Notas iniciais
Estou trazendo aqui para vocês, essa história super, íper, mega legal. Espero que gostem.

Estava bem nublado do lado de fora do avião. Estava mudando de vida. Eu morei com meu pai durante toda a minha infância. Sempre fui uma criança muito encrenqueira, então minha mãe raramente gostava de ficar comigo. Nossos fins de semanas juntas eram entediantes. E para mim, que agora tenho 16 anos, com certeza vou achar mais entediante ainda.

Meu pai e eu nunca fomos tão “pai e filha”, ele vivia a maior parte do tempo no trabalho ou nas boates da vida. Todo dia era uma mulher diferente em casa. Com toda essa ausência familiar, acabei querendo morar com minha mãe sem nem gostar dela. No aeroporto, não houve abraços apertados e promessas de que logo iríamos se ver. Apenas um adeus e um me liga quando chegar lá, do meu pai. Nós morávamos no Amsterdã. Tínhamos uma renda razoável e de certo modo causava inveja em algumas pessoas.

Quando cheguei ao aeroporto, peguei meu casaco pois estava bastante frio. Minha mãe estava me esperando no lado de fora do saguão.

—Oi Taylor , como você cresceu em? –Disse ela para mim me abraçando.

Retribui apenas sorrindo. Não queria nenhum mimo de início.

Era cerca de quarenta minutos de carro até a casa do meu padrasto. Foram quarenta minutos em silêncio. A casa era bem normal em comparação da vizinhança. Como fazia bastante tempo que eu não visitava minha mãe, lembrava-me vagamente dos cômodos da casa. Minha mãe me mostrou a casa. Na parte de baixo, uma sala com as paredes cinzas, uma televisão um pouco grande demais, um sofá vermelho, e do lado esquerdo havia um aquário bem cuidado.

A cozinha ficava do lado direito. Não tive muito interesse em chegar nela, então fui direto para a parte mais interessante da casa: meu quarto.

Para minha surpresa, eu tinha um banheiro só para mim. No meu quarto, minha mãe não mexeu em muita coisa, trocou a cama pequena por uma de casal, algumas bonecas por livros e como presente de boas vindas me entregou um notebook.

Não tive muito trabalho para desfazer as malas, já que tinha levado poucas. Eu precisava apenas reorganizar o armário e descer para comer alguma coisa, já que estava faminta.

—Taylor, estamos indo trabalhar agora, não tem nada na geladeira, deixei dinheiro em cima do balcão caso queira comprar alguma coisa para comer. Quando chegarmos à noite, iremos jantar fora. –Disse Christian para mim. Ele não era o melhor padrasto de todos, mas era bem legalzinho.

Apenas me joguei no sofá, ainda era dez horas da manhã na Califórnia, não tinha comido nada desde o avião então resolvi pegar o dinheiro e comprar algo para comer.

Tomei um banho quente e aproveitei para lavar meu cabelo, coloquei um casaco, uma calça jeans, uma blusa de manga e meu tênis preferido. Peguei o dinheiro em cima da mesa e tranquei a casa quando saí.

A rua estava vazia, fui até o mercado mais próximo e perguntei qual era a lanchonete mais próxima. Para minha surpresa, precisava andar só mais algumas ruas. Andar não me importava, era um dos meus hobbies favoritos.

Chegando à lanchonete pedi um cheesecake de morango, que era um dos meus preferidos. Na televisão da lanchonete estava passando um desenho animado bem engraçadinho. Quando terminei de comer, fui caminhando para casa e fiquei no meu quarto lendo um dos livros que estavam na prateleira. Era um romance bem clichê de dois melhores amigos, peguei no sono muito rápido e acabei acordando às duas da tarde.

Desci as escadas e fui direto para o jardim nos fundos da casa, perto dele tinha um bosque que eu gostava muito de explorar quando eu era pequena. Mas agora, já tinha perdido o completo interesse de entrar naquele bosque. Sentei em uma cadeira de balanço e continuei a leitura de onde tinha parado.

Não vendo o tempo passar, ouvi o barulho do motor de um carro e de uma moto. O do carro com certeza seria do meu padrasto e da minha mãe, mas o da moto eu não conhecia.

Fui até o portão e minha mãe me entregou as chaves da moto.

—É toda sua! –Disse ela sorridente.

—Sério?

—Claro. Lembra quando você era pequena e gostava de motos? Agora você tem uma toda sua.

—Não sei nem como agradecer, obrigada. –Eu estava realmente feliz com aquilo.

—Está arrumada?

—Sim.

—Então vamos. Christian está esperando no carro.

Chegamos ao restaurante e pedimos uma pizza. A noite foi bem agradável, quando cheguei em casa, apenas me joguei na cama, estava cansada demais para precisar arrumar mochila para ir na escola no dia seguinte.

Notas finais
Trarei dois capítulos por semana meus amores. ♥