Minha vida com você
12 Dumbledore não ia deixar isso acontecer
Notas iniciais
O problema de ser pego por um de seus amigos fazendo algo que nenhum deles deveria saber é que eles ficam de enchendo depois. Eles não, o Luke estava encarregado disso. Eu estava terminando de por o tênis para fazer a porcaria da trilha que foi usada durante uma guerra civil, eu nem sei o nome da cidade em que eu estou, quem dirá qual guerra foi essa.
Alguém bateu na porta, eu fui abrir e lá estava Luke, sorrindo de orelha a orelha, parecendo que tinha ganhado um milhão de dólares em algum tipo de jogo. Ele entrou sem eu permitir e deitou-se de bruços na minha cama e ficou me olhando com o queixo apoiado nos punhos, ele parecia uma menina de quatorze anos e eu era a outra que tinha um bafo para contar.
– O que foi, Luke? – perguntei fechando a porta.
– Você e a Annabeth são tão fofos. – comemorou ele.
Revirei os olhos.
– Luke, foi o que a Annabeth disse, foi o momento, ela estava vulnerável e eu tava lá… foi só isso.
– O problema não foi o beijo, não foi algo só do momento, se a coisa tivesse ficado só no selinho eu até acreditava, mas você retribuiu o beijo!
– Luke, vai pro inferno.
– Vamos, Percy, não precisa mentir para mim, eu sou seu amigo desde o maternal, eu te conheço, pode confessar.
– Confessar o que?
– Que você – ele começou a fazer um momento dramático desnecessário, mas ele fez, começou a fazer pausas e se levantou vindo na minha direção se aproximando de mim a cada palavra dita – está… completamente… apaixonado… pela… Annabeth.
Ele estava perto até demais quando falou de Annabeth, eu me afastei e ri da cara dele. (- Senhor Percy tava querendo disfarçar.) (- Ninguém te chamou!) (- Vixi, irritada.).
– Deixa de ser idiota, Luke. Você está querendo levar um simples beijo a uma coisa muito maior do que realmente é. Foi só um beijo.
Luke deu de ombros demonstrando que ia continuar a levar essa ideia a diante.
– Vocês já transaram por acaso? – perguntou ele.
Eu olhei para ele com os olhos arregalados.
– Não! Você enlouqueceu, Luke. Vamos logo encontrar o resto do pessoal e ir para aquela trilha logo, não to muito a fim de ficar aqui ouvindo você falar desse tipo de coisa.
Eu saí do quarto e esperei Luke sair também para fechá-lo. Luke me seguiu cantando:
– Percy e Annabeth sentados logo ali, se beijando que eu já vi…
– Nem termina essa merda! – ordenei o fazendo rir.
Ao chegarmos do lado de fora do hotel e encontrarmos a nossa sala e o professor Quiron e o Pan estavam na frente de todos e aparentemente eles só estavam esperando por nós. Eles dois olharam para mim e para Luke e sorriram maliciosos. Quando todos acompanharam Pan para dentro da floresta – Grover estava quase dando a mão para o professor, eles estavam muito perto, perto até demais – Quiron chegou ao meu lado e pegou no meu ombro.
– O Luke sempre comentava que você gostava de uma loira, o Pan sempre dizia que era a Annabeth, mas eu nunca duvidei que ele estava falando de si próprio. – comentou ele.
Eu fiquei vermelho, podia sentir o meu rosto esquentar. Quiron riu. Na havia melhor momento para Rachel aparecer, senti uma mão no meu braço e ao olhar para a esquerda, lá estava ela, ruiva como sempre, ela sorriu maliciosa e retribui o sorriso. Era hoje que eu fazia o que queria fazer com ela a muito tempo e calava a boca do Luke e tirava a nerd do meu pensamento um pouco.
Quando Pan parou em uma casa abandonada para que o Quiron contasse o que tinha acontecido naquele lugar, Rachel me beijou, eu nem precisei fazer nada, ainda bem, eu não queria parecer desesperado. Ela me beijou, e eu correspondi.
– Vocês dois! – vociferou Quiron chamando a atenção para mim e Rachel – Eu devia falar para vocês arrumarem um quarto, mas eu não posso sair ensinando esse tipo de coisa.
Leo levantou a mão.
– Sim, Valdez.
Pobre Quiron ele deve ter achado que Leo tinha alguma duvida séria.
– Quando você era mais novo, professor, você “arrumava muitos quartos”?
As minhas mãos ainda estavam na cintura de Rachel. eu senti que alguém estava me olhando e quando segui na direção do suposto olhar que me lançaram e acabei só vendo a Annabeth, ela desviou o olhar de mim e olhou para o chão, minhas mãos logo soltaram Rachel e eu me afastei um pouco dela, sentindo minhas bochechas esquentarem. Porque eu estava envergonhado? Eu não estava fazendo nada de mais, eu e a Annabeth não temos nada e eu tenho que me lembrar disso constantemente.
Quiron riu e falou, chamando minha atenção novamente.
– Você nem tem ideia, Valdez.
Os alunos em volta ou riam ou gritavam e aplaudiam, menos eu e Annabeth, eu continuei a olhar para ela e ela continuou a olhar para o chão. Porque eu estava sentindo que eu tinha feito algo errado? Eu não tinha feito algo errado, mas eu sentia que tinha.
… DUAS HORAS DEPOIS …
Quando nós voltamos para o hotel, nós passamos pela classe da escola do Will Solace e ele sorriu para Annabeth e a puxou para um canto antes de ir com o professor dele. Porque aquele loiro não deixava a minha loira em paz? Apesar de eu não querer admitir, ele é um garoto tão bonito, e eu não culparia se Annabeth se apaixonasse por ele, tem seus motivos. (- Senhor Percy está apaixonado pelo Will e seus bíceps também.) (- Cala a boca, seu idiota.), eu tenho que começar a controlá-lo, ele está ficando muito engraçadinho ultimamente. Eles conversaram um pouco e Annabeth ficava sorrindo para ele e deixava-o tocar nela, tirar o cabelo dela do rosto e colocá-lo atrás da orelha e pegar na mão dela.
– Percy? – uma garota chamou-me no meu ouvido me fazendo saltar, olhei para o lado e era a Rachel – O que você acha de me acompanhar? – perguntou ela pegando na minha mão e me levando para dentro do hotel, eu continuaria parado na porta observando Annabeth e Will, mas não podia simplesmente negar um pedido para sexo que veio tão de graça assim.
Eu olhei para trás voltando a olhar para o casal maravilha lá no campo de grama que ficava entre a floresta e o hotel. Annabeth me encarava, ela sorriu para Will e assentiu olhando para ele. Ele sorriu de volta e deu um beijo na bochecha dela. Ela se acenou para ele quando ele ia para dentro da floresta. Eu rosnei e acabei trocando de posição com Rachel, eu comecei a puxá-la.
… SETE E MEIA DA NOITE …
Eu não queria admitir, eu transei com a Rachel, e não, eu não gostei. Foi algo meio forçado então não foi legal. Eu achei que queria, mas no final das contas eu estava errado. Rachel gostou, ela estava deitada na cama sorrindo, mas eu estava sentado com as pernas para fora da cama me sentindo um idiota. Comecei a colocar as minhas roupas e Rachel permaneceu deitada de olhos fechados. Ela é uma garota bonita, e eu não faço ideia do que tá acontecendo comigo, há alguns meses eu teria adorado ir para a cama com ela, mas agora parecia tão errado, eu estava com nojo de mim mesmo.
Meu celular tocou no meu bolso quando eu terminei de colocar minhas roupas. Atendi e era o Nico.
– Onde você tá, seu otário? – perguntou ele. Delicado como sempre, nem parece que ele deu aquela divada no dia de lavar carros, também não pareceu segundos depois que o último gay foi embora, ele ficou tão sério que parecia que foi só um delírio.
– Por aí. – respondi sem querer responder a verdade.
– Bom, temos uma festa para ir as oito e você sumiu. – disse ele.
– Festa, como assim festa? – perguntei – A escola está dando uma por acaso?
– Não. A Thalia que avisou que tá tendo uma festa aqui perto e a gente tá te procurando há horas.
– Foi mal. Eu fiquei meio preso.
– No meio das pernas da Annabeth? – era a voz de Luke.
– Deixa de ser idiota, Luke, a Annabeth tava aqui com a gente, ela saiu faz alguns segundos para ir buscar uma coisa no quarto da Thalia. – era Frank, ainda vem que ele me protege – Se bem que ele pode ter ficado no quarto e ela saiu porque passou um bom tempo desde que nós fomos liberados. – talvez nem tanto.
– Nós estamos no quarto do Leo, vem pra cá agora, se não a gente sai sem você. – avisou Nico.
– Eu já to saindo daqui, me esperem.
Despedi-me e desliguei o celular. Olhei para Rachel ela sorriu e fez biquinho para ganhar pelo menos um beijo de despedida. Eu não consegui fazer o que ela queria, dei um beijo na bochecha dela, como se fossemos irmãos e saí do quarto deixando-a com cara de tacho.
Fechei a porta e ouvi vozes no corredor, eram duas garotas e elas falavam sobre um garoto que acabou saindo com uma vadia da sala, que cafajeste, e de repente elas pararam. Olhei na direção das vozes e era Annabeth e Thalia. Eu sinto que o tal cafajeste era eu. Eu tentei dar um aceno envergonhado, mas elas não retribuíram, seguiram pelo corredor fingindo que eu nem existia. Não queria, mas tive que segui-las porque não sabia outro caminho para ir até a área dos quartos dos meninos.
Elas ficaram em silêncio, eu queria falar uma coisa, qualquer coisa, qualquer merda, mas não conseguia, eu sentia um peso no estomago, estava muito envergonhado. Quando eu cheguei no quarto do Leo, Frank até perguntou porque eu estava tão vermelho. Eu não sou muito de ficar com vergonha das coisas que eu faço, mas desta vez, eu estava me sentindo muito mal, talvez ir a uma festa me distraia.
(- Sabe por que você está com vergonha, senhor Percy?) (- Por quê?) (- Porque você gosta de outra garota, e ficar com a Rachel te deixa envergonhado.) (- Se você é tão expert em mim, quem é a garota, senhor Percy?) (- Não seja idiota, senhor Percy, tá na cara.) (- Não tá não! Eu não sei quem é.) (- Eu estou cercado de idiotas.) (- Olha aqui, Scar, a culpa não é minha se eu não sou você.) (- Não estou falando só de você, olha para os seus amigos super másculos.).
Eu fiz o que ele disse e olhei para os meus amigos. Dava para ouvir a música “Material Girls” vindo do lugar onde a festa estava acontecendo. Nós tivemos que sair escondidos, mas algo me dizia que o professor Quiron ia descobrir no outro dia, aquele cara sabe de tudo. O Leo, o Frank, o Luke e o Charlie estavam cantando a música a plenos pulmões e o Nico estava no centro deles, com as mãos nos bolsos, não dando a mínima para eles. O que eles queriam era que o Nico ficasse irritado, porque essa foi uma das musicas que o Nico dublou naquele dia estranho, mas ele não estava nem aí. Acho que eles estavam mais se divertindo cantando do que outra coisa.
… VINTE MINUTOS SE PASSARAM E EU ESTAVA SOZINHO COMO UM COITADO …
Eu queria que a Annabeth aparecesse para reclamar que tinha sido deixada pelas amigas também, mas não apareceu. Ela não queria falar comigo, eu acho. Estava sentado em uma cadeira bebendo qualquer coisa que eu achei e olhando para a pista de dança vendo o Leo dar um show de feminidade. Até o Nico estava se dando bem e eu ali parado. De repente eu vi uma loira passar pela minha frente, era a Annabeth, eu fiquei com o peito estufado de esperança que ela iria se sentar ao meu lado e perguntar se eu queria dividir uma garrafa de bebida, mas o meu peito murchou rapidinho.
Ela riu olhando para frente e segundos depois o Finnick Odair da vida apareceu. Ele deu um beijinho na bochecha dela. A minha sorte, ou azar, era que eu conseguia ouvir o que eles diziam.
– Não sabia que vinha, ainda mais sozinha. Cadê o seu namorado? – perguntou Will.
Annabeth suspirou.
– Eu não namoro… não mais. – Annabeth ficou olhando para baixo.
Will tocou o queixo dela e a fez olhá-lo.
– Esquece ele. – como assim “esquece ele”? – Vem dançar comigo. – como assim “vem dançar comigo”?
Annabeth sorriu e assentiu indo com ele para a pista de dança. EI! O namorado sou eu! E ela não deve me esquecer! (- Mas, aparentemente, ela já esqueceu, senhor Percy, agora ela vai lá dançar com o senhor Will. Deus, quem me dera ser o subconsciente daquele cara.) (- Como assim? Você quer me deixar também?). Ele não me respondeu. Merda agora meu subconsciente era do Will também. Agora estou sozinho até quando estou comigo mesmo.
A música “DJ Got Us Fallin’ In Love Again” começou a tocar, e eu adoro essa música, é bem animada e dá para dançar maravilhosamente. E acho que alguém estava dançando maravilhosamente na pista de dança porque o pessoal começou a se afastar e formou uma roda em volta da pessoa. Eu ia permanecer sentadinho, mas aí ouvi uma garota gritar “WILL GOSTOSO” e ouvi a voz do Leo gritar “ANNABETH GOSTOSA”. Merda, o Finnick ta catando a minha Annie.
Levantei-me e fui correndo até a roda de pessoas passando por elas para chegar mais pra frente e enxergar os dois.
So we back in the club
Get that bodies rockin’ from
Side to side (Side to side)
No começo, Annabeth parecia envergonhada, e não queria dançar. O Will moveu o quadril com facilidade de um lado para o outro, tentando chamar a Annabeth para dançar, Annabeth riu e deu uma leve reboladinha. Ai Cristo, como ela é linda, o único problema da beleza dela agora era que ela tava dançando lindamente com Will. O pessoal a minha vota ficou batendo as mãos no ritmo da música.
Thank God the week is done
I feel like a zombie gone
Back to life (Back to life)
Hands up, and suddenly we all got our
Hands up
No control of my body
Meu Deus, ele era o deus da dança, era Apolo, ou pelo menos filho dele. Eles dançavam com facilidade um com o outro. Parecia que eles tinham ensaiado a dança, mas acho que ele quem era bom demais e estava liderando a coisa lindamente. No segundo “Hands up” ele segurou ela pelo quadril e levantou. Eu não tava gostando daquilo, nem um pouquinho.
Ain't I seen you before?
I think I remember those eyes, eyes, eyes, eyes
Eu rosnei por dentro. Annabeth segurou o rosto dela e ficou com o dela perto do dele, encarando mais do que deveria os olhinhos azuis do Will. Eles dançaram ao som daquela música que falava sobre se apaixonar novamente maravilhosamente, eu não aguentava aquilo. No final da música, Annabeth pulou em Will enlaçando as pernas dela em volta do quadril dele, ela ficou ali até a próxima musica começar, as pessoas a minha volta aplaudiram e Will sorriu roubando os lábios de Annabeth. Ele a colocou no chão, ela arfava enquanto olhava para ele, depois foi a vez dela de avançar em um beijo, o pessoal a minha volta comemorou e bateu palmas, mas eu estava pronto para partir pra cima daquele cara.
Então, eu senti alguém de mão forte agarrar meu pulso e me puxar para trás, me afastando da borda do circulo. Olhei para ver quem era e era a Thalia. Ela me levou até o lado de fora do lugar onde a festa estava acontecendo. Eu tentei voltar para dentro, mas ela me agarrou e me empurrou para trás.
– Fica longe da Annabeth, Percy. – ordenou ela.
– Thalia, eu e a Annabeth moramos na mesma casa, não posso ficar muito longe dela. – disse fazendo parecer que era meio obvio.
– Não banda o idiota. – disse ela nervosa.
– Não to bancando.
– É, eu sei que você é idiota e é por isso que você deve ficar longe da Annabeth e ser babaca em outro lugar! Eu posso abrir um oitavo inferno só pra você ser um babaca lá! – acho que estou conversando com uma fã de Game of Thrones.
– Calma, Thalia, qual é o problema? – ela parecia com raiva, mas eu não posso fazer nada, eu sou meio lerdo às vezes.
– Você é o problema! Você fica fazendo coisas sem pensar e fica magoando os outros. A Annabeth gosta de você, Percy. – isso foi meio que uma bomba e eu não tava preparado pra ela.
– O que?
– A Annabeth gosta de você. – ela suspirou – E você fica fazendo coisas idiotas que podem magoar os outros. – sinto que esse “outros” é a Annabeth (- Você acha, senhor retardado?) – E a Annabeth agora tem chance de ficar com um cara legal e que gosta dela e você não pode estragar isso, deixa ela, não faça dela o seu brinquedinho, por favor.
– Eu não posso deixá-la ficar com o Will! – exclamei exasperado.
– Porque não?! – perguntou ela.
– Porque eu também gosto da Annabeth! – confessei. Espera, eu confessei – Eu gosto da Annabeth… – murmurei para mim mesmo. (- Finalmente.)
– Sério? – perguntou ela soltando um risinho sem humor – Não parece. Olha, se você está falando a verdade você devia pensar na Annabeth, se você gosta dela mesmo deixa ela ficar com o Will.
– Não!
– Porque não? Ele gosta da Annabeth.
– Porque eu sou egoísta e não quero que ela seja feliz com outro, quero que ela seja feliz comigo!
– Então você tá fazendo um péssimo trabalho.
E dito isso ela entrou novamente na festa. Fazendo uma saída triunfal. Ela conseguiu acabar comigo, eu mal acabo de perceber que gosto da Annabeth e ela me fala coisas assim. Talvez Thalia esteja certa, talvez eu devesse deixar a Annabeth ser feliz com o Will, talvez se o Dumbledore estivesse vivo ele não deixaria isso acontecer, ele teria dito sabias palavras sobre amor e eu deixaria de ser um completo idiota.
Ou talvez eu devesse ser o meu próprio Dumbledore. (- Senhor Percy, preciso de palavras de sabedoria.) (- Pare de se masturbar tanto, vai acabar com tendinite na mão.) (- Não esse tipo de palavras de sabedoria e eu não faço isso com tanta frequência.) (- Faz sim.) (- Eu sou um adolescente, eu tenho que me descobrir.) (- Faz mais de quatro anos que você tá se descobrindo!) (- Faz tanto tempo assim? Nossa. De qualquer modo, eu quero uma palavra sábia sobre a Annabeth.) (- Ela é muito linda.) (- Isso não precisa ser sábio pra perceber.) (- QUE COISA MAIS CHATA! O WILL É MAIS LEGAL! VOCÊ FICA FALANDO PARA EU FALAR COISAS SABIAS QUE FICA FALANDO QUE NÃO É ISSO QUE QUER OUVIR, SE DECIDE LOGO! O QUE VOCÊ QUER SABER?) (- Mas, gente, que nervosa, calma. Eu quero palavras sábias do que eu devo fazer pra mostrar para a Annabeth que eu não sou um completo babaca e que não é necessário abrir um oitavo inferno só pra mim.) (- Reconquiste ela.)
Senhor Percy é um homem inteligente, isso é uma coisa inteligente, tenho que mostrar a Annabeth que não sou um babaca e que só sou um completo idiota que fica tentando fazer com que os outros pensem que eu sou de um jeito que eu não sou. Toda vez que eu fiquei com a Rachel foi para provar para mim alguma coisa ou pros outros, eu só me ferrei porque no final eu sempre ia atrás da Annabeth, e agora eu to indo de novo, pelo menos das últimas vezes eu não tinha transado com ela.
Deve ter sido por isso que eu senti nojo de mim mesmo, eu não gosto da Rachel e ficar com ela me fez sentir que eu estava traindo a Annabeth.
É, então é isso, eu vou conquistar a Annabeth, mostrar que eu sou melhor que o Finnick da vida. Eu só preciso ficar loiro e já to no caminho.
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