Miracle

14 Capítulo 14- Retalhador


Notas iniciais
Olá!~
Estava realmente empolgada para postar esse capitulo.
Espero mesmo que apreciem a leitura

Miracle


Capitulo 14- Retalhador


A faca, banhada pela luz do poste, agora refletia um tom avermelhado, da mesma cor dos olhos de quem a segurava. Mai apertou seu antebraço com força, tentando parar o sangramento da profunda ferida que Niekawa Haruna lhe fizera. Aquela sensação lhe era totalmente nova, realmente estranho, nunca havia sentindo dor. O ferimento latejava e fincava, como se a faca ainda estivesse presa em sua carne. Mas não sabia o que era pior: a dor ou a quantidade absurda de sangue que empapava sua roupa. Com muito esforço, desviou os olhos da ferida e mirou-os na sua agressora.


-Ora, ora, se não é Orihara Mai. – Haruna começou, com um sorriso distorcido. –Sabe, não achei que pudesse existir alguém pior do que Sonoraha Anri, mas você me impressionou se jogando daquele jeito no Takashi.


-Isso na sua mão é uma Saika? – Perguntou ofegante e cerrando os olhos, a dor a estava consumindo.


A garota de olhos vermelhos começou a rir alto, depois apontou a ponta da faca para Mai:


-Sabe por que, mesmo eu tendo te cortando, ainda não está sendo controlada? – Perguntou presunçosa, porém não recebeu uma resposta, então continuou -Porque queria, primeiro, que sofresse, queria que você sentisse dor e chorasse de agonia. Tudo isso por ter tido a ousadia de se aproximar do Takashi! – Se exaltou, mas rapidamente voltou ao seu sorriso. –Mas eu não posso perder muito tempo com você, ainda tenho que ir atrás da Sonohara. Então, dê adeus à sua consciência. – Apertou com força o cabo da faca e deu um impulso na direção de Mai.



Izaya rodava em sua cadeira, rindo alto. Como aquele protozoário do Shizu-chan conseguia ser tão esperto às vezes? À pouco se encontrara com o loiro na porta do prédio, que começou um discurso sobre como todas as coisas estranhas que aconteciam em Ikebukuro eram culpa sua, já estavam indo começar uma briga, quando Celty os interrompeu. Realmente odiava aquele loiro, pois, por mais que tentasse entende-lo, nunca conseguia prever seus movimentos. Sempre agindo inconsequentemente e guiado pelo instinto, parecia até Mai... Por falar na garota, onde ela poderia estar?


Parou de rodar em sua cadeira e se levantou, indo em direção ao segundo andar. Olhou em todos os cômodos, mas não havia sinal da garota. Deu de ombros. Dessa vez não iria se importar com ela. Se queria ficar até tarde da noite vagando pela cidade com um “amigo” de escola, que ficasse. Ela que se virasse para não entrar em confusão.



O sangue se espalhava por sua mão direita, a manga de sua blusa estava manchada, e algumas gotas escorriam pela lâmina da faca e pingavam no chão.


-Co-como...? – Haruna indagou espantada, olhando fixamente para dois olhos extremamente azuis. –Era para você estar sendo controlada pela Saika!


Mai sorriu fracamente, a dor ainda a incomodava.


-Não... – Apertou mais a mão em volta da faca, mesmo que aquilo profundasse o corte, e endureceu a expressão. –A Saika não pode me controlar. – Forçou seu braço para baixo, fazendo o objeto afiado soltar-se da mão de Niekawa e bater fortemente no chão, produzindo um som metálico.


-Quem é você? – Perguntou exaltada, dando um passo para trás.


-Não é bem essa a pergunta, mas não tenho tempo para corrigir. Você é quem estava cortando as pessoas por Ikebukuro, você quem as controla, então, faça-as parar. – Ordenou.


-Já que é tão imune assim à Saika, por que você mesmo não o faz? – Perguntou rindo. –Ah, já sei! Você não pode. – Riu alto e inclinou a cabeça para o lado. –Seja lá quem você for, tirando essa imunidade, é tão inútil quanto qualquer pessoa comum. Então, o que pretende fazer? Fugir?


-Ora... – Começou irritada, mas algo a fez se distrair; olhou por cima do ombro de Haruna, mirando a rua atrás, porém, para sua infelicidade, a dona da faca amaldiçoada também notou esse deslize e o usou, se abaixando rapidamente para pegar sua faca.


-HÁ! – Pegou sua faca e, ainda abaixada, desferiu um golpe na perna da garota – Eu não preciso te controlar! Basta apenas te matar! – Depois que se levantou, e começou a desferir uma série de cortes na garota.


Mai suportou as facas, sem dizer nada, apenas fechando os olhos com força e apertando os punhos. Até que, de repente, aquela sensação agonizante parou. Antes mesmo de abrir os olhos, ouviu o som da faca caindo no chão e mais outro que não pode identificar; abriu-os lentamente, mirando-os ao chão, para ver Niekawa Haruna caída desmaiada. Lentamente foi levantando a cabeça e se deparou, novamente, com dois olhos intensamente vermelhos, no entanto, esses não lhe traziam uma sensação ruim.


-Que bom que veio, Sonoraha Anri. – Falou aliviada. –Você me salvou.


Anri relutou um pouco, apertando o cabo de sua katana. Aquela era uma situação realmente estranha, pois Mai não parecia surpresa com a coloração de seus olhos ou a espada em sua mão, ao contrario dela, que se espantava com o brilhante azul dos olhos da outra e os ferimentos pelo seu corpo.


-Você está bem? – Perguntou, não se referindo aos ferimentos, mas ao poder que Saika exercia nas pessoas.


-E como eu disse, não há com o que se preocupa. – Argumentou. –A Saika não tem nenhum efeito em mim. Nem a filha e nem a mãe que você tem em mãos.


-Como consegue não ser afetada? E como sabia que eu estava chegando e que a Saika verdadeira era minha? – Perguntou, um tanto curiosa. –E por que... – Foi diminuindo o tom de voz aos poucos, quando percebeu que Mai fazia um gesto para que parasse, colocando o indicador na frente dos lábios.


-Assim como você, que esconde seu passado, também tenho coisas sobre mim que quero guardar. – Explicou. –Mas, só para não deixar você muito confusa, eu, basicamente, consigo ver Durahans e afins. Por isso sabia que a Saika se aproximava e que era você. E a cor dos meus olhos se deve a esse fato.


-Certo... – Anri ainda estava incerta, a garota á sua frente parecia esconder muito mais segredos do que transparecia.


-Desculpe, prefiro não revelar mais nada.


-Na verdade... – A de óculos começou, abaixando a espada. –Eu que tenho que pedir desculpas.


-Por quê?


-Antes do Nasujima-sensei te perturbar, ele ficava atrás de mim... Quando eu percebi que não me perseguia mais por estar com você, decidi não te ajudar, pois não queria que ele voltasse a me incomodar. Pouco tempo depois, descobri pelo Kida-kun sobre a Niekawa-senpai, de que ela havia se transferido por causa do sensei. Mesmo sabendo de todos os possíveis problemas que ele poderia te causar, não quis te ajudar, se caso o fizesse, talvez isso perturbasse minha paz, que era algo que eu não queria que acontecesse.


-Anri... – Tentou, mas a outra continuou.


-Eu sou desprezível, como um parasita que se aproveita dos que estão a sua volta para sobreviver. Sim, essa é a minha definição. Vou entender se tiver raiva de mim. – Abaixou o olhar.


-Então me responda: Por que veio até aqui? – Perguntou, surpreendendo a outra, que levantou a cabeça bruscamente.


-Por que...?! – Se alterou levemente, perdida no argumento da outra.


-Porque queria me ajudar. Você não é tão desprezível como pensa... Se diz uma parasita, mas eu não acho isso. Sei que você é um tanto solitária, e pessoas assim sempre tentam se apegar aos outros. Eu digo isso, pois acabei me apegando á alguém por esse mesmo motivo. – Sorriu, ao se lembrar de Izaya, mas ao mesmo tempo sentindo um buraco no peito. –Mas se acha que está em divida comigo, sejamos amigas. Ninguém do Raira quer se aproximar de mim, mas talvez nós duas nos demos bem, o que acha?


-Mai-san... – Falou incrédula, realmente achando que aquela garota a sua frente era um tanto estranha.


-Ah, vamos, eu não sou tão terrível como os boatos dizem. – Brincou.


Anri sorriu fracamente e guardou a Saika em sua manga.


-Você é uma pessoa muito gentil, Mai-san.


-Você acha? Na verdade, eu me vejo como alguém bem egoísta. – Riu, no entanto, uma sombra de melancolia cobriu seus olhos. –Porém não te aconselho a se apegar á mim. Pois no final... – Parou abruptamente de falar, ao sentir uma intensa onda de dor vindo de seus ferimentos. Sentiu-se tonta e se recostou ao muro.


-Mai-san! – A outra correu até a nova amiga, colocando a mão em seu ombro.


Sonohara ajudou Mai a se sentar de uma forma confortável, até que as duas ouviram um característico relinchar. Celty se aproximou com a moto, mas logo desceu da mesma e se aproximou das garotas.


“O que houve com você, Mai-chan?!” – Digitou preocupada.


-Não se preocupe, a Anri me ajudou antes que os ferimentos fossem fatais... Mas eu queria lhe pedir um favor... Poderia pedir ao Shinra que cuidasse dos meus ferimentos?


Celty assentiu e depois se virou para a de óculos, em seguida houve um rápido dialogo entre as duas, que envolveu algumas explicações, pedidos de desculpas por parte de Sonoraha e conselhos por parte da Motoqueira.


“Tudo bem, vou tentar dar um jeito nisso” – Celty digitou. “Vou levar a Mai-chan e a Haruna para o Shinra”


-Ah, Anri, por favor, não conte nada disso para ninguém, ok?


-Certo. – Fez uma reverência já para se retirar, mas não antes de direcionar a Mai um sincero “obrigada”.


Com as sombras, Celty carregou o corpo de Haruna e sinalizou para que Mai subisse em sua moto. E enquanto a adolescente fazia isso, digitou algo e lhe mostrou:


“Eu não sei como, mas sinto que a ajudou de alguma forma”.


Mai sorriu, mas depois tal sentimento se apagou; tirou as mãos da cintura de Celty e olhou para a palma, como se procurasse algo de diferente.


“O que foi?”


-Nada... – Respondeu um tanto perdida. –Já podemos ir.


A Motoqueira Negra deu partida e seguiu noite afora. A viagem até chegar ao apartamento de Shinra, para Mai, foi quase torturante. Toda vez que a moto balançava, seja virando uma esquina ou passando por um quebra mola, a garota sentia como se seus machucados estivessem se abrindo cada vez mais.

Ao chegarem ao apartamento, foram recebidas por Shinra, que, ao ver Mai, pareceu realmente se assustar com os ferimentos da garota, que tentou dar uma explicação para tal e pedir sua ajuda.


-Não acho que vou conseguir dar os devidos cuidados à esses ferimentos. – O medico explicou de imediato, enquanto examinava a colegial deitada em sua cama. –Talvez precise até de uma transfusão, devemos leva-la ao hospital.


-Não! – Mai exclamou, talvez mais alto do que pretendia, fazendo os dois ali presentes assustarem. –Quer dizer... Não é realmente necessário. Eu só preciso que faça os primeiros socorros, vou ficar bem, posso lhe garantir.


Shinra olhou um tanto relutante para a garota, porém notou que a mesma tinha um olhar serio, como se compreendesse muito bem o próprio estado. Soltou um suspiro e virou-se para Celty.


-Certo, ajude-a a tomar banho enquanto eu preparo os medicamentos. – Pediu a motoqueira.


Com muito cuidado e dificuldade, as duas fora para o banheiro. A mulher tentou de todas as formas fazer com que aquilo não fosse tão doloroso para Mai, mas visto que os ferimentos se espalhavam por quase todo seu corpo, era quase impossível não sentir dor enquanto tomava banho.


“Sinto muito, Mai-chan, mas as únicas roupas minhas que não são feitas de sombras são meus pijamas” – Digitou, enquanto entregava uma blusa branca de botões com mangas curtas e um short da mesma cor.


-Tudo bem. – Pegou a roupa das mãos da outra, agradecida por não ter que usar a antiga roupa manchada de sangue, que a fazia ficar enjoada.


Mai foi levada até a sala, onde Shinra começou a tratar de seus ferimentos. Durante todo o processo nada foi dito por parte da menina, que não tirava os olhos do machucado em sua mão direita, o mais profundo, quase como se estivesse fascinada com aquilo.


“Está tudo bem?” – Celty perguntou, achando a atitude bem estranha.


-Está... Só acho isso estranho. Eu nunca senti dor.


Com a afirmação da garota, tanto Centy quanto Shinra trocaram expressões curiosas, mas não perguntaram nada.


-Pronto. – Disse o médico, enquanto tirava as luvas. –É melhor não fazer muitos movimentos bruscos, Mai-chan, se não os machucados podem voltar a se abrir. Fique descansando ai no sofá enquanto eu faço algo para você beber.


O rapaz saiu da sala e seguiu para a cozinha, deixando Mai e Celty sozinhas. A garota não disse nada, apenas olhava para a porta de vidro que dava para a varanda. Mai sentia-se péssima, tanto pela dor que sentia proveniente dos ferimentos, quando pelo que vira momentos antes de ser atacada. A situação com Izaya já não estava boa, depois de vê-lo com Atsuki, ficou ainda pior. E, ainda por cima, não sabia nem como encara-lo com todos aqueles ferimentos. Suspirou, pegando o celular que o informante lhe dera em cima da mesa de centro e olhando as chamadas e mensagens, nada. Era doloroso aceitar, mas Izaya não se preocupava com ela, talvez até estivesse aliviado por Mai não ter aparecido. Queria chorar, mas segurou as lágrimas. Droga, o que era aquilo tudo? Por que seus sentimentos em relação ao Izaya eram tão doloridos? Por que não conseguia entender?


-Tome um pouco de chá, vai te ajudar a relaxar. – Shinra ofereceu, colocando uma xícara em frente à ela, tirando-a de seus pensamentos.


Pegou a xícara com dificuldade e levou-a a boca, enquanto ora olhava para Celty, ora olhava para Shinra com o canto dos olhos. Os dois estavam sentados ao seu lado, apenas esperando que acabasse para que começassem a fazer perguntas.


“Você pode passar a noite aqui, mas precisa avisar seus pais. Te levar de moto está inviável no seu estado” – a Durahan foi a primeira a quebrar o silêncio com o som de seus dedos no teclado.


-Eu não tenho pais... – Respondeu baixo e logo sentiu a mão de Celty em seu ombro.


-Algum responsável? – Shinra continuou.


-... – A garota abaixou a cabeça.


“Eu sei que tem coisas difíceis de dizer, mas se não nos explicar a situação não vamos poder te ajudar, Mai-chan”- Ela insistiu.


Não havia mais como esconder, teria que contar sobre Izaya, mesmo que o próprio viesse a desaprovar isso. Tomou um último gole de chá e começou a falar. Contou, basicamente, apenas sobre ela viver com Izaya, sem dar muitos detalhes sobre ela própria, explicando que o rapaz tinha lhe oferecido sua casa em troca de ajuda com seus serviços, mas que depois do acontecimento envolvendo Celty – que agora fazia sentido porque Mai aparecera lá tão de repente -, o rapaz a deixava viver lar apenas pela própria excentricidade.

Depois que terminou seu relato, percebeu que tanto Celty quanto Shinra pareciam realmente impressionados por Izaya aceitar dividir sua casa com alguém. Até chegaram a perguntar se era mesmo Orihara Izaya, o informante, de quem Mai falava.


-Isso foi realmente inesperado. – O de óculos comentou, colocando a mão no queixo. –Nunca pensei que o Orihara-kun fosse deixar alguém se aproximar desse jeito.


“Nem eu...”


A garota nada disse, apenas ficou olhando para o próprio reflexo no chá que o rapaz lhe dera, pois, por mais que sentisse uma grande vontade de contar sobre Atsuki, sentia desconfortável com todo aquele turbilhão de sentimentos o suficiente para não querer falar sobre aquilo nem consigo mesma.


“Shinra” – Celty chamou. “Pode nos deixar um momento a sós?”


-Celty? – Mai questionou a ação repentina.


-Certo, certo, vou deixar as garotas sozinhas. – O outro disse com um leve toque de humor, deixando a sala.


-O que foi, Celty?


“Tem mais alguma coisa te incomodando, não tem?” – Perguntou, fazendo o rosto de Mai adquirir certo tom rosado. “Essa é sua chance de esclarecer seus problemas, vamos, me conte.”


-Eu estou apenas confusa... – Começou. –Eu sinto coisas que não consigo explicar ou dar nome. E todos esses sentimentos estão girando em torno de uma única pessoa. Sempre que eu o vejo, começo a me sentir muito estranha.


“O que você sente?”


-Sinto meu estomago estranho, como se tivesse várias borboletas dentro dele, meu coração palpita e meu rosto esquenta. Às vezes eu fico nervosa por ficar perto dele e quando o vejo com outra pessoa... — Hesitou. –Eu sinto um grande vazio no peito. Me diz, Celty, o que é isso que eu estou sentindo? Por que, ao pensar que essa pessoa possa me deixar, me sinto tão mal?


“Mai-chan...” – Celty começou. Não foi muito difícil interpretar os sentimentos da garota, nem descobrir quem era a pessoa de que falava. Ela era uma garota realmente inocente, seus sentimentos eram puros e simples. A única coisa que a incomodava era para quem eles eram direcionados. “Você sabe o que é amor? E o que significa uma pessoa estar apaixonada?”


-Sei, sim...


“Então... Não acha que pode estar apaixonada pelo Izaya?” – Continuou. “Já pensou na possibilidade de estar amando-o de verdade?” – Assim que terminou, percebeu que o rosto de Mai adquiriu um tom extremamente vermelho, a garota mal conseguia encarar Celty.


-Nã-não acho que seja isso... E-e como sabe que é o Izaya?


“Não minta para si mesma ou tente se enganar... Pode acabar se arrependendo”


-Não... Tenho certeza, não é isso...


“Pense bem, Mai-chan.” — Foi a última coisa que Celty disse, antes de mudar de assunto. “Acho que seria melhor você, ao menos, avisa-lo que vai passar a noite aqui”


-Certo... – Pegou o celular e foi até o número de Izaya na agenda, mas hesitou; não tinha coragem de conversar com o rapaz. –Acho melhor eu mandar uma mensagem.


Izaya,


Tive alguns problemas. Vou precisar passar a noite na casa da Celty e do Shinra. Amanhã eu volto.


Mai


Foi uma mensagem rápida, que Mai não esperava, sequer, receber uma resposta. Sabia colocar-se em seu lugar, sabia que não era de grande importância para Izaya. No entanto, mesmo assim, ficou triste com o passar dos minutos e nenhuma resposta. Já estava se preparando para ir dormir, quando ouviu o toque de seu celular. Aproximou-se lentamente do aparelho e leu o visor.


“O que foi?” – Celty perguntou, ao perceber que a garota não se mexia, apenas segurava fortemente o celular próximo ao peito.



Já era madrugada e Izaya ainda mantinha-se acordado, mesmo tendo que trabalhar cedo. Estava sentado no sofá da pequena sala de seu escritório, passando os canais aleatoriamente. Não conseguia se concentrar em nada, muito menos dormir, pois não conseguia tirar de sua mente a preocupação por Mai ainda não ter voltado para sua casa.

Soltou um suspiro baixo. Aquilo era realmente irritante, ter esse tipo de sentimento era irritante. A própria Mai era irritante. Por que ela o fazia se preocupar? Por que ela o fazia ter esses tipos de sentimentos? A desculpa que achara agora já não parecia boa o bastante para explicar aqueles sentimentos. Não queria pensar nisso, mas sempre acabava batendo de frente com a preocupação e estima que tinha pela estranha colegial.


Levantou-se do sofá, obstinado em esquecer aquela preocupação obrigando-se a dormir. Estava quase chegando às escadas, quando seu celular tocou. Tirou-o do bolso e viu que era uma mensagem de Mai:


Izaya,


Tive alguns problemas, vou precisar passar a noite na casa da Celty e do Shinra. Amanhã eu volto.


Mai


Repreendeu-se por ter ficado aliviado com a mensagem, mas só pelo que estava escrito, já podia ter noção do que havia acontecido com a garota. Provavelmente havia usado sua habilidade e se envolvido com a Saika e saído ferida. Porém, se estava com Shinra, provavelmente seus ferimentos já estavam tratados. Não havia necessidade de ir busca-la agora, ela podia muito bem esperar.

Já estava indo colocar o celular no bolso, quando parou o movimento.


-Droga... – Murmurou irritado, voltando a abrir o teclado de seu celular.


Enquanto pegava seu casaco esquecido no sofá, digitou uma rápida e seca mensagem:


Mai,


Estou indo te buscar.


Izaya


E saiu atrás da garota.



Fim do capitulo 14.


Notas finais
Então... O que acharam? (extremamente empolgada)
Bom, esse capítulo, acho que deixou algumas duvidas quanto a própria Mai, certo?
Logo, logo, mais coisas serão ditas e reveladas.
Fora que agora a Mai está batendo de frente com seus sentimos.
Espero que não tenha ficado muito confuso e que tenham gostado do capitulo!