Minha Vida Ao Seu Lado
6 Capítulo 6 - Momentos finais
Chegando ao Brasil, tudo estava à mesma coisa. O Pai do Caique e minha mãe estavam nos esperando no aeroporto. Eles já estavam sabendo do nosso namoro.
Belina – Filha, você já falou pro Caique que nós vamos pra casa da sua Tia em Paraty
Lari – Ah nem falei, Caique a gente vai ficar três dias na casa da minha tia, vai eu, meu irmão, a Máh... Quer ir com a gente?
Caique – Opa, sepá.
Lari – Então ta.
Nos despedimos e chegando em casa estava o Bê e a Máh deitados no sofá, juntos.
Lari – OOOOOOOOOOOOOOOOOOOI :)
Máh – Lari – Ela saiu correndo e me abraçou
Bê – Maninha que pega o melhor amigo dos outros
Lari – maninho retardado – o abracei.
Ficamos conversando bastante, contei como era Londres, eles me contaram como que foram esses 4 messes.
Belina – Lari, você sabia que o Caique só mora com o Pai e a irmã dele?
Lari – Não, mas e a mãe dele?
Belina – Ela morreu no parto da irmã dele.
Lari – Nossa que triste... Ele nunca tinha me contado isso.
Passou uma semana, seria o dia em que iríamos para a casa da minha tia. Pegamos nossas malas e minha mãe foi antes para buscar o Caique. Eu e a Máh estávamos enrolando para acordar.
Bê – Vamo logo meninas.
Com muita dificuldade levantamos e fomos nos arrumar.
Máh – Que horas são?
Bê – 5:30 – Ele falou com um sorriso muito feliz
Lari – Espero que valha a pena. Nossa prima Paula vai estar lá Bernardo?
Bê me olhou com uma cara, querendo me matar.
Máh – Que cara é essa Bernardo?
Bê – Nada amozi. – Ele a abraçou.
Minha mãe ligou avisando que estava lá em baixo com o Caique.
Lari – Vamos logo – Puxei a Marina e Peguei minha mala.
Chegando no carro o Caique estava na frente com a minha mãe.
Lari – Amor, vem atrás comigo.
Caique – Ta bom, pode sogrinha?
Belina – Pode sim meu genro.
Caique abriu um sorriso enorme e falou
Caique – Sempre sonhei com a senhora falando isso =)
Eu fui no meio entre o Caique e a Marina e o Bê foi na frente.
Bê – Vamos pegar umas ondas né Caique?
Caique – Coitado de você Bernardo, não pega nem a Marina direito.
Eu e a Máh começamos a rir. Bê e Caique adoravam se provocar.
Quando eles ainda estavam conversando eu fui com meu pensamento no Pedro, ele sempre falou que iria me ensinar a surfar, mas nunca deu certo. Peguei meu celular, os fones de ouvido e coloquei em uma música do Word que eu sempre lembrava dele, depois que ele se foi “Gone Too Soon”. Estava começando a ficar deprimida, com os olhos cheios de lagrimas. Marina percebeu, tirou meu celular das minhas mãos. Só o olhar dela já falou tudo.
Depois disso, eu e Caique fomos abraçadinhos nas 4 horas de viagem. Chegamos lá e estava já na frente da casa, Paula minha prima, minha tia Elaine e meu Tio Fábio. Cumprimentei meus tios, apresentei Caique para eles e Paula veio falar conosco.
Paula – Priminha linda, esse que é seu namorado melhor amigo do seu irmão?
Lari – É sim
Caique – Prazer, Caique
Paula só sorriu.
Bernardo chegou perto da gente e veio falar com a Paula
Bê – Priminha, que saudade.
Paula – Também estava “priminho” – Eles se abraçaram, Paula olhou Marina dos pés a cabeça e falou – Quem é essa?
Máh – A esposa dele :) – Eles se casaram, lembra?
Paula – Ah pensei que vocês nem estavam mais juntos, minha mãe tinha me contado que você tinha se casado, nem acreditei.
Bê riu e ficou abraçado com a Paula. A Máh já sentiu um pouco de ciúmes.
Minha tia nos levou onde iríamos dormir, arrumamos nossas coisas e ficamos lá na sala colocando a conversa em dia.
Bê – Já volto.
Bê foi lá no quarto colocar o celular dele para carregar, quando a Paula foi atrás dele.
Paula – Que saudade de você, priminho gostoso. – Ela o puxou contra a parede.
Bê – Paula, não vai dar.
Paula – Porque Bêzinho? – Ela falou em uma voz calminha.
Bê – Eu to em um relacionamento sério agora, eu mudei pela Marina.
Paula – Mas e eu Bê? Todos esses anos sempre fui apaixonada por você.
Bê ficou quieto
Paula – Me da só um beijo? Só isso e eu não quero mais nada.
Bê com a maior calma do mundo tirou os cabelos pretos da frente do rosto dela, colou seu corpo ao dela, olhou no fundo dos seus olhos, e a beijou. Passou a mão por todo o corpo dela, como ela sempre gostou. Eu entrei no quarto para pegar meu notebook e vi aquela cena.
Lari – Eita, ainda bem que quem veio aqui foi eu e não a Marina.
Bê – Larissa, cala boca. — Ele largou Paula e na mesma hora a Máh entra no quarto.
Máh — Ainda bem porquê Larissa?
Paula — Eu e o Bernardo.
Máh — O que tem vocês? — A Máh cruza os braços e olha com uma cara muito brava para os dois e me fuzila com o olhar.
Lari — Bom, eu vou indo antes que o clima esfrie até para mim.
Sai do quarto, Caique estava ajudando minha mãe a lavar a louça.
Lari — Mãe, vou roubar seu mini escravo de você, ok?
Belina — Ele está me ajudando porque quer.
Caique começou a rir
Puxei ele pela mão e fomos nos sentar na rede, enquando isso no quarto, estavam falando a verdade para a Máh.
~Le Marina narrando~
Paula fechou a porta, e começou a falar
Paula — Bom Marina, essa é seu nome né?
Máh — Bora pro que intereça?
Bê — Eu e a Paula, a gente tinha tipo um namorinho de primos.
Paula — Namorinho? — Ela começou a rir
Bê — Já fizemos várias loucuras, e muitas coisas.
Máh — Ela foi sua primeira?
Bê — De tudo
Eu fiquei meio chateada com o Bê, pois ele sempre falava que a primeira dele, era de Minas. E que eu era a primeira e a última namorada dele.
Máh — O que vocês estavam fazendo quando a Lari entrou no quarto?
Bê ia se explicando quando a Paula falou antes dele
Paula — Ele estava em agarrando, não sei o que deu ele, ele estava tirando a blusa dele. — Quando olho pro chão, a blusa de Bernardo está lá, toda amassada.
Meus olhos encheram de lágrimas, minha vontade era de sair correndo o mais rápido o possível, longe de tudo. Mas não, eu fiquei olhando para o Bernardo.
Bê — Máh, é mentira dela, eu tirei minha blusa antes, porque eu estava com calor e ia te chamar pra gente ir à praia.
Paula — Bernardo, você ainda vai continuar mentindo para a Marina? Parece até que sou eu que sou a culpada.
Paula saiu do quarto chorando.
Bernardo sentou na cama, e ficou olhando para mim.
Máh — Que foi? Não vai atrás da sua priminha? — Uma lágrima desceu sobre meus olhos.
Bernardo ficou quieto.
Máh — Vou lá em baixo falar para sua mãe me levar embora, já aconteceu coisas demais por aqui.
Bê — Mas e a gente?
Máh — Não sei.
Sai do quarto e fui falar com a Belina, contei tudo a ela. Ela disse que minha decisão foi a melhor a ser tomada.
Fui lá falar com a Larissa.
~Le Lari Narrando~
Eu e Caique ficamos fazendo palhaçadas na rede, e eu contei para ele da Paula. Ele falou que já sabia faz tempo dessa história ¬¬
Ficamos depois juntinhos, abraçadinhos na rede, quando a Máh chega chorando.
Caique — Ixi...
Lari — Que foi amor?
Máh — Eu vou voltar pro Rio, sua mãe vai me deixar na rodoviária.
Lari — Tem certeza?
Máh — Depois eu resolvo com o Bê, sei lá.
Lari — Terminar não vão né?
Máh — Não sei.
Máh me deu um abraço forte e um beijo na bochecha fez o mesmo com o Caique.
Ela pegou sua mala e minha mãe entrou no carro para leva-lá.
O Bernardo saiu correndo em direção a ela, ela olhou para ele, e fechou o vidro.
Bê ficou vendo o carro da Marina indo embora, sem poder fazer nada. Paula fica atrás dele e fala
Paula — Ainda bem que ela foi embora, agora a gente pode aproveitar.
Bê — Garota, você entendeu o que aconteceu aqui? Tipo, a mulher da minha vida foi embora naquele carro por sua culpa. Presta atenção Paula, o que aconteceu entre a gente, foi só um amor de criança, acabou. Cresce, você é linda, muitos garotos vão querer ficar com você. Eu já tenho o amor da minha vida, e não a trocaria, por ninguém.
Ele saiu e deixou-a lá, sozinha.
Já tinha escurecido quando minha mãe chegou, ela e Bernardo ficaram conversando lá fora sobre ele e a Marina.
Já eu e Caique, estavamos em um amor só. Fomos andar a noite na praia e depois ficamos conversando. No dia seguinte iriamos aproveitar bastante as praias de Paraty.
Caique — Lari, será que seu irmão e a Máh vão separar?
Lari — Acho que não, eles se amam, de verdade.
Caique — Faz quanto tempo que eles estão juntos mesmo?
Lari — 3 anos.
Caique — Será que a gente também vai ser assim Lari?
Lari — Assim como?
Caique — ficar tanto tempo junto. Eu tenho tanto medo de estar sonhando e um dia eu acordar, e você não estar mais ao meu lado.
Lari — xiu, xiu — coloquei o dedo indicador em seus labios — vai ser pra sempre, só vai terminar, se você terminar comigo.
Caique riu e falou — Então não vai terminar nunca.
Minha mãe me chamou para irmos dormir.
No dia seguinte minha tia deu a ideia da gente ir na praia de São Gonçalo.
Caique — Lari, vamos.
Ele bateu na porta do quarto, eu estava decidindo se iria de vestido ou de saia.
Lari — Calma Caique
Caique — Já ta todo mundo lá em baixo.
Lari — Entra ai
Ele abriu a porta e eu estava só de biquini branco.
Caique — woow
Lari — Pois é, eu vou de saia ou de vestido?
Caique — Tanto faz, agora vamos.
Fiquei meio brava com isso, mas decidi ir de vestido.
Chegando lá, a praia era muito, muito perfeita, eu e o Caique aproveitamos muito. Ficamos vendo o pôr-do-sol, agarradinhos.
Caique — Nunca vi um pôr-do-sol mais lindo
Lari — Foi maravilhoso mesmo.
Caique — Mas foi mais porque você estava aqui, ao meu lado. — Caique me deu um beijo, longo e gostoso.
Bernardo tinha ficado o dia inteiro em casa dormindo. Minha mãe, Paula, minha tia e meu tio tinham feito passeio de barco e nos encontramos em casa mais a noite.
Nós ficamos jogando cartas, descobri um segredo sobre o Caique: ele sabia trapacear como ninguém. Ganhamos de 3x0.
A noite ficamos conversando bastante e depois fomos dormir. Tínhamos que dormir cedo, pois no dia seguinte iríamos voltar para o Rio. Bernardo não via a hora de falar com a Marina, sobre eles.
Lari — Boa noite môzi.
Caique — Boa noite dorme bem, ta?
Fui pro meu quarto e Caique pro dele. Minha vontade era de estar em seus braços, apenas algumas paredes nos separavam, mas não dava.
Acordei no meio da noite com ele me chamando e esfreguei os olhos para ter certeza de que não era um sonho.
Lari — O que você está fazendo aqui? Se a minha mãe acorda.. — ele colocou o dedo nos meus lábios para que eu não falasse.
Caique — Eu não ia conseguir dormir sabendo que você estava tão perto de mim…
Lari — Eu também não.
Caique — Então não fala nada, só me beija.. — Nos beijamos, lentamente. — Vamos dar uma volta?
Lari — Caique, não da.
Caique — É rapidinho.
Derepente minha mãe se mexe na cama.
Lari — Melhor não.
Caique — Ok — Ele fez cara de cachorrinho sem dono e me deu outro beijo.
No dia seguinte nós iriamos embora, Nós demos tchau para todo mundo, só que o Bê não quiz falar tchau pra Paula, e isso de um certo modo, a deixou meio triste.
Caique e eu quando chegamos fomos ao cinema e minha mãe ficou no computador, agora ela tinha aprendido a usar.
Bê ligou para a Máh, ela estava na praia, com as amigas dela.
Amiga 1 — Máh a gente vai embora ok? Já ta tarde.
Máh — Ok, eu vou ficar um pouco mais aqui.
Amiga 1 — Ok, tchau.
Máh ficou olhando o mar e o pôr do sol quando o Bê chega, ela percebe sua presença e fala.
Máh — Diferente dos livros, a gente não pode voltar na melhor parte.
Bê — Eu nunca prestei...
Máh — E eu sempre soube disso — Os olhos da Máh se encheram de lágrimas — Bê, vá ser feliz.
Bê — Só coloca uma coisa aí na sua cabeça, é você que eu quero pro resto da vida.
Ela ficou olhando para ele.
Bê – Marina. Será que você poderia me perdoar? Sei lá… Por não ter falado nunca da minha prima pra você, por ter sido o maior galinha do mundo, por não ter tratado você bem, como você merecia, por favor? Me perdoa por tudo que eu fiz que te magoou? Confia em mim, se eu fiz alguma coisa de errado, foi tentando fazer as coisas certas, foi sim, tentando acertar e tentando te fazer a mulher mais feliz do mundo.
Máh se levantou e ficou olhando de frente para ele, Bê fechou os olhos com medo de levar um tapa. Ela só o abraçou, forte. Como nunca havia abraçado antes.
Bê — Não vamos separar né?
Máh — De onde você tirou essa idéia louca?
Bê só riu, ele a pegou no colo e saiu correndo para nosso apartamento.
O resto das férias não teve nada de diferente, só eu e o Caique que brigavamos por qualquer besteirinha. Passaram-se os 3 messes das férias e voltamos para Londres. Caique levantou a divisão do Avião, deitou no meu colo e ficou olhando para mim.
Caique — Eu penso em você.
Lari — Penso sempre em você.
Caique — Eu te amo
Lari — Eu amo mais.
Caique — Tá, mas me promete que vai ser sempre eu? Me promete que vai ser sempre o meu nome no seu caderno, na sua mão e no seus pensamentos? Me promete que você vai sempre ter certeza que eu te amo muito mais que você imagina? Me promete que o seu sorriso vai ser sempre meu? Me promete? Porque, eu sei que pra mim, o meu ela vai ser sempre você.
Lari — Prometo, você vai ser meu amor, para sempre.
Chegamos no hotel.
Caique — Lari te espero pra jantar?
Lari — Concerteza. — Demos um beijo e foi cada um pro seu quarto.
Eu fiquei mexendo no computador e quando eu fui ver a hora, já era tarde da noite, o Caique não veio me chamar pra jantar, tinha achado muito estranho. Fui até o quarto dele, e ele estava dormindo.
Lari — Ei meu dorminhoco — Falei bem no ouvido dele.
Caique — Nossa que horas são?
Lari — 23h in Londres
Sentei na cama e fiquei fazendo carinho no cabelo dele.
Lari — Eu gosto do seu cabelo, ele parece tão... selvagem
Caique — Selvagem como um Leão? — Ele olha pra mim com uma cara muito safada e parece que vai fazer alguma coisa comigo.
Lari — Ér, Caique não — Eu tento sair de perto dele, mas não consegui, ele me agarrou e começou a fazer muitas cócegas em mim e quando para, ele está em cima de mim, deitado.
Caique — Seja minha Leoa, pra sempre? — Ele tirou meu cabelo da frente e me beijou.
4 anos depois
Lari — Dá pra acreditar que a gente já está se formando em Londres?
Caique — Não, nossa passou tão rápido o tempo, nem parece mas a gente já viveu tantas coisas juntos.
Lari — É. — Eu olhei para ele. Poxa, a gente já se conhecia demais, nós bem que podiamos nos casar, viver juntos, na nossa casa. Pra sempre.
Caique — Môo, eu tava pensando...
Lari — E ai?
Caique — E ai que eu quero viver com você, na nossa casa, um cachorro e nosso amor.
Lari — O que você quer dizer que...
Caique — Quer se casar comigo? Com tudo que você tem direito e mais um pouco? — Ele me mostrou a aliança.
Lari — Sim, sim, sim, sim. — Eu sorrio envergonhada, acho que me empolguei demais.
Ele colocou no meu dedo e depois eu no dele.
Estavamos voltando para o Brasil. É, eu vou sentir saudades de Londres, lá é um lugar tão mágico e que fez tanta parte da minha vida quanto o Rio, foi lá que eu tive a chance de ser feliz novamente, de ter que aceitar o que a vida tinha escolhido para mim. A morte do Pedro me fez forte, mas agora ela já não doia mais quando eu pensava nele, mas dava uma saudade. Acho que mesmo que eu fosse embora, Londres ficaria em meu coração, os amigos que eu fiz lá, tudo. Ficaria em um lugar especial, onde eu não me esqueceria, nunca.
Chegando ao Rio ninguém da nossa família estava no aeroporto para nos buscar.
Lari — Cadê o povo?
Caique apenas riu.
Pegamos um taxi que foi direto para a igreja que eu sempre sonhei em casar.
Lari — ãm?
Caique — Vamos nos casar Lari, agora.
Lari — Mas e o vestido, as coisas pra arrumar, tudo?
Caique — Você tem uma cunhada que adora fazer surpresas, lembra?
Eu apenas sorri. Saimos do Taxi e a Marina veio falar comigo, nossa ela estava tão bonita.
Lari — Nossa que linda.
Máh — Eu sou a madrinha meu bem.
Eu começei a rir.
Máh — Vem que você precisa se arrumar e o Caique também, Caique você vai pra um quarto onde a Belina tá com seu Terno, a Lari vem comigo.
Caique — Ok — Ele me deu um selinho e foi.
A Máh e mais umas mulheres da agência de noivas estavam me maquiando, fazendo o cabelo, tudo.
Lari — Nossa, foi tudo uma surpresa.
Máh abriu um sorriso enorme.
Lari — Que foi Máh?
Máh — Nada, é que você está tão linda.
Meu vestido era maravilhoso, eu me sentia uma princesa. Meu bouquet era de rosas vermelhas, bem vermelhas.
Depois de quase 1h me arrumando, eu estava pronta.
Máh — Você está MARAVILHOSA, agora eu tenho que ir lá assumir meu posto de Madrinha, ok?
Lari — Ok, vai lá Dona Marina.
Máh — Me da sua aliança pra eu colocar na cestinha.
Dei minha aliança à ela e fiquei esperando mais uns minutinhos, o Pai do Caique, Fernando. Que iria entrar comigo na igreja, já que meu pai né...
Fernando — Vamos Lari? Nossa, você está tão linda. Te via pequenininha brincar com o Caique e agora tá uma moça se casando com ele.
Eu começei a rir.
Lari — É, verdade. — Eu sorri — Vamos sim
Estava entrando com ele, a igreja estava lotada, com todo mundo da nossa escola, a Isabela sussurou para mim, para eu ser feliz. Foi tão bonitinho da parte dela. Ela estava lá, com o Felipe. Os dois estavam juntos agora.
Fernando me entregou para o Caique e falou bem baixinho
Fernando — Cuida bem dela viu?
Caique — Pode deixar pai. — Ele sorriu
--
Padre — Larissa Siqueira Gonçalves aceita Caique Alcântra como seu legítimo esposo para ama-lo e respeita-lo até que a morte os separe?
Lari — Lógico. — Coloquei a aliança nele.
Padre — Caique Alcântra aceita Larissa Siqueira Gonçalves como sua legítima esposa para ama-la e respeita-la até que a morte os separe?
Caique — Aceito. — Ele colocou a aliança em mim.
Padre — Então nos declaro, marido e mulher.
Caique me beijou.
Fomos para fora da igreja para todos nos comprimentarem, como todo o casamento tem.
Era estranho, mas tinha um homem na porta da igreja lá atrás quando começou o casamento. Ele comprimentou o Caique e me comprimentou. E falou para mim
Homem — Me desculpa por ter ido embora quando sua mãe estava grávida de você, a menina mais linda que eu já vi.
Ele me largou e foi embora. O Bernardo sabia que era nosso pai, ele só olhou para mim e sorriu.
Nem tinha acreditado que era nosso pai, como o Bê era parecido com ele físicamente.
Belina — Quem é o homem que estava falando com você?
Lari — Era meu pai. Ele pediu desculpas por ter nos abandonado, e foi embora.
Os olhos da minha mãe se encheram de lágrimas. Eu a abracei.
Ela ficou em um canto fora da igreja esperando a gente terminar de falar com todos que estavam no casamento para irmos para a festa. Meu pai apareceu para falar com ela.
Renato — Ei Belina, lembra de mim?
Belina — Porque você veio aparecer justo agora?
Renato — Eu me arrependi tanto, tanto.
Belina — Na hora de ir embora, me deixar sozinha com dois filhos para criar, você não se arrependeu.
Renato — Eu tive medo.
Belina — Medo do que?
Renato — De não ser o homem o qual você merece, medo de não estar a sua altura, medo de te decepcionar, mas acho que eu fiz tudo ao contrário.
Belina — Me abandonar não foi a melhor escolha. E agora, tem quantos filhos com quantas mulheres?
Renato — Enquanto eu estava longe, não tive nenhuma outra mulher, só ficava com meus pensamentos em você. Eu sempre te amei.
Belina — Agora, depois de 20 anos você volta e fala todas essas coisas, pra que? Você acha que eu vou acreditar nas suas palavras? Renato, nosso amor foi um amor adolescente, não somos mais crianças, faz tempo.
Renato — Você está com outro? Já se esqueceu de mim?
Belina — Não.
Renato — Belina, da outra chance para nós, para eu te mostrar tudo que eu falei agora, é real.
Belina — O que você fez nesses 20 anos fora?
Renato — Eu conheci um cara que me chamou para trabalhar na empresa dele, hoje em dia eu sou o Diretor da empresa.
Belina — Nossa.
Renato — E você?
Belina — Estou em um dos melhores cargos do banco.
Renato — Vamos parar de falar de trabalho e voltar pro que intereça? Volta comigo Belina?
Belina — Fazer o que, se o dono do meu coração, sempre foi você.
Por incrível que pareça, os dois se beijaram.
-- Na festa do casamento --
Na festa eu e o Caique dançamos e aproveitamos muito. Na hora de cortar o bolo, meu Pai falou que eles haviam voltado, e agora era para sempre. E eu finalmente conheci meu pai, de verdade.
-- 6 messes depois --
Minha mãe tinha comprado um apartamento para mim e para o Bê, nós eramos visinhos. Benardo e Caique estavam na sala jogando video game. E eu a Marina estavamos conversando.
Máh — Lari, minha menstruação atrasou.
Lari — Máh, será que...?
Máh — Não sei.
Comecei a rir.
Máh — que foi?
Lari — Tomara que dessa vez seja um menino.
Máh — Eu comprei o teste.
Lari — Vai fazer, eu vou lá ver eles jogarem.
Máh — Ok. — Ela falou com insegurança.
Sai e sentei ao lado do Caique.
Lari — Caique, vai pra esquerda, você vai perder pro Bernardo.
Caique — Vou não.
Lari — Vai sim.
Caique — Vou não.
Player 2 — Game Over.
Caique — Aff, perdi.
Bê — HAHAHAHAHAHA Ganhei denovo, é tão legal jogar com o Caique.
Lari — Teimoso.
Caique — Muito. E com orgulho.
Lari — É, muito mesmo.
Caique — Eu sei que é muito. É muito sem exagero.
Lari — Lindo.
Caique — Feia.
Lari — Idiota.
Caique — Chata.
Lari — Babaca.
Caique — Boba.
Lari — Meu..
Caique — Seu.
Lari — Muito meu.
Caique — Somente seu.
Ficamos nos beijando.
Máh — Bê eu tenho uma coisa pra te contar. — Ela falou muito tensa.
Bê — O que foi?
Máh — Eu..
Bê — que que tem você?
Máh — Eu tô grávida. Deu positivo o teste.
Bê — Sério? — Ele fez cara de espanto.
Lari — Que lindo amor *-*
Bê saiu correndo e abraçou ela, muito forte.
Bê — Esse a gente vai cuidar direitinho, né mô?
Máh — Vamos.
Derrepente o celular do Caique começa a tocar.
Caique — Alô?
Fernando — Filho, preciso de você na empresa agora. Temos uma proposta pra você.
Caique — Ta to indo.
--chamanda encerrada--
Lari — Quem era?
Caique — Meu pai quer que eu vá lá na empresa dele. Jaja eu volto.
Lari — Ok.
Caique saiu.
Eu, a Máh e o Bê ficamos planejando as coisas de como o bebê ia se chamar.
Depois de uma hora mais ou menos o Caique chega.
Caique — Lari, meu pai me deu uma proposta de trabalhar em Malibu por experiência onde ele têm uma empresa internacional. Vamos?
Lari — Malibu? Onde sempre fazem filmes?
Caique — Aham, e ai Lari, vamos?
Lari — Ta esperando o que?
Caique começou a rir.
Depois de 6 messes já estavamos instalados em Malibu, tudo lá era perfeito. Minha mãe e meu pai estavam felizes e adotaram uma menina e um menino para criarem, juntos.
A Máh e o Bê tiveram o bebe e eu ganhei um sobrinho muito lindo, que chamava Matheus. Eles nas férias iriam visitar a gente.
Já estavamos acostumando com Malibu, eu já conhecia nossos vizinhos, estava trabalhando como médica em um dos melhores hospitais de lá e viviamos felizes.
Deitei na cama com a cabeça no peito de Caique.
Lari — Consigo ouvir as batidas do seu coração
Ele sorriu.
Lari — Porque ele tá batendo tão rápido?
Caique — Ele sempre fica assim perto da dona dele.
Lari- E esse teu jeito lindo de cuidar de mim me encanta a cada dia mais.
Caique — Lari, vamos na praia aproveitar esse calor?
Lari — Vamos, vamos.
Saimos correndo e rindo. Nossa casa era na frente da praia, era perfeito.
E nas águas de Malibu, nós demos nosso mais perfeito beijo, onde nossa história não acabaria nunca, onde nosso amor ia ser eterno sempre. Acho que se não tivesse me apaixonado por ele naquele dia em Londres, me apaixonaria em algum outro em qualquer outro lugar. Era como se Deus soubesse que eu precisaria dele para ser feliz novamente e dando sentido a minha vida ele cruzou os nossos destinos de novo, sabendo que quando o visse, o amaria além das fronteiras impostas pelo amor. Nós viviamos bem, sempre tínhamos algumas discussões , mas o nosso amor conseguia sobreviver todos os obstáculos.
Fim (:
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