Mini-imagines do BTS
1 Kim Taehyung - Flecha do Cupido
Meu coração batia incontrolável no peito. Juntava as mãos fortemente, de modo que parecessem esbranquiçadas pelo sangue retido. O ambiente estava mais quente que de costume. O cheiro de produtos de limpeza era forte, mas não incomodo. Apenas uma luz fraca iluminava o pequeno cômodo da despensa.
— Você está bem?
Era sempre reconfortante ouvir a voz de Kim Taehyung. Mas naquele momento, ela estava tão próxima, que eu não podia negar o quanto estava sendo uma tortura para mim.
O que eu deveria responder a ele? Não estava nada bem. Eu estava presa em uma despensa com Kim Taehyung. O rapaz que tira todas as minhas noites de sono — no sentido de invadir meus sonhos -, e que não consegue nem mesmo perceber meu nitido interesse amoroso.
A culpa, no entanto, não era de Tae por nos colocar nessa situação, mas de Jimin que inventou uma mentira absurda de que Armys haviam invadido o prédio da BigHit e todos os membros deveriam se esconder. Eu como Staff do castanho a minha frente, acreditei no exagero, apenas para protege-lo. Eu só não esperava que Jimin fosse capaz de nos trancar aqui.
— E-estou. — Minha voz não poderia ter saído mais trêmula.
Taehyung aproximou seu rosto do meu, o suficiente para tirar-me do foco. Eu só conseguia pensar na fantasia mais louca realizada em uma despensa.
— Não parece nada bem, Noona... — Dizia.
Suas mãos tocaram a minha testa com delicadeza. Parecia checar algo. Um soluço involuntario quebrou aquele silêncio constrangedor. Levei as mãos a boca, cobrindo o vestigio de nervosismo. Ele sorriu de repente.
— Parece preocupada. — Comentou. — Dizem que soluços involuntários acontecem quando estamos nervosos ou muito próximo de quem amamos. — Dizia, ainda com o rosto próximo. — Acho que se a segunda teoria fosse verdade, eu também estaria assim.
Surpresa e confusão dançavam nas expressões do meu rosto. Constantemente Taehyung dizia coisas sem sentido algum. E no momento, eu estava tomada pela dúvida e incerteza de suas palavras.
— Acho que não entendi bem. — Minha curiosidade foi maior que minha vergonha.
No momento, tinhamos milimetros de distancia entre nossos lábios. Taehyung estava provocando sensações inexplicáveis em mim — talvez nem tão inexplicável assim.
— Eu gosto de você. — A declaração saiu tão simples e suave. Mas cheia de significados. Era surreal ouvir aquilo de uma voz tão maravilhosamente sexy. — Jimin falou sobre eu ser correspondido... — colocava uma mera mecha de meus cabelos por trás da orelha. Eu estava tão distraída, que nem mesmo percebera aquela mão.
— Jimin o que...?
Eu não tive tempo algum para questionar ou me sentir traída pelo ruivo fofoqueiro. Taehyung havia selado nossos lábios em um beijo casto e ainda sim, quente.
Não sei por quantos minutos mais ficamos nessa situação. Minhas mãos já repousavam no pescoço do moreno, e suas mãos apalpavam minha cintura com delicadeza. Foi ainda mais torturante saber que depois daquele tão esperado beijo, a realidade nos acometeria.
— Gosta mesmo de mim, Noona? — Perguntou, finalmente. Eu estava prestes a esganar seu pescoço, pelo simples fato dele ainda ter dúvidas depois desse beijo.
— O que você acha, Kim Taehyung? — Selei novamente nossos lábios com um breve beijo. — Eu não entendo porque demorou tanto pra perceber. — Ele riu.
Sua mão voltou a acariciar meu rosto, parecendo querer decorar cada centímetro. Eu finalmente pude sorrir com toda aquela atenção.
— Eu preciso ouvir que gosta de mim. — Declarou.
Suspirei em concordância.
Antes parecia ser tão difícil dizer aquela simples frase. E hoje, depois da confissão inesperada por parte dele, todo aquele medo me pareceu bobo e desnecessário. Taehyung gostava de mim e queria ter certeza dos meus sentimentos por ele.
— Eu não gosto, Taehyung... — Seus olhos me fitaram, surpresos. Quase chocado. — Eu te amo.
E foi a partir daquele dia que o membro mais incomum do grupo Bangtan, havia sido, finalmente, atingido pela flecha do cupido.
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