Minha Querida Francesa Anastasia
31 Cap 30 - O Baile
Notas iniciais

POV ANASTASIA
1 MÊS DEPOIS DA INVASÃO
Depois de 16 anos de vida, eu finalmente pude descobrir o que é viver livremente e sem restrições. Minha vida aqui em Menz com Christian e Elliot está completamente perfeita. Estou sendo de ótima ajuda para muitos soldados de Christian que tem muita dificuldade em se comunicar com os civis que moram nesse vilarejo.
Inclusive, fiz muitas amizades com os cidadãos daqui aqui, o que facilita a aderência da liderança de Christian. Os senhores da fazenda próxima à cidade, após minha ajuda e a de Elliot, sempre nos trazem mantimentos frescos em troca da proteção de Christian.
Leila, a garota que mora com a Madame Lincoln, virou minha pupila. Sua mãe morreu assim que a menina nasceu e seu pai está lutando na guerra, por isso ficou sob a tutela de Elena. Então eu cuido da menina: ensino-lhe a vestir-se, como cuidar de si já que é uma mocinha e precisa de orientações, como se portar, lhe ensinei a ler e escrever e agora estou lhe ensinando alemão. Também lhe dou aulas de pintura e de costura. A companhia de Leila me faz bem enquanto Christian e sua tropa não precisam de mim, e admito que cuidar dela me faz feliz. É como se eu tivesse compensando a perda do meu bebê.
E eu e Christian? Bom...
A cidade toda sabe que estamos juntos. Não foi muito fácil esconder nossa relação, pois todos observavam o modo como nos tratávamos, nossa troca de olhares constante e nosso cuidado um com o outro.
Além do mais, Christian é outra pessoa depois que veio para cá. Está mais leve, mais tranquilo com sensação de dever cumprido enquanto mantém essa invasão completamente pacífica, já que ele ficou bem quisto pela população do vilarejo.
Estamos tendo dias mais do que especiais juntos. Todos os dias podemos nos tocar, nos beijar, andar de mãos dadas por aí, desfrutar do nosso amor em nossa suíte e admito que tenho ficado cada vez mais viciada nessa coisa de transar. Christian é um verdadeiro deus e me faz delirar todas as vezes que me entrego a ele.
Elliot faz rondas pelas invasões próximas e volta para Menz aos fins de semana para trazer noticias a Christian e hoje, em especial, ele retorna mais cedo por dois motivos: o primeiro é por que Christian vai sediar um baile em Menz, pois alguns comandantes de alta patente incluindo Hitler virão para cá para comemorar o domínio alemão na França e dia seguinte Paris cairá nas mãos dos alemães definitivamente. O segundo motivo é que hoje é meu aniversário de 17 anos. Porém a população crê que tenho 20 e farei 21!
Estamos no fim do verão e logo menos começará o outono, o que me deixa apreensiva, pois não tenho previsão de quanto tempo mais Christian poderá me manter aqui e de quando ele terá de me levar ao extremo oeste da França para encontrar minha mãe e irmos para a América.
Christian mantém contato com Karla através de cartas e está tudo bem com minha mãe. O lugar onde ela está ainda não foi invadido por alemães e as tropas francesas estão em peso juntamente com tropas americanas e britânicas que chegam ao porto todos os dias.
Christian e eu descansávamos pela manhã após ele ter me tomado pra si com toda sua desenvoltura em me fazer gozar de forma incrível. Ele me olhava de forma apaixonada acariciando meu rosto enquanto eu ofegava tentando recuperar o ar.
— Feliz aniversário, minha pequena – ele sorri pra mim completamente presunçoso, feito um leão exibido.
— Isso foi o meu presente de aniversário é? – pergunto com curiosidade, já sorrindo enquanto vou me arrastando até ele, debruçando-me sobre seu peito definido e perfeitamente contornado enquanto ele me acolhia por aí, deitando de barriga para cima.
— Está fazendo desfeita do meu sexo, Anastasia? – diz de forma um tanto severa pra mim, mudando sua feição, mas sei que é brincadeira.
— Mais ou menos, acho que você vai ter que fazer de novo! – digo sorrindo enquanto mordia meu lábio inferior olhando diretamente em seus olhos com um ar de “quero mais”.
— Safada – resmunga Christian batendo em minha bunda, como sempre, me fazendo arrepiar completamente. Amava ter aquela mão firme fazendo minha pele arder por baixo dela.
Ousadamente, decido sentar no colo de Christian. Havíamos feito essa posição há poucos dias e eu preciso admitir que senti-lo dessa forma era muito bom.
— Uau, o aniversário é seu, mas eu ganho o presente? É isso? – Diz Christian sentando na cama segurando minhas coxas, mantendo-me sentada em seu colo enquanto abocanha um de meus seios, chupando-o com vontade de forma inusitada.
Ofego alto e me contorço em resposta à sua boca naquele local tão sensível para mim. Enquanto me entrego à boca sedenta de Christian, levo minhas mãos até o seu membro que já estava rígido novamente e o esfrego na umidade da minha intimidade.
Confesso que estava meio viciada em provocar Christian daquela forma, pois assim que eu o faço, eu o ouço rosnar contra a pele do meu seio e sinto sua extensão ficar ainda mais rígida em minha mão, e eu podia sentir suas veias saltando e pulsando, então sei que ele está pronto para me ter.
Com delicadeza, eu encaixo a cabecinha na minha entrada com certa facilidade por estar melada de excitação e de gozo devido ao sexo anterior que tínhamos feito.
Escorregava pela sua extensão até sentir sua cabecinha alcançar a parede do meu útero enquanto eu ofego ao me sentir completa por ele.
— Isso, Ana! – resmunga Christian assim que eu sento nele por completo e eu podia sentir sua respiração quente contra a pele do meu busto o qual ele chupava e beijava com desejo, me arrancando suspiros.
Christian levava suas mãos diretamente para as minhas nádegas, espalmando as mãos uma de cada lado e começa a movimentar-me em seu colo para cima e para baixo. Ele me guiava e eu o acompanhava, fazendo minha intimidade subir e descer naquele membro rígido que me abria toda por dentro.
Com a boca em meu seio, ele me abocanha com desejo, e eu levo uma de minhas mãos para seus cabelos onde eu afago com cuidado enquanto a outra mão apoiava-se em um de seus ombros, criando sustentação.
Meus olhos iam diretamente ao encontro dos dele que me olhava pervertido enquanto quicava por cima dele, gemendo devido ao prazer que era senti-lo entrar e sair de dentro de mim daquela forma tão gostosa.
Não podia negar que ele me deixava maluca, mas assim que ele começa a mordiscar meu mamilo e acelerar os movimentos segurando minha bunda com ainda mais força, eu passo a me contorcer e revirar os olhos, fincando com força minhas unhas em sua nuca, gemendo ainda mais alto.
— Que delícia, Christian! – digo alucinadamente entre gemidos e tudo o que ouço é o ruído do sorriso pervertido de Christian enquanto me apreciava cavalgar em seu colo.
— Vai, quica pra mim – manda de forma autoritária e acerta minha bunda com força, fazendo-a arder deliciosamente.
Levo minhas duas mãos atrás da sua cabeça, fincando minhas unhas das suas mãos em sua nuca e começo a movimentar-me por conta própria, Subo e desço em seu colo, quicando com bastante pressão e vontade em seu membro, sentindo muito fazer com isso.
Com esse domínio, eu podia quicar da forma que eu bem entendesse e da forma que mais me satisfazia. Portanto, rebolava entre as quicadas e forçava minha intimidade contra seu membro na medida em que eu sentia o meu tesão ir se alimentando da satisfação que seu corpo me oferecia.
Podia sentir o tesão acumular-se em cada quicada que eu dava naquele colo delicioso, fazendo com que eu fosse ainda mais rápido que eu conseguia.
— Caralho! Ana, você é muito gostosa! – Christian bate novamente em minha nádega e a segura firmemente, começando a se movimentar por baixo de mim, vindo com seu membro contra minha intimidade enquanto eu não parava de quicar pra ele.
— Isso! Isso! Eu vou gozar! – exclamo assim que ele inicia seus movimentos frenéticos e certeiros contra meu corpo, atingindo o mais profundo de mim.
— Goza pra mim! Agora! – rosna Christian entre os lábios e então sei que ele também vai gozar, pois além da sua afobação, sinto seu membro latejar ainda mais forte dentro de mim.
No momento em que meu corpo é completamente dominado pelo delírio de entregar-me de forma plena a Christian, sinto meu gozo vir facilmente, derramando-me sobre ele, sentindo meu corpo contrair e estremecer.
Sem demora, ele também se liberta dentro de mim, inundando meu interior com aquele líquido quente e gostoso o qual eu amava sentir. Podia ouvir os urros de Christian enquanto seu gozo me preenchia.
Os lábios dele buscam os meus logo em seguida e então nos beijamos com carinho, selando aquele momento ternamente.
~*~
Após sair do banho, Christian arrumava-se para sair e verificar o andamento das coisas na vila e inteirar-se dos preparativos para a festa.
Eu o observava atentamente enquanto esparramava-me na cama, descansando após nossa manhã regada a sexo, sentindo o cheiro dos nossos corpos naqueles lençóis brancos de algodão.
— Você é uma visão do céu, sabia? – diz Christian enquanto abotoava sua camisa após colocar suas calças.
— Ah é? Você acha? – pergunto com um sorriso nos lábios, mas ficava tímida, então escondia meu rosto no travesseiro.
— Eu tenho certeza. Você é tão linda que Afrodite deve te invejar ferozmente – diz ele, caminhando até mim, sentando na cama para colocar suas botas oficiais.
Eu o abraço por trás e dou beijinhos em sua nuca enquanto sussurro só pra ele:
— Ela deve ter inveja de mim por ter um deus como você, isso sim.
Christian suspira profundamente e vira-se para mim com um olhar intenso.
— Sorte a sua que eu tenho coisas pra fazer, mas venha cá, vai levar umas palmadas por me provocar antes de sair para trabalhar! – diz severo e eu sorrio com danadice, deitando-me sobre suas pernas e deixando minha bunda completamente exposta pra ele.
Christian me analisa com a respiração pesada e então sinto o volume formar novamente em suas calças. Meu homem é definitivamente insaciável.
Ele desliza sua mão bruta pelas minhas costas, me fazendo arrepiar completamente e, ao sentir seu tapa, eu solto um gemido em aprovação. Gostava muito daquilo, não podia negar.
Sem demora, ele já me dava outro tapa, marcando minha pele branquinha com sua mão certeira. Apressadamente, outro tapa vem, me arrancando outro gemido. Surpreendo-me ao sentir suas mãos alisando minha intimidade e sei que ele está verificando minhas condições.
— Adora apanhar, não é? Você está toda melada de novo – diz Christian de forma quente e, de repente, penetra um de seus dedos dentro de mim, me fazendo gemer alto em resposta.
Seu dedo começa a ir e vir dentro de mim, e então sei que vai me tomar pra ele daquela maneira. Mas não era um vem e vai comum, ele movimentava com muito mais velocidade, fazendo com que eu me contorcesse, delirando em seu dedo.
Cristo! Esse homem fode bem até com o dedo!
Meus gemidos ecoavam pelo quarto enquanto eu me contorcia e me revirava deitada de bruços em suas pernas, encolhendo-me ainda mais ao sentir o orgasmo chegando tão rápido.
Ele não parava, ia cada vez mais rápido, e eu delirava e gritava de tesão devido a sua mão ágil que me levavam à loucura.
Não consigo me conter por muito tempo e gozo rápido em seu dedo, me contorcendo muito, tentando recuperar o fôlego.
Christian me faz sentar na cama e beija meus lábios com carinho de forma um tanto rápida, e logo levanta-se.
— Preciso ir. Tem um vestido dentro do baú pra você usar hoje a noite, espero que goste – ele beija minha testa ternamente e olha-me nos olhos – Eu te amo, minha eterna pequena! – E pega o estojo de sua pistola, andando corredor a fora, deixando-me naquela suíte que cheirava ao nosso sexo implacável.
~*~
— Que vestido lindo esse que Christian arranjou pra você, Enna – diz Leila assim que eu exponho tal vestido.
— Tens razão, é muito bonito e bem diferente também – não era um vestido tradicional. Tinha um conceito mais moderno. Acho que aqui na França tem muito disso, de sair dos padrões. Era um corte de ombros quadrados, porém meia manga justa. A cor era preta e tinha detalhes dourados por todo o vestido.
— Vá provar! – diz Leila muito animada.
Apresso-me e entro no banheiro da suíte, trocando de roupa rapidamente.
Ao fechá-lo, viro-me de frente para o espelho atrás do balcão da pia e fico me observando.
Não ficou tão mal assim, e eu até gostei.
Saio do banheiro e vejo os olhos de Leila brilharem, o que me deixava levemente constrangida.
— Você está perfeita, Enna! – diz aquela miúda e pálida menina com fascinação.
— Tu achas? Quer me ajudar com os cabelos e maquiagem? – pergunto na intenção de interagi-la em minhas atividades.
— Claro! Elena me ensinou alguns penteados que estão na moda e vão ficar lindos em você! – diz com animação – porém, o que vai usar nos pés? – pergunta confusa.
— Oh céus... Não sei! – digo aflita.
Nesse mesmo instante ouço Elliot chegar.
— Boa tarde... – diz Elliot e eu o interrompo correndo para a sala, atravessando o corredor às pressas.
— Elliot, corre para a cidade e me compre um sapato que combine com esse vestido! Por favor!
— Nossa, mal cheguei! Um oi seria bom! – resmunga, colocando sua mochila em cima do sofá da sala e tirando seu casaco.
— Por favor, Elliot! Ajuda-me! – digo com aflição no rosto enquanto Elliot ia desabotoando a camisa e dobrando as mangas da mesma.
— Ok Ana, eu volto já – diz meu querido amigo (na verdade, irmão) andando em direção à sua moto novamente, colocando seu capacete e partindo para a cidade.
Elliot é muito distraído! Chamou-me de Ana e Leila estava no quarto!
Espero que ela não tenha ouvido.
~*~
Leila havia me ajudado com o penteado, porém teve de voltar para casa. Fazia minha maquiagem em frente ao espelho do banheiro sozinha e me virava muito bem com isso. Christian havia comprado um kit com diversos produtos para mim, e eu virava-me bem com as cores e tudo, tinha uma boa noção devido a minhas pinturas.
Christian arrumava-se no quarto. Havia trazido um smoking muito fino e a cada peça que o compunha e que Christian ia vestindo, o deixava cada vez mais irresistível. Após vestir-se, ele se posiciona ao meu lado no banheiro e penteia seu cabelo para trás daquele jeito sexy que deixa seu corte militar completamente aparente.
— Você está ficando linda, mas eu prefiro você sem esses pós, sabia? – diz Christian enquanto concentrava-se em seu cabelo.
— Digo o mesmo pra esse smoking, ele te deixa lindo, porém te prefiro sem... – e deixando essa alegação no ar, eu fecho o meu kit de maquiagem e ando em direção ao quarto rindo presunçosa.
— Você está muito safada pro meu gosto, mocinha – diz Christian de forma bem humorada, terminando de arrumar seus cabelos e assim, guarda seu pente em um dos bolsos. Após isso, ele tira um lenço de suas coisas e o coloca em seu outro bolso, estando assim pronto para ir.
— Você me deixou assim – digo sorrindo e beijo seus lábios com carinho.
Ouvimos uma buzina em frente à casa do lago e então nos alertamos.
— Deve ser Elliot com o carro. Vamos? – diz Christian oferecendo-me o braço.
Lhe seguro e caminho em direção a porta, onde Elliot nos esperava.
~*~
Eu nunca havia estado em um baile antes e então estava muito nervosa, porém estava tudo lindo e impecável. Christian havia feito um bom trabalho.
No melhor salão da cidade, havia diversas mesas distribuídas e garçons rodavam por todo lado, servindo os convidados de maneira cortês. Haviam muito soltados da tropa de Christian devidamente vestidos para a ocasião e alguns deles acompanhados de mulheres muito bonitas.
Em uma mesa mais à frente, podia ver aquele homem perverso e repleto de ódio e preconceito que acabaria com toda a Europa se tiver a chance: Hitler.
Várias bandeirolas com suásticas enfeitavam o salão luminoso e ao fundo tinha um palco, onde uma banda se apresentava com canções exclusivamente alemãs. Ou seja, toda aquela música insuportável dos arianos, mas pelo menos estava ali vivendo aquele momento, e não trancada em casa.
Nós nos sentamos em uma mesa atrás da de Hitler onde alguns comandantes de elite estavam presentes, incluindo meu amado Christian.
Sentava entre Elliot e Christian, porém segurava a mão dele o tempo todo. Deslizava meus dedos por entre os de Christian e o afagava por ali. Ele me olha e sorri com carinho.
— Você arrumou tudo lindamente, meu amor! Meus parabéns! – digo baixo para Christian.
— Muito obrigado, minha pequena – ele aproxima o rosto do meu e estrala seus lábios nos meus rapidamente, dando-me um selinho carinhoso.
— Parabéns, Gruppen Grey, tudo de muito bom gosto – diz Hitler ao segurar o ombro de Christian, que logo levanta ao senti-lo por perto, e me faz levantar também, puxando-me a mão.
— Muito obrigado, Füher. Brienna está sendo de grande ajuda para os soldados e os civis da cidade. Ela os ajuda a se comunicar... – diz Christian antes de ser interrompido.
— E te ajuda a aliviar a tensão também? – diz Hitler com certa imposição na voz, o que me faz ficar arrepiara.
— Nos envolvemos, mas não há nada de errado nisso, não? – diz Christian com afrontamento – Dois arianos puros de uma família de conceito se relacionando, o que há demais nisso?
— Não há nada de errado com o relacionamento, e sim com sua distração, Grey. Se a Senhorita Brienna o dificultar de realizar o seu trabalho, eu vou acabar com sua festinha, entendeu? – diz com severidade a Christian. Não gosto da forma que ele fala com meu amado.
— Sim, senhor. Não tem afetado em meu desempenho profissional. O senhor sabe o quanto eu me esforcei para estar aqui hoje e nada vai me fazer abrir mão disso. O Füher confia em mim e eu não vou decepcioná-lo – diz Christian com muita certeza na voz, retrucando as palavras de Hitler.
— Sei. És meu melhor estrategista, Grey. Não se esqueças disso – diz Hitler retirando-se, e assim nos sentamos novamente.
— Devemos nos afastar? – pergunto com receio enquanto nos acomodávamos.
— Claro que não. Não se preocupe com isso. Venha cá – diz Christian aproximando seu rosto do meu, criando um clima energético entre nós dois.
Aproximava meu rosto do dele e assim começamos a alisar nossos rostos um no outro com carinho. Amava sentir a pele de Christian sob a minha e a nossa conexão nos aproximava como imãs.
Sem menos esperar, já nos beijávamos no meio daquele salão, sem preocupar-nos com o que ocorria ao nosso redor, sem olhares recriminatórios enquanto garçons andavam pelas mesas, servindo as entradas do jantar.
~*~
DOIS MESES DEPOIS EM PARIS
Um jornal contendo uma matéria tanto quanto esperançosa chega às bancas de toda Paris já tomada pelos alemães.
A ousadia dos jornalistas franceses em ainda publicar conta à guerra nessas condições era muito corajosa.
O título da matéria era “ Ainda há esperança “ e em seu corpo havia um contexto de que nem todos os alemães que invadiram a França eram maus e que alguns tinham enorme compaixão, havendo uma lembrança da humanidade no meio da guerra. Haviam muitas fotos de soldados se ajudando, e uma delas era de dois jovens, um homem e uma mulher, ambos com as roupas sujas e cobertas de sangue onde a legenda trazia “dois arianos que ofereceram ajuda no resgate de corpos de soldados franceses na região de Menz”.
Uma mulher elegante tomava um chá em um bistrô da cidade luz enquanto observava com atenção àquela matéria, reconhecendo aqueles rostos e tendo uma ideia mais do que genial para acabar de vez com a vida de alguém.
— É, Anastasia. Parece que você não vai chegar tão cedo para pegar o navio rumo à América.
Ela carrega o jornal debaixo do braço e caminha bistrô a fora, a indo rumo a casa em que seu pai havia tomado para permanecer em segurança em território francês.
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