P.O.V. Guinevere.

Lá estava eu fazendo o meu trabalho, servindo os convidados do baile quando uma visão vem, nela estávamos no baile e o Rei Uther morre envenenado durante um brinde em honra a Lorde Sebastian.

—Guewn?

—O vinho.

Quando dei por mim o Rei já estava levantando a taça.

—Não! É veneno!

As bandejas foram pro chão e eu corri em direção ao Rei e cheguei bem a tempo de tomar a taça de suas mãos e jogar o conteúdo no chão de pedra.

—Como ousa tomar algo de seu Rei?

—Olhe para o chão.

O líquido corroeu a pedra formando um buraco.

—Tentou me envenenar?

—Salvei sua vida e o mínimo que podia fazer é agradecer.

—Como sabia do veneno?

—Isso não lhe interessa! Salvei sua maldita vida!

Ele agarrou o meu braço e eu soquei-lhe a cara.

—Imbecil!

—Ela quebrou meu nariz. Guardas! Guardas!

Os Cavaleiros de armadura brilhante vieram socorrer o Rei e tentar me prender.

Depois de uns cinco segundos eles eram corpos drenados no chão, alguns eu cortei a garganta com suas próprias espadas.

—Que pena, esse aqui até que era bonitinho.

—Vampira.

—Prefiro Hematófaga, mas sim sou imortal e bebo sangue humano.

—Me salvou. Porque?

—Porque não sou um monstro.

—Matou meus homens!

—Eles me atacaram e eu me defendi.

—Chamou-me de imbecil.

—Porque você é um imbecil mal agradecido.

—Obrigado, por me salvar.

—De nada. Viu não é tão difícil admitir que está errado e pedir perdão ou agradecer pelos serviços prestados.

—O que quer dizer com serviços prestados?

—Olhe ao redor, vocês nobres tem pessoas pra servir vocês e nunca agradecem ou olham nos olhos dessas pessoas.

—São apenas servos.

—Que se magoam, sentem dor, frio, fome e que trabalham por uma merreca.

—Uma merreca?

—Acha mesmo que alguém vive com o salário que vocês pagam? Já saiu desse castelo?

—Sim e não.

—Claro, seu castelo é um mundo de fantasia. Na realidade, fora desses muros existe miséria, fome e abandono. Mulheres afogam seus bebês para não ter que vê-los morrer de fome e de frio. Muitas tem que servir de prostitutas, ás vezes são estupradas pelos nobres ou pelos seus Cavaleiros e ninguém dá a mínima.

—Como sabe?

—Eu já morei lá fora. Vi como o seu povo vive descontente e descontentamento popular não é uma coisa boa pra um Rei.

—Porque não?

—O povo vai mandar o seu reinado e toda a sua dinastia pro saco, vai por mim. Mude ou morra.

—Você sabe disso como?

—Prever o futuro tem suas vantagens.

—Uma vidente?

—Claro. Burro!