Minha Querida Francesa Anastasia

20 Cap 19 - Entre Grossesse e Schwangerschaft


Notas iniciais
Bom dia, lindezas! Desculpa a demora para postar esse capítulo mas foi a semana do meu aniversário e então tudo ficou bastante corrido para mim. Mas está aqui um POV Anastasia EXTREMAMENTE BAPHONICO para vocês! Não esqueçam de ler as notas finais. Um bom capítulo a todos. CRIAMOS UM GRUPO NO WHATSAPP PARA FALAR SOBRE A FIC, lá eu tenho liberado alguns SPOILERS e até uns trechinhos do CAPÍTULO antes de liberar! Então venham, é só amor! É só acessar o link que vocês caem direto no grupo: https://chat.whatsapp.com/HsLLhHr0xf7AhbqHM0FCll

POV ANASTASIA

A primavera se tornava cada vez mais quente. Já haviam se passado três semanas, quase um mês que eu não via Christian e ficava cada vez mais apreensiva a cada dia que se passava e ele não retornava.

Sabia que ele estava bem, pois Elliot estava sempre bem informado e me trazia notícias, porém a Europa já estava em guerra novamente, o que me deixava muitíssimo apreensiva, ainda mais sabendo que minha mãe estava na França esperando por mim.

Lembro-me bem do dia em que Elliot veio com a notícia para mim e para Katherine enquanto tricotávamos juntas as roupinhas do bebê que estava a caminho.

Tenho ensinado muitas coisas à Katherine: cozinhar, lavar e tirar manchas de roupas, lustrar o chão e como bordar, costurar e tricotar.

Mesmo sabendo que esse dia chegaria, a notícia da guerra foi um choque muito grande, sendo mais uma preocupação para carregar.

FLASHBACK ON

— França e Inglaterra declararam guerra com a invasão da Polônia! – diz Elliot com urgência ao abrir a porta de casa com uma expressão apreensiva enquanto pessoas faziam festa nas ruas de Berlim.

Neste momento eu paro absolutamente tudo o que estou fazendo e fico em estado de choque olhando para Elliot com preocupação.

— E as novidades, Elliot? Isso todos nós sabíamos! – diz Katherine com um sorriso no rosto e uma serenidade no olhar demonstrando tranquilidade com a notícia que havia acabado de entrar por nossas portas.

— Sim Katherine, mas entre o saber e o acontecer de fato há muita diferença! – diz Elliot com certo desprezo. Ele não está dando moral para Katherine e muito menos abaixando a guarda.

— Mas será uma forma da Alemanha mostrar sua força e se reerguer novamente. Retomaremos nossa honra como nação e nosso Füher vai nos enaltecer e não nos vai abandonar. Pode confiar, será para o nosso bem – diz Katherine enquanto ainda tricotava um suéter que eu havia lhe ensinado para seu pequeno que já crescia em seu ventre.

— Hitler vai nos levar para o buraco com esses ideais antissemitas, racistas e completamente de direita. O mundo todo está livre enquanto nós temos que abaixar a cabeça e dizer amém pra tudo o que ele quer! – diz Elliot completamente indignado – E temos Ana! Se a encontrarem e souberem sua descendência, a matam! É por isso que estás tranquila não é?

— Eu estou tranquila, pois já esperava pela guerra, mas em relação à Anastasia eu realmente me preocupo. Criamos um vínculo e confesso que não havia lembrado esse detalhe... – comenta Katherine com um olhar reflexivo enquanto ainda mantenho minha expressão de choque.

Sinto que minha pressão cai e que posso desmaiar a qualquer momento.

Confesso que a ideia da guerra já estava em minha cabeça, mas eu não havia me preparado para encarar a declaração consumada da mesma.

Sinto-me empalidecer enquanto meu corpo formiga e treme e minha respiração se torna apreensiva e pesada.

De repente já tenho os braços de Elliot me dando suporte, pois estava caindo para frente, soltando as agulhas de tricô da minha mão que já estavam ao chão entre a lã que eu desenvolvia.

— Nossa Anastasia! Precisamos chamar um médico pra você! Essas fraquezas estão demais! – diz Katherine enquanto Elliot aferia minha pressão com seus dedos em meu pulso.

Minha cabeça estava apoiada no ombro de Elliot e meu corpo estava apoiado de lado ao dele.

— Vou te levar para o quarto, você não está bem... – diz Elliot.

— Eu vou chamar o médico, Ana! – diz Katherine preocupada enquanto Elliot levanta-se do chão comigo em seus braços.

— Não Katherine, não se incomode com isso. Eu só preciso descansar um pouco. Ando muito apreensiva... – digo de forma a tranquilizar a todos. Mas na verdade eu não estava nem um pouco disposta para encarar um médico. Ainda mais agora que a guerra está declarada e eu tenho pouquíssimas chances na Alemanha.

— Tudo bem, mas da próxima vez eu chamarei – diz Katherine enquanto Elliot já andava comigo em direção ao porão.

Com a cabeça descansada no ombro de Elliot, ele descia as escadas do alçapão e me colocava deitada em minha cama, cobrindo-me.

Em seguida senta ao meu lado e fica me olhando de forma observadora.

— Tens passado muito mal esses dias... – ele comenta.

— Tenho sim... – digo olhando para o meu amigo.

— Enjoos, tonturas, fraquezas, vômitos involuntários, dores de cabeça, ganho de peso... – diz Elliot enquanto vai citando meus sintomas um a um. Mas eu sei muito bem aonde ele quer chegar e não direi nada.

— Pois é... Eu fiquei em choque com a notícia... E Christian não voltou ainda... – digo apreensiva.

— Logo menos ele deve retornar. Teve que ficar mais tempo para selar o acordo com a União Soviética já que estão dividindo a Polônia com eles enquanto estão organizando ocupações nas cidades invadidas – diz Elliot com certa calma, mas posso ver a apreensão em seu olhar.

De repente vejo um suspiro pesado escapar da garganta de Elliot.

Seguro sua mão como forma de apoio e acalento, mostrando para o meu amigo que ele não estava sozinho.

— Sinto que a partir de agora as coisas vão de mal a pior, Ana... A Europa vai sair dos eixos e as pessoas vão se perder... E eu não posso deixar nada acontecer com você... Preciso te tirar daqui, te ajudar de alguma maneira!

— Fica calmo que eu sei que Christian vai me ajudar a fugir... Não posso falar muita coisa, mas eu tenho esperança que quando ele voltar, ele falará disso! – digo com certa apreensão, pois eu não posso aguentar outra decepção, outro silêncio e outra omissão.

Christian não pode esconder de mim a carta de minha mãe! Não seria justo comigo e com meu futuro. Se ele me ama, ele não irá esconder isso de mim.

— Como você sabe que ele está pensando nisso, Ana? – pergunta Elliot confuso.

— Quando Christian chegar, você vai saber. Vou te contar tudo e esclarecer o que está acontecendo, mas por enquanto eu não posso falar nada sobre isso... Espero que me entenda... – e afago a mão de Elliot, mostrando a ela confiança.

— Tudo bem, confio em ti. Então descanse e se recupere... – diz Elliot enquanto e levanta.

Ele caminha até a escada do alçapão, mas de repente ele diz:

— Ah! E por sinal, seus desenhos estão lindos nas paredes! Continue desenhando assim! – diz Elliot sorrindo antes de subir as escadas.

FLASHBACK OFF

Não quero comentar com Elliot em relação à como me sinto fisicamente.

Eu tenho a plena certeza de que estou grávida já que meu ventre está crescendo e se desenvolvendo.

Tenho usado roupas mais largas e menos marcadas para esconder, pois tenho receio de Katherine saber e voltar o inferno que era antes de nos resolvermos e nos darmos tão bem.

Temos nos acompanhado em várias atividades, ela conversa comigo e eu converso com ela... Resumindo: estamos muito próximas e eu sinto certa sinceridade vinda dela.

Se Katherine souber que estou grávida e que esse filho é de Christian, provavelmente nossa relação irá mudar, os maus tratos podem retornar e tenho medo até se ela irá me matar como já disse várias vezes.

Não é que não acredito na melhora e na mudança de Katherine, e sim que eu acredito que seu emocional é tão frágil que ela seja capaz de retornar tudo o que evoluiu se souber que espero um filho de seu marido em meu ventre.

~*~

Eram cinco horas da manhã e eu havia acabado de retornar do banho. Já podia banhar-me no banheiro da dispensa já que estava ficando cada vez mais quente e o frio não castigava minha pele.

Havia separado um óleo orgânico de amêndoas para passar após o banho já que o meu corpo crescia e mudava a cada dia.

Minhas nádegas estavam mais largas, a minha barriga tornava-se levemente arredondada e meus seios tomavam forma ao mesmo tempo em que crescia meus últimos centímetros.

Estava me apegando cada dia mais àquele serzinho que crescia dentro de mim, deixando-me cada dia mais feliz e realizada por ter o dom da reprodução e por esse serzinho ser de Christian.

Alisava meu ventre com muito carinho, deslizando o óleo pela superfície da minha barriga como se fizesse carinho, entrando em contato com o que crescia e tomava forma dentro de mim.

— Anastasia...? – ouço a voz dele, mas mesmo sendo dele eu me assusto, pois estava nua em frente ao espelho de meu porão.

Viro-me para Christian com o susto que levava mas já esticava o braço para apanhar o meu roupão que estava pendurado no cabide ao lado, vestindo-o com muita pressa.

— Estás gravida? – Christian pergunta pra mim enquanto aproxima-se.

— Não conte a ninguém... Por favor... – suplico em voz baixa enquanto me aproximo de Christian e vou como um impulso para beija-lo. Estava com muitas saudades.

— Não... – Christian segura em meus ombros e me afasta com um olhar de dor e preocupação.

— O que houve? Estás me evitando? – pergunto com muita tristeza no olhar.

Ele vai se afastando de um jeito rude e caminhando em direção às escadas.

— Vais me evitar ainda mais? Já não basta os dias em que ficou confinado em seu escritório em não olhou-me mais? Nem sequer trocou palavras comigo, deixou-me sozinha, confusa e cheia de questionamentos e angústias! – digo com muita dor enquanto as primeiras lágrimas caíam de meu rosto.

— Anastasia, tem algumas coisas que você não sabe e esse filho que cresce em você te trará complicações. Mas não se preocupe, ninguém vai saber de nada. Vou te levar a um hospital e iremos tirar isso de você. – diz Christian com frieza.

— O que?! – digo em choque – Você quer tirar meu filho de mim? – meu olhar é de espanto e incrédulo – Você não vai fazer isso, Christian! – e as lagrimas caem com desespero de meus olhos.

— Como eu te disse, tem coisas que você não sabe e você pode acabar morrendo! A gravidez entre nós não é normal! É cheia de complicações! – diz Christian com firmeza e imposição.

— Por quê? Por que eu sou francesa e você alemão? Por que você segue o regime nazista e eu quero que o mundo seja livre? São essas coisas que você vai me dizer? – expresso toda minha indignação pelos motivos citados. Não é possível que depois de tudo que vivemos, ele ainda pense que sou impura e indigna de conceber um filho dele.

— Anastasia, somos irmãos! – diz Christian com dor na voz e com uma das mãos em seus cabelos, demonstrando nervosismo enquanto eu entro em choque com a notícia.

Arregalo meus olhos para Christian e coloco uma mão em meu ventre e outra em minha boca, não conseguindo acreditar.

Imediatamente vou andando até minha cama, buscando sentar em algum lugar para não cair ao chão.

— E você sabe o que acontece com irmãos que tem filhos? Nascem defeituosos, com problemas! – continua seu discurso enquanto eu o olho sentada em minha cama — Sua gravidez vai ser de risco e eu não admito que morra por isso! Por uma relação que eu deixei acontecer!

— Além de ser meu irmão o que mais você anda escondendo de mim? – digo com certa grosseria e espero pela resposta que eu já sei que virá.

— Sua mãe está bem, me mandou uma carta mostrando-me com indícios onde ela está pedindo que eu te levasse até ela para que pudessem fugir para a América – diz Christian com certo receio em dizer. Creio que ele não quer que eu vá, mas ele sabe que é o correto.

— Christian... – digo em um suspiro e logo volto a falar, segurando para não chorar – Você não vai tirar meu filho de mim. Venha como vier, ele vai ser amado e cuidado.

— Mas Anastasia! Você não está entendendo a gravidade da situação! Estamos em guerra! Meu irmão mandou-me um telegrama avisando que você estava com certas complicações! Vim correndo saber o que estava se passando! Você está grávida do seu irmão...

— Desde quando você sabe que é meu irmão? – pergunto confusa.

— Carrick me contou no dia que fomos jantar com eles – diz Christian e eu lembro muito bem daquele dia.

Do dia em que Chistian descobriu que fui violada e voltou com Katherine em carne viva.

Respiro fundo para retomar o ar de meus pulmões e acalmar meu coração que bate disparado e desesperado em meu peito.

Mas após uns momentos de reflexão em silêncio com Christian parado em minha frente enquanto eu estou sentada na beirada da cama olhando para o chão, eu tomo uma decisão.

Levanto-me e vejo a preocupação no olhar de Christian, olhando-me com cautela.

— Você é o homem que eu amo. Independentemente se minha mãe dormiu com seu pai. Independente de você ter se casado com Katherine. Independente de ser nazista. Eu amo você de todo coração e esse sentimento é maior do que qualquer outra coisa... – digo com toda a sinceridade do meu coração.

Christian fica me olhando por alguns instantes e eu não sei o que se passa pela sua cabeça.

Só sei que está me observando e refletindo sobre o que eu disse.

Mas mesmo assim permanece em silêncio enquanto nos observamos silenciosamente.

Notas finais
E então? Qual será a reação de Christian após tudo isso? Será que vai insistir para que Anastasia aborte? Vai deixá-la gerar o bebê? E Katherine, será que está realmente mudada? Como será o retorno de Grey para sua casa? E a guerra explodiu! O que será da Europa? Houve uma baixa nos comentários no capítulo passado e eu acredito que seja devido ao feriado de páscoa. Mas pra postar o próximo capítulo eu vou esperar uma considerável quantidade de comentários e uma recomendação pois foi meu aniversário gente, tenham compaixão e me deem esse presente ♥