Minha Querida Francesa Anastasia

32 Cap 31 - Noite de Natal


Notas iniciais
Olá, meus amores! Mais um capítulo adiantado pra todos vocês! Mas especialmente para Roberta Salvatore e seu aniversário! Esse é o seu presente ♥ Vou pedir para que leiam as notas finais novamente ok? Bom capítulo para vocês e segurem seus corações! CRIAMOS UM GRUPO NO WHATSAPP PARA FALAR SOBRE A FIC, lá eu tenho liberado alguns SPOILERS e até uns trechinhos do CAPÍTULO antes de liberar! Então venham, é só amor! É só acessar o link que vocês caem direto no grupo: https://chat.whatsapp.com/HsLLhHr0xf7AhbqHM0FCll

4 MESES E DUAS SEMANAS APÓS A INVASÃO

POV CHRISTIAN

Já estamos virando outra estação. O outono fica a cada dia mais frio e posso ouvir o inverno bater na porta, pedindo licença.

Logo estaremos virando o ano, virando a década, saindo dos anos 30 para os anos 40 enfim.

Confesso que nunca estive tão feliz em toda minha vida. Estou vivendo de uma forma que eu sempre quis viver com Anastasia ao meu lado, sendo minha mulher, minha companheira, minha base, meu tudo. Eu sou completamente apaixonado por ela e sou capaz de qualquer loucura por essa mulher. Ela me faz ser o melhor de mim e acalma o pior que há dentro do meu ser.

Meus soldados estão muito tranquilos e muito bem alocados aqui. Os vejo felizes e muitos deles me agradecem por essa invasão pacífica e acolhedora a qual tiveram oportunidade de estar.

Os civis, ou seja, os cidadãos do vilarejo e da região também estão felizes e confortáveis com minha liderança. Eu os ofereço segurança em troca de mantimentos e os deixo viverem suas vidas normalmente, como se uma guerra não estivesse acontecendo por toda a Europa. Posso dizer que grande parte dessa confiança veio de Anastasia, que se tornou muito próxima de todos por aqui. Minha menina sempre encantando quem passa por sua vida.

Está tudo tão calmo que ás vezes me assusta. Minha vida sempre foi uma maldita montanha russa, feita de altos e baixos o tempo todo. Essa plenitude toda me incomoda e sinto um mau pressentimento de que algo muito sério vai acontecer. Só de pensar nessa possibilidade, o frio na espinha domina o meu corpo.

A Alemanha ganhava a guerra e conquistava mais e mais territórios na Europa e na África, aliando-se com Japão e Itália. O que estava mais emergente era a tentativa de invadir o território britânico, pois a França já estava completamente dominada.

O Natal chegava e eu podia ver todos os enfeites já sendo colocados por todo o vilarejo. Luzes de natal, decorações, guirlandas, árvores e tudo o que a época e o evento pedem.

Não posso negar que sentia falta de minha família, porém a ceia seria feita por Anastasia, o que me faz lembrar ainda mais de casa. Passaríamos este dia tão importante com Elliot e alguns soldados da minha tropa que não tinham sido convidados por nenhuma família local.

Minha pequena havia saído com Elliot para conseguir os mantimentos suficientes para a ceia desde manhã enquanto eu passava a tarde resolvendo as ultimas pendencias em meu escritório na base central alemã na vila que ficava em um prédio na praça principal de Menz.

Ao encerrar todas as pendencias, liberava meus soldados no fim da tarde para o merecido descanso para o natal, e pararíamos nossas atividades por uma semana entre Natal e Ano Novo.

Estive um tanto ocupado nas últimas semanas, atendendo telefonemas de oficiais de outras invasões pedindo suporte e tirando dúvidas a respeito. As invasões pela França tornavam-se cada vez mais fixas e os comandantes perdiam-se às vezes no meio de tanto o que fazer na instalação das tropas.

Voltava para a casa do lago a pé já que Elliot e Ana estavam com o meu carro. Nossas motos foram levadas para outra invasão que passou por Menz e nos deixaram carros, o que eu particularmente prefiro.

Já estava frio e neve começava a cair bem aos poucos, lembrando que o inverno já estava presente naquela véspera de natal tão serena.

Na medida em que eu caminhava, as pessoas cumprimentavam-me, desejando-me um feliz natal. Os cidadãos daqui são muito atenciosos, confesso. Os correspondia com bom humor, porém em minha cabeça só passava o fato de que Elliot ainda não havia voltado com minha pequena, e isso começa a me preocupar.

Assim que chego próximo ao casarão de Madame Lincoln, ouço-a na porta de sua casa, chamando-me.

— Gruppen Christian, poderíamos conversar? – diz ela com certa seriedade.

— Sobre o que se trata? – digo tentando ser cordial, mas no fundo não estava nem um pouco a fim de ter essa conversa.

— Prometo que não levará nem cinco minutos. Acabei de fazer um chá e você poderá esquentar-se – diz Elena num tom calmo.

— Merda... – esbravejo para mim mesmo e vou caminhando até a varanda de Madame Lincoln, entrando em sua casa assim que ela me dá passagem para isso.

Na sala haviam duas poltronas e uma mesa entre elas onde estava servido chá e biscoitos.

— Sente-se, por favor – diz Elena, sentando-se em uma das poltronas e servindo chá em uma das xicaras dispostas na mesinha.

Tiro o meu quepe e sento-me na poltrona, apanhando a xícara segurando pelo pires e entrelaço um dos meus dedos na alça da mesma.

— Então, do que se trata? – digo com firmeza e logo dou um gole daquele chá que, só pelo cheiro, eu sei que é de erva doce.

— Bom. Estou preocupada com Brienna. Leila me disse que ela anda tendo algumas tonturas e enjoos. Poucos dias atrás, Brienna passou a tarde aqui em casa comigo e com Leila e demos toda a assistência necessária – diz Elena, jogando uma pedra de açúcar no seu chá e o mexendo com uma pequena colher.

— Brienna está doente? – pergunto confuso. Ana não havia me contado sobre isso.

— Não diria doente, mas parece cansada. Portanto, eu sei que ela pode estar um pouco indisposta para fazer a ceia, e então eu gostaria de oferecer-me para ajudar já que estarei sozinha com Leila nessa enorme casa. Eu poderia oferecer o espaço para você e seus convidados – diz Elena e eu só consigo pensar no fato de Anastasia não ter me contado que tem passado mal esses dias.

— Falarei com Brienna assim que ela voltar com Elliot, mas sei que ela já deixou algumas coisas prontas na cozinha da casa do lago. Esses dias mesmo ela estava depenando um peru que o Senhor Delacqua, o fazendeiro, deu a ela de presente – digo pensativo.

— Este dia foi terrível. Brienna matou o peru e quando deixou o sangue escorrer, ela passou extremamente mal. Foi o dia em que Leila a trouxe pra cá – diz ela e, em seguida, bebe um gole de seu chá.

— Entendo. Falarei com ela – digo colocando a xícara de chá em cima da mesa e já levantando da poltrona.

— Eu estou preocupada, por isso quero ajudar – diz Elena, levantando-se comigo ainda com a xícara na mão.

— Ok, eu entendi. Obrigado, Elena – digo, colocando meu quepe e saindo pela porta sem muita paciência, andando em direção à casa do lago.

~*~

Poucos minutos depois, Elliot chega com Anastasia junto com diversos sacos com mantimentos. Muitos legumes, tubérculos, grãos, frutas e algumas roupas de frio também.

Anastasia estava linda com um sobretudo azul marinho que dava destaque aos seus cabelos claros, uma boina e botas pretas.

Assim que ela abre seu casaco, posso ver um suéter bem largo laranja claro, uma saia preta justa na altura dos joelhos e uma meia calca cinza de lã. Ela estava linda.

Quando ela ameaça de ajudar Elliot a descarregar os sacos de alimentos, eu a seguro, olhando em seus olhos.

— Não faça esforço. Estou sabendo que não tem passado bem esses dias – digo com seriedade e consigo captar nervosismo em seu olhar.

Prefiro deixa-la refletir a respeito do que eu sei e ajudo meu irmão com os mantimentos.

— Christian, comprei champagne francês, você vai adorar! – diz Elliot muito animado, com um baita sorriso no rosto. Esse garoto não tem dia ruim.

Assim que terminamos de descarregar tudo, já vejo Anastasia preparar a bancada da cozinha para começar a preparar a ceia.

— Ana, Madame Lincoln ofereceu a casa dela para fazermos a ceia. Acredito que seja melhor, lá tem mais espaço e sei que Leila e Elena podem te ajudar no que for possível assim como eu e Elliot já faríamos – digo olhando para Anastasia com certa preocupação.

— Eu dou conta, Christian, eu sempre dei conta de tudo – diz minha pequena com certa determinação.

— Eu sei, meu amor, mas você sabe que lá será melhor para receber os convidados. Aqui é pequeno para acomodar todos, você sabe disso – digo aproximando-me dela, alisando seu rosto e dando um beijo em sua testa enquanto tirava sua boina da cabeça.

— Pensando por esse lado... – reflete Ana – Melhor irmos para lá mesmo.

— Então vamos! O que precisamos levar, Aninha? – diz Elliot com animação, já ajudando Anastasia, assim como eu.

~*~

Anastasia havia adiantado muitos pratos, inclusive o peru, que já marinava nos temperos há dois dias. Ele já crescia no forno e o cheiro dos temperos já predominava a cozinha. Ela ensinava Leila a fazer diversas receitas típicas do natal alemão como arroz com amêndoas, Kartoffelklöße (bolinho frito de batatas), Zimtsterne (biscoitos de canela e especiarias) e a clássica Weihnachten Bratapfel (maçã assada e recheada com especiarias). Só de sentir o cheio dos Zimtsternes me remetia à infância. Grace preparava o glacê e dava para que eu e Elliot enfeitássemos como queríamos. Quando Anastasia nasceu, ela também começou a fazer parte desse ritual.

Eu e Elliot preparávamos um barril de Glühwein (vinho quente), fervendo o vinho no fogão e colocando-o no enorme tonel que levava um pano amarrado com os condimentos que dariam sabor e aroma ao vinho.

Estávamos indo muito bem no preparo das coisas e Anastasia não se mostrava mal em nenhum momento, mas beliscava um pouco de tudo durante os processos, demonstrando muita fome.

Observava aquilo bem atento e já fazia ideia do que se tratava. Tentava observar a barriga de Anastasia, mas ela vestia um suéter muito largo, o que dificultava as coisas. Mas depois acabava me envolvendo com os preparativos para a ceia e mudava o foco.

~*~

Alguns de meus soldados vieram para a ceia e a quantidade de comida que Anastasia fez foi muito farta, o que deixou tudo ainda mais apetitoso aos olhos além do paladar.

Só ouviam-se elogios pela mesa e muitos múrmuros de pessoas fazendo “hmm” em aprovação, o que deixava Anastasia muito feliz e satisfeita com seu empenho e carinho para preparar tudo aquilo.

Mais alguns soldados da minha tropa apareceram logo após a ceia para beber Glühwein que eu e Elliot havíamos preparado e a alegria predominava o local. Nunca acreditei nessa coisa de “magia do natal”, mas posso ver algo parecido nesse momento.

Estávamos todos reunidos na sala onde eu Estava sentado em uma das poltronas e Anastasia estava sentada em uma das minhas pernas afagando-me o rosto enquanto bebia meu vinho.

— Quer um pouco, minha pequena? – pergunto, oferecendo meu enorme caneco de ferro repleto de vinho quente.

— Não, meu amor, muito obrigada... – diz Anastasia com um sorriso nervoso nos lábios. E então eu tenho certeza de que ela já sabe o que se passa com ela.

— Você pode, por favor, me contar o que está acontecendo? Eu tenho que ficar sempre sabendo de você pelas outras pessoas? – digo um tanto severo.

Anastasia levanta e vai até a árvore de natal, pegando uma caixinha pequena de cor amarela e me entrega, sentando-se em minha perna novamente, encolhendo-se em meu colo e apoiando sua cabeça em meu ombro.

Seguro a pequena caixa com a minha mão livre e com a mão que rodeava a cintura de Anastasia eu tiro a tampa da caixa e o que eu vejo dentro dela me surpreende: um sapatinho branco delicado de crochê muito pequenino.

— Caralho... – digo impressionado e então meu coração começa a acelerar em descompasso – Você está gravida! – digo alto e com imensa certeza.

— Sim, meu amor! Elliot me levou ao médico hoje! – diz com entusiasmo, olhando-me nos olhos com os seus marejados de emoção.

— Porra, Elliot! – falo alto e com muita severidade. Nesse momento, todos ficam em silêncio e olham para mim.

Um de meus soldados empurra Elliot para frente como se estivesse entregando-o para mim.

— De novo essa merda de esconder as coisas de mim? – questiono com o tom de voz firme e imponente, mostrando-o a caixinha que Ana havia me entregado.

— M-mas, Christian... Ela queria f-fazer surp-presa... – diz Elliot gaguejando em nervosismo.

— Eu to feliz pra porra! – digo sorrindo e puxando o rosto de Ana para mim, beijando-a com muito amor e carinho.

— Brienna está gravida! – Leila exclama e começa a rir de felicidade no meio da sala enquanto todos os meus soldados já brindavam em comemoração com a notícia.

Alguns deles faziam trocadinhos e brincadeiras, dizendo que agora eu estava ferrado, que tomara que não fosse menina pois isso ia me deixar louco, e diversas outras coisas, mas eu não ligava, estava muito feliz para ligar. Acho que é por isso que estão fazendo tais comentários, estão aproveitando meu momento de alegria.

Eu beijava Anastasia com muita alegria e meu coração acelerava cada vez mais com tamanha emoção. Sentia lágrimas escorrendo dos olhos da minha pequena que caiam diretamente em meu rosto pois estávamos conectados por nossos lábios.

Dou alguns selinhos naqueles lábios incríveis, alisando o rosto de Anastasia e olho dentro de seus olhos.

— Eu vou cuidar de vocês, nada de mal vai acontecer – digo com tamanha certeza, pois eu o faria e não importaria o que eu tiver de fazer o quem eu tiver de matar – Eu amo muito vocês – digo colocando a mão na barriga de Ana, alisando-a e já podia sentir a protuberância do nosso bebê crescendo em seu ventre caloroso.

— Já estou com três meses de gravidez, acredita? – diz Ana impressionada, sorrindo para mim enquanto ainda chorava de alegria.

— Logo essa barriga vai crescer, e você vai ficar ainda mais incrível – sorrio para ela.

Coloco a caixinha em cima da mesinha ao lado da poltrona e volto a alisar a barriga da minha amada mulher, com uma imensa alegria que inundava o meu ser e me fazia sentir o homem mais realizado do mundo.

Em pouco tempo, meus soldados vem parabenizar-nos pela gravidez enquanto eu e Anastasia agradecíamos as felicitações mais do que sinceras de meus homens. Eles gostavam muito de Anastasia e eu até imagino o por que. Ela é a única que me domina e me acalma, o que os beneficiam muito. Só de pensar nisso, tenho vontade de rir. Eu sei o tamanho do respeito que eles têm por mim, mas também sei o tamanho do medo. Não sou um homem fácil de lidar, isso eu tenho que concordar.

— Vamos comemorar – digo com alegria – Elliot, você pode ir até o escritório buscar minha caixa de charutos? Está em minha gaveta.

— Claro que sim, volto logo – diz Elliot muito animado – Eu vou ser um tio muito babão, pode acreditar! – ele deixa escapar devido à animação.

Anastasia começa a rir com o comentário de Elliot, mas permanece sentada em meu colo, olhando-me nos olhos e afagando minha nuca com amor.

— Eu te amo – ela sussurra pra mim, com um sorriso incrível nos lábios.

— Eu também te amo, minha pequena! És a calma no caos da minha vida – e ao terminar de falar, beijo-a novamente, puxando-a para mim com ternura, envolvendo-a em meus braços.

— Então, era gravidez mesmo hein! – diz Elena sentando na poltrona ao nosso lado, assustando-nos com sua chegada repentina.

— Sim, Brienna está grávida, e é uma das notícias mais felizes da minha vida – digo com firmeza enquanto segurava Ana em meu colo, sentada de lado para mim.

Anastasia olha para Elena com um olhar desconfiado e percebo que ela a analisa.

— Muitas felicidades ao casal, um bebê transforma nossas vidas de forma positiva, sabe? Nos trás muitas alegrias. Espero que saibam que podem contar comigo. Quero o bem de vocês, principalmente o seu bem Brienna querida – diz enquanto olha para Ana.

— Muito obrigada, Elena. Eu percebo bem sua preocupação já que contou a Christian sobre meu estado de saúde, não é? – diz Ana para Elena com certa ironia. Anastasia está tão sexy com toda essa atitude. Meu tesão por ela tem aumentado cada vez mais devido a isso. Amo ver minha pequena podendo ser o que é sem medo.

Elena fica sem saber o que dizer com a ironia de Anastasia, o que me faz segurar o riso, mas aquele clima é completamente rompido assim que Elliot entra pela porta sem fôlego.

— Christian! Denunciaram Anastasia! – diz com falta de ar e naquele momento minha alegria se esvai e o ódio toma conta de mim.

Levanto com cuidado para não machucar Anastasia e olho para cada uma das pessoas daquela sala com intensidade.

— Se foi alguém dessa sala, eu prefiro que diga agora, pois eu não estou para brincadeira, senhores – digo começando a caminhar pela sala, olhando para cada uma das pessoas presentes.

Vejo muitos olhares confusos, mas decido pressioná-los ainda mais. Levo minha mão até o estojo da minha pistola e a retiro, começando a rodá-la em minha mão.

— Senhores, não testem minha paciência. Eu quero saber quem foi.

E o silêncio ainda toma conta do local e olhares se entreolham com confusão e medo.

— Eu estou fazendo uma pergunta bem simples e quero respostas. Quem foi? – e atiro em um dos vasos de Elena, fazendo-o explodir em mil pedaços no meio da sala.

— Mas quem é Anastasia? – questiona um de meus soldados com olhar de confusão.

— Christian, eles não sabem – diz Elliot tentando acalmar-me.

— Porra... – sinto meu corpo entrar em estado de alerta enquanto passo a mão em meus cabelos, com nervosismo.

— Eu sou Anastasia, senhores – diz minha pequena – Eu sou francesa e a família de Christian me protege desde que nasci. Corria risco na Alemanha, por isso ele me trouxe consigo, pois sabia que podia me proteger e que eu poderia ser de grande ajuda como eu estou sendo – ela vai se explicando enquanto olha para mim um tanto receosa.

Eu andava de um lado para o outro com muito nervosismo, tentando fazer com que minha cabeça começasse a funcionar de alguma forma.

Mas naquela altura eu não podia fazer mais nada a não ser desertar. Se eu me entregar, me matarão e sabe lá o que farão com Anastasia!

Eu preciso reagir e é agora!

— Elliot, chame toda a minha tropa pra cá e vá embora daqui! – digo com severidade.

— O que? Ir embora? – questiona Elliot.

— Você não ouviu o que eu disse? Vá embora! – vou caminhando com Elliot até a porta e sussurro em seu ouvido – Vou desertar e você é minha única fonte de informação dentro da SS. Por isso, vá embora e não se envolva ainda mais nisso!

— Eu mandarei informações, eu prometo! Cuide-se e cuida da Ana também! – diz Elliot com a garganta apertada. Acredito que esteja tão nervoso quanto eu.

— Prepare o caminhão, vou ver com quem das minhas tropas quer retornar para o exercito, e eles irão contigo.

— Tudo bem – diz Elliot, saindo para avisar o resto da tropa.

Assim que volto para dentro, vejo que meus soldados estão todos perto de Anastasia ouvindo suas histórias e de como ela viveu tantos anos em território alemão. Minha mulher é encantadora, não posso negar. Também não posso negar que sinto muito ciúmes disso, mas estou certo de que isso me beneficia entre meus homens.

~*~

Com toda a minha tropa reunida dentro da sala de Elena, eu olho para todos com firmeza. Anastasia está sentada no canto da sala juntamente com Leila, que segura em sua mão como forma de apoio.

— Senhores, boa noite. Peço desculpas por interromper essa noite especial, porem o assunto é extremamente delicado. Brienna Grey é na verdade Anastasia Steele. Ela é francesa, protegida por mim e muito amada por mim. Houve uma denúncia de sua real identidade dentro da SS e isso não me dá outra escolha a não ser desertar – quando faço isso, múrmuros começam a espalhar-se pela sala, e percebo que essa notícia impressiona a todos.

— Portanto, eu ficarei aqui em Menz e aqui eu defenderei não só os cidadãos, mas também minha mulher. Sei o quanto os senhores batalharam para chegar até aqui e que a maioria de vocês, senão todos criaram uma afeição muito grande a esse vilarejo que foi tão receptivo conosco por mais que sejamos seus inimigos. Chegou a minha hora de defender o que eu acredito além de defender a minha mulher. Se pegar-nos, nos matam. Então, eu preciso saber quem vai ficar e lutar ao meu lado e quem quer retornar ao exercito alemão. Elliot está com o caminhão pronto para partir, quem quiser ir com ele, vá em frente. Quem quiser ficar, será tratado como meu irmão e será acolhido de braços abertos por esse vilarejo que já nos acolheu com muito carinho. A decisão é de vocês, senhores – digo por fim e calo-me.

Para a minha surpresa, de toda a minha tropa, apenas dois decidiram voltar para o exército. A esmagadora maioria decidiu ficar e ajudar-me. Além disso, disseram-me palavras de força e que não iriam embora.

Então eu percebo uma coisa muito importante: o vínculo afetivo que se formou todos esses meses fez com que eu e minha tropa criássemos um espirito familiar e de união.

A partir daquele momento eu não era mais seu Gruppenfüher, mas sim apenas Christian Grey, o estrategista desertor de Menz.

Notas finais
GENTE, meu coração tá saindo pela boca hein! MUITAS informações nesse capítulo! Aninha está grávida novamente, Elena se intrometendo na vida alheia e uma denúncia de que Brienna é Anastasia! E agora a bomba explodiu! IMPORTANTE: Amores, vocês perceberam que eu adiantei alguns capítulos né? O motivo disso foi que quinta-feira eu sairei de férias e voltarei na primeira semana de agosto. Vou tentar ao máximo finalizar mais um capítulo dessa história para liberar para vocês. EU NÃO VOU ABANDONAR A FIC, até porquê eu farei uma SEGUNDA PARTE dessa história para todos vocês, e então animem-se! ♥ Era isso, qualquer coisa podem me mandar mensagens. PS: ainda aguardando uma recomendação :3