Mirai no Monogatari

45 Capitulo 34 – a ponte da nevoa oculta.


Notas iniciais
Lá vou eu com mais um capitulo, até que saiu rápido considerando que estou usando um notebook horrível. Enquanto não concerto meu PC eu continuarei com os fillers, por isso rezem pra eu consiga logo heueheuheuehueeuheuhe Se bem que vocês podem acabar gostando dos fillers, eu garanto que eles são melhores que os da pierrot pelo menos!

Capitulo 34 – a ponte da nevoa oculta.

(8 meses após a guerra)

– É uma honra estar em sua presença – disse o jovem curvando-se.

– É um prazer recebê-lo – respondeu a Mizukage – jovem construtor de pontes.

Inari levantou a cabeça e encarou a Mizukage, entre eles havia uma mesa baixa com papeis, atrás dela dois chuunins da nevoa faziam sua proteção, havia outro na porta atrás dele dando a incômoda sensação de estar sendo vigiado constantemente.

Inari assumira os negócios da família após ser treinado por seu avô Tazuma, desde o fim da 4º guerra ninja os negócios se expandiram, e agora a companhia deles construía pontes por todo o continente, faziam pontes de todos os estilos e para todos os terrenos, também fazia barragens ou represas e em alguns casos prédios inteiros.

Por causa disso ele foi a escolha natural para o grande projeto da nevoa, construir uma ponte interligando o arquipélago do país da água com o continente, tal projeto fora considerado impossível e por isso só agora estava indo pra frente.

– Estou consultando especialistas de todo o continente a um ano, mas você foi o primeiro que me apresentou um projeto em apenas um mês – começou Mei – sei que é um esboço inicial, mas não se adiantou muito?

– Eu suponho que o projeto lhe agradou, do contrário não teria me chamado – respondeu ele – eu enviei o projeto porque confio nele.

– Não seja tão arrogante seu moleque! – reclamou um dos ninjas presentes.

– Eu tenho 23 anos e sou um profissional – respondeu Inari – eu aprendi com o melhor de todos.

– O seu avô foi o responsável pela “grande ponte Naruto” que une o seu pequeno país ao continente – disse a Mizukage – conseguiu realizar esse feito mesmo contra todas as adversidades.

Inari tinha muito orgulho disso, mesmo sofrendo ataques, sabotagens, pressão política e abandono de companheiros ele não desistiu, seguiu em frente com o projeto e conseguiu conclui-lo, foi tamanha perseverança que tornou hoje o seu pequeno país conhecido por todos.

– O seu projeto é bem viável e parece confiável – continuou Mei – mas antes de falarmos disso eu gostaria de perguntar algo, esse orçamento de 3 bilhões de ryous.

– Não vai achar uma empresa que faça algo tão incrível em apenas 10 anos por menos do que isso – disse Inari seriamente – sei que 3 bilhões é uma fortuna, mas 75% desse valor é só do custo, incluindo mão de obra e matéria-prima, sabe o quão difícil é erguer pilares em alto mar?

A Mizukage sorriu diante desse jovem, ele mostrava uma determinação e conhecimento sobre o trabalho, não recuava nem um passo na negociação, mas também era realista e modesto, ele explicava que erguer os pilares de sustentação era a parte mais difícil, e que era preciso um par de pilares a cada quilometro da obra.

– A ponte terá 35km de comprimento e 50m acima do nível do mar, os pilares precisam aguentar todo o peso dela e do que passar por cima dela – explicava Inari – também precisam aguentar as correntes marítimas, corrosão, o clima e impacto de ondas, cada um deles levará pelo menos um mês para ser erguido.

– O que significa pelo menos três anos só para terminar as fundações – dizia Mei – é realmente um projeto fantástico.

– Como eu disse...

– Mas esse preço leva em conta uma mão de obra comum e maquinário comum não é? – perguntou Mei – e se usasse ninjutsu no seu projeto? Com certeza o preço cairia muito não é?

– Seria muito prático mesmo, mas não temos um ninja sequer em nossa empresa – explicou Inari meio constrangido – tudo o que fazemos é com a força dos nossos braços e as maquinas que nós mesmo montamos.

– E isso absolutamente não é motivo de vergonha, eu admiro pessoas assim – disse ela – mas eu estava me referindo a usar os nossos ninjas aplicando os nossos ninjutsu.

– Me desculpe por isso Mizukage-sama, mas nós somos pessoas comuns, e como tal não sabemos nada sobre ninjutsu – explicou Inari – eu não saberia aplicar isso aos meus projetos, se eu não posso dar nenhuma garantia não posso arriscar nada.

– Eu entendo o seu ponto de vista, uma ponte precisa ser confiável e segura, e trabalhar com o desconhecido é perigoso – dizia a Mizukage tranquila – então que tal isso? Eu emprestarei para você alguns ninjas para fazer um teste em pequena escala, se for satisfatório você poderia incluir isso em seu projeto?

– Mizukage-sama! Essas técnicas são segredos nacionais! – protestou um dos ninjas ao lado dela – ele nem sequer deveria saber disso, quanto mais trabalhar com algo...

– Essas técnicas foram criadas pelo bem da nossa vila, que outra forma de usa-las seria melhor do que essa? – perguntou Mei com um tom bravo.

O ninja atrás dela calou-se e assim Mei voltou a perguntar para Inari, o jovem ficou pensando na proposta dela, construir uma ponte gigantesca usando ninjutsus seria fenomenal, algo ainda mais memorável na história, além disso se assim conseguisse reduzir o custo e o tempo de construção o lucro seria ainda maior.

Mas Inari tinha vários motivos para pensar com cuidado, para pessoas comuns os ninjutsus eram incompreensíveis e misteriosos, podiam sim realizar feitos incríveis, mas não havia como saber os efeitos em algo comum como uma ponte.

Além disso seu avô e ele mesmo construíram a empresa criando laços com cada um dos funcionários, empregar ninjas no lugar deles seria desonroso, uma traição para com seus amigos que deram suor e sangue pelo bem da comunidade e da empresa.

– Mizukage-sama, eu posso me comprometer a testar seu método secreto e avalia-lo – respondeu Inari – mas não posso me comprometer com seu projeto mesmo depois de conhecê-lo, se eu determinar que é inviável posso recusar seguir em frente?

– Eu gosto de você garoto, vou fazer os arranjos para o teste – disse ela levantando-se – espero ansiosa pelo seu relatório.

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(Uma semana depois)

– Por favor nos guie e nos proteja – dizia Inari diante do túmulo.

O túmulo que ele visitava era o do seu falecido avô, ele morrera a três anos pouco depois de passar os negócios para o neto, sempre que Inari ficava a frente de um grande projeto ele vinha visitar o túmulo.

Após sua reunião com a Mizukage Inari voltou para o país das ondas, em sua empresa ele começou a elaborar o projeto de construção da grande ponte, após uma reunião com seus sócios e empregados ele explicou que a Mizukage queria empregar alguns dos seus ninjas no trabalho, houve contrariedade mas ninguém se opôs já que sabiam que essa seria a maior obra da empresa.

– Eles devem estar chateados, mas no fundo eles querem ver a empresa crescer ainda mais – disse sua mãe Tsunami – e de qualquer jeito no final serão nossos homens que erguerão essa ponte.

– Isso mesmo, ainda faremos a maior parte do trabalho, e seremos nós a erguer a ponte – dizia Inari empolgado – mas a Mizukage disse que quem nomeará a ponte será o daimyo da água.

– A propósito, ela precisava mesmo mandar aquela mulher te seguir? – perguntou a senhora olhando para a entrada do cemitério.

Na entrada do cemitério estava parada uma figura misteriosa e assustadora, uma mulher usando o uniforme da nevoa e uma máscara de porcelana, o traje dela não era o uniforme padrão com colete, mas o que parecia um kimono da divisão de inteligência.

– Não posso fazer nada quanto a isso, foi uma exigência da Mizukage – explicou Inari.

– Ela se veste do mesmo jeito que o outro que enterramos – comentou ela – tem até uma máscara parecida.

– Acho que são da mesma classe, se não me engano chamam de ANBU ou algo assim.

Tsunami suspirou preocupada, os ninjas da nevoa ainda eram mal vistos por todos, e ter uma agente da ANBU deles seguindo-o era assustador, mesmo assim Inari não se intimidou e seguia com seu trabalho confiante.

– Já estamos indo – disse Inari ao chegar no portão do cemitério.

– Entendido – respondeu a mulher sob a máscara.

A mulher mascarada desencostou do muro onde estava, os outros dois olhavam pra ela tentando decifrar o que cada gesto dela significava.

– De fato eu sou um agente da ANBU, mas esse uniforme é da divisão de inteligência da vila – comentou a mulher mascarada – o uniforme da ANBU é parecido com o uniforme padrão da vila.

– “Ela estava ouvindo!” – pensaram Inari e Tsunami surpresos.

– Sim, eu estava ouvindo, nós somos treinados para isso – respondeu ela abertamente – e eu não leio mentes, sou treinada pra interpretar reações caso estejam se indagando agora.

Mãe e filho decidiram não pensar em mais nada e deixaram o cemitério em direção ao escritório, a mulher da ANBU seguia a uns 3m atrás deles, ela não dizia uma palavra e não fazia gesto sequer, mas ela estava sempre atenta a tudo, principalmente as pessoas que entravam em contato com seu protegido.

Já as pessoas da vila achavam aquilo bizarro, eles sabiam que ninjas não andavam abertamente assim, por isso dava uma sensação de medo para todos, crianças se assustavam e saíam do caminho, adultos cochichavam e até animais reagiam, Inari se perguntava se essa era a reação normal diante de ninjas.

– Mãe, pode ir pra casa, eu vou juntar o pessoal pra fazer o teste – explicou Inari na porta do escritório.

– Sendo assim eu vou pra casa, você vem para o jantar não é?

– Sim, aguardo aquele ensopado que só você sabe fazer! – respondeu ele empolgado.

Tsunami saiu e Inari entrou no escritório, lá ele pegou um computador portátil dentro de uma caixa, aquilo era a tecnologia mais recente criada e ajudava muito nos negócios, após isso ele juntou-se com uma equipe de 12 pessoas escolhidas para fazer esse teste, se tudo desse certo a empresa aceitaria o maior trabalho de sua vida.

– Eu vou leva-los ao local do teste – avisou a mascarada na frente de todos – quero que saibam que de agora em diante não poderão dizer uma palavra sobre isso.

Nem era preciso avisar, além do fato deles serem leais havia o medo que aquela figura passava, ninguém seria louco de revelar um segredo da nevoa.

Após andarem um bocado eles chegaram ao local, era um pequeno lago raso no meio de um bosque, lá uma equipe de ninjas da nevoa já estavam trabalhando e o segredo enfim foi revelado.

O tal segredo era um cristal criado por ninjutsus, os homens com Inari viram os ninjas reunidos sobre a agua manipulando-a até que ela solidificasse, não se tratava de gelo, era um cristal azulado e semitransparente, os ninjas estavam criando várias estacas longas com esse cristal.

– Através do nosso hijutsu podemos solidificar a agua formando um cristal bruto e compacto – explicava o jounin responsável, diferente do gelo ele não derrete, é 50 vezes mais resistente que o concreto e pesa apenas um sexto do seu peso.

– Tem razão, eu consigo levantar um desses sozinho! – disse um homem surpreso ao erguer a estaca.

– E como ele reage ao clima, pressão e tudo mais? – perguntou um dos especialistas no assunto.

– Da mesma forma que um cristal natural, duvido que as forças da natureza o afetem – respondeu o jounin – e sobre pressão ainda não vimos nada que pudesse esmaga-lo.

Todos os presentes ficaram maravilhados, um cristal tão poderoso que podia ser produzido apenas com agua e chakra, Inari entendia agora o motivo de tanto segredo a respeito disso, era um material revolucionário que poderia trazer fortunas para o país da agua.

– Beleza pessoal, vamos usar essas estacas para criar o alicerce de uma ponte – explicava Inari – se pudermos criar uma ponte sobre esse lago com elas vamos aceitar o trabalho!

Todos responderam e logo começaram a trabalhar, eles entravam na agua para enterrar as estacas profundamente, depois alinhavam e assim tinham duas fileiras delas totalizando 10 suportes, em seguida vinha o trabalho de montar a ponte sobre elas.

Inari coordenava tudo com muita empolgação, ele via o quão fácil era trabalhar com essas estacas, a quantidade de esforço para enterra-las e montar os suportes sobre elas era mínimo, em apenas uma tarde eles conseguiram montar a ponte que levaria uns três dias para ficar pronta.

– O mais difícil foi cortar as pontas, essa coisa é dura demais! – reclamava um dos homens – mas isso é bom, significa que resiste a impactos, não vai cair mesmo se o maior navio bater neles.

– E como não temos que esperar o concreto secar podemos trabalhar com eles imediatamente – dizia outro – 10 anos? Vamos terminar na metade disso!!

Os homens comemoravam a façanha que realizariam, a maior ponte já construída pelo homem seria erguia em talvez apenas um ano, com isso todos ali viam uma enorme prosperidade chegando para seu pequeno país.

– De que tamanho vocês podem faze-los? – perguntou Inari.

– Teoricamente de qualquer tamanho, mas quanto maior for mais agua e chakra vamos precisar – sobre o mar não vai faltar agua, mas vamos precisar de uns 10 jounins trabalhando um dia inteiro para fazer do tamanho que especificou.

Ouvir isso deixou Inari muito feliz, ele pediu aos ninjas para avisarem à Mizukage que ele aceitaria o trabalho, depois foi a vez de falar com todos os seus subordinados, Inari deixou claro que os outros empregados de nada deveriam saber, que tudo seria explicado somente quando as obras fossem começar.

E enquanto assistia Inari falando com seus homens a mulher sorria sob a máscara.

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– Você deveria ter visto, é incrível mãe! – dizia Inari empolgado – realmente dá pra fazer qualquer coisa com ninjutsu!

– Então vão aceitar o trabalho? – perguntou ela empolgada.

– Claro que sim! E vamos terminar em 5 anos ou menos! – disse ele – a parte mais difícil que é colocar os pilares vai dar pra terminar em no máximo um mês, dá até pra faze-la mais alto do que imaginávamos!

O projeto original visava uma ponte plana 50m acima do nível do mar, mas agora eles planejavam uma ponte arqueada com sua parte mais alta a 70m, com isso mesmo as maiores embarcações poderiam passar por baixo dela, com os pilares de cristal eles estavam confiantes de que a ponte poderia suportar qualquer peso sem ruir, aguentar os piores climas e nunca iria erodir, seria algo que duraria pra sempre.

– Nossa, você está mesmo com fome! – disse Tsunami vendo-o encher outro prato.

– Na verdade esse é pra nossa convidada lá fora – disse ele – eu não suporto vê-la comer aquela comida esquisita!

Ele levou o prato de ensopado numa bandeja junto com um copo de suco, tomou o caminho do quintal e lá encontrou ela, a mulher estava sobre uma arvore comendo rações de viagem, uma barra já valia por uma das três refeições.

– Hei você, desce daí e vem comer – pediu Inari.

– Eu estou bem com isso – disse ela pondo a máscara de volta.

– Quem prefere comer essas coisas quando tem o ensopado da minha mãe!? – reclamou ele – é falta de educação recusar comida por aqui, anda logo!

Por algum motivo que ela não soube explicar a mulher mascarada desceu da arvore, sentada no chão e com a bandeja no colo começou a comer, Inari de pé via que nem mesmo ela poderia esconder a satisfação de comer o ensopado.

– Não fique me encarando assim, é falta de educação – reclamou ela.

– Desculpe, eu estava reparando como você é bonita sem a máscara – comentou ele.

Inari percebeu o que tinha dito e ficou todo vermelho de vergonha, já a mulher apenas o encarou por um instante e voltou a comer, meio sem jeito ele andou até a arvore ao lado e sentou-se no chão.

– Por que você usa máscara? – perguntou ele.

– Eu realizo todo tipo de missão, se meu rosto é amplamente conhecido ficaria difícil me infiltrar – respondeu ela.

– Uma vez um ninja vestido como você apareceu por aqui – comentou ele.

– O incidente do Zabuza e Haku – disse ela – eu li o relatório para me informar sobre a situação local.

– Isso me lembra, eu tenho que enviar uma carta pro Naruto amanhã! – disse Inari surpreso por ter esquecido isso.

– Uma carta pro Naruto? Fala do Hokage Uzumaki Naruto? – perguntou ela com um olhar desconfiado – o que você vai contar a ele?

– Hã? Contar nada, eu só vou solicitar uma missão de escolta – disse Inari fazendo uma cara engraçada – eu preciso mandar um representante pro país da terra, é de lá que encomendamos as placas de concreto e as hastes metálicas.

– Entendi, desculpe por tirar conclusões precipitadas – disse ela.

Inari riu disso, ela parecia constrangida por achar que ele enviaria informações para Konoha, Inari sugeriu que se ela quisesse poderia checar a carta que ele enviaria, depois disso ela disse não haver necessidade.

– Quando o Naruto veio aqui pela primeira vez, ele fazia jus a reputação de pior ninja do mundo – comentou Inari – mas ele no final conseguiu proteger o vovô, e derrotar aqueles ninjas incríveis.

– Tecnicamente ele não derrotou nenhum dos dois, eu soube que Haku usou o corpo para proteger o Zabuza de um ataque mortal – explicou ela – e o Zabuza foi morto pelos homens do Gatou.

– Isso são detalhes! Se o Naruto nii-chan não tivesse aparecido tudo estaria perdido! – esbravejou o outro.

– Você falou como um pirralho agora – comentou ela.

Ele pigarreou e parou de falar, já a mulher continuava comendo até terminar, depois ela bebeu o suco e pôs a bandeja de lado.

– O que ele mais fez por nós foi nos dar esperança – comentou Inari – ele mostrou que heróis ainda existem, ele me mostrou que podemos conseguir qualquer coisa se nos esforçamos e acreditarmos.

– Uzumaki Naruto, ele mudou o mundo após vencer a 4º guerra ninja, mas eu não sei de nada sobre ele antes disso – comentou ela – você disse que ele era um ninja horrível.

– Ele era completamente sem noção, os colegas dele odiavam isso – respondeu Inari rindo – até eu que não sei nada sobre ninjas podia dizer que ele era horrível.

Era comum as pessoas terem a ideia errada sobre o Naruto, quem o conhece atualmente jamais imaginaria o que ele passou para chegar tão longe, e por isso muitos não entendem como alguém tão poderoso e influente tem tantos amigos verdadeiros pelo mundo afora.

– Foi a Mizukage-sama que mudou nossa vila também, ela aboliu o exame de sangue da nevoa – explicou ela – se não fosse ela muitas crianças continuariam morrendo.

– Eu ouvi falar, para se tornar um gennin da nevoa era necessário matar todos os seus companheiros não é? – dizia Inari impressionado com isso.

– Eu estava na academia quando Mei-sama assumiu o posto, todos na vila festejaram quando ela aboliu esse sistema – continuava ela – quando me tornei ninja eu jurei que faria tudo por ela, por isso me esforcei para entrar pra ANBU.

– Então é por isso que está aqui? – perguntou Inari.

– Essa ponte é o grande sonho dela, unir nossos continentes e trazer prosperidade pro país – dizia ela – eu não permitirei que nada a impeça, seja você ou qualquer um em nosso país.

– Então vamos trabalhar juntos, para realizar os nossos sonhos – dizia ele – o meu de deixar nossa marca na historia e o da sua Mizukage de unir os continentes.

– Sendo assim eu irei protege-lo sem falhas – disse ela.

– Eu ainda não sei o seu nome – disse Inari meio constrangido.

– Pode me chamar de Kurage – respondeu ela tranquila.

– “Água-viva”? esse é seu nome de verdade? – perguntou Inari.

Ela não respondeu deixando isso para a imaginação dele, Inari sentiu que ela estava se abrindo mais agora.

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– Que nostálgico – comentou Sasuke vendo o pergaminho de missão.

Sasuke segurava um pergaminho com inscrições indicando “rank B”, no pergaminho a assinatura de Inari solicitando uma missão de escolta, os detalhes diziam que os ninjas da folha deveriam escoltar um representante na ida e volta do país da terra.

– É praticamente a mesma coisa daquela vez – disse Naruto – mas dessa vez ele classificou a missão corretamente.

– Bom, agora eles possuem dinheiro para pagar pelas missões – respondeu Sasuke – mas é uma pena, se a missão é rank B não vai poder mandar gennins para ela.

Naruto riu disso, naquela vez a missão tinha sido classificada como rank C, por isso ela foi a primeira missão importante do seu time, mas no final encontraram um inimigo muito acima desse nível, apesar de tudo Naruto até hoje agradece por aquela experiência.

– Mas você me chamou apenas para falar do passado? – perguntou Sasuke.

– Eu quero que você mesmo escolha o time que vai proteger o emissário – respondeu Naruto – pode escolher qualquer um disponível, mas quero bons ninjas nessa missão.

– Algum motivo para isso? Você parece preocupado sobre isso.

– A Mizukage me contou uma vez que queria construir uma grande ponte ligando os continentes – explicou Naruto – e agora o Inari solicita essa missão, eu acho que está tudo interligado.

– E por isso você quer garantir que nada vai dar errado?

– Pelo bem do Inari e seu povo, e pelo bem do país da água – dizia Naruto – antes de deixar a divisão de inteligência o Shikamaru me falou de algo, que havia um espião na vila da nevoa, aparentemente ele quer acabar com as boas relações que a Mizukage construiu.

– Eu não quero parecer egoísta, mas você deveria deixar os outros países se virarem de vem em quando – aconselhou Sasuke – já temos nossos próprios problemas aqui.

– Os nossos problemas se tornam problema dos outros, e os deles se tornam nossos também – respondeu Naruto – a rasetsu foi prova disso, os problemas acumulados de todas as nações.

Sasuke começou a achar que Naruto estava possuído pelos seus antecessores, pois esse nível de sabedoria não combinava com ele, deixando sua opinião de lado Sasuke disse que iria escolher um bom time.

– Além do mais ter uma ponte seria ótimo, principalmente pra tirar férias lá – dizia Naruto – mal posso esperar pela inauguração!

Sasuke afastou da sua mente qualquer ideia que tinha antes, definitivamente o atual Hokage era o mais idiota de todos.

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(2 meses depois)

Várias carroças pararam no pátio da construtora chamando muita atenção, em cada uma havia vários pergaminhos, cada um tão grande quanto uma pessoa e tão pesado que duas pessoas precisavam carrega-lo.

Depois de coloca-los no chão os homens começaram a desenrola-los, após estender 5m de papel podia-se ver um enorme selo desenhado em cada um, na verdade tratava-se de uma versão gigante dos mesmos pergaminhos usados para guardar equipamentos, mas nestes havia coisas realmente grandes.

Quando o jutsu de selamento foi desfeito seu conteúdo apareceu, eram enormes blocos de concreto, vigas de sustentação, aço para ser cortado e toneladas de cimento e areia especial, tudo vindo do país da terra.

– E com essa última remessa temos tudo o que precisamos – comemorava Inari – podemos começar a construção da ponte!

Os homens comemoravam euforicamente, com a última entrega o material necessário chegou, logo eles poderiam iniciar a construção da maior obra já feita pelo homem.

Ainda que eles fossem empregar o ninjutsu da nevoa eles é que ergueriam a ponte, o trabalho seria todo deles, e a reputação também.

– Inari-san, eu não sou especialista nisso, mas não tem muito pouco para uma ponte tão longa? – perguntou Kurage curiosa.

– Excelente observação, esse material só serve para a primeira seção – explicou Inari – aquela que vai da terra firme até o primeiro pilar de sustentação.

– Então quando concluírem a primeira seção vão encomendar o material para a segunda? – perguntou ela.

– E assim sucessivamente até terminamos, afinal temos um limite de quanto podemos armazenar aqui – explicou ele – e o país da terra precisa de tempos para produzir mais material.

Inari ficava muito feliz de explicar como tudo funcionava, nos últimos tempos Kurage demonstrava interesse pelo oficio de construtor, já Inari se inteirava de como funcionava o mundo ninja, com muito custo conseguiu convence-la a comer dentro de casa e a dormir no sótão.

Kurage constantemente mandava relatórios para seus superiores, até hoje nem Inari e nem os outros da companhia deixaram qualquer informação vazar, graças a isso a Mizukage enviou mais homens para ajudar no trabalho, ela própria ganhara mais liberdade e já conquistara a confiança de muitos lá dentro.

– Filho, já separei o dinheiro para pagar os fornecedores – explicava a mãe de Inari – e também o salário dos primeiros meses do pessoal.

– Precisamos contratar Konoha novamente, para escoltar o entregador – explicou Inari – mas para esse tanto de dinheiro vão cobrar uma fortuna também.

– Não consegue um desconto com seu amigo Hokage? – perguntou Kurage num tom quase de brincadeira.

– hahahahha quem dera, mas não posso usar nossa amizade assim – respondeu Inari.

– Então talvez eu possa falar com a Mizukage-sama, pra ela providenciar uma escolta – disse Kurage meio sem jeito.

Era a primeira vez que Kurage por iniciativa própria decidia ajudar, na maioria das vezes ela só respondia à ordens ou reagia aos acontecimentos.

– Muito bem pessoal, vamos pegar tudo e levar pros seus devidos lugares – instruía Inari – sei que isso é complicado e demorado, mas quanto mais cedo começarmos mais cedo terminamos.

Com as ordens do chefe todos começaram a trabalhar, o maquinário pesado usado pra erguer coisas era de ultima geração, algo que as pessoas comuns usavam quando não podiam contar com ninjutsus.

Assim que os empregados começaram Kurage sentiu algo, rapidamente ela reagiu ao ataque que visava Inari, com um jutsu suiton ela desviou a rajada de shurikens que se dirigiam para ele.

– Ataque inimigo!! – gritou ela para os outros ninjas da nevoa.

Os civis começaram a correr e os ninjas a avançar, Kurage rapidamente pulou para o lado de Inari sacando uma kunai, foi quando ela viu várias kunais explosivas caindo ao redor deles, ela rapidamente agarrou Inari jogando-o no chão enquanto fazia os selos.

– Senpai!! – gritou um dos ninjas após a explosão violenta.

Depois da explosão e da nuvem de fumaça veio a surpresa, os dois estavam a salvos dentro de uma cúpula de água, mas a água em si parecia mais com uma gelatina que tinha levado uma pancada, tremia e se agitava mas voltava a sua forma original.

– Pensei que íamos morrer – disse Inari suando pela tensão do momento.

– Não o deixarei morrer – respondeu Kurage desfazendo o jutsu.

Pelo buraco aberto no muro vários homens apareceram, eram centenas de sujeitos que mais pareciam saqueadores, rapidamente os ninjas se posicionaram para enfrentar os invasores.

– Detenham os inimigos até todos evacuarem – ordenava Kurage – depois lutem até não sobrar um inimigo de pé!

Os ninjas responderam e começaram a lutar, inicialmente usando jutsus à distância, tudo para garantir tempo para todos escaparem, Kurage segurou a mão de Inari e o puxou para correr com ela.

– Preciso leva-lo para o mais longe possível daqui – disse ela.

– Eu não posso! Minha mãe e meu pessoal correm perigo! – respondeu ele.

– Se ficar aqui o perigo só vai aumentar – disse ela – você é o alvo principal.

Sem dar mais explicações ela o fez correr ao seu lado, alguns inimigos começaram a persegui-los, mas enquanto corria Kurage fez os selos para o mizu-bunshins, três copias feitas de água surgiram e bloquearam o caminho deles.

Após correrem pro cerca de 1km dos dois pararam, Inari estava horrivelmente ofegante mas Kurage parecia normal, o rapaz se impressionava com o vigor que os ninjas tinham.

– Coma isso, vai recuperar suas energias – disse Kurage oferecendo uma pílula a ele.

– O que está acontecendo? Por que estão nos atacando? – perguntou Inari enquanto tomava fôlego.

– Pelo mesmo motivo que Gatou tentou impedir seu avô há 15 anos – explicou ela – mas dessa vez o problema é bem maior.

Ele entendeu na hora o que estava acontecendo, o país da água depende exclusivamente das companhias marítimas para tudo, se uma ponte fosse erguida unindo os países eles iriam à falência, motivo mais que suficiente para um atentado.

– No nosso país as companhias marítimas tem mais poder que o próprio daimyo – explicava ela – para garantir o nosso futuro a Mizukage-sama vem planejando isso há 10 anos, ela apostou tudo nesse projeto já que a 4º guerra ninja exauriu nosso poder e dinheiro.

– Então se a ponte não for completada seu povo vai sofrer? – perguntou ele – por que não me disse isso antes!?

– Não havia necessidade disso, a Mizukage-sama estava lidando com o problema perfeitamente – respondeu Kurage – quando a ponte for concluída não haverá mais perigo para você

– Então o que eu posso fazer?

– Apenas sobreviva e termine seu trabalho, eu garantirei que ninguém toque em você – respondeu ela – com certeza a Mizukage-sama vai enviar ajuda, só precisamos aguentar até lá.

Kurage envolveu os pés de Inari com uma água que mais parecia borracha, esse era o jeito dela de diminuir os rastros deixados pra trás, juntos eles correram pelo bosque para escapar dos perseguidores, ele seguia os comandos dela sem hesitar.

– Se chegarmos ao rio eu estarei na vantagem, dele podemos seguir para sua cidade – explicava ela – lá podemos nos esconder e esperar pela ajuda.

Os dois chegaram à beira do rio que margeava o bosque, Inari suspirou aliviado por terem conseguido, de agora em diante eles só precisavam seguir o rio em direção à vila.

Mas Kurage não parecia tranquila com isso, pelos seus cálculos eles ainda precisariam de mais 1km para alcança-lo, desconfiada ele juntou as mãos num selo.

– Kai! – disse ela liberando chakra pelo corpo.

Inari mais uma vez surpreendeu-se, o próprio ar rachou como se tudo fosse feito de vidro, o rio, pedras e tudo mais desapareceu como se alguém tivesse jogado uma pedra numa vidraça, e em seu lugar eles viam um terreno rochoso e varias pessoas.

– Impressionante você ter percebido – disse um dos homens – eu achei que iria baixar a guarda por ter chegado a um ponto seguro.

– Maguro, então as suspeitas da Mizukage estavam corretas – disse Kurage – você era um nukenin esse tempo todo.

– O que está acontecendo aqui? Onde o rio foi parar? E de onde saíram essas pessoas? – perguntou Inari confuso.

– Aquilo era um genjutsu, uma ilusão – explicou a outra – se tivéssemos nos aproximado mais teríamos caído em sua armadilha.

– Eu sabia que você tentaria fugir para o rio, é onde você pode usar melhor o seu ninjutsu – dizia o líder chamado Maguro – infelizmente para você agora estamos num terreno onde EU tenho a vantagem.

– E daí? Eu só preciso acabar com todos vocês para seguir em frente – disse Kurage – de jeito nenhum eu vou deixá-los tocar no Inari-san.

A desvantagem era grande, além de Maguro havia outros 12 homens, Kurage estimava que o nível deles era baixo, mas tanta gente assim só precisava passar por ela uma vez pra chegar até o Inari, com certeza o Maguro iria ataca-la para permitir aos seus capangas chegarem até ele.

Por isso Kurage fez um mizu-bunshin e pediu a Inari para recuar com ele, os dois então recuaram apenas alguns metros enquanto Inari pegava um pedaço de pau no chão.

– O que está fazendo? – perguntou Kurage.

– Não vou ficar parado vendo você lutar sozinha, se precisar eu luto também – respondeu ele.

Ela via que Inari tremia mesmo que tivesse determinado, certamente já passara por uma situação assim antes, por algum motivo ela sorriu e jogou sua espada ANBU aos pés dele.

– Mesmo que não saiba usa-la, uma espada é melhor que um pedaço de pau – disse ela – mas como eu disse, ninguém vai chegar até você.

Inari pegou a espada e agradeceu, Magurou ordenou a todos os seus homens atacarem de uma vez, como Kurage previra a intenção deles era distrai-la e passar direto, mas ela não deixaria isso acontecer.

– Suiton! Mizugumo no Jutsu! (Técnica da teia d’água) – disse ela fazendo os selos.

Kurage disparou um jato d’água que se transformou em algo semelhante a uma teia de aranha, rapidamente alguns dos homens ficaram presos nela se debatendo.

– Mas que droga é essa!? É água mas parece teia! – disse um dos homens presos – o que é essa meleca?

– Continua sendo água, o jutsu dela controla a densidade e a viscosidade da água – explicou Maguro – ela pode fazer a água densa como gelatina ou mais ainda como borracha, pode faze-la escorregadia como óleo ou grudenta como cola.

– Você sabe muito sobre o meu jutsu, desconfio que temos um traidor na ANBU também – dizia ela – informarei à Mizukage-sama que precisa revisar a organização.

– Você não informará nada, morrerá aqui hoje – disse Maguro – eu também sei o ponto fraco do seu jutsu, e vocês aí se espalhem para evitar serem capturados!

Os 8 capangas restantes se espalharam como ele ordenou, metade deles atacaram Kurage, já a outra metade contornou para atacar Inari, rapidamente o bunshin dela pulou na frente e usou o mesmo jutsu de antes capturando os inimigos.

– O quê? O bunshin dela pode usar o mesmo jutsu? – surpreendeu-se um deles – mas eles não deveriam ser mais fracos que o original?

– Estando tão próximo do original ele consegue coletar o chakra indiretamente – explicou o líder – basicamente ela pegou o chakra da verdadeira pra fazer isso, mas é pior para você não é Kurage?

Os homens que a atacaram continuaram avançando, Kurage manifestou uma esfera d’água na mão e a moldou na forma de um chicote, com ele começou a golpear os homens rapidamente e sem pausa.

– Doton! Doryuudan no Jutsu! – disse Maguro fazendo os selos.

Um enorme dragão feito de lama se ergueu do chão avançando, quando ele seguiu na direção de Inari o bunshin rapidamente agiu, ele criou uma enorme tela d’água tão forte quanto borracha, o jutsu então recebeu o dragão de lama protegendo Inari do impacto.

– Você não vai mais ataca-los! – gritou Kurage atacando com o chicote.

Maguro tentou rebater o chicote com a espada, mas a água simplesmente ficou viscosa como cola prendendo-a, com mais um movimento Kurage envolveu o corpo de Maguro prendendo completamente.

– Finalmente eu te peguei – disse ela ofegante.

– Parece que você está sentindo os efeitos do seu jutsu – disse ele – você usa o Yanton (elemento vital) para controlar a densidade da água, mas isso gasta sua energia vital, sem uma fonte d’água por perto você se desgasta demais.

– Isso não importa mais, eu só preciso eliminar todos vocês agora – respondeu ela.

– Você criou o seu ninjutsu estudando as informações que surgiram após a guerra, o legado do Rikudou sennin ficou mais acessível graças a Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke – continuava ele sem se importar – mas se você aprendeu a usar o Yanton eu segui na direção contraria.

A água que prendia o corpo de Maguro começou a borbulhar, aos poucos ela dissolvia e caía no chão derretendo também o próprio chão, Kurage assistiu surpresa e assustada seu jutsu se desfazer completamente.

Maguro avançou e atacou Kurage com a espada, ela usou o resto do chicote para bloquear o ataque, mas o chicote também dissolveu ao entrar em contato com a lâmina brilhante, saltando pra trás ela evitou sofrer um ferimento grave, mas o raspão feito em sua pele começou a arder e sangrar mais.

– Isso é ácido? Por isso você conseguiu desfazer meu jutsu? – perguntou ela.

– Exatamente, adicionando Yinton (elemento espiritual) ao meu suiton eu posso transformar água em ácido – explicou ele – seu jutsu é completamente inútil contra o meu.

– Isso é um problema – disse o bunshin ao lado de Inari – se ela for derrotada eu desaparecerei, você precisa fugir daqui enquanto ganhamos tempo.

– Isso seria idiotice não é? Esse cara me alcançaria num instante – disse Inari de um jeito estranho – eu teria mais chances ajudando você do que fugindo.

A verdadeira Kurage se esforçou para ficar de pé, vendo que ela não queria desistir Maguro usou seu trunfo, ele atirou um jato de ácido nas redes que prendiam seus capangas libertando-os, os homens soltos começaram a rir de um jeito bem cruel e o bunshin se posicionou em defesa.

– Como você é determinada, mas agora não há nada que possa fazer – disse Maguro – você já não tem mais energia para usar seu ninjutsu especial ou parar todos nós.

– Pra gente desse nível? Sempre podemos recorrer ao básico – disse ela sorrindo – Ninpo! Kirigakure no Jutsu (ocultar-se na nevoa)

Rapidamente um denso nevoeiro cobriu a área, Maguro nunca imaginou que ela tentaria isso lutando contra um compatriota, mas se pensar bem era a melhor solução, esse jutsu era perfeito para se livrar de pessoas fracas.

Logo começou-se a ouvir os sons de lamina cortando carne e pessoas gritando, os homens de Maguro estavam desesperados e eram presas fáceis, o bunshin dela disse para Inari não se mexer e entrou na luta, Maguro ouvia seus homens sendo massacrados.

– “Que esperta! Qualquer um que não seja ela ou o garoto é um inimigo” – pensou ele surpreso – “ela pretende eliminar a vantagem numérica e se concentrar em mim depois, mas ela me subestima muito!”

Como era obvio os ninjas da nevoa eram especialistas em lutar na nevoa, ele sabia a posição do seu alvo e sabia que ele não se movera, por isso ele rapidamente avançou na direção dele, mesmo sem enxergar Maguro alcançou seu alvo e desferiu um golpe certeiro fazendo Inari gritar e cair no chão, mas Maguro sentiu algo estranho ao golpeá-lo, e o fato dele ainda estar se mexendo comprovava que ele não morrera.

– Muito esperta, ela o revestiu com sua água emborrachada – dizia Maguro ao conseguir enxerga-lo – mas o próximo golpe usará ácido, você morrerá com certeza!

Ele ergueu a espada que começou a brilhar esverdeada, mas antes de desferir o golpe ele percebeu que tudo estava muito silencioso atrás dele, quando três kunais explosivas caíram aos seus pés ele percebeu que Kurage já havia exterminado seus capangas.

Rapidamente ele saltou pra longe pra evitar a explosão, mesmo assim quando explodiram ele foi pego e arremessado contra as arvores, o impacto foi tão forte que dissipou a nevoa e abriu uma bela cratera no lugar da explosão.

– Ela matou o garoto com isso? Não, ele estava protegido – disse ele atordoado – maldita mulher obstinada!

Inari estava quase inconsciente no chão, a água ao redor dele estava evaporando graças a explosão, mas fora o impacto ele estava relativamente bem.

– Desculpe por isso, foi minha melhor alternativa – disse Kurage ajoelhando-se ao lado dele – você está bem?

– Tanto quanto se alguém tivesse explodido uma dinamite do meu lado – disse ele se esforçando pra levantar – mas naquela ocasião tinha uma parede entre eu e a dinamite.

Inari olhou para Kurage e viu sua pele pálida e olheiras profundas, se o jutsu dela consumia sua energia vital então ela já estava com o pé na cova, o fato dela não conseguir parar de tremer comprovava isso.

– Já chega, não use mais o seu jutsu – pediu Inari – você vai morrer se continuar assim!

– Se eu não o derrotar ele matará a nós dois – respondeu ela – então devo sacrificar minha vida para leva-lo comigo e garantir que você viva.

– Mas...

– Por que se importa com ela garoto? Agentes da ANBU são treinados para matar e morrer sem emoções – comentou Maguro – se você tivesse vazado informações ela o teria matado sem hesitar!

– Qual é o seu problema!? Sua Mizukage está tentando ajudar o seu país! – gritou Inari – por que você tá tentando estragar tudo!?

– As pessoas que ela vai levar à falência me pagaram uma fortuna por isso – respondeu Maguro – preciso de um motivo melhor? Matar e morrer pelos meus propósitos é bem melhor que ser uma ferramenta estupida da Mizukage!

– Que merda, você é igual ao Zabuza, ou não, você é bem pior que ele! – disse Inari revoltado – ele pelo menos morreu fazendo o certo no final.

– Eu ouvi sobre isso, ele ficou revoltado por que o Haku morreu e foi humilhado pelo Gatou – disse o outro – o demônio da nevoa morreu de forma patética se vingando pelo amiguinho!

– Zabuza tentou matar o Mizukage anterior porque sabia que ele estava sendo manipulado – dizia Kurage irritada – mesmo sendo um desertor ele era mais honrado que você, por isso envergonhe-se de zombar dele.

– Você é a única que vai passar vergonha aqui! – gritou Maguro irritado – vai morrer junto com seu protegido! Sagaryuu no Jutsu (dragão corrosivo)

De forma semelhante à um suiton um dragão se formou, mas ele feito de um liquido verde e corrosivo, o dragão avançou na direção de Kurage e Inari que não podia fazer mais nada.

O jutsu atingiu seu alvo explodindo e liberando uma enxurrada de acida pra todo lado, Maguro ria enquanto via o vapor toxico subindo e corroendo até o chão.

– hahahahaahha bem feito para vocês por terem me dado tanto trabalho! – gargalhava Maguro.

– Sinceramente, eu teria mais trabalho enfrentando Haku e Zabuza – disse alguém dentro da nevoa acida.

Maguro parou de ri quando viu algo impressionante, um demônio feito de chakra estava absorvendo todo o acido produzido, ele devorava junto a nevoa corrosiva até não sobrar nada, quando o ar ficou mais limpo Maguro viu uma das coisas mais assustadoras desse mundo.

– Susanoo?... mas como... – perguntava-se ele assustado.

– Não é obvio? Eu vi voando de Konoha até aqui – respondeu Sasuke – e quando chego encontro alguém tentando matar um conhecido meu.

– Sasuke-san! – disse Inari empolgado.

Sasuke olhou para Inari e deu um sorriso discreto, a última vez que o vira fora no casamento de Naruto, por isso ele deu tudo de si para chegar a tempo e protege-lo.

– Vamos deixar a conversa sobre os velhos tempos pra depois – disse Sasuke – primeiro eu vou varrer o lixo daqui.

– Sem chance de enfrentar esse cara! – disse Maguro se virando e correndo.

Ele mal deu três passos, Sasuke surgiu repentinamente em sua frente, por reflexo seus olhos se encontraram e logo ele sentiu seu corpo paralisado, fora pego no genjutsu do sharingan.

– Você queria dissolve-los completamente não é? – perguntou Sasuke – pois saiba como é a sensação.

O segundo genjutsu foi o terrível tsukiyomi e logo Maguro afundou no mundo ilusório, lá o seu sangue se transformou em ácido corroendo-o de dentro pra fora, mas ainda que se corpo dissolvesse e caísse aos pedaços ele permanecia “vivo” e consciente, sofrendo uma agonia terrível por horas, mas no mundo real ele tombou em 2 segundos, sua mente destruída e seu corpo em estado vegetativo.

– Por que você está aqui? – perguntou Kurage ofegante.

– Sua Mizukage percebeu uma movimentação estranha e tentou entrar em contato com vocês – explicou ele voltando pro lado deles – como ela teve dificuldades ligou para o nosso Hokage, e ele me mandou aqui imediatamente.

– Que sorte a nossa! – comemorou Inari.

– Eu falhei em minha missão, não consegui protege-lo – repreendeu-se Kurage – se o Uchiha não tivesse chegado...

– Do que está falando? Ele chegou a tempo porque você ganhou tempo para nós – disse Inari – eu estou bem por que você estava ao meu lado o tempo todo!

Inari ajudou Kurage a se levantar apoiando-a em seu ombro, ela ficou horrivelmente envergonhada com isso, Inari queria leva-la a um hospital mas Kurage disse que só precisava de um dia de descanso.

– Pode relaxar, três times estão vindo da folha para cá – disse Sasuke seguindo-os – embora parece que seus homens já lideram com a situação.

– Vamos pra casa então, hoje você vai comer quanto ensopado quiser – disse Inari feliz.

– Por favor, você vai me deixar gorda desse jeito – disse ela constrangida.

Sasuke seguia atrás deles achando aquilo engraçado, era bom ver como as coisas mudavam com o tempo, o moleque atrevido que ele conheceu na infância era agora um adulto, e este jovem estava mudando o mundo aos poucos, mesmo sem ter poder.

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(Algum tempo depois)

– É uma visão realmente incrível – comentou Inari – ninjutsu é mesmo uma maravilha.

Ainda próximo à costa um dos navios da nevoa acompanhava o trabalho, nele estavam Inari e alguns dos seus sócios, bem como a Mizukage e um representante do daimyo.

Eles assistiam o estágio final dos primeiros pilares erguidos, na água duas plataformas em forma de anel ocupada por 10 jounins cada, eles estavam concentrados no ritual que transformava a água do mar em cristal que crescia lentamente, já trabalhavam nisso a 20 horas e estavam perto da conclusão.

Quando eles finalmente terminaram caíram cansados pelo uso do chakra, mas satisfeitos pelo que conseguiram, o par de pilares estavam cravados no fundo do mar e subiam mais de 50m acima do nível do mar, agora só precisavam cortar o excesso na parte de cima deixando-o perfeitamente plano.

– Muito bem, podem chama-lo! – pediu a Mizukage empolgada.

Uma trombeta foi soada e o mar se agitou, logo algo enorme emergiu da água chamando atenção, era o bijuu de três caudas chamado Isobu, quando ele surgiu todos soltaram exclamações de espanto e surpresa.

– Isobu-chan, pode fazer agora junto com o Chojuro – pedia a Mizukage.

O bijuu fez um som semelhante ao de uma baleia e Chojuro subiu em sua cauda, depois de se aproximarem do pilar o bijuu começou a transferir seu chakra para o futuro Mizukage, este por sua vez transferia para sua arma especial criando uma lamina gigantesca de chakra.

– E lá vamos nós! – gritou ele girando o corpo com força.

Com o impulso a lamina gigante cortou bem no ponto marcado, os pedaços menores caíram no mar provocando uma onda, uma vez que ele terminou o seu trabalho o bijuu afastou-se dos pilares e todos bateram palmas.

– É aqui que a gente entra – disse Inari – agora vamos colocar a viga transversal e dar início à obras.

A Mizukage olhou para a encosta em terra firme, lá os homens de Inari já tinham terminado sua parte, agora com os pilares no lugar eles dariam início ao trabalho, em cerca de um mês terão concluído a primeira seção da ponte.

– Um mês para cada seção dos 35km, vocês vão levar três anos para terminar – comentava a Mizukage.

– Você quer dizer “apenas três anos para terminar” – corrigiu ele – esse era o tempo que íamos levar só para erguer pilares de concreto, a obra inteira iria levar 10 anos!

Inari passou a admirar o que estava a sua frente, esse trabalho iria sustentar seu pequeno país por anos, abriria portas para outros trabalhos, traria prosperidade para uma nação que quase se acabou em pobreza.

Ele não podia deixar de pensar que tudo começou com aquela pequena ponte, a ponte que hoje é o símbolo de perseverança para todos, a ponte que carregava o nome do maior herói do mundo tinha um significado ainda mais especial para aquela gente.

– E não vamos parar por aqui, essa é só a primeira de muitas – disse a Mizukage – pretendemos erguer pontes conectando todas as ilhas do arquipélago.

– Isso é sério!? Mas são quase 20 ilhas no total! – disse Inari surpreso.

– E serão mais de 20 pontes, afinal as ilhas maiores se conectarão com outras menores – explicou ela – o nosso daimyo já aprovou, vocês poderão construir uma filial em nosso país.

O sorriso que Inari abriu foi imenso, construir uma filial em outro país era um passo enorme para crescer, se desse certo eles poderiam expandir os negócios, ser a maior companhia construtora de todas.

Já a Mizukage sonhava com outra coisa, unir todas as ilhas do arquipélago significava acabar com o isolamento que durava um século, as pontes permitiriam que as pessoas transitassem livremente entre as ilhas, clãs a muito separados se uniriam sob a mesma bandeira não mais parecendo nações isoladas, as pontes permitiriam até mesmo expandir para as ilhas desabitadas no leste aumentando o território do país.

Inari pediu licença e desceu do navio pegando um bote a motor, ele precisava acompanhar de perto o trabalho do seu pessoal, depois que ele se foi Kurage apareceu perto da Mizukage.

– Não vai com ele? – perguntou Mei.

– Naquele incidente eu não consegui protege-lo com minha própria força – disse ela oculta pela máscara – talvez a Mizukage-sama devesse arranjar um guardião mais apropriado.

– É mesmo? Isso é engraçado, pois eu perguntei a ele se queria um novo guardião – comentou Mei – ele disse que não queria ninguém mais além de você.

As palavras da Mizukage surpreenderam Kurage, depois do incidente Sasuke passou a proteger Inari e seus trabalhadores, só isso já era o suficiente pra inibir qualquer atentado, já Kurage retornara para a vila e sua função na ANBU.

– “Se possível eu gostaria que mandasse de volta a Kurage-san” – disse a Mizukage repetindo as palavras dele – aquele jovem parece gostar muito de você!

– Isso, eu...

A Mizukage arrancou a mascara dela e a viu toda corada, Mei começou a rir deixando sua agente ainda mais constrangida.

– De agora em diante eu a dispenso dos serviços da ANBU, você volta a ser uma jounin da nevoa – disse Mei tocando em seu ombro – quero que continue protegendo o Inari, mas você é livre para agir como quiser.

– Mizukage-sama! Isso...

– Eu mudei a nevoa para que pessoas como você pudessem ter liberdade, aproveite isso – disse Mei séria – você já sangrou e matou por mim tempo demais, quero que busque sua própria felicidade, e se você gosta daquele jovem fique do lado dele.

Kurage não sabia o que fazer, ela dedicou toda sua vida em devoção à Mizukage, mas o tempo que passou com Inari e sua mãe mostraram um lado da vida que ela não conhecia, aos poucos ela sentia-se a vontade naquele ambiente familiar, e por mais que negasse ela sentia falta disso após voltar para a ANBU.

– Eu posso mesmo? – perguntou Kurage.

– Esses são novos tempos para nós, vai lá garota! – incentivou a Mizukage empolgada – e cuide bem do nosso pequeno herói!

Enquanto isso Inari estava no bote observando o trabalho dos seus homens, ele estava satisfeito com o progresso deles, o trabalho seguia rápido e firme.

– Essa coisa é tão dura que nem precisamos nos preocupar em danifica-la! – comentou o homem que operava o guindaste.

– Isso mesmo, mas lembre que o pilar transversal é de concreto e aço – alertou Inari – então tomem cuidado para não danifica-lo, se quebrarem eu desconto do pagamento de todos vocês!

– O chefe tá sério hoje! – brincou outro deles.

– Com licença, Inari-san – disse alguém atrás dele.

Inari se virou e viu Kurage de pé sobre a água, ele ficou surpreso de vê-la em um uniforme comum da nevoa, sem a máscara e com o cabelo preso num rabo de cavalo, mesmo que já a tivesse visto se mascara antes agora ela parecia ainda mais bonita, isso o deixou sem palavras.

– Eu soube que você me queria de volta – disse ela – como sua guardiã eu quero dizer.

– hãn... ah sim! Isso, eu perguntei à Mizukage-sama – disse ele após acordar do choque – ela disse que se fosse sua vontade...

– Se estiver tudo bem eu gostaria de voltar a servi-lo – disse ela se curvando – mesmo que eu seja uma guardiã incompetente.

Inari aceitou Kurage de volta e todos começaram a assobiar e aplaudir, isso deixou os dois terrivelmente constrangidos, parecia mais que eles estavam noivos ou algo assim.

– Que bom não é chefinho? Agora você não tem mais do que reclamar – brincou um deles.

– É muito bom ter mais uma mulher nessa organização de machos truculentos! – disse uma das moças do inventario.

O pessoal não parava de pegar no pé deles, Inari usou uma desculpa e saiu dali com Kurage para algum lugar mais tranquilo.

– Foi mal, o pessoal não sabe parar – disse Inari envergonhado.

– Tudo bem, eu tenho que me acostumar com essas coisas – disse a outra do mesmo jeito.

– Hoje de noite vamos sair pra comemorar o início das obras – dizia Inari – seria legal se você pudesse vir junto.

Kurage tentou se lembrar quando foi a ultima vez numa festa, certamente foi após a 4º guerra ninja comemorando a vitória, por isso era muito estranho receber um convite tão casual, mesmo assim ela não hesitou na resposta.

– Eu adoraria – disse ela com um sorriso simpático.

Continua.

Notas finais
Eu senti saudades de digitar um capitulo tão grande! Na imagem nós temos a Kurage, só que durante a historia ela usa um uniforme semelhante ao do Haku, vocês com certeza lembram do Inari não é? Ele só está mais velho agora. Sobre a ideia da fic eu assisti uma reportagem sobre grandes pontes, vocês nem imaginam o quanto é difícil erguer uma ponte longa sobre o mar ou mesmo um rio, se com nossa tecnologia já é difícil deve ser pior ainda pro povo do mundo de Naruto, por isso adicionei o uso de ninjutsus. Muito obrigado por lerem e comentarem, em breve teremos mais caps!