Minha vida com você
23 Esse corselete é tão lindo que eu quero provar
Notas iniciais
Novamente o avião não caiu. Graças a deus, eu e meu pai ficamos agarrados até passarmos pela porta do avião. Estávamos seguros no hotel recebendo carinho das nossas meninas, Annabeth e Atena até nos fizeram chá de camomila para nos acalmarmos. Estava sentado na varanda, no chão, junto ao meu pai. A varanda tinha uma grade de metal dourada e vazada, ficamos sentados ali olhando a Torre Eiffel pelos espaçamentos por um bom tempo.
Já estava de noite e a cidade estava iluminada, estávamos comendo num Café perto do hotel, a nossa mesa era imensa, parecíamos uma grande família feliz com Zeus na ponta olhando para os céus, sorrindo cada vez que um raio trovejava naquela noite sem nuvens, esse cara é estranho. Annabeth me olhava sugestivamente enquanto bebia café. Eu uni as sobrancelhas e fiz careta, o que ela queria dizer com aquele olhar malicioso? (- Sério isso, senhor Percy?) (- Sério o que?) (- Sério que você não entende o que quer dizer com esse olhar.) (- É, eu não estou entendendo, senhor Percy, depois a Annabeth irá me explicar.) (- Você não existe.) (- Você que não existe!) (*engasgada gay do caralho* Como assim?! EU EXISTO SIM!) (- NÃO GRITE COMIGO NÃO SOU TEU EMPREGADO!) E depois disso ele não disse mais nada. Mas como eu narrava anteriormente, Annabeth me olhava de um jeito malicioso. Talvez quisesse aprontar. Mas eu perguntaria depois.
– Eu nem queria aquele vestido imenso, mas o Zeus quis. – disse Hera, aquela coisa estava usando óculos escuros… de noite.
– É lógico que quis. Ele é o único que coube em mim e não ficava estranho em você. – disse Zeus. Ele ficou vermelho e tirou os olhos do céu, olhando para todos nós sentados à mesa. Nós ficamos encarando-o e Hera ria – É para uma festa a fantasia…
– Pai, você é gay? – perguntou Thalia.
– Thalia, querida, acredite, nos perguntamos isso desde sempre. – disse Hefesto – Estávamos na faculdade, passava uma garota e: “Nossa, que gostosa… mas o batom não combina”. – Hefesto encolheu os ombros e projetou o beiço para frente – Vai entender.
Zeus revirou os olhos.
– Não combinava mesmo. Eu só estava constando um fato, isso não me faz gay, só me faz observador.
Thalia deu de ombros.
– Se é assim.
… VOLTANDO PARA O HOTEL …
Estava curtindo o momento na minha linda suíte, quando bateram minha porta. Será que era serviço de quarto? Será que era uma fã? Será que… Ah, deixa para lá, eu to falando esse monte de merda para ver se o senhor Percy vem me dar uma bronca, mas acho que peguei pesado com ele mais cedo, dizendo que ele não existia, já tentei pedir desculpas, contudo ele deve estar fazendo biquinho de braços cruzados em algum lugar do meu subconsciente, ou ele está jogando Just Dance, porque, assim como eu, ele deve ficar muito entretido, eu fico tão entretido que se a casa pegar fogo só vou notar quando a TV parar de funcionar.
– Quem é? – perguntei me aproximando da porta.
– Sou eu. – parecia a voz da Annabeth, mas a Annabeth não se chama “eu”, vai ver é uma arrumadeira francesa.
– “Eu” do quê? – perguntei.
A pessoa do outro lado bufou e rosnou desgostosa.
– Sou eu a Annabeth Chase, seu peixe lerdo retardado! – exclamou ela.
Só poderia ser a minha Annabeth mesmo, nenhuma arrumadeira chamaria um cliente assim. Abri a porta e ela entrou com um sobretudo bege e as sobrancelhas franzidas com raiva.
– Você acha mesmo que tem alguém na França chamada “Eu”, inspetor Clouseau? – perguntou ela cruzando os braços.
– Na verdade, para o inspetor era “Oh”, não “Eu”, até parece que não assistiu ao filme. – respondi fazendo biquinho.
Annabeth esfregou a testa.
– Você não existe. – ela suspirou – De qualquer maneira, não vim aqui para isso.
– Veio para o que então, minha nerd?
– Você reclamou que eu tinha muitos corseletes e não usava nenhum com você. – ela abriu o sobretudo e revelou seu corselete azul-escuro, que combinava com a calcinha de ceda, e a meia calça branca. O corselete tinha pequenas espirais mais claras e delicados babados sobre os seios. Ela deu uma voltinha e mostrou aquela fita brilhante que segurava o corselete em seu corpo. Annabeth estava tão linda.
Esse corselete é tão lindo que eu quero provar.
Annabeth me olhou unindo as sobrancelhas.
– O que? – perguntou ela.
– Eu disse isso em voz alta? – perguntei sentindo meu rosto corar.
Annabeth negou com a cabeça.
– Acho que querer se vestir de mulher é normal entre os seu pai e os amigos dele, então deixa quieto.
– É melhor. – aproximei-me sorrindo – Você tá tão linda com esse corselete. – disse pondo minhas mãos na cintura dela.
– Esse corselete que você queria usar…
Fiz cara feia e Annabeth riu.
– Não era para você ouvir isso.
– Mas você sabe que eu vou usar isso para sempre contra você, não sabe?
– Sei. – suspirei – Você está tão linda, porque eu tenho que abrir esse corselete?
– Porque as duas coisas que você mais gosta estão escondidas por ele.
Sorri de canto e a beijei acariciando sua mandíbula. Annabeth é tão linda, o que ela está fazendo comigo? Acariciei seus cabelos macios e cheirosos sem desgrudar nossos lábios.
Estávamos naquele ritmo de casal apaixonado, tinha me ajoelhado diante dela, tirado seus saltos azuis lindos, estava pronto para desvendar os nós daquele corselete quando bateram na porta. encarei Annabeth, que deu de ombros.
– Quem é? – perguntei.
– Sou eu, Frank. – responderam do outro lado da porta.
– Viu? – sussurrei para Annabeth – Ele fala que é “Eu” e não me deixa ficar confuso.
Annabeth revirou os olhos.
– Percy? – perguntou Frank, ele parecia preocupado – Eu não queria incomodar, mas eu precisava falar com alguém.
– Fale com ele, eu vou me esconder no banheiro. – sussurrou a minha garota indo em direção ao banheiro.
Esperei Annabeth estar dentro do banheiro para ir abrir a porta. Frank estava vermelho de vergonha e parecia nervoso, ele entrou e pediu desculpas por estar incomodando, mas ele precisava de ajuda. Pedi que ele se sentasse na cama, o grandão caminhou até a mesma e parou no meio do caminho olhando para os saltos caídos no chão. Ele me encarou e eu dei de ombros.
– Lindos… mas são pequenos. – disse.
– Eu não queria nem saber. – afirmou ele, sentando-se.
Sentei-me ao seu lado, se eu olhasse sobre seu ombro podia ver Annabeth espiando pela porta do banheiro.
– Então, Frank, o que há de errado? – perguntei.
– É que… que… eu queria…
– Pode falar, Frank, não precisa ficar com vergonha.
– Assim… eu achei que você seria o melhor para conversar, você é o mais sério que é menos demoníaco, eu poderia até conversar com o Nico, mas posso jurar que ouvi vozes vindo do quarto dele e uma nevoa branca saindo debaixo da porta. – ele suspirou – Bom, como estamos em Paris, eu queria fazer algo especial para a Hazel, já que estamos na cidade do amor, porém eu nunca fiz isso antes…
– Você é virgem, Frank?! – perguntei.
– Você pode gritar mais alto? Os cangurus na Austrália não te ouviram. – disse Frank. Olhei por cima do ombro dele e Annabeth ria com a mão sobre a boca, ela se esticou para a escrivaninha ao lado da porta do banheiro, pegou o meu caderno de desenho e o meu carvão e começou a escrever.
– Desculpa, é que isso é meio novo para mim, não achei que você fosse.
– É que, ao contrário de você e do resto dos nossos amigos, eu estava esperando a garota que eu achasse ser a certa. – ele estalou a língua – Agora eu vejo que devia ter feito exatamente como vocês para não decepcionar a Hazel.
– Olha, Frank – comecei, então notei que Annabeth estava me mostrando o meu caderno e tinha algo escrito nele – “você fez o certo”. – li em voz alta, eu não queria dizer aquilo, queria dizer que ele fez errado mesmo, Hazel poderia ficar insatisfeita. Annabeth mudou de folha e continuou a escrever.
– Você acha mesmo? – perguntou ele olhando para as próprias mãos de tanta vergonha.
– “Acho. Hazel ficará feliz em saber dessa sua decisão.”
– Mas e se ela não ficar? E se ela me achar idiota.
– “Não irá. Conheço ela, sei que ela vai achar muito fofo.” – Annabeth sabe que eu nunca falaria “fofo” não sobre uma atitude, sobre coelhinhos é outra história.
– Eu tenho medo. E se eu não conseguir… você sabe… dar prazer a ela…
– Geralmente, a primeira vez dói mesmo, é desconfortável. Não precisa se preocupar quanto a isso, seja gentil. – disse, Annabeth me olhou orgulhosa – Se ela quiser parar, você apenas pare. Se ela gemer seu nome… – sorri orgulhoso – ai seu garanhão, se ela gemer seu nome quer dizer que ela está gostando muito.
– Mas se ela não quiser dizer que está doendo, por medo de me deixar desapontado?
– Faça-a prometer que irá avisar. A primeira vez pode ser traumática se for feita de maneira muito estressante e aquela menina é prima do Nico, não queremos ser visitados por espíritos a noite, não é mesmo?
– E se ela não gostar?
Tadinho, ele parecia tão preocupado. Eu ia dizer que ela ia gostar, era obvio, Frank era um garanhão sensual, ela ia amar.
– “É difícil sentir prazer na primeira vez.” – fiz uma pausa e esperei Annabeth escrever mais – “Mas você sempre pode melhorar.”
Frank me olhou e sorriu um pouco.
– Eu to com medo, Percy. – confessou Frank.
– A primeira vez é mesmo assustadora, mas pelo menos vai ser porque você quer, não porque uma garota bêbada começou a te alisar e você ficou excitado e ela achou que você queria algo. – disse.
– Eu não sabia disso.
– Ainda bem que eu sou estranho por natureza e não ficar traumatizado com isso. Porque isso foi ano passado e não tinha certeza se queria ou não. – contei – Se eu tivesse alguém que gostasse muito na época, talvez tudo tivesse sido melhor.
– Talvez a Annie? – perguntou ele.
Olhei para Annabeth, ela me encarava esperando uma resposta. Eu podia sentir minhas bochechas corarem.
– É, talvez a Annabeth. Eu poderia ter tido uma primeira vez normal – eu sorri –, tremer mais que um chihuahua, não fazer ideia do que está acontecendo, tentando imaginar o que cairia na prova de história para não acabar com tudo tão rápido. – Annabeth sorriu para mim – Poderia ter sido bem legal.
Frank me olhou novamente e sorriu.
– Obrigado, Percy, eu vou tentar… você sabe…
Sorri e me levantei ao mesmo tempo que ele.
– Sei sim – sorri orgulhoso do meu garoto –, agora vai lá e arrasa, seu destruidor gostosão.
Encaminhei Frank para a porta.
– Obrigado novamente, Percy. E obrigado, Annabeth. – disse ele, meu rosto ficou instantaneamente quente – Adorei os sapatos, são de muito bom gosto. – Frank me olhou sorrindo – Agora arrasa, seu destruidor gostosão.
Dito isso, ele saiu fechando a porta. Annabeth saiu do banheiro e me olhou. Ela também estava vermelha. Era meio obvio que eu estava colando para ajudá-lo, o Frank era muito esperto para não notar, o Leo ficaria se gabando tanto por ser um latino “caliente” que nunca notaria, nem se a Annabeth estivesse no meu colo. De qualquer maneira, aproximei-me de Annabeth, que olhava para baixo. Ela colocou o cabelo atrás da orelha e me olhou.
– Você gostaria mesmo de ter tido a sua primeira vez comigo? – perguntou ela.
– Lógico que sim.
– Eu gostaria de te dizer o mesmo, mas… você sabe… é o Jason e bem…
– Eu entendi já. Não sou tão gostoso quanto ele, eu sei, aquela bunda firme e tudo mais.
– Tão linda… – ela suspirou – De qualquer maneira, teria sido legal ter tido minha primeira vez com você, os dois bobos, sem nem ter ideia do que estão fazendo, conversando depois completamente envergonhados, teria sido bonitinho. Mais bonitinho do que ter um orgasmo avassalador dado por um garoto.
Olhei-a com cara de “Sério?”. Annabeth riu e acariciou meu cabelo e me deu um beijinho.
– Mas eu estou feliz de estar com você agora. – confessou ela, dando-me mais um beijinho – Eu gosto de você, muito, seu bobo.
Sorri.
– Eu também gosto de você, sua esperta.
Voltei a beijar Annabeth antes de Frank ter atrapalhado. Nossos lábios se encaixavam tão bem, tão perfeitos um para o outro. Fiquei atrás de Annabeth e desatei o nó da fita azul de seda e fui puxando a fita, uma a uma. Annabeth segurava a frente do corselete impedindo que caísse. Annabeth ficou de frente para mim e toquei no seu corselete e o puxei o corselete. Os seios de Annabeth saltaram diante dos meus olhos. Estava hipnotizado com aquelas duas maravilhas até Annabeth tampá-los com os antebraços porque levou as mãos a boca para rir.
Olhei-a.
– O que foi? – perguntei.
Annabeth apontou para o meu tronco.
– Ficou lindo, Percy.
Eu estava tão bobo que tinha colocado o corselete no meu corpo, parecia que eu o estava usando. Eu sorri e deixei-o cair no chão ao meu lado. Peguei Annabeth no colo, enlaçando suas pernas na minha cintura, deitei-a na cama e fiquei sobre ela. Tirei suas meias-calças beijando suas coxas e pernas subindo meus beijos conforme puxava sua meia-calça por sua perna. Depois tirei sua calcinha. Acariciei seu sexo enquanto chupava seus seios. Annabeth chamou por mim e resmungou que me queria dentro dela. Sorri. Penetrei dois dedos dentro de Annabeth e desci meus lábios pela barriga dela até chegar ao seu sexo. Annabeth gemeu mais alto. Eu sou um garanhão delicioso demais. Beijei o clitóris dela e passei a chupá-lo sem parar de estocar meus dedos nela. Ela é tão docinha, tão gostosa, aqueles gemidos maravilhosos eram melodia para meus ouvidos. Novamente, ela implorou para que eu a penetrasse. Somente atendi ao seu pedido quando senti que ela estava prestes a gozar. Annabeth me ajudou a tirar meus pijamas e colocou minha camisinha e fiz o que ela queria.
Annabeth abraçou meu pescoço, e gemeu. Suas mãos desceram pelas minhas costas, arranhando minha pele, indo até minha bunda ao qual ela apertou.
– Que bundinha gostosa… – murmurou ela gemendo longamente.
Sorri. Minha bunda é mais gostosa que a do Jason. Tsc, tá, a quem eu to enganando? Continuei a estocar, Annabeth apertava meus quadris com suas pernas e gemia arranhando seus ombros.
– Percy! – gemeu ela. Seu interior me apertou com força e eu não resisti a esse aperto delicioso e logo estava gozando também. Deitei ao lado de Annabeth, ajeitando-me na cama e fechei os olhos respirando com força. Estava com soninho agora. Antes de ser tomado completamente pela inconsciência, Annabeth deitou sua cabeça no meu peito e deu um beijinho na minha bochecha acariciando meu cabelo – Eu acho que te amo, Percy…
Finalmente eu dormi… Foi um sonho ou A ANNABETH DISSE QUE ME AMA MESMO? AI MEU DEUS! O QUE EU FAÇO? EU TO DORMINDO! PODE SER SÓ UM SONHO… ah… pode ser só um sonho… Annabeth só gosta de mim… não é pra tanto. Calma, Percy.
Frank POV
Saí do quarto de Percy e fui até o quarto de Hazel. Eu tremia tanto, era difícil me controlar. Hazel abriu a porta e sorriu para mim.
– Frank, entra. – disse ela alegre dando uma risadinha – Porque você está tremendo, amor? Entrou no quarto do Nico quando não devia e viu os amiguinhos dele?
– Que amiguinhos? – perguntei.
– Ãh? Quê? Nada não. – Hazel pôs o cabelo todo para um lado e me olhou – O que você veio fazer aqui? Nesse horário?
– Eu queria…
Aproximei-me e dei um beijinho na boca dela. Acariciei o rosto dela com as costas dos dedos. Hazel me olhou sorrindo.
– Você é tão linda. – sussurrei.
Hazel sorriu mais e me deu um beijo, um beijo cinematográfico, gostava quando a Hazel fazia esse tipo de coisa, mostrava que ela gostava muito de mim, apesar de ser tímida, parecia que Hazel sabia o que eu queria fazer e estava disposta a fazer também. Toquei a cintura dela e acariciei, puxei um pouco sua blusa para cima e acariciei a pele da sua cintura, minhas mãos tremiam, estava sentindo meu rosto esquentar. Alguém bateu na porta. Hazel separou nossos lábios e abaixou um pouco a blusa.
– Oi? – perguntou ela – Quem é?
– Hazel, é o papai. – disse Plutão. Ele falava “papai”? Como assim?
– Vai pro banheiro, fica quietinho lá. – sussurrou ela a mim e fiz o que ela mandou.
Ouvi a porta abrir-se e Plutão entrou.
– O que foi, papai? – perguntou Hazel. Olhei pela fresta da porta e os dois foram até a cama e sentaram-se – Tem algo errado?
– Não, eu só queria conversar com a minha garotinha. – Plutão era um pai delicado? O mundo é surpreendente – Você está crescendo e tem um namoradinho e eu queria falar para a minha garotinha ter cuidado. Não quero nada de mal acontecendo com a minha pequena. – ele é um pai amoroso, não devia estar, mas estou genuinamente surpreso – Então, não faça nada que você não queira. Se aquele moleque te obrigar a fazer qualquer coisa… – sua voz se tornou raivosa, sua mão se levantou na altura do queixo e fechou-se em punho, podia jurar que sombras subiam do chão como fumaça e estavam começando a me rodear.
– Papai. – chamou Hazel segurando a mão de Plutão e as sombras voltaram aos seus devidos lugares. Eu estou precisando dormir, estou tendo alucinações de sono – O Frank nunca vai fazer nada que eu não queira, para ele não é só o lado carnal que importa. Se você quiser a prova posso falar que quero me manter casta até o casamento, aí podemos ver a reação dele.
Plutão sorriu e acariciou o cabelo de Hazel. Isso estava me assustando.
– Não precisa fazer isso, filhinha. Caso ele tente algo eu vou matá-lo. Simples assim. – disse ele a fazendo rir. Muito engraçado isso, ele querer me matar, hilário devo dizer. Ele beijou o topo da testa de Hazel – Você quem manda, entendeu? Se ele te tocar e você não quiser, mesmo depois da primeira vez de vocês, não é para deixar.
– Pai… isso está ficando constrangedor…
– Mas eu ia te ensinar a por a camisinha em uma banana agora mesmo. – disse ele tirando uma banana do casaco.
Hazel cobriu o rosto.
– Ai, pai! – resmungou ela.
Plutão riu.
– É só brincadeira, filha, mas, sério, você sabe que precisa se proteger.
– Confie em mim, papai, já sei de tudo isso.
– Ótimo. – ouvi Plutão fungar, talvez eu estivesse errado, talvez ele estivesse gripado, até ouvi-lo começar a chorar – A minha menininha tá crescendo.
– Pai… pai… calma… – Plutão começou a chorar no ombro de Hazel, ela acariciou as costas dele e me olhou com cara de culpada, eu fiz um gesto com a mão falando para ela relaxar que estava tudo bem. Eu que estava preocupado, não sabia que Plutão chorava, estou legitimamente chocado – Não precisa chorar…
Plutão fungou e se afastou de Hazel limpando as lágrimas dos olhos.
– Verdade, não precisa chorar, está tudo bem. – disse ele mais para si mesmo – Eu te amo, minha menininha, você pode não ser minha filha de verdade, mas eu te amo como se fosse.
– Lembra quando você me contou que eu sou adotada, pai? – Plutão assentiu – E eu comecei a chorar? – assentiu novamente – E você pediu que eu não chorasse que você daria um jeito de encontrar meus pais biológicos para ter uma conversa? – novamente – Você lembra o que eu disse? Lembra o motivo para eu estar chorando?
A voz de Plutão era embargada.
– Que você estava chorando porque tinha sorte de me ter como pai, não importava quem tinha te feito, eu tinha te criado e não podia ter feito melhor. – Plutão chorou mais alto e agarrou Hazel – A minha filhinha é tão linda! Eu sou tão orgulhoso!
Hazel acariciou as costas dele dizendo “Pronto. Pronto. Passou.”, ela me olhou e riu dizendo só mexendo os lábios “Para que eu fui lembrar disso?”. Eu só pude rir. Plutão recuperou-se e beijou novamente Hazel na testa, os dois disseram que se amavam e ele finalmente saiu. Esperei a porta se fechar e saí do banheiro. Hazel se levantou e se aproximou de mim.
– Não conte para ninguém que viu meu pai chorar, tá? – pediu ela.
Assenti e acariciei seus cabelos encaracolados.
– Onde nós paramos? – perguntei malicioso.
Hazel me beijou. Acho que agora teríamos nosso momento juntos, depois de vinte minutos da choradeira de Plutão, acho que conseguiríamos terminar o que começamos. Minhas mãos voltaram para sob a blusa de Hazel, acariciando a barriga e a cintura dela. Hazel abraçou meu pescoço e quando eu achava que tudo daria certo ouvi gritos vindo do corredor.
– FRANK! – alguém arrombou a porta e Leo entrou no quarto junto de Luke, afastei as mãos de Hazel apressadamente, que parou ao meu lado, ele e Luke tamparam os olhos – Desculpa, cara, mas precisamos da sua ajuda.
Bufei e Hazel acariciou meu braço dizendo que não tinha problema.
– O que vocês querem?
– Bem… Posso destampar os olhos? – perguntou Leo.
– Pode.
Ele e Luke tiraram as mãos dos olhos e nos encararam.
– Eu to falando há quinze minutos pro Luke que o Bartolomeu Crouch Junior é o nono Doctor Who e ele fica falando que é o décimo, e eu vim aqui para pedir que você dissesse que EU estou certo. – disse Leo.
– Porque vocês não foram falar com o Nico? – perguntei – Claramente, eu estou ocupado. – disse entre dentes.
– A Hazel não é assustadora como aqueles mortos que o Nico está conversando. – disse Luke – Tinha uma luz estranha saindo debaixo da porta do quarto dele, então viemos atrás de você.
– E se estivéssemos fazendo… algo muito… errado? – perguntei.
– Não olharíamos. – disse Leo como se fosse simples – Agora vamos diga que eu estou certo.
– Sinto muito, Leo, mas você está errado – a boca de Leo abriu-se e Luke sorriu vitorioso –, o Bartolomeu Crouch Junior é o décimo Doctor.
– Eu disse! – Luke exclamou batendo na cabeça de Leo.
– Ai! Não me bate. – ordenou Leo foi aí que os dois começaram a se estapear como duas garotas ricas e mimadas, com muita ênfase em ricas e mimadas, porque eu já vi Annabeth brigando e não é bonito.
– Vão se bater lá fora, por favor? – pedi.
Leo saiu correndo para fora do quarto e gritava “VOCÊ NÃO ME PEGA!”, e Luke foi atrás, olhei Hazel, eu queria desistir disso tudo, já tinha perdido até a vontade de ficar com Hazel essa noite para podermos ter nossa primeira vez, talvez pudéssemos só ficar juntos, ler um livro juntos, conversar sobre como ela gostou de ir ao Making Of Harry Potter, era tão bonitinho ver sua animação. Depois de todas essas interrupções é capaz de Percy e Annabeth estarem dormindo depois de… fazerem algo errado (?), e eu ainda estava tentando colocar Hazel na cama. Suspirei. Ela me olhou maliciosa, talvez ainda estivesse disposta a tentar algo. Quando sua mão ia tocar meu rosto para trazê-lo para junto do seu e me dar mais um beijo, Zeus entrou no quarto. Ele estava parecendo a Carmen Miranda, com suas frutas na cabeça e a saia brilhante. Ele entrou sorrindo cantarolanto “Olha o que eu preparei para você, amor.” e ao nos ver seu sorriso sumiu.
– Quarto errado. – cantarolou ele dando meia volta fechando a porta.
Olhei Hazel.
– Pelas minhas contas, ainda tem umas doze pessoas para entrar aqui e atrapalhar. – disse fazendo-a rir.
– Podemos esperar para fazermos isso outro dia, temos muito tempo. – concordou ela.
– Certo então.
Peguei a mão dela e a puxei delicadamente para a cama. Hazel esperou que eu me deitasse e deitou-se sobre mim, ficando com sua cabeça no meu peito. Passamos o resto da noite conversamos, até que notamos que eram três da manhã e nossas conversas foram reduzidas a beijos e os beijos foram se intensificando. Houve muito rubor, muito constrangimento, minha testa bateu na dela (duas vezes) o que gerou muitas risadas, eu fiquei um tempinho sem respirar e só voltei porque Hazel me avisou, foi mais rápido do que eu planejava, mas não tive como me controlar muito mais. Devo dizer, foi a melhor experiência da minha vida. Hazel dormiu abraçadinha a mim, seu corpinho era tão pequeno e delicado que me deu medo de quebrar, fui o mais delicado possível. Hazel disse gostar (apesar de ter doído muito, gostou de ter tido sua primeira vez comigo) e que eu precisava melhorar muito, depois de rir da minha cara feia completou que eu só precisava de pratica e que teríamos muito que praticar juntos.
Moral da história: Só assim para se perder a virgindade com a sua namorada em Paris quando muita gente que você conhece e tem intimidade com você vai junto, fazendo isso às três da manhã, quando todos estão dormindo.
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