Mirai no Monogatari
43 Capitulo 32 – O Dia Depois Da Tempestade.
Notas iniciais
Capitulo 32 – O Dia Depois Da Tempestade.
– Quando eu pegar aquela vadia... – rosnava Kagerou furioso.
12 horas se passaram desde que a guerra acabou, com a vitória da folha e a retirada da chuva Kagerou retornava derrotado para casa.
Agora de volta para Amegakure Kagerou procurava por Kamiki, aquela a quem ele designou como seu braço direito o traíra e pôs tudo por agua abaixo, se Konoha não destruir Amegakure em retaliação certamente levará uma década para se reerguerem.
Seguindo pelo corredor com dois subordinados Kagerou chegou ao salão de reuniões, lá ele encontrou Kamiki sentada em seu lugar e isso fez o sangue dele ferver ainda mais.
– Oi Kagerou, demorou pra voltar não foi? – perguntou Kamiki em tom de deboche.
– Por que você ordenou a retirada? – perguntou Kagerou quase espumando de raiva.
– Para minimizar nossas perdas, e também para receber simpatia do Hokage – respondeu ela tranquila – na verdade eu já assinei os termos de rendição enviados por ele.
– VOCÊ O QUÊ!? – gritou Kagerou liberando chakra furiosamente – quem você pensa que é!? Eu sou o líder de Amegakure!!
Ele liberou uma rajada de eletricidade na direção de Kamiki, mas o ataque bateu em uma barreira invisível e retornou para ele e seus subordinados, os três foram jogados contra a parede e caíram atordoados.
– hahahahahah eu soube que você foi derrotado desse mesmo jeito! – disse ela gargalhando – mas não imaginei que ia acabar caindo nessa de novo!
Kagerou tentou se levantar mas seu corpo estava dormente, além disso os subordinados fieis à Kamiki entraram no salão e rapidamente o cercaram, já Kamiki sentou-se encima da mesa de frente para ele.
– Por anos eu fui sua capacho, você me usou para ganhar influência e unificar a vila sobre sua bandeira – dizia ela – eu tolerei isso porque não tinha poder suficiente, mas o meu dia finalmente chegou.
– Sua desgraçada fingida, você...
– Sim, eu me fingia de idiota e manipulável, mas secretamente estava reunindo minha própria facção – dizia ela com imensa satisfação – com a sua derrota e o meu empenho em proteger Amegakure com certeza todos meu apoiarão como líder.
Kamiki saltou da mesa e depois pisou no pescoço de Kagerou, ela manteve seu pé ali enquanto ele tossia tentando respirar.
– Amegakure se tornou a vila secundaria mais forte graças ao Pain-sama e a onee-sama – dizia Kamiki com revolta na voz – mas quando eles morreram você se proclamou líder mesmo sendo um completo incompetente!
– Ninguém mais poderia manter a vila depois que a akatsuki foi derrotada! – protestou ele – eu salvei a vila!
– Você não salvou nada! Em 10 anos sob sua liderança nossa vila perdeu aliados e poder, ficamos estagnados! – disse ela – até a vila do som que foi reconstruída a poucos anos ficou mais poderosa!
– Kamiki-sama que segue a vontade do nosso deus, ela é a única que pode restaurar Amegakure – disse um dos subordinados dela.
– Malditos fanáticos retardados! Até quando vão ficar na sombra desse deus fajuto!?
– O legado que Pain-sama nos deixou jamais será esquecido, mas Amegakure vai renascer mesmo sem ele – disse Kamiki – eu vou seguir a vontade da minha irmã que eu neguei por tanto tempo.
Kamiki levantou a mão e fios negros emergiram da sua manga, após apontar a mão para ele os fios negros rapidamente penetraram o peito de Kagerou e se enrolaram em seu coração.
– O kinjutsu do Kakuzo-san permite roubar um coração e assimilar sua natureza de chakra, o seu Ranton vai ser muito bem vindo – disse ela com um sorriso macabro – o único inconveniente vai ser carregar esse coração imundo dentro do meu peito.
Os ninjas presentes se preparam para ajudar sua líder com o transplante, e enquanto puxava o coração de Kagerou Kamiki se divertia vendo a expressão de desespero dele, ainda naquele dia o novo líder de Amegakure foi anunciado publicamente.
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O primeiro amanhecer após o fim da guerra trazia muita coisa a ser feita, os danos que Konoha sofreu começaram a ser reparados, pelo país do fogo os cidadãos evacuados retornavam para suas casas, aos poucos todos tentavam retornar para suas rotinas.
O Hokage não teve descanso algum desde que derrotara o líder dos inimigos, ele teve uma reunião com os conselheiros para avaliar todo o ocorrido, ordens foram passadas para todos os times disponíveis e um discurso de paz foi escrito para ser lido ao povo.
Nesse momento Naruto se dirigia para uma reunião com os outros kages, após vencerem suas lutas eles se dirigiram para Konoha para discutir o futuro das nações após essa guerra.
Naruto abriu a porta do salão, lá dentro a grande mesa redonda já ocupada, seus ocupantes eram os outros kages ou seus representantes, no lugar que pertence ao Naruto estava sentado seu conselheiro Kakashi.
– Kakashi já nos informou sobre o que aconteceu durante a guerra – disse o Raikage com sua voz inflexível – então vamos direto ao que interessa.
Kakashi levantou-se e cedeu o lugar ao seu dono de direito, após Naruto sentar-se Shizune entregou uma volumosa pasta para ele.
– Todos os membros da Rasetsu que não morreram ou fugiram estão detidos – informou Naruto – estamos em processo de identifica-los agora mesmo, depois...
– Todos que participaram dessa guerra devem ser executados – disse logo a Mizukage – não temos mais uma prisão de segurança máxima para detê-los.
– Principalmente os membros que já fugiram de lá uma vez – disse o Raikage – assim como os 5 líderes, esses são os piores!
– Espere um pouco, não precisamos ser tão radicais – argumentou Naruto – execução é um pouco demais para...
– Não é hora de moleza Hokage-sama, é precisamente por isso que o tratado de paz não é levado a sério – disse Hanako sentada no lugar do Kazekage.
– Nukenins devem ser eliminados assim que encontrados, essa é a regra – afirmou Kurotsuchi como Tsuchikage – não podemos abrir exceções para todo mundo como fizemos com o Sasuke.
– Hanako-san, mesmo que esteja representando o Gaara você não pode sugerir algo assim – disse Naruto olhando para a garota – não se esqueça que foi a “moleza” da nossa vila que evitou a destruição de Sunagakure naquela ocasião.
– Vamos tentar manter a calma, de acordo com as regras os nukenins devem ser enviados à suas vilas de origens se capturados – disse Kakashi tentando controlar a situação – então eu sugiro que façamos a triagem e depois cada vila cuide deles como achar melhor.
Todos os presentes concordaram com a sugestão, Naruto apenas insistiu para que os kages tivessem clemência e pensassem nas consequências de se tirar vidas assim.
O assunto seguinte foi sobre os ninjas oficiais de vilas secundarias, algumas vilas enviaram seus ninjas para se unir à rasetsu, e nessas situações ele seriam presos e interrogados, no passado isso seria o bastante para a vila em questão ser atacada e destruída.
– Vamos cobrar uma indenização das vilas que se juntaram a eles – explicou Naruto – e depois de um ano após pagarem vamos devolver seus ninjas.
– hunf! Mole como sempre Hokage, o que vai fazer em relação à Amegakure? – perguntou o Raikage irritado – vai aliviar pra eles também?
– Daqui a dois dias eu me encontrarei com a Kamiki para negociar a rendição de Amegakure – respondeu Naruto – não se preocupe quanto a isso, eu não vou deixá-los saírem impunes.
– Quem é essa Kamiki? – perguntou Kurotsuchi – o líder da vila não é um tal de Kagerou?
– Eu vou mandar prepararem um relatório sobre ela – disse Naruto – basta saber que ela tem ligação com o líder anterior, e que ela atuava como representante do Kagerou.
– Se bem que se ela já não o matou deve fazer isso em breve – comentou Kakashi – Kamiki sempre manipulou tudo pelos bastidores, e agora ela já deve ter cansado disso.
– Naruto, não quero lhe ensinar o seu trabalho, mas tenha em mente que revoltas assim afetam todas as nações – dizia a Mizukage – em algum momento você vai precisar mostrar quem manda aqui.
– É justamente este tipo de pensamento que os faz nos atacarem – respondeu Naruto – as vilas principais possuem responsabilidades, mas não somos ditadores controlando todos os outros.
– Estamos falando de uma guerra, algo que nunca mais deveria acontecer – respondeu Hanako – se Konoha tivesse sido derrotada afetaria todos os outros países.
– Desde o fim da 4º guerra ninja que as vilas secundariam tentam nos derrubar – argumentou Kurotsuchi – se todas elas se unirem podem derrubar uma das 5 grandes nações.
– Se tentarem basta nos unirmos como fizemos agora e antes – respondeu Naruto – muitas vilas menores enviaram ajuda para mim, podemos ser aliados deles mesmo sendo rivais.
Naruto estava deixando claro que não iria fomentar o ódio que as vilas secundarias possuem pelas principais, iria fazer justiça mas não vingança.
– Tem mais uma coisa que queremos saber, o que aconteceu com o líder da rasetsu? – perguntou o Raikage.
– Ele morreu devido as consequências do que fez durante a luta – respondeu Naruto.
– Mas eu fiquei sabendo que não acharam o corpo dele, o que significa que...
– Ele morreu sim, eu confirmei isso com o meu senjutsu – cortou Naruto – mas seu corpo desapareceu quando deixei o lugar antes da ANBU chegar até ele.
– O que significa que ou ele conseguiu enganar até mesmo o senjutsu ou alguém levou o seu corpo – comentou Hanako.
Naruto preferia acreditar na segunda opção, na verdade ele já tinha um suspeito em mente pois muitos outros corpos não foram encontrados depois das lutas, principalmente pessoas que possuíam kekkey genkai.
A reunião continuou por várias horas e muitos assuntos foram discutidos, principalmente formas de indenizar as outras vilas pelas perdas que sofreram, punições ou restrições para as vilas que se aliaram à rasetsu, e principalmente sobre o que fazer depois de tudo isso.
– Nossa, já é quase meio-dia – disse Naruto vendo o relógio na parede – se não se importarem eu preciso me retirar, mas podem almoçar no melhor restaurante de Konoha hoje, por minha conta.
Naruto saiu deixando os outros kages aos cuidados de Tsunade, depois que ele se foi os outros seguiram a ex-Hokage em direção aos aposentos preparados para eles.
– Nossa, o Naruto fica bem diferente quando está sério – comentou Kurotsuchi – nem parece aquele idiota que conheci durante a guerra!
– O posto de kage consegue mudar qualquer um – disse o Raikage.
– Engano seu Raikage-dono – disse Tsunade quase rindo – ele ainda continua sendo um idiota, apenas se tornou um idiota responsável.
A reunião entre os 5 kages chegou ao fim, mas toda a repercussão da guerra ainda duraria por muito mais tempo, para alguns mais que outros.
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– Estou em casa! – disse Naruto abrindo os braços.
– Papai!! – gritaram as duas crianças correndo até ele.
As duas crianças quase derrubaram o pai quando pularam nele, Naruto os abraçou com força após mais de um dia sem vê-los.
– Vocês se comportaram? Não ficaram com medo? – perguntava ele.
– Papai derrotou os caras maus que estavam atacando a vila né? – perguntou Boruto empolgado.
– Todo mundo tava dizendo que a mamãe também lutou – falava Himawari empolgada – papai e mamãe são muito fortes!
– Exatamente! E vocês também são muito corajosos – disse Naruto passando a mão na cabeça deles.
Naruto foi com os filhos para a sala de casa, lá os pais de Sakura e a filha dela aguardavam por ele, tão logo Naruto os cumprimentou foi abordado por perguntas.
– Hokage-sama, teve alguma notícia da nossa filha? – perguntava a senhora Haruno – e o nosso querido genro?
– Calma calma, já entramos em contato com eles, os dois praticamente já chegaram – respondeu Naruto – e não precisa me tratar formalmente aqui.
– Eu sabia que podia confiar no meu genro pra trazer minha filha de volta! – dizia o pai da Sakura.
– E você Sarada-chan? Estava brincando com meus filhos? – perguntou Naruto para a menina.
– Estávamos brincando de ninja até o chão tremer – explicou a menina – e o Boruto comeu torta escondido.
– Sua traidora! – gritou o menino revoltado – você disse que não ia contar!
– Onii-chan malvado! Nem me deu torta! – reclamou Himawari irritada.
– hoho? Então você aproveitou a confusão para comer a torta que sua mãe fez? – perguntou Naruto com um olhar assassino – parece que alguém vai ficar de castigo hoje.
– Que bom que só o onii-chan comeu – disse Himawari maldosamente.
Sarada deu um sorriso malvado para Boruto quando este a encarou, mas após a bronca todos se juntaram para conversar e comer, depois de meia-hora a campainha tocou, eram Sakura e Sasuke que chegavam após a viagem de volta.
– Olá vocês dois... – Naruto quase foi atropelado por Sakura que passou correndo.
Sakura correu até Sarada abraçando-a com força, mesmo com Sasuke dizendo que ela estava bem era necessário ver com os próprios olhos, a menina já estava quase roxa com o abraço.
– Sakura, não mate nossa filha após tudo isso – sugeriu Sasuke.
– Ops! Desculpe querida – disse Sakura ajeitando o cabelo dela – você ficou sozinha... não teve medo?
– Sua filha é muito corajosa, enquanto ela jogava aqui dentro eu me borrava de medo – dizia o pai da Sakura – principalmente depois daquela explosão no muro!
– Querido! Não nos envergonhe na frente do Sasuke-san! – pediu a mãe puxando a orelha dele.
– Não se preocupe, eu já estou acostumado – respondeu Sasuke tranquilo.
– Mas correu tudo bem por lá? – perguntou Naruto para Sasuke – se não me engano você foi enfrentar o tal Okojo.
– Demos conta dele, na verdade o trouxemos como prisioneiro – respondeu Sasuke – eu implantei o ferro negro nele pra bloquear seu chakra, e a sua ANBU o está vigiando.
– Esse é o meu genro! Viu só querida? A nossa filha pegou o melhor partido!
Sakura riu envergonhada do comentário do seu pai, depois ela foi agradecer à Naruto e Hinata por cuidarem da sua família, mas Naruto informou que a Hyuuga estava muito ocupada.
– Entendo, então quando a vir agradeça por mim – pediu Sakura – vamos indo Sarada? Dê tchau pro Boruto e Himawari.
Sasuke apenas acenou com a cabeça e saiu na frente, Sakura carregando Sarada foi logo atrás junto com seu pais, depois de se despedir deles Naruto voltou-se para seus filhos.
Naruto sentou com eles no sofá e decidiu explicar de forma simples o que aconteceu, ele falou que ninjas maus atacaram a vila e ele precisou lutar contra eles, contou que muitos outros ninjas também lutaram, mas nem todos voltaram.
– Amanhã bem cedo vamos à cerimônia de homenagem para eles – explicava Naruto – é igual quando vamos visitar o tumulo do tio Neji, mas para muitos outros.
– Entendido – disse Boruto batendo continência.
Explicar para uma criança de 7 e outra de 5 anos era muito difícil, em algum ponto Himawari começou a chorar, Boruto parecia assustado com a ideia de sacrifício, mas no final ambos entenderam que o dia de amanhã seria para homenagear os ninjas que se foram.
– Então os dois podem ir para seus quartos, principalmente você Boruto – disse Naruto – por ter comido a torta antes da hora.
O menino resmungou algo e saiu para seu quarto com sua irmã logo atrás, depois que eles se foram Hinata apareceu na sala.
– Estava ouvindo? – perguntou Naruto que já tinha sentido a presença dela antes.
– Sim, eu vou providenciar as roupas deles – respondeu Hinata indo até ele.
Hinata sentou ao lado dele no sofá e começou a examina-lo só com o olhar, ainda que ela soubesse do poderes dele sempre se preocupava, da última vez que Naruto lutou por todos ele perdeu um braço, ela tinha medo do que ele poderia sacrificar pelos outros.
– Sobre a mulher que você derrotou...
– Ah sim, eu ainda vou fazer o pedido formal, mas eu quero a custodia dela – disse logo ela – a Tomoyo é uma psicopata doentia, mas ela criou iryouninjutsus adaptados para o jyuuken, seria um desperdício enterrar essas técnicas com ela.
– Por mim tudo bem, mas sobre o fuuinjutsu que usou nela, você pode usá-lo em outros? – perguntou Naruto – precisamos garantir que nukenins de alto nível não possam mais causar problemas.
Eles entraram em acordo, nos próximos dias Hinata seria encarregada de usar sua nova técnica para selar o chakra dos criminosos mais perigosos, em troca a custodia da Tomoyo pertenceria ao clã Hyuuga que faria o possível para arrancar dela as preciosas técnicas.
– Amanhã vai ser um dia difícil para você, tente ficar em casa hoje – pedia Hinata – você precisa descansar depois de tudo o que aconteceu.
– Sim, a vovó Tsunade e o Shikamaru disseram a mesma coisa – respondeu ele – amanhã a tarde eu compenso isso.
Hinata suspirou aliviada, as vezes Naruto trabalhava três dias seguidos sem parar, e na maioria das vezes só ficava em casa algumas horas, era muito raro ele tirar um dia inteiro só pra descansar.
– Eu vou ficar um mês inteiro atolado em problemas – dizia ele – mas quando o pior passar eu vou tirar uma semana de folga, aí nós e as crianças podemos ir pra algum lugar, curtir um pouquinho.
– Mal posso esperar por isso – respondeu ela abraçando-o e puxando-o para um beijo.
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– Estou atrapalhando? – perguntou Shino na porta do quarto.
– De forma alguma, entre por favor – pediu Mika limpando as lagrimas.
Shino entrou no quarto do hospital onde Kenta estava internado, o jovem rapaz sofrera ferimentos horríveis protegendo Konoha, se Naruto não tivesse aparecido ele com certeza teria morrido.
– Quando ouvíamos as histórias dos ninjas sempre ouvíamos como ele venciam no final – disse Mika após Shino sentar-se ao seu lado – nunca ouvíamos historias deles morrendo ou ficando aleijados.
– Eu ouvi das enfermeiras que as chances dele se recuperar completamente são muito boas – comentou Shino – além disso jinchuurikis possuem capacidades regenerativas que...
Shino parou de falar quando viu que Mika não estava ouvindo, normalmente ela sempre prestava atenção, mas agora ela só observava seu irmão todo enfaixado e entubado.
– Quando um shinobi escolhe este caminho algo assim pode acontecer – comentava ele – mas eu tenho certeza que seu irmão encarou isso de cabeça erguida.
– O meu irmão sempre teve capacidade para fazer qualquer coisa – disse Mika segurando a mão dele.
– Você também, eu soube que você atacou uma vespa sem hesitar para proteger civis – disse Shino – você se arrepende do que fez?
– Claro que não! Eu faria de novo se precisasse – respondeu Mika.
– O seu irmão também diria isso, por isso fique orgulhoso dele – pediu Shino – derrame lagrimas de orgulho e não de pena.
– Você tem razão Shino-kun, o meu irmão não ficaria feliz se me visse lamentando – disse ela mais animada.
Mika agradeceu ao apoio do Shino beijando-o, quando o Aburame retribuiu o gesto com um beijo mais profundo os dois se sentiram observados, ao olharem para a cama viam uma serpente feita de chakra observando-os.
– Não precisam parar, eu estou interessado nos relacionamentos humanos – disse a serpente Kinja.
– Mika-san, eu voltarei outra hora – disse Shino se levantando meio nervoso – mais tarde trarei algo para você comer.
Shino saiu rapidamente e assim que ele se foi Mika encarou a serpente, o olhar mortal que ela desferia deu calafrios ao bijuu.
– Você realmente é um incômodo! – reclamou Mika.
– O sentimento é mutuo – respondeu Kinja.
– Mas você protegeu o meu irmão, então eu serei grata por isso – respondeu Mika curvando o corpo.
– Hunf eu gostaria de recuperar meu poder logo, mas estou usando tudo para cura-lo – disse Kinja – esse garoto não parava de pensar em você.
Mika agradeceu novamente e levantou-se para deixar o quarto, assim que ela abriu a porta encontrou Chiyo que já ia abri-la, aparentemente ela trazia um vaso de flores para aromatizar o quarto.
– Ora se não é a Chiyo-chan, vamos entrando – pediu Mika abrindo espaço para ela.
– e-e-eu trouxe essas flores para tirar o cheiro de remédio do quarto! – dizia a jovem toda nervosa.
– Muito obrigada Chiyo-chan, o Kenta vai ficar feliz quando acordar – agradeceu Mika – por favor entre, eu vou dar uma saidinha mas...
– Pode deixar que eu tomo conta dele – disse a outra um pouco rubra – você deve estar cansada.
– Muito obrigada, então eu irei para casa tomar um banho e tal – agradeceu Mika – se o Shino-kun chegar enquanto eu estiver fora diga que não demoro.
Mika observou Chiyo sentar ao lado de Kenta e por a mão em sua testa, com um brilho esverdeado ela confirmou o estado do outro, Mika achou muito bonito a forma como ela cuidava do seu irmão.
– Chiyo-chan, o treinamento para ser ninja médico é muito difícil? – perguntou a outra.
– Bom, exige um controle de chakra perfeito, e um montão de conhecimento sobre biologia, química e anatomia – explicava Chiyo – em média apenas um em cada dez ninjas conseguem se tornar iryounin.
– Entendo, então é impossível para mim, uma moça com habilidades básicas e nenhum estudo – dizia Mika rindo constrangida – é que eu acho lindo quem pode curar e salvar vidas.
– Eu também, por isso eu segui Sakura-sama – respondeu Chiyo feliz – mas sabe? Mesmo os ninjas que apenas lutam podem salvar vidas, se aquele ataque tivesse atingido a vila centenas teriam morrido, seu irmão provavelmente foi o que mais salvou vidas ontem.
Mika agradeceu por essas palavras e saiu, depois que ela se foi Chiyo voltou sua atenção para Kenta e passou a mão na cabeça dele, ela agora o admirava quase tanto quanto a sua mestra Sakura.
– Tanto ele como o Hokage-sama, será que ser herói está no sangue Uzumaki? – perguntou ela sorrindo gentilmente.
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Já era noite em Konoha, a guerra que tomou o país do fogo acabara a pouco mais de 24 horas, mesmo assim a vila ainda estava em alerta.
Não bastasse o caos do dia anterior outro problema surgiu, assim que o sol se pôs um grupo terrorista atacou uma das entradas da vila, remanescentes da rasetsu que após a derrota decidiram realizar um ataque suicida, cerca de 20 homens vieram com a intenção de matar e morrer.
Felizmente eles foram rapidamente derrotados e nenhum cidadão foi atingido, mas a defesa da vila custou outras 5 vidas, mais gente que se juntaria aos caixões no próximo amanhecer.
– Vai contar ao Naruto? – perguntou Ino entrando na sala.
– Se ele não percebeu sozinho não tem porque incomoda-lo – respondeu Shikamaru – ele também precisa descansar.
Ino via Shikamaru debruçado sobre a mesa, diante dele uma enorme papelada, mapas e outras coisas, certamente ele estava com a cabeça fervendo de pensamentos.
– Estou revisando meus passos e analisando onde foi que eu errei – disse ele prevendo os pensamentos dela – agora que tudo já acabou percebo que cometi muitos deslizes.
– Besteira, você é a mente mais brilhante de Konoha, de todas as vilas – disse Ino – se não fosse seu planejamento talvez tivéssemos sido derrotados nessa guerra.
– Eu pus o Naruto como o pilar da estratégia e o inimigo já esperava por isso – dizia Shikamaru ignorando as palavras dela – talvez se eu o tivesse colocado como plano reserva...
– Shikamaru!! Pare de se culpar por isso! – gritou Ino batendo a mão na mesa.
– Eu sou o culpado, amanhã vamos enterrar centenas de companheiros mortos! – respondeu ele se levantando – eu estimei que teríamos 10% de baixas, mas sofremos 40%!
– Você não deixou essa gente toda morrer, você salvou todos os outros! – argumentava Ino – o objetivo do inimigo era destruir a vila e criar uma nova era de caos, seus planos impediram isso!!
– Pode deixar Ino, esse bebê chorão sempre fica assim quando perde – disse Temari encostada na porta – foi a mesma coisa naquela missão atrás do Sasuke.
– Saco, é por isso que as mulheres são problemáticas – disse Shikamaru sentando-se novamente.
– Normalmente as pessoas confiam suas vidas nas mãos dele acreditando que é o certo, e por isso ninguém o crítica – dizia Temari indo até ele – mas se ninguém lhe dá uma bronca quando seus planos falham ele fica birrento assim.
– Pare de me tratar como criança – reclamou Shikamaru frustrado.
– Mas você está agindo como criança, enquanto não aceitar que não existe plano perfeito – respondeu ela – você faz o melhor que pode, e nós fazemos o melhor que podemos, é assim que funciona.
Temari colocou uma embrulho sobre a mesa, era o lanche dele já que ia passar a madrugada na divisão, ela saiu sem dizer mais nenhuma palavra.
– Nós crescemos juntos e fizemos parte do mesmo time, mas parece que ela te conhece melhor do que eu – comentou Ino.
– Tenho certeza que o Sai sabe de um lado seu que não conheço – comentou Shikamaru – está com fome? A Temari as vezes exagera no obentô.
Ino riu e sentou-se na outra cadeira pegando um pouco do lanche, ela estava bem mais tranquila de ver seu amigo menos deprimido, ela torcia para que nunca mais houvesse uma situação assim.
– Você está aqui e o Sai está patrulhando, e quanto ao Inojin? – perguntou Shikamaru.
– Eu o deixei na casa do Chouji, já que ele está meio machucado a Karui-san está cuidando dele – respondeu ela – a Chochou estava tentando faze-lo brincar de boneca com ela.
Shikamaru quase engasgou com a comida quando riu, se os três filhos ficassem juntos como era a tradição certamente a Chochou seria a dominante do trio, pensar nessas coisas tirou um peso das costas dele, afinal eles tinham um futuro para se preocupar.
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– Mizukage-sama! Tsunade-sama! Por favor mais devagar! – gritou Konohamaru agitado.
– hahahahah ele não é uma gracinha? Se eu fosse pelo menos 30 anos mais nova... – dizia Tsunade completamente bêbada.
– Então ele serve pra mim – disse Terumi Mei abraçando Konohamaru igualmente bêbada.
– Espera, do que diabos você tá falando? – perguntou o rapaz todo nervoso – eu tô fora!
– nananão, o Hokage-dono designou você como meu acompanhante enquanto estiver em Konoha – ela virava mais uma garrafinha de sakê.
– E quanto tempo vai ficar na vila? – perguntou ele preocupado.
– Até concertarem meus navios – respondeu ela – enquanto isso eu estou de folga!
– Socorro!!! – gritou Konohamaru sendo puxado.
As duas saíram arrastando Konohamaru pelas ruas de Konoha, tanto Tsunade como a Mizukage estavam visitando todos os bares de Konoha que estavam abertos, contrariando o bom senso alguns bares abriram para permitir que os vitoriosos comemorassem.
– aiai, coitado dele – comentou Kiba vendo de longe.
– Que raro vê-lo sem o akamaru – disse Shino que vinha na mesma direção.
– Ele ficou em casa se recuperando – respondeu o Inuzuka.
– E não seria o caso de você estar também? – perguntou Shino – eu soube que você teve uma luta bem difícil.
Kiba suspirou e começou a andar, Shino por consideração começou a andar ao seu lado, ele sabia que alguém como Kiba que sempre teve um companheiro ao seu lado se sentia solitário agora.
– A Hinata se machucou muito, quase morreu enfrentando aquela psicopata – dizia Kiba – mesmo assim ela continuou firme defendendo aquela posição até o Naruto chegar.
– Você também fez a sua parte derrotando Inuzuka Rouga – respondeu Shino – e eu soube que você dominou o senjutsu.
– Dominar é relativo, eu tenho muito trabalho pra usar e demora muito – respondeu Kiba – já aquele Rouga se entregou ao seu lado animal e usava naturalmente.
Shino entendia bem a frustração que Kiba sentia, ele próprio enfrentou um adversário que só conseguiu vencer por ter uma arma oportuna, mas talvez ele tivesse morrido bem antes se não fosse a vontade de salvar sua namorada.
– O problema é que estou ficando pra trás, você e Hinata ficam cada vez mais fortes, mas eu sou dependente demais do akamaru – disse Kiba furioso – e ele em breve não vai poder mais lutar, o que eu vou fazer sem ele?
– Sempre existe um caminho a seguir, eu mesmo decidi treinar mais meu taijutsu depois de enfrentar o Baiju – respondeu Shino – e não é como se você não pudesse conseguir um novo parceiro não é?
– Sim, mas eu preciso pegar um filhote, e leva muito tempo para sincronizarmos nossas habilidades – explicou Kiba – e com certeza vai levar um tempão para ele se ajustar ao senjutsu que aprendi.
– Desculpe, eu me esqueci que cães e humanos são diferentes de insetos – disse Shino tranquilo – mas não fique assim, tenho certeza que você vai encontrar um caminho para si.
– E não é só nisso que estou ficando pra trás – resmungou Kiba bem baixinho.
Ele não queria dizer em voz alta o que o incomodava, Hinata já casara e até tem filhos, Shino arranjou uma maravilhosa namorada, mas ele continuava sozinho, não que nunca tivesse estado com garotas, mas ainda não encontrou alguém que pudesse passar ao seu lado, se ele já perdera pra todos os seus amigos nisso que esperança teria?
– hun... com licença, você poderia me dizer onde eu encontro o Hokage-sama? – perguntou alguém atrás de Kiba.
– E quem gostaria de saber? – Kiba já se virou meio frustrado.
Ao se virar ele viu uma linda garota, provavelmente tinha quase a mesma idade que ele, ela tinha cabelo castanho e usava um vestido simples mas que a deixava muito sexy, seu único defeito na opinião dele era ter um gato ao seu lado.
Shino logo notou os olhares que ele desferia para a garota, já a garota retribuiu com um sorriso meigo de quem estava para pedir informação.
– Meu nome é Tamaki, eu me mudei para Konoha essa semana – respondeu ela meio tímida – eu tinha que procurar o Hokage-sama mas por causa da guerra ficou meio...
– Ah sim eu entendo! No momento ele deve estar em casa com a família – respondeu Kiba meio nervoso e tentando ser simpático – e como amanhã é o funeral dos ninjas acho que você só vai conseguir falar com ele em uns três dias.
– Mas por que uma civil estaria procurando o Hokage? – perguntou Shino frustrado por ter sido esquecido.
– Bem, na verdade eu fui treinada como ninja e eu tenho uma carta de recomendação escrita por Uchiha Sasuke – explicou ela mostrando a carta – eu gostaria de me inscrever e tentar me tornar uma ninja da folha.
– Você é amiga do Sasuke!? Que incrível! – disse Kiba roubando toda a atenção – nós fomos da mesma turma, somos grandes amigos, e rivais também hahahahahah!!
Com isso Kiba conquistou ela completamente enquanto Shino se perguntava quando Kiba foi amigo do Sasuke, os dois saíram juntos conversando sobre um monte de coisas, Kiba dizia que faria de tudo para que ela se encontrasse com Naruto logo, além disso ele dizia estar disposto a assumir responsabilidade por ela e treina-la.
– Parece que esse problema foi resolvido – dizia Shino vendo os dois sumirem na rua – que curioso, a Mika também era amiga do Uchiha Sasuke.
Shino ficou pensando nessas coincidências enquanto andava, parecia que logo após a guerra tudo estava se acertando novamente.
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O funeral dos ninjas mortos ocorreria bem cedo, Naruto permitira que o dia após a guerra fosse usado para comemoração e recuperação, mas agora era a hora de se despedir dos que deram suas vidas pela paz.
Por vários motivos o funeral foi permitido para os familiares e amigos mais próximos, mesmo assim o cemitério estava cheio de pessoas prestando homenagens, todos usando trajes negros de luto, inclusive Naruto que gravava sua assinatura em um memorial de mármore.
– Aqueles que descansarão aqui são os maiores heróis dessa guerra, eles deram suas vidas por nós – começou Naruto em tom solene – eles não só carregavam a vontade de fogo, mas um amor incondicional por nossa vila e nosso país.
Naruto fez uma pausa e todos aplaudiram o sacrifício dos ninjas caídos, familiares choravam de tristeza mas demonstravam apoio ao sacrifício dos seus entes queridos.
Mais palavras foram ditas e logo chegou a hora de enterrar os mortos, especialistas em doton usaram seus jutsus e os caixões que estavam sobre a terra foram absorvidos por ela, pouco a pouco eles iam desaparecendo enquanto eram engolidos pela terra até que restara somente as lapides.
Um grupo de gennins começou a andar entre as lapides despejando sementes em cada tumulo, assim que eles jogaram sementes em todos Naruto ativou seu modo bijuu, liberando seu chakra como uma onda ele inundou as sementes de energia vital e assim elas floresceram, cada tumulo ficou coberto por uma tapete de flores lindas dando vida àquele cemitério.
– Muito obrigado Hokage-sama, foram lindas palavras – agradeceu uma senhora chorando muito – o meu filho deve estar muito orgulhoso onde ele está agora.
– Eu tenho certeza que sim, assim como eu estou orgulhoso de tê-lo como um ninja da folha – respondeu Naruto pondo a mão no ombro dela.
Naruto não tinha tempo para falar com todos, mas ele falou com aqueles que mais sofriam, especialmente as crianças que perderam um pai ou mãe, as crianças em especial não entendiam porque seus pais ou irmãos tiveram que morrer, e isso lembrou Naruto de quando o sandaime morreu.
Ele já tinha esquecido como era a sensação disso, desde a última guerra que ele não participava de funerais assim, e com certeza era o seu primeiro desde que se tornou Hokage, até então o número de ninjas mortos em missão mal chegavam a um por mês.
Após falar com várias pessoas Naruto foi até sua família, de longe ele via Hinata consolando alguém do clã Hyuuga, pelo que sabia essa jovem perdera um namorado na guerra.
– Você é a Juhina-san não é? – perguntou Naruto – saiba que...
– Por favor me poupe dessa droga – disse ela indo embora revoltada.
– Por favor a perdoe, ela amava muito o Naharu – pediu Hinata sentida.
– Tudo bem, eu sei como é a dor de perder uma pessoa amada – respondeu ele.
Naruto pôs Himawari nos braços e Boruto ao seu lado, ele perguntou se os dois entenderam o que aconteceu, ele explicou que muitas boas pessoas se sacrificaram para proteger a vila.
– Por que as pessoas lutam assim? – perguntou Boruto.
– É difícil explicar, o líder dos inimigos queria que as coisas voltassem a ser como era antes – explicou Naruto – mas nós escolhemos o futuro para todos.
Familiares e amigos dos mortos começaram a dispersar, Naruto também tomou o caminho de casa com sua família, ele ficaria com eles até o meio-dia e depois voltaria ao trabalho.
– Amanhã tudo voltará ao normal, graças a essas pessoas – dizia Naruto.
– Mas pai, e se mais caras maus aparecerem? – perguntou Himawari nos braços dele.
– Não se preocupe minha florzinha, se outro cara mau aparecer nós uma vez mais lutaremos – respondeu Naruto confiante – por que ser shinobi significa proteger o que amamos.
– Da próxima vez eu vou lutar! – disse Boruto empolgado –e aí eu vou proteger a mamãe e a nee-chan!
– Oh? Vai mesmo? – perguntou Hinata sorrindo.
– Espere aí, e eu? – perguntou Naruto fingindo-se ofendido.
– O papai não merece por que ele nunca me leva pra brincar – respondeu Boruto cruzando os braços.
Os pais se entreolharam e seguraram o riso, Naruto reafirmou sua promessa de levar a família nas férias e isso deixou os filhos bem felizes.
Enquanto iam pra casa Naruto pensava nesse momento, ele estava com sua família e fazendo planos para o futuro, sua vila teria mais dias pela frente e em breve uma nova geração assumiria o seu lugar, quando ele pensava nisso não podia deixar de acreditar que valeu a pena.
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Kabuto atravessou o escuro corredor secreto, graças a seus sentidos especiais (proporcionados pelo senjutsu) ele conseguia andar ali sem problemas, após chegar em frente a uma porta ele fez os selos necessários para abri-la, lá ele encontrou seu mentor.
– Você parece muito feliz – disse Kabuto ao ver Orochimaru guardando as amostras.
– Consegui excelentes exemplares, graças ao nosso amigo aqui – disse Orochimaru encarando um corpo sobre a mesa.
Ele se referia ao corpo de Genkyo sobre a mesa, uma aquisição que ele conseguiu usando seus homúnculos posicionados estrategicamente.
Além do Genkyo havia pelo menos mais duas dúzias de corpos, eram ninjas com kekkey genkai ou que possuíam jutsus únicos, ninjas da folha ou membros da rasetsu que caíram em combate.
– Graças ao Genkyo e sua guerra eu consegui amostras de vários ninjas – dizia Orochimaru satisfeito – e quanto a alguns deles vão ser uteis como meus soldados imortais.
– Fascinante, a proposito, recebemos uma carta de Konoha – avisou Kabuto abrindo o papel – “eu sei que foi você, se aprontar mais alguma eu vou até aí e te mato permanentemente” parece a letra do Sasuke-kun.
– kukuku o Sasuke-kun ficou um pouco mais tolerante, influência do nosso nobre Hokage? – zombava Orochimaru.
– Não serei hipócrita e tentar impedi-lo, mas você deveria evitar atrair a fúria das 5 nações sobre nós – aconselhava Kabuto – até o momento eles nos deixam em paz por termos assimilado a vila da grama.
– Eu sei, acho que precisarei fazer mais alguns favores para os kages – dizia Orochimaru – assim conseguiremos com que continuem fazendo vista grossa.
Kabuto aproximou-se da mesa onde o corpo de Genkyo estava, ele logo reparou que havia marcas que indicavam que o peito dele fora aberto, era o único corpo nessa condição.
– Procurando alguma coisa? – perguntou Kabuto.
– Estava procurando o protótipo do meu experimento – respondeu o outro – mas como eu já suspeitava não estava com ele, deve estar com o outro sujeito.
– Parece que mais uma vez um dos nossos experimentos vai trazer grandes problemas – dizia Kabuto deixando uma pasta sobre a mesa – e aqui estão as fichas que pediu, temos muitos bons candidatos, mas tente não mata-los ok?
– Sim, eu serei mais delicado que o de costume – respondeu o outro se empolgando.
Enquanto Orochimaru planejava seu próximo passo mais alguém se movia, na montanha mais próxima de Konoha um vulto encapuzado se movia, depois de checar a área o homem coberto dos pés a cabeça por uma mortalha aproximou-se de outra pessoa, um ninja da folha que ajoelhou-se ao perceber a chegada do outro.
– A guerra foi curta, mas causou mais danos do que eles esperavam – disse o chuunin da folha ajoelhado – creio que em breve teremos mais seguidores.
– Excelente, a ambição do meu amigo Genkyo serviu perfeitamente aos meus propósitos – dizia o homem encapuzado – a guerra só cria morte e sofrimento, mas o meu poder irá restaurar a verdadeira paz.
– Isso significa que o grande plano está próximo de ser concluído? – perguntou o chuunin esperançoso.
– Ainda não, infelizmente eu levarei muito mais tempo do que imaginei – respondeu o outro – para despertar “aquele” poder eu precisarei entrar em sono profundo, levarei alguns anos para estar pronto.
– Apenas mais alguns anos...
– Até lá reúna seguidores, colha informações e vigie o nosso alvo – pedia o encapuzado – quando eu despertar novamente trarei a salvação para esse mundo.
O chuunin da folha baixou a cabeça e depois saiu apressadamente de volta para a vila, enquanto isso o encapuzado ia em outra direção, muitas coisas precisavam ser feitas antes de por o plano em ação.
– Se ao menos o Genkyo não tivesse aquela visão estreita... – dizia o encapuzado – eu poderia ter usado a rasetsu a meu favor, mas agora eu vou ter que começar do zero.
Reunir seguidores era o primeiro passo, mas ele precisava de muito mais, precisava de um grupo que estivesse à altura da akatsuki, essa guerra mostrou que o poder do Naruto e do Sasuke estava fora do seu alcance, pelo menos por enquanto.
Continua.
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