Minha Querida Francesa Anastasia
33 Cap 32 - Os Desertores de Menz
Notas iniciais

DIAS DEPOIS
POV CHRISTIAN
A noite de natal havia se transformado em uma noite de tensão completa. Com a notícia da denúncia de Anastasia e a permanência da maioria das minhas tropas eu teria de formular um novo esquema tático.
Sei que me dói ter de largar a defesa do “bem maior” para meus próprios interesses, mas vejo que não sou o único. Muitos desses soldados estão cansados de tanta manipulação de valores as quais Hitler nos submeteu.
Teríamos que nos preparar muito bem para nos mantermos e nos armarmos, já que não teríamos mais o apoio de ninguém, a não ser o nosso próprio. Precisaríamos saquear comboios assim que acabasse nossos armamentos, o que é o mais importante no momento.
Precisamos também gerar renda de alguma forma. Vender alguns suplementos para os soldados de todos os frontes seria uma ótima maneira de ganhar dinheiro, já que temos muitas plantações por aqui.
Sei que eu e meus homens estamos certamente na bandeira da vergonha do exército e nos chamarão de oportunistas e cafajestes, mas querendo ou não, nossa batalha será tão sanguinária quanto à guerra. Porém nosso objetivo vai ser a paz de Menz e a segurança dos civis, principalmente a segurança de Anastasia.
Conheço cada um de meus homens e entendo seus motivos pessoais por preferirem a deserção. Alguns se alistaram para fugir de uma vida miserável que levavam na Alemanha, outros pelo idealismo nazista que foi aos poucos desmistificado e era tarde demais para desistir, outros que já foram presos por motivos absurdos e preferiram lutar ao invés da prisão... Há diversos motivos e eu agradeço aos céus por tê-los ao meu lado. Percebo que durante esse tempo aqui em Menz, todos eles se encantaram pela possibilidade de viverem felizes e tranquilos, sem morte, sem violência, e com bastante acolhimento dos civis.
E todos eles sabem a importância de Anastasia nisso. Minha pequena sensibilizou a todos: cidadãos, soldados, fazendeiros, comerciantes, empregados, burgueses... Todos encantados pela sua tremenda humanidade e fé na raça humana.
Eu e meus homens estávamos reunidos no antigo posto oficial, que agora era nosso próprio escritório, e nos organizávamos para manter a segurança, a ordem e a estabilidade financeira.
Nós conseguimos bolar esquemas táticos, e eu podia ver que muitos de meus homens eram altamente capacitados para isso, o que me passava ainda mais segurança.
— Vamos precisar de um investimento inicial para a elaboração de mantimentos. Tem alguns caminhões nazistas vindo para cá e nós vamos saquear os últimos que são sempre mais indefesos. Além disso, vamos nos apossar de um dos caminhões para carregar todos os mantimentos possíveis. Após isso, vamos aos armazéns oficiais mais próximos e vamos saqueá-los também. Vamos carregar tudo o que couber no caminhão. Faremos isso à noite para não precisarmos ferir ninguém. Outra coisa muito importante é gasolina. Precisamos de muita gasolina, portanto vamos usar o caminhão que roubarmos e o caminhão que ainda temos, e um deles virá superlotado de gasolina. Entenderam?
— Sim senhor, e o que tiver de interesse pessoal? Podemos pegar? – pergunta Walfrey, um garoto jovem e confiante.
— O que seria de interesse pessoal dos senhores? – pergunto curioso.
— Rádios, bebidas, charutos ou cigarros, roupas, relógios... – citava Walfrey.
— Contanto que não interfira no carregamento do que realmente precisamos, tudo bem. O que encontrarem que seja de valor para os senhores após assegurar o que o coletivo precisa para se manter, tudo bem pra mim – digo com tranquilidade. Estes homens já haviam desertado por mim, eu não poderia negar-lhes certos luxos.
— Então iremos amanhã à noite, isso? – pergunta Glass, um de meus veteranos.
— Isso mesmo, amanhã à noite. Portanto, estejam preparados.
~*~
— Boa noite, minha pequena – digo ao entrar na casa do lago e encontro Anastásia agachada acendendo à lareira com um pouco que lenha seca que tínhamos armazenado. Isso me deixa tenso, não a quero fazendo esforço – Já disse pra você parar de se esforçar! Quatro meses de gravidez, lembra?
— E como vou esquecer? – diz Anastasia com um sorriso no rosto enquanto empurra a madeira para o fogo com o auxílio de um atiçador de fogo de ferro.
Caminho até ela e pego-a no colo, levando-a para o sofá e sentando-a ali. Pego de sua mão o atiçador e me direcionava até a lareira para terminar de acendê-la.
— Tudo certo com seus homens? Está tudo andando bem? – pergunta-me com preocupação enquanto eu terminava de estabilizar o fogo que se formava na lareira.
— Está tudo conforme planejado, meus homens são ótimos. Amanhã à noite vamos fazer nossos primeiros saques.
Anastasia olha-me apreensiva quando digo a ela nossa alternativa para manter-nos.
— Mas amor, isso não é perigoso? Não vai ferir pessoas? – pergunta com preocupação.
— Vamos fazê-lo a noite para não precisar machucar ninguém, fique tranquila. Não queremos chamar atenção também – digo com tranquilidade enquanto o fogo já estabilizava e eu caminhava até minha menina e sentava ao seu lado, aconchegando-a em meus braços.
Rodeio meus braços em sua cintura e já podia sentir a protuberância da barriga de Anastasia. Era uma barriga um tanto quanto grande para quatro meses, devo dizer.
— Ana, tu não achas que sua barriga está maior do que deveria? – pergunto com confusão.
— Tens razão. Mas deve ser um bebê mais forte que está vindo... – comenta com tranquilidade enquanto desliza suas mãos macias sobre as minhas que alisavam sua barriga tão perfeita que recebia o nosso filho.
Deslizo meu nariz pelos cabelos de Anastasia, sentindo o cheiro doce da sua pele que me embriaga de paixão
Ouço minha pequena suspirar e sinto sua pele arrepiar de baixo do meu nariz. Assim que consigo uma brecha, deslizo o mesmo para o seu pescoço, onde eu primeiramente dou algumas fungadas e em seguida o beijo com certo desejo.
Sei que esse é o ponto fraco de Anastasia e então posso perceber que ela começa a soltar alguns gemidos seguidos espasmos cheios de tesão.
— Christian, você não vale nada – diz num sussurro em meio aos gemidos que escapavam por entre seus lábios.
— O que você acha de transarmos nesse sofá aqui? Bem na frente da lareira? – sugiro contra o seu pescoço o qual eu devorava lentamente.
— Uma ótima sugestão – diz Anastasia.
Com seu aval, não perco mais tempo. Levo minhas duas mãos até a barra de sua camisola e o passo por cima de sua cabeça, jogando-a em qualquer lugar, deixando-a apenas de calcinha.
Enquanto beijava seu pescoço e descia meus lábios para seus ombros, levo uma de minhas mãos até sua barriga e deslizo até alcançar sua calcinha, adentrando minha mão na mesma, alcançando sua intimidade que já estava levemente úmida.
Verificar que Anastasia excitava-se me dava ainda mais vontade de tê-la pra mim. Com meus dedos, alcanço o seu ponto de prazer, o clitóris, e com a umidificação de sua vagina, eu estimulo o local com bastante calma, pois eu queria enlouquece-la ali em meus braços.
Ao sentir meus dedos, Anastasia abre suas pernas, oferecendo-me espaço enquanto apoiava suas costas em meu peito e sua cabeça em um de meus ombros, gemendo cada vez mais alto, ficando ainda mais melada.
— Hmm, você está tão molhada – comento enquanto acelerava ainda mais o movimento dos meus dedos em seu clitóris, fazendo com que Anastasia se contorça em desejo até que eu a ouço gemer meu nome.
Nesse momento meu pau vibra e cria vida no mesmo instante enquanto um urro de tesão escapa de meus lábios.
— Porra Anastasia! Eu quero te foder! – ofego alto enquanto estimulava o ponto de prazer de Anastasia sem parar.
— Então me fode! – exclama Anastasia, e isso me tira do sério.
Seguro-a em meu colo de frente para mim e sento no sofá, encostando-me no encosto do sofá para criar estabilidade.
Puxo sua calcinha para o lado e tiro apressadamente meu pau da calça, abrindo a braguilha e o expondo com facilidade por estar rígido.
Sem demora, já estou dentro de Anastasia, que se contorce em meu colo enquanto a tomo pra mim.
— Segura em meu pescoço – mando de forma autoritária e ela me obedece de pronto. Seguro-a pela cintura firmemente e inicio uma penetração forte e profunda, comendo Anastasia com vontade por baixo enquanto observo seus seios saltando na altura dos meus olhos, deixando-me ainda mais vidrado naquilo.
Fodia aquela buceta gostosa sem parar, estava completamente inebriado com as sensações que ela me proporcionava, me saciando ali e eu podia perceber que minha pequena também se satisfazia, pois se contorcia em desejo, entregando-se pra mim.
Sem controle, acelerava ainda mais os movimentos, entrando mais forte e mais fundo, podendo sentir o interior de Anastasia se estreitar cada vez mais, indicando que ela sentia muito prazer.
— Ce délicieux, Christian! – gemia Anastasia completamente sem controle e entregue a mim.
*tradução: Que delícia, Christian
— Hündin Scheiße! – urrava com muito vigor quando sentia meu corpo estremecer e então sabia que iria gozar.
*tradução: Puta merda!
Anastasia contorcia-se cada vez mais enquanto eu a fodia por baixo firme e com agilidade. De repente sentia o interior dela esmagar o meu pau com força e sentia que ela gozava, derramando-se em meu pau, que latejava e libertava-se segundos depois, preenchendo todo aquele interior delicado e delicioso de foder.
Assim que gozamos, minha pequena se acomoda em meus braços, levando sua cabeça até meu ombro e suspira fundo, descansando.
Levo uma de minhas mãos até suas costas, percorrendo sua coluna com meus dedos, alisando-a com carinho e a outra vai até seus cabelos os quais eu afagava e beijava o topo de sua cabeça com afeto.
— Eu te amo – sussurro contra seus cabelos.
— Eu também te amo, meu amor – sussurra Anastasia, beijando-me o ombro o qual ela apoiava-se.
— Não quero que vá embora. Ainda mais agora que está grávida novamente. Fico louco só de pensar que não vou poder cuidar de vocês...
— Shh, calma amor – diz Anastasia segurando meu rosto com as duas mãos e olhando em meu rosto – Você sabe que é muito perigoso para eu ficar aqui, não sabe? Até pra você é perigoso! Se eu for embora, o risco pra você diminui, afinal, é a mim que eles querem agora e sabe lá até quando! Essa guerra pode acabar amanhã, mas ela pode durar por mais cinco, dez, quem sabe vinte anos!
— E então eu vou com você! – digo afobado.
— Christian! Nessa altura estão todos à sua procura! Nunca te deixarão embarcar em um navio! Desertores não podem sair do país onde estão!
E tudo o que Anastasia diz a mim faz completo sentido. Minha pequena está mais lucida do que eu.
Logo eu, que deveria estar com a cabeça no lugar, estou entrando em desespero!
Afundo meu rosto no peito de Anastasia e logo estou a abraçar-lhe com força igual uma criança amedrontada. Eu não quero perde-la, eu não posso! Sei que o melhor para ela é ir embora dessa tremenda merda, mas meu egoísmo cutuca atrás da minha orelha de vez em quando, e o desespero assola minha alma.
Ela com todo cuidado, abraça-me e me envolve em seus braços acolhedores, acariciando-me os cabelos e dando beijos no topo de minha cabeça, acalmando-me aos poucos com um cantarolar baixo de uma canção de ninar, levando-me à calma.
— Au clair de la lune, mon ami Pierrot, prête-moi ta plume, pour écrire un mot – cantava Anastasia com sua voz suave enquanto me embalava em seus braços, fazendo com que eu suspirasse profundamente e me acalmasse aos poucos, entregando-me à ela completamente.
* tradução: ao luar, meu amigo Pierrot, me empresta uma pena para escrever uma palavra.
— Ma chandelle est morte, je n'ai plus de feu, ouvre-moi ta porte, pour l'amour de dieu – continua cantarolando até que eu fecho meus olhos e relaxo em seus braços enquanto coloco minhas mãos em sua barriga e afago-a com as duas mãos.
*tradução: minha vela apagou, não tenho mais fogo, abra a porta pelo amor de Deus.
Podia sentir o nosso bebê tranquilo, mas sentia batidas de coração descompassadas, então me preocupo. Com meu ouvido sobre o peito de Anastasia eu podia ouvir seu coração em ritmo estável, então era com nosso bebê que era o problema.
— Espere um pouco, meu amor – digo com preocupação, saindo de baixo dela. Sento Anastasia no sofá, me ajoelho entre suas pernas e coloco meu ouvido contra sua barriga.
Ficamos em silêncio e então eu consigo ouvir duas batidas de coração dentro da barriga de Anastasia. Duas batidas bem suaves e tranquilas.
— Já sei o porquê dessa barriga tão grande para quatro meses – digo olhando para Anastasia com um sorriso bobo no rosto – São gêmeos!
— O que? Como sabes? – questiona Anastasia em entusiasmo.
— Ouço duas batidas de coração nesse seu barrigão – digo com divertimento e logo pego minha pequena em meu colo, fazendo com que ela entrelace suas pernas em minha cintura.
Sem demora, nos beijamos com muito afeto e eu posso sentir uma risada de felicidade vir de Anastasia e colidir por entre nossos lábios amorosos.
— São dois, meu amor! – exclamo com um sorriso bobo em meu rosto e sinto uma lágrima desavisada escorrer de meus olhos para meu rosto. Estou dominado de uma pura alegria que nunca havia sentido antes.
Nenhum ser no mundo me faria sentir isso, somente Anastasia e nossos filhos!
É só isso que importa para mim!
De repente batem na porta com muita pressa e um mal pressentimento me rodeia. Isso não pode ser boa coisa.
Coloco meu membro dentro da calça e fecho a braguilha enquanto Anastasia corre para o quarto para apanhar seu hobby.
Ao abrir a porta, deparo-me com Glass um tanto preocupado.
— Christian, Elliot acabou de ligar, há tropas vindo para cá atrás de você e de Anastasia! É melhor vocês irem!
— O que? Bastardos! – exclamo com muita raiva — Vocês todos, peguem o caminhão e vão se esconder no galpão dos Delacqua. Quando eles forem embora, vocês retornam!
— E você e Ana? O que farão? – questiona-me preocupado.
— Melhor você não saber, Glass. Até eu voltar, você assume, agora vai, vai vai! – vejo Glass correr com muita pressa de volta da onde veio e já bato a porta, andando com pressa em direção ao quarto.
— Eu ouvi o que Glass disse. Vamos fugir, não vamos? – diz Anastasia enquanto já se vestia adequadamente para sair.
— Vamos, e rápido – mal a respondo e já colocava tudo o que era importante no baú de Anastasia e minhas coisas em minha mala oficial.
Anastasia terminava de vestir-se enquanto ia até a cozinha separar mantimentos para nós. Minha pequena era muito ligeira.
Enquanto vestia-me normalmente com paletó, casaco, camisa, calças de feltro, suspensório e sapatos, sentia-me uma pessoa comum, não mais o Gruppenfüher Grey, só Christian Grey.
Confesso que me sentia fragilizado sem poder vestir meu uniforme oficial de gala, mas nunca mais eu o usaria, e isso era certo.
Terminava de arrumar as minhas coisas e as de Anastasia e as colocava no carro que haviam me disponibilizado. Estou certo que no meio do caminho precisarei de outro veículo, senão serei facilmente reconhecido, mas agora não tínhamos tempo.
Anastasia vinha logo atrás de mim com alguns mantimentos já preparados e algumas frutas. Olho aquilo impressionado.
— Acha que é só você que se previne? – questiona-me com humor, e isso me faz rir.
— Muito bem, minha pequena. Agora vamos, todo tempo é pouco!
Acomodava nossos pertences no porta malas e colocava uma espingarda entre o meu banco e a porta e ainda carregava em meu estojo na cintura minha pistola e algumas caixas de bala.
Sem demora, saltava para dentro do carro enquanto Anastasia já estava devidamente acomodada no banco passageiro e acelerava com muita pressa para o caminho de pedras por entre a floresta. De certo não nos encontrariam por ali.
Para auxiliar-me, prendo no painel minha bússola e seguia o oeste, que era onde Karla nos esperava aos arredores do porto de Brest.
A despedida estava cada vez mais próxima, mas tinha que manter o foco, pois haviam 10 horas de viagem pela frente.
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