Minha Querida Francesa Anastasia
9 Cap 9 - Paixão, Cuidado, Proposta e Suspeita
Notas iniciais

POV CHRISTIAN
— Espera! Espera!
O pedido de Ana me faz parar no mesmo instante em questionamentos. Será que fiz algo que ela não gostou?
Quando olho para Ana posso ver um olhar diferente. Um olhar de desespero, de medo... Não consigo entender...
— Aconteceu alguma coisa, pequena? – digo preocupado e intrigado com sua reação.
— É que... – vejo dor em seu olhar. Isso não é um bom sinal... É um tanto duvidoso... Mas não posso parar agora...
— Ana... Eu não vou te machucar se é disso que tens medo.
— Eu sei, mas é que... – Ana começa a tremer e se encolhe ainda mais. Tem algo muito errado com a minha pequena.
— Ei, calma... – Assim que ela se encolhe, eu sento em sua cama e a envolvo em meus braços, afagando-lhe os cabelos e olhando em seus olhos.
— Olha pra mim, eu estou aqui... O seu Christian... – e sorrio pra minha pequena, passando segurança a ela.
Ela não para de me olhar e vai relaxando em meus braços.
Nesse momento, volto uma das minhas mãos por dentro de sua calcinha enquanto meu outro braço a segura firmemente em seus seios. Ana ameaça em encolher-se novamente enquanto vai fechando os olhos.
— Não feche os olhos Ana! Olhe pra mim! – mando em um tom de voz sério. Ana abre os olhos e fica olhando para mim.
Quero que ela veja que não vou lhe fazer mal e que ela entenda que eu estou aqui com ela.
Já com minha mão em sua calcinha, alcanço seu clitóris com meu dedo do meio e começo a estimulá-lo facilmente já que minha pequena já está completamente melada para mim.
Meu olhar é intenso e fixo dentro dos olhos de Ana, que já começa a se contorcer de prazer em meus braços, tendo alguns espasmos em resistir, mas ela aos poucos se entrega totalmente a mim, chamando-me pra ela em cada movimento que seu corpo insinua.
— Isso, boa menina... – digo em um tom de voz quente assim que percebo que Ana já se entregava ao prazer que meus dedos davam a ela juntamente com minha outra mão que explorava um de seus mamilos sem dó. Explorava seu clitóris com carinho, ora em movimentos circulatórios, ora em movimentos verticais, que eram os que Ana parecia gostar mais.
Ana ficava cada vez mais molhadinha e seus suspiros viravam gemidos. E que gemidos deliciosos...
Só de ouvi-la meu pau ficava absurdamente duro e rígido dentro da minha cueca, que já não o acomodava direito.
— Porra, Ana! Eu te quero! – digo em desespero assim que apoio minha testa na sua, sem quebrar nosso contato visual tão intenso.
— Você vai cuidar de mim? – pergunta Ana enquanto gemia para meus dedos que trabalhavam pelo seu grelinho úmido.
— Claro, minha pequena – digo com firmeza para que ela entenda minhas intenções.
Sem demora, coloco Ana deitada novamente e, rapidamente desabotoo minha calça e desfaço o zíper da mesma. Abaixo minha cueca juntamente com minha calça e já libertava meu membro que já era rígido de tanto tesão.
Porra Grey, o que você está fazendo?
Você é casado, a menina tem 17 anos e você é praticamente seu tutor agora que Karla desapareceu!
Que se foda!
Eu PRECISO de Anastasia AGORA!
Sem demora, direciono meu membro até a pequena entrada de Ana e aliso a glande por ali para fazê-la relaxar e lhe dar ainda mais prazer. E meu objetivo é atingido com sucesso: Anastasia se contorce desesperadamente na minha frente, se deleitando com o prazer que está se permitindo sentir.
— Oh, Christian! – geme pra mim cheia de manha sem desvincular nossos olhares.
Caralho Anastasia! Deliciosa!
Nesse momento, não consigo me conter e vou adentrando minha pequena com cuidado e... Porra... Ana é incrivelmente apertada!!! Mas com a ajuda de sua lubrificação, vou escorregando pra dentro dela com mais facilidade.
— Meu Deus, Christian! – Exclama Anastásia em êxtase enquanto vou preenchendo todos os seus espaços internos com meu membro completamente duro e rígido.
— Vou movimentar, Ana... – e começo a mover meu pau para fora e para dentro e... Caralho... – Que delícia, Anastasia! – Exclamo com a dificuldade que tenho para me movimentar dentro dela.
Mas sou cuidadoso. Vou movimentando na medida do possível até sentir sua intimidade macia e delicada ir se moldando de acordo com a grossura e o comprimento do meu membro.
Quando percebo que seu corpo está pronto para me receber e que Ana está preparada, invisto naquilo que eu sabia fazer: sexo forte e profundo com investidas incansáveis.
Ana começa a fechar os olhos e começa a contrair sua vagina de forma que ela começa a sentir dor e então sei que já não está mais com o pensamento aqui.
— Não... Não... – ela diz com desespero.
— Anastasia, olha pra mim! – mando, abrindo ainda mais suas pernas e puxando minha pequena para sentar em meu colo para deixar nossos rostos ainda mais próximos.
Ela vem até mim com facilidade e já estava em meu colo olhando-me nos olhos enquanto eu a encarava de volta cheio de desejo.
Seguro em sua cintura com firmeza e já fodia minha pequena com força e vontade, arrancando suspiros e gemidos fogosos de Ana.
— Oh, isso Christian! – ela geme pra mim com muito gosto enquanto olha em meus olhos, e isso só me mostra o quão prazeroso aquilo era pra ela assim como estava sendo pra mim.
Esse vínculo durante o sexo eu nunca havia experimentado antes, e é algo que me motiva a foder ainda mais e com muito mais vontade.
De repente já me via suando de tanto que eu investia dentro de Ana, e porra... Transar com ela era... incrível! Principalmente admirá-la! Era mais incrível ainda!
Sinto o interior de Ana ir se contraindo, esmagando o meu pau, então percebo que minha pequena quer gozar.
— Vem pra mim, Anastasia! Deixe vir! – digo em um tom mandão, encorajando minha pequena a se libertar pra mim.
— Christian!!! Oh, Christian!!! – exclamava Ana enquanto se contorcia em meu colo, e logo em seguida já se derramava em gozo sobre mim.
— Isso, Ana! – e logo já estava a gozar também, acompanhando minha pequena, forçando-a contra meu colo, sentindo minha porra ir se espalhando por todo o seu interior delicioso.
Nossos corpos ofegavam juntos e percebia que Ana estava inebriada, assim como eu...
Completamente inebriado com essa sensação de gozar com Anastasia. Era completamente diferente de todas as vezes que eu já tinha gozado em toda minha vida.
Levo minhas mãos para suas costas e vou afagando-as com minhas mãos bem apertas e espalmadas pela sua pele, sentindo sua maciez e sedosidade.
Ana me abraça pelo pescoço, levando suas mãos para minha cabeça, afagando meus cabelos. Nunca havia recebido um carinho tão delicioso. Entrego-me totalmente aos seus carinhos assim como ela se entregou pra mim e assim ficamos por bons minutos.
— Está cansada, minha pequena? – pergunto preocupado enquanto nos afagávamos.
— Uhum... – Ana faz que sim com a cabeça enquanto solta um murmurinho tão gostoso de ouvir.
Pego-a em meus braços e a ajeito deitada, cobrindo-a.
— Vou arrumar as coisas no andar de cima e já volto pra ficar contigo, tudo bem? – e dou um beijo rápido em seus lábios.
Coloco minha cueca e calças de volta e subo as escadas do porão.
Enquanto guardo na geladeira a comida que Anastasia fez, desligo a radiola e verifico se as portas estão bem trancadas eu começo a tropeçar em meus raciocínios.
Anastasia não sangrou, logo isso quer dizer que não sou seu primeiro. Ela se mostrou extremamente receosa em ser tocada além de uma expressão muito nítida de sofrimento. Quando fechava os olhos, seu prazer se tornava dor.
Algo muito errado aconteceu com minha pequena...
E se for o que eu estou pensando, eu vou caçar o maldito até o fim do mundo e varrer o inferno pra fora desse desgraçado!
Mas vou descobrir isso por minha conta. Não farei minha pequena inocência sofrer. Vou fazê-la feliz e protege-la.
Desço as escadas do porão e encontro minha pequena em pé completamente nua ajeitando a cama para dormirmos.
Preciso de um momento para admira-la em sua pele de porcelana e seus cabelos em mogno.
— Pensei que tinha te deixado deitada, mocinha! – digo enquanto me aproximo de Anastasia, dando um leve tapa em sua bunda – vai para a cama!
— Eu estava só arrumando pra que pudéssemos dormir mais confortáveis, Christian! – diz Ana com animação, jogando-se em baixo das cobertas me esperando.
Desfaço-me de minhas calças, ficando apenas de cueca e vou para a cama com minha pequena. Deito-a em meu peito, beijo-lhe a testa e meus dedos percorrem seus cabelos com muito carinho e cuidado.
— Espero que tenha gostado o que fizemos, pequena – e dou outro beijo em sua cabeça, mostrando a ela que a respeitava acima de tudo.
— Eu gostei muito, Christian! Tanto que eu quero mais! – e logo Ana já estava em meu colo novamente, insaciável.
— Eu não vou te negar isso! – e nos beijamos novamente, entregando-nos um ao outro em nossos desejos carnais.
~*~
Anastasia está deitada sob meu peito enquanto minha mão direita afaga seus cabelos longos e cheirosos. Nossos corpos entrelaçados e nossos poros úmidos de suor. Nossa noite foi muito intensa de relações. Mas posso dizer que nunca tive uma intensidade tão forte ao me relacionar com alguém, como se antes eu não sentisse nada. Como se meu coração fosse de gelo e agora derreteu com o calor que Ana me faz sentir.
Desde pequeno eu soube que Anastasia era especial para mim. Ela me faz sentir humano no meio de todo esse automatismo que levo minha vida de seguir ordens e fazer aquilo que os outros esperam que eu faça.
— Está perdido, Christian? – a voz suave de Ana tira-me de meus pensamentos e volto ao presente.
— Só estava pensando... – admito. E realmente estava.
— Oh sim... Incomodei-te? – pergunta Anastasia com cautela.
— Claro que não, Anastasia, pelo contário... – e beijo sua testa em sinal de respeito e carinho – Eu não costumo ficar de cafonice depois do sexo, e isso é um pouco estranho.
— E eu que nunca o fiz não estou acostumada com nada – e Anastasia solta uma gargalhada estrondosa e cheia de vida. Deixo-me levar pela sua risada, mas algo me intriga. Então, decido comentar.
— Mas você teve receio em receber meu toque. E não sangrou...
— E... É comum acontecer isso? – pergunta Anastasia com um tom de inocência.
— Não... Normalmente quando se tem a primeira relação, a mulheres sangram... Você gostou do que fizemos? – pergunto de pronto.
— Gostei! Muito! – diz Anastasia levantando a cabeça e me olhando com aqueles olhos azuis e brilhantes que me faziam perder o rumo de mim mesmo.
— Eu sei que eu sou casado e sou teu “patrão” por mais que eu não te veja como uma empregada. Temos algo muito forte entre nós e isso não podemos negar – comento sendo sincero.
— Sim, tens razão... – diz Anastasia olhando-me com curiosidade.
— Gostarias de manter esse relacionamento? Agora que ficamos juntos de fato, não quero perder isso... – digo um tanto sem jeito. Nunca precisei pedir para nenhuma mulher ser minha, todas se jogam aos meus pés e tomam iniciativas e eu raramente as quero. Nem minha própria mulher eu quero. Eu quero Ana! Eu a quero em demasia!
Ana coloca um dedo no queixo como se estivesse pensando, mas sua boca lhe entrega: Anastasia morde o lábio inferior e então eu já sei o que ela quer dizer.
— Tua boca te entrega, pequena – e seguro seu queixo e em seguida deslizo meu dedo polegar contornando seus lábios, soltando-o de seus dentes.
— Eu gostaria muito de manter essa relação contigo, Christian! – e ela sorri de orelha a orelha, deixando aparecer seu sorriso mais do que perfeito para mim.
Pego-a em meus braços e a puxo para mim, lhe roubando um beijo terno e quente. Ela me retribui com muita vontade.
Interrompo-a para dizer-lhe algo importante.
— Mas se queres continuar se relacionando comigo, tens que passar por um médico. Quero saber se está tudo bem contigo. Tudo bem? – pergunto com preocupação.
Anastasia faz que sim com a cabeça mas vejo receio em seu olhar.
— Eu vou estar contigo, não precisa se preocupar. Vou chama-lo ele virá prontamente amanhã.
— Tudo bem – e ela sorri pra mim novamente.
Sei que Anastasia confia em mim.
Mas algo me diz que há algo muito sério por trás de sua reação ao tocar-lhe e pelo fato de não ter sangrado.
O médico poderá dizer melhor o que está havendo com minha pequena.
~*~
Enquanto isso em Lübbenau
— Aquela desgaçada não perde por esperar... Ah mas não perde mesmo! Como ela ousa em me dar ordens?! — diz a loira andando para lá e para cá.
— Ou você obedecia ou o teu marido ia descobrir e ia acabar com tudo na frente dele, e eu e você estaríamos fodidos, Kate! FO-DI-DOS! — diz o homem sentado no enorme sofá da sala ascendendo um cigarro.
— Deve estar lá igual uma puta se oferecendo ao meu marido. Pois é isso que as francesas são! Putas vulgares!
— Se você tem tanta certeza que ela está se oferecendo ao seu marido, use isso a seu favor, não seja burra. Já não basta a estupidez de ter dado mole com esse anel aí... — o homem fala com ironia enquanto solta a fumaça que havia acabado de tragar.
— Eu vou deixar acontecer, e quando eu voltar aquela francezinha não terá o que fazer a não ser ir embora! Deixe que ela aproveite enquanto pode. Além do mais, tenho quase certeza de que estou grávida. Christian terá de escolher, e logo escolherá a mim, que sou sua mulher! — diz a loira com um sorriso no rosto com planos borbulhando em sua mente.
Enquanto isso, lá fora neva.
Neva sem parar.
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