Minha Querida Francesa Anastasia

6 Cap 6 - Do Sonho ao Pesadelo


Notas iniciais
Bom dia, leitoras! Vocês são DEMAIS! Conseguiram me convencer a liberar o outro capítulo com 3 recomendações! Vou dedicar esse capítulo a Rosi Marques, Rose Steele Grey e a queridíssima Thaiane Dornelas novamente ♥ Vamos ao capítulo: CRIAMOS UM GRUPO NO WHATSAPP PARA FALAR SOBRE A FIC, lá eu tenho liberado alguns SPOILERS e até uns trechinhos do CAPÍTULO antes de liberar! Então venham, é só amor! É só acessar o link que vocês caem direto no grupo: https://chat.whatsapp.com/HsLLhHr0xf7AhbqHM0FCll

POV ANASTASIA

— Bom dia, francesinha – diz Katherine ao entrar na cozinha, tirando-me de meu estado de sonho, trazendo-me ao pesadelo.

— Bom dia, Sra Grey. Café? – Ofereço-lhe uma xícara, substituindo a que estava suja em cima da mesa.

— Óbvio! – diz Katherine enquanto revirava os olhos como se minha pergunta fosse óbvia demais.

Me aproximo e sirvo seu café como ela prefere. Com leite e uma pitada de açúcar.

— Como passou a noite, Anastasia? – diz Katherine com um tom diferente na voz, como se estivesse de bom humor apesar de seu sarcasmo anterior.

Não consigo segurar meu suspiro com sua pergunta. Minha noite foi repleta de fantasias depois daquele beijo tão bom...

— Minha noite foi boa... – mais do que boa, foi perfeita...

— A minha foi renovadora! Percebi que não devo ir contra ao meu marido senão ele me castiga... Quando sou boa com ele, ele é bom comigo. Então serei boa e farei o que ele quer que eu faça. Está na hora de fazermos as pazes, não acha? – ela diz com um sorriso que poderia enganar qualquer atriz. Acho sua atitude nobre, mas conheço bem Katherine. Não confio em suas palavras, mas acho melhor pagar pra ver...

— Eu nunca tive nada contra a senhora. Da minha parte estamos bem – sorrio de volta para ela.

— Fico feliz que nos acertamos! – diz Katherine enquanto toma seu café. – Ah, e eu espero que não fique incomodada mas Christian pediu para que eu contratasse outra pessoa para servir no brandy de aniversário dele e pediu para que você não participasse e ficasse no porão.

— Er... Tudo bem... – Ele deve ter um bom motivo pra isso já que sempre fui presente em seus aniversários. Ele não me excluiria de um evento desses sem um motivo sensato.

— Ótimo. Agora estou de saída... Cuide da casa e tranque bem a porta. – diz ela enquanto se levanta e anda em direção à porta da sala de estar.

Me certifico que ela saiu e corro até a janela da sala de estar para vê-la sair com seu carro.

Quando Katherine desaparece , vou até a porta trancando-a e logo em seguida vou até a radiola da sala de estar. Abro as portas de madeira maciça encontrando em seu interior aquela radiola maravilhosa com um som incrível.

Trato de sintonizar na minha rádio preferida: a clandestina! Nela tocava várias músicas estrangeiras, incluindo meu estilo favorito de música: o swing!

Assim que as músicas começam, trato de me por a dançar sem parar. Seguia o ritmo da música enquanto minhas meias deslizavam pelo chão encerado e extremamente brilhante o qual limpava. Sapateava, pulava e deslizava por ali, fazendo minha dança e me libertando com aquilo.

Sentia uma alegria imensa dentro de mim depois daquele beijo. Estava precisando externar essa alegria!

Começava a soar de tanto dançar e amava essa sensação!

Eu explodia de alegria a todo o momento e sentia meu corpo flutuar de felicidade!

Após dançar muito, vou andando pela casa e tratando de limpar e realizar meus afazeres enquanto dançava e cantava.

Dançava com o esfregão, com a enceradeira e com a vassoura. Cantava usando o espanador e os produtos de limpeza como microfone.

Fazia o meu show particular e amava aquilo!

~*~

Pelos corredores sombrios da Schutzstaffel Nazista SS há barulhos de sapatos percorrendo os corredores de forma extremamente cautelosa e apressada.

Entra-se em uma sala ainda mais sombria. Chão e móveis de madeira escura e maciça e perfeitamente esculpida em seus detalhes. Cortinas de veludo vermelho e uma mesa de escritório disposta de poltronas para visitas e uma cadeira principal ao outro lado.

Nessa cadeira principal, está o Oberst Jack Hyde. Coronel da SS.

— Você já sabe o que tem que ser feito, Jack. Estamos entendidos?

Jack fuma seu cigarro enquanto analisa a situação que lhe é imposta. Dentro dele há alegria de estar sendo pago para fazer algo que ele adorava.

— Não vai ser nada difícil pra mim. Sei como tem que ser feito. Já me foi passada a planta da casa.

— Mas você deve ser rápido! – diz nervosamente.

— Não tenho problemas com tempo. Quanto maior a pressão, melhor essas coisas funcionam – e Jack sorri diabolicamente.

— Não deixe que o Grey te veja e nem te ouça!

— Não se preocupe, tenho tudo sob controle, se acalme! – diz um tanto irritado. Jack sabe de sua capacidade e tem pratica no que está sendo proposto a ele – E o pagamento?

— Assim que terminar, terá o pagamento em espécie.

— Preciso de uma garantia. Não é assim que essas coisas funcionam. – diz Jack já de olho em suas vestimentas. – Eu quero esse anel de diamantes que está usando.

— E como vou ter a certeza de que você não vai perde-lo? É herança da minha família! – era uma peça única e muito rara.

— Deixarei em meu cordão militar junto com minha identificação. Não o perderei.

— Se você o perder, você é um homem morto, Hyde! – exclama, entregando-lhe o anel.

— Negócio fechado! – Hyde exibe seu sorriso amarelo entre as fumaças do cigarro que saem de sua boca.

— Nos vemos no fim de semana. Te aguardo com o pagamento.

Um ar maléfico domina aquela sala. Um plano diabólico e sem nenhum perdão foi estabelecido.

~*~

NO FIM DE SEMANA

POV ANASTASIA

Passaram-se quatro dias desde que Christian e eu nos beijamos e eu ainda sonho acordada com isso. Claro que ás vezes me pego pensando em minha mãe e como estou preocupada com ela. Mas não sei, o amor me pegou de um jeito que eu não sei dizer, apenas sentir.

Esse amor está me inspirando tanto que passei a me dedicar ainda mais as minhas pinturas pelas paredes do meu porão e tinha que passar o tempo enquanto ele não estava aqui. Muitas rosas já enfeitam as paredes e o cheiro da tinta a óleo invade o porão.

Christian teve que viajar às pressas a trabalho para a Áustria e logo retornará. Hoje é seu aniversário e estou muito animada por ele voltar pelo almoço. Assim posso aproveitar de sua presença já que a noite eu fui dispensada do brandy.

Preparei um almoço mais do que especial com direito a bolo para Christian, Elliot, Sr. E Sra Grey e Katherine. Todos estão na sala conversando e ouvindo uma boa música enquanto eu me aproveito dessa melodia para trabalhar com mais vontade.

— Ana... – ouço a voz dele entrando pela porta dos fundos de mansinho e se beirando pela parede até entrar na cozinha, deixando sua maleta no chão e seu casaco de elite apoiado na cadeira da cozinha.

— Ai, Christian! Quer me matar do coração? – digo baixo, mas com a mão em meu peito. Estou realmente muito assustada.

— O cheiro está ótimo! – ele me diz sorrindo e sussurrando.

— Que diabos você está fazendo? Entrando assim feito um fugitivo? – pergunto sussurrando e com tom de humor em minha voz.

— Não te devo explicações, além do mais é meu aniversário – diz ele um tanto quanto sério, mas em seguida esboça um sorriso e entrega-me uma caixa delicada com um laço muito bem feito.

— O que é isso, Christian? O aniversário é seu... – digo sem entender nada.

— Trouxe bombons austríacos, ouvi dizer que são tão bons quanto os suíços. Depois você me diz o que achou – diz ele enquanto vai se aproximando de mim aos poucos. – Antes de ir pra sala, eu vim pegar o meu presente de aniversário.

Vejo seus olhos ardendo enquanto me analisa como um leão que analisa sua presa antes de dar o bote. E é assim que eu me sinto, uma gazela indefesa, uma presa fácil.

Ele toma minha nuca com sua mão firme e me beija sem avisar. Meu corpo se arrepia e trava completamente.

Mas que diabos! Eu preciso começar a corresponder! Afinal é o que eu quero e dane-se os contras!

Deixo-me levar pela emoção. Coloco rapidamente a caixa de bombons em cima da mesa sem desvincular nossos lábios e já abraçava firmemente seu pescoço, puxando-o para mim, morrendo de saudades dele e dando-lhe o que ele tanto queria de mim.

Nossas línguas ternas se tornam uma só nessa intensa troca de afeto. Dedico-me como posso já que não tenho experiência nisso. Deixo que ele me guie e logo já temos nosso próprio ritmo.

Ele me segura pela nuca com uma das mãos e a outra ele segura minha cintura, puxando-me para ele cada vez mais e não posso deixar de reparar no sorriso que se forma em seus lábios assim que eu o abraço.

Meu corpo se arrepia indiscriminadamente e não consigo evitar gemidos baixinhos. Ele me deixava com muito calor, com muito desejo e sem ar!

Christian vai encerrando nosso beijo com selinhos um tanto carinhosos e sorri para mim daquele jeito que me deixa completamente sem rumo na vida. Um sorriso que faz com que eu me perca em dois tempos.

— Eu sei que eu pedi desculpas por isso, mas que se foda... – diz Christian arrumando seu uniforme e ajeitando seus cabelos – Eu não parava de pensar nisso enquanto estava longe de casa...

— Eu também... – digo o interrompendo.

Assim que o respondo, ele sorri novamente pra mim e tenho vontade de desmaiar de tão lindo que é vê-lo sorrir.

— Pra tornar esse dia ainda melhor, solta esse cabelo pra mim vai? – diz ele enquanto toma meu queixo e o afaga com o dedão.

Ele beija minha testa e sai da cozinha indo em direção à sala de estar apanhando sua maleta e seu casaco.

— Pensaram que iam me surpreender não pensaram? – diz Christian para seus familiares assim que sai da cozinha com um tom de deboche.

Após ouvi-lo sair, não ouço mais nada.

Minha cabeça está em outro lugar muito distante daqui.

Um lugar onde só eu sei.

Um lugar nos meus sonhos onde só existe Christian e eu e onde nós ficamos juntos em um beijo eterno.

Um lugar aonde nós vamos quando nossos lábios se tocam e o mundo para e temos um momento só nosso.

— Ana! Sirva o almoço! – ouço uma voz ao fundo. É Katherine.

Dou um pulo de susto, ajeito meu avental e vestidos, passo as mãos no rosto e escondo a caixa de bombons enquanto respondo.

— Já vou!

E vou em direção às panelas.

Mas antes disso, solto meus cabelos compridos assim como Christian me pediu.

~*~

J á são oito horas da noite e os convidados para o brandy de Christian já estão sapateando pelo andar acima de minha cabeça.

O dia foi extremamente agradável junto da família Grey e, por incrível que pareça, Katherine estava me tratando muito bem.

Desconfio desse tratamento. Mas vou aproveitar dele para relaxar um pouco mais. As exigências e as perseguições de Katherine me deixam tensa, agora estou conseguindo respirar.

E aquele beijo que Christian me roubou quando chegou...

O momento passa milhares de vezes pela minha cabeça a todo momento...

Estou tão inspirada que gostaria de continuar minhas pinturas pelas paredes do meu porão, porém Christian pediu para que eu ficasse com as luzes apagadas durante o brandy e fizesse o menor barulho possível, por isso resolvi dormir. A única luz que entrava pelo porão era pela minúscula janela e vinha do poste da rua, deixando o porão a uma meia luz.

Já de camisola, estou pronta para dormir. Em volta de meus cobertores me esquento desse inverno tão frio. A calefação do porão está ligada o que ajuda muito a me esquentar.

Sem me dar conta, logo durmo.

...

— Se você fizer um pio, eu te mato!

Acordo assustada com uma mão pressionada contra minha boca, uma faca em meu pescoço e um homem por cima de mim. Minha respiração começa a ofegar de nervosismo e desespero, meu corpo começa a soar e meus olhos arregalam para tentar enxergar alguma coisa naquela escuridão.

Consigo vê-lo de forma um tanto embaçada, mas posso reparar em seus detalhes. Cabelos loiros, olhos um tanto escuros, um sorriso amarelo e um cheiro insuportável de cigarros baratos.

— Você vai ficar calada, não vai? – diz em forma de ameaça enquanto pressiona a faca contra meu pescoço e me encara com aqueles olhos cruéis.

Faço que sim com a cabeça após me encolher de medo e susto ao sentir a lamina afiada e gelada em meu pescoço.

— Boa menina... – diz enquanto descia a faca pelo meu corpo que já estava sem as cobertas por cima. Era o seu corpo sob o meu.

Sentia a lamina percorrer meu peito, minha barriga até chegar ao meio das minhas pernas. Começo a tremer de medo assim que sinto aquela faca cortar minha calcinha, deixando-me sem.

Nesse momento eu já entendo o que vai acontecer comigo.

E eu sei que nada posso fazer.

Fecho meus olhos e só espero pelo pior.

Lágrimas escorrem de meus olhos assim que eu sinto seu pênis me rasgar de uma vez só, por fora e por dentro.

— Porra... Me disseram que você era muito gostosa, mas o fato de você ser virgem só me interessou ainda mais... – Ele fala enquanto se esbalda dentro de mim, levando aquilo como sua festa particular. A dor que eu sinto é intensa e eu só consigo pensar...

Por quê?

Por quê?

Notas finais
E então? O que acharam? Foi muito difícil escrever esse capítulo! Gente do céu! A partir de agora vamos entrar na realidade nua e crua dessa história! Onde tem o bem, tem o mal. Onde está tudo bem, também pode estar mal. Próximo capítulo postarei semana que vem já que nessa eu postei vários, preciso de um descanso, hihihi. Volto o mais rápido com a nova meta: 2 recomendações e 20 comentários. PS: se quiserem ouvir as músicas de Anastasia, o link está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=A7rk_5Mnigs