Mini-imagines do BTS
2 Min Yoongi - "Confeito de Caramelo"
“Céus! Lá estava ela tocando como uma ogra aquele instrumento tão delicado. ”
S/N era extremamente teimosa e sem jeito. Cinco meses se passaram e ela ainda não aprendeu o básico do piano. Era irritante para mim ter que ensinar-lhe tudo. Bang PD estava equivocando quando me escalou para tal missão.
— Vai continuar mesmo nesse ritmo? – Perguntei, soprando, entediado. Já estava farto de ralhar as mesmas coisas.
S/N me fitou, fingindo-se de desentendida. Era sempre a mesma expressão e a mesma desculpa. Era realmente muita sorte ela ser tão fofa... e filha mais nova do nosso chefe.
— Desculpa, Oppa. – Dizia, enquanto baixava a cabeça. Eu quase podia ver seu sorriso travesso. Definitivamente, S/N não estava nada arrependida do que fazia, ou melhor, do que deixava de fazer.
— Se não quer tocar piano, porque insiste nas aulas? – Precisava ser transparente com ela. Esperava que ela pudesse ser igual.
Sua cabeça levantou tão rapidamente, que sua franja bagunçou em frente aos seus olhos. A expressão de assustada não combinava nada com ela. S/N sempre foi um poço de doçura. Era tão fofa a ponto de ter todos aos seus pés com um simples sorriso. Ninguém realmente conseguia magoá-la. Ninguém podia...
No entanto, eu era o único que a tratava igualmente. Admito passar dos limites quando percebo que fui grosso o bastante. Talvez S/N não merecesse meu tratamento. Eu tinha que mudar?
— Oppa... – Ela juntou as mãos ao rosto, entristecida. – Posso ser honesta? – Me admirou o fato dela ter pedido autorização pra isso.
— Deve... – Tentei amenizar meu tom de voz. Era a primeira vez que S/N parecia realmente querer falar algo sério. Eu daria ouvidos. – Por favor.
Ela evitava olhar-me nos olhos. Suspirou diversas vezes antes de apoiar cotovelo nos teclados, emitindo um eco de notas desconfortáveis. Tentei não e sentir incomodado com isso.
— Na verdade... – Olhou-me com olhos de meia lua. Estava envergonhada? – Eu não tenho interesse algum no piano.
Sua confissão não era uma novidade para mim. No entanto, eu estava bastante curioso com o motivo dela ter me escolhido como professor, sabendo que não avançaria qualquer nota musical.
— Isso não é surpresa. – Comentei, fitando-a de sobrancelha erguida. Encolheu os ombros. – Porque então continua insistindo nas aulas? – Tentei realmente não ser duro com ela, mas as vezes sua falta de noção me deixava extremamente irritado. Mas do que o normal, e os Hyungs já haviam percebido isso.
Seria clichê dizer que me apaixonei por uma garota boba e indefesa? Ela não fazia meu tipo, mas aconteceu, e quando percebi, já estava mais do que óbvio. Eu não admitia, ainda.
S/N me deixava louco, em todos os sentidos. Eu poderia ser mais idiota por amar isso?
— Oppa! – Bufou. Não havia percebido sua irritação momentânea. – É por isso que eu quis ter aulas com você. – Apontou para mim, mas não era como se estivesse apontando mesmo para mim. Aquilo me deixou confuso – Está sempre de mal-humor, e nunca sorri. – Resmungou. – Inicialmente, achei que me odiasse, mas agora, eu tenho plena certeza de que esse jeito marrento faz parte da sua personalidade obscura. – Se levantou, batendo o pé.
— Mas o que...? – Estava ainda mais confuso que antes.
— Eu achei que pudesse gostar de mim e mudar de ideia... – Ficou pensativa. – Achei que podia fazer-lhe feliz... – Cruzou os braços. – Aish... isso é embaraçoso. Admitir minha própria derrota. – Bufou mais uma vez. – Nada doce, Oppa! Nada doce! – Resmungou. – Você não tem nada de “confeito de caramelo”.
“Mas que diabos de apelido era aquele? Deveria ser coisa do Jin!”
Levei minutos para processar aquela informação. S/N estava mesmo dizendo que podia me fazer feliz?
Era estranho ouvir alguém dizer isso, ainda mais para mim. Todo o esforço de cinco meses, era para garantir a minha felicidade. Mas ao contrário disso, eu só estava ainda mais impaciente. No entanto, não era por ela não conseguir aprender, mas por ter me apaixonado por alguém que não estava nos meus planos, por alguém que nem mesmo fazia meu tipo.
— Não se preocupe, Oppa... – Descruzou os braços. – Eu sou um caso perdido mesmo, admito! – Fazia drama, e por fim, decidiu ir embora. A impedi, obviamente.
— O que está tentando me dizer, exatamente? – Eu precisava ter certeza de que não estava sendo precipitado.
— Que eu gosto de você, e que pensei mesmo que pudesse gostar de mim. – Foi sincera em sua declaração. Era quase como ver uma versão madura de S/N. Foi surpreendente e empolgante. Meu coração realmente saltou.
Engoli em seco. Minha mão ainda segurava seu braço esquerdo. Eu não queria deixá-la ir embora. E mesmo que eu não admitisse de uma vez meus sentimentos, eu desejava que ela pudesse ter um pouco mais de paciência.
— Vai desistir? – Perguntei, sentindo minhas orelhas esquentarem. S/N fitava-me curiosa e surpresa.
— Hm... – Seus olhos vagaram para minha mão em seu braço, e eu precisei soltar. Tinha exagerado. Ela voltou-se para mim, parecendo satisfeita. – Eu não iria desistir. – Sorriu. – Eu precisava de mais um conselho do Nam Oppa. – Deu de ombros.
Por um instante, sua confissão me levou gargalhar como nunca havia feito antes. S/N era realmente muito boba, mas eu amava completamente sua falta de noção.
E depois de um longo minuto aos risos, peguei em sua mão, voltando para o piano.
— Oppa? – Olhava para mim, preocupada.
— Você disse que não iria desistir de mim, então vai ter que me aturar todos os dias neste mesmo horário... – Apontei para o instrumento. – ...Bem aqui.
Foi a primeira vez, em cinco meses, que vi S/N sorrir verdadeiramente sincera e entusiasmada para mim. Aquele havia sido um sorriso diferente, e por um segundo, me dei conta que eu sabia todos os seus sorrisos ao ponto de diferenciá-los. Foi verdadeiramente um privilégio vê-la sorrir tão apaixonada, da mesma forma como eu me sentia naquele momento.
Eu provaria para S/N que eu podia ser o cara que ela sonhava que eu fosse. Eu mostraria que era bem mais que um marrento sem coração...
...Eu era um idiota apaixonado, e podia ser mais doce que um “Confeito de caramelo”.
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