Mirai no Monogatari
63 Capítulo 51 – Pequenos Heróis.
Notas iniciais
Capítulo 51 – Pequenos Heróis.
– Vocês estão falando sério mesmo? – perguntou o capitão que liderava a missão.
– Estamos falando muito sério, vocês não tem permissão para passar nossas fronteiras – respondeu o jounin que liderava a defesa – deem meia volta e retornem por onde vieram.
– Capitão! Nos deixe acabar com esses cretinos! – gritou um dos chuunins da folha.
Diante dos ninjas da folha havia 20 chuunins do clã Sawasaki, um jounin liderava o grupo acompanhado de um pelotão de soldados do pequeno país, quando surgiram no meio do caminho os ninjas da folha foram obrigados a parar seu avanço.
– Estamos em uma emergência, estamos indo resgatar companheiros feridos – disse o jounin da folha – em situações assim a permissão para cruzar fronteiras pode ser ignorada se...
– As leis da aliança shinobi não se aplicam nos países que não fazem parte dela – respondeu o outro – se quiserem cruzar nossa fronteira precisam de permissão, digam ao seu Hokage para falar com nosso daimyo.
– Deixe de brincadeira, isso é só uma estratégia para ganhar tempo! – protestou o outro jounin da folha – são os seus homens atacando os nossos, e se não saírem do caminho acabamos com vocês primeiro!
– Por favor espere, o Hokage-sama foi bem claro sobre causar problemas em outro país – disse o jounin líder – não queremos transformar isso numa guerra.
– Mas o Sorata e os outros...
– Temos um membro da divisão de inteligência aqui, vamos entrar em contato com Konoha e avisar o Hokage-sama – respondeu o jounin líder – ele vai resolver isso, até lá esperamos.
Os ninjas da folha se revoltaram, estava claro o complô para impedi-los de chegarem ao seu destino, por isso os ninjas fizeram um circulo em volta daquele que podia falar diretamente com Konoha, com ajuda de um aparelho ele entrou em contato com a divisão de inteligência e relatou o incidente.
– Vocês estão mesmo apostando tudo nisso não é? – perguntou o jounin líder – fazer de Konoha a sua inimiga é o que podemos de chamar de burrice hoje em dia.
– Talvez seja a coisa mais inteligente a se fazer – respondeu o jounin de Sawasaki – afinal ninguém é supremo para sempre não é?
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– Parece que o tempo vai fechar – comentou Nigata olhando as nuvens entre as árvores – não que isso faça diferença para você.
A mulher olhou para o chão onde Sarada lutava contra Kanami, a outra menina sob efeito de um genjutsu atacava com uma kunai desferindo golpes sem parar, Sarada por sua vez apenas defendia cada ataque com a adaga especial que ganhou do pai.
– Droga, se ao menos eu tivesse o meu sharingan... – praguejava Sarada.
Quando a kunai de Kanami raspou seu rosto Sarada instintivamente saltou para trás, ela então lembrou das palavras do seu sensei que foram ditas durante seus treinamentos, Sorata sempre alertou para o fato de que Sarada jamais se arriscava.
Sorata sempre tentava mostrar para Sarada que ela se reprimia demais, em contraste com Boruto que se empolgava demais, ela precisava saber equilibrar suas ações de acordo com a situação, se ela hesitasse demais quando estivesse encurralada jamais conseguiria sair de tal situação.
– “Se após tentar todas as opções nada funcionar talvez seja a hora de chutar o balde” – ela lembrava das palavras de Sorata – “agir imprudentemente, arriscar o pescoço, ser idiota pra variar”
Sarada quase riu disso, quando ela decidiu abandonar a racionalidade um monte de ideias idiotas passaram pela sua cabeça, ela então agiu por instinto quando chegou o momento.
Sarada recuou e atirou varias shurikens na direção de Nigata, a mulher sem preocupação nenhuma saltou de onde estava para uma outra árvore vendo as shurikens se cravando em um tronco.
– Sabe, atacar com shurikens um alvo que não está surpreso costuma ser só um desperdício de munição – alertou ela – e também uma excelente forma de abrir a guarda.
Quando Kanami a atacou mais uma vez Sarada saltou e se apoiou em seus ombros, usando-a como trampolim Sarada saltou bem alto na direção da inimiga, durante o salto Sarada fez os selos para um ninjutsu.
– Katon! Hiakahou (Canhão Vermelho Flamejante) – depois dos selos Sarada atirou um raio de fogo rápido e preciso.
– Mais uma vez totalmente inútil! – zombou Nigata.
A mulher usou um Suiton e disparou uma grande bolha d’água que colidiu com o katon, as duas técnicas se anularam criando uma nuvem de vapor entre as duas, mas Nigata aproveitou para atravessar a nuvem de vapor e chutar Sarada em cheio na barriga, a Uchiha quase vomitou e foi atirada contra o chão violentamente.
– hahahahah é isso o que você ganha por tentar... – Nigata sentiu pontadas nas costas e foi ao chão também.
Quando ela caiu no chão percebeu que tinha varias shurikens pregadas nas costas, as shurikens tinham fios de aço presos a elas e seguindo-os viu que todos estavam enrolados na mão de Sarada.
– heheheh eu queria ter usado kunais, mas não teria como manipula-las tão bem – disse Sarada tossindo – tenho que melhorar isso, talvez fortalecendo-as com chakra ou algo assim.
– Você... sua desgraçada! – gritou Nigata.
Quando ela gritou de raiva Sarada puxou os fios arrancando as shurikens de forma violenta, isso aumentou um pouco os ferimentos da outra e a fez sangrar, mas Sarada não teve tempo para reagir porque Kanami veio para ataca-la, Sarada rolou para o lado para evitar ser perfurada mas ainda estava tonta pelo chute que levou.
– Sua pestinha, vai pagar por ter furado minhas costas – disse Nigata se levantando – agora uma de vocês vai ter que morrer, escolha qual, ou você deixa a sua amiga te matar ou eu a matarei!
– Como alguém pode ser tão covarde assim!? – gritou Sarada – se você é uma kunoichi e uma jounin me encare sem usar um truque tão covarde!!
– Desde quando existem regras quando shinobis lutam!? E você não acabou de me atacar pelas costas? – reclamou Nigata – a vitória é o único resultado aceitável, pouco importa os métodos!
Sarada sabia que teoricamente a outra estava certa, mas mesmo entre os ninjas existiam coisas como honra ou cavalheirismo, se tais coisas não existissem seria irrelevante classificar certos jutsus como kinjutsus ou caçar nukenin.
Mas essa era a menor preocupação de Sarada agora, sua maior preocupação era que a vida de sua amiga estava sendo usada contra ela, Sarada não queria morrer e nem matar Kanami, mas sem meios de salva-la o que ela poderia fazer? Era impossível desfazer um genjutsu ligado a um selo, ela só via uma única saída dessa situação e isso dependia de um poder que ela não tinha.
– “O sharingan é uma ferramenta ninja como qualquer outra, mas se você depender demais dele vai ser usada por esse poder” – Sarada lembrou as palavras que seu pai e Kakashi lhe disseram – “você precisa ser forte para usar o poder do sharingan sem que ele destrua o seu potencial”
Mas o que ela queria não era um poder para ficar mais forte ou qualquer coisa assim, ela queria um poder que pudesse proteger aqueles de quem ela gostava, se o sharingan era um poder voltado para a destruição e desastre ela viraria essa pagina, o seu sharingan seria para proteger a si mesma e aqueles que ela amava, com essa determinação em seu coração Sarada sentiu seus olhos pulsarem.
– Já fez sua escolha? O próximo ataque decidirá isso – começou Nigata – se você desviar eu a farei se matar, e se você ficar parada ela a mata, pelo menos eu garantirei que ela viverá por você.
Sarada baixou os braços ficando completamente exposta ao ataque, Nigata então ordenou que Kanami atacasse com tudo, a jovem da pena atacou com a kunai visando a garganta de Sarada, mas por algum motivo ela parou de atacar ficando imóvel.
– O que aconteceu? A Uchiha nem se mexeu! – disse Nigata sem entender – por que ela não ataca!?
Kanami caiu no chão inconsciente, Nigata tentou faze-la acordar mas não conseguia resposta alguma, era como se ela tivesse perdido o controle sobre o seu selo e por consequência sobre sua escrava.
– O que foi que você fez!? – perguntou Nigata furiosa.
– Você controlou a minha amiga fazendo-a se voltar contra mim, isso é imperdoável – dizia Sarada – e mais imperdoável ainda é você me obrigar a machuca-la!
Sarada levantou o rosto e assim Nigata viu o sharingan, a sensação de ver aquele doujutsu pela primeira vez era arrepiante, as pupilas vermelhas e as tomoes que giravam lentamente, tudo isso fez Nigata sentir um frio na barriga e recuar dois passos.
Para Sarada a sensação de despertar seu doujutsu era incompreensível, ela sentia seus olhos pulsarem levemente, sua cabeça parecia trabalhar a mil por hora, seu corpo todo tremia como se uma nova energia percorresse seus nervos.
Visualmente ela sentiu como se tivesse colocado lentes de contato, no primeiro segundo ela viu tudo vermelho como se sangue tivesse caído em seus olhos, depois a visão voltou ao tom comum, mas agora seus olhos eram capazes de captar o menor dos movimentos, eram capazes de ver o chakra da oponente como uma aura leve.
– “Eu ainda não domino o sharingan, eu mal sei como usa-lo” – pensou Sarada dando passos lentos na direção de Nigata – “eu não posso deixa-la perceber que sou inexperiente, nesse momento ela está com medo do meu doujutsu, preciso usar isso a meu favor!”
Sarada pegou duas kunais de sua perna e atirou contra Nigata, a mulher que estava hesitante demorou um pouco para reagir, mas ela desviou rapidamente, no momento em que se moveu rápido ela sentiu dores nas costas vindas das feridas.
Já Sarada acompanhou cada passo dela com seus olhos, era como se sua oponente se movesse com a metade da velocidade, seus nervos que estavam se adaptando ao sharingan responderam muito rápido e com um shunshin no jutsu Sarada surgiu diante dela.
– Você não pode mais escapar destes olhos – disse Sarada com um tom sério e frio.
Sarada girou o corpo e acertou um chute na barriga de Nigata devolvendo o golpe que levou antes, a sua oponente caiu no chão segurando a barriga onde levou o chute com um misto de dor e ódio.
Sarada caminhou na direção dela como se quisesse plantar o terror em seu coração, o truque da jovem Uchiha estava funcionando pois Nigata estava realmente assustada, ela se perguntava como isso estava acontecendo.
– “Eu provoquei demais essa menina? Eu sempre quis saber como era enfrentar o sharingan” – pensava ela arrependida – “mas eu não imaginava que seria tão intenso assim, eu cometi um erro!”
Nigata fez uma sequência de selos e bateu a mão no chão, os olhos de Sarada foram capazes de ver o chakra da sua inimiga fluindo da mão pelo chão e se espalhando rapidamente, quando este chakra chegou perto dos seus pés jatos d’água emergiram violentamente, Sarada saltava para trás evitando os jatos que se aproximavam, foi quando ela percebeu algo, se os jatos continuassem brotando nessa direção eles chegariam à Kanami deitada no chão.
– Katon! Hidama no Jutsu! – disse Sarada fazendo os selos.
Ela disparou a pequena bola de fogo na direção de Nigata que sorriu, ela fez brotar um jato d’água bem a sua frente apagando a bola de fogo, com isso ela recuperou a confiança para continuar a luta, o seu próximo jutsu foi a nevoa que cobriu todo o campo de batalha.
– Por um momento eu achei que iria perder, mas você não é grande coisa mesmo com o sharingan – zombava a inimiga escondida na nevoa – se não é capaz de abandonar aquele peso morto você já era!
Sarada viu varias kunais voando na direção de Kanami, ela então correu para intercepta-las rebatendo todas com sua própria kunai, mas ela sentiu que uma delas perfurou a sua coxa, com muita dor Sarada removeu a lâmina da perna e pôs um pano sobre o ferimento.
– Quando eu te matar vou pegar estes olhos pra mim, se eles são tão bons numa criança imagine numa jounin de elite – dizia Nigata fazendo sua voz ecoar – eu li uma informação sobre uma organização que usa o sharingan, talvez possamos negociar com eles.
– Você sabe alguma coisa sobre eles? Quem são ou onde estão? – perguntou Sarada mantendo a guarda.
– Você não está em posição de fazer perguntas, eu vou fazê-la pagar por tudo que me fez passar – respondeu a outra – uma gennin como você me fazendo passar sufoco, isso é imperdoável!
Sarada olhou ao redor procurando onde sua inimiga estava, a nevoa reduzia seu campo de visão enormemente, mas ainda assim ela avistou uma aura de chakra atrás de uma árvore, Sarada então reuniu toda a sua força e correu naquela direção surpreendendo sua inimiga.
O ataque de Sarada foi feroz, com um golpe de kunai ela rasgou a inimiga que se desfez em água surpreendendo Sarada, seu sharingan ainda não era potente o suficiente para distinguir tais coisas, ainda mais dentro da nevoa, sabendo que caiu numa armadilha ela se virou para ver Nigata já ao seu lado com uma kunai na mão, a inimiga então perfurou sua barriga fazendo Sarada cuspir sangue, a jovem Uchiha segurou a mão da inimiga impedindo-a que aprofundasse ou retirasse a lâmina.
– Como é a sensação de saber que todos os seus esforços foram em vão? – perguntou Nigata.
– Não sei, me diga você – disse Sarada encarando a inimiga.
Os olhos das duas se encontraram, Nigata sentiu seu corpo travar e seus músculos ficarem rígidos, os olhos de Sarada se aprofundavam cada vez mais na mente dela limitando seus movimentos, elas se encaravam sem poderem se mexer completamente.
– Muito bem, você me pegou mas não pode desviar o olhar ou seu genjutsu cessará – dizia Nigata sentindo até o maxilar pesado – então como vamos sair dessa? Você deve desmaiar em alguns minutos, eu só preciso esperar.
– Você tem razão, eu não posso fazer muita coisa – respondeu Sarada ofegante – é por isso que eu agradeço por não estar sozinha.
Nigata sentiu um arrepio quando ela percebeu movimento atrás dela, paralisada ela sequer podia olhar para o lado, tudo o que ela sentiu foi uma lâmina perfurando sua garganta, no momento em que se sangue jorrou o genjutsu de Sarada se desfez e Nigata pôde se mexer, ela viu que foi a outra criança que levantara e atacara com uma kunai.
Nigata tossiu sangue e segurou a própria garganta, cambaleando ela caiu pra trás deixando uma poça de sangue se formar, a vida deixou seus olhos enquanto Sarada caía sentada no chão, Kanami rapidamente foi para o lado da amiga para ajuda-la.
– É a primeira vez que eu mato alguém – disse Kanami ainda chocada com o que fez – mesmo ela sendo um dos que mataram a minha irmã, eu não consigo parar de tremer.
– Se você não sentisse nada ao matar alguém aí sim seria um problema – disse Sarada ofegante – mas não pense muito nisso, deixe para depois que a missão acabar.
Sarada pediu para Kanami buscar sua mochila que tava largada em um canto, assim que ela trouxe Sarada pegou o pergaminho que continha o kit médico feito pela sua mãe, com muita dificuldade ela concentrou o chakra na mão e retirou o conteúdo do pergaminho.
– Eu estou quase perdendo a consciência, então vou precisar da sua ajuda – pediu Sarada – pegue aquele spray e use sobre o ferimento, ele vai desinfeta-lo.
Kanami pegou o pequeno tubinho e borrifou o spray sobre o ferimento, depois seguindo instruções da Sarada ela enfaixou a barriga dela com kunai e tudo, sara então pediu uma capsula com pílulas e tomou uma antes de puxar a kunai para fora do ferimento, ela começou a sangrar mas Kanami rapidamente enrolou mais ataduras sobre o ferimento.
– Tá vendo aquele selo? Coloque sobre o ferimento por cima das bandagens – pediu Sarada sentindo muita dor – ele vai estancar o sangramento, contanto que eu fique bombeando chakra para ele.
– Parece que a missão acabou para nós – dizia Kanami – você não está em condições de fazer nada e eu não posso deixa-la sozinha.
– Mas derrotamos um dos inimigos, significa um a menos para atrapalhar os outros – disse Sarada bombeando chakra para o selo – isso também é uma forma de cumprirmos nossa parte.
As duas ouviram um som que lembrava uma explosão, mas o uivo do vento indicava que era um ninjutsu, o som vinha da base da colina onde Basara e Hayate estavam, Sarada teve um pressentimento e pediu ajuda para Kanami, mesmo achando imprudente Kanami ajudou Sarada a ficar de pé.
– Por favor me leve até o Basara-kun, ele precisa de mim – pediu Sarada – é meu dever protege-lo.
– Ele diz a mesma coisa sobre você – comentou Kanami.
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A grama rasteira se abria com a velocidade daqueles dois, Basara e Hayate corriam ao redor de Fuutei que não conseguia acompanha-los, eles evitavam seus jutsus e revidavam quando tinham chance, ambos fortalecidos pela energia natural superavam os limites de suas capacidades físicas.
Fuutei lutava com uma espada curta, mas graças ao seu fuuton o alcance do seu ataque era dobrado, mesmo assim ele nunca chegava perto de acertar Basara que liderava a ofensiva, ele contra-atacava mas o gennin da folha desviava e revidava, Fuutei já sentia todo o seu corpo doer com as pancadas que levou.
O ninja do vento guiou as shurikens gigantes na direção dos alvos, mas sempre que elas estavam prestes a acertar os dois desviavam por pouco, com seus sentidos mais afiados eles antecipavam os movimentos do vento, usando a esquiva no momento exato eles evitavam que Fuutei alterasse a trajetória.
Fuutei tentou ir para a ofensiva mas Hayate não deixava, sempre que Fuutei tentava avançar ele criava uma parede d’água interceptando-o, assim que isso parava os movimentos de Fuutei Basara atacava por outra direção causando mais danos.
– Seus desgraçados! – disse ele fazendo selos.
– Suiton! Kaija no Kanbaku (Rolo da Serpente Aquática) – disse Hayate se antecipando ao inimigo.
O jutsu de Hayate assumiu a forma de uma serpente d’água e avançou rasteira em direção ao Fuutei, com o jutsu Hayate conseguiu atingir as pernas do inimigo derrubando-o, antes mesmo dele tocar o chão Basara surgiu e aplicou um chute vertical que fez Fuutei subir bem alto, ainda no ar os dois gennins surgiram atrás dele e girando seus corpos aplicaram um chute cada um que fez ele despencar direto pro chão, uma nuvem de pó e terra subiu quando o inimigo se espatifou no chão gritando de dor, os dois gennins aterrissaram a alguns metros dele.
– Acho que já deu pra mim – disse Hayate ficando de joelhos no chão ofegante.
– Durou 3 minutos, foi mais que a ultima vez – disse Basara vendo o selo recuando no corpo do amigo – você não vai poder se mexer direito por um minuto, depois disso ainda vai sentir dores.
– Então cabe a você finalizar o canalha – disse Hayate.
Basara confirmou com seus sentidos que o oponente ainda estava vivo, ele então caminhou até ele para aplicar o golpe final, enquanto ele recolhia o seu selo se perguntava se teria coragem para mata-lo, diziam que o cheiro de sangue podia deixar um homem louco.
Ao se aproximar ele viu surpreso o oponente se levantando, antes que ele pudesse recuar uma lâmina de vento cortou seu peito, Basara caiu no chão segurando o ferimento que não parava de sangrar, se Fuutei estivesse em boas condições esse golpe poderia ter sido fatal.
– Como é possível? Batemos com toda a força naquela hora! – disse Hayate ofegante e com os músculos rígidos.
– E doeu pra cacete, minha barriga e minhas costas estão me matando! – respondeu Fuutei – mas antes de cair no chão eu me envolvi em uma bolha de ar, isso reduziu ao mínimo o impacto.
Basara entendeu o que aconteceu, com a bolha de ar o dano do impacto foi mínimo, assim ele evitou até mesmo ficar inconsciente, com isso todos os esforços combinados dos dois foi em vão.
– “O corpo do Hayate-kun precisa de tempo para se recuperar da sobrecarga” – pensava Basara – “e eu mesmo já estou no limite da sanidade com o selo, mais um pouco e eu...”
Basara não queria pensar nisso, na primeira vez que ele perdeu o controle mandou dois chuunins para o hospital, e teria causado mais danos se o próprio Naruto não tivesse aparecido para detê-lo, perder o controle aqui era impensável.
– Vocês terem derrotado nosso companheiro não foi um golpe de sorte afinal, vocês são realmente bons – disse Fuutei – é por isso que eu vou usar tudo o que eu tenho para extermina-los, partam dessa vida sabendo que fizeram o melhor possível!
Fuutei reuniu todo o seu chakra e criou um furacão comprimindo entre as mãos, assim que ele apontou as mãos para a frente o furacão comprimido foi liberado arrasando tudo na sua frente, o vento chegava a cavar a terra abrindo uma vala profunda na frente de Fuutei, parecia uma trincheira de guerra.
– hahahahahahah eu soprei os dois de volta para a capital! – dizia Fuutei rindo empolgado – é isso o que vocês merecem seus merdinhas!
Fuutei ia voltar para a colina quando sentiu pontadas pelo corpo, além dos ferimentos do ultimo ataque ele sentia o preço de usar tanto chakra num jutsu só.
– Droga, o capitão tem razão, eu preciso parar de apelar quando fico nervoso – disse ele frustrado – eu gastei mais chakra com esses dois gennins do que com os ninjas da pena.
Fuutei olhou na direção em que estava a vala que abriu, ele pôde ver um monte de terra se mexendo como se algo fosse emergir, Fuutei viu surpreso Basara sair da terra com Hayate nos braços, o gennin da pena estava inconsciente e Basara coberto de ferimentos.
– Mas como diabos você fez isso? – perguntou Fuutei.
Foi algo que Basara fez instintivamente, ele usou um jutsu básico de doton para se enterrar um metro abaixo da superfície, ele também conseguiu agarrar Hayate ao fazer isso, mas ainda assim o jutsu do Fuutei conseguiu arranca-los do solo ao revirar tudo.
– Seu desgraçado, olhe o que você fez ao meu amigo! – disse Basara rosnando de raiva.
– Quem liga pra isso? Olhe só a humilhação que vocês me fizeram passar – disse Fuutei – eu sou um jounin, não deveria estar sofrendo pra acabar com dois moleques!
Basara colocou Hayate no chão e caminhou na direção de Fuutei, dava pra ver que ele mancava e sangrava por vários lugares, mas ainda assim ele emitia uma aura terrivelmente assustadora, foi quando Fuutei viu o selo se espalhando novamente pelo corpo de Basara.
– Pode vir aberração, não vai ser como da ultima vez – avisou Fuutei entrando em guarda – dessa vez eu vou te decapitar!
Fuutei fez um movimento com a mão e enviou uma lâmina de vento na direção de Basara, este por sua vez estendeu a palma da mão como se quisesse detê-la com um tapa, e foi o que ele realmente fez, com um tapa Basara desviou a lâmina de vento que cortou uma pedra ao lado, mesmo com sua mão sangrando ele rosnava de raiva.
O selo que recobria o corpo de Basara se intensificou ainda mais, sua pele tornou-se cinza e seu cabelo junto com seus olhos se tornaram vermelhos, suas unhas cresceram junto com seus caninos, mas o mais impressionante foi o chifre curvado que cresceu em sua testa arrancando a bandana.
– v-vo-voce é um demônio por acaso? – perguntou Fuutei assustado – o que é essa forma!?
Basara não respondeu, em vez disso ele avançou na direção de Fuutei que reagiu por instinto, ele criou uma barreira de ar ao seu redor que poderia deter qualquer objeto físico, mesmo assim ele viu a mão de Basara tentando rasgar a barreira e pouco a pouco ele conseguia.
– f-fique longe de mim! – gritou Fuutei expandindo a barreira.
Basara foi arremessado pela barreira expansiva e caiu no chão cheio de cortes, mas aos poucos os cortes se fechavam como se ele pudesse se regenerar, ele se levantou e urrou como uma fera.
– Eu não posso com isso, esse monstro é demais para mim! – disse Fuutei amedrontado.
Com um salto Basara encurtou a distância entre os dois e fez um rasgo no ombro de Fuutei jorrando sangue, o homem caiu no chão quase chorando de medo rastejando para tentar escapar, mas Basara apareceu na frente dele.
– Essa não... – disse Fuutei – espera...
Basara não esperou, com um golpe de sua garra ele arrancou a cabeça do inimigo que saiu rolando pelo chão, após decapita-lo Basara urrou como um leão furioso, foi quando ele ouviu passos e o grito de uma menina.
Sarada e Kanami chegavam naquele exato instante, Kanami que trazia Sarada apoiada em seu ombro não pôde conter o grito de susto ao ver Basara transformado naquela forma, Sarada fez uma expressão que era um misto de revolta e ansiedade ao ver o cadáver sem cabeça.
– Aquele é o seu companheiro não é? – perguntava Kanami apreensiva – ele não vai nos atacar não é?
– Não posso garantir que não vá, ele está em seu modo bestial agora – respondeu Sarada – eu meio que previ isso, por isso pedi para me trazer aqui.
Basara parecia uma fera atormentada e isso fez Kanami tremer de medo, Sarada não podia culpa-la por isso, a forma bestial do Basara assustava até a ela, quando começou a trabalhar ao seu lado Sasuke a instruiu sobre a linhagem do Basara, também explicou o que era necessário para manter sua humanidade.
– Kanami, quando o Basara avançar sobre nós por favor fique firme – pediu Sarada – eu vou para-lo e faze-lo voltar ao normal.
– Se você diz... mas não espere que eu não me molhe se isso acontecer – disse a outra pálida.
– Por favor aja como uma dama – pediu Sarada envergonhada.
Como Sarada havia previsto Basara veio correndo na direção delas, Kanami fechou os olhos e apertou os lábios temendo gritar, mas Sarada permaneceu firme e encarou o seu amigo que já apontava as garras para elas.
– Pare agora mesmo Basara-kun! – ordenou ela ativando o sharingan.
Os seus olhos se encontraram e Basara travou onde estava, Sarada fazia o possível para mergulhar na mente dele e busca-lo em meio à escuridão, dentro da mente dele Sarada encontrou um menino grande mas assustado encolhido num canto.
– Já está tudo bem, você pode sair agora – pediu ela estendendo a mão para ele.
No mundo dentro da mente dele Basara segurou a mão de Sarada, no mundo real onde se passaram apenas alguns segundos ele estava imóvel, o selo começou a regredir e aos poucos ele voltava à sua aparência costumeira, quando Kanami abriu os olhos viu Basara despencando no chão inconsciente.
– Pode me deixar aqui, vá checar o seu amigo – pediu Sarada.
Kanami agradeceu e colocou Sarada no chão cuidadosamente ao lado de Basara, depois ela correu até Hayate para checa-lo, o amigo estava bastante machucado mas não corria risco de vida, de onde estava ela acenou para Sarada.
– Você enlouqueceu para proteger o Hayate não foi? – dizia Basara tocando a testa do amigo – você fez um bom trabalho, derrotou o seu oponente e o salvou, descanse agora.
Sarada olhou para o cadáver de Fuutei, ela sabia que Basara não teve controle sobre seus atos, mesmo assim ela julgava uma forma horrível de se morrer, na verdade parando pra pensar não havia uma forma bonita de se morrer.
– O mundo ninja é mais assustador do que eu previa – dizia ela – mas precisamos ser fortes, pelo bem daqueles que vieram antes e virão depois.
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Um raio partiu o espaço mais uma vez, assim como antes Boruto usou o escudo Genbu para bloquear a lâmina raiton, mesmo tendo conseguido bloquear o golpe ele recuou alguns passos devido a força do golpe.
Quando Boruto recuou alguns passos Suhei pulou por cima dele, com a lâmina curta carregada com fuuton ele liberou uma lâmina de vento que passou raspando o rosto de Rakui, este após desviar do ataque revidou com uma estocada visando o pescoço de Suhei.
Boruto então usou o escudo como apoio para o amigo saltar mais alto e escapar do ataque, o jounin tendo errado mais um ataque ficou terrivelmente frustrado e irritado, faíscas saltavam das partes metálicas de seu traje.
– Ele perdeu um braço e mesmo assim está acabando com a gente – dizia Boruto – então é isso o que significa enfrentar um jounin?
– E ele está usando parte do chakra pra estancar o sangramento, se ele focasse tudo em nós estaríamos mortos – disse Suhei – maldito seja!
Boruto olhou na direção do topo da escadaria, eles estavam só a alguns lances de escada do objetivo, mas a missão deles era segurar esse inimigo onde estavam, Boruto se perguntava como seu sensei estava já que dava para ouvir o som da batalha dele, Suhei estava preocupado com sua daimyo e o filho dela, mas ambos precisaram focar sua atenção em Rakui que não parou de atacar.
Boruto já estava cansado de ficar na defensiva e fez três clones para entrar na luta e mais um para segurar o escudo por ele, junto com Suhei eles entraram na luta tornando a vida de Rakui mais difícil, com ataques vindo de todos os lados o jounin estava ficando louco, e o fato de só poder usar um braço atrasava ainda mais sua ofensiva, quando levou um chute de Suhei nas costas ele decidiu elevar a luta.
Recuando um pouco Rakui cravou sua katana no chão e liberou todo o seu chakra, ao fazer isso seu braço voltou a sangrar mas isso parecia irrelevante para ele, o que importava eram as esferas elétricas que surgiram a sua volta.
– Essas drogas parecem perigosas – disse Boruto suando frio.
– Sério? O que lhe deu essa impressão? – perguntou Suhei sarcástico.
– É sério sim, eu senti um calafrio horrível agora – disse Boruto – eu acho que é do tipo que te mata se você vacilar.
Boruto decidiu testar e mandou os três bunshins para o ataque, assim que eles se aproximaram as esferas giraram rápido em volta de Rakui, só de tocar nelas os bunshins eram eletrocutados e desapareciam na mesma hora, quando Rakui se levantou ele começou a caminha na direção das crianças, e as esferas o acompanhavam.
– Foi este jutsu que me garantiu o titulo de jounin, aposto que pirralhos como vocês nunca viram igual – dizia Rakui – sintam-se orgulhosos por me obrigarem a usar este jutsu!
– Eu preferia que você não tivesse usado, sério – disse Boruto quase rindo.
– Só mais um ataque e a gente mata esse cara – dizia Suhei – você consegue usar os bunshins para abrir caminho?
– Só vamos saber tentando – disse Boruto – Kage Bunshin no jutsu!
Os 4 bunshins criados por Boruto cercaram Rakui por todos os lados, Suhei mantinha seu foco na espada de fuuton enquanto aguardava por uma abertura, quando ele deu o sinal os clones avançaram para criar a abertura, um total de 6 esferas tão grandes quanto bolas de futebol voavam ao redor dele, os 4 clones foram destruídos mas a fumaça criada por eles deu cobertura a Suhei.
O jovem atravessou a fumaça pelo ponto onde as esferas não cobriam, mas sabendo disso Rakui interceptou o ataque com sua espada, ao parar o ataque de Suhei ele perdeu a lâmina que foi cortada ao meio, mas nesse tempo ele segurou Suhei pela garganta enquanto as esferas rapidamente voaram na direção dele.
– Adeus moleque! – disse Rakui rindo.
A esfera elétrica estava prestes a tocar Suhei quando Boruto pulou na frente, segurando o braço de Rakui ele foi atingido nas costas pela esfera elétrica, um clarão iluminou toda a área enquanto a eletricidade percorria o corpo do Boruto, passando por ele seguiu também para Rakui que gritou ao sentir seu próprio raiton contra ele, Suhei também recebeu uma parte da descarga mas já bem enfraquecida por passar por dois corpos antes, com isso uma explosão de energia jogou cada um para um lado diferente.
– Maldição... esse moleque é suicida? – perguntou Rakui completamente atordoado.
Com muito esforço ele olhou na direção de Boruto, ele estava estirado no chão com fumaça saindo de suas costas, a jaqueta queimada expondo a pele queimada, mesmo assim Boruto ainda estava vivo quando tossiu e respirava com dificuldade.
– Como assim? Era eletricidade suficiente pra matar um urso de cara! – dizia Rakui incrédulo.
– Hei Boruto! Você está me ouvindo!? – perguntou Suhei quando se recuperou do choque – mas que merda, oque diabos você tinha na cabeça!?
– Como se eu estivesse pensando em alguma coisa – respondeu o outro entre um gemido e outro – só achei que era o certo a se fazer.
Suhei não conseguia acreditar, por que o filho do Hokage se arriscaria por alguém como ele? Não fazia sentido já que Boruto tinha mais chances de vencer a luta, mesmo assim ele estava ali estirado no chão com as costas queimada por ele, definitivamente Suhei não poderia deixar isso passar.
– Seu idiota! Vê se não morre – ordenava Suhei furioso – eu não posso ficar lhe devendo essa pra sempre!
Suhei viu que Boruto só estava inconsciente, então ele resolveu aproveitar a chance que ele lhe dera, das 6 esferas elétricas uma desaparecera completamente com a jogada do Boruto, outras três estavam com a metade do tamanho inicial e estavam mais lentas.
– “Um jutsu como esse gasta muito chakra, seja para mantê-lo ou controla-lo” – pensava Suhei – “a menos que esse cara seja um monstro ele não deve ter mais muito chakra, mas o problema é que eu também estou quase sem chakra.
Suhei pegou o escudo Genbu caído ao seu lado e o posicionou para bloquear as esferas, com um grito de guerra ele correu na direção de Rakui que ainda estava bem mal pelos seus ferimentos e o choque.
– Eu já cansei desse escudo irritante! – disse Rakui pronto para intercepta-lo.
Quando Suhei chegou ao seu alcance ele enviou a esfera mais forte, ela chocou-se contra o escudo e gerou uma explosão de energia que arremessou Suhei para trás, ainda no ar Suhei largou o escudo e criou três kunais de vento atirando-as em seguida na direção do seu inimigo que não conseguia se esquivar.
– Boa tentativa moleque – disse Rakui movendo as três esferas menores.
Os jutsus colidiram, normalmente o jutsu de Rakui venceria, mas a vantagem elemental do fuuton fez com que empatassem, ambos os jutsus se cancelaram deixando Rakui com apenas uma esfera inteira.
Assim que os pés de Suhei tocaram o chão ele sacou a espada curta presa ao cinto, carregando-a com todo o chakra que lhe restava ele disparou uma lâmina de vento na direção do inimigo, este por sua vez usou a ultima esfera elétrica para bloqueá-la.
A lâmina de vento e a esfera elétrica ficaram ali medindo forças, enquanto a lâmina encolhia a esfera parecia prestes a se dividir ao meio, tudo isso acontecia muito rápido, mas para os dois ninjas envolvidos parecia uma eternidade, finalmente a lâmina de vento conseguiu atravessar a esfera elétrica, o que restou da lâmina conseguiu atingir seu alvo abrindo um rasgo em seu peito, o sangue de Rakui jorrou pelo ferimento.
– Impossível... o meu jutsu de ataque e defesa derrotado por um gennin – dizia Rakui tossindo sangue.
O jounin de Tojo caiu morto no chão, Suhei sem chakra mal tinha forças para ficar de pé, com muita dificuldade ele foi até Boruto para checa-lo, o ferimento em suas costas era bem feio mas provavelmente não o mataria, quando voltassem para a capital o ninja médico poderia cura-lo.
– Você me deve uma jaqueta nova – disse Boruto com dificuldade.
– Tá doido se acha que posso pagar uma coisa cara dessas – disse o outro rindo.
– Venceu o cara? – perguntou Boruto.
– Eu estaria aqui falando com você se não tivesse? – respondeu o outro sarcástico.
– Então você conseguiu vingar seu povo e cumprir a missão – disse Boruto – está feliz agora?
Suhei não sabia o que sentia por dentro, claro que ele estava feliz, mas ao mesmo tempo ele sentia uma sensação de impotência misturada com raiva, hoje ele percebeu o quanto era fraco e como o mundo era cruel, se ele queria mudar a situação do seu clã era preciso um esforço inimaginável, ele se perguntava se estava a altura do desafio.
– Você poderia ir ver como os outros estão? – perguntou Boruto – eu estou preocupado com eles.
– Tudo bem, de qualquer jeito na minha condição eu não poderia ajudar o seu sensei – respondeu Suhei – mas antes disso... cadê aquela pomada que você trouxe? Eu vou passa-la em suas costas.
– hahaha isso vai ser muito esquisito! – disse Boruto.
– Cala a boca! Eu só vou fazer isso por que eu me sentiria muito mal se te largasse aqui assim! – disse o outro frustrado e irritado.
Suhei pegou o pote de pomada na bolsa ninja do Boruto, ao aplica-la sobre a queimadura Boruto logo sentiu um alivio, pelo menos a dor diminuía assim como o risco de infecção, vendo o tamanho do estrago Suhei se perguntava como Boruto aguentou aquele jutsu.
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– Seus companheiros foram derrotados – disse Sorata casualmente.
– O que o faz pensar isso? – perguntou Jokuto curioso.
– Mais de 20 minutos e nenhum deles voltou, a luta que acontecia aqui perto também silenciou – respondeu Sorata – o que significa que os nossos garotos derrotaram os seus amigos.
O argumento do Sorata fazia sentido para Jokuto, se seus companheiros tivessem vencido a luta teriam se juntado a ele imediatamente, havia a possibilidade de que eles tivessem vencido e ficaram muito feridos para se moverem, ou que mais adversários surgiram e agora eles estão muito ocupados, mas Jokuto sabia que a primeira ideia era a mais correta.
– Jounins perdendo para gennins, isso é inimaginável! – disse Jokuto rindo da situação.
– Por que seria? O nosso Hokage já derrotou alguns jounins quando era gennin – dizia Sorata – bom, tecnicamente ele continuou gennin até os 20 anos e tal... mas isso não é relevante agora.
– Mas isso não faz de você o pior de todos? Ainda não conseguiu me vencer – disse Jokuto com um tom de ironia.
– É mesmo não é? Acho que tenho que lutar com tudo agora – respondeu Sorata rindo – “desgraçado, eu já teria te derrotado se não fosse esse magnetismo irritante”
Sorata avançou pra cima de Jokuto com sua lança Seryuu, o jounin de Tojo lutava com duas katanas e ainda fazia varias shurikens voarem ao redor do seu corpo como uma cortina de laminas, o motivo de Sorata demorar tanto era a incompatibilidade entre seus estilos.
Foi quando um clarão emergiu de dentro do templo, Jokuto sorriu e usando as lascas de metal criou uma muralha entre ele e seu oponente, rapidamente ele correu para dentro do templo para obter o que tanto buscava, Sorata praguejou e com um pouco de dificuldade evitou as lascas metálicas, ele foi atrás do seu adversário que já havia entrado no templo.
Lá dentro ele encontrou coisas bem incomuns, o menino filho de Toki caído no chão inconsciente, a daimyo acorrentada e flutuando ao lado de Jokuto e este de frente para uma estatua, a estatua de uma divindade sentada sobre uma flor de lótus, em seus braços um grande pergaminho maior do que aquele que sua sensei costumava carregar.
– Então o tesouro do Rikudou é este pergaminho? Ele deve conter os kinjutsus criados por ele – dizia Jokuto com os olhos brilhando – mesmo que não seja uma arma também vai servir ao nosso proposito!
– Aconteça o que acontecer não o deixe pegar este pergaminho – implorava Toki – se eles o tiverem o nosso país irá sofrer!
– Você não vai interferir não é? Seu Hokage não é do tipo que abandona os amigos – dizia Jokuto – se você for embora agora eu posso pensar em deixar esses dois viverem, mas se tentar me impedir...
Ele apontou uma das katanas para o menino no chão e a outra para Toki, mesmo que Sorata tentasse detê-lo um dos dois acabaria morto, além disso ele estava preocupado com aquele pergaminho que continha uma aura poderosa, ele estava decidindo se salvaria os lideres do país dos pássaros ou se deteria um mal maior.
– Bem, eu acho que sei o que o nosso Hokage diria – comentou Sorata – “na duvida faça as duas coisas”
Jokuto sentiu uma presença atrás de si e olhou por cima do ombro, ele viu outro Sorata com um bastão de madeira saltando em sua direção, com o bastão ele golpeou o braço esticado de Jokuto ao ponto de quebrar o bastão, o jounin deu um grito ao sentir seu osso se partindo violentamente, mesmo assim ele girou o corpo e com o outro braço ele decapitou o clone do Sorata.
– Desgraçado...
– Se eu tivesse que determinar o seu maior erro foi ter vindo para dentro do templo – disse Sorata – um lugar onde você não pode usar sua linhagem ao máximo e me permite atacar sorrateiramente.
Jokuto viu que Sorata havia puxado Masaki para perto de si com uma corda no meio da confusão, agora só lhe restava uma refém, felizmente ela estava acorrentada e não sairia do seu lado facilmente, com seu braço bom Jokuto agarrou o pergaminho e recuou usando Toki como escudo.
– Se vier atrás de mim eu a matarei! – avisou ele.
– Sabe que se fizer isso não lhe sobrará nada para usar não é? – avisou Sorata.
Jokuto saiu arrastando Toki com ele que esperneava e gritava, do lado de fora do templo ele se viu diante de 4 ninjas da pena, ele praguejou sua falta de sorte e com isso confirmou que nenhum dos seus colegas restara para ajuda-lo.
– Largue Toki-sama agora mesmo! – ordenou o jounin do time.
– Afastem-se! Se quiserem a sua daimyo de volta saíam do meu caminho! – ordenou ele – quando eu tiver atravessado a fronteira eu a soltarei, até lá fiquem longe de mim!
Uma kunai de vento passou raspando as correntes que prendiam Toki, no momento em que elas foram cortadas a mulher girou o corpo e chutou o pergaminho que Jokuto segurava, o grande pergaminho rolou em direção a porta do templo onde Sorata estava, no telhado do templo Suhei fazia um sinal de ok para sua daimyo.
– Quando alguém fica extremamente nervoso acaba esquecendo tudo o que sabe – comentou Sorata – nesse caso você esqueceu de prestar atenção aos seus arredores.
– Seus desgraçados, vocês não são dignos desse tesouro! – gritou ele irado – o país de Tojo precisa dele mais do que vocês que não tem ambição alguma!!
– Todos temos ambições, mas nós não queremos passar por cima de todos para realiza-las – disse Toki já bem protegida – eu quero enriquecer o meu país e fazer todos felizes, jamais cobiçaria uma arma para fazer guerra!
– Por isso eu digo que vocês não são dignos! – disse ele erguendo a mão para o alto.
As varias lascas de metal da área subiram bem alto, num instante estava chovendo metal sobre eles, os ninjas da pena rapidamente tiraram Toki do local, Sorata carregando Masaki entrou no templo para se abrigar, Suhei entrou por um buraco no telhado.
Jokuto rapidamente correu para o pergaminho, mas assim que o pegou notou varias tarjas explosivas coladas nele, fechando os olhos para o inevitável Jokuto foi explodido violentamente.
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(algum tempo depois)
– Todos os gennins vão ficar bem, alguns estão em péssimo estado mas estamos dando conta de cura-los.
Sorata suspirou aliviado, quando ele designou papeis para todos ele se preparou mentalmente para encarar baixas, é algo que todo jounin precisava encarar um dia, mas ao saber que todos sobreviveram ele não conseguiu esconder o sorriso de emoção.
Todos os gennins foram levados para o templo, entre os ninjas da pena só havia um jounin médico, mas ele estava se esforçando para cura-los, sob ordens da sua daimyo eles eram prioridade.
– Estes jovens heróis salvaram o país das aves – disse Toki – eu não tenho palavras para agradecê-los.
Todos os gennins estavam dormindo devido ao esforço que fizeram, Sorata viu a terrível queimadura nas costas de Boruto e ficou impressionado por ele ainda estar vivo, de acordo com o médico as chances de ficar uma cicatriz eram altas, Sarada também estava se recuperando bem dos ferimentos.
– Toki-sama, já colocamos os corpos dos ninjas de Tojo nos sacos – avisou um dos chuunins.
– Vamos manda-los de volta para seu país, e explique o que aconteceu ao líder do grupo – disse Toki – já que não conseguimos juntar seus pedaços.
– hehehehe eu exagerei na quantidade de tarjas, mas eu queria ter certeza de destruir todo o pergaminho – dizia Sorata – então imagine a minha cara quando esta coisa saiu ilesa.
Ele dizia isso olhando para o pergaminho, o rolo de papel dourado estava totalmente ileso mesmo após a explosão, antes de dormir Sarada olhou para ele e viu uma camada de chakra protegendo-o, isso significava que precisaria um grande poder para danifica-lo.
– Tem uma trava mantendo-o fechado, mas qualquer um pode abri-lo – analisou Sorata – Toki-sama gostaria de ver o que tem dentro?
– Eu não sei, tenho medo do que pode acontecer – respondeu ela insegura – essa coisa foi feita pelo deus dos ninjas não foi? Talvez seja muito perigoso para nós.
– Então se estiver tudo bem podemos mandar para o Hokage-sama, ele sabe lidar com essas coisas – sugeriu Sorata – claro que assim que o analisarmos vamos devolvê-lo.
– Eu confio no Naruto-san, pode entregar este pergaminho a ele – pediu Toki – e assim que for possível eu quero agradece-lo pessoalmente.
Toki olhou para seu filho descansando no canto, ele teve todo o seu chakra exaurido para quebrar o selo, mas a preocupação dela era com seu poder, de acordo com aquele ninja seu filho tinha um chakra incomum, pelo que Sorata lhe disse as pessoas que despertavam esse tipo de chakra sempre tiveram papeis a cumprir no futuro.
– Sensei...
Sarada resmungou enquanto acordava e Sorata foi para o lado dela, os outros ninjas e Toki saíram para discutir alguns assuntos, na sala só ficou os gennins e o jounin da folha.
– Graças a deus, eu fiquei tão preocupada... – disse Sarada ao ver o seu sensei – eu apaguei pouco depois que os ninjas da pena chegaram.
– Vocês se saíram bem, foram além das minhas expectativas – dizia Sorata – eu não queria admitir mas eu imaginava que alguém perderia a vida, mesmo que eu quisesse acreditar plenamente em vocês.
– Foi a nossa escolha aceitar aquela missão, jamais o culparíamos se algo desse errado – respondeu ela – na verdade se algo desse errado seria nossa responsabilidade.
– Não é verdade, aquele que está no comando partilha da responsabilidade de todos – explicou Sorata – mas me diga, como se sente ao finalmente despertar seu sharingan?
– Eu estaria mentindo se dissesse que não estou empolgada – respondeu ela sorrindo – mas eu despertei esse poder para ajudar a todos, eu não quero que ele me leve pelo mesmo caminho que meus antepassados.
– Eu acho que só seu pai pode lhe ajudar com isso, mas eu acredito que mesmo um poder maligno pode ser usado para o bem – dizia Sorata – muitos ninjas provaram isso, inclusive seu pai.
Nesse momento Boruto resmungou alguma coisa enquanto dormia, Sarada riu disso e Sorata se divertiu em vê-lo todo enfaixado, o médico falou de sua condição e disse que ele vai ter que dormir de bruços por um tempinho.
– Bom, se ele for como o pai deve se recuperar totalmente em dois ou três dias – disse Sorata – acho que o que está em melhor condição é o Basara-kun.
– Ele só foi sobrecarregado mentalmente, ele vai ficar bem – disse Sarada – mas eu espero que ele não fique abalado pelo que fez, se lembrar é claro.
Os gennins da pena também ficariam bem com o tempo, Hayate era o mais ferido e mesmo assim graças a Basara ele não ficou pior, os gennins da folha cumpriram a missão de protegê-los.
– A proposito, eu recebi uma mensagem do Hokage-sama – disse Sorata – a mensagem dele dizia “bom trabalho”, isso significa que vocês cumpriram a missão.
– Então...
– Parabéns time 9, vocês completaram uma missão rank A – parabenizou Sorata.
Sorata não sabia dizer se Boruto havia escutado, mas um sorriso se formou no rosto dele, Sarada demonstrava mais abertamente a felicidade em seu rosto, ainda havia muito o que aprender e descobrir, mas por hora nada estragaria essa conquista.
Continua.
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