Mirai no Monogatari
46 Capitulo 35 – O Conto Perdido.
Notas iniciais
Capitulo 35 – O Conto Perdido.
A porta da livraria abriu-se repentinamente, no mesmo instante uma moça foi atender os três que entravam por ela, ela logo reparou que dois deles usavam uniformes da vila da folha e pareciam bem jovens, a outra pessoa que vinha no meio certamente era familiar, mas agora seu nome não lhe vinha à mente.
– Pois não senhora? Em que posso ajuda-la? – perguntou a atendente.
– Quero falar com seu gerente – respondeu Tsunade com um tom autoritário.
A moça logo sentiu um tom intimidante e guiou Tsunade pela livraria, os dois jovens com ela também a seguiram, em pouco tempo estavam no escritório do gerente, este ao ver Tsunade lembrou dela imediatamente.
– Ora se não é a senhora ex-Hokage! – cumprimentou ele – em que posso ajuda-la?
– Ex-Hokage? Então é a senhora Tsunade-sama? – perguntou a moça assustada – desculpe por faze-la esperar! Eu vou preparar alguma coisa pra senhora agora mesmo!
A moça saiu rapidamente para a cozinha da livraria, enquanto isso Tsunade sentava-se a frente do gerente, os outros dois ninjas posicionavam-se atrás dela em prontidão mas sem vontade alguma.
– Eu vim falar sobre este livro – disse ela tirando o livro da bolsa e colocando sobre a mesa.
– Ah sim, eu lembro dele, vendeu todos os exemplares num instante – disse ele conferindo o livro – eu até que gostei bastante dele.
– Quem escreveu esse livro? – perguntou Tsunade com um tom de irritação.
– Mas o nome do autor está na capa e contracapa não está? – disse ele apontando para o nome.
– É justamente por isso que estou aqui, isso não pode estar certo! – disse ela batendo a mão na mesa.
– Tsunade-sama, por favor se acalme – pediu um dos jovens atrás dela – o Hokage-sama pediu para você não arranjar confusão!
– Eu compreendo que parece um pouco confuso, mas minha livraria só vende o livro – justificou ele – eu não o publico e muito menos escrevo!
– Então me dê o nome da editora que publica – ordenou Tsunade – não é costume colocar o nome da editora no livro?
– Bem, a editora parece ser do tipo que permanece anônima – explicou o gerente – eu posso dar o nome do fornecedor.
Tsunade se mostrava claramente sem paciência enquanto o gerente pesquisava no seu computador, assim que ele imprimiu o papel ela pegou de forma ríspida e se levantou, na saída ela quase atropelou a moça que vinha trazer um lanche, já a garota que acompanhava Tsunade se curvava de vergonha.
– Eu sinto muito por isso, nós vamos falar com ela mais tarde – a garota parecia uma mãe envergonhada pela travessura da filha.
Já do lado de fora Tsunade andava a passos apressados, o lugar indicado no papel ficava na cidade vizinha, se fosse rápida dava para chegar lá antes do anoitecer.
– Tsunade-sama!! Por favor espere! – implorava o rapaz atrás dela.
– Vocês dois podem voltar pra Konoha, eu me viro daqui – disse ela irritada.
– Não podemos fazer isso, o Hokage-sama disse para não sair do seu lado – respondeu a garota – ele disse para não deixa-la se meter em encrencas!
– Quem ele pensa que é pra colocar babás atrás de mim? – reclamou ela – eu sou uma das três sannins e já fui Hokage também!
Ela sentiu sua barriga roncar e parou de andar, subitamente mudando seu caminho ela foi em direção a algum bar para beber e comer, os outros dois é claro foram atrás dela.
– Hei você, está com o dinheiro das despesas não é? Então eu vou querer...
– O Hokage-sama também disse para não deixa-la beber álcool – avisou o rapaz – e também para pegar a nota fiscal de tudo.
– Como é que é!? – gritou Tsunade quase explodindo.
Os dois jovens chuunins se encolheram de medo em um canto, Tsunade bufando de raiva abriu sua bolsa e comprou sakê do seu próprio dinheiro, se ela não bebesse algo alcóolico certamente iria pirar.
Depois de comprar o sakê ela sentou-se numa mesa em um canto, os dois chuunins sentaram-se na mesma mesa e Tsunade fez um som de frustração, eles pediram bolinhos e chá para beberem, já Tsunade pediu um peixe assado.
– O Hokage-sama só nos deus ordens para segui-la, mas ele não nos falou sobre a sua missão – comentou a garota – por que é tão importante achar o autor desse livro?
– Eu só quero desmascarar quem está se achando muito esperto – disse ela mostrando o livro.
Os dois viram o livro em questão, era um romance com uma capa em estilo antigo, olhando direito os dois viram o nome de Jiraya escrito na capa.
– Isso é impossível, Jiraya-sama morreu antes da 4º guerra ninja – disse o rapaz.
– Mas nem todo mundo sabe disso, a maioria das pessoas conhece o Jiraya apenas como o escritor de livros pervertidos – respondeu Tsunade – não sabem que ele foi um grande ninja real que deu sua vida pela vila, por isso eu vou desmascarar o impostor.
Quando esse livrou chegou as mãos do Hokage Naruto logo procurou Tsunade, ambos sabiam que isso só poderia ser coisa de um impostor, mas havia coisas que não cheiravam bem e por isso Tsunade foi investigar sozinha, já Naruto não queria ficar remexendo nisso.
– Mas se um impostor está fingindo ser o Jiraya-sama as pessoas logo perceberiam não é? – comentou a garota – afinal ele era um escritor famoso e de sucesso.
– Não é tão simples assim... – resmungou Tsunade virando a cara.
Ela continuou bebendo e lembrando do passado, ao olhar para fora viu que já estava escurecendo, desistindo de ir agora ela procurou uma pousada para passarem a noite, durante a noite ela sonhou com vários momentos do seu velho time.
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– Você não vem deitar? – perguntou Hinata.
– Estou sem sono, acho que já me acostumei a virar a madrugada – respondeu Naruto no sofá – pode ir deitar se quiser, depois eu vou.
Hinata reparou que Naruto estava lendo um livro, era o mesmo livro do qual ele tinha falado a alguns dias, sentando-se ao lado dele Hinata viu que ele lia bem concentrado.
– Você está bem sobre isso? – perguntou ela.
– Estou sim, foi um susto no início, mas agora já tá tudo bem – respondeu ele – eu sei que é um impostor, mas não deixa de ser um bom livro.
– Ele deve ser muito bom mesmo para imitar o Jiraya-sama – comentou Hinata.
– Por acaso você já leu algo que o ero-sennin publicou? – perguntou Naruto curioso.
Hinata desviou o olhar toda vermelha fazendo o Naruto rir, ela já leu um dos livros do Jiraya, mas como era muito erótico pra cabeça dela Hinata não conseguiu ir além do primeiro volume.
– hahaha depois eu quero saber o que você achou – brincou Naruto – mas esse cara é muito bom, se eu não conhecesse o ero-sennin tão bem eu confundiria os dois.
– E esse é o segundo volume não é? Significa que ele já publica a algum tempo – disse Hinata vendo a capa.
– Eu mandei um time de gennins encontrar o primeiro volume pra mim – disse o Naruto rindo sem graça.
– ehh? Não devia abusar da sua autoridade dessa forma – repreendeu Hinata brincando.
Naruto explicou que assim que Tsunade soube ela pirou, exigiu ela mesma ir atrás do impostor e Naruto só autorizou quando botou uma escolta atrás dela, ele imaginava quantos problemas aqueles jovens chuunins estavam tendo.
– Mas vai ser bom para eles ganharem experiência – comentou Naruto se divertindo.
– Bem, eu compreendo que isso seja pessoal para ela, mas um caso de impostor não é algo para faze-la agir pessoalmente – disse Hinata.
Naruto entendia o ponto de vista de Hinata, mas ele também entendia o ponto de vista de Tsunade, afinal até mesmo ele tinha algo em mente, era um caso de não descartar uma certa possibilidade.
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– Quando eu encontrar esse cara eu juro que vou mata-lo! – esbravejava Tsunade.
A busca pelo impostor levou Tsunade a andar muito, na distribuidora ela soube que os livros chegavam da gráfica que os imprimia, indo ao tal lugar ela foi informada que a editora enviava o livro original já digitado e revisado para eles, agora ela e seus acompanhantes se dirigiam finalmente para a editora de onde o livro surgia.
– Me pergunto onde mais teremos que ir – dizia Kita suspirando derrotado.
– Já estamos quase no final, não é hora para desanimar – dizia Minami.
Apesar de dizer isso Minami estava igual ao Kita sobre esse assunto, eles já estavam a duas semanas nessa jornada, dormiam e comiam pouco, na maior parte das noites era ao relento, tudo para economizar o pouco dinheiro que tinham para despesas.
Mas agora eles sentiam que estavam perto do fim, a editora com certeza seria a última parada antes de encontrarem o impostor, dirigindo-se para a entrada a porta automática abriu-se para ela, bem na hora que alguém estava saindo, os olhares se encontraram e o tempo parecia que tinha parado para os dois.
– Ora ora, esse é mesmo um mundo pequeno não é Tsunade? – disse Orochimaru com um sorriso cínico no rosto.
O que se seguiu depois foi um soco e um corpo voando, Orochimaru chocou-se contra a mesa da recepção, a pessoa que antes estava ao seu lado observava tudo se divertindo.
– MAS QUE PORRA VOCÊ FEZ!? – gritou Kita desesperado perdendo a razão.
– Ela realmente não mudou nada – disse Orochimaru se levantando e ajeitando o maxilar.
– Orochimaru seu desgraçado! Então você estava mesmo por trás disso!? – gritou Tsunade andando até ele – o que você fez? O ressuscitou e o está forçando a escrever essas porcarias!?
– kukukuku entre tantas coisas que eu poderia estar fazendo com ele, acha mesmo que perderia meu tempo lançando livros? – perguntou ele rindo.
Tsunade já ia dar outro soco nele, mas a pessoa que antes estava parada segurou o braço dela, Tsunade notou que pelo físico e o volume no peito só poderia ser uma garota, mas seu rosto estava oculto por um capuz e ela emitia uma aura terrível.
– “O que é essa coisa?” – perguntou-se Tsunade sentindo um calafrio – “essa aura sinistra é do mesmo nível que a do Orochimaru!”
– Posso matá-la? – perguntou a garota misteriosa.
– Não faça nada, você não é páreo pra Tsunade, ainda não – respondeu Orochimaru.
– Pelo visto você continua com suas experiências depravadas – reclamou Tsunade.
Os dois jovens chuunins foram até Tsunade, ela ordenou que eles ficassem de fora disso, agora que o sangue quente esfriou ela percebeu que muita gente se envolveria numa luta entre dois sannins.
– Eu sei exatamente o que a trouxe aqui, e imagino que você quer respostas – disse Orochimaru tranquilo – o que acha de irmos para um lugar mais reservado? Lá você pode tentar me bater de novo.
Tsunade suspirou e fez um gesto para Orochimaru ir na frente, ele e sua acompanhante passaram pelo meio dos dois chuunins, só agora que a confusão passou que o dono da editora apareceu.
– Espere um pouco! Quem vai pagar pelo estrago!? – gritou ele.
– Mande a conta pra Konoha – respondeu ela irritada – no nome de Senju Tsunade!
O grupo inteiro deixou a editora sem obter respostas, Orochimaru e sua acompanhante iam na frente a alguns metros, Tsunade e os outros dois andavam logo atrás observando-o, principalmente os dois jovens chuunins.
– Então esse é o lendário Orochimaru? – perguntou Kita – pelo que sei uma vez ele atacou Konoha e matou o próprio mestre.
– Não é incrível dois sannins lendários se encontrarem enquanto procuravam pelo terceiro? – comentou Minami – eu sinto que algo grande está prestes a acontecer!
Eles andaram um bocado deixando a parte mais movimentada da cidade para trás, agora pela periferia os chuunins acharam que seria ali o local da conversa, mas quando se tratava de dois sannins o ideal era um lugar completamente deserto.
– Essa situação é bem parecida com aquela vez não acha? Naquela ocasião eu e o Jiraya procurávamos por você – comentava Orochimaru – eu estava com o Kabuto e o Jiraya com o Naruto-kun.
– Cala a boca e continua andando – ordenou Tsunade.
Finalmente eles deixaram a cidade e chegaram a uma fazenda, lá eles procuraram uma área arborizada e Orochimaru sentou-se encostado numa arvore, Tsunade e os chuunins permaneceram de pé, já a garota deitou-se num galho.
– Só pra vocês saberem, se uma luta começar devem fugir daqui – avisou Tsunade – vocês não são páreos nem pra aquela coisa ao lado dele.
– Mas Tsunade-sama...
– hehehe parece que você está sendo desprezada pela Tsunade-hime – comentou Orochimaru – a Majura é humana apesar de tudo, só fiz umas melhorias nela.
– Não estou interessado em suas experiências, eu quero saber...
– Não revivi o Jiraya, e nem tenho nada a ver com isso – respondeu ele logo – assim como você eu fiquei curioso sobre o caso, vim apenas conferir.
– Você largou seus projetos pra isso? Estou surpresa – disse Tsunade sarcástica – e então? Descobriu alguma coisa?
– O editor-chefe disse ter negociado com o próprio Jiraya para publicar o primeiro volume – respondeu Orochimaru – mas dali em diante quem aparecia era um jovem garoto, ele trouxe o manuscrito do segundo volume e depois voltava pra pegar o acertado sobre os lucros.
– Você trabalha bem rápido mesmo, conseguiu essas informações em tão pouco tempo – disse ela.
– Bem, eu aposto que de Konoha até aqui você deve ter passado por muitos lugares não foi? – dizia o outro – cada um de nós três tinha defeitos horríveis, um dos seus era não planejar seus passos antes de agir.
Os dois chuunins atrás dela seguravam o riso enquanto ela tremia de raiva, Tsunade sabia que discutir com ele só lhe faria passar mais raiva.
– Muito bem, então você tem alguma ideia de onde está o farsante? – perguntou ela.
– Já que ele usa um intermediário o editor não sabe onde encontra-lo, mas eu já estou trabalhando nisso – respondeu Orochimaru – então que tal trabalharmos juntos dessa vez?
– Eu passo, ficar perto de você nunca traz nada de bom! Vamos indo vocês dois.
– Ora, não seja tão fria assim, que tal relembrarmos os velhos tempos enquanto tomamos um sakê local? – perguntava ele – além disso vocês parecem exaustos, posso oferecer a cortesia de uma hospedagem?
Os três travaram onde estavam, todos eles precisavam de um bom banho, comer algo decente e dormir numa boa cama, seus corpos imploravam por isso ainda que suas cabeças dissessem que era uma má ideia.
– Eu ouvi dizer que a melhor hospedaria daqui tinha uma fonte termal – disse ele dando o golpe final.
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– Sei, então vocês se encontraram não é? – perguntava Naruto – depois vamos ter uma conversinha sobre uma conta que chegou aqui.
Naruto desligou o telefone e reclinou-se em sua poltrona, essas novas tecnologias eram muito convenientes, mas seu uso era restrito e duvidoso, um telefone pode ser grampeado e toda conversa ouvida, um computador pode ser hackeado e suas informações roubadas, com o método antigo a base de ninjutsu pelo menos seus segredos estavam seguros, a menos que o espião fosse muito superior.
– Era a Tsunade-sama? – perguntou Kakashi.
– Sim, ela está na pista do impostor, mas encontrou o Orochimaru no caminho – respondeu Naruto – eu não sei como os dois estão trabalhando juntos nisso.
– Eu não sei como o Orochimaru pensa, mas talvez até ele tenha sentimentos pelo velho time – comentou Kakashi – não que ele seja confiável é claro.
– Até o Orochimaru mudou muito depois daquela guerra, eu só gostaria que ele parasse com seus atos abomináveis – disse Naruto – a vila do som e grama se fundiram depois daquela batalha, se o povo pudesse prosperar seria ótimo.
– Mas e quanto ao caso? Eles estão perto de descobrirem o impostor não é?
– A vovó disse que vai me informar quando acharem algo mais concreto – respondeu Naruto – por enquanto eles estão numa hospedaria no país do chá.
– Sério? Parece que ela está se divertindo – disse Kakashi – talvez eu devesse me juntar a ela como reforço.
– Nem pense nisso! O Shikamaru está cuidando da Akane, e a vovó vadiando por aí – disse Naruto – eu não vou ficar aqui sozinho cuidando de tudo!
– Não seja tirano, até eu preciso de férias – dizia ele.
– Depois da guerra eu só tive duas semanas de folga, se eu não tiro férias nenhum de vocês tira!! – gritou Naruto furioso.
– Não ousem discutir sobre férias na minha frente – disse Shizune com um olhar psicótico e uma aura maligna – eu estou trabalhando sem parar desde que você assumiu!
– Com licença Hokage-sama – dizia um chuunin entrando – eu...
O ar daquela sala estava tão carregado que era impossível entrar, ele suou frio e disse que voltava depois, enquanto isso uma guerra de nervos era travada lá dentro para decidir quem tiraria férias primeiro.
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– Já pus nossas roupas na máquina de lavar – dizia Minami entrando na sala de jantar – eles também tem uma máquina de secar, vão estar limpinhas pela manhã.
– Excelente, agora podemos nos concentrar nesse banquete! – dizia Tsunade lambendo os lábios.
– Não façam cerimonia, hoje é por minha conta – dizia Orochimaru.
Tsunade e Kita já estavam sentados diante da mesa farta, Minami juntou-se a eles e todos começaram a encher seus pratos, do outro lado da mesa Orochimaru apenas observava enquanto a garota chamada Majura se servia também.
– Não vai comer? – perguntou Tsunade encarando-o.
– Com meu novo corpo eu não preciso de tanta comida – explicou ele tranquilo – normalmente uma refeição diária é o bastante para mim.
Mesmo assim ele pegou uma lagosta e a abriu para se servir, enquanto ele colocava um pouco de arroz Minami o observava, Orochimaru logo percebeu isso.
– Você quer perguntar alguma coisa não é? – disse ele.
– Por que você faz as coisas que faz? – perguntou ela um pouco tímida – eu ouvi dizerem que você é um monstro.
– Eu apenas busco a perfeição, um corpo que seja verdadeiramente imortal e que me permita usar todos os jutsus – respondeu ele – eu busco respostas para todas as perguntas, eu apenas não me preocupo com os meios necessários.
– Não tente entender a cabeça dele ou vai pirar também – avisou Tsunade – desde muito tempo atrás ele era obcecado por essas coisas.
– Eu também adquiri gosto por observar mudanças, um corpo imortal me permitiria acompanhar resultados a longo prazo – disse ele – o mundo que seu sucessor criou é bem interessante também.
Tsunade pensava nas palavras dele agora, ela própria esticara sua vida usando um kinjutsu e com isso chegou aos 70 anos com um corpo jovem e forte, já passaram por várias gerações e testemunhou 4 guerras, ela viu o mundo mudar drasticamente ou aos poucos.
Mas ela também já perdeu muitas pessoas com quem se importava, sofreu muito ao longo das décadas, se tivesse que pesar numa balança tudo o que ganhou ou perdeu ela diria que estava tudo equilibrado, quanto tempo mais ela levaria isso pra frente?
– Por que você está me encarando esse tempo todo? – perguntou Kita diante do olhar estranho de Majura.
– Hei você, quer fazer sexo? – perguntou ela sem rodeios.
Diante da pergunta dela Kita engasgou com o que estava comendo, Minami ficou vermelha de vergonha e gaguejando, já Tsunade encarava Orochimaru como se estivesse diante de um molestador.
– Orochimaru, que porra é essa? – perguntou Tsunade com um olhar frio.
– Ah me desculpe, ultimamente ela tem estado muito interessada em pornografia – respondeu ele – na verdade ela veio atrás de mim para conhecer o Jiraya que escrevia aqueles livros.
– o-ol-olha be-bem, na-não é que você não seja bonita e tal – dizia ele todo nervoso – ma-ma-mas você não faz o meu tipo, e-e-e e eu já...
– Não quer? E quanto a você? – perguntava ela olhando pra Minami – acho que yuri também pode ser bem legal.
– Fique longe de mim aberração!! – gritou Minami saltando longe da mesa.
Depois dessa situação os três perderam seu apetite, só restava desfrutar das termas, vestindo seus roupões eles seguiram a placa e logo estavam diante do pano que separava as área, porém o que viram causou surpresa.
– Espere um pouco, isso é...
– Eu esqueci de dizer, parece que aqui o banho é misto – disse Orochimaru vindo logo atrás – mas não sejamos tímidos não é?
Majura ao lado dele sorriu como uma serial killer diante de uma presa, já os três começaram a tremer se imaginando nas termas com esses dois.
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– Como esperado dos sannins lendários... – disse Kita abalado – os dois estão acima de pessoas como nós.
– Pare de ficar pensando nisso, só me faz ficar deprimida – disse Minami pondo as mãos sobre os próprios seios – eu nunca vou alcança-la...
Ela também olhou para Majura que já andava ao lado deles, a garota também tinha um corpo perfeito e cheio de curvas, na verdade a única coisa que a fazia estranha eram seus olhos e aquela boca que parecia de uma serpente capaz de engoli-los.
Mais a frente Tsunade andava ao lado de Orochimaru, ela fazia uma cara estranha se perguntando como as coisas estavam se desenrolando desse jeito, talvez ela precisasse de férias pra esquecer o que aconteceu recentemente.
– O que foi? – perguntou Orochimaru notando o olhar dela.
– Nada, é que... agora sei por que o Jiraya ficava nervoso quando estava sozinho com você – disse ela – esqueça isso, como vamos achar o impostor agora?
– O editor disse que um garoto vem entregar os manuscritos e buscar o dinheiro não é? – dizia Orochimaru – eu usei meus homúnculos para marcas todas as crianças que batem com a descrição.
– Acho que nunca teríamos ido mais longe sem o Orochimaru-san não é? – perguntou Kita alfinetando.
– Cale-se – ordenou Tsunade irritada – e então? Tem alguma pista?
Quando eles passaram em frente a um beco algo emergiu do chão, era um ser feito de matéria branca e sem feições nenhuma na cabeça, ele vestia o antigo uniforme dos ninjas do som e não dizia uma única palavra.
– Parece que acharam um candidato perambulando por aí e o marcaram – disse Orochimaru – nesse momento ele está saindo da cidade.
Rapidamente eles saltaram por entre os prédios e foram seguindo Orochimaru pelos telhados, com a velocidade ninja eles logo alcançaram a criança, ele deveria ter por volta de 13 anos e estava pedalando uma bicicleta, assim que o alcançaram o grupo passou a segui-lo relativamente afastados.
– Eu estava me perguntando, mas o que vamos fazer quando encontrarmos o impostor? – perguntou Minami.
– Dar uma surra nele e faze-lo nunca mais escrever nada – respondeu Tsunade.
– Vou leva-lo pra vila e obriga-lo a escrever só pra mim – dizia Majura.
– Essa menina tem sérios problemas Orochimaru – disse Tsunade.
– Eu sei, estou trabalhando nisso ainda – respondeu ele sem se importar.
Após algum tempo eles chegaram numa área rural, o menino entrou numa casa que parecia já ter pertencido a alguém com posses, mas que agora estava meio caída, ainda que eles tomassem cuidado ao se aproximar na verdade não sentiam ameaça nenhuma ao redor.
– Vocês dois deem a volta por trás, e você faça essa menina ficar aqui fora – comandou Tsunade – nós dois entramos pela frente, e sem mortes!
– Você que manda – disse ele sarcástico – Majura, espere aqui e fique de olho nos arredores.
Os dois chegaram pela porta da frente e chamaram batendo palmas, logo o menino de antes veio atender, Kita e Minami se aproximavam pelo quintal em caso de fuga ou reforço.
– Vovô! Temos visitas! – gritou o menino.
– Já tô indo! – respondeu alguém lá de dentro.
Os sannins não esperaram muito, logo um senhor de idade apareceu na porta e se surpreendeu em vê-los, o senhor realmente era muito parecido com o Jiraya e parecia já ter sido um ninja, ele olhava pra Tsunade como se estivesse vendo um fantasma.
– Você é a godaime Hokage não é? – perguntou ele.
– Exatamente, e este do meu lado é o infame Orochimaru – disse Tsunade – viemos bater um papinho sobre suas publicações.
– Que legal! A Hokage veio lhe visitar vovô!! – dizia o menino empolgado – o senhor realmente é um grande ninja!!
– hehehe pois é, quem diria não é? – ele estava terrivelmente nervoso – por favor entre, o meu neto vai preparar alguma coisa.
Ele abriu caminho e os dois entraram, em um instante estavam numa sala de visitas, dava pra ver que a casa era muito velha, mas aparentemente estava passando por reformas em algumas partes, depois que os dois se sentaram no chão o senhor sentou-se do outro lado da mesinha.
– Quem é você? – perguntou logo Tsunade.
– Meu nome é Taifuu, eu já fui um ninja de uma vila esquecida, mas ela já não existe mais – respondeu ele.
– Você escreveu livros se passando pelo Jiraya, normalmente um impostor seria logo desmascarado – dizia Orochimaru – mas você é muito bom em imita-lo, não acho que isso foi apenas por ler seus livros.
– Você tem razão, a muito tempo atrás eu era um dos informantes do Jiraya-sama, ele me pagava por informações que eu ouvia por aí – confessou Taifuu – ele já passou muitas vezes aqui durante as suas viagens, isso quando meu filho ainda era criança.
Dava pra notar que Taifuu parecia estar morrendo de vergonha, um bom ninja como os sannins podia logo dizer que ele parecia arrependido de escrever livros se passando pelo Jiraya.
– Por que você fez isso? – perguntou Tsunade.
– Eu sinto muito! Eu jamais quis manchar o nome do meu bom amigo Jiraya! – disse ele baixando a cabeça – mas depois que meu filho morreu eu precisava cuidar do meu neto, eu estava desempregado e meu neto precisava de tanta coisa...
– Nossa, que história mais entediante – disse Orochimaru parecendo decepcionado – eu esperava algo mais interessante vindo aqui.
– A única coisa que eu era bom era em copiar livros, mas agora tem essas maquinas que fazem copias num instante – dizia ele – eu lia muitos livros e era interessado por romances, quando o dinheiro acabou eu achei que se publicasse uma história poderia conseguir alguma coisa.
– Mas por que se passar pelo Jiraya? Todo mundo nesse ramo sabe que ele morreu, era só uma questão de tempo até alguém vir atrás de você – dizia Tsunade.
– Eu apresentei o manuscrito que fiz a partir de rascunhos que Jiraya-sama deixou comigo – explicou ele – o editor logo soube que eu estava plagiando o Jiraya, mas ele não se importou e aceitou publicar, obviamente porque minha comissão seria bem baixa.
– Os feitos e a morte do Jiraya tornou seus livros lendários, mais de uma década depois eles voltam a ser publicados – dizia Orochimaru – qualquer um compraria pra manter a coleção, deve ter sido nisso que o editor pensou.
Tsunade suspirou derrotada, num caso como esse o que ela podia fazer? Denuncia-lo e manda-lo para a cadeia? Ela acabaria como a vilã da história.
E certamente o Naruto não iria se importar sabendo dessa história, no final não havia motivos para brigar e nem em quem descontar sua frustração do passado.
– Eu juro que nunca mais farei isso, eu até devolverei os rascunhos que Jiraya-sama me deu – disse ele ainda de cabeça baixa – eu só peço que não contem ao meu neto, ele iria ficar muito arrasado.
– hunf, eu perdi o interesse no assunto – disse Orochimaru se levantando – eu estou indo embora.
– Já estão indo embora? Que pena – disse o menino entrando agora – eu sempre quis conhecer os ninjas que lutaram ao lado do meu avô, queria que um deles me ensinasse!
– Oh? Você tem coragem garoto, talvez eu possa leva-lo para minha vila – disse Orochimaru.
– Nem morta que eu deixo um doente como você com uma criança, eu vou leva-lo pra Konoha comigo! – disse Tsunade.
O menino parecia vibrar de alegria com isso, Taifuu chorava de emoção vendo a felicidade do neto e de como os outros sannins pareciam deixar o assunto de lado.
– e-e-eu tenho algumas coisas do nosso tempo de aventureiros – dizia ele meio envergonhado – se puderem esperar um pouco eu vou devolver para vocês.
Tsunade e Orochimaru foram para o quintal esperar com os outros, Taifuu pediu ao seu neto para ajudá-lo com umas caixas, já os dois sannins explicavam a situação para os chuunins e para Majura.
– Assim que ele nos der os manuscritos vamos embora – dizia Tsunade.
– Foi uma pena que nossas expectativas não foram correspondidas não é? – brincava Orochimaru.
Nesse momento Majura olhou para o bambuzal que ficava atrás da casa, imediatamente os sannins se alertaram e avisaram aos chuunins, em pouco tempo um grupo de 20 homens surgiu por entre o bambuzal.
– hehehee então é aqui que o grande Jiraya está se escondendo não é? – disse aquele que parecia ser o líder.
– Quem são esses idiotas? – perguntou Tsunade com cara de desgosto.
– Idiotas!? Nós somos a famosa gangue Onizurou!! – disse um dos capangas.
– Nunca ouvi falar, mas o que vocês querem com o Jiraya? – perguntou Orochimaru achando isso engraçado.
– Viemos sequestra-lo, e com isso teremos o seu discípulo em nossas mãos – dizia o líder empolgado – com o Hokage de Konoha em nossas mãos seremos os mais poderosos!
– aiai você vai ou eu vou? – perguntou Orochimaru.
– Deixa os moleques irem, mas fala pra sua menina não matar ninguém – disse Tsunade sem interesse – ouviram? Vocês cuidam deles, não façam muita bagunça.
Majura que estava no telhado saltou pro lado dos outros dois, os três então partiram pro ataque contra a gangue, logo que a luta se iniciou percebeu-se que o bandidos eram tão idiotas quanto pareciam.
– Você tinha esperanças não é? De que ele realmente estivesse vivo – disse Orochimaru enquanto assistia a luta.
– Naquele romance havia três personagens, os três claramente inspirados em nós – respondeu Tsunade entediada – e a história fazia referencias com uma missão da qual nos três participamos.
– Não havia como um impostor saber tantos detalhes sobre nós, ou o Jiraya tinha voltado ou algo estranho estava acontecendo – disse Orochimaru – foi nisso que nós pensamos.
– No fim era só alguém bem próximo ao Jiraya, que tinha acesso aos rascunhos dele – disse a outra – uma pessoa que leu tantos livros que se tornou capaz de copiar o estilo único de um escritor.
– Nós dois sabíamos que era impossível, e ainda assim viemos – disse o outro – eu pensei que laços eram coisas ínfimas que quebravam facilmente, mas ainda estamos presos à nossa história.
Em 5 minutos a confusão no quintal acabou, os três ninjas terminavam de amarrar os bandidos já derrotados, por falta de uso de ninjutsu tiveram mais trabalho que o esperado, mas ninguém se machucou.
– Espero que tenha uma boa recompensa por eles, pra fazer valer o esforço – disse Kita.
– Droga, estávamos tão perto de realizar nossa ambição... – choramingava o líder.
– Pare de sonhar seu retardado! Se fosse o Jiraya de verdade vocês não davam nem pro começo! – esbravejou Minami.
– Foi divertido – disse Majura terminando de amarrar um deles.
– Que droga de nó é esse? – perguntou Kita enjoado.
– Eu vi num mangá – respondeu ela.
– “Com certeza era um mangá hentai” – pensaram os dois chuunins vendo o nó em estilo sadomasoquista.
– Já acabou? – perguntou Taifuu botando a cabeça pra fora.
Tsunade disse que estava tudo bem, ele então saiu da casa com uma caixa cheia de papeis, eram os rascunhos e os manuscritos que ele estava desenvolvendo, ao lado uma outra caixa.
– Tem bastante coisa aí não é? – perguntou Tsunade surpresa.
– Jiraya-sama escrevia muito quando parava em algum lugar – dizia ele quase rindo – com isso eu pretendia lançar três romances, mas agora...
– Seria uma pena parar agora, os fãs iriam ficar muito decepcionados – disse Orochimaru – não existe nada mais frustrante que não saber o final da história.
– O que você está dizendo... – Tsunade não conseguia acreditar nas palavras dele.
– Publicar uma história inédita dele seria uma ótima homenagem não é? – justificava Orochimaru – isso reavivaria o legado dele, além do mais a Majura quer comprar o último volume.
– Por favor, faça a protagonista fazer sexo selvagem com os outros dois! – implorava Majura empolgada.
Tsunade fez uma cara de nojo, se os personagens eram inspirados nos três sannins significava que a protagonista era uma versão dela, o pedido da Majura revirou o estomago dela.
Já Taifuu não conseguia acreditar nisso, ele estava pronto para pagar pelo seu crime, mas em vez disso estava recebendo o aval dos outros dois sannins, ele chorava emocionado enquanto Tsunade concordava com a ideia do Orochimaru.
– Você está fazendo por uma boa causa, e como amigo do Jiraya acho que ele não se importaria – disse ela – apenas se certifique de deixar claro que você está publicando uma homenagem a ele.
– Sim, eu farei isso! – disse ele se curvando.
Tsunade e Orochimaru se juntaram aos outros três, vendo tantos bandidos eles se perguntavam o que fariam com eles.
– Deixa comigo – disse Orochimaru fazendo os selos – Kuchiyose no Jutsu!
Um caixão emergiu do chão liberando um ninja revivido, era um ninja de Iwagakure que tinha como especialidade usar o jutsu Iwa-bunshin, após receber instruções do seu mestre o ninja fez vários bushins de pedra para escoltar os criminosos até a cidade.
– Uau! Então esse é o infame edo-tensei, o jutsu que aterrorizou a aliança shinobi – dizia Minami empolgada.
– Pelo visto estão ensinando direito a história da guerra na academia – comentou Orochimaru.
Depois do assunto resolvido o grupo tomou o caminho para ir embora, antes disso o neto de Taifuu tinha feito muitas perguntas e contado coisas, no final a viagem valeu a pena.
– O que tem nessa outra caixa? – perguntou Orochimaru reparando no que ela levava.
– Pertences do Jiraya, Taifuu pegou de um dos esconderijos dele – respondeu Tsunade – ele guardou achando que um dia ele viria busca-los.
Eles seguiram até acharem uma estrada, depois de seguir pela estrada eles viram uma divisão no caminho, um deles levava ao país do fogo, era a hora de se separarem.
– Bem, foi divertido, mas é aqui que cada um segue seu caminho – disse Tsunade – ainda não sei se espero te ver de novo algum dia.
– Tchau Kita, se for à vila do som me procure – disse Majura.
– Pelo amor de deus, que o Hokage nunca me mande pra lá – disse ele rezando.
– Tenho certeza que nossos caminhos vão cruzar algum dia – dizia Orochimaru – vamos Majura.
Eles seguiram pela outra estrada, enquanto eles iam Tsunade o observava, o destino uma vez os colocou juntos, depois os separara e agora unia de novo, tais coisas só puderam ser possíveis por que ela não se entregou no final.
– Tsunade-sama, a biblioteca de Konoha tem todos os livros do Jiraya não tem? – perguntou Kita.
– Não vai me dizer que vai começar a ler essas coisas? – perguntou Minami.
– hhahahah e tem como não ficar curioso depois dessa jornada? – disse ele.
– Não se preocupe, Konoha tem todos os volumes – respondeu Tsunade – mas só o Naruto tem o ultimo trabalho dele.
Os dois jovens falavam animadamente sobre a aventura que tiveram e como iriam contar para os amigos, falavam sobre o grande Jiraya e seus contos, na frente deles Tsunade sorria, os livros de Jiraya ainda inspiravam nova gerações, mas também resgatavam glorias de um tempo distante.
– Parece que eu também vou precisar ler seus livros – disse Tsunade sorrindo.
Continua.
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