Minha Querida Francesa Anastasia

25 Cap 24 - Vagando em vida


Notas iniciais
Olá leitoras! UAU, vocês CAPRICHARAM!!! Tive um retorno EXTREMAMENTE positivo de vocês via comentários mas principalmente via recomendações!!! Fazia um bom tempo que não recebia recomendações e confesso que foi uma tremenda alegria perceber que mais pessoas do que eu pensava acompanhavam minha historia. Leitores fantasmas surgiram e até pessoas que comentavam nos primeiros capítulos mas havuam sumido, voltaram! Então tudo o que eu posso dizer é OBRIGADA! Obrigada pelo tremendo incentivo e pels palavras tão maravilhosas! Gostaria de dedicar esse capítulo às leitoras: Yasmin7511, Crisoliveira, None05 e Kaialasilva ♥ Muito obrigada pelo imenso incentivo a continuar dedicando-me a essa história ♥ Bom, vamos ao capítulo, mas LEIAM AS NOTAS FINAIS! CRIAMOS UM GRUPO NO WHATSAPP PARA FALAR SOBRE A FIC, lá eu tenho liberado alguns SPOILERS e até uns trechinhos do CAPÍTULO antes de liberar! Então venham, é só amor! É só acessar o link que vocês caem direto no grupo: https://chat.whatsapp.com/HsLLhHr0xf7AhbqHM0FCll

POV ANASTASIA

Dizem que quando a morte chega, sentimo-nos infinitos, como se nada no mundo pudesse nos afetar. Mas não era o que eu sentia.

A agonia pela falta de ar corria em minhas veias juntamente com a minha vontade de sobreviver.

Mas não podia negar, Katherine havia me emboscado de forma argilosa e astuta em seu plano final. Havia pensado em todos os mínimos detalhes para fazer aquilo direito.

Não conseguia entender o porquê de tanto ódio e tanto rancor. Pensei que havíamos nos entendido e que tudo entre nós estava entrando finalmente nos eixos. Por que a maldade existe no coração dela?

Sinto que seja algum tipo de vingança pelo seu tamanho ódio depositado contra mim. E ao pensar, tudo que consigo lembrar foi naquela tarde em que Christian a pegou sendo rude comigo na mansão dos Grey e a sufocou daquela maneira impiedosa.

Penso que seja devido a isso que ela escolheu esse fim para mim. Sente-se humilhada, pois seu marido dedica-se mais a mim do que a ela desde sempre.

Sinto-me culpada por isso de alguma forma, mas o sentimento que tenho por Christian vem muito antes de Katherine. Sempre fomos conectados de uma forma especial e muito forte. E esta conexão é tão forte que não me importa o fato de sermos irmãos. Aliás, esse fato só faz nossa relação se fortalecer ainda mais por podermos saber a verdade de nós e confirmar que nosso amor é maior que esse empecilho.

O filho que espero é fruto desse amor forte e inabalável. Porém meu pequenino é tão frágil pela relação sanguínea de seus pais e é delicado, precisando de cuidados redobrados.

Por toda essa minha vida e de todas as situações que me ocorreram, a única certeza que ficou é de que meu amor por Christian é intenso e extremamente verdadeiro. Sempre cuidou de mim, me educou, zelou por mim, deu-me dignidade e me fez mulher de forma especial.

No fundo do meu coração, eu o sinto bater por Christian, por mais sutil que seja. Sei que ele está perto de mim. Como se fosse um anjo que guia este meu sono infindável.

Posso ouvi-lo.

Sei que me zela todos os dias.

Já o ouvi gritar...

Desesperar...

Esperar...

E chorar...

Confesso que nunca havia ouvido ou visto Christian chorar, e eu juro que pude ouvir seu lamento acompanhado de lágrimas ao meu lado.

Além de Christian, pude ouvir Elliot, Grace e até meu pai Carrick.

Todos repletos de expectativas, esperando o melhor.

E eu estou lutando.

Sigo lutando pela minha vida e pela vida do meu filho.

Lutando para ver minha mãe novamente.

Lutando pela esperança de um futuro ao lado de Christian.

Lutando pela vontade de ser livre e feliz finalmente.

~*~

Ouço seus passos imponentes em direção a mim e então sei que é ele.

Ouço-o puxar um móvel para perto de mim e então sei que é uma cadeira, pois ouço seu corpo sentar-se e relaxar naquele móvel enquanto sinto sua mão apoiada em uma das minhas mãos de forma sutil.

— Ana... Minha pequena... Se puder me ouvir, eu queria que soubesse que eu estou aqui ao seu lado incessantemente todos os dias. Elliot, Grace e eu revezamos para cuidar de ti, mas tento estar presente no maior tempo possível. Em dois dias terei de me afastar, pois preciso cumprir as ordens do Füher e terei de invadir a França. Estava com tudo preparado para que fosse comigo e com Elliot para deixar-te sã e salva e encaminhar-te para a América.

Sinto sua mão em meu rosto em um toque suave juntamente com suas fungadas rígidas, como se lutasse contra as lágrimas que queriam cair em emoção.

— Pequena, está difícil aqui sem você. Logo agora que, em teoria, está tudo mais tranquilo. Encontrar-te nas mãos perversas de Katherine não foi fácil para mim. Minha vontade era de...

E nesse momento ouço um rugido sair por entre seus dentes e um soco é projetado contra a parede atrás de mim. Em seguida ouço seu suspiro e sei que se acalma.

— Bom... Encontrei-te naquele estado e a única coisa que consegui fazer foi tirar-te dos braços de Katherine e levar-te ao hospital o mais rápido possível. Consegui contatar o Dr. Flynn e sua extrema fidelidade à minha família nos passa segurança. Ele te salvou por ora, mas...

E as fungadas de Christian ficam ainda mais intensas e então sei que está chorando com pesar e muito sofrimento.

— Nosso filho não sobreviveu... Era uma gravidez de alto risco devido a nossa compatibilidade sanguínea e ele não resistiu à falta de oxigenação. E isso só comprovou que eu estava certo: essa gravidez de risco afirmou que este filho que carregava era meu. E era um menininho que crescia dentro de você. O nosso garotinho se foi...

Christian se entrega às lágrimas e passa a chorar sem segurar as emoções, deixando-se levar pelos seus sentimentos.

— Desculpa meu amor, desculpa por não ter te vingado... Hyde está morto e Katherine fugiu com boa parte de meu dinheiro. Para assolar o rombo financeiro inesperado, vendi minha casa. Mas não se preocupe, tuas coisas estão bem seguras e as minhas também aqui na mansão. Aliás, Carrick preparou um quarto pra você aqui na mansão, e preciso dizer que está a sua cara. Gostaria que pudesse ver...

Um respirar profundo e sei que Christian está se recompondo após a forte onda de emoções que tomaram conta de seus sentimentos.

— Pequena, eu sei que você está lutando, eu posso ver no monitoramento de seus pulsos vitais. Carrick montou uma estrutura hospitalar para que você pudesse ser atendida aqui de forma segura. Dr. Flynn vem todos os dias com medicações, soros e tudo mais. Sei que está lutando, e estamos lutando por você também... Mas mesmo lutando, sei que pode estar cansada... Caso esteja e sentir que precisa partir, eu vou entender... Não quero prender-lhe aqui por um capricho meu. Quero que seu corpo siga seu curso natural e que você possa seguir em paz, mesmo que seja em outro plano. Um plano que eu não faça parte por ora. Caso precise ir, está tudo bem.

Ele segura uma de minhas mãos e desliza seus lábios macios pela minha pele em um gesto afetuoso.

— Eu te amo, e eu sempre te amarei. Nossos momentos juntos serão inesquecíveis e tu sempre serás a mulher de meus sonhos. Não importa onde você esteja eu serei eternamente apaixonado por ti e meu amor vai seguir contigo pra onde tu fores. Meu coração é teu, minha Ana.

Sinto seus lábios passarem das minhas mãos até minha testa, onde Christian beija de forma dedicada enquanto liberta minha mão ao lado de meu corpo.

Sinto que ele caminha para longe de mim.

Não, eu não o quero longe de mim.

Ouvir seus passos indo para longe de mim me deixa aflita.

Então uso das minhas últimas forças para tomar uma atitude.

Começo a forçar meu corpo a acordar.

Ordenava meus olhos a abrirem, mas nenhuma resposta.

Ordenava minha boca a se mexer, mas não obtinha sucesso.

Então uma força fora do comum toma conta do meu corpo de uma forma tão intensa que minha boca se mexe e eu consigo dizer, mesmo que balbuciando.

— Christian... – minha voz sai extremamente falha, minha garganta dói e sinto que o ar não passa de forma normal.

— Anastasia? – ouço Christian perguntando de forma a averiguar se o que ele havia ouvido era real.

— Cristi... – tento falar mas é difícil, então começo a tossir mesmo sem conseguir abrir os olhos.

— Anastasia! – ouço a exclamação de Christian que corre até mim, colocando-me sentada para que eu não pudesse me engasgar com meus tossidos – Calma, não precisa falar, eu estou aqui, bem aqui! – diz enquanto ele me tem em seus braços, e então eu sinto o céu bem ali.

Apoio minha cabeça em seu ombro e me aconchegava em seus braços firmes e que sustentavam meu corpo tão frágil com todo cuidado.

Minha cabeça ainda estava confusa e minha vista um tanto embaçada pois havia grande luminosidade no quarto em que estamos.

A cama é tão grande que caberia facilmente três ou quatro de mim aqui. Olho brevemente ao meu redor e percebo que não estamos em casa. Fico ainda mais confusa.

— Onde estamos, Christian? – pergunto com bastante confusão enquanto ele alisa meus cabelos com uma das mãos enquanto a outra sustentava minhas costas.

— Na mansão, minha pequena. Em um dos quartos de hóspedes, o que fica de frente para o meu antigo quarto. Lembra-se? – ele fala com bastante tranquilidade, não parece o mesmo Christian carrancudo de sempre.

— Sim, me recordo. Mas por que estamos aqui? O que houve? – Olho ao meu redor e vejo algumas de minhas coisas como meu cavalete de pinturas que Christian me deu – E por que minhas coisas estão aqui? Cadê Katherine? O que aconteceu? – sinto meu corpo ficar agitado e ansioso com tantas questões.

— Fique calma, eu vou explicar tudo – ele segura meu rosto com ternura e rouba-me um beijo carinhoso no qual eu me entrego, sentindo meu coração esquentar, enchendo-se de amor.

Ele se desvincula de meus lábios aos poucos ao sentir minha respiração voltar ao normal e olha-me dentro dos olhos com suas íris cinzas e extremamente penetrantes, como se pudessem ver através de mim.

— Está mais calma? – pergunta com certo humor.

— Sim, pode responder minhas perguntas agora? – pergunto com bastante interesse, porém de forma tranquila.

— Posso, mas antes eu quero que coma. Preciso que fique forte o quanto antes, minha doce Ana – ele sorri, beija minha testa e sai pela porta um tanto eufórico para buscar meu alimento.

Aproveito esse momento a sós para olhar em volta e o que eu encontro é um toque de aconchego, como se aquele quarto fosse feito para mim.

Nas paredes haviam quadros com paisagens magníficas, como as que eu habitualmente pintava em meu antigo quarto e no meu porão. As paredes eram de um azul claro incrível que me trazia paz e tranquilidade apenas de olhar. A janela ficava em frente a minha cama, dando-me a visão do imenso jardim da mansão dos Grey e o céu azul de uma manhã de verão. Os móveis ao meu redor eram de madeira escura, fazendo um contraste perfeito com o tom das paredes. A roupa de cama era florida e extremamente aconchegante.

Ao olhar para meu lado, podia ver um soro pendurado em um suporte onde um cateter que vinha ate meu braço nos conectava. Vias de acesso em meu braço me indicavam que eu estava dependendo daquilo para sobreviver enquanto adormecia.

Logo me dou conta e penso comigo: quantos dias eu fiquei desacordada? O que houve com Katherine? Quem nos encontrou e me ajudou?

E o meu filho?!

Oh céus, e o meu pequeno?!

Começo a tatear a minha barriga em busca daquele carocinho de vida que crescia dentro de mim e não o encontro.

Entro em desespero, meu coração acelera, minha respiração torna-se ofegante e não consigo controlar meus sentimentos.

— Cadê? Cadê você?! Não te encontro! Não te sinto! – tateava-me desesperada e o desespero assola meu coração.

Não consigo conter as lágrimas que caem espontaneamente sem mesmo eu conseguir controla-las!

— Anastasia?! – diz Elliot surpreso ao passar devidamente uniformizado em frente a porta do quarto e me vê naquele estado, apalmando a mim mesma bruscamente.

Rapidamente ele corre até mim, largando seu quepe ao chão, segurando meus braços com certo cuidado.

— Pare de se machucar, Ana! Para com isso! – diz com preocupação enquanto eu o olho nos olhos, chorando desesperadamente enquanto minha respiração persistia agitada e ofegante.

— Cadê o meu filho, Elliot?! – pergunto em um tom de voz alto e autoritário.

Percebo a expressão dele de tristeza, segurando firmemente meus braços enquanto sentava em minha frente na cama.

— Me responda! – grito com autoridade, exigindo uma resposta.

— Seu filho... Ele não resistiu Ana... A gravidez era de risco e havia pouca oxigenação no sangue... Não tinha como salvá-lo... – diz Elliot com muito pesar, pois sentia a dor em sua voz e em seu olhar que me observava de forma atenta.

Olho no fundo dos olhos de Elliot e é a ultima coisa que consigo ver enquanto tudo ao meu redor fica escuro e o que consigo fazer é gritar.

Um grito de dor sai de minha garganta, transcende minha boca e ecoa pelo cômodo, chegando a atravessar o corredor dos quartos, predominando o ar tenso que pairava naquela casa naquele momento com tal revelação.

— O meu filho, Elliot!!! O meu bebê!!! – meus gritos ecoam e alcançam proporções inimagináveis, pois minha voz é baixa e delicada. As lágrimas escapam de meus olhos enquanto meu choro é alto, acompanhado de soluços.

— Fica calma, Ana... Eu estou aqui contigo, você não tá sozinha, vai ficar tudo bem... – diz Elliot me abraçando, afundando-me confortavelmente em seu peito enquanto não consigo segurar meus gritos desesperados pois a dor que se instaura dentro de mim é uma dor que eu nunca havia sentido antes.

Uma dor instintiva que se instaura no mais profundo resquício da minha alma e preenche meu corpo de um sentimento de vazio. Como se eu tivesse morrido bem ali ao descobrir que meu filho não conseguiu resistir.

Christian aparece rapidamente na porta e entra no quarto perguntando preocupado.

— O que houve?! Ana?! Elliot?!

— Ela descobriu sobre o bebê... – diz Elliot sem soltar-me, consolando-me da maneira que podia, dando-me apoio para que eu pudesse extravasar aquele sentimento angustiante de perda que havia dentro de mim.

Christian apoia-se na soleira da porta e leva sua mão direita em frente ao seu rosto, apoiando o dedo indicador no olho esquerdo e o dedão no olho direito e parecia chorar.

Meu olhar vai diretamente pra Christian enquanto meus gritos vão se tornando um choro alto e angustiante. Percebia que ele compartilhava da mesma dor que eu.

— Ana, me perdoa por não ter te protegido. Por não ter protegido nosso filho. A culpa foi toda minha! Eu sou um tremendo bastardo de merda... – Christian chorava apoiado em seus dedos e eu podia sentir a frustração em sua voz.

— O nosso bebê, Christian! Ele se foi!!! Ele se foi!! – e me encolhia nos braços de Elliot, procurando um refugio para tentar escapar dessa dor que parecia não ter fim.

— Eu sei, minha pequena! Me perdoa! – Diz Christian limpando o rosto e caminhando até mim, sentando atrás de mim, abraçando-me por trás e beijando a minha nuca com desespero – Por favor, me perdoa! Me perdoa! Eu fui um pai negligente! Não cuidei de ti e do nosso bebê! Está sendo um fardo pra mim! Eu não vou mais te deixar vulnerável, vou estar sempre contigo, cuidarei de ti mais do que nunca!

As palavras de Christian iam me acalmando juntamente com o acolhimento de Elliot.

Sentia-me completa e segura com o contato dos homens da minha vida: o meu amor e o meu melhor amigo.

Meu choro ia sumindo aos poucos e meu soluço se esvaia em cada retomada de ar que eu realizava em suspiros profundos que me acalmavam.

Ao perceber que ia me acalmando, Christian puxa-me para seus braços, acolhendo-me e afagando meus cabelos enquanto ia se deitando comigo naquela enorme cama.

— Elliot, pode pegar a sopa de Anastasia que eu deixei esquentando no fogão? – diz Christian enquanto deitava ao meu lado e me aconchegava em seus braços, cobrindo-me cuidadosamente.

— Claro, vou pegar – diz Elliot levantando-se da cama e caminhando em direção à porta que ficava ao lado direito da cama.

Enquanto os passos de Elliot iam sumindo pelo corredor, eu e Christian nos tornávamos um só enquanto ele me acolhia em seus braços e afagava-me os cabelos na medida em que eu me acalmava e me entregava aos seus cuidados.

Tinha a consciência de que eu precisava me acalmar e recuperar minhas forças.

Não havia passado por algo fácil: alguém havia tentado me matar de forma cruel e impiedosa.

Mas eu não posso deixar isso me abalar para sempre.

Preciso ser forte e ressurgir novamente.

Notas finais
Este capítulo foi extremamente difícil de escrever pois ele veio carregado de DIVERSAS informações extremamente importantes para a resolução do que passou e para dar início ao que virá. Anastasia não morreu, foi salva e está bem: informações mais detalhadas no próximo post! O que acharam as palavras de Christian para Ana enquanto ela dormia? E o sofrimento ao descobrir a perda do bebê? Foi intenso não? Vocês acham que Ana vai superar facil esse choque? Como vocês foram lindas comigo, vou começar a esquematizar um pocket para postar antes de sexta, o que acham?