Miracle
28 Capítulo 28 - Confessions in Pain
Notas iniciais
Como prometido, quando vocês terminarem esse capítulo, estarão simplesmente empolgadas! HAHA!
Boa leitura!
Miracle
Capítulo 28 – Confessions in Pain
– Quer um pedaço?
– Eu já disse que não me alimento.
– Então pare de me encarar enquanto como.
Izaya estava comendo sushi sentado em sua bancada, enquanto Mai ficava em pé do outro lado olhando-o. Não teria nada de anormal na cena, se a garota não estivesse encarando fixamente o que comia.
– Estou te incomodando? – Ela perguntou, seu tom demostrava uma profunda falta de sentimento e seus olhos eram de um escuro azul.
– Você está querendo algo. – Concluiu, colocando os hashis ao lado do prato. – O que é?
– Eu queria... – Ela olhou para os lados e depois voltou a para o prato, mais especificadamente para os hashis, então os pegou. – Eu queria tentar uma coisa. – Um pouco sem jeito, ela equilibrou os palitinhos entre os dedos e pegou um sushi. – Abra a boca. – Pediu, apontando o alimento para Izaya.
– O que? – Ergueu uma sobrancelha.
– Diga: Ah. – Falou.
– ... – Um pouco a contragosto, o informante abriu a boca, deixando-o que Mai lhe desse comida.
– O que achou?
Particularmente Izaya achava aquilo agonizante; ver a garota interagir novamente com ele, mas sem um pingo de emoção, como se estivesse completamente fechada a ele. Ou quem sabe, já não sem importasse mais com sua presença.
– De onde tirou isso?
– Li em um mangá. – Respondeu, pegando outro sushi.
– Será que tudo o que... – Teve que parar de falar, por causa de outro pedaço que foi levado a sua boca.
– Isso é divertido.
– Só pra... – Novamente foi interrompido. – Me devolve os hashis. – Engoliu o peixe cru e pegou os palitos da mão da outra.
– Eu estava gostando... – Inclinou a cabeça um pouco para o lado, fitando o prato.
Por conta própria Izaya levou outro sushi a boca e depois que engoliu, voltou a encarar Mai. Ela também o encarou, porém não sustentou o olhar por muito tempo, logo desviando. Ela nunca o encarava por muito tempo, sempre que seus olhares se encontravam, rapidamente desviava, ou com o rosto corado, ou com uma expressão triste.
Sem dizer mais nada, ela se afastou da bancada. O informante, que já havia acabado de comer, pegou sua tigela e hashis e os levou para a cozinha, largando-os na pia – Namie lavaria para ele. Saindo do pequeno cômodo, se aproximou de onde Mai estava – em pé de frente para os janelões do escritório. Ela parecia olhar atentamente para o lado de fora.
– Viu alguma coisa? – Perguntou, recostando-se a sua mesa.
– Não... – Ela tocava o vidro com a ponta dos dedos e o embaçava com sua respiração. – Por que a janela está gelada?
– Porque está frio lá fora. – Respondeu simplesmente. – Estamos quase no inverno.
– Mas aqui está quente.
– Por causa do aquecedor.
– Lá fora está tão frio assim?
– Quer ir checar por contra própria? – Convidou, fazendo-a olha-lo.
– Você iria até a rua comigo?
– Por que não? ~ – Riu, como se fosse algo muito simples. – Só temos que pegar um casaco.
Izaya saiu de cima de sua mesa e subiu para o andar de cima, sendo seguido por Mai. Entretanto, quando entrou em seu quarto, ela não o acompanhou, mantendo-se em pé encostada ao batente da porta. O rapaz, sem comentar nada a respeito, caminhou até seu armário.
– Você não tem nenhum agasalho, certo? – Abriu a porta do móvel, tentando ignorar a inquietação que aquilo lhe causou.
– Não.
– Hm... – Examinou as peças lá dentro, logo pegando um sobretudo escuro, semelhante ao casaco que usava normalmente, porém chegando quase até os pés.
Com a peça descansando em seu braço, fechou a porta de madeira e voltou até Mai, lhe estendendo a roupa. A menina a pegou e olhou com curiosidade.
– Isso é muito grande pra mim. – Avisou.
– Essa não é pra você. – Tirou o próprio casaco e o trocou com a garota. – Você vai usar esse.
Enquanto vestia seu sobretudo, o informante observava Mai; ela ergueu o casaco diante dos olhos, observando-o por alguns segundos e depois o vestiu. Ela ajeitou a gola felpuda em volta do pescoço, roçando-as contra as bochechas, sorrindo de leve com a sensação.
Vestidos, os dois saíram do apartamento, passando pelo corredor do andar e entrando no elevador.
– Você está bem? – O moreno perguntou a garota, que estava ofegante.
– ... Estou.
Com uma campainha, o elevador abriu suas portas, revelando o vazio hall do prédio. Os dois atravessaram a portaria e saíram do edifício. Era cedo, o ar estava coberto por uma fina camada de neblina, que o esfriava.
– Está gelado. – Mai comentou ao seu lado, fala que mais tinha uma entonação de surpresa do que reclamação.
– Sim, muito. – Deu um passo à frente, olhando o céu acinzentado. – Logo vai começar a nevar, talvez daqui uma semana ou duas.
– Vai demorar.
– ... Quer dar uma volta?
– Não acho que eu consiga ir muito longe. – Ela respondeu, caminhando até a mureta de metal que separava o passeio da rua.
Izaya a acompanhou, parando a sua frente. Teve que segurar uma risada quando a fitou e percebeu como ela ficara com o casaco. Não que estivesse ruim – na verdade estava muito bem com ele –, mas era que, se não fossem pelos olhos azuis, Mai se passaria facilmente por Kanra com aquele casaco. Era engraçado, pois ela tinha características semelhantes às dele; cabelos negros e brilhantes, pele clara e um olhar esperto, de quem sempre vê além do normal. Até no comportamento eram parecidos – julgado como fora do padrão pelo resto da sociedade.
– Qual sua estação preferida, Izaya? – Ela interrompeu seus devaneios.
– A primavera.
– Sério? – Friccionou uma mão na outra em busca de calor. – Nunca iria imaginar...
– E a sua?
– Não vivi todas para dar uma resposta.
– Que deprimente. – Sentou ao seu lado, enfiando as mãos nos bolsos.
– Eu sei. – Deu de ombros.
Os dois ficaram em silêncio, limitando-se apenas a olharem para o prédio onde moravam. Local o qual passaram muito tempo juntos; tempos confusos e turbulentos. Izaya virou-se para Mai, notando que essa tremia e se encolhia no lugar.
– Quer voltar?
– Só mais um pouco... Eu quero sentir frio mais um pouco.
O rapaz esperou, talvez dez minutos ou quem sabe uma hora inteira, ali. Ambos olhavam para o céu, como se esperassem que a qualquer instante nevasse. Com uma expressão de desânimo, a menina desceu da murada e começou a caminhar de volta ao prédio. Chegando ao escritório, ela tirou o casaco e, relutante, estendeu-o para Izaya. O informante estendeu a mão para pega-lo, e quando sua mão tocou a dela, notou que essa estava extremamente gelada. Por algum motivo, desconfiou que tal estado não fosse por causa do tempo lá fora.
– Você está gelada. – Segurou o pulso dela e a puxou para mais perto. Ato que a assustou.
– Não é nada... – Ela respondeu friamente, puxando sua mão de volta e lhe dando as costas.
O informante olhou mal-humorado para Mai. Ela realmente dificultava as coisas. Por fim, deu de ombros, pegando seu casaco e colocando sobre os ombros da menor.
– A última coisa que você precisa é ficar doente. – Murmurou, passando por ela e se dirigindo para sua mesa.
Depois cada uma se pôs a fazer suas atividades; Izaya voltou a se concentrar em seus trabalhos e Mai catou Kuro e sentou com ele no sofá assistindo T.V.
Por algum tempo, o escritório ficou preenchido apenas pelos ruídos provocados pelos dedos do informante batendo contra o teclado e do baixo som da televisão.
– Izaya. – A voz da menina quebrou a sinfonia.
– O que foi? – Perguntou, sem tirar os olhos do computador.
– Por que decidiu não se envolver diretamente com as pessoas? – Questionou, um pouco inquieta, acariciando Kuro.
– ... – O moreno desviou o olhar do papel que havia começado a analisar e mirou profundamente Mai. – Por que quer saber? – Se perguntava internamente de onde surgira tal curiosidade.
– A-ah... – Ela pareceu um pouco perdida. – ... Eu só queria saber.
– Bem, eu nunca me interessei por uma única pessoa em especial porque prefiro me dedicar ao meu amor à humanidade por completo.
– Mesmo que nunca receba nenhum tipo de retribuição? Mesmo que a humanidade chegue, até, a te odiar?
– Por que está me dizendo isso tudo? – Rebateu. – Por acaso está tentando em fazer mudar de postura? – Riu irônico.
– Talvez... Chame isso de uma última tentativa.
Sem dizer mais nada, Mai voltou a assistir ao programa. Seus olhos, agora pareciam ainda mais escuros e profundos. Pela primeira vez, Izaya olhou para a garota e sentiu realmente que não era um ser humano, que sua existência fugia completamente ao que chamavam de realidade. E por um momento, também teve medo de que ela desaparecesse diante de si. Porém não foi o que aconteceu; ela apenas se remexeu no lugar e ajeitou Kuro em seus braços, que ronronou de satisfação.
Ao entardecer, à contra gosto, o informante teve que sair do escritório para resolver um serviço. Realmente não queria, mas se começasse a deixar os serviços de lado, corria o risco de perder a fama de competente, e perigoso, informante.
Pegou uma carona no carro negro de Shiki e seguiu para um dos vários esconderijos da Yakuza espalhados por Ikebukuro. Ao chegar, negociou com alguns chefes contrabandistas na companhia do que lhe dera carona; chantageou, fez conexões, vendeu informações e, por fim, recebeu parte do dinheiro ganho ilegalmente.
Shiki, o estoico mafioso vestido de branco, satisfeito com as atividades do habilidoso informante, ofereceu-lhe novamente uma carona, que foi logo aceita.
– Então, Orihara-san, como anda sua relação com a diretora da Nébula? – O mais velho perguntou com um estranho humor.
– Eu já disse, não tenho nenhuma relação com aquela mulher. O que ocorreu entre nós dois não foi nada mais do que manipulação para conseguir o que eu queria. – Respondeu cansado.
– Eu sei. – Ele riu. – Eu a vi alguns dias atrás, estava tentando contratar mafiosos para conseguir dados de Dullahans. E quando citei seu nome, ela ficou irada.
– Uma reação completamente previsível. Muito chato, não? – Deu de ombros. – Viu? Não daríamos certo, eu logo me cansaria dela.
– Realmente, sei muito bem que você tem outros tipos de preferências. – Sorriu malicioso. – E quanto à garota? Ainda vive com ela? – Perguntou, recebendo como resposta um fulminante olhar avermelhado refletido pelo retrovisor do carro. Porém aquilo não o incomodava, apenas riu. – Você é muito inteligente, mas ainda sim, inexperiente.
– Eu não parecia muito inexperiente lidando com aqueles mafiosos. – Contrapôs com um olhar presunçoso.
– Veja da forma como achar melhor, amante dos humanos.
O carro de Shiki parou as portas do prédio do informante que, murmurando um agradecimento, desceu. Mesmo o veículo tendo se afastado, o moreno se manteve na mesma posição; em pé olhando para cima, mais especificamente, para a janela de seu andar.
Com o comentário do chefe mafioso, agora sua mente vagava e formulava vários pensamentos. A forma como Shiki se referira a Izaya, mesmo que em tom de chacota, o fez se lembrar do último diálogo que teve com Mai antes de sair. Por algum motivo, sentiu que os argumentos que usou contra ela soavam vagos para si próprio, como se já não tivessem mais base. Isso não era normal, seu amor único e estritamente canalizado para a humanidade sempre fora algo que lhe era convicto. Imutável.
Não existia nada nesse mundo que mudasse essa verdade, nada que conseguisse inverter seus sentimentos. Ainda mais algo não-humano de vida reduzida.
Então por que tudo aquilo que disse agora parecia tão vazio? Por que esse “amor” unilateral estava perdendo o sentido? Suas preocupações agora mudaram, seu foco de pensamento mudou e, principalmente, seus sentimentos.
O pior de tudo era que achava que sabia a resposta para toda essa bagunça. Apenas não conseguia aceita-la.
E, confessava, não era mais por orgulho que negava essa verdade. Não... Era a dor, sofrimento e angustia que não deixavam.
Com um longo e alto suspiro, Izaya voltou à realidade e subiu para seu escritório. Por já estar tarde, não viu Mai no andar de baixo, provavelmente já havia subido para seu quarto. Entretanto, a fim de deixar sua consciência mais tranquila, subiu para o andar de cima e foi direto à porta do quarto dela.
Para seu alívio, ela estava lá. Deitada no meio da cama, usando um dos braços como travesseiro e seu casaco felpudo como cobertor. Não teria nada de estranho se não fosse pelo fato de Mai estar com os olhos fechados, como se estivesse dormindo. O que não era comum, já que não a via fazendo isso há um bom tempo. Isso poderia significar que a situação da garota estivesse regredindo. Pouco provável. Fora que, não queria se apegar à uma esperança tão frágil.
Sem saber muito bem porque, o informante se aproximou da cama. Com calma, para não acorda-la, subiu no colchão e se colocou sobre a garota. Ela parecia realmente tranquila daquele jeito, como se nada de ruim tivesse lhe acontecido. Como se ele não tivesse feito mal a ela.
Não que se arrependesse pelo que fizera, mas às vezes desejava que as coisas voltassem ao que era antes daquilo acontecer. Quando ela não tinha receio dele, quando ainda podia toca-la sem que se afastasse tremendo. Desejava realmente poder toca-la outra vez, pode senti-la.
Com uma das mãos que usava como apoio, Izaya acariciou o rosto da menina. Mas antes que, se quer, completasse totalmente o movimento, ela abriu os olhos. No início parecia um pouco perdida, porém quando percebeu a posição em que se encontravam, arregalou os olhos.
– I-Izaya...! – Sua voz tremia, junto com seu corpo. – O-o que foi?
O mais velho não respondeu, limitou-se apenas a observa-la. O olhar de Mai era assustado, ela tremia e encolhia-se no lugar. Se ela disse que não era medo que sentia, por que tudo isso, sendo que o amava?
Ignorando ao que ela dizia, Izaya começou a se abaixar, aproximando seus corpos. E quando a mais nova notou o que estava por vir, soltou um grito de pânico.
– Não chegue perto. – Ela suplicou. – Por favor...
– ... – Seus punhos apertaram a colcha da cama. — ... Por acaso, você não me ama mais?
O informante olhou sério para a outra, não estava brincando. Necessitava saber a resposta. Precisava ouvir aquelas palavras novamente. No entanto, o olhar que Mai lhe deu, causou-lhe uma extrema insatisfação; ela também o encarava, porém seu olhar era uma mistura de pânico e receio, como se estivesse com medo de respondê-lo.
– Saia de cima de mim. – Ela tentou empurra-lo, estava prestes a desabar em lagrimas.
– Você me odeia? – Seu tom começou a endurecer.
– Não é isso, apenas saia de cima de mim. – Sua voz era ferida.
– Então pare de brincar comigo e responda logo!
– Isso é torturante! – Gritou, colocando as costas do braço sobre os olhos, tentando segurar as lagrimas que já haviam começado cair.
– O-o que? – O choro parecia tê-lo deixado ainda mais irritado.
– Você não tem ideia de como isso dói! – Soluçou. – Ser algo não humano, viver sozinha em um mundo onde tudo é desconhecido com o objetivo de realizar uma missão, para no fim falhar. Eu até conseguiria passar por isso, mas... – Ela abaixou o braço, olhando para Izaya. — ... Mas no meio do caminho eu acabei me apaixonando por alguém, que no futuro, provou me odiar e ser capaz de me machucar profundamente! Amar alguém que te despreza é terrível... Porém, o sentimento mais insuportável nisso tudo, é que, mesmo assim, eu não consigo deixar de lado esse sentimento! Toda vez que eu te vejo, contra a minha vontade, meu coração bate mais forte e, às vezes, chego a ficar sem ar. Esse estranho sentimento, que tanto me tortura, por mais que você me machuque e magoe, não some.
Entre soluços a garota apertou os olhos, deixando as lágrimas descerem. Seu corpo todo tremia com a descarga de emoções e já não mais tentava empurrar o rapaz.
– Mai. – Izaya tentou colocar a mão em seu rosto, mas essa o afastou.
– Só dessa vez, Izaya, tenha um pouco de piedade e me deixa em paz. Eu já estou cansada de ficar nesse mundo.
– Acha... – Ele respirou fundo. – Acha que isso tudo é torturante apenas pra você?
– E-e por que seria...
– Você é bem mais cruel do que eu, pois mesmo sabendo sobre o que ia acontecer, continuou a ficar comigo. Você é quem não teve piedade. Fora que, mesmo sofrendo, você vai embora, enquanto eu vou ficar aqui sozinho!
Sem deixar que ela protestasse, o moreno se abaixou e uniu seus lábios com força, não para machuca-la, apenas para que a menor não conseguisse se afastar. Faria ela ceder novamente, mas não a força.
– I-unh-Izaya! – Ela o empurrou. – Isso que está fazendo não tem o menor sentido!
– Nunca teve. – Respondeu. – Depois que eu te conheci, tudo a minha volta ficou confuso, eu me sinto confuso. Não consigo me entender e, muito menos, você.
– Me-mesmo assim... Eu disse que isso machuca, e se você disse que o mesmo acontece com você, continuar com isso, nos mantermos próximos, não é nada mais do que autotortura.
– Tudo bem. – Sorriu de forma maliciosa. – Não me importo de ser torturado mais uma última vez e nem de tortura-la.
Ignorando os argumentos da garota, Izaya voltou a beija-la. Porem, dessa vez, de forma diferente; ele roçou a língua nos lábios de Mai e adentrou em sua boca, explorando-a. A mais nova tentou corresponde-lo da maneira que pode, mas algo estalou em sua mente. Ela se lembrou da última vez em que o rapaz a beijara de tal forma e o que veio depois.
Assim que o contato sessou, sem olhar nos olhos do que estava acima de seu corpo, ela perguntou:
– Você... – Seu rosto esquentou. – Por acaso quer fazer aquilo de novo?
– Aquilo? – Por um momento pareceu realmente confuso, mas rapidamente entendeu ao que ela se referia. – Ah, você quer dizer sexo?
– Escutar essa palavra vinda de você parece até imoral. – Reclamou.
– Assim fico ofendido. – Fingiu indignação. – Há algum problema nisso?
– Não quero. – Foi curta.
– Por que não?
– Por vários motivos... – Não queria olha-lo nos olhos. – Aquilo doeu muito, de várias formas, e você me machucou, fora que, eu me senti estranha. Não quero mais fazer aquilo...
– É só isso? – Riu de leve, ela parecia uma criança. – Caso não sabia, eu posso fazer com que “aquilo” não seja uma experiência desagradável para você. Muito pelo contrário. Fora que, – se baixou até o ouvido de Mai e deixou sua voz baixa e rouca. –, o sexo praticado entre duas pessoas, de forma que ambas aproveitem, serve para aumentar de uma forma completamente diferente a intimidade entre eles. Não gostaria de estreitar sua intimidade comigo, Mai-chan? ~
Ela não respondeu, mas Izaya tinha certeza que era um “sim” para tudo que havia dito. Lentamente levantou um pouco a cabeça, apenas para poder encostar sua testa na dela. Mai deixou de olhar para o lado e o encarou. Novamente, aquela estranha conexão. Porém, dessa vez havia algo a mais; um acordo mútuo. O que estavam prestes a fazer teria consequências terríveis num futuro muito próximo, sabiam disso, mas fingiriam que não. Fingiriam que nada ia acontecer, que não existia mais nada; solidão, desespero ou perda... Nada.
Apenas os dois.
Fim do capítulo 28.
Notas finais
Mas não se preocupem, estou dando meu melhor para escrever o capítulo seguinte!
Ah, para quem se interesse em mini-spoilers, a fic vai até o capítulo 30, viu?
Logicamente, como já citei antes, tenho umas surpresinhas para depois do capítulo 30.
Bom, acho que é só.
Amados leitores, comentem bastante e mandem recomendações! Podem ser comentários de ódio por causa de onde eu parei o capítulo.
Criticas também são bem-vindas.
Até o próximo capítulo!
Ah, uma pequena curiosidade bem remota: Vocês leriam se eu escrevesse uma fic ShizuoxOC. É apenas curiosidade. Depois eu falo mais disso.
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