim – disse Sai surgindo atrás dela.

– Nossa, você me pegou de surpresa – disse ela assustada – isso é um talento exclusivo da ANBU?

– Ah bem, eu já fui da ANBU antes, então estava um pouco enferrujado – disse ele – mas para quê você precisa de mim Hinata-san?

– Eu preciso que você me leve a um lugar – disse ela – podemos partir amanhã de manhã?

Sai sabia que se Hinata estava fazendo um pedido oficial o assunto era sério, ele concordou em leva-la onde quisesse e faria os preparativos esta noite, a outra surpreendeu-se por ele concordar sem sequer perguntar para onde iriam.

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– Eu exijo que tome providencias, isso não pode passar impune! – gritava o daimyo furioso – aqueles traiçoeiros da chuva voltaram pela minha vida.

– Por favor Otomo-sama, o país da chuva nada tem a ver com esse ataque – dizia Naruto sentado sobre uma almofada na frente dele – os homens que lhe atacaram tinham nível chuunin e eram mercenários, a vila da chuva nunca mandaria algo tão fraco para atacar um daimyo.

– Então foi o país da cachoeira! Aquele maldito país foi fundado por descendentes do clã Senju – rosnava o daimyo – o shodaime Hokage os favoreceu tanto que lhes deu um bijuu!

Naruto suspirava derrotado, desde que chegara que ele só ouvia reclamações e exigências, o daimyo fazia acusações sem sentido e ficava incitando ações contra países vizinhos, Naruto é claro argumentava para evitar guerras ou meros conflitos desnecessários, mas sua paciência estava chegando no limite.

– Não se preocupe vovô, vamos torturar os terroristas e faze-los contar quem os contratou – dizia um rapaz sentado no canto – e quando isso acontecer vamos mobilizar todo nosso exército contra eles.

Naruto olhou para ele com o canto dos olhos, aquele rapaz estava ansioso para se tornar o próximo daimyo, e como prova de sua “grandeza” ele gostava de exibir poder militar, atrás dele estava um ex-jounin da folha que agora atuava como general do exército.

– Eu não recomendo isso, um mercenário pode mentir para se safar, ainda mais em torturas – dizia Naruto – deixe essa investigação por nossa conta, vamos encontrar o responsável.

– Ora Hokage-dono, sua hesitação em punir os criminosos pode custar a cabeça do vovô um dia – dizia o neto.

– Isso não pode acontecer! – dizia o daimyo coçando o próprio pescoço – as únicas cabeças que vão rolar serão as dos conspiradores!

O daimyo convocou uma reunião de emergência com todos os seus oficiais e conselheiros, Naruto aproveitou o tempo que levaria para reuni-los, deixando um de seus bunshins em seu lugar ele saiu para tomar um ar fresco na varanda do castelo, lá ele encontrou Chiyo e Kenta.

– Bom trabalho vocês dois, garantiram a segurança do daimyo e dos outros nobres – elogiava Naruto.

– Não fizemos tudo sozinhos, os outros também fizeram sua parte – disse Chiyo meio envergonhada.

– Mas aqueles caras eram fracos demais para atacar um daimyo, matar um daimyo é missão rank S não é? – perguntava Kenta – mas que país tentaria fazer isso e enviaria mercenários no lugar de ninjas?

– Isso foi trabalho interno – disse um ANBU surgindo da escuridão.

O agente mascarado usava um sobretudo preto e se curvou para Naruto, após os cumprimentos ele explicou a situação para o Hokage e para os outros.

– Ainda não temos um numero exato, mas muitos nobres, políticos e até empresários estão insatisfeitos com o atual governo – explicou o ANBU – eles estão trabalhando juntos para a derrubada do daimyo.

– Esse é o pior crime que um cidadão pode cometer! – disse Chiyo indignada – o daimyo é a cabeça do país, atacar o daimyo é como atacar o próprio país!

– Quando a cabeça não pensa direito o corpo é que sofre – disse Naruto – não é como se eu não entendesse o lado deles.

– E o que vai fazer? Ficar do lado deles? – perguntou Kenta interessado.

– Nem de brincadeira! Se o daimyo cair o governo do país cai com ele, tudo vai virar um caos! – explicava Naruto – na época do nidaime isso aconteceu, a situação ficou tão caótica que ele foi obrigado a selar um acordo de paz com Kumogakure.

– E depois de selar o acordo ele foi atacado por renegados da nuvem e foi morto – continuava Chiyo – graças a isso a situação piorou ainda mais e a segunda guerra ninja se estendeu por mais uma década.

– Isso mesmo, podemos estar em paz com as outras nações, mas se o governo do país do fogo cair alguém vai aproveitar – dizia Naruto – mesmo que o nosso daimyo seja um idiota não podemos deixar nada acontecer a ele.

– Ok então, como quiser – disse Kenta aborrecido – mas da pra me dispensar dessa? Eu realmente não gosto desse trabalho.

– É seu dia de sorte, eu vou ficar aqui na capital até essa palhaçada acabar – disse Naruto – por isso sempre é bom ter alguém poderoso na vila, você e a Chiyo podem voltar.

– Valeu! Não aguentava mais! – dizia Kenta já saindo – vou arrumar minhas coisas.

Kenta saiu correndo para seu quarto arrumar suas coisas, Chiyo não compartilhava da empolgação dele em ir embora, mesmo quando aprendiz ela veio à capital poucas vezes, mas ela notou que Naruto parecia abatido demais.

– Aconteceu mais alguma coisa Hokage-sama? – perguntou ela – se não estiver se sentindo bem eu posso preparar algum remédio.

– Valeu Chiyo-chan, mas meu problema é outro – disse ele encostando-se no parapeito – antes de vir pra cá a Hinata me contou que a Himawari tá doente, eu tive que vir e deixa-la cuidar disso sozinha.

– Nossa que chato isso, mas se é uma doença eu tenho certeza que a Sakura-sensei pode resolver – disse Chiyo para tentar anima-lo.

Naruto deu um sorriso do entusiasmo dela, mas se o problema de Himawari fosse tão simples ele não estaria preocupado.

Um dos servos do castelo anunciou o inicio da reunião, Naruto passou instruções para Chiyo e a liberou, depois disso ele foi se juntar aos outros, a reunião se estenderia até o nascer do sol e nada se resolveria.

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– E aqui estamos nós novamente – disse Sai contemplando a paisagem – parece que ele conseguiu arrumar a bagunça que deixamos.

Sai e Hinata tinham acabado de atravessar o portão da lua e agora eles estavam dentro da própria lua.

Eles olhavam ao redor vendo que os danos que a grande batalha causou estavam concertados, o ecossistema da lua voltava a funcionar, o mar que antes congelara fluía de novo, tanto o sol artificial como o céu brilhavam novamente, e o mais importante é que os pedaços da lua que tinham se soltado estavam de novo ligados.

– Toneri-san disse que ia usar o poder restante do tenseigan artificial – explicou Hinata – com isso ele conseguiu manter a lua inteira.

Sai pegou seu pergaminho e desenhou duas aves que ganharam vida, cada um subindo em uma começaram a atravessar o oceano em direção ao sol artificial, era lá que ficava o castelo de Toneri.

– O Naruto sabe que você vinha pra cá? – perguntou Sai casualmente.

– Eu não tenho intenção de esconder, vou contar quando voltar – disse ela – ele já tem problemas demais pra lidar e eu não queria aborrece-lo mais ainda.

Hinata amaldiçoava essa crise que começou na pior hora possível, ela sabia que o que Naruto mais queria era estar do lado da família, mas ela sabia também que ele não podia escolher estar presente, para seguir com o seu caminho como Hokage ele precisava se sacrificar as vezes, mas ainda assim como esposa e mãe dos filhos dele era um pouco difícil aceitar isso.

Sai e Hinata chegaram até o sol artificial depois de duas horas voando, ao se aproximarem da barreira Sai repetiu os selos necessários para abri-la, mas dessa vez nada aconteceu.

– Acho que ele mudou a senha – disse Sai pensativo – o que vamos fazer agora?

Antes que Hinata precisasse pensar em algo a barreira se abriu, do outro lado eles podiam ver uma das marionetes montada em um pássaro preto, como ela não estava atacando ambos entenderam isso como um convite, após passarem pela barreira a marionete os guiou em direção ao castelo.

– Bom, acho que se fosse qualquer outra pessoa não entraria facilmente – comentou Sai.

Eles pousaram no pátio do castelo e um grupo de marionetes femininas o receberam, os dois seguiram as marionetes em silêncio até que alcançaram um jardim e avistaram Toneri.

– Sai-san, por favor espere aqui – pediu Hinata indo até o outro.

Sai concordou e esperou no muro do jardim, Hinata caminhou até Toneri que parecia admirar o jardim que erguera, ele ainda estava sem os olhos e somente reagiu aos sons dos passos dela.

– Hinata... – disse ele sem encara-la diretamente.

– Olá Toneri, já faz muito tempo – disse ela num tom amigável – como você está?

– Inesperadamente bem, me livrar do legado que meu clã me deixou aliviou um peso em meus ombros – respondeu ele voltando-se para ela – eu me exilei aqui para pagar pelos meus pecados, mas eu me sinto livre.

Hinata suspirou aliviada, ela temia que o exilio imposto a si mesmo o tivesse feito mal, Toneri decidira se exilar na lua como penitencia para pagar as vidas que tirou na terra e ainda assim parecia satisfeito.

– O que a traz até aqui? – perguntou ele – isso não é uma mera visita não é?

– Na verdade eu vim pedir sua ajuda, aconteceu algo – disse Hinata com um tom aflito – a minha filha... ela despertou o tenseigan.

Hinata notou uma mudança sutil nas expressões dele, mas ela não sabia dizer se foi a noticia de que ela tinha uma filha, ou se foi o despertar do tenseigan, de longe Sai observava tudo com muito interesse, de onde ele estava parecia uma mulher falando com um ex-marido sobre a filha que ela teve com outro.

– Entendo, você já tem uma filha – disse ele um pouco surpreso – e ela despertou o tenseigan.

– Aconteceu recentemente, ela não sabe controlar seu poder e machucou um amigo – explicou Hinata – eu não faço ideia de como protegê-la, por isso eu...

– Veio até mim, o único vivo que tem conhecimento sobre o tenseigan – completou ele.

– Eu imploro por sua ajuda! – disse Hinata se curvando e contendo as lagrimas – eu sei que não tenho o direito de lhe pedir nada, mas...

– Você acha que eu lhe negaria ajuda por causa do passado? – perguntou ele – eu é que tenho uma divida com você e o Naruto.

Ele tocou o ombro dela fazendo olha-lo diretamente, Hinata chorou quando percebeu o quanto foi tola, ela acreditava que teria que implorar por salva-la a ele, por isso ela agradeceu profundamente a ele.

– Além disso você não precisa pedir ajuda, tecnicamente tudo isso é seu também – explicou ele – você é a herdeira do poder e da vontade do Hamura, então é a sucessora legitima do que ele deixou para trás.

– Eu não saberia nem por onde começar – confessou ela.

– Pois venha comigo, eu vou lhe mostrar todo o conhecimento que Hamura nos deixou – disse ele mostrando o caminho.

– Parece que eu fui completamente ignorado – disse Sai ainda sentado onde estava vendo-os partir.

Hinata seguiu Toneri até áreas onde ela não esteve antes, acabou chegando até um lugar que lembrava uma biblioteca, assim que entraram as marionetes começaram a pegar grandes pergaminhos e estranhas placas de metal.

– Como isso funciona? – perguntou Hinata vendo os pergaminhos completamente negros.

– Só podem ser lidos com o byakugan, o texto foi escrito com chakra – explicou Toneri – e essas placas de metal também, o chakra dentro delas se movem formando imagens ativas.

Hinata via que tinha muita coisa para ler e ver, os pergaminhos estavam organizados em ordem e por isso ela abriu o primeiro, ativando o byakugan ela via as letras em caracteres antigos, felizmente após se tornar líder do clã ela estudou a linguagem antiga, mas ler tanta coisa usando o byakugan iria ser bem desgastante.

– Talvez você precise dormir aqui, eu vou preparar acomodações – disse ele saindo – ah sim, para o outro também.

– Muito obrigado Toneri-san – agradeceu Hinata sinceramente.

– Quando precisar descansar me fale sobre sua filha – disse ele – eu gostaria de saber mais sobre ela.

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Em um pequeno vilarejo cobradores foram expulsos quando foram pegar os impostos mensais, um posto de fronteira se recusou a confiscar produtos vindos de outro país, e em uma cidade um oficial libertou todos que foram presos por crimes contra o governo.

Por todo o país do fogo revoltas e desobediências aconteciam, pessoas comuns e aqueles em postos intermediários se recusavam a cumprir ordens da capital, um galpão que pertencia ao daimyo foi saqueado e sua comida distribuída em vilarejos pobres.

Apenas 24 horas após o primeiro ataque as revoltas começaram, organizados e bem guiados os rebeldes causavam problemas em todos os lugares, não havia gente suficiente pra lidar com tudo e assim a situação se espalhava, na capital Naruto recebia as noticias das revoltas.

– Mas o que é que está acontecendo aqui!? – perguntou Naruto perplexo – até em Konoha tem gente pichando monumentos ao daimyo!

– Revoltas estão acontecendo em todas as cidades e vilas, e nem sequer sabemos dos vilarejos – dizia o ninja que viera informar – Tsunade-sama chamou todos os ninjas em missões menores, ela botou todo mundo pra trabalhar nisso.

– Hei você, me ligue com a central – dizia Naruto indo até o ninja no canto – eu preciso falar com a vovó.

O ninja nem teve tempo de dizer seu nome, ele estabeleceu a conexão e logo Naruto entrou em contato com Ino, esta por sua vez estabeleceu a conexão com Tsunade que rosnou de raiva.

– Eu tô ocupada agora! – reclamou ela – ah é você.

– Qual é a situação? – perguntou Naruto seco.

– Mandei todo mundo disponível, só estamos com 20% do efetivo aqui na vila – explicou Tsunade – metade da ANBU está caçando os responsáveis, e a outra metade está de alerta aqui na vila.

– Como as coisas ficaram assim em apenas um dia? – perguntou ele.

– Alguém está organizando a revolta, e deve ser alguém com varias conexões – explicou ela – o maior problema é que a população está aderindo sem pestanejar, eles devem saber de algo que não sabemos.

– A coisa tá feia aqui também, o daimyo reuniu todo o seu exército – disse Naruto.

Um soldado apareceu na porta chamando Naruto, ele pediu um tempo e disse que em breve iria, irritado com a interferência ele voltou a falar com Tsunade.

– Hei vovó, o país do fogo já teve algum daimyo tão ruim assim? – perguntou ele.

– Ele não era tão ruim no começo, mas ele já tá ficando gagá – respondeu a outra quase rindo – os outros se aposentavam logo que ficavam velhos demais pra curtir a vida, mas esse aí não quer largar o osso.

– Eu tenho medo que o país vá à ruina – dizia Naruto – agora eu tenho que ir.

Naruto desfez a conexão e foi para a reunião a qual ele foi chamado, lá o daimyo e os outros já discutiam muito, assim que Naruto entrou logo foi cobrado por soluções.

– Eu botei todo mundo pra trabalhar nisso, em breve vamos conter a revolta – dizia Naruto.

– Isso não é o bastante, eu quero que prendam todo mundo que se revoltou! – exigia o daimyo – e depois disso executem todos eles!!

– Espere aí! Isso já é demais – dizia Naruto assustado – são pessoas comuns que estão sendo levadas nisso, executa-las...

– Você ainda não está sabendo? Quase todos os países vizinhos estão se mobilizando – explicou o general do exército – alguns deles estão fornecendo apoio aos rebeldes, meus homens me informaram que o país da cachoeira e da chuva enviaram ninjas para os rebeldes.

Naruto ficou chocado com isso, mesmo que a politica do país estivesse abalada não era motivo pra tanto, em sua cabeça ele imaginava uma invasão começando e destruindo as fronteiras.

– De agora em diante eu declaro lei marcial no país do fogo! – ordenou o daimyo se levantando – todos os rebeldes devem ser presos e executados, e qualquer nação que levante seu exército contra nós será um inimigo!!

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– Boruto-kun é super-protetor com a Hima-chan – comentava Hinata bebendo um chá.

– Acho que ele puxou o pai nisso, ele também faria tudo por você não é? – respondia Toneri.

Hinata passou as ultimas 12 horas estudando tudo o que o clã Otsuki deixou para trás na lua, ela aprendeu muito sobre o seu próprio clã, a historia dos ninjas e um pouco sobre o tenseigan e rinengan, agora ela descansava para assimilar toda essa informação e para recuperar seu chakra, enquanto fazia isso ela conversava com Toneri sobre tudo o que aconteceu depois daquela vez.

– Eu tenho algo para você, eu devia ter entregue logo – disse Hinata revirando sua bolsa.

Hinata tirou da bolsa um frasco selado contendo um par de byakugan, pertencia a um membro da família principal que morrera recentemente, mesmo sem enxergar Toneri sentia o chakra nos olhos.

– Vocês são nossos primos, sacrificaram seus olhos pelo que acreditavam – dizia Hinata – você fez apenas o que achava ser certo, mas ainda que tenha errado você tem o espirito do clã Hyuuga.

– Eu não mereço isso, sacrifiquei meus olhos para ativar o tenseigan artificial – dizia Toneri – voltar a enxergar seria como pisar nas pessoas que matei.

– Vai precisar deles para ver o mundo que renasceu após aquilo – dizia ela – você já pagou por seus crimes, foram longos 12 anos de solidão aqui na lua, com esses anos você mostrou o quanto mudou.

Hinata pôs o frasco nas mãos de Toneri e pediu que ele os aceitasse, ela também disse que Hanabi quer que ele aceite, porque gostaria de dar uma surra nele e não queria bater num ceguinho, ele riu com isso e aceitou os olhos.

Quando Toneri deixou a biblioteca Hinata voltou a estudar os escritos, ativando o seu byakugan ela encarava a enorme placa de metal que lhe mostrava um filme mudo, atrás dela Sai lanchava algo entregue pelas marionetes, ele lia pergaminhos que podiam ser lidos com olhos comuns para matar o tempo e aprender alguma coisa.

– Dar o byakugan a ele não vai criar outro tenseigan? – perguntou Sai.

– Aqueles olhos são de um membro da família principal – respondeu Hinata – mas não são da família herdeira, não possuem o chakra do Hamura.

– Que bom, odiaria pensar que ele teria uma recaída – disse Sai – já temos problemas demais pra lidar lá embaixo.

Hinata sabia que Naruto estava atolado em problemas, antes de sair ela deixou uma carta para ser entregue a ele caso voltasse antes dela, mas do jeito que estava era capaz dela voltar antes.

Voltando a se concentrar ela estudou mais pergaminhos e finalmente achou o que ela queria, Hinata passou mais 6 horas estudando o jutsu que precisava para colocar o tenseigan sob controle, depois de tantas horas ela caiu exausta no sofá atrás dela.

– Eu sabia, não vai ser fácil, pelo menos não para a Himawari – dizia Hinata ofegante.

– Pelo visto você conseguiu o que queria – disse Sai – vai conseguir selar o tenseigan?

– É possível, mas será duro para a Hima-chan – respondeu Hinata.

– Eu lhe desejo sorte – disse Toneri aparecendo.

Ele já implantara os novos olhos, uma vez que estava com eles voltar a enxergar trazia literalmente uma nova luz para sua vida, e era ainda melhor que ele podia ver a Hinata novamente.

– Que bom, ficaram bem em você – elogiou ela – então você pode ver isto.

Hinata entregou copias das fotos de família, Toneri via o quanto Himawari era parecida com a mãe, também via Boruto que era idêntico ao pai, e apesar de não ir muito com a cara do Naruto ele também o via como Hokage.

– Eu precisarei levar alguns desses pergaminhos, tem algum problema? – perguntou ela.

– Não, leve o que precisar – disse ele admirando as fotos – e se surgir algum problema não hesite em me procurar.

Hinata mais uma vez se curvou para ele em agradecimento, depois de prender o pergaminho na cintura ela e Sai seguiram para a saída do castelo, Toneri os acompanhou até o pátio e de lá os viu partindo nos pássaros de tinta.

– Quando voltarmos para a terra vou criar novos pássaros, eu vou programar o seu para te levar direto pra Konoha – explicava Sai – eu precisarei ir para outro lugar.

– Tudo bem, você já me ajudou mais que o suficiente – dizia Hinata – tenho certeza que você tem muitos problemas também.

– Pra mim foi ótimo tirar essa folga – disse ele – o Naruto vai precisar de uma em breve.

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– Hokage-sama! Tem gente de toda parte vindo pra cá! – gritava a chuunin desesperada.

– Eu já senti, tem 10 mil pessoas – disse Naruto com o senjutsu ativado – eu meio que já esperava por isso.

Aos poucos a capital do país do fogo era cercada por gente reunida de todos os cantos, pessoas comuns, fazendeiros, alguns poucos soldados e uns mais raros ninjas, na frente de tudo isso estava o ministro Honda acompanhado de poucos ninjas da folha que se uniram à rebelião.

– Vamos mesmo atacar a capital? Mesmo com o Hokage-sama lá? – perguntava o ninja preocupado.

– Não existe outra forma de salvar o país – disse o ministro – mesmo que tenhamos que enfrentar o próprio Hokage, precisamos tomar a capital.

As ordens de invasão eram passadas para todos os envolvidos, do lado de fora batalhões de pessoas se preparavam para passar os 4 portões em volta da capital.

Do lado de dentro o exército que protegia a capital se preparava para contra-atacar, pessoas corriam de um lado pro outro e ruas ficavam vazias, os ninjas ao lado de Naruto se preparavam mas não sabiam o que fazer, eles aguardavam as ordens do seu líder que olhava fixamente para fora da capital, com o senjutsu ele sentiu o chakra de sua esposa cruzando o céu bem longe dali.

– Por favor cuide dos nossos filhos – pedia Naruto frustrado – enquanto isso eu cuido do país inteiro.

Continua.

Notas finais
Hinata encontrou um antigo inimigo que agora é um importante aliado, e com ele achou a solução para o problema da sua filha, será que agora o tenseigan ficará sob controle? E o que vai ser do Naruto tendo que enfrentar uma guerra civil em seu próprio país?