Minha vida com você
13 Farei como o Quatro e conquistarei a nerd atirando facas nela
Notas iniciais
Tá, ficar loiro não seria uma boa ideia, disso eu sei. Então eu continuo um moreno tentação que sempre fui. Agora eu tinha que descobrir o que eu preciso fazer para ser melhor que o Will e fazer a Annabeth ser minha de novo. eu já moro na mesma casa que ela então tenho mais acesso a ela do que o Will então isso deve ser algo que pode me favorecer. Que tal se eu começar a seduzir? A Annabeth adora provocar. E também gosta de ser provocada aquela safada, tão linda e tão safada assim eu apaixono, mas ainda pelo menos.
Comecei a minha sedução pelo estomago. Exato, pelo estomago. Afinal o que poderia chamar a atenção da Annabeth para mim? Eu comecei a fazer um bolo delicioso e estava cheirando a felicidade, como toda comida boa cheira. E eu consegui chamar a Annabeth para mim, ela veio praticamente farejando. Ela parou na porta da cozinha e me encarou com os lábios entreabertos. Fingi que não tinha visto-a ainda enquanto tirava a forma de bolo do forno. Depois encarei Annabeth na porta e dei um sorrisinho.
– Oi. – disse tirando a luva de cozinha da mão.
Annabeth me olhava com os lábios entreabertos. Será que eu comentei que estava sem camisa e com um avental branco cobrindo o meu corpo de deus grego? Deve ser por isso que ela estava me encarando daquele jeito. É, eu sou bom nisso.
– O-oi. – diz ela.
– Você quer me ajudar? – perguntei fingindo que não havia problema nenhum com nada.
Annabeth assentiu e veio para perto de mim. Ela ficou perto da bancada e eu fui até o fogão e peguei a calda de chocolate que eu tinha feito, fiquei parado atrás dela e coloquei a panela na frente dela.
– O que você acha? – perguntei mergulhando o dedo na calda e levando até os lábios dela.
A nerd hesitou, mas, depois de suspirar, abriu a boca e chupou meu dedo de um jeito não muito puritano. Ei! Quem tá provocando aqui sou eu! Suspirei e afastei-me dela.
– Você pode colocar a calda em cima do bolo? Enquanto isso eu termino o chantilly. – disse.
– Você mesmo fez o chantilly? – perguntou ela.
– É. – sorri vaidoso depois sedutor – Quer provar?
– Não, eu to bem.
Eu tive que segurar a vontade de rir. Annabeth começou a jogar a calda em cima do bolo.
– Annabeth, eu queria pedir desculpas. – aproveitei e comentei.
– Por quê? – perguntou ela, ela sabia sim por que.
– Por ter sido um idiota e ter ficado com a Rachel. – respondi.
Ela fingiu-se de desentendida.
– Não tem porque se desculpar, Percy, você é livre pra fazer o que quiser.
– Ãh… sim…
Annabeth começou a espalhar de um jeito estranho a calda, aquilo não estava certo, ela tava acumulando a calda em lugares e não é pra calda ficar assim.
– Annabeth, você não tá fazendo direito. – disse.
– To sim, é só esperar que eu concerto. – afirmou ela.
– Não, tá errado, isso não dá tempo de concertar, a calda vai endurecer rapidinho! – ai que a atiração de facas começou, nós começamos a brigar.
– Se você queria que ficasse perfeito, porque não fez você mesmo?! – vociferou ela.
– PORQUE EU QUERIA AJUDA! MAS CLARAMENTE VOCÊ NÃO SABE AJUDAR!
– EU VIM AJUDAR PORQUE VOCÊ PEDIU!
– EU PERGUNTEI SE VOCÊ QUERIA AJUDAR, NÃO PEDI AJUDA DIRETAMENTE.
– MAS EU VIM AJUDAR SE NÃO VOCÊ IA ACABAR COM AS SOBRANCELHAS QUEIMADAS COMO DA ÚLTIMA VEZ!
– EU ESTAVA PERTURBADO NAQUELE MOMENTO PORQUE VOCÊ CHEGOU NA COZINHA COM AQUELA CALCINHA!
– ERA UM SHORT!
– MAS QUE TIPO DE SHORT DEIXA MAIS DA METADE DA BUNDA APARECENDO?!
– NÃO É CULPA MINHA SE VOCÊ FICOU OLHANDO!
– COMO EU PODERIA NÃO OLHAR?
– VOCÊ É UM TARADO! – ela rosnou.
– E VOCÊ É UM EXIBICIONISTA!
– FALOU O CARA QUE TÁ COZINHANDO SEM CAMISA!
– ESTÁ CALOR!
– VOCÊ TEM É FOGO MESMO, IGUAL AO LEO!
Nós dois paramos com os insultos, com os gritos e ficamos arfando um olhando pro outro. A calda já tava dura no lugar, então que se dane o bolo. Nós avançamos um na direção do outro, ela agarrou meus cabelos e eu agarrei a cintura dela.
– Eu não devia estar fazendo isso, eu odeio você. – disse ela apertando meu cabelo em seus dedos.
– Eu também odeio você, então qual é o problema? – perguntei apertando a cintura dela com força contra o meu corpo. (- Claramente mentindo, né, senhor Percy?) (- Ela também tá mentindo que eu sei, ela não me odeia.) (- Não… lógico que não… seu palerma.).
Nossos lábios estavam prontos para encontrarem-se e fazer da minha vida mais feliz porque eu estava na cozinha com ela e do jeito que nós somos não vamos ficar só no beijo e tem calda de chocolate e chantilly em volta, isso seria bom. Mas o celular dela resolveu tocar, eu ia tacar ele pela janela, porém ela pegou-o, separou-se de mim rapidamente empurrando-me com força e atendeu-o.
– Oi, Will. – a voz dela estava um pouco trêmula – Não, você ligou até em uma hora boa, eu estava prestes a fazer uma idiotice. – ela me olhou com raiva, acho que falar com o Will lembrou a ela o que eu havia feito porque ela me olhou com um pouco de ódio e tristeza e saiu da cozinha me deixando sozinho com o bolo.
… DEZ MINUTOS DEPOIS …
– Filho? O que você tá fazendo? – perguntou meu pai entrando na cozinha.
Eu estava sentado no balcão, me entupindo de bolo de chocolate, mergulhando pedaços na calda que sobrou e no chantilly. Eu estava pensando em “Que se dane, se ela não me quer eu vou ficar gordo então.”. Eu estava sem o avental já, faltava pouco pra eu me livrar das calças.
*Momento diquinha com Percy, o dançarino de K-POP*
Se você está sofrendo ou com alguma dor, tire as calças. Tudo fica mais livre e às vezes sobe um ventinho gostoso.
*E esse foi o Momento diquinha com Percy, o dançarino de K-POP*
– Ela não me quer pai. – disse com a boca cheia de bolo, eu o engoli e continuei – Ela só quer o outro loiro, másculo, bonitão que dança como um deus.
– Ah, filho… – ele parecia realmente solicito comigo, ele se aproximou e tocou meu ombro – Se eu fosse ela também ia ficar com o loiro, másculo, bonitão e que dança como um deus.
– Você não tá ajudando! – afirmei comendo mais um pedaço, eu fiquei enfiando a mão mesmo no bolo, estava pouco me fudendo pra higiene também.
Meu pai riu e sentou-se ao meu lado no balcão e acabou roubando um pedaço de bolo também.
– Isso aqui tá bom. – comentou ele com a boca cheia – Olha, filho, veja pelo lado bom, eu duvido que esse garoto ai tenho um dia dançado 2NE1… – eu estava quase achando que ele queria me alegrar – pelo que você disse, ele é muito másculo pra fazer esse tipo de coisa.
Olhei para ele bravo e ele riu da minha cara.
– Poseidon, não seja mau para o seu próprio filho. – olhei para a porta da cozinha e lá estava Atena. Eu fiz a mesma coisa que fiz da última vez que ela me pegou sem camisa: gritei feito uma menininha e tampei meus mamilos com as mãos. Atena que antes sorria fez cara de brava – Percy, eu ia te defender, mas você tem que parar de se esconder como uma garota, senão eu não consigo fazer isso.
Abaixei as mãos.
– Desculpa, é que é estranho. – comentei coçando a nuca.
– Tudo bem. – ela revirou os olhos – O que aconteceu com você e essa garota?
Eu fiquei pensando um pouco, tinha que omitir a maior parte para eles não perceberem quem era a garota.
– Eu comecei a gostar dela e como eu não queria admitir, eu fiz uma idiotice e agora ela está com um cara muito lindo, e eu duvido que ele saiba que é lindo.
Atena ergueu a sobrancelha.
– Tá, eu vou fingir que esse comentário foi comum. – disse ela – E o que você pretende fazer para ganhá-la de volta? Fazendo bolo?
É, parece bobagem, mas eu quase consegui.
– Não, eu tava planejando em reconquistá-la, mostrando que eu sou melhor que ele.
– Percy, pelo o que você tá falando dele, você nunca vai ser melhor que ele. – meu pai é a melhor pessoa para melhorar humores.
– Fica quieto, Poseidon. – mandou Atena olhando para ele reprovando depois olhando para mim com compreensão – Percy, você não tem que ser melhor do que esse outro garoto, você tem que ser você mesmo, ela tem que gostar de você do jeitinho que você é, não gostar de alguém que você finge ser.
Meu pai aplaudiu e deu um grito aprovando e Atena sorriu ficando vermelha.
– Ai, a minha esposa é perfeita. – ele desceu da bancada e olhou para ela de um jeito estranho, e soltou um rosnado – Sobe que eu vou te lembrar o motivo pelo qual você se apaixonou por mim.
Atena riu como uma garota de dezesseis anos e subiu correndo pelas escadas. Eu estava quase vomitando.
– Por favor, me diz que você só vai cantar em francês para ela.
Ele me olhou malicioso.
– Talvez eu cante em francês e fale algumas coisas impróprias em francês para você e a Annabeth não entenderem.
Ele esfregou uma mão na outra e correu atrás de Atena. Tá, eu to sentindo o bolo voltar pelo meu esôfago. E quando ele gritou em francês que adivinharia a cor da calcinha de Atena eu me deitei no balcão e fiquei em posição fetal.
… NO DIA SEGUINTE …
Bom, o bolo foi comido por mim até eu não aguentar mais e o resto meu pai e a mãe de Annabeth comeram, depois de ficarem no quarto trancados por uma hora mais ou menos fazendo coisas que eu prefiro nem pensar e então eles devoraram o resto. Tava na hora de Prison Break e muito provavelmente Annabeth tinha algum documentário para assistir então era uma oportunidade para conversar com ela.
Desci as escadas e ouvi a TV ligada. Eu dei um sorrisinho, verifiquei meu halito e depois vi se estava cheirosinho, como eu estava perfeito como sempre, desci em direção à sala.
– Annabeth! Eu posso assistir Prison Break hoje? – perguntei.
Eu sei um sorrisinho ao ouvir o “Aahh Aaaaah Aaaahhh” da abertura de Prison Break e fiquei diante da porta da sala olhando para dentro da mesma. Meu sorriso sumiu, o seriado estava passando na TV, a abertura quase acabando, estava mostrando o cisne de papel, e no sofá estava Annabeth, deitada inclinada sobre o apoio de braço do sofá, o problema não era esse, se ela estivesse só assistindo Prison Break era só mais um motivo para nós conversarmos, mas ela não estava sozinha. Will estava sobre ela beijando os lábios que são meus!
Annabeth me olhou com vergonha, suas bochechas começaram a ficar vermelhas e o Will se afastou dela sentando-se no sofá com a cara de espantado.
– Você mora com o seu ex-namorado? – perguntou ele.
– Ele é filho do novo marido da minha mãe. – respondeu Annabeth olhando para baixo, ela estava claramente envergonhada.
– Eu não queria interromper, sinto muito. – disse pronto para voltar para cima.
– Não tem problema, pode assistir aqui. – disse Will sentando-se mais para o lado dando espaço para eu me sentar ao lado dele e ele colocou as pernas de Annabeth sobre o próprio colo.
Eu fiz cara feia e me sentei ao lado dele, merda, ele ainda era legal, se fosse eu já teria me mandado embora ordenando com palavrões e diria muitas coisas feias. Ele não, ele me deixou ficar lá sentado ao lado dele ao invés de me mandar embora e voltar a se agarrar com Annabeth. Droga de cara dos sonhos perfeito. Se Annabeth não estivesse muito ocupada escondendo o rosto para não mostrar suas bochechas vermelhas de vergonha ela talvez teria me mandado embora para poder voltar a se agarrar com o Finnick. Ele deve nadar feito uma sereia também. #desgosto.
… DOIS DIAS DEPOIS ÀQUELE …
Talvez eu devesse ser eu mesmo como Atena havia dito, mas como eu poderia ser alguém que magoou a Annabeth? Eu realmente deveria tentar ser outro cara, o problema é que a Annabeth já conhece o verdadeiro Percy. E ela gostou do Percy que não foi um completo idiota (- Senhor Percy, não fique se colocando pra baixo… esse é o meu trabalho.) (- Muito legal da sua parte, senhor Percy, não precisa ficar falando a verdade de como eu sou um babaca completo que eu já sei. Talvez eu devesse desistir de reconquistar a Annabeth…) (- Mas por quê? Você nem começou a tentar.) (- A Thalia tem razão, se eu gosto mesmo dela eu devia deixá-la com alguém que vai ser bom para ela.) (- Mas…) (- “Mas” nada. Você viu como ele se despediu dela ontem. Ele deu um beijinho no nariz dela e depois ficou olhando para ela daquele jeito super fofo… eu estava começando a querer ser a Annabeth naquele momento.) (- Primeiro, acho que você não quer mais a Annabeth porque está começando a se apaixonar pelo Will. Segundo, deixa de ser um medroso, você precisa tentar, não desista.) (- …) (- Por mim… e pelas fãs.) (- Tudo bem, por elas eu farei isso.) (- E por mim? Eu sou seu subconsciente.) (- Talvez eu faça isso por você também.).
Eu acho que eu e o senhor Percy íamos continuar a conversar, mas então eu passei pela porta do quarto de Annabeth e ouvi um choro baixo e contido. Abri a porta devagar e olhei lá dentro, Annabeth estava deitada na cama, de bruços, abraçada da senhora O’Leary, com a cabeça enfiada no pelo dela, o corpo dela tremia sempre que soltava um soluçinho.
Entrei devagar e me aproximei.
– Annabeth? – chamei-a baixinho, ela me olhou assustada e logo começou a limpar as lágrimas e a se sentar na cama.
– Eu pensei que você tinha saído. – comentou ela com a voz embargada.
– Eu acabei não saindo. – me aproximei mais dela – O que houve?
– Nada…
De repente uma raiva desenfreada subiu pela minha espinha.
– Foi o Will? Ele te machucou? O que ele fez?
– Ele não fez nada.
Droga, eu estava torcendo para poder ser o cavaleiro lindo e poderoso que salva a princesa de um perigo iminente.
– Então o que houve? – perguntei sentando-me na cama de frente para ela, a senhora O’Leary pulou no meu colo e começou a lamber o meu rosto, acariciei a cabeça dela e Annabeth riu, muito provavelmente da minha cara de #meresso – Senhora O’Leary, estou tentando ter uma conversa séria aqui, não é momento para ser fofa.
Annabeth sorriu e eu peguei a Senhora O’Leary e a sentei no meu colo.
– O que houve, Annabeth?
– É que… amanhã é aniversário do meu pai e minha mãe fica triste nesse dia, eu também fico… mas eu tento chorar um pouco no dia anterior para quem sabe ficar um pouco mais forte para poder dar um suporte a ela. – disse ela começando a ficar com os olhos marejados.
– Entendi… isso é muito legal da sua parte. – eu dei um sorrisinho e me aproximei dela deixando a Senhora O’Leary sentada na cama e a puxei para mim, Annabeth deitou a cabeça no meu ombro e começou a chorar enquanto eu a abraçava com força – Pronto. Pode chorar, fique a vontade.
A Senhora O’Leary aproximou-se de Annabeth marchando sobre o colchão e bateu na mão de Annabeth com o focinho, Annabeth levantou a mão e a cachorrinha subiu no colo dela e ficou com a cabeça deitada sobre o braço dela.
– Ele se foi faz cinco anos e ainda é difícil. Ele estava ficando cada vez pior e minha mãe ia ficando pior também. Minha mãe é bem estável, mas quando esses dias chegam ela fica tão mal… – ela fungou – Eu acho que o seu pai vai poder ajudar ela a superar… O primeiro ano foi o mais difícil. Ela ainda tem a marca no pulso de quando ela se queimou com água quente… ela tava tentando fazer café e… – beijei a testa dela.
– Meu pai é bom para essas coisas… ele quem me consolou quando a minha mãe se foi. Eu lembro, eu tinha sete anos e ele fez do melhor jeito que podia, ele me levou para passear, me comprou um vídeo game que eu queria há muito tempo, mas a minha mãe não deixava ele comprar pra mim porque achava que era muito violente… depois ele me levou para tomar sorvete – acariciei as costas dela, ela estava soluçando mais antes de eu começar a contar e agora quem estava com lágrimas nos olhos e pronto para chorar era eu – depois ele me deixou dirigir o carro em um estacionamento de um mercado falido e eu lembro que nem conseguia ver pelo vidro da frente. – eu ri e ela também – Quando a gente voltou para casa e minha mãe não estava mais lá… ele se ajoelhou na minha frente e disse que a minha mãe tinha saído de casa… ele não me explicou porque ela fez isso, ela só saiu. Eu corri para o meu quarto chorando, eu achei que a culpa era minha, porque no dia anterior eu tinha brigado com a minha mãe por uma idiotice e eu disse que queria que ela fosse embora. Meu pai ficou esperando do lado de fora do meu quarto, ele disse do lado de fora que não era culpa minha que era dele e continuou lá. Quando era de noite, eu saí do quarto e ele tava lá, com as costas na parede, perto da porta, dormindo com a cabeça pendurada para um lado. – uma lágrima desceu pelo meu rosto e eu sorri – Eu subi nele e deitei no colo dele. Ele acordou e me abraçou, e é a última coisa que eu me lembro daquele dia, nós dois acabamos dormindo ali mesmo, um abraçado no outro.
Foi a minha vez de ser amparado, Annabeth abraçou o meu pescoço e ficou acariciando meu cabelo enquanto eu chorava.
– Isso… põe pra fora. Está tudo bem agora. Não precisa mais ficar triste. – abracei a cintura dela e encaixei a minha cabeça na curva do pescoço dela – Você tem uma família grande. Você tem seu pai e o megafone dele, e uma mãe nova que pode te ameaçar com um bisturi caso ela sinta que você vai trazer uma garota grávida pra casa antes de terminar a faculdade, tem uma cachorrinha muito fofa… – Senhora O’Leary latiu demonstrando que concordava fazendo a mim e a Annabeth rirmos, ela se afastou e me olhou – E… e tem uma irmã… meia-irmã pelo menos.
– Eu não quero você como uma irmã, Annabeth, e você sabe disso. – aproximei meus lábios dos dela, mas ela se afastou de mim e eu a segurei pela cintura enquanto ela me empurrava para trás.
– Não, Percy, me solta.
– Annabeth, eu sei que sou um idiota, mas é que…
– Não tente se explicar, por favor, me solta. – pediu ela me interrompendo.
– Não, não vou te soltar até você me ouvir! Eu gosto de você, Annabeth, e eu não queria admitir isso, nem para mim mesmo, então eu fiz aquela idiotice…
– Não! Para! Me solta!
Eu puxei a cintura dela com força a fazendo sentar-se no meu colo, com cada perna de um lado do meu corpo. Ela me olhou com aqueles olhinhos lindos e ficou quieta.
– Você me quer também que eu sei.
– Eu… eu… não. – gaguejou ela.
– Não?
Agarrei a nuca dele e dei um beijo naquela boca linda. Pouco tempo depois eu me afastei o suficiente. Annabeth olhou para os meus olhos e depois para a minha boca e agarrou meus cabelos me puxando novamente para ela, meus lábios e os dela se uniram com força e nossas línguas começaram a brigar, eu já estava com abstinência daquela boca macia.
– Eu odeio você. – disse ela contra meus lábios voltando a me beijar – Você é infantil… e um idiota…
– Eu sei, eu sei.
Conversávamos sem tirar os lábios um do outro e sem diminuir o ritmo louco das nossas línguas.
– Eu queria poder bater em você agora. – murmurou ela enquanto eu descia meus lábios para o pescoço dela, dava um chupão e voltava meus lábios para os dela.
– Pode me bater. Eu gosto. – eu sorri e mordi o lábio dela.
Nós estávamos arfantes.
– Eu não devia estar fazendo isso… você é um babaca…
– Eu amo quando você me xinga. Deixa tudo mais selvagem. – agarrei a cintura dela com mais força e ela agarrou meu rosto me puxando para ele voltou a me beijar.
Senhora O’Leary latiu, olhamos para ela, ela pulou da cama e passou pela fresta aberta da porta e pela sombra que vinha da fresta ela se sentou na frente da porta, talvez ela estivesse de guarda, para nos avisar caso alguém estivesse chegando. Sorri e beijei Annabeth novamente, ela deixou um pouco e depois que eu lambi o lábio dela, ela me deu um tapa no ombro que me fez soltá-la.
– Você é um cafajeste e tá abusando de mim porque eu estou vulnerável. – disse ela sentando-se a minha frente.
– Eu também estava vulnerável.
Ela torceu o nariz e se jogou em mim novamente me beijando de forma mais selvagem que a anterior, se possível. Depois de alguns minutos, quando ficamos sem ar, ela se separou de mim e me empurrou.
– Sai. Já chega dessa bobagem, eu to com o Will agora. – ela parecia que estava mais falando com si própria do que comigo.
– Tudo bem, eu vou sair. – disse me levantando – Mas isso não acabou, Annabeth. Você ainda vai voltar a ser minha.
– Vai sonhando, Jackson. – é engraçado que quando ela tenta parecer intimidadora ela parece a Senhora O’Leary quando eu roubo o brinquedo dela, Annabeth fica com uma cara muito fofa de filhote nervoso.
– É só esperar, Chase, eu não desisto tão fácil.
Eu sorri para ela e saí do quarto dela, a Senhora O’Leary latiu e pulou em volta de mim e peguei-a no colo a deixando como um bebê no meu colo. Olhei para Annabeth e ela nos olhava encantada e quando notou eu a olhava sorrindo, ela fez cara de brava e mandou que eu fechasse a porta. Ai, Annabeth, você vai ser minha novamente, tão rápido que quando você se der conta, você já vai estar namorando comigo. (- Hm, que determinado, senhor Percy.) (- Obrigado, senhor Percy.).
… NO DIA SEGUINTE …
Eu desci para o café da manhã e Atena estava com o olhar um pouco longe, ela parecia triste. Suspirei e me aproximei dela. Ela me olhou e sorriu forçado.
– Bom dia, Percy.
– Bom dia, Atena.
Abracei a cintura dela e fiquei um pouco abraçando ela e quando ela pareceu ter absorvido a minha atitude, ela me abraçou de volta e me deu um beijinho na bochecha, eu fiquei vermelho, a fazendo sorrir e eu sorri também. Senti alguém tocando no meu ombro e era o meu pai. Ele me agradeceu com o olhar e eu me afastei e foi a vez dele de abraçá-la.
– Está tudo bem agora. – sussurrou ele no ouvido dela – Eu amo você.
Sentei-me diante de Annabeth e ela deu um sorrisinho para mim.
– Obrigada.
Eu assenti e ela voltou a comer. Talvez ser eu mesmo é a melhor maneira mesmo de reconquistar a minha nerd macumbada.
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