Mirai no Monogatari
50 Capitulo 39 – Começo de Tudo.
Notas iniciais

Capitulo 39 – Começo de Tudo.
(após os eventos do capitulo 37)
– Parece que esse é o lugar – disse um ninja da folha tocando o chão.
O ninja jounin chamado Shuuso usava seu jutsu sísmico para testar o solo, com esse jutsu ele conseguia formar uma imagem mental do que estava abaixo dele, era um jutsu perfeito para mapear cavernas ou instalações subterrâneas como a que ele acabara de achar.
– Eu me lembro que havia uma escadaria que conectava todos os níveis – disse Sasuke ao lado dele – marque para mim a posição exata dela.
Shuuso se concentrou e localizou a tal escadaria, ele jogou uma kunai com seu chakra no local exato onde a escadaria se encontrava, após saber sua localização Sasuke mandou todos se afastarem.
Os dois times da folha se afastaram e logo viram Sasuke manifestar o susanoo em sua forma perfeita, o imenso samurai tengu surgiu e ergueu sua espada cobrindo-a com o amaterasu e golpeou o ponto exato onde estava a kunai marcadora, labaredas negras subiram ao céu enquanto a espada incinerava o caminho para baixo.
– Esse poder é realmente assustador – comentou Anko que liderava um dos times – ainda bem que ele está do nosso lado.
– Será que está mesmo? – perguntou um dos jounins ao lado dela – eu não acho que devemos confiar cegamente nele.
– Não se preocupe, Sasuke é honesto demais para esconder suas intenções – disse ela – ele mostra abertamente seu lado sombrio, isso é mais confiável que aqueles que escondem esse lado.
O susanoo retirou sua espada do túnel que abriu uma nuvem de vapor subiu, desfazendo o susanoo Sasuke e os outros pularam pelo buraco aberto, ainda estava quente mas não era um calor insuportável, com isso os dois times chegaram ao primeiro nível do esconderijo subterrâneo.
– Por que nunca viemos investigar esse lugar antes? – perguntou um dos membros da equipe.
– Uma das bijuu-dama do juubi explodiu bem aqui em cima, a montanha inteira desmoronou aqui – respondeu Anko – achamos que o lugar inteiro tinha sido destruído e não valia a pena mobilizar nossos ninjas por isso.
– Mas a área subterrânea sobreviveu escondida todos esses anos – dizia Sasuke – foi errado não investigar, acabamos negligenciando algo muito importante.
Mas não se podia dizer que foi culpa de Konoha, quando a 4º guerra acabou iniciou-se o trabalho de reconstruir tudo o que foi destruído, e com 80% dos ninjas mortos não havia ninguém para cumprir trabalhos secundários, investigar essa tumba não era tão vital quanto reforçar as defesas dos seus países.
Agora Sasuke e Anko investigavam o principal esconderijo da akatsuki, o lugar de onde partiu o ataque final da mais terrível organização que o mundo conheceu, de acordo com Sasuke era daqui que estavam saindo os sharingan que surgiram recentemente.
– Vocês dois, investiguem essa área – ordenava Anko – tomem cuidado, ainda pode ter armadilhas escondidas, se acharem algo não mexam, nos chamem.
Os dois foram designando tarefas para seus subordinados, aos poucos todo o esconderijo era investigado, já Sasuke e Anko chegaram ao necrotério do esconderijo e acharam o que procuravam, ou melhor, acharam aquilo que estava faltando.
– Os corpos dos jinchuurikis capturados deveriam estar aqui – dizia Sasuke mostrando as etiquetas nos tubos – o corpo do Danzo também.
Não só jinchuurikis ou Danzo, havia outros tubos vazios e neles etiquetas mostravam quem já esteve neles, membros desconhecidos da akatsuki que morreram antes de se tornarem conhecidos, alvos importantes da organização e pessoas que tinham apenas números em vez de nomes, todos vazios indicando que alguém já esteve aqui e os levou.
Em seguida foi a vez de investigar o laboratório do andar inferior, esse era o local que interessava ao Sasuke, o quarto onde ele passou pela cirurgia, o quarto onde antes Obito armazenava os sharingan coletados.
– Havia 20 pares de olhos aqui – disse Sasuke vendo os recipientes vazios.
– 20 pares!? Isso significa que há 40 malucos andando por aí com olhos na testa!? – perguntou Anko nervosa.
– Isso não é o pior de tudo, veja só – disse Sasuke mostrando a outra parede.
Na parede que ele mostrava havia mais recipientes vazios, dessa vez 10 deles, Anko perguntou o que isso significava e por que estavam separados dos outros.
– Nesses recipientes ficavam os olhos que despertaram o mangekyou ao longo da historia – explicou Sasuke – inclusive os meus olhos.
– Os seus olhos? Mas você...
– Esses que uso são do meu irmão Itachi, eles foram transferidos à mim quando fiquei cego – respondeu Sasuke – graças a isso eu despertei o fuumetsu mangekyou sharingan, mas meus olhos cegos não foram descartados.
– O relatório do Kiba e da Chiyo dizia que o inimigo que enfrentaram tinha um mangekyou – dizia Anko assustada – significa que esses olhos especiais também estão sendo usados!
– Se arranjaram pessoas compatíveis com esses doujutsu vamos ter problemas pela frente – avisou Sasuke – teremos um pelotão de soldados de elite, e 10 lideres capazes de usar os mais terríveis doujutsu.
A perspectiva de enfrentar tamanha força deu um calafrio em Anko, poderia ser que algo mais terrível que a akatsuki estivesse surgindo.
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(3 anos após a guerra contra Rasetsu)
– O que é tudo isso? – perguntou Naruto olhando a enorme pasta que lhe foi entregue.
– Isso é o relatório das transações entre o país da água e o país do fogo – respondeu Mei de braços cruzados e irritada.
– Olha, eu sou péssimo com essas coisas de contas e... sei lá o que tá aqui – dizia Naruto com uma expressão engraçada – da pra resumir o que tem aqui?
– O seu daimyo está nos roubando descaradamente! – disse ela batendo a mão com força na mesa.
Quando ela fez isso imediatamente sentiu-se a presença de outros por perto, eram os agentes da ANBU que sempre vigiavam o escritório do Hokage, eles jamais se manifestavam a menos que uma possível ameaça surgisse diante do Hokage, mesmo sem vê-los Mei sabia que eles estavam lá, pois em seu próprio escritório era a mesma coisa.
– Mei-san, pelo visto você tá bem nervosa, então que tal você me explicar o que está acontecendo? – pediu Naruto.
Com as palavras tranquilas do Hokage as presenças foram aos poucos sumindo, Mei suspirou fundo para se acalmar e depois voltou-se a sentar confortavelmente diante dele, Kakashi e Shizune estavam atentos mas sabiam que nada demais aconteceria.
– O seu daimyo aumentou os impostos sobre os produtos que vem do meu país – explicou ela – até 5 anos atrás a taxa era de 5%, mas agora subiu para 20% e parece que ele pretende aumentar mais, assim fica impossível vender para outros países!
Naruto não entendia muito de negócios comerciais, mas ele sabia dizer que aumentar impostos de 5 para 20% era abusivo, qualquer um que quisesse passar seus produtos pelo país do fogo teria um enorme prejuízo com essas taxas.
– E logo agora que a ponte ficou pronta, o Inari trabalhou como louco para termina-la em três anos! – dizia ela lamentando – se o seu daimyo continuar fazendo isso vamos ter que cortar relações com o país do fogo.
– Eu vou conversar com ele na reunião mensal – avisou Naruto – eu prometo que vou fazer o possível pra evitar desavenças entre nossos países.
– Eu agradeço, foi por isso que preferi falar com você em vez de ir direto a ele – disse Mei.
– Bom, agora que você não é mais a Mizukage fica mais difícil encontra-lo né? – disse Naruto – como o Chojuro está se saindo?
– Muito bem pra quem começou esse ano, mas ele ainda precisa parar de ficar nervoso atoa – respondeu ela um pouco mais tranquila – ele está ansioso por sua primeira reunião entre os 5 kages.
– Diga a ele pra não ter pressa, essas reuniões são um saco – brincou Naruto – mas eu vou ficar feliz de apertar a mão do novo Mizukage.
Shizune serviu biscoitos com chá para Mei e ela conversou com Naruto e Kakashi, ao final da reunião Naruto ofereceu a ela hospedagem na vila, mas Mei recusou dizendo ter outros negócios para cuidar.
Naruto então agradeceu pela visita e mais uma vez afirmou que iria ajuda-la, Mei agradeceu a ajuda e foi escoltada por um chuunin até onde os homens dela esperavam, depois que ela se foi Naruto sentou-se em sua poltrona e suspirou.
– Primeiro ele manda construir mais postos de vigilância nas fronteiras, e agora compra briga com o país da água – dizia Naruto – qual é o problema do nosso daimyo!?
– Ele já tá no poder a muito tempo, gente como ele fica mais ambicioso e inconsequente com o tempo – disse Kakashi – ele já tá no poder a uns 40 anos, seria a hora de um filho ou neto sucedê-lo.
– Eu ouvi que não são só os outros países, também tem gente aqui no país do fogo insatisfeito – comentou Shizune – parece que vamos ter uma crise interna pela frente.
– Eu odeio isso, vilões megalomaníacos eu posso lidar, é só enche-los de porrada – dizia Naruto alisando a testa – mas problemas políticos assim são horríveis, não posso fazer nada exceto obedecer aquele idiota!
– Eu vou botar gente capacitada para investigar essa situação – disse Kakashi – acho que por hoje já chega de trabalho.
– Valeu, e hoje é o teste interno da Himawari no clã Hyuuga – disse Naruto pendurando sua capa no cabide – eu queria assistir, mas a Hinata disse que isso é fechado aos que não são do clã.
– Tenho certeza que ela sente muito por não lhe deixar assistir – disse Shizune – mas tradições de clãs são assim mesmo.
Enquanto Naruto seguia para sua casa a ex-Mizukage já tinha deixado a vila, alguns quilômetros depois Mei e o time que a escoltavam pararam em uma área rochosa, assim que eles chegaram lá um time da ANBU da nevoa surgiu do nada.
– Completamos a investigação, o daimyo deste país anda tomando medidas drásticas contra outros países – disse um deles – parece que todos os países que fazem fronteira com este tem alguma reclamação.
– Foi como eu suspeitei, então o problema não é só conosco – disse ela tensa – malditos políticos que não entendem nada!
– Mei-sama, será que precisaremos entrar em guerra contra o país do fogo? – perguntou o jounin do lado dela.
– Esperamos que não, na hipótese de uma guerra a nossa ponte seria o primeiro alvo – disse ela – eu não lutei tanto para erguê-la só pra vê-la ser destruída!
– Além disso não é nada agradável a ideia de ter Uzumaki Naruto como inimigo – disse alguém surgindo de um canto.
Todos se viraram surpresos par ver Sai saindo das sombras, os jounins que acompanhavam Mei tomaram posição defensiva, os agentes da ANBU não agiram de imediato pois esperavam o desenrolar dos acontecimentos para agir, já Mei encarava Sai que tinha um sorriso besta na cara.
– Você faz jus à seu cargo como chefe da ANBU – disse ela – conseguiu nos surpreender dessa forma.
– Por favor, eu estava de olho nos seus homens desde que começaram a fazer perguntas por aí – disse ele nada humilde – quando eu soube que você veio para Konoha deduzi imediatamente que se encontrariam em breve.
A situação estava tensa, em outros tempos os agentes da ANBU eliminariam o espião sem pestanejar, mas agora em tempos de paz e aliança um movimento como esse poderia ser fatal, ainda assim se Mei ordenasse eles não hesitariam em eliminar uma figura chave de Konoha.
– Eu posso ajuda-lo em alguma coisa? Senhor líder da ANBU – disse Mei tranquila.
– Recolher informações sobre outros países é o básico, não há nada de errado nisso – começou ele – mas eu gostaria de pedir que não faça mais que isso, não queremos incidentes a essa altura.
– Você parece saber de algo, por acaso essa sua investigação não foi ordenada pelo Hokage? – perguntou ela.
– Ah, o Naruto não tem tempo pra examinar tudo, então ele me deixa decidir quais missões são prioridades – respondeu Sai – e eu só costumo levar um problema a ele quando já fiz a investigação.
– hahahahahahah vocês da folha são bem diferentes de nós da nevoa! – disse ela rindo – que tal trocarmos informações enquanto bebemos algo? Tem um vilarejo aqui perto se não me engano.
Sai agradeceu o convite e acompanhou Mei e sua comitiva, a medida que eles se afastavam os homens sob comando de Sai deixavam suas posições, dessa vez não foi necessário usar a força.
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– Muito bem, daremos inicio ao teste de combate de Hyuuga Himawari – disse Hinata – o escolhido para o teste foi Hyuuga Joro, podemos começar.
No tatame estavam Himawari com seus breves 8 anos, e seu adversário Joro de 10 anos, ao redor estavam todos os membros do conselho Hyuuga bem como sua família.
O teste era uma iniciação que todos os herdeiros deveriam passar, antes de entrar para a academia ninja Himawari deveria provar suas habilidades em uma luta real (mas não letal) contra alguém mais velho, diante dos olhos de lideres do clã Himawari poria em pratica o que vinha treinando todos os dias nos últimos anos.
– Três golpes de jyuuken para determinar o vencedor, não é permitido se render – dizia Hinata citando as regras do teste – comecem!
Com a ordem Himawari foi a primeira a atacar, o jovem adversário dela entrou em modo defensivo, apesar de usarem golpes de estilo jyuuken não era permitido usar o chakra, após esquivar de um ataque Himawari atingiu o ombro de Joro.
– Joro-kun, leve isso a sério – ordenou Hinata – não pegue leve por ela ser uma menina mais nova, e muito menos por ser a herdeira do clã.
– Hai! Hinata-sama! – respondeu o menino mais confiante agora.
Novamente Joro e Himawari trocaram golpes por uns 10 segundos, foi quando Joro viu uma abertura na defesa dela e atacou, atingindo a coxa dela Himawari recuou instintivamente sentindo a fisgada no musculo.
– Não pode abrir sua defesa ao recuar – avisou Hinata – mesmo que esteja sentindo dor deve manter a defesa o tempo todo.
– Hai! Mamãe... quero dizer... líder! – respondeu ela se corrigindo.
Com os dois conscientes do que deviam fazer voltaram a lutar, enquanto eles trocavam golpes os lideres do clã Hyuuga observavam interessados no talento da jovem herdeira, muitos consideravam Himawari infantil demais, mas ela demonstrava garra e perseverança enquanto lutava, além de mostrar que dominava o jyuuken como poucos.
– Ela é melhor que você nessa idade – brincou Hanabi do lado da irmã.
– Quem sabe ela possa chutar a sua bunda em breve – respondeu Hinata desafiadoramente.
– Ui! Parece que alguém acordou muito orgulhosa hoje – respondeu Hanabi rindo da resposta da irmã.
Hinata estava sim orgulhosa, ela não ligava para rituais que eram exigidos dentro do clã, mas ela estava feliz por sua filha estar no caminho certo, além disso Himawari era feliz e livre mesmo sendo a herdeira, Hinata dava total apoio à sua filha e assim ela podia corrigir os erros do passado.
Em dado momento os dois se golpearam simultaneamente recuando, após uma pequena ponderação o conselho decidiu dar ponto aos dois, isso significava que o próximo que acertasse um golpe venceria o duelo.
Com o comando de Hinata os dois voltaram a se atacar, dessa vez ambos estavam determinados a não perder e atacavam velozmente, todos os presentes estavam surpresos com o nível de ambos os participantes.
– Em termos de poder de luta ela já tem nível gennin – dizia Hiashi ao lado da filha – eu não esperava por isso.
– Joro-kun também, vamos recomenda-lo para um time o mais rápido possível – dizia Hinata satisfeita.
Os golpes estavam ficando mais rápidos e nenhum dos dois cedia, do ponto de vista daqueles que assistiam ambos já estavam chegando ao limite de suas habilidades, como eles haviam previsto o ultimo segundo revelou todo o potencial deles, Joro conseguiu abrir a defesa de Himawari à força, a garota estava caindo para trás quando ela girou o tornozelo e conseguiu se equilibrar, foi nesse momento que ela viu uma abertura e contra-atacou.
O golpe dela atingiu seu adversário em cheio na barriga, mas o que surpreendeu a todos é que Joro foi jogado pra trás alguns metros, assim que ele caiu no chão gritou alto com uma dor agonizante e todos viram fumaça saindo de sua barriga, imediatamente todos se levantaram.
– Chamem o médico depressa! – ordenou Hinata vendo o menino se contorcendo no chão.
Todos viram assustados que a barriga de Joro estava queimada, era como se alguém tivesse encostado ferro em brasas nele, um dos presentes que sabia jutsus médicos começou a tratar o menino para amenizar seu sofrimento, já Himawari estava boquiaberta com isso.
– O que aconteceu? – perguntou ela sem entender – eu fiz isso?
– Agora não querida, vamos sair daqui – disse Hanabi pegando na mão da sobrinha.
Dois membros do clã pegaram uma maca e botaram Joro nela para leva-lo à enfermaria, lá o médico começou a trata-lo mas estava encontrando dificuldades, e nesse momento os pais do menino chegavam para cobrar explicações.
– Aconteceu um acidente durante o duelo de iniciação – explicava Hinata toda envergonhada – mas eu juro que seu filho ficará bem, eu farei tudo ao meu alcance pra garantir isso!
Hinata curvou-se para os pais dele, ambos que até agora estava aflitos e furiosos simplesmente desistiram, não podiam reclamar após ver Hinata curvar-se humildemente.
– Confiamos nosso filho a você Hinata-sama – disse o pai saindo do quarto.
Depois que os pais saíram Hinata voltou-se para o médico, ele ainda tratava Joro e parecia ter aplicado algo para fazê-lo dormir, o olhar daquele jounin veterano dizia que as coisas não iam bem.
– Himawari-sama fez isso? – perguntou ele.
– Por favor me diga o que aconteceu – disse ela.
– Na verdade eu ia fazer essa pergunta – disse ele – isso aqui é queimadura por chakra, além disso tem esse chakra desconhecido contaminando o ferimento, estou tendo trabalho para remove-lo e iniciar a cura.
Hinata começou a pensar no que viu e no que sabia, uma hipótese lhe passou pela mente mas ela queria descartar tal coisa, pelo menos até ter certeza absoluta.
Hinata passou a ajudar o jounin médico, com seu chakra especial ela envolveu o chakra estranho na ferida e o removeu, assim que a contaminação saiu o médico começou a curar a queimadura, se tudo desse certo ela seria curada com uma hora de tratamento.
– Por favor não revele nada do que aconteceu aqui – pedia Hinata pegando um frasco com um liquido.
Hinata ainda segurava o chakra estranho envolto por uma película do seu próprio chakra, com cuidado ela imergiu o chakra no liquido que reteve suas características, ela precisava leva-lo para o hospital da vila e examina-lo cuidadosamente.
Ela também precisava cuidar da confusão que isso poderia causar, falaria a todos que presenciaram o acontecimento para não contar nada a ninguém, e a primeira pessoa que encontrou foi o seu pai.
– Não precisa se preocupar, já conversei com todos – disse ele – todos juraram nada dizer, e sua filha está com Hanabi.
– Muito obrigado pai, eu preciso levar isso enquanto está fresco – dizia ela mostrando o frasco que agora brilhava – eu rezo para que não seja o que eu imagino.
– Hinata, por enquanto não conte nada ao seu marido – pediu Hiashi – o Naruto fará um escândalo se souber, deixe para dizer quando houver uma luz nesse caso.
– Eu já tinha essa intenção, se possível só quero contar quando o problema for resolvido – disse Hinata séria – por favor cuide de tudo até eu voltar.
Hinata foi para casa para trocar de roupa, lá ela encontrou Himawari ainda nervosa, ela contou que Joro estava bem e que Himawari não fez nada de errado, ainda assim ela pediu para que não falasse nada com ninguém, principalmente seu irmão e seu pai.
– Mamãe, eu não queria fazer aquilo – disse a menina com lagrimas nos olhos – o Joro-kun vai me perdoar se eu pedir desculpas?
– Mais tarde vocês poderão conversar, eu tenho certeza que vai ficar tudo bem – disse Hinata passando a mão na cabeça dela – você é uma boa menina por querer pedir desculpas.
Hinata pediu para sua irmã cuidar de Himawari e saiu, até agora sua mente repassava o que ela viu com o byakugan, o brilho esverdeado que surgiu na mão da sua filha no exato momento do ataque.
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Em uma ilha da costa nordeste havia uma grande construção, uma prisão com enormes muros bem no centro de uma floresta escura, a prisão já foi menor, mas recentemente passou por reformas para abrigar seus novos hospedes.
Todos aqueles que estavam envolvidos com a rasetsu foram presos aqui, além disso com o passar do tempo novos prisioneiros foram chegando e hoje esta prisão era a maior de todas.
– Por favor Shurano-san, precisamos de você! – imploravam os dois prisioneiros – bole um plano de fuga digno de sua genialidade.
– Por favor, eu odeio ser bajulado tão descaradamente – respondeu o Nara bocejando – pelo menos me bajulem de forma mais digna.
– Se você bolar o plano tenho certeza que todos colaborarão – dizia um deles – podemos estar sem nossos jutsus mas ainda podemos lutar.
– Desistam, existem varias razões para que um plano de fuga não daria certo – explicava Shurano – uma delas são os próprios prisioneiros.
Ele explicou que os criminosos rank D e C não estavam dispostos a se arriscarem pra fugir, todos eles pegaram penas de 10 anos e não valia a pena fugir para ser caçado ou morrer tentando, era mais vantajoso cumprir a pena e sair livre.
Os criminosos rank B e A pegaram penas que variavam de 20 a 50 anos, mas estes estavam com seu chakra selado e não podiam lutar de igual para igual com os guardas, seria impossível fugir da prisão assim ou toma-la completamente.
– O segundo motivo é que estamos numa ilha, os únicos navios autorizados a se aproximarem são os que trazem mantimentos ou prisioneiros – explicava Shurano – o mar ao nosso redor é bem violento e os pontos mais próximos em terra firme são vigiados.
– Mas isso... – o prisioneiro já perdia as esperanças – com um bom plano...
– O terceiro motivo é aquele cara – disse Shurano apontando para alguém sobre o muro.
– Vamos logo seus vagabundos! A hora do recreio acabou! – gritava Uchiha Okojo balançando sua naginata.
Uchiha Okojo foi um caso inusitado, como criminoso rank S ele deveria ter sido executado, mas surpreendentemente ele foi mandado para esta prisão, além disso ele foi indicado como líder da guarda e tinha todos os seus poderes, todos os prisioneiros que tentaram escapar encontraram a morte em suas mãos.
– Aquele cara é muito esperto, quando percebe alguma movimentação estranha usa seu sharingan – explicava Shurano – com isso ele pode descobrir planos de fuga, ou plantar armadilhas, e com seu poder enorme pode repelir qualquer rebelião ou invasão.
Os dois prisioneiros viram a futilidade de um plano de fuga e foram embora, depois que eles se foram Okojo saltou do muro até onde Shurano descansava tranquilamente.
– Esses caras não aprendem não é? Já é a quinta vez que planejam fugas – disse Okojo cravando a naginata no chão.
– Afinal de contas, o que te levou a ser guarda de prisão? – perguntou Shurano – não vai me dizer que você virou um bom sujeito?
– Bom sujeito? Eu posso matar qualquer um que tentar fugir, não tenho ninguém me dizendo o que fazer, bebo e como a vontade e ainda dou uns amassos nas prisioneiras – dizia ele rindo – esse é o melhor trabalho do mundo!
– Sério mesmo que sua vocação é ser guarda de prisão? – Shurano parecia bem incrédulo com isso – você era o cara que dizia que ia superar Uchiha Madara!
– E falhei ao tentar, fui derrotado e deveria estar morto – respondeu ele sentando ao lado do outro – o Hokage e o Sasuke disseram que eu seria mais útil vivo em vez de morto, eu sinceramente não tenho nada contra.
Não é como se Okojo estivesse agradecido e redimido, ele simplesmente aceitou que não estava destinado à grandeza e decidiu seguir com a oportunidade que lhe deram, ele aceitou o fato de que a ressureição do clã Uchiha estava nas mãos do Sasuke e sua família, ao Okojo cabia apenas sair de cena como uma relíquia do passado.
– E quanto a você? Não tem mais nenhum plano grandioso? – perguntou Okojo.
– Cansei de me dar mal, vou aproveitar o resto da minha vida na prisão – respondeu ele se espreguiçando no chão – comparada com a prisão jigoku este lugar é um paraíso.
– Verdade, os atuais kages são bonzinhos e nos deram “condições mínimas de conforto” – respondeu o outro – afinal prisioneiros conformados não pensam muito em fugir.
Okojo pegou sua garrafa e bebeu mais um pouco, foi quando algo estalou em sua mente, ele rapidamente se levantou ao mesmo tempo que o alarme da prisão soava, esse alarme significava que alguém atravessou a barreira que protege a ilha.
– Vá para dentro Shurano, prefiro não te matar no meio da confusão – disse Okojo pegando sua naginata.
– Parece que a ilha está recebendo visitas surpresas – disse o outro se levantando.
Os outros guardas mandavam os prisioneiros para o interior da prisão, enquanto o pátio era esvaziado Okojo ia em direção ao muro, aos poucos o muro se deformava e abria caminho para um grupo invasor.
– Okojo-san, quem são eles? – perguntou um dos guardas chegando.
Do buraco no muro surgiu um homem usando uma mascara negra, atrás dele outras 8 pessoas usando trajes prestos surgiram, todos eles eram completamente desconhecidos, mas Okojo reconheceu algo que o surpreendeu.
– Esse olho em sua testa, ele pertencia ao Uchiha Keicha – disse Okojo com um olhar sério – eu sei disso porque ele foi meu contemporâneo.
– Você é Uchiha Okojo, você faz parte dos meus objetivos – disse o homem mascarado – mas também é um obstáculo.
Todos os guardas se reuniram ali, como parte da força cooperativa cada vila enviou 5 jounins para guardarem a prisão, normalmente ter 25 jounins protegendo um local desencorajava qualquer ataque, mas não hoje.
– Vocês peguem os peixes menores, não se aproximem daquele cara – avisou Okojo – se ficarem aglomerados ou parados vão morrer todos de uma vez.
Na hora que Okojo deu os avisos viu o mangekyou do outro brilhar, imediatamente ele saltou para o lado, mas o ninja que estava do lado dele foi pego no jutsu, algo como uma bolha surgiu ao redor dele e num instante o homem se torceu e dobrou como se fosse um boneco de pano numa lavadeira, o que os outros viram foi um monte de carne retorcida cair no chão espalhando sangue por todo lado.
– Mas que porra foi essa!? – gritou um deles entrando em pânico.
– Eu avisei para não ficarem parados, esse mangekyou pode distorcer o espaço – avisou Okojo – tudo dentro desse espaço se expande ou comprime, ele vai torcer vocês como pano de chão!
– Gakou-sama, nosso líder queria os olhos do Okojo inteiros – alertou um dos homens com ele – então por favor evite usar seu mangekyou nele.
– Obter os olhos de Okojo é um objetivo secundário, dispensável se for complicado – respondeu ele – nosso objetivo primário é libertar todos os prisioneiros.
– Pretende libertar os prisioneiros? Não no meu turno – respondeu Okojo ativando seu próprio mangekyou – e eu também não gosto de ladrões de doujutsu, você tem muita coragem pra aparecer na minha frente usando um sharingan roubado.
– huhuhu eu não sou o único – disse ele.
Todos os outros capangas dele removeram os panos que cobriam a testa, e todos eles exibiram olhos vermelhos, uma incrível luta iniciou-se na prisão oculta.
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– Esta é uma amostra de sangue do Naruto, de antes dele conseguir controlar o poder da kyuubi – dizia Sakura mostrando o frasco selado – e este vem depois de conseguir isso, o sangue em si não mudou em nada é claro, mas o chakra no sangue sim.
Sakura usou um jutsu que reativa o chakra nas amostra, uma dela mostrou um brilho vermelho opressivo, já a outra mostrou um brilho dourado tranquilizador, o chakra em circunstancias normais sempre brilha em um tom azul.
– Essa amostra é da Himawari-chan meses após ter nascido, e esta é de quando você a inscreveu na academia mês passado – disse Sakura pegando as amostras na caixa.
A primeira mostrou um brilho azul comum, apenas um pouco mais forte que o esperado, já a outra amostra brilhava com um tom verde-metálico, ambas já tinham visto esse tom de cor antes.
– Tenseigan... – disse Hinata meio assustada – a minha filha está despertando o doujutsu do Hamura-sama.
– Estou surpresa por isso estar acontecendo agora, mas não posso dizer que deveria ser impossível – comentou Sakura – você mesma despertou o chakra do Hamura, e o Naruto tem o chakra do Hagoromo, ambos unidos devem ter gerado algo novo.
Hinata sentou-se abalada na cadeira ao lado, quando seus filhos nasceram Hinata se precaveu e examinou os dois buscando qualquer coisa incomum, mas não esperava que os exames não revelariam nada na época deixando as surpresas pra agora, Hinata se perguntava o que isso significaria na vida da Himawari daqui pra frente.
– Primeiro de tudo temos que manter o sigilo, o tenseigan é praticamente tão poderoso quanto o rinengan – avisava Sakura – se essa informação vazar algum psicopata pode vir atrás dela.
– Por favor não diga isso, eu não aguentaria ver a minha filha ser perseguida! – disse Hinata já chorando – oh meu deus, o que eu vou fazer?
Sakura queria poder dizer algo, mas ela não sabia o que fazer sem o especialista em doujutsus por perto, tudo o que ela podia fazer era confortar Hinata.
– Não importa o que aconteça, você sempre vai poder contar conosco – disse ela segurando a mão de Hinata – eu vou dar prioridade a isso, e o Naruto protegerá vocês duas, nada de ruim vai acontecer.
Sakura entregou à Hinata pílulas supressoras de chakra, seriam uteis para impedir que o doujutsu de Himawari se descontrolasse, enquanto voltava para casa Hinata se perdia em pensamentos, se sua filha despertasse completamente o tenseigan ela poderia ser contida? Ela machucaria aqueles ao seu redor?
– Eu tenho que proteger a minha família com minhas próprias forças – disse Hinata determinada – que tipo de mãe eu sou que não pode fazer nada pelos filhos?
Quando Hinata chegou em casa notou alguma coisa errada, todos pareciam evita-la e olhavam constrangidos pra outras direções, Hinata foi para casa e encontrou seu pai conversando com Hanabi na porta, aparentemente alguma coisa tinha acontecido.
– Não é justo, por que ela e não eu? Foi com meus olhos que Toneri despertou o tenseigan sabia? – reclamou Hanabi.
– Por favor Hanabi! Pare de falar isso na porta de casa! – pediu Hinata nervosa – e que historia é essa que você tá falando!?
– Acho melhor você entrar e ver por você mesma – sugeriu Hiashi – o Boruto também já chegou da academia.
Hinata havia esquecido completamente disso, ela precisava falar com Boruto para não falar sobre qualquer coisa anormal com a irmã, mas antes ela precisava descobrir o que deixara seu pai e sua irmã nervosos, se Hanabi falou em tenseigan talvez o doujutsu se manifestara visivelmente.
– Mãe! A Himawari tá soltando raios pelos olhos! – gritou Boruto assustado e eufórico.
– O QUÊ!? – gritou Hinata desesperada.
Hinata correu para o quarto da sua filha, lá encontrou Himawari encolhida na cama chorando, na parede do quarto duas marcas de queimado indicavam que algo quente a atingira, Boruto que subiu logo depois explicou que encontrou sua irmã triste, e para anima-la eles começaram a brincar, foi então que ao ativar o byakugan uma luz verde saiu dos olhos dela.
– Você não se machucou não é? – perguntou ela examinando Boruto com os olhos.
– Não, eu tô bem – respondeu ele – mas o que aconteceu com a nee-chan?
– Meu filho, isso é algo que eu vou precisar de tempo para explicar – disse Hinata triste – por favor me deixe com sua irmã um pouco está bem?
Boruto resmungou algo mas Hinata pediu por compreensão, o menino então saiu para seu quarto pra fazer a lição de casa deixando Hinata com Himawari no quarto dela, Hinata então sentou-se ao lado da filha abraçando-a com força.
– Meu anjo, você está bem? Está sentindo alguma coisa? – perguntou Hinata.
– Meus olhos doem – disse ela chorando – eu não quero abrir meus olhos.
Hinata compreendia a situação, quando Toneri roubou os olhos de Hanabi para despertar o tenseigan aconteceu algo similar, mas ele era um adulto com plena consciência e controle dos seus poderes e mesmo assim sofreu, o que aguardava sua filha podia ser ainda pior.
– Himawari querida, eu visitei a tia Sakura e ela me deu um remédio – dizia Hinata – esse remédio vai lhe ajudar a melhorar.
– Eu estou doente mamãe?
– Isso é algo temporário, em breve vai passar – explicou Hinata – até lá confie em mim.
Hinata pegou um copo d’água e o comprimido para dar a sua filha, quando Himawari levantou a cabeça Hinata viu o byakugan dela brilhando com a mesma cor do tenseigan, por precaução Hinata decidiu dar duas pílulas supressoras.
Hinata ficou do lado de Himawari até que as pílulas fizessem efeito, quando o chakra de Himawari começou a circular devagar ela acabou dormindo, após deita-la em sua cama Hinata saiu do quarto e encontrou seu filho ao lado da porta.
– Eu ouvi da tia Hanabi a algum tempo, que tinha esse doujutsu que criou o byakugan – dizia Boruto – esse tal de tenseigan e que aquele vilão da lua queria usar pra machucar você e o papai.
– É uma historia muito longa e complicada, mas sua irmã está despertando o tenseigan por conta própria – disse Hinata – você sabe que não pode contar isso pra ninguém não é?
– A Hima vai ficar bem? Ela não vai mais sofrer? – perguntou Boruto preocupado.
– Eu prometo que vou fazer tudo por ela, sua irmã não vai mais sofrer – disse Hinata determinada.
Hinata sabia que prometeu algo irresponsável, ela ainda não tinha a mínima ideia de como impedir que o tenseigan trouxesse mais dor à Himawari, mas uma coisa que ela aprendeu todos esses anos é que não se deve desistir de nada, e em sua mente uma solução parecia estar ao seu alcance.
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– Eu vou matar o Naruto! – disse Kenta segurando sua raiva entre os dentes.
– Aguente firme, essa é uma missão rank S – alertou Chiyo de pé do lado dele – se falharmos aqui todo o país do fogo sofrerá uma crise.
– Falhar? Como podemos falhar em proteger aquele idiota? – perguntou Kenta apontando discretamente – o pior que pode acontecer com ele é se engasgar com um osso de galinha!
– Então é muito bom ter uma jounin médica presente – disse Chiyo estufando o peito.
Kenta e Chiyo, assim como outros 6 ninjas faziam a segurança do daimyo do país do fogo, este havia deixado a capital para visitar os nobres do país e participar de um jantar.
Era indiscutível que proteger o daimyo figurava a mais alta classificação das missões, a reclamação do Kenta era acompanhar o daimyo em suas frivolidades em festas caríssimas, todos aqueles nobres esbanjando fortunas para divertimento próprio, mulheres interesseiras vestidas de joias e comida suficiente pra alimentar um vilarejo indo pro lixo.
– Vocês dois prestem atenção, recentemente a tensão entre nosso país e os vizinhos aumentou – explicou o jounin veterano – mesmo com a aliança perpetuando isso não significa que alguém não pode tentar algo.
– Sim senhor – responderam os dois.
Nesta missão todos eram jounins, mas havia dois jounins que recebiam o titulo de veteranos, eram jounins que já estavam no cargo há pelo menos 20 anos, qualquer jounin que chegasse tão longe ganhava certos privilégios, entre eles escolher quem levará para as missões, tomar decisões sozinho no campo de batalha ou assumir cargos específicos.
Estes dois em especifico trabalhavam como comandantes do exercito do daimyo, trabalhar diretamente para o daimyo trazia muito prestigio e dinheiro, por isso quando alguns jounins pensavam em se aposentar eles na verdade iam trabalhar para o daimyo.
– Eu soube que você já criou o seu próprio jutsu de cura – comentou Kenta ainda observando o jantar – significa que dominou o senjutsu?
– Isso é relativo, eu consigo absorver a energia natural e ativar o senjutsu, mas a energia vaza do meu corpo muito rápido – explicou ela – eu só consigo manter o senjutsu ativado por um minuto aproximadamente.
– Então como você está fazendo? – perguntou ele curioso.
– Eu ativo o senjutsu e direciono a energia que vaza para o paciente – explicou ela – então eu continuo absorvendo a energia natural, o meu jutsu funciona quando...
– Complicado demais, pode parar por aí – disse Kenta cortando a explicação dela.
Ela deu uma cotovelada nas costelas dele, Kenta segurou a dor sem se curvar enquanto via o rosto bravo dela, sempre que a via fazendo bico sentia vontade de beija-la, mas não podia fazer isso aqui.
– Vocês repararam que o pessoal lá de fora não deu noticias? – avisou alguém pelo radio.
Kenta e Chiyo olharam pro lado, do outro lado do salão os outros dois jounins falavam com eles, do lado de fora outros dois montavam guarda e tinham o dever de dar um sinal a cada meia-hora.
– Eles estão atrasados 10 minutos, as vezes esquecemos de passar o sinal – disse Kenta olhando o relógio – vamos dar um toque neles.
Kenta usou o seu radio para se comunicar com os dois de fora, mas não houve resposta, agora sim ele estava ficando preocupado, ele pediu para Chiyo aproximar-se da mesa e discretamente avisar os jounins veteranos.
Quando Chiyo estava falando com os veteranos a porta dupla explodiu, a explosão jogou os ninjas para longe e encheu o salão de fumaça enquanto vários desconhecidos invadiam o lugar.
– Capturem o daimyo, os outros não importam! – ordenou alguém em meio à fumaça.
– Como se eu fosse deixar – disse Kenta levantando-se.
A forma da serpente kinja brilhou e envolveu a mesa onde estavam os nobres, a manifestação da serpente de chakra expulsou a fumaça e permitiu que se visse os inimigos, um total de 20 homens armados estavam tentando chegar ao daimyo.
– Vocês vieram aqui animar o meu dia – disse Kenta sorrindo – eu vou cuidar muito bem de vocês!
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– A ilha-prisão foi atacada!? – perguntou Naruto nervoso.
– Eles estavam com problemas de comunicação, por isso avisaram Kumogakure primeiro – disse o responsável pelo radio – o Raikage já confirmou a situação e informou às outras vilas.
Naruto balançou a cabeça para afastar o descontentamento, aquela prisão deveria ser secreta e mesmo assim foi atacada, se sua localização se tornou conhecida significava que alguém estava vazando informações.
– Qual é a situação? – perguntou Shikamaru.
– 9 homens atacaram a ilha, destes apenas 2 conseguiram fugir – explicou o outro – o ataque foi repelido pela equipe de segurança liderados por Uchiha Okojo.
Naruto agradeceu aos deuses por ter seguido o conselho do Sasuke, Okojo provou seu valor defendendo a ilha e impedindo uma fuga em massa, talvez com isso fosse mais fácil convencer os outros kages a aceitarem o projeto de reabilitar criminosos em vez de executa-los.
– Infelizmente dos 25 guardas 11 perderam a vida, e Okojo teve um dos braços destruído – dizia o outro lendo o relatório.
– O inimigo era tão poderoso assim? – perguntou Shikamaru surpreso.
– Kumogakure enviou 20 ninjas para reforçar a segurança, mas o Raikage diz que não pode arcar com tudo sozinho – continuava o outro – ele solicita reforços das outras vilas para substituir os ninjas perdidos e feridos.
– Tudo bem, Konoha vai enviar dois times, e nos responsabilizaremos em curar Okojo – explicava Naruto – eu creio que as outras vilas vão fazer o mesmo, mas vai levar tempo até eles chegarem.
– Também tem uma mensagem codificada para o Hokage-sama – disse o outro entregando o papel – com sua licença.
Naruto pegou o papel que continha a mensagem codificada, em Konoha apenas ele, seus conselheiros e os lideres das divisões podiam ler a mensagem oculta naquele código, e quando ele leu o conteúdo ficou pálido.
– Todos os inimigos tinham um sharingan na testa – disse Naruto – e o líder do ataque tinha um mangekyou!
– Então o pior aconteceu, surgiu uma organização capaz de usar o que roubaram daquele esconderijo – disse Shikamaru preocupado – precisamos descobrir os seus objetivos, o mais rápido possível.
– Os invasores derrotados foram incinerados, exatamente como aquela mulher – explicou Naruto – o líder do bando fugiu quando foi ferido gravemente, e ele era forte o bastante pra levar um braço daquele Okojo.
– O Sasuke tem trabalhado sem parar para reunir informações sobre eles, esse já é o terceiro com mangekyou a aparecer – disse Shikamaru – se todos os olhos no esconderijo forem usados serão pelo menos 10 deles.
Naruto estava pensativo, uma organização com tamanho poder começou a se mover secretamente, se eles pretendiam libertar os prisioneiros significava que queriam arranjar novos seguidores, e pra piorar existia a informação de um estranho culto nascendo, teria tudo isso alguma relação?
– Temos uma emergência Hokage-sama! – gritou o ninja de antes que voltou correndo – o daimyo foi atacado agora a pouco!
Naruto pulou da cadeira quando ouviu isso, todos os seus problemas estavam surgindo de uma vez só e um atrás do outro, Shikamaru balançou a cabeça imaginando a chatice que isso seria.
– Merda! Eu tenho que ir – disse Naruto – preciso por a vovó Tsunade no comando por enquanto.
– Eu falo com ela, vá pra casa e pegue suas coisas – sugeriu Shikamaru – eu vou preparar um time de escolta pra você.
Naruto agradeceu e saiu rapidamente do seu escritório, precisava ir pra casa pegar seu equipamento de viagem e sair o mais rápido possível, no caminho sua cabeça começava a doer de tantos problemas surgindo de uma vez.
Quando chegou em casa Naruto passou rapidamente pela sala, tão rápido que nem viu Hinata sentada no sofá esperando por ele, quando ele subiu as escadas ela chamou por ele.
– Ah Hinata, me desculpe – disse ele sentido – eu estou com pressa, aconteceu uma emergência.
– Aqui também, você realmente precisa ir? – perguntou ela triste.
– Eu realmente queria ficar e te ajudar mas não posso, o daimyo foi atacado – disse ele – e aquele velho idiota me chama até se encravar a unha, mas quando eu voltar...
– Nossa filha não está bem, ela está despertando o tenseigan – disse Hinata de uma vez.
Naruto sentiu sua cabeça girar e as forças nas pernas irem embora, ainda na escada ele caiu sentado quase perdendo os sentidos, Hinata rapidamente pediu à empregada para trazer água com açúcar enquanto ela mesma o aparava.
Continua.
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