Miracle

27 Capítulo 27 - Waltz, Rose and Cat


Notas iniciais
Oláá!
Tenham uma boa leitura.
Ah, pra quem não sabe (tipo eu), Waltz é valsa em inglês.
Parece meio aleatório, mas leiam.

Miracle


Capítulo 27 – Waltz, Rosa and Cat



– Namie-san! ~ – Izaya chamou de sua mesa.


A mulher, que estava sentada na bancada organizando algumas pastas de documentos, virou-se para seu chefe com desgosto e perguntou:


– O que foi?


– Quanto mau-humor! Deveria estar feliz. ~


– Feliz pelo que? – Grunhiu.


– Por eu, o generosíssimo Orihara Izaya, ser o seu chefe. ~


– Diga logo o que quer. – Suspirou.


– Quanta grosseria. – Fez bico, mas logo mudou a expressão para uma relaxada. – Preciso que você vá até esse endereço e pegue algo para mim. – Estendeu um papel dobrado para Namie. – Irão te entregar uma caixa, pegue-a e traga ao escritório. Mas cuidado, é frágil.


Soltando um murmúrio, a secretária pegou o papel das mãos do chefe e saiu do recinto.


Izaya rodou em sua cadeira, ficando virado de frente para a janela. Lembrou-se do “pacote” que mandara Namie pegar, imaginando que aquilo, com certeza, iria render uma satisfatória reação de Mai. Por mais simples que fosse, provavelmente a garota nunca deve ter entrado em contato com algo do tipo.



Meia hora depois, Namie voltou ao escritório. Em suas mãos carregava com caixa de papelão aberta na parte de cima e em seu rosto uma forte expressão de curiosidade e desconfiança. Porém o rapaz não disse nada, limitou-se apenas a acenar para que colocasse a tal caixa em cima do sofá e esquecesse o assunto.

Voltando a se concentrar em seu trabalho, ficou à espera da garota, já em mente que ela só desceria muito depois do horário de almoço – e ainda era muito cedo. Entretanto aquele estranho ser com quem dividia o teto parecia gostar de provar a todo momento sua imprevisibilidade, descendo em menos de duas horas depois da chegada do “pacote”.


Fingindo prestar atenção na tela do computador, Izaya ficou espiando-a pelo canto dos olhos. Como sempre, seus passos eram lentos e ela mantinha a cabeça abaixada. Mai passou ao lado de sua mesa sem dizer nada e foi para o sofá, quando notou a caixa. Observou bem o que havia lá dentro e se virou para o informante, que ainda fingia não nota-la. Pareceu ficar um pouco perdida, sem saber o que fazer, mas sua curiosidade bateu mais forte. Delicadamente ela levou as duas mãos para dentro da caixa e de lá tirou um filhote de gato; totalmente negro e com olhos esverdeados.


A garota o segurava com todo o cuidado, como se fosse de vidro. E, por um momento, seus olhos adquiriram um pouco de brilho. Ela olhava para o animal com total atenção, observando cada detalhe.

Mai olhou em volta como se estivesse procurando algo, e então deu a volta no sofá, parando atrás do móvel, onde havia mais espaço. Lá, se agachou e colocou o animalzinho no chão. O gato deu alguns passos desajeitados e soltou um miado. Em contra partida, a que o observava não fazia nada, seus olhos pareciam fixos naquela estranha bola de pelos – à sua perspectiva, é claro.


Achando que deveria agir, Izaya se levantou da cadeira e foi até onde a outra estava, parando atrás dela.


– Você pode passar a mão nele. – Avisou, percebendo que ela se retraiu ao som de sua voz.


– ... – De leve ela passou os dedos atrás de uma das orelhas do animal, mas quando esse reagiu ao toque, ela rapidamente se recolheu.


– Não fique com medo, ele não vai te morder. ~ – Riu de leve, achando divertida a reação da garota. Parecia que ela estava olhando para algo de outro mundo, o que era irônico.


Suspirando divertidamente, Izaya deu a volta onde a garota estava e também se agachou à sua frente.


– É um gato macho, e ele precisa de um nome. – Explicou, enquanto acariciava o bicho, tentando estimular a outra para que fizesse o mesmo.


Nos primeiros momentos Mai não fez nada, mas aos poucos sua retração ao animal foi diminuindo, ao ponto de começar a acaricia-lo de leve. Enquanto ela fazia isso, Izaya pode notar que suas mãos tremiam, e desconfiava que o motivo fosse a presença dele próprio. Apertou um pouco os punhos com desgosto, mas sabendo que não teria muito que reclamar disso.


– Ele precisa de um nome, pode escolher um. – Ele tentou, olhando para o gato que agora havia passado para o colo da menina. Nunca deu muita atenção aos animais, não que os odiasse, simplesmente não via graça neles. Porém tinha que admitir que os gatos pareciam ter um diferencial; sempre independentes, inteligentes e observadores.


Seus devaneios acerca do gato foram subitamente cortados pela surpresa que teve ao ouvir vindo de Mai uma singela e baixa risada. Olhou para seu colo e viu que o gato mordiscava de leve um dos dedos dela. Depois levantou a cabeça vendo em seu rosto um pequeno sorriso.

Seu coração palpitou de leve novamente. Há quanto tempo não a via sorrindo? Era tão bom vê-la desse jeito. Uma estranha sensação de satisfação o tomava sempre que mostrava algo novo à garota e via suas reações positivas. Diferente de quando colocava humanos em diferentes situações e observava-os, o que sentia ao ver Mai trazia um grande sentimento de alegria.

Tal sentimento o fazia querer mostrar mais e mais coisas à ela. Queria vê-la sorrindo novamente.


– Você gostou dele? – Perguntou, mas infelizmente isso a fez parar de sorrir. Mai ajeitou o gato em seus braços e se levantou, ficando de costas para Izaya.


– Kuro¹.


– O que? – Também se levantou.


– O-o nome dele. Vai se chamar Kuro. – Ela se encolheu um pouco.


– É um nome bem simples, não acha? – Riu.


– Simples e fácil de lembrar, assim como o meu.


– Eu gosto do seu nome.


Mai não respondeu ao comentário, se afastou de Izaya e foi sentar no sofá, onde ficou brincando com o recém-nomeado Kuro.

Ela realmente havia gostado do animal, observou o outro. E isso só o estimulava ainda mais para continuar com suas “tentativas”.



Eram atitudes ridículas. Orihara Izaya estava agindo de forma ridícula, mas era isso que acontecia com alguém que fora tomado pelo desespero.

Porém Izaya não era uma pessoa desesperada qualquer, que age sem pensar. Ah, muito pelo contrário. Ele sabia exatamente o que estava fazendo – sua sanidade continuava a mesma. Tinha completa noção de seus atos, de que eles estavam indo completamente contra sua própria filosofia de vida. Entretanto, não ligava. E era justamente ai que o desespero agia com todas as forças.

Desespero e medo. Tais sentimentos que o fizeram jogar seus princípios, que tanto moldou em sua mente, para o alto.


Era uma verdade, um fato inegável: Mai iria embora e não poderia fazer nada a respeito. Depois de tudo o que passaram, todos os momentos que viveram juntos, toda a dor, dúvida e confusão por qual passaram... Tudo isso iria desaparecer junto com a garota e sobraria apenas ele, imerso em uma profunda e sufocante solidão. Todos aqueles confusos sentimentos iriam deixa-lo.


Essa perspectiva era apavorante. Ele não queria que Mai o deixasse.


Por isso que estava fazendo tudo aquilo. Mesmo que fosse sem sentido e contraditório, queria aproveitar os últimos momentos que tinha para ligar-se ainda mais a ela. Como se isso, de alguma misteriosa forma, fizesse a garota permanecer com ele.


Mas até quando isso iria continuar?



Izaya fitava impaciente a tela de seu computador. Realizar seus serviços via internet era realmente mais prático, todavia, na mesma proporção era chato e pouco estimulante. Para seu pesar, fazer dessa forma era necessário. Não tinha coragem de deixar Mai sozinha e, ao mesmo tempo, não podia parar com seu trabalho.

Essa era sua única alternativa, e não podia fazer nada a respeito. Então, desinteressadamente, pegou uma pasta de arquivos e colocou-se a digita-los.


– Izaya.


Seus dedos congelaram sobre as teclas do computador. Não estava delirando ou sob efeito de muita cafeína, certo? Mai realmente havia chamado seu nome.


– Izaya. – Ouviu novamente. Seu tom de voz estava longe da forma animada como normalmente o chamava, mas já era algo.


– Algum problema? – Virou-se para ela, tentando parecer o mais casual possível.


– O que é aquilo? – Sentada do sofá com Kuro no colo, ela apontou para a televisão; na tela passava uma cena de um filme de época, onde um casal tipicamente europeu dançava. – O que eles estão fazendo?


– Ah, isso? – Um fato interessante que pode constatar sobre Mai era que a mesma, independente da situação em que estava, não conseguia segurar a própria curiosidade. – Eles estão dançando, e essa dança se chama valsa.


A garota, ainda com uma fraca expressão de curiosidade, olhou para a tela da T.V e depois para Izaya, que riu internamente, quase adivinhando o que se passava em sua confusa cabeça.


– Quer tentar? – Ele perguntou, fazendo-a sobressaltar. Estava certo.


– Nã-não sei... – Ela olhou para baixo, mirando o gato que ronronava.


– Vamos, desligue a T.V, que eu colocarei uma música. – Enquanto Mai, ainda relutante, desligava o aparelho, ele próprio buscou em seu computador músicas para valsar e as colocou para tocar bem alto.


Izaya levantou-se de sua cadeira e foi para o centro do escritório, o mesmo fez Mai, porém lenta e relutantemente.


– O-o que eu devo fazer? – Perguntou, nunca olhando-o nos olhos.


– Primeiramente, chegar mais perto. – A segurou pelo pulso e a puxou mais para perto, porém não o suficiente para seus corpos se tocarem, pois Mai não deixou. – Se você ficar tão travada, nunca conseguiremos dançar. – Reclamou, segurando a mão dela com a mesma que puxou seu pulso. – Agora, essa sua outra mão vai no meu ombro e a minha... – Depois de guiar a mão da menina até seu ombro, propositalmente colocou a sua própria nas costas dela e deslizou até sua cintura.


– E-ei! – Mai se arrepiou e tentou se afastar, mas Izaya a segurou.


– É assim que se dança. – Justificou-se.


Olhando diretamente para Mai, o informante esperava a música, que já havia começado, chegasse a um ponto em que pudesse dar inicio à sua dança seguindo o ritmo. Chegando esse momento, ele tentou dar alguns passos, mas por óbvios motivos, a menina não conseguiu acompanhar nenhum.


– Desculpe... – Ele disse, depois de pisar em seus pés.


– Assim nunca vamos conseguir. Mas acho tenho uma ideia. – Não deixaria aquela oportunidade passar. – Pise nos meus pés.


– O que? – Ela olhou para os próprios, cobertos por meias pretas, depois para os dele, também cobertos.


– Isso que eu lhe disse.


Mesmo não entendendo a finalidade daquilo, fez o que lhe foi mandado, ficando sobre os pés do outro. E, sentindo o peso da garota, Izaya a segurou mais forte; colando seus corpos. Para sua insatisfação, ficou perceptível que ela estava se sentindo desconfortável; suas mãos e ombros tremiam de leve e seu rosto estava vermelho. E ainda conseguia senti-la empurra-lo fracamente.


Franzindo o cenho, sem dar nenhum aviso, o informante começou a dançar. O que foi bom, pois no susto e para não se desequilibrar, Mai teve que se agarrar a ele.

Seus passos eram leves e tranquilos, para que a garota se acostumasse com os movimentos. No início estava um pouco relutante, mas aos poucos pareceu começar a se divertir com o que estavam fazendo. Sentiu-a ajeitar melhor suas mãos e pode até ver um leve sorriso em seus lábios. Entretanto, durante os passos seus olhares se encontraram e, com isso, o sorriso de Mai desapareceu e ela voltou a olhar para baixo.


– Por que não olha para mim? – Perguntou, sem interromper a dança.


– E-eu quero parar. – Tentou empurrar Izaya, mas esse a segurava firme.


– A música ainda não acabou.


– Não importa, apenas me largue. – Exigiu.


– Não. – Respondeu sério, puxando-a ainda para mais perto. – Me diz, por que você não chega mais perto de mim? Por acaso... – Abaixou os lábios até o ouvido de Mai, deixando sua voz baixa. – ... Sente medo de mim?


– Medo? – Por iniciativa própria ela levantou a cabeça, olhando espantada para Izaya.


Os dois ficaram se encarando. Havia muito tempo que não ficavam dessa forma; realmente próximos e, de uma forma estranha, conectados. Izaya podia sentir que Mai queria falar algo, algo muito importante, mas qualquer coisas que ela quisesse dizer, perdeu lugar para um simples:


– Seu celular.


– A-ahn? – A voz da garota o tirou do transe, jogando-o de volta a realidade e deixando-o confuso. Foi quando notou que a música havia parado de tocar e seu celular vibrava no bolso de sua calça. – Droga. – Praguejou, por um segundo relutou em atender ao telefone, momento que Mai usou para se desvencilhar de seus braços e dar alguns passos para trás.


– Não é medo. – Ela respondeu. – Longe disso.


Em seguida ela lhe deu as costas para pegar Kuro no sofá e o deixou sozinho, subindo para o segundo andar. Irritado com o celular, tirou-o do bolso e olhou em seu visor. Era um número confidencial. Tomado por uma ligeira curiosidade, atendeu.


– Quem fala?


– Iza-nii! – Ouviu a irritante voz de seu irmão mais nova Mairu.


– Como descobriu meu número? – Perguntou rígido. – Sabe que eu não gosto que me liguem no trabalho.


– Não seja chato! ~ Eu e a Kuru-nee só ligamos para saber se quer comemorar com a gente seu aniversario amanhã. ~


– Mairu... – Tentou respirar fundo.


– Vamos! Quantos anos vai fazer? 25? – A ouviu rir de leve.


– Eu já disse, Mairu, não importa se meu aniversario é amanhã, não farei nada. Detesto comemorar meu aniversário.


– Cada vez mais ranzinza. Deve odiar tanto porque sabe que se fizer uma festa, ninguém vai aparecer. – Zombou.


Izaya não tinha pretensões de estender a conversa por mais tempo, simplesmente afastou o telefone do ouvido e o desligou. Irmãs irritantes, xingou. Todo ano elas faziam a mesma coisa, quando não tinham a louca ideia de fazer uma visita surpresa.

Esperava profundamente que esse ano isso não passasse pela cabeça delas, seria desastroso. Principalmente caso se encontrassem com Mai – ainda mais nesse estado. Talvez, em outra ocasião, até acharia deveras interessante presenciar um contato direto entre Mai e suas irmãs gêmeas. Mas, por agora, tal acontecimento era inviável.


Tentando acalmar seu humor, levantou a cabeça e massageou as têmporas, quando percebeu que do andar de cima Mai o observava. E quando ela notou que ele a vira, deu um pequeno salto no lugar e correu de volta para o quarto.



Izaya levantou naquele dia agradecido por não ter aberto os olhos e dado de cara com um par de rostos desejando-lhe feliz aniversário. Provavelmente elas não viriam, pensou. Já que, normalmente quando recebia a visita surpresa das irmãs, era sempre nesse horário, exatamente quando acordava.

Depois de se trocar, saiu do quarto e deu uma espiada no de Mai. Ela não estava lá. Desceu para o andar de baixo e a procurou. Nada.

Sentiu seu corpo gelar e um buraco se formar em seu estômago.


– Mai? – Chamou, não obtendo resposta. – É serio, onde você está?


Entretanto o escritório continuava horripilantemente silencioso. Nervoso, Izaya foi para frente dos janelões do cômodo, olhando para baixo, procurando a garota. Mas a situação continuava a mesma. Com as mãos tensas, pegou seu celular no bolso e começou a digitar o número do celular de Mai. Estava no quarto digito, quando a porta do escritório abriu.


– Namie-san, eu preciso que procure... – Sua voz foi morrendo aos poucos ao olhar por cima do ombro e ver Mai entrando no recinto.


– ... – Com as duas mãos nas costas ela olhou em dúvida para ele, como se perguntasse o motivo de sua expressão.


– Para onde você foi? – Indagou levemente indignado, se aproximando dela.


– So-sobre isso... – Olhou para os lados com o rosto vermelho, dando um passo para trás. – Eu... – Tirou as mãos de trás das costas, deixando Izaya perceber que em uma delas Mai segurava uma rosa vermelha. – Hoje é o seu aniversário, não é? – Estendeu a flor para o outro, ainda sem olha-lo nos olhos. – É pra você, feliz aniversário.


Os tensos músculos do corpo do informante relaxaram ao mesmo tempo em que seus olhos se arregalaram. Izaya pegou a flor da tremula mão de Mai e levou ao alcance dos olhos.

Estava... Emocionado? Nunca recebeu de ninguém um presente afetuoso, na verdade, nunca fez questão de que ninguém lhe desejasse feliz aniversário. Mas com Mai lhe fazendo isso, sentia-se bem.


– Obrigado. – Ele sorriu depois da surpresa. E com a mão livre, pegou a da garota, levando suas costas aos lábios. – Realmente obrigada.


O olhar da menina se ampliou e essa deu um assustado passo para trás, puxando a mão de volta.


– Eu... Eu peguei essa flor, porque ela tem a mesma cor dos seus olhos. – Explicou rápido, talvez tentando mudar o foco da conversa e se acalmar. – Ela é muito bonita e cheira bem.


– É um belo presente. – Sorrindo, deu um passo à frente e estendeu a mão para acariciar a face da menina. – Muito obrigado, Mai.


Sem fazer mais nada, Izaya se afastou, deixando uma estática Mai no meio do escritório. O rapaz foi pra cozinha colocar a flor num pote com água, e enquanto fazia isso, olhou por cima da bancada onde a pia estava instalada, mirando as costas outra.

O que aconteceu agora foi algo bom, certo? Ela, por iniciativa própria, se aproximou dele. No entanto, ainda havia algo de estranho. Ela ainda estava relutante em relação a ele. E se não era medo, como ela dissera, o que poderia ser? O que estava passado na cabeça de Mai com que estava acontecendo?

Ah, como era irritante. Nunca conseguia compreender ou supor os movimentos dela. E uma hora acabaria agindo para saciar suas dúvidas e seus... Sentimentos.

Nessa altura já não pensava corretamente, simplesmente seguia seus instintos, que estavam banhados por confusos e turbulentos sentimentos, tão contraditórios agora. Um lado seu dizia para deixar tudo isso de lado, se desapegar da garota, deixar que ela vá embora e seguir com sua vida. Porém um outro lado, mais inconsequente, gritava para fazer tudo o que tinha ao seu alcance para mantê-la ao seu lado.


Infelizmente sua consciência o torturava, dizendo constantemente que o pior ainda estava por vir. Que toda a confusão que experimentaram até agora não era nada em comparação ao os esperava.



Fim do capítulo 27.


¹Kuro – do japonês, preto.


Notas finais
Bom, o que acharam?
Com relação ao outro capítulo, acho que surpreendi todo mundo com aquele hentai. Interessante é que eu não esperava essa reação geral. Mas gostei bastante, pois todos falaram que era tenso e tal. Foi totalmente intencional isso, ok?
Agora falando do capítulo... Concordo totalmente com quem falar que esse ficou pequeno. Ele também está meio parado, mas é apenas uma pausa para dar inicio ao final da fic. Porém não desanimem! Esse pode ter ficado curto e parado, mas prometo que o próximo, quando vocês terminarem de ler ele, ficarão completamente empolgadas! O próximo acredito que vocês vão gostar um bocado.
E com relação ao gato, ficou meio clichê, porém eu escrevi isso por dois motivos. O primeiro é que eu estava ficando meio sem ideias (pode não parecer, mas foi bem difícil fazer esse capítulo). E, segundo, eu adotei um gato!!! Eu sempre quis ter um gato e fiquei muito feliz quando meus pais me deixaram ficar com ele. O gato se chama Nico (fãs de Percy Jackson entenderão), ele é branco com manchas alaranjadas. Um fofo!
Agora falando das irmãs do Izaya, eu tinha me esquecido completamente delas... Teria ficado legal faze-las conhecendo a Mai. Agora é tarde demais, né? xD
E sobre o aniversario do Izaya, ficou meio forçado, eu sei. Mas na época em que escrevi isso, ou pelo menos imaginei, era aniversario mesmo dele, então quis usar. Mesmo ficando fora do tempo com relação a fic. Me desculpem pela gafe.
Acho que é só...
Já notaram que minhas notas são meio grandinhas, né? Nyahh, eu gosto de conversar com vocês, leitores!
Hey, se tiverem alguma duvida com relação à Miracle, até fatos meio banais, me perguntem. Adoro responder perguntas sobre minhas historias!
Well, comentem bastante e mandem recomendações.