Mirai no Monogatari
38 Capítulo 27 – Em Busca da Vitória.
Notas iniciais

Capítulo 27 – Em Busca da Vitória.
– Vocês entenderam o plano? – perguntou Shikamaru.
– Sim senhor! – respondeu um dos ninjas que ia com ele.
A comitiva liderada por Shikamaru se aproximava do seu alvo, além dele e dos seus dois companheiros outros 18 ninjas fazia parte da equipe.
O plano básico é que cada um dos três lideraria dois times para caçar seus alvos, a prioridade era eliminar a Yamanaka inimiga, Chouji e seu time iriam dar cobertura, Shikamaru e seu time iriam buscar por Shurano e assim acabar com a inteligência do inimigo.
A medida que se aproximavam mais do alvo a interferência aumentava, com isso Ino tinha que se esforçar cada vez mais para rastrear o sinal da sua rival, depois de ajustarem a rota eles avistaram aquilo que certamente era a base inimiga.
– Na lateral da colina tem uma mansão, é lá que eles estão – explicava o Hyuuga da equipe – em volta da colina eu detecto uma barreira de varias camadas, por causa dela eu não consigo discernir fontes de chakra.
– Esses caras são bem mais prevenidos do que imaginávamos – comentou Shikamaru – não sabemos se ainda temos o fator surpresa, vamos atacar considerando que eles saibam que estamos aqui.
O grupo aproximou-se devagar através das arvores que cercavam a colina, de uma certa distância eles avistaram 10 ninjas protegendo o lugar, Shikamaru sabia que assim que atravessasse a barreira eles seriam descobertos, por isso formulava planos para causar o máximo possível de dano antes deles revidarem.
Foi quando varias kunais explosivas foram disparadas contra eles, antes que explodissem todos saltaram para se salvarem, os jounins liderando os chuunins acabaram ficando divididos após a explosão.
– Então pelo visto eles é que nos emboscaram – disse Shikamaru.
– hahahaha vocês vieram exatamente como o chefe imaginou – disse Akimichi Toku – mas cara, tem bem poucos de vocês, nem vai dar pra matar a fome!
– arrgghh! É aquele canibal? Deixem essa coisa nojenta longe de mim! – gritou Ino fazendo cara de nojo.
– Vocês todos sigam em frente, eu vou parar esse cara – disse Chouji determinado.
– Vamos ajuda-lo capitão! – disseram os 6 ninjas com ele.
– Apenas Ouji e Kodo devem ficar com o Chouji, os outros se juntem conosco – ordenou Shikamaru – suas habilidades vão ser mais uteis na investida.
Mesmo a contragosto apenas dois deles ficaram para ajudar Chouji, já o inimigo sorria como se estivesse diante de um bufê, enquanto que Chouji o olhava com ódio, afinal era um membro do seu clã que trazia desgraça para Konoha.
– Por que diabos você faz isso? – perguntou Chouji revoltado – aquele kinjutsu...
– Deveria reclamar com quem o criou não acha? Eu só estou aproveitando – respondeu Toku – você tem ideia dos sabores que diferentes chakra têm? Eu sempre procuro por algo exótico, eu adoraria provar um jinchuuriki por exemplo.
A simples ideia de comer outro ser humano era revoltante, um dos rapazes que ficou com Chouji disparou um relâmpago contra o inimigo, este apenas usou o grande porrete de ferro para rebater o jutsu sem sofrer nenhum dano.
– Um usuário de raiton não é? Gente com esse tipo de chakra tem gosto de areia, eu odeio – reclamou Toku – eu gosto mais de katon, tem um gosto de curry bem picante!
– Já chega disso!! – gritou Chouji fazendo o braço crescer.
Com o enorme braço ele fez um ataque de varredura pelo lado, quando o ataque estava chegando Toku firmou bem os pés no chão e bloqueou usando o porrete.
– Esse cara em estado normal é tão forte quanto o capitão usando seu jutsu? – perguntou Kodo assustado.
Chouji viu que Toku parecia querer abocanhar a mão dele, desfazendo o jutsu o braço encolheu bem a tempo de evitar a mordida, um calafrio horrível percorreu a espinha de Chouji, quanto tempo ele conseguiria evitar ser comido por esse monstro?
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– Temos mais gente chegando! – gritou Shizune no hospital – preparem as UTIs pra receber os casos mais graves.
Os ninjas feridos foram trazidos do campo de batalha, alguns trazidos por companheiros, outros carregados em macas por médicos, assim que os novos pacientes chegaram os iryounins logo começaram a trata-los, os casos leves eram atendidos ali mesmo no galpão atrás do hospital, mas os casos mais severos eram levados para quartos específicos.
– Shizune-sama, eu já terminei com este aqui – dizia Chiyo lavando as mãos.
– Venha comigo, vamos checar os que foram envenenados – disse Shizune.
Quando estavam saindo do galpão Shizune viu 4 sacerdotisas de Onikuni trabalhando, elas colocavam uma espécie de rosário sobre o paciente, e recitando um mantra fazia o rosário brilhar, pouco a pouco a luz cobria o paciente curando seus ferimentos.
– Como aquilo funciona? – perguntou Chiyo ao lado da Shizune.
– Não sei os detalhes, elas armazenam o chakra no rosário e o usam quando precisam – explicou Shizune – mas como o jutsu funciona eu realmente não sei.
– Se a Sakura-sensei estivesse aqui ela ficaria louca para descobrir – comentou Chiyo – ela não fica satisfeita até descobrir o mecanismo completamente.
Shizune sabia disso, quando Sakura estudava um novo iryouninjutsu caía de cabeça nisso, as vezes passando noites em claro estudando, mas demonstrava uma satisfação imensa quando conseguia aperfeiçoar alguma técnica.
– Eu não pude ajudar a Sakura-sensei, e agora não consegui ajudar a irmã do Kenta – dizia Chiyo chateada – eu me sinto uma completa inútil!
– Sua sensei também se sentia assim quando falhava em algo – dizia Shizune – mas ela sempre dava o melhor dela, então siga o exemplo dela.
Shizune chegou a um quarto onde um homem estava sendo estabilizado, ele teve uma perna amputada mas conseguiram recuperar o membro, agora estavam iniciando o tratamento para religar a perna amputada.
– Bom trabalho pessoal, eu assumo daqui – dizia Shizune pondo as luvas.
Os dois médicos abriram caminho, Shizune pediu a Chiyo que a ajudasse com isso, mesmo sendo inexperiente nesse tratamento ela concordou justamente para ganhar experiência, e quem sabe depois do fim da guerra ela fosse promovida a jounin médica.
– O Kenta luta lá fora enquanto você salva vidas aqui dentro, isso me lembra um outro casal – comentou Shizune sorrindo.
– sh-shi-Shizune-sama!! – disse Chiyo toda vermelha.
– Concentre-se na circulação sanguínea – disse Shizune calmamente.
– Sim senhora – respondeu a outra toda envergonhada.
Enquanto no hospital os tratamentos continuava do lado de fora a situação continuava tensa, o hospital estava protegido por uma barreira contra o ataque das vespas e ninjas lutavam para afasta-las, o centro da vila já estava relativamente seguro, mas as vespas ainda atormentavam na periferia.
– Como está a situação naquele buraco? – perguntou Tsunade no telhado da divisão de inteligência.
– Já foi contido, uma barreira foi colocada lá – respondeu o agente da ANBU que voltara – o time liderado por Aburame Shino conseguiu chegar ao ninho, mas parece que encontraram um inimigo poderoso por lá.
– Maldita Rasetsu! Muito bem, vamos aproveitar a oportunidade para limpar a vila – ordenou ela – quando essas malditas vespas se forem vamos enviar reforços lá pra baixo.
– Tsunade-sama, a praça central já está segura! – avisou um chuunin que chegara – Uzumaki Kenta mandou perguntar o que ele deve fazer agora.
– Diga a ele para descansar, eu tenho a sensação que vamos precisar do poder dele em breve – disse Tsunade séria – vá primeiro ao hospital e diga a Shizune para enviar uma equipe para a praça, tome isso como prioridade.
O chuunin partiu para transmitir a ordem, mas Tsunade só aguardava que o plano do Shikamaru desse certo, precisava da comunicação telepática para saber o que acontecia na linha de frente e na capital, o simples fato de ninguém ter noticias do Naruto tornava tudo ainda mais preocupante, a ideia de que ele estava morto nem sequer era cogitada, mas seus instintos lhe diziam que algo aconteceu.
E para piorar uma sensação horrível foi sentida por todos em Konoha, um poderoso chakra simplesmente surgira do nada em algum lugar, sabendo que isso só poderia ser um problema Tsunade mandou alguém se informar, e poucos minutos depois veio o primeiro relatório.
– A equipe de vigilância informa que um dragão se aproxima da vila – relatou o chuunin.
– Repita isso rapaz! Porque eu achei ter ouvido você falar em um dragão! – disse Tsunade fazendo uma cara horrível.
– Infelizmente é isso mesmo, eles relataram que um dragão serpente está vindo em direção à vila – ele não gostou nem um pouco da cara que Tsunade fez.
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(um pouco antes)
– Isso é realmente um dragão? Eu pensava que eles eram apenas folclore – disse Kamiki impressionada – mas bem, se o Rikudou sennin realmente existia então acho que um dragão é mais fácil de existir.
– E os dois estão diretamente ligados, este dragão era o Kuchiyose do Rikudou sennin – explicou Genkyo – para estabelecer um contrato com ele eu tive que superar muitos desafios, quase morri fazendo isso.
– Olha só, então é você? – disse a fera com uma voz trovejante – para conseguir me invocar aqui deve ter se esforçado bastante não é?
A voz do dragão era tão forte que era ouvida muito longe dali, seus movimentos faziam a terra tremer, a cauda balançando provocava ventos fortes, não era exagero dizer que seu poder estava próximo ao de um bijuu, uma fera milenar que lutou ao lado do Rikudou contra o juubi.
– Então? Para ter o trabalho de me invocar deve ter algo em mente não é? – perguntou o dragão – eu já não luto a uns mil anos, então espero que não seja um trabalho insignificante.
– De forma alguma eu o chamaria por algo banal Ryuuga-sama – disse Genkyo respeitosamente – consegue ver aquela vila a alguns quilômetros daqui? Eu preciso que a destrua.
O dragão ergueu seu pescoço e olhou na direção indicada, Konoha estava a uns 20km de distância, mas para o dragão era como se estivesse ao alcance de suas garras, ele viu seu alvo mas suspirou como se tivesse ouvido uma piada sem graça, com a pata ele quase esmagou Genkyo e fez Kamiki recuar.
– Você está de brincadeira comigo? Me chamou para destruir uma vila? – perguntou o dragão irritado – me dê um bom motivo para isso!
– Aquela vila é o lar das atuais reencarnações de Indra e Ashura! – respondeu Genkyo rapidamente – você recebeu do Rikudou sennin a tarefa de testa-los um dia não foi? Ambos estão lutando na guerra que eu comecei.
– E o que isso tem a ver com o pedido que o velho Hagoromo me fez? – perguntou o dragão.
– Os dois mudaram o mundo ninja, mas se não forem capazes de protegê-lo o que acontecerá no futuro? – argumentava Genkyo – essa guerra é importante para testar o mundo ninja que esses dois criaram.
– hunf! Basicamente você quer destruir o trabalho que esses dois fizeram e fazer tudo voltar ao que era – dizia o dragão – que pedido mais egoísta de sua parte!
– Eu sei disso, mas humanos são egoístas e maldosos por natureza – respondeu ele – se ao final desta guerra o mundo ninja permanecer unido talvez eu esteja errado.
– Eu vou assistir você quebrar a cara no final – disse o dragão – seu argumento é horrível, mas eu vou fazer o que me pede, suba aqui.
O dragão baixou a cabeça e Genkyo saltou agarrando-se a um dos seus chifres, ele perguntou se Kamiki gostaria de ir com eles, mas ela recusou a oferta.
– Eu passo, vou voltar para a linha de frente – respondeu ela – meu objetivo não é Konoha, mas lutar contra o Naruto.
Deixando-a de lado o dragão seguiu em direção à Konoha, quando ele entrou no alcance do byakugan os vigias deram o alerta máximo para Tsunade, era o alerta de uma ameaça que poderia destruir a vila num piscar de olhos, já dentro da vila a Hokage dava ordens e fazia todos se prepararem para a maior ameaça.
– Rápido! Precisamos mostrar que não dependemos do Naruto para proteger a vila! – gritava Tsunade passando ordens – dessa vez vamos manter a vila segura para ele retornar!!
Tsunade não queria cometer o mesmo erro que foi com Pain, na hipótese de uma ameaça colossal surgir medidas foram tomadas para que a vila não fosse destruída, uma delas era proteção contra ataques externos, algo que tornou-se possível com a chegada dos ninjas da tsukigakure (vila oculta da lua).
– Estamos todos prontos! – disseram os ninjas da lua reunidos.
– Ótimo! Usem a guarita do nordeste para amplificar o jutsu! – explicou Tsunade pelo radio.
O dragão estava a apenas 8km de Konoha, para evitar um confronto direto ele abriu sua bocarra e uma esfera de chakra vermelha começou a se formar, era um ataque semelhante a uma bijuu-dama tanto na aparência como na potência, depois de concentrar o chakra ele disparou o ataque que saiu rasgando a terra em seu caminho.
– Um ataque semelhante a uma bijuu-dama está vindo! – gritou o Hyuuga da vigilância – vai chegar em um minuto!
Os ninjas da lua correram contra o tempo, colocando as mãos sobre um cristal cinza eles projetaram uma barreira em frente a muralha da vila, a muralha parecia um espelho gigante, mas ela refletia um céu noturno estrelado, a grande proteção era vista do centro da vila onde Tsunade rezava para que fosse forte o bastante.
– “Por favor aguente!” – pensava ela – “não deixe essa vila ser destruída mais uma vez!”
A esfera de energia alcançou a barreira erguida, e só a onda de choque gerada estraçalhou as árvores perto da muralha, a barreira parecia tentar conter e engolir o ataque enquanto a esfera vibrava como se tentasse passar direto por ela.
– É mais poderoso do que pensamos! – disse o jounin da lua – não vai dar pra refletir!
A barreira que antes era plana começou a se curvar e rachar, sua função era mandar de volta a energia que recebia, mas um ataque tão poderoso estava fora do seu alcance, quando a energia refletida se igualou ao ataque restante houve uma terrível explosão.
Por milagre a barreira suportou o suficiente para aguentar a explosão, mas ela foi completamente destruída, em frente à muralha da vila uma cratera se abriu e dela saía fumaça, a muralha recebeu algum dano, mas permaneceu de pé.
– Graças a deus ela aguentou, mas só podemos erguer outra igual em 10 minutos – avisava o jounin da lua pelo rádio – e não sabemos se a próxima vai aguentar tanto quanto a primeira.
– Estou mandando uma equipe de suporte para vocês – respondeu Tsunade pelo rádio – com a ajuda da equipe médica talvez vocês consigam erguer a barreira na metade do tempo.
Mas sem saber quantas vezes o dragão poderia atacar isso não adiantaria nada, era preciso fazer alguma coisa quanto ao dragão, já se precavendo Tsunade invocou katsuyu para proteger o povo e obter respostas.
– Aquele é o Ryuugatamaru-dono – explicou a lesma gigante – até onde eu sei ele só serviu ao Rikudou sennin, seu poder é equivalente ao de um bijuu.
– E de onde eles tiraram um monstro assim? Maldito Genkyo e sua Rasetsu! – praguejou Tsunade – katsuyu, esteja preparada para proteger a todos de um ataque, enquanto isso vamos tentar deter o dragão.
– A menos que o contratante tenha uma reserva de chakra gigante, não poderá manter Ryuugatamaru aqui por muito tempo – explicou katsuyu – no máximo por uma hora, depois disso ele voltará para casa.
– Em uma hora aquele bicho vai dançar sobre a vila! – disse Tsunade – nós precisamos de...
Tsunade foi avisada que alguém estava lutando contra o dragão, pedindo por detalhes ela ouviu que era Yamato tentando conter o monstro, na floresta onde o dragão estava os troncos começaram a se enroscar em suas patas e corpo.
– Droga! Por que o pior sempre sobra pra mim!? – perguntava-se Yamato se esforçando ao máximo.
– Aguente firme querido, vamos combinar nosso chakra – pedia a esposa dele.
A sacerdotisa tocou as costas dele e liberou seu chakra, com isso os troncos enroscados no dragão ficaram mais fortes, o dragão parecia bem zangado por ter sido imobilizado.
– Não fique se achando demais! – gritou o dragão urrando.
Com o urro uma onda de chakra expandiu a partir dele, os troncos racharam com isso e a força descomunal do dragão fez o resto, com a agitação Genkyo caiu do chifre do dragão caindo no topo de uma árvore, já Yamato e sua esposa foram jogados contra uma pedra.
– Um usuário de mokuton, não pensei que veria isso desde o Hashirama – comentou o dragão – mas eu não vejo em você a alma do Indra ou mesmo do Hashirama.
– Eu nasci por meio de algumas circunstâncias – respondeu Yamato meio atordoado – e você é o Ryuugatamaru não é? Eu li sobre você em registros antigos do shodaime.
– Eu mesmo, recebi a tarefa ingrata de destruir aquela vila – respondeu o dragão – agora deixe-me terminar isso de uma vez e voltar pra casa.
Quando o dragão voltou sua atenção para Konoha viu algo esquisito, um brilho dourado vinha em alta velocidade em sua direção como se arrastasse pelo chão, surpreso pela velocidade daquilo Ryuugatamaru só entendeu quando foi tarde demais, a luz dourada chocou-se contra ele derrubando-o temporariamente.
O brilho dourado na verdade era Kenta em sua forma de serpente gigante, após Yamato lutar contra o dragão Tsunade o enviou para retardar o avanço da fera, com isso uma luta colossal estava para começar.
– O quê? Você tem o chakra de um bijuu, mas não existia uma cobra entre eles! – disse o dragão surpreso – o que é você!?
– hehehe parece que encontramos o nosso proposito não é kinja? – perguntou Kenta dentro da serpente – parece até que existimos para esse momento.
– Sim, chegou a hora de testar a nossa existência – respondeu a serpente com voz sibilante – mas esse adversário é um pouco demais, ele deve ter no mínimo o dobro do meu poder.
– Não importa, a velha disse que não precisamos vencê-lo, só atrasa-lo – disse Kenta – e uma cobra pode ao menos atrasar um dragão!
Kinja aproveitou-se de sua mobilidade para circular em volta do dragão, este revidava tentando acerta-lo com as patas ou mordidas, mas felizmente a agilidade de kinja era excepcional, em pouco tempo a serpente de chakra enrolou-se no pescoço do dragão tentando sufoca-lo, já o dragão se debatia violentamente.
– Precisamos aguentar! Minha irmã e a vila precisam de nós! – disse Kenta forçando seu chakra ao máximo.
– Maldito jinchuuriki! Se eu ao menos soubesse de sua existência antes! – praguejava Genkyo.
Genkyo estava indo para ajudar Ryuuga quando Yamato saltou na sua frente, o jounin ergueu uma muralha de madeira atrás para prevenir que o outro interferisse.
– Vamos deixar o garoto se divertir, eu posso entreter você até lá – dizia Yamato.
Genkyo rangeu os dentes, Konoha estava demonstrando sua famosa habilidade de dar a volta por cima, uma habilidade que sempre surpreendeu seus inimigos.
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– Kazekage-sama, por favor deixe isso comigo – pedia Hanako empolgada.
– Tudo bem, apenas não se deixe levar demais – pedia o Kazekage.
– Espere aí! Ainda não terminamos! – gritou Amara ao ver Gaara lhe dar as costas.
Amara ia atacar Gaara novamente, mas uma lâmina de eletricidade veio voando em sua direção, Amara sacou uma pequena espada de sua cintura e com ela fez uma lâmina de vento que rebateu o ataque de Hanako.
– Você parece ser alguém de confiança do Kazekage – comentou Amara irritada – posso saber quem é você?
– Uma imigrante do país da terra – respondeu Hanako – e eu soube que você tem problemas com a aliança shinobi não é?
– E não é pra ter? Você é uma estrangeira e mesmo assim está servindo ao Kazekage – dizia Amara – tá tudo errado! Sunagakure tornou-se uma vila fraca e servil!
– Quando você estiver no chão eu direi onde você errou – avisou Hanako – até lá, tente não perder em um piscar de olhos.
– Ora sua... – Amara estava com os nervos explodindo.
Assim como gosta de dizer Hanako atacou na velocidade de um raio, usando shunshin no jutsu ela surgiu ao lado de Amara que surpreendeu-se com a velocidade, com sua kiba ikazuchi remodelada Hanako atacou girando o corpo rapidamente, Amara usou seu leque aberto como escudo, mas viu os danos que ele sofreu.
– “Meu leque é feito de metal especial que armazena chakra” – pensou ela vendo os cortes no metal – “não deveria sofrer um dano assim, mesmo que ela use raiton!”
Com um movimento de estocada Hanako tentou atravessar o leque, Amara saltou para trás tomando distância, mas vendo-a se afastar fez com que Hanako disparasse uma explosão sônica, atingindo o leque a explosão jogou Amara pra longe.
– Que droga! Que tipo de ataque é esse!? – reclamou Amara com as cortas doloridas.
– Ah isso? É reiton (elemento sônico), a combinação de fuuton e raiton, você já deve ter ouvido falar – explicou Hanako – antigamente esta espada tinha a lâmina mais afiada, mas aquela ninja da folha a remodelou e lhe deu novas habilidades.
– Por que uma shinobi da folha remodelaria uma arma que seria usada contra eles!? – perguntou Amara frustrada.
– Ela disse que era pra aprimorar suas próprias habilidades, eu soube que ela fez o mesmo em todas as outras – disse Hanako – eu também soube que cada vila tem uma das 7 espadas, foi um presente de kirigakure pela aliança shinobi.
Depois do fim da guerra a aliança shinobi se manteve, a vila da nevoa deu suas preciosas espadas como prova de sua boa fé, e também como um pedido de desculpas por todos os problemas do passado, já a Tenten da folha remodelou quase todas elas, foi um meio dela testar suas habilidades e mostrar a boa vontade da folha, graças a isso cada vila possuía uma poderosa arma, e um igualmente poderoso shinobi para usa-la.
– Nada disso me interessa! Eu só quero acabar com esta maldita aliança shinobi! – gritou Amara revoltada.
Amara abanou seu leque e fez um enorme furacão, o jutsu seguia na direção de Hanako que concentrou seu chakra na espada de lâmina dupla, ela também concentrou chakra nos pés para grudar no chão, e assim quando o furacão estava ao seu alcance liberou o chakra da arma, uma poderosa explosão igual a um trovão dissipou os ventos.
– O vento pode dissipar um relâmpago, mas o trovão pode ecoar mesmo na mais forte ventania – disse Hanako séria.
– Isso é mal, meus jutsus não podem derrota-la – disse Amara analisando a situação – hei vocês! Eu preciso de reforços aqui!!
Ela gritava para seus capangas, mas nenhum deles poderia vir em seu socorro, uma vez que estava livre dela o Kazekage concentrou seus esforços contra os renegados, e rapidamente ele e Kankurou iam derrotando todos os inimigos, Amara já estava praticamente sozinha e encurralada.
– Que tal você se render e nos poupar o trabalho de derrota-la? – perguntou Hanako – o Kazekage-sama não parece querer você morta.
Para Amara a rendição era impossível, mas ela também não tinha disposição de lutar até a morte, agora que estava sem seus aliados sua única alternativa era fugir.
– Droga! Se ao menos uma praga como essa não tivesse aparecido! – disse ela agitando o leque.
Um redemoinho negro surgiu ao redor dela, e com um pequeno impulso Amara subiu aos céus carregada pelo vento negro, enquanto ela fugia viu varias garras gigantes de areia atrás dela.
– Não pense que vai me pegar com isso Kazekage! – gritou ela abanando o leque com força.
Ela criou vários turbilhões de vento negro para dissipar a areia do Gaara, mas quando o vento estava prestes a colidir com a areia uma descarga elétrica envolveu as garras, a descarga parecia imunizar a areia contra as propriedades do vento negro.
– o o oquê!? – Amara não conseguia acreditar nisso.
– Se você colocar uma pequena descarga elétrica na areia ela gera estática – explicou Hanako surgindo sobre a areia serve pra quase nada, exceto em uma situação assim.
– Sua desgraçada!! – gritou Amara revoltada.
Uma das garras de areia alcançou Amara agarrando-a firmemente, quando ela foi trazida pra baixo Gaara a esperava junto com Kankurou, todos os capangas dela foram derrotados.
– Kazekage-sama, temos cerca de 25 ninjas capazes de lutar – disse um dos chuunins.
– Kankurou, pegue esses homens e vá para o país do fogo – pediu Gaara – junte-se aos ninjas da folha e ajude como puder.
– Como quiser, Kazekage-sama – respondeu seu irmão recolhendo suas marionetes.
– Você ainda pensa em ajudar a folha? Quando vai parar de ser capacho do Hokage!? – reclamou Amara.
– Capacho? Você acha que faço isso pelo tratado da aliança shinobi? – perguntou Gaara – eu estou apenas ajudando um amigo, o meu primeiro amigo.
– Para dominar o reiton eu fui treinar na vila da nuvem, por isso você não me conhece – disse Hanako – eu carrego um pouco de cada país em mim, mas eu amo sunagakure, por isso eu quero me tornar a próxima Kazekage.
– Uma estrangeira se tornando Kazekage? Ridículo! – disse a outra contrariada – eu não quero viver para ver isso, me matem de uma vez.
– A Hanako é a prova de que nações se ajudando não se tornam fracas – explicou Gaara – foi por nos tornarmos aliados que sunagakure pôde crescer mais forte do que nunca.
Gaara lembrava de como as coisas eram antes da aliança e como ficaram depois, sunagakure não era mais uma vila isolada no meio do deserto, estava se tornando uma potência igual a todas as outras, uma variedade de ninjas surgia a cada ano, só o fato da Hanako ser tão promissora já mostrava o futuro daquele país.
– Hanako-san, posso pedir para ir ajudar Konoha também? – perguntou Gaara – alguém como você fará uma enorme diferença.
– Claro que sim! Eu chegarei lá na velocidade de um raio! – disse ela animada.
Hanako pôs sua capa de viagem e saiu correndo na frente de todo mundo, ativando o reiton ela atingiu uma velocidade próxima a do som, com essa velocidade ela chegaria ao país do fogo em no máximo meia-hora.
– Ela me lembra aquele sobrancelhudo – comentou Kankurou suspirando – tem certeza que a quer como sucessora?
– Ao menos sei que a próxima geração vai ter uma líder bem motivada – respondeu o Kazekage subindo na sua areia.
Gaara envolveu os corpos dos mortos com sua areia, seu plano era leva-los imediatamente para receberem o funeral apropriado, enquanto voavam para a vila Amara resmungava algo.
– Você ganhou tudo enquanto eu apenas perdi tudo – disse ela – eu nunca vou perdoar Konoha, você e a Temari!
– Se eu ou o Naruto pensássemos como você jamais chegaríamos onde estamos – disse Gaara – quando você puder se perdoar talvez se torne uma nova pessoa.
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– Youton! Yougazan no Jutsu!! (avalanche de lava) – gritou Hazan liberando seu jutsu.
A onda gigante de lava avançou na direção de Akeshi e Kurotsuchi, era lava o suficiente pra destruir um vilarejo inteiro, mas isso não assustou os dois.
Akeshi preparou a marreta que compunha sua arma e ela começou a brilhar, depois Kurotsuchi tocou a arma aumentando seu peso em 10 vezes, mesmo tendo dificuldade para empunha-la Akeshi correu na direção da lava e aplicou um golpe com a marreta repelindo tudo.
– O quê!? Isso não faz o menor sentido! – gritou Hazan – como uma marreta consegue rebater lava!?
A onda de lava voltou para Hazan que surpreso saltou pro lado, quando ele caiu da elevação viu Akeshi saltando em sua direção de uma grande altura, antes Kurotsuchi havia deixando-o muito leve aumentando seu impulso e sua velocidade.
O nukenin revestiu seu punho com lava tornando-o muito mais poderoso, com tal punho ele tinha a certeza de poder destruir a kabutowari, ao desferir o golpe ele teve a mão amputada pela parcela machado da arma.
– aaarrrgghhh!!! – gritou ele segurando na região ferida.
O nukenin cauterizou a ferida com a lava, mas agora que estava sem um dos braços seu poder diminuíra, cercado por Akeshi e Kurotsuchi ele se perguntava o que tinha acontecido, foi quando ele olhou para o machado que ainda tinha um pouco de lava nele, a lâmina do machado estava envolta por uma barreira.
– Então é isso!? – perguntou-se Hazan.
– Ah sim, você conseguiu ver, a modificação da kabutowari é esse jutsu – explicou Akeshi – na parte machado a barreira a protege e aumenta seu poder de corte, na parte marreta ela amplia a força e a área de impacto.
– Desista de uma vez Hazan, você não pode nos derrotar – avisou Kurotsuchi.
– Talvez eu não possa vencê-los diretamente, mas isso não significa que não possa acabar com vocês – disse ele – ainda tenho um último recurso!
O nukenin transformou o corpo em lava brilhante, acumulando uma quantidade absurda de chakra ele parecia uma bomba prestes a explodir, e por suas palavras a explosão não seria pequena.
Sem tempo para fugir Kurotsuchi usou seu jutsu e envolveu o corpo de Hazan com um cimento formando diversas camadas até formar uma bola densa, em seguida ela tocou a enorme bola de cimento.
– Cho Kaijuugan no Jutsu (super agravamento de peso) – disse ela usando todo o seu chakra.
A bola de cimento ficou tão pesada que afundou o chão sob ela, Kurotsuchi aumentava sua densidade em mil vezes para torna-la mais forte que o aço, enquanto tocava a pedra ela sentia tudo vibrar, isso significava que mesmo aumentando sua densidade ao máximo ela não iria resistir à explosão.
– Saía daí Tsuchikage-sama! – gritou Akeshi saltando na direção da bola.
Na hora que ouviu a voz de Akeshi Kurotsuchi saltou pra trás, ao mesmo tempo o jounin golpeou a bola de pedra com toda a sua força e chakra, graças a isso a pedra afundou no chão mais de 50m em um instante.
Assim que ela parou de afundar chegou ao ponto critico, Kurotsuchi e Akeshi saltaram para o mais longe possível bem a tempo de ouvirem a explosão, o chão na área explodiu como se fosse uma pequena erupção, um pilar de lava subiu pelo buraco central, com tudo isso um pequeno vulcão se formou.
– Se essa coisa tivesse explodido livremente na superfície estaríamos mortos agora – disse Kurotsuchi – esse maldito Hazan ia matar todo mundo com ele!
Pouco a pouco os capangas do Hazan foram derrotados pelos ninjas da rocha, uma vez que a situação foi controlada Kurotsuchi avaliou o estrago, dos 50 ninjas ela perdera 20, todos estavam cansados e muitos com ferimentos.
– Infelizmente não temos como ir ajudar a folha – disse Kurotsuchi – acho melhor pedir reforços da vila junto com uma equipe médica.
O pedido foi enviado para a vila, Kurotsuchi mandou que todos descansassem para fazer a viagem de volta para Iwagakure, enquanto isso Akeshi vasculhava algo nos escombros da explosão, a nova Tsuchikage o viu recolhendo o braço amputado do Hazan.
– O que vai fazer com isso? – perguntou ela.
– Um usuário de youton puro é raridade, talvez dê pra estudar sua kekkey genkai a partir desse braço – sugeriu ele.
– Faça como quiser, eu prefiro aprender a usar o jinton do vovô – disse Kurotsuchi – eu tenho o mesmo sangue que ele, por que diabos não consigo usar?
Kurotsuchi esperaria a equipe chegar para tomar uma decisão, pelo bem dos seus ninjas ela mandaria todos pra vila, mas pelo bem da aliança ela pensava em ir com o Akeshi para Konoha, pensando nisso ela se perguntou quando a competitiva vila da rocha começou a se preocupar com os outros.
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– Você quer me desafiar com uma agulha de costura? – perguntou Ibiri.
– Se a sua “espada” é mesmo superior não deve ser um problema não é? – desafiou Uisame – ao final do dia veremos quem tem a melhor espada.
Uisame disparou sua nuibare contra Ibiri, o nukenin então moldou sua arma para forma um escudo a sua frente, mas surpreendentemente a nuibare fez uma curva a poucos centímetros do escudo, ela continuou fazendo zigue-zague no ar tomando direções e ângulos imprevisíveis.
– O quê!? Ela está fazendo curva no ar!? – perguntou-se Ibiri assustado.
A agulha fez uma curva repentina na direção dele, novamente Ibiri fez um escudo que mais uma vez foi evitado pela agulha, o mais surpreendente é que o fino fio de aço estava fazendo um casulo em volta dele, quando Uisame achou que já tinha enrolado o bastante ela puxou a agulha de volta.
Em um instante o fio que pairava ao redor dele se apertou, Ibiri rapidamente fez uma cúpula com sua arma se protegendo do fio que o teria retalhado se tivesse chegado até ele.
– Eu ainda não entendi a modificação da nuibare – comentou Chojuro – o que a Tenten-san fez com ela?
– Primeiro ela deu a capacidade de controlar os movimentos da nuibare com magnetismo – explicou a Mizukage ao lado dele – depois tornou a agulha flexível, graças a isso ela pode fazer curvas e permanecer em movimento o quanto ela quiser.
Lâminas brotaram do casulo vermelho em volta do Ibiri, como se fosse uma serra elétrica o casulo estraçalhou o fio de aço a sua volta, uma vez que se livrou do perigo ele começou a disparar estacas vermelhas na direção da oponente.
– Foi um bom truque, mas não se iguala a minha arma – disse ele ao ver a outra ser perfurada.
O que ele acertara era um mizu-bunshin, Uisame havia criado enquanto Ibiri estava em seu casulo, ao ver o corpo de água se desfazendo ele começou a procurar a sua volta, mas tudo o que ele podia ver era a nevoa espessa se formando.
– Sério que você vai usar o kirigakure no jutsu contra um compatriota? – perguntou ele.
Ibiri moldou sua arma na forma de vários anéis que flutuavam rapidamente ao seu redor, com essa forma ele poderia ver qualquer ataque, se proteger deles e revidar na hora, varias vezes alguém o atacava, mas sempre que ele revidava provava ser um mizu-bunshin, quando a nuibare era atirada contra ele um dos anéis se moldava como escudo.
– Pela trajetória inicial eu sei onde você está – disse ele apontando numa direção.
Lascas de sua arma voaram na direção apontada mas nada acertaram, toda essa estratégia estava frustrando e irritando Ibiri, ele fez sua arma se reunir sobre ele e disparou estacas pra todos os lados, mesmo assim ele não acertou ninguém.
– Por que eu não consigo acertar? Ela não pode estar tão longe assim – disse ele furioso – a nuibare tem limite de alcance, ela teria que estar a no máximo 15m.
Ibiri pensou em sair de onde estava, mas chegando na beirada do galpão ele percebeu que o lugar estava cercado de lava, a Mizukage isolara o lugar completamente com seu youton, quando Ibiri saltou para escapar da lava ele viu Chojuro vindo em sua direção.
Chojuro liberou o chakra armazenado na sua arma e moldou na forma de uma marreta, com ela golpeou Ibiri que se protegeu dentro do casulo vermelho, ainda assim ele foi mandado de volta para o telhado onde estava.
– A hiramekarei do Chojuro pode se adaptar a varias situações, isso não é exclusividade da sua hitoguri – dizia a Mizukage satisfeita – e agora tudo já está armado para sua derrota.
Ibiri já parecia desesperado para eliminar seus inimigos, a nuibare voava ao redor dele tentando perfura-lo, cada vez que a agulha se aproximava ele criava um escudo, em um certo momento ela veio diretamente de cima como num mergulho, e sua ponta faiscava eletricidade.
– haha! Não adianta adicionar raiton, minha hitoguri é impenetrável! – disse ele moldando o escudo por cima.
A nuibare acertou o escudo e um clarão se espalhou ali, a agulha eletrificada tentava penetrar o escudo, mas concentrando toda a defesa ali nada poderia penetra-la, Ibiri ria da insistência da Uisame quando ouviu um som agudo vindo por suas costas, ao olhar para trás ele viu uma lâmina de energia vermelha vindo em sua direção, e antes que ele pudesse mudar a forma do escudo ele foi cortado na cintura pela energia.
– O que aconteceu? – perguntou ele enquanto seu corpo se dividia ao meio.
Antes de perder a vida ele viu Suigetsu num telhado, a kubikiri dele exalava um vapor vermelho profundo, fora ele quem atirara o ataque anterior.
– A modificação da kubikiri é que ela pode absorver o chakra contido no sangue de quem ela corta – explicou a Mizukage – quando ela alcança o seu limite pode disparar todo o chakra acumulado num poderoso ataque.
– Eu estive cortando aqueles fracotes por um tempão – disse Suigetsu saltando até a Mizukage – aposto que ele nunca imaginou que eu o atacaria de longe.
Os três espadachins da nevoa viram a hitoguri perder sua forma e se espalhar pelo chão, sem o chakra do usuário não havia nada que mantivesse a arma, a Mizukage até ficou feliz de ver aquele metal vermelho escorrer para a lava e evaporar aos poucos.
– É melhor assim, uma arma criada com a vida de inocentes não deve existir nesse mundo – disse Mei satisfeita.
– O que vamos fazer com aqueles navios piratas? – perguntou Uisame observando a frota que se aproximava.
– Não se preocupe com eles, o nosso amigo já deve estar chegando – disse a Mizukage tranquila.
Um turbilhão se formou no mar arrastando os navios piratas para o centro, ao mesmo tempo três caudas blindadas subiram e começaram a golpear todos os navios, não levou nem um minuto para a frota pirata desaparecer e o mar se acalmar.
– Uau! Aquilo foi o sanbi? – perguntou Suigetsu impressionado.
– Exatamente, ele ficou sabendo dos problemas do Naruto e se ofereceu para ajudar – explicou a Mizukage – mas como estava vindo de longe demorou para chegar.
O bijuu de três caudas aproximou-se do porto, os ninjas da nevoa que lutavam contra os piratas estavam em suas costas, ao ver seus homens bem a Mizukage agradeceu ao bijuu.
– Não foi problema pra mim, é um prazer ajudar o pessoal da nevoa – respondeu o bijuu – mas como estão as coisas na folha e com o Naruto?
– Infelizmente eu não sei responder, quando soubemos que a guerra começou estes caras apareceram – explicou Mei – mas eu acredito no Naruto, Konoha não cairá.
O bijuu queria muito ir lá, mas ele não era bom em se deslocar pela terra, e se fizesse isso poderia causar danos, Mei prometeu que iria mandar seus subordinados saber a situação geral e o informaria mais tarde.
– Eu gostaria de ter ajudado mais, mas acho que acabar com essa facção já foi o suficiente – disse a Mizukage.
Ainda assim ela pediu para seus três espadachins irem ajudar Konoha, Chojuro hesitou um pouco, mas agora que o sanbi estava aqui ele podia deixar a Mizukage com ele, tomando a liderança Chojuro levou Suigetsu e Uisame com ele.
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A fronteira entre o país do fogo e o país do relâmpago raramente viu batalhas assim, de um lado o ex-ANBU da nuvem chamado Ken, ele lutava com lâminas que se projetavam do seu corpo e raios emitidos por elas.
Do outro lado o jounin aprendiz do jinchuuriki da nuvem, Hazoi recebera do seu mestre a terrível espada viva samehada, com ela Hazoi desferia golpes que arrancavam arvores inteiras do chão.
– Você é bem ligeiro, ainda não consegui te acertar uma vez sequer – comentou Hazoi impressionado.
– E você é mais ágil do que parece, mesmo enfrentando 8 lâminas ao mesmo tempo – disse Ken.
– Não é pra menos, eu treinei com o Bee-sama, estou acostumado a esse estilo – respondeu o outro – se bem que o sensei sempre pegava leve comigo.
Ken ganhava pela velocidade, mas sabia que se recebesse um só golpe seria feito em pedaços, por isso ele hesitava em se aproximar abertamente, considerando seu estilo de luta a essa altura já deveria ter transformado Hazoi em peneira, mas até o momento só cortes superficiais.
– Hei, você parou de sangrar – comentou Ken.
– Ah isso? Eu estou me regenerando aos poucos – respondeu Hazoi sorrindo – isso é uma habilidade bem útil dos jinchuurikis.
– O quê!? Você é um jinchuuriki!? – perguntou Ken incrédulo.
– hahahahahahha estou brincando, é claro que não! – respondeu Hazoi dando gargalhadas – eu só peguei um pouco do poder de um verdadeiro, o sensei me deu um dos seus tentáculos.
Hazoi explicou que ele se descobriu compatível com o hachibi, graças a isso comendo um dos seus tentáculos obteve um poder semelhante ao de um jinchuuriki, seu chakra elevou-se enormemente, sua capacidade de cura aumentou drasticamente e a sua força física também.
Esse era o motivo da samehada aceitar Hazoi como dono, ele era o sucessor de Bee como a maior força da vila, alguém em que se poderia confiar hoje e sempre.
– Você transformou a si mesmo numa arma da vila? – perguntou Ken.
– Não me vejo como uma arma, eu ainda sou um shinobi – explicou Hazoi – eu escolhi ganhar este poder para proteger a vila que amo.
– Armas existem para matar, não proteger – rebateu o outro – eu sofri um verdadeiro inferno para ganhar essas lâminas, fui treinado a vida inteira para matar!
– E num mundo pacifico você não tem utilidade não é? – disse Hazoi – sendo assim por que acha que eu aceitei ganhar parte dos poderes do hachibi?
Hazoi deixou para responder depois, ele primeiro investiu contra o seu adversário brandindo a samehada, Ken conseguiu desviar do golpe saltando e girou o corpo, quando ele estava a centímetros de perfurar a cabeça de Hazoi algo aconteceu, o jounin da nuvem conseguiu mover a samehada e usa-la como escudo.
– “Impossível! Minha velocidade se equiparava a do Raikage!” – pensou Ken estupefato.
Hazoi girou a samehada jogando Ken longe, o ex-ANBU arrebentou-se contra uma árvore e sentiu as costelas doerem, levantando-se com dificuldade ele correu na direção de Hazoi, mas o outro já não tinha dificuldade nenhuma em bloqueá-lo.
– Parece que você ainda não entendeu o que significa lutar contra a samehada – comentou Hazoi dando um soco nele.
– Agora eu lembrei, parece que ela pode absorver chakra – disse Ken caído no chão – então esse tempo todo...
– Mesmo errando o golpe ela roubava seu chakra que você emitia livremente – respondeu Hazoi – com o tempo você ficou mais lento que eu.
– hahahahahah eu deveria ser a arma suprema, e fui derrotado por uma arma empunhando outra arma! – disse Ken gargalhando.
Hazoi acabou rindo com ele, quando Ken tentou levantar recebeu um golpe da samehada na barriga que o manteve no chão.
– Eu quis receber o poder do hachibi para um dia como esse – explicou Hazoi – o dia em que alguém como você surgiria para ameaçar a paz que nossos colegas conquistaram, eu não sou uma arma, sou um escudo que protege a paz.
– hahaha quem dera eu tivesse nascido nessa nova era – disse Ken cuspindo sangue.
Depois de derrotar Ken Hazoi pôs a samehada nas costas, a espada agitou-se querendo devorar mais presas, seu novo dono prometeu que em breve teria mais refeições.
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O golpe de clava veio direto na direção do Sasuke, o Uchiha saltou pro lado desviando do golpe enquanto se preparava para contra-atacar, mas antes que ele fizesse seu movimento um arpão veio voando em sua direção, girando o corpo ele sentiu o arpão atravessar sua capa de viagem.
– Então é aí que está agora? – perguntou Sasuke olhando na direção do disparo.
– tsc! Tenho que mudar de posição novamente – disse Enzo saltando por entre as arvores.
O fuukuma (demônio do vento) veio voando num rasante em direção ao Sasuke, ao mesmo tempo o enkuma (demônio do fogo) criava um mar de chamas para impedir que Sasuke saísse do caminho.
– Se não posso desviar basta bloquear – disse Sasuke liberando o chakra escuro pelo corpo.
Sasuke manifestou o susanoo em seu segundo estágio, com isso as chamas não o alcançaram e o demônio de vento preciso parar seu ataque, antes que o demônio escapasse Sasuke o esmagou com um poderoso soco do susanoo.
Ao mesmo tempo Sasuke manifestou o arco e a flecha disparando-a contra Enzo, a poderosa flecha saiu atravessando todos os obstáculos no caminho até alcançar o alvo, Sasuke vira então que acertara um kage bunshin do Enzo.
– hunf! Até parece que eu ia ser morto desse jeito – disse Enzo no fundo da ponte de pedra.
Ele fez uma sequência de selos e o corpo do demônio de vento começou a brilhar, ao mesmo tempo, batendo a mão na ponte ele projetou uma enorme barreira em volta do Sasuke e seu susanoo.
– Desapareça de uma vez por todas! – gritou Enzo.
Sasuke mudou a forma do susanoo comprimindo-o o máximo possível até formar uma pequena esfera ao seu redor, o corpo do fuukuma então se transformou em algo parecido com um buraco negro tragando tudo dentro da barreira.
– Kuukansatsu (aniquilação pelo vácuo) vai devorar qualquer coisa dentro da barreira – disse Enzo satisfeito – não existe defesa contra isso.
Mas Enzo estava preparado, se Sasuke usasse o rinengan para sair da barreira um dos demônios o atacaria, mesmo que isso anão funcionasse pelo menos estaria esgotando o chakra do Sasuke, Enzo ainda tinha dúzia de estratégias para aniquilar o Uchiha e por isso preservava seu chakra.
Ao final do jutsu o buraco negro dentro da barreira desapareceu, em seu lugar sobrara apenas o Sasuke meio ofegante, Enzo sentindo o chakra dele se perguntava como Sasuke sobrevivera.
– Maldito Uchiha! Que truque ele usou dessa vez? – perguntou Enzo subindo para a ponte.
– Finalmente veio lutar pessoalmente? – perguntou Sasuke se levantando.
– Eu não sei como fez isso, mas eu vou te matar de qualquer jeito – disse Enzo.
Sasuke estava satisfeito, após comprimir o susanoo ele o transformou numa barreira individual, seu truque foi o suficiente para impedir que fosse tragado pelo buraco negro e serviu para atrair seu inimigo.
– Agora eu vejo semelhança entre você e o Danzo – comentou Sasuke – ambos usam os outros para encurralar sua presa sem sujar as mãos.
Enzo mostrou fúria e mandou os dois demônios restantes atacarem, quando o enkuma estava quase acertando o chikuma (demônio da terra) simplesmente o golpeou com sua clava, o golpe foi tão potente que mandou o outro demônio voando longe.
– O quê!? Como!? – perguntou-se Enzo sem entender – por que ele atacou o outro!?
– Não se lembra? Já faz um tempo que eu fiz aquilo – disse Sasuke olhando para o demônio da terra.
Enzo percebeu do que ele estava falando, a algum tempo Sasuke acertara o demônio com estacas negras, as mesmas que podem ser usadas para transferir chakra e manipular os corpos de quem for perfurado, olhando atentamente o olho esquerdo do demônio se transformara no rinengan.
– Você o está controlando! – disse Enzo furioso.
Sasuke sorriu e fez o demônio da terra atacar Enzo, este imediatamente saltou para fora da ponte, em sua cabeça era hora de recuar e pensar numa nova estratégia, mas Sasuke surgiu em sua frente deslocando-se rapidamente, e antes que pudesse pensar sobre isso Enzo viu o mangekyou pulsando na sua frente.
Segundos depois Enzo se viu no antigo bairro Uchiha, na mesma noite do infame massacre Uchiha, mas dessa vez no lugar do Itachi era o Enzo contra todo o clã Uchiha.
Enzo se viu cercado por dezenas dos melhores ninjas do clã Uchiha, e logo todos eles começaram a atacar Enzo, varias e varias vezes o filho do Danzo morreu enfrentando estes homens, e em todas as vezes ele revivia instantaneamente para continuar morrendo, esse ciclo repetiu-se na cabeça dele por horas até formar um dia inteiro, ao final do tsukiyomi o corpo de Enzo estava em pedaços enquanto os Uchiha o cercavam e encaravam com os olhos vermelhos.
No mundo real só se passara um misero segundo e Enzo ainda estava a caminho de cair no rio, com seu sistema nervoso destruído ele afundou na água, mas uma mão o agarrou e o puxou para fora, era Sasuke de pé sobre a água encarando-o.
– Quero que saiba de uma coisa antes de morrer, o seu pai era um desgraçado, mas pelo menos ele tinha um ideal pelo qual lutar – disse Sasuke encarando-o – mas você é só um idiota buscando uma vingança vazia e sem nenhum proposito, e diferente do seu pai você foi usado como um mero peão.
Sasuke o largou deixando-o afundar no rio, depois disso ele voltou para a ponte e seguiu em direção ao país do ferro, com meia-hora ele alcançou o local onde deveria encontrar Okojo, e logo na escadaria do templo ele viu o Uchiha.
Sasuke olhou para Okojo e sentiu que ele era tão forte quanto os rumores diziam, mais do que força ele tinha uma presença intimidadora, seu sharingan transmitia também uma grande força de vontade.
– “Será que esse cara é mais forte do que o meu irmão era?” – perguntou-se Sasuke enquanto subia a escadaria.
Vendo Sasuke subir a escadaria Okojo recuou um pouco para o pátio do templo, quando Sasuke passou pelo portão olhou ao redor procurando outros inimigos ou qualquer ameaça em potencial.
– Onde está a minha esposa? – perguntou Sasuke com um tom calmo.
– Ela está bem, deixei dentro do templo – respondeu Okojo – eu preciso mantê-la longe da sua vista para não usar seus truques.
Se esse cara era tão esperto como diziam ele deve ter usado o sharingan na Sakura, tudo para investigar suas habilidades e fraquezas, pelo menos era isso o que Sasuke imaginava, em sua mente a única preocupação era se Sakura estava bem.
– Posso saber o que você espera com tudo isso? – perguntou Sasuke – ou só está trabalhando para a Rasetsu?
– Se a Rasetsu vencer o mundo voltará a ser como era nos tempos do Madara – respondeu Okojo – eu meio que quero ser o novo Madara, quero recriar o clã Uchiha com toda a gloria daquele tempo, e assim como ele começar uma nova era.
– É um objetivo bem ambicioso, pelo menos não é algo idiota como o outro – disse Sasuke – mas o seu sonho não vai se concretizar.
– Porque você vai acabar comigo e salvar a sua esposa? – perguntou Okojo irônico.
– Não, porque mesmo que percamos essa guerra o mundo não voltará a ser como antes – respondeu Sasuke confiante – as coisas não são mais como antes, o mundo não vai mais se dividir e acabar em guerras.
Okojo riu um pouco disso, era uma confiança que não era comum a um Uchiha, a certeza do futuro em paz, certamente Sasuke lhe chamara a atenção.
– Muito bem, não adianta muito tentar impor seus ideais aos outros – disse Okojo – eu não tenho nenhuma rixa pessoal com você, mas preciso tira-lo do caminho para cumprir meu objetivo.
Sasuke sacou sua espada enquanto Okojo puxava uma naginata* para lutar, ambos ativaram seus doujutsu e esperaram o outro começar a agir, quando nenhum dos dois parecia querer dar o primeiro passo Okojo sorriu.
– Você quer saber que habilidade o meu mangekyou tem antes de atacar? – perguntou Okojo.
– Claro, afinal parece que você já sabe tudo sobre mim – respondeu Sasuke irônico.
– Então deixa eu te mostrar o que ele pode fazer – disse Okojo ativando o mangekyou.
Assim que viu o mangekyou dele Sasuke ficou em tensão total, sem saber que jutsu poderia se manifestar, por um segundo nada aconteceu, foi aí então que Sasuke ouviu um chiado atrás dele, virando-se instintivamente ele viu uma bola de energia pulsando rápido no ar, antes que ele pudesse dar um passo a bola brilhou intensamente e explodiu violentamente.
Continua.
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