Minha vida com você

21 Linguagem de cobra não funciona


Notas iniciais
DIAMONDS! Fui na Bienal, não vi a Cassandra Clary, fiz a festa no trono de ferro, vi um cosplayer do Leo e outro do Carter Kane passar por mim, mas não disse nada porque eu sou tímida como vocês bem sabem, e eles não estavam de cosplay, mas senti que eram eles pela cara. Diamonds, por favor, parem de fazer bullying com essa fanfic, porque tem quase a mesma quantidade de capitulos que Senhor Jackson e nem a metade dos comentários e visualizações. Em Senhor Jackson vocês mandam diminuir a putaria, aqui vocês querem que eu aumente, vocês não podem se contentar com o sexo de lá e a calmaria daqui? Mas de qualquer forma! Vamos ao capitulo.

Eu e meu pai acabamos dormindo no avião a viagem toda, porque Atena deu um remédio muito louco para gente, eu acho que aquilo era feito de algo muito forte, talvez pra matar alguém, porque ela deu metade para cada um, e para ficarmos tanto tempo dormindo, só mesmo uma coisa forte. Dois homens como eu e meu pai não somos facilmente apagáveis (- Por favor, senhor Percy, silencie-se, você nem é homem e nem é tudo isso que você está querendo dizer que é.). Ignorei-o completamente. Enfim, depois de todo o sufoco no avião, tivemos um momento muito alegre no aeroporto, estava tocando “Everybody” do Backstreet Boys. Nico e Hades ficaram cantando distraidamente, mas não estava disfarçando nada a empolgação por causa da musica. Eles estavam cantando muito alto, só pararam quando a gente passou pela porta da frente do aeroporto e colocamos nossas malas nas vãs que havíamos alugado. Hades foi dirigindo e deixamos Nico ir na frente com ele, ao lado dele e ao lado de Tyson, porque o Tyson era o único intocável por eles, nada de mal aconteceria a ele por ser um fofo.

Tyson fez a festa com Hades e Nico cantando “Phisical”. O resto de nós ficou chamando por qualquer deus que quisesse nos ouvir, nos agarrando uns aos outros, o problema é que se não fosse essa vã, seria a dirigida pela Hera, mulher do Zeus, e lá dentro estava mais caótico, a vã ziguezagueava mais que a nossa. E a última, era dirigida pelo Hefesto, a vã estava fazendo a Macarena praticamente. Hermes não ajudava a nossa situação, ele estava com os braços pra cima assim como Luke os deles cabelos voavam.

– LET’S GET WHAT?! – gritou Hermes ajudando Hades e Nico e Tyson gritar mais.

Pelo menos chegamos rapidinho. Os meus cabelos e do meu pai estavam em pé, parecia que tínhamos feito um moicano. Atena e Annabeth abaixavam seus cabelos com as mãos.

– Vocês mesmos peguem suas malas. – disse Hades com a sua voz assustadora.

Pegamos nossas malas e entramos na linda casa branca que meu pai e Atena alugaram. Era como uma quinta portuguesa só que em Londres. Annabeth pegou suas malas desajeitadamente e saiu correndo para dentro da casa, Hades deixou a porta aberta para ela entrar, será que eu vi um resquício de sorriso no rosto dele quando Annabeth entrou correndo e gritando “Harry Potter”? Hades me encarou como se tivesse notado o que eu havia feito, fingi que não tinha visto seu sorrisinho, estava tremendo de medo.

– Hera, para quê se maquiar no carro em movimento sendo que vamos ficar aqui o dia todo se instalando? – perguntou Zeus puxando as malas floridas de Hera.

– Porque eu quero fazer comida para nós. – respondeu ela.

Todos nós a encaramos sem entender.

– E…? – insistiu Zeus.

– E eu tenho que ficar bonita. – Hera bufou – E você passou errado o corretivo no banheiro do aeroporto.

– HERA! – repreendeu Zeus passando os dedos com força sobre as olheiras.

Hera riu mostrando que estava zuando com a cara de Zeus e pegou apenas sua pequena nécessaire e foi para dentro de casa. Zeus ficou vermelho e foi puxando o resto das malas como podia.

Depois de todos instalados no seus quartos, nossos pais nos chamaram para irmos para a sala que iríamos conversar sobre quais lugares iríamos primeiro amanhã. Nós, os adolescente, nos sentamos nos sofás e a última coisa que notei antes de pegar meu celular era que todos haviam pegado os seus. Estávamos mexendo nas nossas redes sociais, tirando fotos e essas coisas legais. Ouvi Hefesto falar conosco, mas não entendi o que ele disse. Meu pai chamou nossa atenção, mas continuei a mexer no meu celular porque estava editando minha foto com a Annabeth para postar no Instagram porque estava tão linda.

– EI! – gritou Zeus, surpreendentemente um trovão estrondoso soou lá fora, o estranho era que estava sol, muito sol. Todos nós levantamos nossas cabeças e encaramo-los.

– Vocês vão largar esses celulares durante a viagem? – perguntou Atena, parecia uma pergunta retórica, porém eu e o resto dos meus amigos respondemos que não a fazendo revirar os olhos.

– Maravilha então vamos lá – meu pai saiu de trás de Hefesto com uma sacola na mão – vão colocando os celulares aqui.

Ele ficou no centro da sala, oferecendo a sacola para cada um de nós esperando que jogássemos nossos celulares. Não o fizemos, afinal é o meu pai, ele é fofo quando está com raiva, ele faz biquinho, Hazel até apertou a bochecha dele.

– Alguém pode me ajudar a ter autoridade? – pediu meu pai.

Hades e Plutão se aproximaram. Plutão é o irmão gêmeo idêntico de Hades, ele adotou Hazel quando ela era pequena, e como Hades ele era assustador. Hades pegou a sacola e nem precisou dizer nada, os celulares voaram para dentro da sacola, menos o de Nico, ele ficou encarando seu pai e seu tio esperando algo acontecer.

– Vamos, Nicolas. – disse Hades.

– Você não me assusta. – afirmou ele.

Hades sorriu maldosamente.

– Eu vou tirar seus CDs da Barbra Streisand, você sabe que eu faço isso.

Nico bufou e cedeu. Hades, virou-se para Hazel e Plutão também.

– Vamos, Hazel. – disse Plutão.

– Não! Se você tirar meu celular, eu vou mostrar para todos aquele seu vídeo. – ameaçou Hazel.

Plutão estava impassível, ele deu de ombros.

– Se você fizer isso, o seu vídeo será postado no YouTube. – ameaçou Plutão de volta, erguendo a sobrancelha, ameaçador.

– Hazel, faça isso logo, antes que ele nos mate! – implorei – Eu sou muito jovem para morrer!

– Hazel, amor, faça o que seu pai pediu. – pediu Frank, que se encolhia no sofá enquanto Hades o encarava sem desviar os olhos.

– Tá. – disse Hazel contrariada.

Quando Hades e Plutão se afastaram do centro da sala, todos nós relaxamos. Meu coração nunca bateu tão rápido, isso foi tenso demais. Hades e Plutão se posicionaram ao lado do meu pai. Olhei para Hazel e movi os lábios perguntando:

– Que vídeo é esse?

– Outro dia eu mostro. – respondeu ela movendo os lábios também. (- Sinto um abalo na força, senhor Percy, acho que Nico tem a quem puxar.) (- Também acho, senhor Percy.) (- Finalmente conversamos e você não me mandou calar a boca!) (- É porque não fui xingado, continue bonzinho assim e eu nunca mais mando você calar a boca.) (- Tá que eu nunca mais vou xingar você.), porque eu não estou surpreso?

– Mas, pai, como vamos tirar fotos sem nossos celulares? – perguntou Leo.

– Que bom que perguntou filho. – disse Hefesto animado, tirando do volto uma maquina de plástico vermelho – Vocês podem usar a câmera que eu criei!

Leo ficou com medo de pegar na câmera. Hefesto um dia foi um exímio construtor, mas com a idade as suas criações não tem sido as melhores. Assim que Leo tocou na câmera e apertou o botão para ligar, ela pegou foto, não o queimou, esse moleque é aprova de fogo só pode, ele esperou a carcaça de plástico começar a derreter pra jogar no chão e pisar. Sua mão nem estava suja.

– Ou vocês podem usar a que eu trouxe! – disse Hermes animado entregando a câmera que parecia comum preta à Thalia.

Thalia apertou o botão de ligar da maquina, deu um gritinho jogou a maquina no chão.

– Me deu choque! – disse Thalia nervosa enquanto Hermes e Luke se matavam de rir. Thalia deu um tapa no Luke e tentou bater em Hermes também, mas George a segurou.

– Sem violência, fogueteira. – disse ele esfregando o cabelo curto de Thalia que tinha mechas vermelhas agora. Thalia sentou e fez bico batendo novamente em Luke que ainda ria, como seu pai.

– Na verdade, a que eu trouxe é que é pra ser usada. – disse Atena mostrando uma câmera verdadeiramente comum dessa vez, sendo dela, com certeza não pegava fogo nem dava choque.

– Mas como vamos tirar selfies, tia Atena? – perguntou Ella.

– Simples, minha pequena e fofa ruivinha. – disse meu pai pegando da mão de Atena a câmera e a ligou – Junta aí, gente. – disse ele aos pais dos meus amigos, todos eles se juntaram atrás do meu pai, que segurava a câmera apontada para eles e seu braço estava esticado ao máximo – Sorriam! – e ele bateu a foto – Agora, vamos fazer aquelas caras idiotas que nossos filhos fazem! – cada um dos nossos pais fez uma careta diferente. Hera mandou beijinho, Zeus fez o sinal da paz e piscou, Atena colocou a língua pra fora, meu pai estufou as bochechas, apenas Hades e Plutão continuaram com a mesma cara indiferente que fizeram na foto anterior. Meu pai bateu a foto e virou a câmera para olhar – Lindo. E como sempre os gêmeos de Rosemary estão na foto como uma aparição, mas fora isso está tudo lindo. – Annabeth pegou a maquina e me mostrou a foto, Hades e Plutão pareciam dois fantasmas de gêmeos que morreram na casa no final da foto, estavam até meio escurecidos.

– Agora vão aproveitar a natureza, nos fundos tem um lago que não é fundo então com sorte alguém vai esquecer, pular de cabeça e ir para o hospital! – afirmou Hades todo alegre.

– YEEEY! – comemorou meu pai de brincadeira – Encapetado. – sussurrou ele para si mesmo.

– Agora vão aproveitar, porque amanhã é dia de…

– HARRY POTTER! – berrou Annabeth interrompendo sua mãe.

Atena sorriu.

– Isso. Agora vão, se não nada de Harry Potter.

– Como assim: nada de Harry Potter? – perguntou Nico com a voz enrouquecida. Acho que é agora que os demônios fantasmas surgem e comem nossas almas.

– Nico, ela apenas está brincando, guarde isso para mais tarde. – afirmou Hades. Acho que é para guardar os demônios fantasmas para mais tarde. Alguém mais tá com frio?

– Vão, vão! – incentivou Hera – Nico, querido, não se esqueça de ficar na sombra, você pode derreter, seu cerídeo.

Levantamo-nos e Annabeth levou a câmera no bolso. Ela pegou na minha mão e fomos até o balando que havia perto do lado sob a sombra uma linda árvore. Sentamos e começamos a balançar lentamente. Annabeth sorria fofamente, seus cabelos encaracolados voando para frente e para trás.

– Está animada, nerd? – perguntei.

Annabeth assentiu fervorosamente.

– Eu sempre quis ir no Making Of Harry Potter. – disse ela.

– Eu sei disso. Você me contou antes da gente ficar bêbado aquele dia. – afirmei e ela riu.

– Verdade. É que às vezes não dá para notar que eu sou fã de “Harry Potter”.

Foi minha vez de rir.

– Nem de “Guerra nas Estrelas”, nem de “Pocahontas”. – disse sendo irônico.

– Não é para tanto. – ela fez biquinho.

– Não? – comecei a imitá-la pejorativamente, mas era muito igual ao que realmente aconteceu – “Colore com as cores do vento não! Ai, eu vou chorar! Merda, eu to chorando! ‘Você só vai conseguir dessa terra usufruir… se com as cores do vendo colorir!’”. – Annabeth fez biquinho – Quer que eu comece a falar da cantoria das musicas do “N Sync”?

– Percy, isso foi você. – Annabeth riu.

– Ah… é…

Annabeth riu e se inclinou na minha direção me dando um beijo.

– Você é tão fofamente gay. – disse ela sorrindo.

– Obrigado. – agradeci vaidoso.

Annabeth sorriu olhando para mim, seus olhos se desviraram para trás de mim e seu sorriso sumiu.

– Leo! Nada de botar fogo nas coisas! Já não basta seu pai?! – exclamou ela, balançando a cabeça voltando a me olhar em seguida – Soube que Hefesto vai fazer café para nós amanhã.

– Você quer dizer petróleo, né? – perguntei rindo. O café do Hefesto é conhecido como “Café La Bamba” porque deixa todo mundo acordado, mas não é para menos, afinal aquilo é grosso e viscoso como petróleo mesmo.

– É… Mas vejamos pelo lado positivo – ela sorriu como uma criança – amanhã tem HARRY POTTER!

… NO DIA SEGUINTE …

Talvez eu tenha escapulido para o quarto da Annabeth a noite, mas ninguém pode provar. Apenas meu pai, que entrou quietinho, mandou-me não comentar nada e disse que era bom eu ter usado camisinha, porque senão era adeus para o Percy Junior. Annabeth riu assim que meu pai saiu. O senhor Percy também ria dentro da minha cabeça (- Você ri, porque não é o seu pênis!) (- Tecnicamente é meu também porque eu sou seu subconsciente, porém quem vai sentir a dor vai ser você.).

– Percy, pode parar de falar com seu subconsciente e me beijar? – pediu Annabeth parada em pé na ponta da cama.

Toquei o rostinho dela e beijei a minha nerd. Sua boca estava com um gosto delicioso de menta. Agarrei a cintura dela e a joguei na cama. A minha nerd sorriu e agarrou meus cabelos me beijando com mais vontade.

– A porta está trancada? – perguntei. Ela assentiu – Ótimo, porque você merece uma recompensa pelo o que você fez ontem.

Annabeth sorriu e mordeu os lábios. Ela me fez um oral ontem, eu quase morri, foi tão delicioso e babado me deixou arrepiado só de lembrar. Coloquei a saia de Annabeth para cima e mordi as coxas dela acariciando seu sexo sobre a calcinha branca que ela usava. Sorri e enrosquei meus dedos na calcinha dela pronto para puxar para baixo quando bateram na porta.

– Vamos, filha, vai tomar café, temos que ir para o Making of Harry Potter. – disse Atena do outro lado da porta.

Annabeth me empurrou com toda a força, caí estatelado no chão, esborrachei-me com um baque surdo que ecoou no quarto. A minha garota me deu a mão, ajudando eu me levantar. Ela pediu desculpas e me deu um beijo avassalador, sua língua brincou com a minha com vontade por tempo o suficiente para eu sentir meu corpo esquentar, mas aí ela me soltou, quando eu achei que ia me dar bem.

– Desculpa. – pediu ela de novo – É Harry Potter.

Ela correu para porta e saiu correndo para fora.

– E Percy Jackson, não importa para você? – gritei a seguindo.

– Quando tiver filmes de qualidade e parques temáticos, posso pensar no caso. – respondeu ela rindo entrando na vã e eu a segui. Annabeth sentou-se à mesa, comeu um pedaço de bolo de chocolate e tomou um copo de suco de laranja o mais rápido possível e logo ficou de pé, jogando a bolsa dela para meu pai e começou a bater palmas – Vamos, vamos, vamos! Eu tenho uma câmara secreta para abrir!

Todos se levantaram da mesa e foram para fora sendo apressado por Annabeth. Ela estava tão animada, parecia uma criança. Ah, eu gosto tanto dessa felicidade infantil da Annabeth, o sorrisinho dela era iluminador.

– E para o meu basilisco você não quer dar atenção, né? – perguntei em um sussurro à Annabeth enquanto caminhávamos até o carro.

Annabeth me olhou com cara de “mereço”, revirou os olhos e seguiu em frente. Sentei-me ao lado dela na vã e dessa vez o pai do Tyson dirigia. Ele era tão tranquilo e tão adorável, eu queria morder as bochechas dele, e eu não era o único. Toda vez que ele sorria Juniper se contorcia e agarrava Grover para poder se controlar e não apertar a bochecha dele. Ele estava cantando Katy Perry conosco, porque tão fofo? Annabeth segurou na minha mãe e apertou com força quando a vã parou. A mãozinha dela tremia. Abracei os ombros dela e dei-lhe um beijinho na testa.

– Calma, Annabeth, está tudo bem. – afirmei beijando a bochecha dela.

– Não está, não. – disse ela rindo, tentando controlar a tremedeira.

– Respira, minha nerd. – pedi.

George abriu a porta da vã e Annabeth, que fazia o que eu pedi, começou a choramingar porque George começou a assoviar a musica tema de Harry Potter. Annabeth agarrou no meu braço, dei um selinho nela e esperei um segundo. Parecia que ela ia desmaiar de tanta emoção. Sorri e entrelacei nossos dedos a levando para dentro do local.

Paramos na porta do salão de Hogwarts, Annabeth soltou uma lágrima e continuou a tirar fotos. Tínhamos tirado passado pela entrada, com os cartazes dos personagens, o quartinho de baixo da escada do Harry, o carro voador. Annabeth devia estar com as suas bochechas doendo de tanto sorrir. Jason estava tendo ataques também, ainda bem que os ataques dele eram para Piper cuidar, não havia interação direta dele com a minha Annabeth.

Eu beijei a têmpora dela queria que ela se acalmasse. Quando eu fui para Hogwarts de Orlando, eu estava tão nervoso e animado que perdi um monte de coisas e detalhes que só vi depois porque meu pai tinha a câmera dele. Ele até filmou a Murta Que Geme falando no banheiro, mas para ser mais verídico, ele foi ao banheiro feminino gravar. As mulheres não gostaram muito não, a gravação é muito engraçada porque uma britânica começa a expulsá-lo e ele fica implorando para ela falar frases da Hermione e da Luna para ele levar de recordação. Ai, papai, ainda bem que eu estava tendo momentos de alegria eterna com as varinhas. Tenho cinco no meu quarto, na verdade, meu pai e eu pegamos uma de cada personagem que tinha lá, mas para não falar que éramos loucos e que estávamos levando tudo para nós, falamos que eram para amigos e essas mentirinhas e agora tem uma carinha em cada lugar da casa. A do Voldemort está comigo porque ninguém me tira aquela varinha, as outras quatro vão se alternando, não a do Tio Vold. It’s my precious.

As portas de abriram, Annabeth apertou mais minha mão e me puxou. Estávamos no salão do castelo Annabeth foi soltando gemidos engasgados para tudo que ela via, e quinze fotos eram tiradas de cada coisinha.

– Finalmente! A entrada para a câmara secreta! – disse Annabeth.

A minha nerd começou a falar em linguagem de cobra, e nada acontecia. Ela fez biquinho e depois riu junto comigo.

– Não está funcionando, peixinho. – disse Annabeth manhosa.

– Eu vou processar o dono desse estúdio pode deixar, minha nerd. – Annabeth ficou com as bochechas coradas – O que foi?

– Você falou que eu sou sua. – disse ela envergonhada.

Eu senti meu rosto esquentar, toquei minha nuca.

– Eu já tinha te chamado assim antes.

– Já. Mas não só por chamar, você me chama assim quando a gente briga para fazermos as pazes ou para eu fazer algo por você.

– Fazer algo? – perguntei.

Ela se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido.

– “Vai chupa, minha nerd, vamos”. – ela se afastou de mim rindo da minha cara corada.

– Ei, pombinhos, vamos, vamos temos um Night Bus para pegar. – afirmou Jason saltitando feliz, que coisa mais feminina (- Falou senhor Percy, o dançarino de K-Pop.) (- Eu sou um partidão por dançar, querido, as mulheres gostam de mim porque eu danço.) (- Meninas não gostam quando você sabe rebolar melhor que elas.) (- Talvez não, senhor Percy, mas eu sou o bad boy mais responsavel do mundo, ou seja, um partidão, um Cedrico do mundo trouxa.) (- Só que menos bonito.) (- O seu silêncio se faz necessário, senhor Percy.).

Annabeth saltitou atrás de Jason e fui correndo atrás deles porque o Jason é bonito e é mais louco por Harry Potter do que eu, aprendi a me controlar as minhas fangirliadas desde que comecei a ser perseguido pelos garotos mais velhos no parquinho porque me chamavam de nerd porque eu gostava de Harry Potter e Pokémon, então só converso sobre essas coisas quando começam a falar comigo sobre elas. Por isso gosto tanto da Annabeth, ela não liga para o que digam, ela é assim e não quer mudar.

O melhor foi quando fomos na lojinha com as lembrancinhas. Annabeth saiu catando tudo, e era almofada da Corvinal, era unicórnio, até um Chapéu Seletor pegou. Porque tão apaixonante? Ela começou a pegar coisas e a me dar para eu carregar e como eu também queria coisas, Annabeth empilhava as coisas que ela queria e que eu queria tudo em cima de mim. Nem arrisquei a olhar para cima, se não tudo aquilo cairia.

– YEEEY! LUFA-LUFA, BITCHES! – Hefesto gritou correndo por mim com uma blusa, um cachecol e uma almofada da Lufa-Lufa e um texugo de pelúcia.

Nico passou por mim com um cachecol da Sonserina e parou ao meu lado caminhando comigo, sorrindo muito levemente por causa da fofura de Annabeth.

– Eu vi que Annabeth tentou abrir a câmara secreta com a linguagem de cobra, mas não é assim que funciona. – assenti e ele me encarou fixa e assustadoramente – Você tem que usar a linguagem dos demônios antigos…

– HAZEL! – gritei desesperado.

– Vamos, Nico, deixe o Percy em paz, nada de falar sobre essas coisas aqui. – repreendeu ela – Já falei que hoje a noite vamos fazer o chamado…

– Ai desgraça… – sussurrei para mim mesmo, com as pernas tremendo.

– O que foi, Grifinório? – perguntou Annabeth.

– Perdemos a Hazel para o lado negro da força.

– Só agora que você notou isso? – perguntou ela, que riu ao eu ter assentido – Ela gostava de brincar de jogo do copo nas festas do pijama, só não fazíamos porque ela respeita o fato da Silena não gostar.

– Mas ela parece ser tão fofa.

– O Nico era uma graçinha quando bebê. E olha agora. – Annabeth apontou para trás olhei para lá e ele estava conversando com uma criança, eles olhavam juntos para cima e Nico falava algo sobre fadas, devem ser fadas do demônio, só pode, ele é assustador, menos quando musicas como “I Will Survive” tocam, aí ele fica menos assustador.

– Agora vamos pagar que isso está ficando pesado. – pedi.

Annabeth assentiu e foi comigo ao caixa, ela fez amizade com a moça que nos atendeu e ela foi para o carro toda feliz com seu cachecol da Corvinal abraçada ao seu unicórnio novo. Ao voltarmos para nossa casa, Annabeth percebeu que esqueceu o crucial para trás. Algo que ela havia conversado com sua mãe no avião, que ela tinha que comprar porque era a razão dela ter chorado tanto no último livro de Harry Potter. Hedwig. Annabeth a viu, porém eu a distrai com o Nico. Não posso dizer que foi de propósito, só notei que estava comprando a minha e ela não possuía a dela no caixa, pedi ao moço que estava no caixa ao lado escondê-la rapidinho que depois eu voltaria para buscá-la. Annabeth estava emburradinha no seu quarto, não havia gostado de perder sua oportunidade de comprar sua coruja.

Deitei-me ao lado dela e beijei sua bochecha.

– Calma, Annabeth, não fique assim, nós vamos para Orlando um dia e a gente compra a sua Hedwig. – disse.

– Eu sei, mas eu queria agora, não sei quando eu realmente vou e finalmente eu tinha a oportunidade de comprar a minha Hedwig e não comprei. – ela fez biquinho.

– Às vezes, a gente tem que lembrar de fazer aquilo que é certo e não o que é fácil. – disse parafraseando Dumbledore.

– E o que isso tem a ver? – perguntou ela.

– Nada, só queria um momento de tensão para poder… – apertei a asa da coruja que tinha em minhas mãos e que Annabeth não viu porque tinha ficado deitada de costas para mim o tempo todo.

Ao ouvir o pio de coruja ela me olhou na hora e encarou a Hedwig que eu tinha em minhas mãos. Ela me olhou surpresa e entreguei-a a ela, que a agarrou e abraçou sorrindo abertamente.

– É para mim? – perguntou ela com a voz infantil.

– Sim. Eu notei que você não tinha pegado a sua e estou te cedendo a minha. Porque no parque de Orlando eu fiz a festa com as varinhas…

Annabeth fez cara de quem viu malicia e nem me deixou continuar.

– Festa com as varinhas? Hmmmmmm, seu safado! Nem para me chamar, quanta consideração. – disse ela rindo da minha cara corada.

– Não foi o que eu quis dizer…

– Quem estava junto? – perguntou ela ainda maliciosa – Você e o Malfoy tiveram uma briga de varinhas? Draco e Percy… hmmmm… isso da uma fanfic muito louca…

Eu ri.

– Cala a boca, sua chata! Você sabe que não foi isso que eu disse!

Annabeth gargalhou abraçou a Hedwig deixando o olho amarelo da coruja alinhado com seu olho cinza, eu morri de fofura. Agarrei o rosto dela e a puxei para um beijo. Annabeth deixou a coruja de lado e retribuiu o beijo subindo seu corpo pelo meu. Ela sussurrou que estava cansada e eu beijei o pescoço dela.

– Então eu vou fazer a minha nerd se sentir bem para poder dormir.

Annabeth sorriu, colocou a sua coruja na sacola junto do seu unicórnio e seu Bicuço e voltou a se deitar, fiquei sobre ela e a beijei pronto para dar toda a atenção do mundo a ela. Mas antes tive que parar um segundo para ouvir uma declaração sua.

– Sabe qual é o nome do meu unicórnio? – perguntou ela.

– Qual? – perguntei com meus lábios próximos ao pescoço dela.

– Percy. Porque é fofo e levemente afeminado. – olhei para ela com cara de bravo e ela riu – Vem, meu dançarino de K-Pop, vem me dar um orgasmo. – pediu ela rindo enquanto me beijava.

Ai que merda. Eu estou completamente e perdidamente apaixonado por essa garota. Eu to fudido.

Notas finais
Curtiram gente? Quem sabe falar linguagem de cobra?! EU!!!! Amo/sou. Comentem e me digam o que acharam Diamonds :33 Lembrem-se: Quando a vida te der uma coruja a chame de Hedwig e não a levem para a porra da guerra OU ELA MORRE CARALHO! QUE DOR! AI DEOS! Amo vocês, beijinhos, até a proxima.