Minha Vida Ao Seu Lado
5 Capítulo 5 - Londres
Dois anos depois.
~ Marina Narrando~
Eu não agüentava mais minha melhor amiga-cunhada assim, a Lari não era mais feliz como antes, nem nossas conversas eram as mesmas, ela estava muito estranha depois da morte do Pedro, ela não podia ficar assim, eu estava preocupada com ela, no que podia acontecer.
Esperei a Lari sair com o Bê e fui conversar com a Belina.
Máh – Belina precisamos conversar.
Belina – Fala Mari
Máh – O que você acha da Lari fazer intercâmbio?
Belina – Estudar fora?
Máh – Sim, por que ai ela pode conhecer coisas novas, e esquecer um pouco do Pedro.
Belina – Boa idéia, mas para onde?
Máh – Eu estava pensando em Londres. O que acha?
Belina – Ah Londres é incrível. Mas a Lari tem que ir com um acompanhante, ela tem 16 anos.
Máh – Eu tenho alguém para ir com ela.
Belina – Quem?
Máh – O Caique.
Belina – Ah eu adoro aquele menino.
Máh – E ele é perdidamente apaixonado pela Lari.
Belina – Eu vou arrumar todos os documentos para ela viajar
Máh – E eu vou conversar com ela.
Belina – Ok
Depois de uma hora a Lari e o Bê chegaram.
Bê – Temos visita.
Belina – Quem?
Caique – EUUUUUU TIAAAAAAAAAAAA
Caique saiu correndo e abraçou a Belina e pegou ela no colo.
Belina rindo – Caique, me solta, me solta.
Depois de quase mata – lá de rir, ele a soltou.
Belina — Saudades de você, nem vem mais aqui me visitar.
Caique – Pois é tia, seu filho traste não me chama mais pra vim aqui, ele acha que eu vou abusar da sua filha.
Belina começou a rir.
Bê – Vem viadão, vamo jogar vídeo game.
Máh – Nem um oi pra mim Bernardo?
Bê chegou perto de mim e nós nos beijamos loucamente.
Lari – Pode parar com essa pegação, é nojento.
Caique – Nem é.
Lari soltou um sorriso involuntário.
Belina – Um sorriso, que milagre.
Eu e Bê paramos de nos beijar.
Máh – Lari vem preciso falar com você.
Lari – Ok.
Eu e Larissa conversamos bastantes sobre a decisão da mãe dela em leva — lá para fazer intercâmbio, ela não gostou da idéia no começo, mas no fim ela acabou aceitando.
Lari saiu do quarto e gritou
Lari – EU VOU FAZER INTERNCÂMBIO EM LONDRES, TA LIGADO BERNARDO?
Bê – Até que fim vai sair daqui.
Caique – Londres é fera.
Bê – Tem espaço pra alguém na mala?
Belina – Então você vai mesmo Filha?
Lari – Sim mãe, e obrigada – Eu a abracei.
Belina – Você merece.
Quase um mês para a Lari viajar, eu liguei para o Caique.
Caique – Fala Máh
Máh – Você vai fazer intercâmbio em Londres.
Caique – Garota fumou o que hoje?
Máh – Você não ama a Larissa?
Caique – Amo.
Máh – Então, você vai como acompanhante dela.
Caique – Ela vai mesmo?
Máh – Vai.
Caique – Mas não sei se minha mãe vai deixar.
Máh – A Belina já falou com ela, ta tudo acertado já. Mas você não pode falar nada pra Larissa sobre isso, ela tem que achar que vocês por um acaso do destino estão indo para o mesmo lugar, entende?
Caique – Entendo.
Máh – Então ta, vai arrumar as malas que você vai pra Londres.
- Desliguei o celular, não acreditava, mas meu plano iria dar certo. –
~Le Lari Narrando~
Estava deitada na cama, pensando na vida. Nesses últimos dois anos sem o Pedro. Mesmo não tendo mais nenhum vinculo com Pedro, a mãe dele ainda me chamava pra ir na casa dela, nós ficávamos conversando demais Não foi fácil ficar sem ele, eu me envolvi demais nessa história, não tinha como esquecer. Antes de uma lágrima cair do meu olho eu a limpei e comecei a pensar na Vida. Marina entrou no meu quarto e deitou na cama, olhando para mim.
Lari – Que foi?
Máh – o Caique vai fazer intercambio também
Lari – Ah legal, pra onde ele vai?
Máh – Acho que ele vai pra Austrália.
Fiquei quieta, eu gostaria que o Caique fosse pra Londres também, ia ser tão bom ele lá comigo.
Máh – Nas férias você volta amor, ai a gente vai na casa daquela sua tia lá que a sua mãe vive falando pra mim.
Lari – Legal, eu adoro a minha prima a Paula. Mas não sei se você vai gostar dela.
Máh – Porque?
Lari – Nada não, besteira. Me ajuda a arrumar a mala?
Máh – Sim. Vamos lá, Lari In Londres. Que tudo.
Ficamos rindo e conversando, como há muito tempo não fazíamos.
Máh – Saudade de você rindo.
Lari – Para Marina
Máh – Você mudou tanto depois da morte do Pedro.
Lari – eu cresci, aprendi que por mais que não queremos que algo aconteça, não podemos evitar, o que tiver que ser, vai ser.
Marina ficou quieta, os olhos dela se encheram de lágrimas.
Máh – Foi mais ou menos assim que eu me senti, quando perdi minha filha.
Bê sem bater na porta entrou em meu quarto, e ficou olhando pra Marina.
Bê – seis tão bem?
Máh limpou os olhos rapidamente para o Bê não perceber.
Máh – Sim, estamos ótimas, vamos terminar de arrumar as malas Lari.
Colocamos tudo o que eu precisaria.
Depois disso, o mês passou rapidamente.
Finalmente era o dia da viagem, mala pronta, visto autorizado. 8 horas da manhã eu iria pegar o avião para Londres, sim Londres. Longe de tudo, de todos, dos meus pensamentos e do meu passado.
Minha mãe, a Marina e o Bê foram me levar no aeroporto. Máh mandou uma mensagem para alguém antes de sair de casa, mas ela não quis me mostrar.
Lari – Graças a Deus chegou o grande dia.
Belina – Juízo viu dona Larissa?
Bê – Mãe, você ta falando isso pra Larissa? Deveria falar se fosse eu e a Marina viajando juntos e não a Larissa e o...
Marina deu um tapa muito forte na coxa do Bernardo.
Lari – E quem?
Máh – Seu irmão é retardado Lari, lembra?
Eu só sorri, nem liguei muito para o que o Bernardo ia falar, só estava ansiosa pra minha viagem. Só que estava muito preocupada, pois estava chovendo.
Fomos para aquela parte onde é separado de voo internacional, onde não podem passar as pessoas que não vão viajar.
Belina – Estude direitinho ok minha filha?
Lari – Pode deixar mãe.
Ela estava com um olhar de preocupação, com medo de acontecer algo comigo.
Lari – Calma mãe, no meio do ano eu volto.
Ela sorriu.
Bê – Se cuida, ok? – ele me abraçou.
Lari – Pode deixar maninho.
Chegou à vez da Marina, e ela sempre foi meio chorona, e já estava chorando.
Lari – Eita, parou ok?
Máh – Quem vai me encher, falar mal de mim, me dar os melhores conselhos do mundo?
Lari – Você que deu a idéia ok? Não me faça desistir.
Máh – Ok ,ok. – ela limpou os olhos.
Dei um beijo nos três e fui embora, passei pelo detector de metais e entrei em um lugar enorme. Me sentei em uma das poltronas acolchoadas, e relaxei.
Moça da voz do Aeroporto – Chamada do voo 789 para Londres cancelada por
Motivos de chuva forte, em breve avisarão o próximo voo programado.
Lari – Aff, ninguém merece.
Fiquei lá lendo, Para Sempre da série Os imortais. Era muito bom.
Me perdia no meio de tantas e tantas paginas quando percebi já passava das onze, presa naquele lugar e eu ainda não tinha tomado café da manhã. Lembrei que havia algumas lanchonetes próximas dali, não pensei duas vezes, me levantei, marquei a pagina do livro que eu havia parado e fui correndo em direção a uma das lanchonetes, mais quando olhei a vitrine quase morri do coração, eu aqui sonhando com um big hambúrguer cheio de queijo e ketchup, me deparei com uma estufa cheia de sanduíches naturais e muito mato. E pra completar a fila estava enorme, cheios de turistas famintos.
Mais por fim não deu outra, caminhei até o final dela e com aquela cara triste/irritada/aborrecida/ansiosa resolvi esperar.
A minha frente havia um senhor que reclamava, do tempo, do voo, dos aeroportos, das notícias ruins no jornal e repetia a cada minuto “Em Madrid não é assim” E eu me segurava a cada segundo para não dizer: “ENTÃO VOLTA PRA MADRID!”.
Não demorou muito para que atrás de mim a fila aumentasse me distrai por um segundo e ao voltar à atenção para a fila novamente percebi que, no lugar do velho louco havia um garoto.
Com a cara mais sínica do mundo ele aguardava como se já estivesse ali há muito tempo. Um garoto alto, forte, bonito, cabelos pretos espetados, mas mal educado que havia furado fila JUSTO na minha frente.
Lari – Ei garoto, o que você esta fazendo na minha frente?
Caique – Eu estou esperando na fila, assim como todos – Ele falou sem olhar para minha cara.
Lari – Você furou fila seu idiota, pode ir pro fim da fila, eu estou esperando a muito tempo e você sem graça, entra na minha frente?
Ele olha para trás, e vocês não vão acreditar, o “moço sem educação” era o Caique.
Fiz uma cara assustada.
Caique abriu um sorriso lindo – Ei stressadinha, calma.
Lari – Caique babaca.
Caique – Ai namoral, tu acha que eu não sabia que era você por isso que eu entrei na sua frente?
Eu comecei a rir bobamente.
Caique – E ai, ta preparada?
Lari – To muito ansiosa e você?
Caique – também estou ansioso.
Lari – A Austrália deve ser um lugar legal.
Caique – É.
Ficamos conversando um pouco, peguei meu sanduíche natureba e me sentei longe dele.
~ Caique Narrando ~
Sempre peço o mesmo café e me sento na mesma mesa quando estou neste aeroporto. O pior de tudo é que sempre estou pensando nela. Que medo desse plano louco da Marina dar errado, porque eu vou fazer uma loucura dessas? Estou com medo, medo de o meu inglês ser horrível, medo da Larissa nunca me amar, medo de ser rejeitado.
Pare de pensar demais Caique era o que a Marina sempre dizia.
Larissa estava tão linda, minha vontade era de dar um beijo na boca dela quando estava stressadinha. Estava tão perdido em meus pensamentos, que nem tinha reparado que estavam chamando para ir para o avião.
-Moça da voz do Aeroporto – Última chamada para o voo 798 com destino a Londres.
Sai correndo, ainda bem que ela já havia entrado no avião, então não suspeitaria de nada. Mandei uma mensagem para Marina avisando.
Entrei no avião e procurei pela minha poltrona, Larissa estava sentada na poltrona da janela, ouvindo música muito alta em seu celular, então nem estava reparando em quem sentava ao seu lado.
Sentei-me, quando começaram aos avisos que todas as viagens de avião têm, Larissa sem querer tenta reparar em quem estava ao lado dela, e percebe que sim, era Eu.
~Le Larissa Narrando~
Como assim o Caique estava no mesmo avião que eu?
Lari – Menino, você ta afim de que seguir é?
Caique – Se estou de incomodando, desculpa, vou para outro acento – Ele ia se levantar e eu segurei seu braço.
Lari – Não vamos causar transtornos no avião. – Eu sorri. – Bom, você não ia para a Austrália?
Caique – Sua mãe falou se eu não poderia ir como seu acompanhante, pois não iria dar certo de você chegar no hotel sem alguém como acompanhante.
Lari – e você veio porque?
Caique – Amigos são para isso – Mesmo não querendo ser só seu amigo. Foi exatamente essa a cara dele.
Lari – Então vamos nos divertir muito em Londres?
Caique – E estudar também.
Lari – Que papo mais de velho.
Caique e eu começamos a rir.
Lari – Você me deixa feliz.
Caique – que bom que eu te deixo assim.
~narrador~
O avião começou a decolar, e agora começaria uma nova história na vida da Larissa, e quem sabe, com um final feliz.
--#--
Chegamos no hotel, eu consegui conversar com uma pessoa no aeroporto, foi tão legal.
Lari – Então eu fico em um quarto e você em outro?
Caique – um ao lado do outro, qualquer coisa você me grita. Tem uma porta separando um quarto do outro.
Lari – Ta bom. – Peguei minhas malas e fui para meu quarto, de número 12. O do Caique era o número 13.
Desarrumei toda a mala e deitei na cama, descansei um pouco, iria demorar pra me acostumar com o fuso horário. Do nada começou a passar os meus momentos com o Pedro na minha cabeça e eu comecei a chorar, chorar muito.
O Caique bateu na porta.
Lari – não quero falar com ninguém.
Caique – Só quero que você saiba que eu tô aqui, Tá? Pra brigar, rir, conversar. Não precisa me contar porque você tá chorando. Só me deixa entrar e tentar colocar um sorriso no seu rosto, porque você sabe que eu amo esse seu sorriso.
Eu com muita falta de vontade abri a porta e voltei pra cama.
Caique – Vamos aproveitar que ainda não tem aula, e vamos conhecer algum lugar?
Lari – Não to afim, vai sozinho.
Caique se senta na cama e fica olhando pra mim.
Caique – Vamos passear de barco? Vai ser muito legal, ai nós andamos naqueles ônibus vermelhos, eu sempre quis andar, eles aparecem sempre nos filmes.
Lari – Ta, vamos. – Eu troquei de roupa e nós fomos. Já estava a noite lá.
Caique e eu entramos em um dos ônibus vermelhos, acabamos indo em um lugar totalmente diferente do lugar em que queríamos ir. Perguntamos com muita dificuldade para o dono de uma floricultura como iríamos para a ponte Tower Bridge para pegarmos o barco. O Caique como agradecimento ao homem comprou uma rosa vermelha para mim. Depois de quase 20 minutos dentro de outro ônibus, conseguimos chegar e pegar o barco a tempo.
Tinha um casal de velhinhos ao nosso lado, tão apaixonados. O Caique puxou minha mão e ficamos na frente do barco, igual titanic. Caique falou bem baixinho no meu ouvido:
Caique — Se eu te empurrar o que acontece?
Lari — Eu te empurro também.
Caique — Se eu te morder?
Lari — Eu mordo você também.
Caique — E se eu te amar?
Eu apenas sorri. Não sabia o que responder. O Passeio foi incrível, eu e o Caique tiramos muitas fotos lindas. Quando saímos de lá fomos tomar o que era de mais famoso em Londres: Chá.
Lari – que programinha de velho.
Caique – É, também acho.
Lari – O que vamos fazer a noite,um lugar legal por favor.
Caique – Que saudade da minha Lari de 13 anos.
Fiquei séria por um momento.
Caique – Mês que vem vamos na London Eye?
Lari – O que é isso?
Caique – Você veio fazer intercambio aqui e nem teve curiosidade em saber como é a cidade? O que tem de legal pra conhecer?
Lari – Não, algum problema?
Caique começou a rir.
Caique – nenhum problema. Tava pensando na gente ir em alguma balada hoje.
Lari – Nada supera a boa fama das baladas de Londres.
Somos na balada mais famosa de lá, estava lotada, muita bebida, gente bonita, e muita coisa errada. Estávamos dançando e curtindo a festa. Quando um loiro, que provavelmente morava em Londres, chegou perto de mim e começou a dançar agarradinho comigo, ao som de uma boa música eletrônica. Eu não havia beijado ninguém depois do Pedro. Sem pensar duas vezes, lasquei um beijão na boca do menino. Caique só ficou olhando.
Ele que também não era bobo nem nada, acabou conhecendo uma ruivinha que estava por lá. Ver ele beijando aquela menina, me deu uma sensação estranha, mas eu tinha que parar com isso e com esses pensamentos, o Caique era apenas meu amigo, nada mais que isso. E eu não poderia ter ciúme dele, não temos nada, não estamos juntos e somos apenas amigos.
Eu fiquei com um pouco de raiva, então comecei com os altos pegas com o menino loiro, quando o clima começou a esquentar, ele colava meu corpo ao dele e colocava sua mão em todos os lugares do meu corpo, me beijava loucamente, como eu já estava meio bêbada, ia deixando. Só estava com medo de onde tudo isso iria acabar.
Caique, estragando o clima, pegou no meu braço e falou comigo para irmos embora.
Lari – Cacete Caique, porque você tinha que estragar?
Caique – você não ia só beijar ele Lari, e eu estou responsável por você, não iria deixar você fazer sexo com qualquer um.
Lari – Vamos embora. – Sai da balada com muita raiva. Chegamos no hotel, nem me despedi dele. Tomei um banho bem gelado e dormi, minha primeira noite em Londres de muitas.
Passou o primeiro mês que estávamos em Londres, a escola de intercâmbio EF, mesmo sendo um pouco difícil era muito legal, os alunos e professores eram muito simpáticos, e tinham muitas pessoas que vieram do Brasil também. Eu e Caique fizemos muitos amigos, e era tão raro eu fazer mais que um amigo.
Caique – E ai Lari, ta afim de conhecer London Eye?
Lari – A maior roda gigante do mundo *-* Bora, está esperando o que?
Pegamos outro ônibus vermelho, agora tínhamos aprendido a andar por Londres.
Depois de uma fila de quase 4 horas, conseguimos entrar. Ficamos olhando para baixo, a roda-gigante era muito alta, dava medo.
Segurei a mão do Caique com força e perguntei:
Lari — Se fosse seu ultimo dia de vida, o que você faria agora?
Caique – Isso.
Caique me beijou loucamente, foi um beijo longo e gostoso, ele me apertava contra seu corpo mais e mais. Minha vontade maior era dar um tapa na cara dele, mas ele me entendia. E eu sabia que não havia loucura maior do que cair nos braços de alguém que me entendia, na hora eu só podia pensar em deixar, deixar ele me acolher, deixar ele me amar, deixar ele tocar em mim e convencer ele a me levar, na direção certa, lá bem perto do sol, lá onde algo mais forte existe, lá onde algo mais forte se compartilha… Onde um sentimento de querer se divide e se cria.
Paramos de nos beijar e o Caique ficou olhando para mim.
Lari – O que foi isso menino? – Eu sorri.
Caique – Já estava cansado de guardar esse sentimento pra mim Lari – Fiquei olhando para a cara dele- Eu sei que pode ser loucura isso tudo, mas eu sou apaixonado por você desde a nossa viagem pro Beach Park, onde a gente se conheceu de verdade.
Lari – Mas você nem falava comigo depois da viagem.
Caique – Eu não queria estragar sua relação com o Pedro.
Lari – E a Natasha?
Caique – Porque você acha que ela terminou comigo? Ela já sabia disso a tanto tempo, só ficou comigo para ver se eu conseguia te esquecer.
Lari – E ela conseguiu?
Caique – Tenho certeza que não.
Eu não amava o Caique o tanto quando ele me amava. Mas eu sei que de algum lugar, o Pedro torcia para eu ser feliz. Quem sabe, eu poderia ser feliz com o Caique.
Depois do passeio na Roda-Gigante, fomos ao Relógio Big Ben.
Caique — Acho que só vendo o Big Ben você acredita que está em Londres
Lari – É incrível.
Eu e Caique tiramos muitas fotos lindas na frente do Big Ben, depois eu entrei na internet e mostrei para minha mãe, pra Marina e pro Bê como que era tudo. Eles gostaram muito e perguntaram se eu havia gostado de lá, falei que era perfeito. Esperei minha mãe e o Bernardo saírem do PC e falei com a Marina.
Lari via Msn – Hoje o Caique me beijou.
Máh via Msn – Sério? Como foi? Ele beija bem?
Lari via Msn – Sim, ele beija muito bem. Ele falou que sempre foi apaixonado por mim.
Máh via Msn – E ai, vai dar uma chance a ele?
Lari via Msn – Mas e o Pedro, Máh?
Máh via Msn – Você acha que o Pedro iria gostar de te ver sofrendo tanto assim, de ver que você era tão dependente dele, e ver que você não quer ser feliz, seguir em frente?
Lari via Msn – É, talvez.
Ficamos conversando demais, colocando as novidades em dia, a internet do hotel era Cara, então eu não podia ficar usando tanto. Minha mãe iria me mandar dinheiro a mais pra comprar um modem, que iria sair mais em conta.
Máh via MSN – Vai namorar o Caique?
Lari via MSN – Quem sabe né, nossa Máh, ele é tão fofo, carinhoso comigo.
Máh via MSN – Você estando feliz, eu to feliz.
Lari via MSN – E você e meu irmão?
Máh via MSN – Estamos bem.
Eu percebi que a Máh não estava muito feliz com o casamento deles, mas quando eu fosse para lá nas férias, a gente iria conversar.
O Caique bateu na porta, no Brasil era 19h e em Londres era 21h. Demorou a acostumarmos com o fuso horário.
Lari via MSN – Máh, vou sair. Eu e o Caique vamos jantar. Beijos.
Bê e Máh via MSN – Ok amor, vai lá. Manda um abraço pro Caique. EEI MANINHA, FALA PRO CAIQUE QUE ELE TEM QUE ESCOVAR OS DENTES SE NÃO VOCE NÃO VAI MAIS BEIJAR ELE.
Caique – Fala pra ele que deve ser por isso a Marina não beija ele
Lari via MSN – Ouviu Bê?
Ele e a Marina começaram a rir.
Bê via MSN – Eu e a Máh vamos sair também, sair da rotina, namorar, né mô?
Só ouvi a risadinha da Marina.
Caique via MSN – Nós também.
Ficamos uma meia hora tentando nos despedir, mas no fim, acabamos jantando no hotel mesmo.
Caique – Saudade da comida do Brasil.
Lari – Eu também. – Comecei a rir.
Ficamos conversando sobre a escola, não falamos nada sobre nós. O Caique era meio lerdinho.
Estávamos passando pelo corredor, eu fui abrir a porta do meu quarto pra entrar, ai eu fiquei olhando pra ele. Como eu queria outro beijo, será que ele não tinha percebido?
Caique ia me beijando, me envolvendo, entramos no meu quarto e ele fechou a porta
Lari — por que fechou a porta?
Caique — adivinha?
Ele me empurrou sobre e cama e começou a me morder
Eu não sei se estava pronta, mas eu me sentia atraída pelo Caique.
Já estávamos nos altos pegas, ele já tinha tirado minha blusa e estava tirando minha calça com um pouco de dificuldade.
Lari — Caique eu to com medo. Eu sou virgem.
Caique — Você nunca fez com o Pedro? – Ele fez uma cara de espanto.
Lari — Nunca.
Ele se ajoelhou na cama, tirou a camisa dele e falou.
Caique — Então, você estava me esperando? — Ele falou dando aquele risinho irônico.
Lari – Talvez – Disse com um tom safado.
Caique – Então Lari, quer que seja comigo? — levantou uma das sobrancelhas e fez uma cara muito safada.
Lari – Com um menino tão fofo desses, você acha que poderia ser alguém melhor?
Coloquei a mão direita em seu queixo e o beijei devagar e me entreguei completamente.
Acordei e fiquei olhando para o Caique, não acreditava que eu havia feito aquilo com ele. Derrepente o Caique acorda assustado.
Caique – Então não foi um sonho?
Lari – Bobo.
Demos um beijo apaixonado.
Passou um mês depois do que aconteceu. Estávamos estudando para uma prova
Caique – Lari vamos ao Regent’s park?
Lari – Mais Caiq, a gente ta estudando!
Caique – Ah Lari, você acha que a gente não vai ir bem?
Lari – Sempre vamos...
Caique – Vamos, lá é um zoológico muito legal
Ele nem precisou convencer muito, não queria estudar mesmo.
Chegando lá, vimos todos os animais, pinguins, cangurus, tigres, urso panda, girafa, golfinhos, baleias, rinocerontes, zebras, tigres e macacos Etc.
Caique – Qual bicho você mais gostou?
Lari – Do urso panda.
Caique – Nossa, por quê?
Lari – Sei lá, ele é fofo.
Caique começou a rir de mim. Ele falou para eu esperar perto de uma árvore e saiu. Fiquei pensando em várias coisas. Depois de uns 5 minutos ele volta com uma cesta cheia de salgados e doces.
Caique – Topa fazer um pic-nic?
Lari – Só se for agora.
Estávamos parecendo o casal mais lindo do mundo. Ou será que éramos? Larissa e seus pensamentos bobos. Comemos e ficamos sentados (eu entre suas pernas, deitada) observando o por do sol, quando uma coisa saiu do nada da minha boca
Lari — Eu gosto da idéia “para sempre”
Caique — Eu não.
Lari — Por quê?
Caique — Da última vez que me disseram isso, um ano depois a Natasha foi embora.
Lari — Mas eu não vou embora, não tem como eu ir embora.
Caique — Por que não tem como?
Lari — Porque aos poucos fui me apegando a você e não quero pensar que você possa me deixar um dia.
Caique – Eu nunca vou te deixar.
Eu fiquei quieta, esperando alguma outra fala dele.
Caique – Ei Lari.
Lari – Oi?
Caique – Quer namorar comigo?
Lari — Hum... Deixa eu pensar. — Ele levantou uma sobrancelha pensando que iria levar um não na cara — É claro que eu aceito, meu amor.
Nos beijamos. E sim, eu estava me apaixonando por Caique.
Passaram-se quatro messes, Eu e Caique estávamos de férias, e como prometido eu e ele iríamos para o Brasil ver nossos parentes e voltar na primeira semana de aula. Eram os 3 messes de “férias de verão”
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