Minha versão da história-Divergente.
7 Condenado
P.O.V. Lucy Carver.
Meu pai foi julgado e condenado por traição, múltiplas tentativas de homicídio contra a Princesa Beatrice e minha melhor amiga.
Ele vai ser condenado á morte.
Ele tentou usar o poder mágico do cabelo da Bia pra ganhar dinheiro, se aproveitar dela.
—Eu sinto muito Bia. Não sabia sobre nada disso, eu confiava nele.
—Eu sei. Eu também.
—Como você se declara?
—Culpado! Eu queria ser imortal e dar cabo da vadia a quem vocês chamam de Rainha! Assumo minha culpa, mas não machuquem a minha filha e esposa, elas são inocentes. Não sabiam de nada.
—Eu sei. Carrasco!
—Majestade.
—Passe-me o machado.
—Majestade?
—Agora.
O Carrasco deu o machado nas mãos da Rainha.
—Eu nunca lhe fiz mal algum. Protegi sua esposa e sua filha mesmo quando ameaçou a minha família, impedi que a sua filha ainda bebê caísse dentro do fosso e morresse. Fechei o fosso para que ela não corresse mais risco, ajudei sua esposa e cuidei da menina como se fosse meu sangue e é isso que eu recebo em troca?! Mas, nós sabemos o destino dos traidores não sabemos? Traidores morrem!
Ela decepou a cabeça do meu pai. A machadada foi tão forte que o machado entrou dentro do chão de mármore.
Eu chorei e Bia me consolou.
—Eu sinto muito. Sinto mesmo Lucy.
Um dos guardas perguntou:
—O que será do corpo minha Rainha?
—Isso cabe a família. Todos merecem rituais funerários. Recolham o corpo e o entreguem á família. O que será do corpo cabe aos familiares decidirem.
Os guardas recolheram a cabeça e o corpo do meu pai e os colocaram aos nossos pés.
—Podemos colocar a cabeça de volta.
—Por favor.
Lavaram o corpo dele, colocaram a cabeça de volta no corpo e nós o enterramos. Mesmo odiando ele, a Bia ficou do meu lado durante todo o velório, o cortejo e o funeral.
—Eu não o odeio, não mais. Não posso negar que fiquei furiosa e que me sinto traída. Mas, fora isso estou bem.
—Não lamenta a morte dele?
—Lamento por você. Você é uma menina tão boa, não merecia essa desonra nem você e nem a sua mãe. Eu não pensei que minha mãe o condenaria a morte, mas sim ao exílio ou coisa assim.
—Os mortos não voltam para matar.
—Você ia ficar surpresa minha amiga.
—Ia?
—Ia.
—Verdade, o negócio do purgatório.
—Sim.
—Ainda não acredito que o meu pai ia fazer essa sacanagem com você.
—Nem eu. Quer dormir na minha suíte hoje?
—Eu não sei, tenho que pensar na minha mãe.
—Eu te entendo. Se precisar de mim é só ir lá.
—Você é a irmã que eu nunca tive.
—E você é a irmã que eu nunca tive.
Nos abraçamos.
—Princesa, eu... eu gostaria de pedir-lhe perdão. Eu não sabia, nunca pensei que o meu esposo fosse capaz de tamanha barbaridade.
—Tudo bem tia Faith. Você não sabia. Devo admitir que também nunca desconfiei de nada, mas a minha mãe sim. Ela dizia pra eu ter cuidado com ele, porque ele tinha ressentimento da minha mãe porque ela o derrotou logo no primeiro dia. E ela era da abnegação.
—Eu não sabia. Eu sabia que ele era um pouco desconfiado dela, mas isso ele nunca me contou.
—Segredos e mais segredos. Isso nunca acaba bem.
—Agora reconheço que não conhecia o homem com quem eu me casei. Eu pensei que ele era tão bom, corajoso e correto.
—Eu também.
—Se importaria de ficar com a Lucy hoje Princesa? Eu vou botar fogo em tudo o que era dele.
—De acordo. Queima mesmo.
—Ótimo.
—Ela pode ficar comigo sempre que quiser. Lucy é como uma irmã pra mim e você sabe disso.
—Obrigado.
—Disponha. A sua mãe não mudou nada desde que a conheci, não envelheceu nenhum dia.
—Vantagens de se ser imortal.
—Você vai precisar de alguém com você. De uma irmã.
—Mãe!
—Você quer que eu te transforme Lucy?
—Sim.
—Você só tinha que pedir. Mas, e você tia?
—Não, eu já sou muito velha pra viver pra sempre. Mas, eu vou morrer em paz sabendo que vocês estarão sempre juntas. Minhas meninas.
—Obrigado.
Nos abraçamos. Nós três.
P.O.V. Beatrice.
Voltamos pra casa e fizemos uma festa do pijamas. De longe eu conseguia sentir o cheiro de queimado, das coisas do tio Eric sendo queimadas.
A Lucy não sentiu e como eu não queria que ela sofresse ainda mais fingi que não sentia nada, bom pelo menos eu tentei. A fumaça começou a me dar alergia.
—O que foi Bia?
—Nada.
—Ta passando mal?
—Eu to...
espirrei.
—Bem.
—Parece que tá com alergia de alguma coisa.
—Não é nada.
—Sou eu? Ai meu Deus é o meu perfume novo!
—Não. Não é. É a fumaça.
—Fumaça?
—Coisas queimando.
Ela ligou os pontos.
—Oh!
—Desculpa. Tentei não falar disso.
—Eu notei. Obrigado.
—De nada.

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