Notas iniciais
Boa noite, gente! Desculpa a demora para postar, eu estou enfrentando algumas dificuldades bem cabeludas em casa e na faculdade. Vou pedir para vocês um pouquinho de paciência em relação aos próximos capítulos pois estou passando por mudanças bem difíceis. Espero a compreensão de todos e me desejem boa sorte para passar por esse problema. NÃO VOU LARGAR A FIC, não se preocupem! Só devo postar com menos frenquencia, mas vou me esforçar. Saindo um novo capítulo para vocês: CRIAMOS UM GRUPO NO WHATSAPP PARA FALAR SOBRE A FIC, lá eu tenho liberado alguns SPOILERS e até uns trechinhos do CAPÍTULO antes de liberar! Então venham, é só amor! É só acessar o link que vocês caem direto no grupo: https://chat.whatsapp.com/HsLLhHr0xf7AhbqHM0FCll

POV ANASTASIA

Aqui estamos. Eu e Christian parados um na frente do outro em um silêncio solene, onde há expectativas no ar e sem nenhuma resolução aparente depois de ter dito à ele tudo o que sinto.

Não posso esconder certa confusão já que descobri de forma tão inusitada e inesperada uma informação que nunca deveria ser escondida de mim: eu e o homem que eu amo somos irmãos.

Querendo ou não, faz um tremendo sentido já que eu nunca via aquele homem, que pensava ser namorado da minha mãe, saindo da mansão.

Uma emoção incerta toma conta do meu coração por um momento, mas eu não posso desviar do que estou a tratar com Christian: o futuro de nosso bebê que já cresce e se desenvolve em meu ventre e que pode vir a pagar pelos erros de Carrick e Karla.

Após longos instantes em silêncio, decido revelar o que havia decidido.

— Eu vou gerar essa criança e não vou deixar você e nem ninguém tentar fazer o contrário. É nosso filho, fruto do nosso amor e dos bons momentos que passamos juntos. Não é possível que essa emoção não te abale... Estou gerando um filho nosso, Christian! – digo com toda sinceridade que há dentro de mim.

Ele me fita e suspira profundamente com nervosismo, passando a mão nos cabelos e desviando o olhar.

Entendo a preocupação dele, mas ele precisa entender que nosso filho não deve sofrer pelos erros de outras pessoas e se eu o estou concebendo, é para um bem maior.

— Eu espero que reconsidere... Isso pode te matar, Anastasia! Uma gravidez de risco... E eres tão pequena... – diz Christian com certa agonia enquanto anda para lá e para cá.

— Se isso aconteceu, é por algum motivo que não nos cabe entender. Eu te amo e eu espero que entenda minha decisão. – digo com firmeza, afirmando o que havia decidido.

— Entender?! Você está praticamente se suicidando! Merda! – diz Christian com tristeza e certo descontentamento com o que eu havia decidido.

— Eu sei que posso gerar nosso filho, Christian! – digo com seriedade.

— Não, você não sabe! Nosso filho tem poucas possibilidades de ser perfeito ou de sobreviver! Você está sendo egoísta! – ele diz em tom de acusação e isso me machuca profundamente.

— Eu sei o que é melhor pra mim, e eu nunca me perdoaria por perder essa criança! E egoísta está sendo tu, pois está querendo o impedir de viver por causa de suas incertezas! – digo com veemência – Ele já está se formando e eu o quero muito! Se não o quer, tudo bem, mas eu o quero e irei com ele para a América!

Assim que profiro as últimas palavras vejo a expressão de Christian mudar de autoritário e furioso para preocupado e tenso.

Sinto que eu peguei pesado na minha alegação, mas eu preciso que ele entenda que nada vai me fazer desistir dessa criança.

E outra, eu preciso me tranquilizar com a gravidez para conseguir digerir outros assuntos como ser irmã do homem que eu amo e desejo, o homem que vive nos meus sonhos e impregnou minha carne com meus hormônios à flor da pele.

Christian suspira alto, passa a mão nos cabelos e me olha de forma sincera.

— Ana... Eu não queria que fosse assim... Eu demorei muito tempo para cair na realidade de mim e agora que estou me encontrando, você terá de ir... E ainda mais com nosso filho, com essa gravidez de risco... Eu nunca o verei... – diz ele com pesar enorme e posso sentir a dor em seu peito ao dizer isso e me sinto feliz por ele ter reconsiderado a possibilidade de aborto, mas triste, pois vou enfrentar essa maternidade longe dele.

— Ele vai nascer saudável, eu prometo que cuidarei disso – passo segurança à Christian pela certeza de minhas palavras e me aproximo do homem que eu amo, afundando meu corpo contra seu peito e apoiando minha cabeça em seu ombro.

Ele me envolve em seus braços, cheia e beija meus cabelos e mantém seus lábios apoiados em minha cabeça enquanto me aperta contra seu peito.

— Eu te amo – me arrisco em dizer, mas acredito que o momento seja propício para demonstrar meu amor. Não posso negar que sinto um frio em minha espinha já que da última vez ele me magoou e disse coisas que me deixaram frustrada, mas dessa vez eu creio estar sendo assertiva.

— Eu te amo, minha pequena. Tu és a felicidade desse mundo caótico que estamos enfrentando. E apesar da preocupação, eu estou me sentindo realizado com a ideia de que você está carregando um filho meu – e eu o sinto sorrir acima de minha cabeça.

Uma alegria sem fim inunda o meu coração e me faz sentir a mulher mais feliz do mundo.

Afundo-me ainda mais em seus braços e começo a rir de alegria, deslizando meu nariz em seu pescoço, sentindo seu cheiro que me fazia sentir confortável e protegida.

Christian leva uma de suas mãos até meu rosto, virando-o para ele e encontro o seu sorriso iluminado enquanto me olha. Em seguida, sinto seus lábios se encaixando nos meus e um beijo terno e amoroso se estabelece ali.

Nossas bocas se movimentam com imenso sentimento e carinho enquanto a mão de Christian afaga o meu rosto, acolhendo-me naquela troca de sentimentos.

Beijamo-nos e de repente, Christian desfere selinhos em meus lábios e olha em meus olhos com felicidade sussurrando com sua boca próxima a minha.

— Vi que preencheu as paredes de seu quarto com desenhos tal qual era o seu antigo quarto na mansão. Está lindo, meu amor! Eres muito talentosa artisticamente, como uma digna francesa! – ele me dá um sorriso confiante e orgulhoso, e posso ver em seus olhos que ele está mudado. Está mais leve e decidido. Surpreende-me em não se referir à outra nação sem ser com desdém e isso me chama atenção de forma positiva.

— Uau, essa sua viagem para a Rússia te fez muito bem hein! – digo com os olhos brilhantes enquanto deslizo minhas mãos em seu peito, tirando seu casaco oficial, deixando a mostra sua farda que em seguida eu já desabotoava um botão atrás do outro olhando-o com insinuação.

— Você que me faz muito bem, Anastasia... E eu sei o que você está fazendo... – Ele me olha de cima a baixo com um sorriso torto e pervertido, reparando em meu corpo já exposto ali par ele.

Ao terminar de tirar sua farda, eu já exponho sua regata de baixo, mas mal consigo tirá-la já que Christian me toma para si, abocanhando um de meus seios enquanto segura meu corpo com seu braço firme que apoiava minhas costas, inclinando-me para trás com segurança enquanto sua outra mão alisava meu outro seio até o fim da minha barriga, me fazendo arrepiar e gemer entre os dentes.

— Que saudades de você, Anastasia! – diz com fome de mim assim que alcança minha intimidade com sua mão ágil, provocando-a e me arrancando gemidos e suspiros. Seus dedos me exploravam enquanto sua boca volta ao meu seio e explosões de prazer percorrem meu corpo, fazendo-me umedecer com facilidade em sua mão.

Assim que Christian sente minha excitação ele ri de maneira pervertida enquanto vai me deitando em minha cama e vai se despindo em minha frente. O vejo se desfazer de sua regata, expondo seu peito trabalhado, e de sua calça juntamente com sua roupa de baixo expondo o seu membro que já saltava rígido dos tecidos que o prendiam.

Christian mantem-se de pé enquanto puxa meu corpo para a beirada da cama onde ele se posicionava para me fazer sua.

— Você quer isso? – pergunta enquanto esfrega seu membro rígido de cima a baixo da minha intimidade como se estivesse me provocando.

— Eu quero! – digo com certeza enquanto meu corpo estava completamente arrepiado enquanto me contorcia na cama em ansiedade.

Sem demora, Christian penetra-me aos poucos, fazendo o seu membro invadir minha intimidade na medida em que buscava espaço na mesma por ser apertada.

Enquanto me invade aos poucos, posso sentir seu membro grande e grosso abrir espaço enquanto meu interior lhe recebia da melhor forma possível.

Reviro os olhos em desejo quando sinto Christian se movimentar dentro de mim, tentando manter o foco na desenvoltura do seu corpo dominando o meu, mas o desejo que eu sentia tomava conta de mim e de todos os meus sentidos.

A cada investida dele dentro de mim era como se acrescentasse ainda mais desejo ao meu corpo que ansiava por mais daquilo.

Minhas mãos vão de encontro ao lençol da cama, segurando naquele enorme tecido com força enquanto meu corpo, devido aos embalos do corpo de Christian, ia de encontro com seu corpo.

Puro delírio era o que eu sentia na forma em que ele me tomava pra si naquele contato íntimo e único que estabelecíamos.

Christian dedicava-se com paixão em me preencher com seu jeito ansioso, porém com cuidado, apoiando suas mãos na cama enquanto movimentava sua cintura inabalável contra minha virilha com força e desejo. Podia ouvir seus urros de prazer enquanto pairava por cima do meu corpo e olhava em meus olhos com tamanha intensidade de seus olhos cinzas.

Me dedicava em manter esse contato visual enquanto gemidos escapavam de meus lábios e minha respiração fica cada vez mais ofegante.

Já sentia pontos de prazer ao redor do meu corpo irem explodindo, sendo dominada pelo orgasmo que vai tomando conta do meu corpo enquanto inevitavelmente eu me contorço entre os braços de Christian, que prossegue investindo forte dentro de mim.

Os urros dele de misturam com o barulho das molas da cama que se sofrem atritos constantes devido a dedicação de Christian e então sinto que ele se derrama dentro de mim enquanto solta urros finais de satisfação.

Aquele líquido quente fazia meu corpo relaxar, e por isso deixava minha satisfação vir, libertando-me e alcançando o ápice do prazer.

Christian sorri pra mim enquanto aproxima seu rosto do meu e me beija com calor, arrancando-me suspiros enquanto vamos desacelerando os nossos batimentos cardíacos e nossas respirações tão ofegantes após gozarmos com tanta vontade e saudade.

~*~

— Eu não queria falar disso, mas precisamos conversar sobre sua fuga daqui... – diz Christian pensativo bebendo seu café enquanto já estávamos na cozinha e eu preparava o café da manhã.

Assusto-me com a alegação dele já que estava acostumada com seu jeito possessivo e já imaginava que ele não iria deixar-me ir mesmo com os riscos que sofro nesse país tomado pelo ódio e fadado ao caos.

— Me deixarás ir mesmo? – pergunto incrédula – Pensei que fosses arrumar um jeito de tomar-me e fazer com que eu ficasse aqui.

— Minha vontade é essa, mas eu tenho a noção de que não conseguiria manter-te segura aqui por muito tempo já que mal ficarei em casa em tempos de guerra e acredito que haverá vistorias gerais regularmente. Aliás já está havendo aos poucos, portanto preciso tirar você daqui o quanto antes– diz e em seguida já bebe outro gole de seu café enquanto seu pensamento está em outro lugar.

Sim, Christian está preocupado com a situação da Europa. Posso ver isso em seu olhar perdido e um pouco assustado.

— E o que vamos fazer? Já tens um plano? – pergunto curiosa enquanto coloco a mesa para o café e separo a bandeja para preparar o café da manhã de Katherine.

— A Polônia está rendida e a guerra começou. Hitler já está preparando para invadir a França. Pensei em usar essa oportunidade para te levar até lá sem levantar suspeitas – diz Christian pensativo.

— Então não temos tanto tempo quanto pensei que teríamos... – digo reflexiva e uma tristeza preenche meu peito. Christian não verá seu filho nascer e se desenvolver... Poderá nunca vê-lo, poderá morrer... Todas essas questões me deixam enjoada.

Solto a broa que estava em minha mão deixando-a cair à mesa e vou correndo para o final da dispensa vomitar.

Ajoelho-me e debruço-me ao vaso e vomito tudo o que há em meu estômago. Um gosto amargo domina minha boca enquanto continuo vomitando.

De repente sinto uma mão em meus cabelos e ele está agachado ao meu lado. Ele junta os fios do meu cabelo em sua mão e afaga meus cabelos.

— Tá tudo bem, pequena. Sei como deve se sentir enjoada. Eu estou aqui – diz com firmeza, passando-me segurança enquanto vomito tudo o que há e o que não há também enquanto sinto meu rosto ficar pálido e minha pressão cai.

Christian segura-me, dando o suporte que eu preciso e cuida de mim enquanto passo mal.

~*~

— Fique aqui que eu levo o café para a Katherine. Venho cuidar de você logo mais. O remédio que eu te dei vai te fazer dormir, então não hesite em descansar – diz Christian beijando minha testa e deixando-me deitada em minha cama e coberta enquanto sobe as escadas em direção ao andar superior, deixando-me no porão.

O remédio que ele me deu é realmente pesado o que me faz dormir rapidamente.

POV CHRISTIAN

— Bom dia, meu amor! – Diz Katherine ao me ver com sua bandeja de café da manhã... Será que ela não percebe que não me importo com ela?

— Eu só vim trazer seu café da manhã pois Anastasia não está se sentindo disposta – digo de uma maneira ríspida e seca.

— Você ainda vai me tratar assim? Eu e a sua francesinha já estamos nos dando muito bem sabia? Até tricotamos algumas roupinhas para o nosso bebê que está a caminho! – diz Katherine enquanto desliza sua mão em sua barriga muito presunçosa.

— Nosso o cacete, Katherine. Seu e do seu amantezinho de merda! – digo cuspindo enquanto coloco a bandeja de comida ao lado de Katherine enquanto ela se ajeita na cama para comer.

— Ué... Se for assim, Anastasia também corre este risco não é? – diz Katherine sorrindo com prepotência assim que havia acabado de sentar na cama.

— Do que você tá falando, Katherine? – digo um tanto arrogante e com o meu sangue borbulhando em minhas veias.

— Eu já percebi que Anastasia está grávida e eu também tenho noção de que deve ter me traído com ela sendo que Jack a molestou antes mesmo de você ficar sozinho com ela aqueles dias. Sendo assim, o filho que ela carrega também tem chances de ser de outro, Christian – e um sorriso radiante brota no rosto de Katherine, o que faz minha mão coçar de vontade de acertá-la.

— Anastasia não é vagabunda igual a você. Ela é pura e você é suja! – digo cuspindo enquanto procuro não demonstrar estar me importando com suas palavras, trocando de roupa.

— Você também não é nada limpinho, Christian. Já matou e torturou pessoas e continua fazendo o mesmo. Somos farinhas do mesmo saco. E ela não presta pra você.

Como ela ousa dizer que não posso ser digno de Anastasia?

— Eu cumpro ordens, Katherine! Ao contrário de você que é suja por escolha... Engula essa comida e dê graças a Deus que tem Anastasia para cuidar de você, pois se fosse por mim você estava se virando.

E vou caminhando até o banheiro, despindo-me e ligando o chuveiro para tomar banho.

Sinto a água percorrer o meu corpo e lavar todos os meus pensamentos e todas as energias ruins que estavam dentro de mim.

Katherine queria me tirar do sério novamente para me afastar de Anastasia, mas ela não vai conseguir.

Não agora que eu e minha pequena temos um motivo para festejar e ficarmos cada vez mais conectados: um filho meu cresce em seu ventre e isso me faz feliz mesmo sabendo das preocupações que norteiam o desenvolver dessa criança na barriga da minha pequena.

De repente eu sinto uma movimentação estranha enquanto minha cabeça está debaixo da água do chuveiro e abro os olhos.

— Você tá ficando louca?! – grito com imponência.

Notas finais
Christian está mudado e está realmente dedicado à Anastasia não acham? E o hot de hoje? O que me contam dessa transa? Katherine mostrando suas garras novamente... O que será que aconteceu durante o banho de Christian? Comentem, favoritem e recomendem! Saudades das recomendações de vocês :(