Mirai no Monogatari

37 Capítulo 26 – A Arma Final.


Notas iniciais
Finalmente!!! Eu sofri tanto atraso que mal digitava uma pagina por dia, mas nos últimos dias acelerei para postar hoje! A guerra está se intensificando e todas as batalhas se iniciaram (exceto uma), mas como se a situação de Konoha não fosse ruim o bastante ainda tem mais vindo, eu sou um autor muito sádico mesmo...

Capítulo 26 – A Arma Final.

(um pouco antes)

– Droga! De onde vieram essas coisas!? – perguntou Ebisu nervoso.

– Não é hora pra isso sensei, temos que acabar com todas elas! – gritou Konohamaru num telhado.

O Sarutobi fez uma dúzia de bunshins, todos eles segurando bastões de luta começaram a atacar as vespas gigantes que saíam de um buraco, seus dois parceiros usavam kunais explosivas para abatê-las enquanto o sensei ajudava os civis a fugirem.

Por toda a vila os ninjas estavam nervosos, procurando abater as vespas e proteger as pessoas, ainda por cima a perda de comunicação deixou a todos desorientados, sem qualquer ordem do alto escalão os ninjas tinham que decidir por eles mesmos o que era melhor a se fazer.

Em uma outra área de Konoha um grupo passava por perigo, o orfanato da vila ficou desprotegido quando seus protetores foram levados pelas vespas, e quando os insetos gigantes arrebentaram as janelas as crianças entraram em pânico, do lado de dentro os chuunins responsáveis protegiam as crianças, mas algumas com medo saíram nas ruas para se depararem com um grupo maior dos insetos.

– O que vocês estão fazendo aqui? Precisam ir pra um lugar seguro! – disse Mika que estava passando na hora.

As crianças estavam em pânico e não respondia a nada, quando algumas vespas se aproximaram Mika pegou a kunai que trazia na cintura, seu treinamento com Shino e Kenta era o mínimo possível, mas ela acreditava que podia proteger as crianças.

Munida apenas de uma kunai e muita coragem ela concentrou chakra nos pés e saltou o mais alto que podia, com um golpe de sorte ela cravou a kunai na cabeça da vespa conseguindo abate-la, vendo-a lutar para protegê-los fez as crianças prestarem atenção nela.

– Ficar nas ruas é perigoso, precisam voltar para dentro – disse ela.

As crianças deram meia-volta para a entrada, mas um grupo de vespas esperava por elas, chorando elas voltaram para perto de Mika que já pensava no que fazer, ela estava determinada a proteger as crianças de qualquer jeito.

– “Droga, se ao menos eu tivesse algum poder como meu irmão...” – pensava ela frustrada com a falta de poder.

Mika ouvira falar que o clã Uzumaki era um dos mais poderosos do antigo mundo ninja, ela acreditava nisso pois seu irmão era excepcional, mas agora ela sentia-se impotente por não conseguir proteger ninguém, quando a primeira vespa avançou ela atacou furiosamente conseguindo causar um dano superficial, outras duas foram na direção das crianças, mas uma rajada de shurikens abateu as duas.

– Venham comigo! Eu vou tira-las daqui! – gritou Chiyo que tinha aparecido.

A aparição de Chiyo foi uma benção, usando o shuriken kage bunshin ela conseguia acertar varias vespas de uma vez só, com a ajuda dela Mika conseguiu reunir as crianças para fugir dali.

– Precisamos ir para o hospital, uma barreira está sendo erguida pelas sacerdotisas – explicou Chiyo – se chegarmos lá essas vespas não vão poder fazer nada.

Era difícil fugir com uma dúzia de crianças pequenas e amedrontadas, mas as duas juntas conseguiram organiza-los, por todo lado batalhas aconteciam, jutsus explodiam para todo lado, a vila estava um verdadeiro caos.

Quando o grupo estava atravessando ruas complicadas a velocidade diminuiu, subitamente uma vespa surgiu de um beco avançando contra uma das crianças, mas Mika saltou na frente agarrando-se ao inseto monstruoso que não conseguiu pegar seu alvo original.

– Mika-san!! – gritou Chiyo vendo a garota sendo levada para o alto.

– Tire as crianças daqui! – gritou a outra se digladiando com o inseto.

Chiyo pensou em atirar outra rajada de shuriken kage bunshin, mas quando o inseto picou Mika injetando o veneno paralisante ela soube que era uma má ideia, cair daquela altura estando paralisada era morte certa, mesmo chorando Chiyo conseguiu escoltar as crianças para a área em volta do hospital que já estava segura.

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A espiã disfarçada de enfermeira sorria satisfeita, diante dela estava o rokudaime Hokage completamente indefeso, ninguém para impedi-la e tudo o que precisava era um golpe direto no coração.

Ela ergueu o punhal e desferiu o golpe com toda a sua força visando o coração de Naruto, mas a poucos centímetros da lâmina alcançar o alvo ela parou, a espiã assustada via um braço feito de chakra emergir do peito dele e segurar seu braço, Naruto abriu os olhos e pupilas vermelhas assustadoras encararam a mulher.

– Eu posso não entender muito de medicina, mas acho que cirurgias não se fazem com punhais – disse a voz cavernosa de Kurama.

– Isso eu... bem... – ela se engasgava com as palavras diante do olhar que ele desferia.

– Olha só, você sabe qual é a sensação de ter seus ossos esmigalhados? – perguntou Kurama – dizem que dói pra cacete, vamos testar.

Sem nenhum remorso Kurama apertou o braço da mulher esmagando seus ossos em vários pedaços, o grito que ela deu foi tão alto que foi ouvido vários corredores de distância, os guardas do lado de fora assustados entraram rapidamente para ver a mulher presa ao braço de chakra esperneando de dor.

– o q-qu-que aconteceu? – perguntou o guarda assustado.

– Essa mulher é uma espiã, ela queria me matar – respondeu Kurama largando-a.

Em pouco tempo reforços dos guardas chegaram, eles imediatamente levaram a mulher sob custodia, mesmo que ela estivesse com um braço esbagaçado, alguns outros foram avisar ao daimyo que Naruto tinha acordado e a maioria reforçou a segurança, não demorou muito para que um ninja médico e o próprio daimyo aparecessem acompanhados de vários guardas.

– Por favor me deem espaço, eu preciso examina-lo! – pediu o médico.

Os guardas de dentro saíram e foram para o corredor, com o médico ficou apenas o daimyo e outros dois guardas, quando ele examinou o Hokage logo viu os olhos bestiais.

– Eu não sou o Naruto, sou o bijuu dentro dele – informou Kurama – ele ainda está apagado aqui dentro.

– Espere, eu não sei o que fazer nessa situação – disse o médico nervoso.

– Não precisa fazer nada, eu estou regenerando o cérebro dele, mas vai demorar um pouco – explicou o bijuu – até lá eu não conseguirei fazer nada além de manipular o chakra.

– Quanto tempo até ele poder lutar? – perguntou o daimyo para o médico.

– Eu não sei, quem está fazendo tudo é o bijuu dentro dele – informou o médico – não tenho ideia de quanto tempo leva pra regenerar o dano que ele sofreu.

– Isso é inadmissível! A batalha já começou a poucos quilômetros daqui! – reclamava o daimyo.

– Cale essa boca seu velhote retardado! Diferente do Naruto eu não tenho que te aturar – gritou Kurama – se você der sorte daqui a uma hora ele vai levantar, mas eu não estou com pressa nenhuma de faze-lo lutar até estar completamente curado!

O daimyo ainda reclamou um pouco e depois saiu com os guardas, o médico suspirou aliviado e pediu permissão ao bijuu para examinar o Naruto, o bijuu deu de ombros e com isso o médico usou o iryouninjutsus para verificar as condições físicas dele.

– Quando terminar procure algum ninja amigo dele – pediu Kurama – precisamos avisar Konoha sobre outros problemas.

– Estamos sem comunicação com a vila, temos o sistema de radio mas ninguém em Konoha está respondendo – informou o médico – eu suspeito que algo aconteceu na vila também.

– tsc! Quando mais preciso daqueles idiotas... – reclamou Kurama – acho que em um hora consigo fazer este corpo se mover, se aguentarem até lá eu dou um jeito por aqui.

– Mas e quanto ao Hokage-sama? – perguntou o médico preocupado – quando ele vai voltar a ativa?

– Isso vai depender apenas dele – respondeu Kurama voltando a fechar os olhos.

No mundo interno do Naruto Kurama reconstruía o local onde eles ficavam, toda aquela estrutura que lembrava um castelo antigo ruíra durante o ataque, agora paredes eram reconstruídas e salas reerguidas, aos poucos aquela fortaleza que representava a mente do Naruto voltava a sua gloria.

E deitado numa cama estava o Naruto, aquela figura representava sua consciência, que nesse momento estava em sono profundo, Kurama se perguntava se ele realmente iria acordar.

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– Me desculpe por atrapalha-lo Kazekage-sama! – dizia o ninja médico envergonhado.

– Apenas concentre-se no seu trabalho – disse Gaara.

Gaara estava protegendo os feridos e os médicos que os tratavam, a cada ataque que recebia ele armava uma defesa apropriada, nos últimos anos Gaara aprendera a adaptar sua defesa absoluta para os mais variados ataques.

Dois ninjas usaram suiton contra ele, imediatamente a parede de areia começou a girar produzindo fricção, isso esquentava a areia e evaporava a água quando esta tocava a proteção, contra ataques de raiton ele deixava bolha de ar dentro da parede para receberem as descargas, e assim ele ia protegendo a todos com sua nova defesa aprimorada.

– Parece que o Gaara tem tudo sob controle ali – dizia Kankurou satisfeito – então é hora de concentrar o ataque por aqui.

Ele sacou um pergaminho e dele tirou 10 marionetes, eram as obra-prima da velha Chiyo que ele concertou e aprimorou, usando todas elas com maestria Kankurou conseguiu reduzir a vantagem numérica dos inimigos, ao lado de outros companheiros estavam conseguindo repelir o ataque de 100 inimigos.

– Impressionante, a defesa do Kazekage ficou ainda mais forte do que eu me lembrava – dizia Amara.

– E no quê isso nos ajuda!? Como vamos passar por essa defesa!? – reclamou um dos capangas.

– Não se preocupe, eu vou passar pela defesa dele – disse Amara sacando seu leque – foi para isso que eu desenvolvi essa técnica.

Amara saltou em direção ao Kazekage abrindo seu leque, ao vê-la atacando com Fuuton Gaara adaptou sua defesa, contra jutsus de vento ele tornava a barreira completamente solida e pesada, mas isso não intimidou Amara.

– Fuuma Shikkukiri! (vento demoníaco da lâmina do vácuo) – disse ela agitando o leque com força.

Uma lâmina curva feita de vento negro saiu do leque, a parede de Gaara se pôs em seu caminho, mas surpreendentemente a lâmina ao colidir com a parede conseguiu fazer um rasgo nela, Gaara foi surpreendido por isso mas por pouco conseguiu evitar ser atingido, recolhendo sua areia ele viu Amara sorrindo confiante.

– Foi por pouco, atravessar toda essa areia deve ter mudado a trajetória da lâmina – dizia ele como se estivesse decepcionada.

– co-como ela fez isso? Atravessar a defesa do Kazekage-sama assim? – perguntou o chuunin ao lado de Gaara.

– “Ela atravessou uma parede de 18cm de areia carregada com chakra como se fosse de papel” – pensou Gaara analisando a situação – “isso é mais do que sorte ou um truque, tenho que assumir que daqui em diante minha defesa é inútil contra ela”

– Você é realmente um homem frio Kazekage, mesmo tendo sua defesa absoluta quebrada não se abala – disse Amara – ou talvez você apenas não quer mostrar fraqueza diante dos seus homens?

Um redemoinho negro se formou em volta do leque de Amara, mesmo sem entender o conceito por trás disso Gaara entendia que havia alguma habilidade especial, algo que permitisse atravessar sua defesa facilmente, então para descobrir o que era isso ele precisava testar através da ofensiva.

Deixando a defesa de lado Gaara ergueu um enorme pilar de areia através do solo, serpenteando na direção de Amara a coluna de areia alvejou ataca-la, mas a nukenin de Suna nem se importou, pegando seu leque ela o agitou mais uma vez.

– Fuuma Kuroi Tatsumaki! (vento demoníaco do tornado negro) – disse ela produzindo um tornado negro como piche.

O pilar de areia e o vento negro colidiram, de forma quase sobrenatural o vento envolveu a areia que aos poucos foi tornando-se negra, quando toda a areia ficou negra ela caiu no chão sem movimento, e ao mesmo tempo o tornado negro ficou ainda maior.

– Aquele vento negro, ele literalmente comeu o chakra que havia na minha areia – disse Gaara mostrando espanto – é assim que ela consegue superar minha defesa.

– Acertou em cheio, o meu Fuuton não é um jutsu de vento comum – disse Amara satisfeita – ele também contem Yinton (elemento espiritual), e com ele eu posso agregar qualquer chakra fuuton que entrar em contato com meu jutsu.

E não era só isso que ela podia fazer, vendo como ela manipulava o vento negro Gaara tinha certeza que ela podia moldar seu jutsu para varias formas, e Amara comprovou isso ao transformou o tornado em varias miniaturas semelhantes a furadeiras, com um gesto de sua mão Amara enviou as furadeiras na direção de Gaara, sem poder usar sua defesa convencional ele apelou para uma outra defesa.

– Doton! Cúpula de rocha! – disse Gaara batendo as duas mãos no chão.

De ambos os lados paredes curvas de rocha se ergueram, e ao se juntarem protegeram Gaara e seus ninjas, o jutsu de Amara ao colidir com a rocha se dissipou, mas não sem antes rasgar a rocha de forma semelhante ao dano do rasenga.

– Pelo menos isso comprova que o Yinton dela só funciona com fuuton – analisou Gaara – mas minhas técnicas doton não são tão boas assim.

A cúpula se desfez em pedaços, Gaara ganhou tempo suficiente pra que o tratamento dos feridos terminasse, e com isso ele ordenou que os médicos e os outros recuassem.

– Eu criei esta técnica para derrotar você e a Temari – comentou Amara – tudo para fazê-los pagar por sua traição.

– Você ainda continua distorcendo a realidade Amara, sunagakure não traiu você e nem seus pais – dizia Gaara – você buscava poder para se vingar do alvo errado, por isso removemos seu titulo shinobi.

– Eu queria me vingar da folha por matar meus pais! Mas até isso vocês me negaram! – gritou ela revoltada – meus pais foram verdadeiros shinobis da areia, deram suas vidas pelo nosso país! Por que temos que nos tornar aliados daqueles que os mataram!?

A revolta de Amara só fazia sentido em sua cabeça, quando ela tinha apenas 5 ano seus pais foram convocados para lutar contra Konoha no plano orquestrado por Orochimaru, naquele dia tanto seu pai como sua mãe morreram pelas mãos dos shinobis da folha, sozinha, Amara foi criada num orfanato até ter idade para se tornar gennin, e por obra do destino ela foi escolhida por Temari como sua discípula.

O treinamento de Amara seguia em grande velocidade, num instante ela tornou-se chuunin, mas Temari descobriu que sua discípula guardava um enorme rancor contra Konoha, ela não aceitava a aliança entre as duas vilas e desejava vingança, e tudo piorou quando Temari deixou sua nação para torna-se esposa de um ninja da folha.

Mais uma vez ela ficou sozinha e isso incendiou seu ódio contra a folha, percebendo que ela estava ficando insana Gaara a afastou das missões, mas antes que pudesse fazer algo por ela Gaara descobrira que Amara fugira e se tornou uma nukenin.

– Fomo nós que os atacaram, eles se defenderam – explicou Gaara – mesmo quando ele tinham motivos para nos odiar Konoha aceitou a trégua e formou amizade.

– Nos tornamos cachorros deles! Sempre que Konoha está com problemas nos chamam para lutar por eles! – gritou ela – a areia perdeu toda a sua dignidade e orgulho!

– Foram eles que vieram em nosso socorro, quando a akatsuki atacou nossa vila – disse Gaara – e nossa aliança...

– Já chega!! – gritou ela abanando o leque.

O novo vento demoníaco tinha a forma de um dragão serpente, avançando contra Gaara seria demais para qualquer jutsu doton dele.

Mas antes que o dragão negro chegasse até Gaara um vulto surgiu entre eles, o vulto brandiu uma estranha espada e com isso o estrondo de um trovão explodiu sobre o dragão negro, quando o jutsu se dissipou Amara viu quem surgira.

– Desculpe a demora Kazekage-sama, minha missão demorou mais que o previsto – disse uma jovem moça – agora que eu estou aqui tudo vai ficar bem.

– É você Hanako? Já terminou de caçar os fugitivos? – perguntou Gaara.

– Todos que estavam no país do vento – respondeu ela – terminei esta manhã, aí me mandaram pra cá.

Amara tentava entender quem era esta jovem, nunca a vira na vida, mas aparentemente era alguém de confiança do Kazekage, além disso a arma que ela portava e o poder que usou para neutralizar seu jutsu, Amara sentia que um grande perigo surgiu diante dela.

– De agora em diante, tudo vai acabar na velocidade de um raio! – disse Hanako empolgada.

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– hahahahahahah então isso é uma guerra? Está ficando divertido! – gritou a mulher de dentes afiados.

Ela pegou sua espada extremamente longa e fina e arremessou, depois de perfurar o primeiro adversário ela continuou em frente e fez uma curva repentina acertando outra pessoa, a espada continuou fazendo isso até atravessar meia dúzia de pessoas, então sua dona torceu o fino fio de aço que a ligava parando seu movimento, com um giro do seu pulso o fio se contraiu e as pessoas perfuradas ficaram costuradas umas nas outras.

– Uisame-dono, por favor não fique se empolgando na frente da Mizukage-sama – pedia Chojuro – nosso trabalho é reduzir o número deles rapidamente.

Mas reclamar com ela não dava resultado, bem ao lado Suigetsu estava curtindo retalhar seus adversários, a cada um que ele cortava mais sangue se acumulava na lâmina, pouco a pouco a lâmina se tornava vermelha brilhante, Chojuro balançou a cabeça e ergueu sua grande lâmina hiramekarei.

– Acho que tenho que botar pra quebrar também – disse ele liberando o chakra da espada.

Uma lâmina gigante de chakra se projetou da espada, quando ela atingiu o tamanho adequado Chojuro usou toda a sua força para varrer tudo a sua frente, num instante dezenas de homens voaram pelos ares atingidos pela lâmina gigante.

– Apenas 100 homens para dar conta de nós três, não parece muito justo – disse Uisame – a Mizukage-sama fez a aposta certa em nos trazer.

Mas os outros ninjas da nevoa estavam ocupados em uma batalha no mar, enfrentando os piratas eles garantiam que a frota inimiga não se aproximasse do porto, enquanto isso a própria Mizukage enfrentava Ibiri.

O nukenin da nevoa ainda não saiu do lugar de onde começou, ele lutava simplesmente movendo sua arma suprema, a espada hitoguri podia mudar para qualquer forma, realizar ataques em qualquer distância e atingir quantos alvos quisesse, ainda por cima tinha alto poder defensivo, pois sempre que a Mizukage revidava ela se transformava numa parede instransponível.

– Futton! Sabukiryuu no jutsu (dragão de sopro corrosivo) – disse a Mizukage inflando os pulmões.

A Mizukage disparou uma rajada de acido na forma de um dragão serpente, o jutsu subiu aos céus e depois despencou na direção de Ibiri, mas antes que o atingisse ele moldou sua arma na forma de um imenso guarda-chuva, o acido escorreu pelas laterais corroendo apenas a rocha do galpão.

– Seu acido não vai funcionar contra minha arma, eu adicionei alguns anti-corrosivos nela – explicou Ibiri – e seu elemento lava é bem complicado de se usar perto d’água não é?

Ele tinha razão, embaixo de seus pés estava o porto do país do fogo, extrair lava da água era muito complicado, seu elemento que sempre foi um trunfo dentro do próprio país não estava sendo útil nesta batalha.

– Você realmente criou uma arma incrível, é uma pena que tenha se desviado do caminho certo – disse Mei frustrada – quantas vidas você sacrificou para criar tal arma?

– O que importa os números de sacrifícios? Para aumentar o nosso poder qualquer sacrifício deveria ser valido – respondeu ele – uma arma que não pode ser vencida por ninguém, com apenas algumas delas poderíamos ter sobrepujado todas as outras vilas.

– A sua arma representa tudo o que existiu de ruim em nossa vila – disse a Mizukage – o nosso legado de sangue que aos poucos estávamos limpando, você quer trazer tudo isso de volta?

A resposta dele veio na forma de um gesto, erguendo a mão ele moldou a esfera vermelha em centenas de lâminas menores, um ataque assim seria impossível de esquivar, e muito difícil de bloquear, quando Ibiri disparou a chuva de lâminas Chojuro saltou na frente, girando sua espada ele criou uma muralha de chakra, e aproveitando-se da brecha Uisame atacou Ibiri pelas costas, ele desviou da espada agulha e saltou para longe da inimiga.

– Eu ouvi dizerem que sua espada é mais forte que todas as nossas juntas – comentou ela recolhendo a espada pelo fio – mas será que você ao menos sabe lutar?

– Não me subestime sua esquisita, apenas o melhor shinobi pode empunhar a melhor espada – respondeu ele.

A tensão e a aura assassina que emanava dos dois era palpável, os outros dois espadachins ficaram ao lado de sua kage, mas todos eles pensavam na melhor forma de vencer esse duelo de vez.

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– Gaatsuuga!! – gritou Kiba em plenos pulmões.

O ataque duplo do clã Inuzuka alcançou seu alvo, atacando pelos dois lados dessa vez ele teve a certeza de acertar, mas ainda que tivesse acertado nada fizera ao oponente, com as próprias mãos transformadas em garras Rouga segurou os dois ataques e jogou Kiba e akamaru para lados diferentes.

– Maldito monstro! De onde vem tanta força? – perguntou Kiba se recuperando da queda.

– Você é forte, fez minha mão sangrar – disse Rouga – mas jamais será tão forte quanto eu.

Akamaru latiu discordando, Rouga olhou para o cão como se lembrasse seu antigo parceiro, o companheiro morrera em batalha e desde então Rouga enlouquecera, passou a ser um eremita e mais tarde uma pessoa totalmente bestial.

Os poucos ninjas com Kiba estavam feridos, necessitados de tratamento Kiba ordenou que recuassem, mas quando voltaram para a mansão outra batalha terrível acontecia, em seu telhado Hinata lutava contra Tomoyo, e aparentava estar sendo completamente pressionada.

– Hakke Rokujuuyon Shō! – disseram as duas ao mesmo tempo.

Desferindo os 64 golpes simultaneamente os golpes colidiam uns com os outros, os sons das colisões eram ouvidos a distância, quando o último golpe foi desferido ambas se afastaram, o chakra nas mãos pulsava tamanho o esforço que estavam fazendo.

– Eu tenho que confessar, está sendo muito divertido brincar com você – disse Tomoyo ofegante.

– Você fala como se não estivesse se esforçando para vencer – respondeu Hinata igualmente ofegante.

– Pra falar a verdade ainda não mostrei a minha verdadeira força – respondeu Tomoyo – eu estava evitando usar isso, pois não queria mata-la logo, mas acho que você é forte o bastante para aguentar.

Tomoyo ergueu as mãos até ficarem paralelas em direções opostas, e em seguida assumiu uma nova postura de luta, os punhos começaram a brilhar com um chakra verde que mais parecia fogo, e instintivamente Hinata assumiu uma postura totalmente defensiva.

– Hakke Rokushikesho (64 punhos da destruição de sangue) – Tomoyo avançou rapidamente contra Hinata.

A líder do clã Hyuuga deu um passo para trás para evitar o golpe, mas os movimentos de Tomoyo eram imprevisíveis, com um giro Tomoyo abriu a defesa de Hinata deixando-a exposta, o que veio em seguida foi uma sequência de golpes que quando atingiam pareciam queimar Hinata por dentro, depois de desferir os 64 golpes Tomoyo arremessou Hinata de cima do telhado deixando-a largada sobre uma moita do jardim.

– O meu Rokushikesho transfere o chakra direto para a corrente sanguínea – dizia Tomoyo satisfeita – e com isso o seu sangue ferve destruindo todos os órgãos internos, para você eu usei em baixa potência para que sobrevivesse.

Hinata tentou se levantar, mas logo os efeitos do ataque vieram, ela cuspiu muito sangue e começou a sangrar por qualquer pequeno arranhão que havia no corpo.

Ela se divertia vendo Hinata se contorcer enquanto seu sangue fervia, até mesmo vapor saía pelos ferimentos, Tomoyo gargalhava enquanto assistia a líder Hyuuga sendo destruída de dentro para fora.

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– Você vai ficar bem? – perguntou Injo preocupada.

– Não se preocupe, algo como isso eu posso recuperar em pouco tempo – respondeu Juugo.

Os dois estavam cercados por duas dúzias de inimigos, e nenhum deles era tão fraco pra ser derrotado facilmente, depois de receber um corte feio nas costas Juugo decidiu ir para o próximo nível de sua transformação.

– Apenas se certifique de não perder o controle – avisava Injo – eu não sei o que o Sasuke-sama está enfrentando lá na frente, mas parece ser forte o bastante para atrasa-lo.

– Eu entendo, eu não posso me dar ao luxo de perder o controle – respondeu Juugo – Sakura-san é a mulher que trouxe luz para o Sasuke, assim como você é pra mim.

Juugo liberou seu chakra iniciando a transformação completa da sua forma bestial, os inimigos ficaram assustados quando viram chifres e carapaças crescerem por todo o seu corpo, garras e presas afiadas, músculos dignos de um monstro e olhos similares a de um demônio.

Mesmo assim Juugo parecia se esforçar para manter a sanidade, algo que ele conseguiu através de medicamentos e treinamento, sua esposa satisfeita por vê-lo sob controle se transformou também desenvolvendo uma combinação entre humano e salamandra.

– Vamos acabar com isso logo para nos juntarmos ao Sasuke-sama – disse Injo.

Os dois partiram para o ataque e um intenso combate começou, enquanto isso na ponte que conecta dois países uma explosão indicava outra violenta batalha.

– Estou começando a entender esses demônios – disse Sasuke após saltar para longe.

Os 5 demônios invocados por Enzo eram ligados aos 5 elementos do ninjutsu, isso os tornava imunes ao seu próprio elemento e ainda permitiam ataques Elementais violentos, além disso o demônio da terra era muito forte e resistente, o demônio da água era imune a ataques físicos assim como o Suigetsu, o demônio do raio era muito rápido e atacava com uma lança, o demônio do vento podia voar materializando asas e o demônio do fogo lutava com um chicote e queimava tudo que tocava.

– “O jeito mais fácil de lidar com eles é acabando com o invocador” – pensou Sasuke – “mas o desgraçado do Enzo sumiu da vista assim que parei de olhar pra ele um instante!”

Ele parou de pensar nisso quando o fuukuma (demônio do vento) levantou voou subindo bem alto, o raikuma (demônio do raio) disparou um relâmpago na direção do Sasuke que contra-atacou com um raio idêntico, o enkuma (demônio do fogo) brandiu seu chicote incendiando o pilar onde Sasuke estava.

– Ele quer me fazer saltar para seu amigo me pegar no ar – analisou Sasuke vendo o fogo subir pelo pilar – então vamos frustrar os planos deles.

O fogo subia pelo pilar assim como o raikuma disparava um novo relâmpago, mas Sasuke ativou o poder do rinengan e assim ele absorveu os dois ataques repondo o chakra que tinha gasto recentemente, de longe entre as arvores Enzo observava a luta analisando cada movimento.

– Esse é o poder do rinengan que eu ouvi falar, como um doujutsu assim pode existir? – perguntou-se irritado – mas as informações dizem que ele só pode usa-lo uma quantidade limitada de vezes.

Enzo tinha total consciência dos seus limites e do poder do Sasuke, mas ele confiava na sua estratégia, os 5 Onis que invocou eram fortes o suficiente pra obrigá-lo a usar todo o seu poder, quando Sasuke atingisse o limite do rinengan e estivesse enfraquecido seria a sua vez, no momento exato que Sasuke estivesse de guarda baixa seria a hora dele desferir o golpe fatal.

Do outro lado Sasuke tinha consciência do objetivo do Enzo, por isso mesmo ele estava evitando usar seus maiores jutsus, não só para evitar cair na estratégia de Enzo, mas para conservar seu poder afim de enfrentar Okojo em breve.

Vendo que obriga-lo a se mover não funcionou o chikuma (demônio da terra) saltou por trás do Sasuke, empunhando uma enorme clava ele tentou golpear Sasuke que apenas girou o corpo e disparou três bastões negros carregados com chidori, os bastões atingiram o peito do chikuma jogando-o pra trás e parando seus movimentos.

Mas neste momento o suikuma (demônio da água) transformou-se em uma onda se jogando sobre Sasuke, nesse momento o fuukuma envolveu a água com vento transformando-a em gelo.

– Isso! Essa era a abertura que eu queria! – disse Enzo empolgado.

Enzo tirou de um pergaminho uma arma que se assemelhava a uma besta longa, apontando para o bloco de gelo ele disparou a flecha presa na arma, mas a flecha voou com extrema potência e velocidade atingindo o bloco como se fosse um míssil, o impacto foi tão grande que o gelo explodiu liberando vapor, e algo saiu voando pelo outro lado chocando-se contra um pilar.

– Não importa o quão poderoso seja, do jeito que estava você não pode fazer nada! – dizia Enzo vitorioso – essa flecha carregada atravessaria qualquer coisa.

– Entendo, então era assim que você pretendia me matar – dizia Sasuke em outro lugar.

Enzo não conseguia entender o que tinha acontecido, em vez do Sasuke ele tinha atingido o raikuma que agora estava morto com uma lança atravessada no peito, quando o demônio do raio desapareceu Enzo teve certeza que Sasuke fizera algo.

– Antes de ser congelado eu troquei de lugar com um dos seus amiguinhos – dizia Sasuke mostrando o rinengan – e deixei uma pequena miragem para você pensar que eu ainda estava lá.

E com esse único movimento Sasuke se livrou de dois dos 5 demônios, Enzo vendo que fora descoberto rapidamente se escondeu na floresta ao lado, enquanto isso os demônios restantes foram atacar Sasuke, o Uchiha, já tinha o plano para acabar com todos eles.

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Batalhas aconteciam por todo o país do fogo, desde que a guerra começara pela manhã ninguém teve descanso, mesmo dentro de Konoha não foi diferente, depois do meio-dia um buraco se abriu e por ele centenas de vespas gigantes atacaram.

Shino tinha sido escalado para guardar a vila, muitos ninjas como ele receberam a mesma missão, ele estava satisfeito com isso, pois mesmo não lutando diretamente ele ajudava protegendo o lar para onde os outros retornariam.

Mas quando as vespas atacaram o clã Aburame se tornou a maior defesa da vila, eliminando os maiores enxames o clã Aburame protegia a vila desse ataque, Shino junto com dois companheiros seguiram para a fonte do ataque.

Após reunirem alguns ninjas Shino os liderou pelo buraco, todos ficaram impressionados do quão fundo ele era, depois de alcançarem a profundidade máxima seguiram pelo túnel lateral, e após andarem bastante alcançaram um velho complexo no subterrâneo.

– Aqui é a sede da ANBU-ne – disse um dos ninjas com Shino – o inimigo usou nossas próprias instalações contra nós.

Depois do incidente do rapto do Boruto esse tipo de coisa deveria ter sido previsto, mas esperar que o inimigo se infiltre na vila é algo que afeta até a moral de todos, por isso essa seria a última vez que tal coisa aconteceria.

Shino e os oito ninjas com ele seguiram em frente, ao chegarem numa caverna natural tomaram um susto, lá estavam dezenas de casulos com pessoas vivas dentro, eram as pessoas que tinham sido levadas pelas vespas, e se não fossem resgatadas serviriam de comida pra lavas, eles seguiram pra resgatar as pessoas, mas um jato de acido foi jogado do teto, todos com exceção de um evitaram o ataque, mas o ninja atingido agonizou uma morte horrível.

– Eu estava me perguntando quando vocês iriam aparecer – disse Baju grudado no teto.

– Então esse é o nosso inimigo? – perguntou-se Shino – agora posso sentir claramente a ameaça que ele representa.

Shino procurara se informar sobre Aburame Baju, havia poucos registros sobre ele no clã, e levou muito tempo para se descobrir seus feitos, entre eles estava a experiência que visava fundir um Aburame com os poderes do nanabi.

– “De acordo com os registros ele conseguiu sucesso em sua experiência” – pensou Shino – “mas não há informações sobre que tipo de habilidades ele possui”

Shino passou a considerar que seu adversário deveria ser tão forte quanto um jinchuuriki, então a ideia de vencê-lo mudou para distrai-lo enquanto seus companheiros resgatavam as pessoas, quando ele pensou em dar a ordem de ataque seus insetos o alertaram de algo.

– Shino-san! Tem mais dessas coisas saindo das paredes! – alertou um dos seus companheiros.

Enormes formigas saíam das paredes por vários buracos, mas Shino estava concentrado em outra coisa, seus insetos reconheceram uma presença entre as pessoas, ele olhava assustado para Mika presa em um casulo transparente.

– O que ela está fazendo aqui!? – perguntou-se correndo na direção dela.

Shino correu para o casulo ficando completamente exposto como nunca fizera, Baju aproveitou a oportunidade e saltou na direção dele, o outro Aburame trazia uma lâmina verdade saindo do seu braço visando o pescoço de Shino, este só escapou por que um companheiro saltou para agarra-lo jogando-o no chão.

– Essa passou perto – disse o chuunin ofegante.

Shino olhou para o rapaz, ele sofreu um corte profundo nas costas ao tentar ajuda-lo, o Aburame ficou se perguntando o que diabos tinha acontecido com ele, por que agira tão impulsivamente.

– Aquela é a sua garota não é? Eu vou segurar esse cara enquanto você a salva – dizia o rapaz de apenas 22 anos.

– Não vai ser preciso, eu cometi um erro ao me precipitar – respondeu Shino se levantando – derrotar o oponente é a forma mais segura de salvar a todos.

Shino liberou insetos que pareciam abelhas gordas, elas foram para o ferimento do rapaz e começaram a liberar uma substância que fechava o ferimento, ao menos ele não ia ficar pior do que já estava.

Baju liberava outra lâmina do seu outro braço, Shino reconhecia as lâminas como sendo iguais a de um louva-a-deus, quando dois dos chuunins juntaram-se a ele os três ficaram prontos para enfrentar o inimigo.

– Muito bem, vocês serão os primeiros a serem devorados – ameaçou Baju indo pro ataque.

Shino olhou para Mika no casulo uma última vez, sua imprudência de antes certamente foi motivada pelo amor, algo que as vezes torna as pessoas burras, mas agora, com a mente focada em um objetivo sentia uma força crescer dentro de si, uma força que ele achava ser semelhante à que sua amiga Hinata demonstrava quando lutava com o coração.

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Na linha de frente Kakashi assumira a liderança dos ninjas, graças a isso os shinobis da folha recuperaram o controle e a moral para lutarem, pouco a poucos eles conseguiam manter posições ou fazer o inimigo recuar.

Mesmo assim todos os shinobis da folha sabiam que estavam perdendo, Kakashi como general de campo não participava das lutas, apenas instruía os outros enviando mensagens através dos seus cães, através de pássaros mensageiros ele soube o que estava acontecendo em Konoha.

Mas aqueles que lideravam esta guerra não estavam lutando, no centro do país, entre a capital e a vila da folha, Genkyo e Kamiki aguardavam algo, para Kamiki a espera era frustrante, mas necessária para sua grande ambição.

– É impressão minha ou você parece decepcionada? – perguntou Genkyo enquanto meditava.

– Eu queria lutar contra o Naruto, mas com ele em coma não posso fazer nada – disse Kamiki realmente entediada.

– Ora, vá a capital e o mate – sugeriu o outro.

– Eu disse lutar, não matar simplesmente – respondeu ela – eu preciso enfrenta-lo para conseguir o que eu quero.

– Eu não sei bem o que você quer, mas você realmente acha que pode derrotar o Naruto numa luta? – perguntou ele.

– E você? Não está se preparando todo esse tempo apenas para enfrenta-lo? – Kamiki tinha um ar cínico sobre isso.

Genkyo estava sentado sobre uma pedra própria para meditação, ao seu redor algumas ampolas indicando que ele tomou injeções, no seu rosto as marcas do modo sennin vibravam fortes, e do seu corpo emanava um forte chakra.

– Eu passei o dia inteiro acumulando chakra e senjutsu, tomei remédios que temporariamente ampliam minha capacidade de chakra – dizia Genkyo – tudo para trazer minha última cartada pra essa guerra.

– Uma arma que precisa de tanto chakra assim deve ser incrível – comentou Kamiki.

– E mesmo assim só posso usa-la por mais ou menos uma hora – respondeu o outro – eu estava decidindo se usaria contra a capital ou contra Konoha, mas a capital não é tão importante para Konoha como Konoha é para o país.

Genkyo levantou-se da pedra onde meditava, mesmo sem ser do tipo rastreadora Kamiki sentia um forte chakra emanando dele, afinal ele elevou seu limite para mais de 4 vezes o total original.

O nukenin líder da Rasetsu fez uma enorme sequência de selos e bateu a mão no chão, as marcas então começaram a se espalhar e crescer, junto com isso todo o senjutsu dele foi consumido no processo mostrando ser uma técnica incrível.

Quando as marcas alcançaram tamanho e forma apropriados uma fumaça vermelha explodiu com força quase derrubando Kamiki de onde ela estava, ainda dentro da fumaça algo rugiu tão alto que foi ouvido por metade do país do fogo, quem estava próximo o suficiente pra ver simplesmente parou de lutar para olhar aquilo.

– Naruto é a reencarnação de um dos filhos do Rikudou sennin, e recebeu poderes do próprio fundador do mundo shinobi – dizia Genkyo – para enfrentar o seu modo kyuubi completo eu precisava de algo que tivesse um poder aproximado a um bijuu.

– Ainda assim isso é um pouco demais – disse Kamiki suando frio.

– Eu tive que atravessar metade do oceano pra encontra-lo, em uma ilha que parece ter sido o lar do Rikudou – explicava Genkyo – você nem imagina o que passei para convencê-lo a me ensinar o senjutsu, esse cara tem uma personalidade muito complicada.

Com um movimento de sua cauda a criatura invocada dispersou a fumaça, tratava-se de uma criatura lendária, um imenso dragão serpente com escamas verdes brilhantes, chifres cresciam em sua cabeça assim como uma juba, seus olhos demonstravam uma inteligência afiada e um grande mau humor.

Continua.

Notas finais
Na capa temos a Hanako, a jovem da areia que empunha a última das 7 espadas modificadas. No próximo capítulo eu pretendo finalizar algumas lutas isoladas, e dar inicio a última que falta, pelo menos a última antes do clímax. Então não percam o que vai acontecer a seguir, e não deixem de visitar a minha pagina no facebook: https://www.facebook.com/pages/Zariesk-fanfics/351537385032460?fref=ts