Minha Querida Francesa Anastasia
13 Cap 13 - A Esperteza de Jack
Notas iniciais

POV KATHERINE
— Jack... Você precisa entender que depois que a minha gravidez estiver sob os conhecimentos de Christian, eu e você não podemos mais nos ver. Precisamos dar um ponto final nessa história! – digo decididamente.
— Porra, Kate! Como assim? Sabes que o filho pode ser tanto meu quanto do seu maridinho otário... – diz Jack com seu sarcasmo infindável. Odeio quando ele fala com desrespeito ao meu marido!
— Quantas vezes já o disse para respeitar meu marido, Jack?! – digo em um tom de voz alterado para ele entender que com Christian não se brinca, muito menos perto de mim.
— Tu própria não o respeitas indo pra cama com outro! E podes afirmar que comigo é muito melhor! Eu lhe dou aquilo que ele não te dá... Eu te dou amor! Coisa que ele jamais te dará! – ouvir aquilo é insuportável para mim.
— Cala a boca, Jack!!!
— Tu sabes que é a verdade Kate! Admita! Nós dois sabemos que ele só tem olhos pra aquela francesa!
— Não! Ele se importa comigo! Vai se importar ainda mais quando souber que carrego um filho dele em meu ventre! E quando eu disser a ele que aquela infeliz se deitou com outro, ele vai vir correndo para os meus braços no mesmo instante! – digo alteradamente.
— Viajastes demais com esse pensamento, mulher... Tu sabes a verdade e segue enganando a si própria, pois assim é mais fácil pra você! – Eu sei... Mas eu sei que tenho cartas para jogar. Jack mal perde por esperar. Mas não é o momento de me exaltar. Preciso manter a calma.
— Ok, então eu não sei... Pode pegar um vinho para nós? – digo mais calma e com um tom sedutor. Era assim que as coisas com o Hyde funcionavam.
— Você tem que parar de beber Kate... – diz Jack levantando-se da cama para ir até a cozinha.
Jake não sabe do que está falando. Realmente não sabe.
Mas não posso me exaltar agora. Eu tenho tudo preparado.
Hoje é o dia de eliminar provas e testemunhas.
Pedi para Jack vir para Lübbenau de trem e o apanhei na estação.
Como pretendo voltar para Berlim em poucos dias, preciso fazê-lo hoje. Mas não posso deixar vestígios. Deve ser da forma mais limpa possível
~*~
— Kate, você é deliciosa, sabia? Te foder é incrível! – diz Jack ofegante assim que gozamos após fazermos sexo dentro da banheira da suíte principal da casa.
— Eu sei, tá? Meu marido diz isso sempre! – e dou uma piscadela, saindo de dentro da banheira, dirigindo-me ao espelho do banheiro.
— Já tomastes banho? – pergunta Hyde enquanto me observa sair do mesmo. Alcançava minha toalha, secando-me. Em seguida colocava meu hobby de cetim e meu peep toe, ambos rosa claro.
— Sim, tomei antes de entrarmos juntos, Hyde... – digo, alcançando minha escova de cabelos, penteando os fios com delicadeza enquanto Hyde me observava.
— Tudo bem, vou terminar de banhar-me então – diz Jack, lavando-se.
Podia ouvir o som alto do disco que rodava na vitrola situada no quarto da suíte e me sentia feliz ao soar das notas, sentindo-me tranquila.
Meu cabelo havia dado uma leve umedecida devido ao banho com Hyde.
Ops... Vou ter que secar...
Em minha gaveta, apanho meu secador de cabelos que havia ganhado de meu pai. É de última geração e funciona extremamente melhor do que aqueles secadores enormes de salão.
Plugo-o na tomada e ponho a secar meus fios com delicadeza, preservando meus cachos naturais nas pontas de meu cabelo.
Olho para o lado e vejo Hyde me observando. Ao repará-lo, mando um beijinho para ele. Ele o pega no ar e sorri para mim, voltando a lavar-se.
— Sabe Hyde... Estou aqui pensando comigo mesma e percebi que esta é nossa última noite juntos... – digo em um tom de voz alto para que ele pudesse me ouvir enquanto secava meus cabelos.
— Por mim poderíamos continuar nos vendo, mas você quer voltar pra aquele corno do seu marido... – diz Jack com deboche.
— Por que ao invés de você falar asneiras, você não usufrui do momento para dizer algo amoroso para mim? – pergunto com indignação.
— Tudo bem... É para mim um privilégio e um prazer te satisfazer, Katherine! És linda e perigosa, do jeito que eu gosto! – diz Jack com um sorriso presunçoso nos lábios.
— Sabe o que és pra mim, Jack? – aproximo-me dele com um sorriso nos lábios.
— Não... O que sou pra ti? – pergunta Jack intrigado.
— Oh Jack... Pensei que fosse mais esperto... – digo com um beicinho nos lábios enquanto o vento do secador balançava meus cabelos.
— Como assim? – pergunta Jack confuso.
— Era isso o que eu pensava, que fosses mais esperto... Ops... – nesse momento, deixo o secador de cabelos escorregar de minhas mãos e o mesmo cai diretamente na banheira.
Nesse momento, me afasto e fico apoiada na soleira da porta do banheiro, observando o estrago que eu havia feito com muita serenidade.
Observo Hyde eletrocutar e fritar nas correntes elétricas da banheira. De seu corpo vejo sair fumaça e sua pele mudar de cor: de uma pele branca e pálida para uma pele roxa, como se estivesse cozinhando de dentro para fora.
Enquanto isso, a energia da casa varia de acordo com a descarga elétrica bruta do momento.
Suspiro profundamente e sorrio ao perceber que Jack já não mexia, mostrando que já estava morto.
— Oh, pobrezinho... – digo em ironia.
Já estava feito. Eliminei Jack Hyde. Um peso no meu sapato já que não precisava mais dele.
Caminho até a chave elétrica da casa, desligando-a.
Em seguida vou até a tomada do secador, desligando-a da tomada e puxo a rolha da banheira, esvaziando-a.
Enquanto isso volto para a chave de energia, ligando-a. Não teria graça me livrar de Hyde e limpar toda essa bagunça sem um pouco de música.
Flashback on
As minhas idas até o trabalho de meu pai após o colégio estavam cada vez mais frequentes. Estava completamente encantada pelo Partido Nazi e suas ideias revolucionárias. O discurso de meu pai e de seus companheiros eram motivadoras e muito enriquecedoras. Dava-me cada vez mais orgulho de meu país e de minha raça ariana.
Tinham alguns dias que eram apreendidos alguns rebeldes e traidores. Estes tentavam sabotar os nazis a todo custo. Meu pai e os outros costumavam mata-los de diversas formas e tortura-los se eles tivessem alguma importância na esperança de haver informações sobre a organização dos anti-nazis.
Em uma dessas idas ao trabalho de meu pai, ele deixou que eu presenciasse através do vidro da sala de interrogação um homem ser torturado até a morte.
Espancamento, afogamento, introduções de objetos no ânus, extração de dentes e unhas, perfuração do corpo, queimaduras... Mas confesso que o que mais me intrigou foi o uso da energia juntamente com a água. O resultado era de explosões de luz e convulsões.
Confesso que gostava de presenciar e sentia um certo prazer nisso.
Os nazistas são realmente incríveis e fazem coisas impressionantes para manter a ordem e a paz de nosso país que sofria com ameaças comunistas, miscigenação e judaísmo.
Somos realmente seres superiores e super desenvolvidos.
Flashback off
~*~
Após transformar o corpo de Jack em cinzas no meio das árvores e certificar-me de que não haviam evidências de identificação, ponho-me a caminhar em direção a casa.
Já era tarde da noite e fazia muito frio. Estava tudo coberto por neve.
Ao aproximar-me da casa, posso perceber a luz de um carro que se aproxima.
Será que é Christian? Ou meu pai?
Sinto uma alegria e uma euforia dominarem meu corpo com essa possibilidade.
Corro para dentro da casa, limpando minhas botas e casaco apressadamente e confiro toda a casa se havia algo errado para que eu pudesse recebe-los como se deve.
Certifico-me de que não há nada de errado e então ponho meu casaco novamente e abro a porta da frente para ver quem seria.
É o carro de um dos Greys... Mas não é o carro de Christian...
E então vejo Elliot sair do carro com uma expressão diferente. Séria. Elliot sempre é sorridente e hoje está sério.
— Olá, cunhadinho! – digo com um sorriso em meu rosto. Com certeza Christian o mandou para ver se está tudo bem comigo.
— Cunhadinho o cacete, Katherine! – diz Elliot invadindo a casa, olhando para os lados, analisando o hall. Depois caminha em direção a sala e assim vai percorrendo por todos os cantos.
— Nossa... Foi Christian que lhe mandou não foi? Para ver se estou bem, não é?
— Por que ao invés de ficar enchendo o meu saco você não liga pra ele e pergunta! – diz Elliot enquanto sumia pelos corredores da casa que, por sinal, era imensa.
Boa ideia! Vou ligar para o meu marido.
Disco o número de nossa casa e aguardo.
Espero que aquela empregadinha nojenta não atenda.
— Grey... – graças a Deus, é a voz dele!
— Boa noite, meu amor! – digo com muita alegria e entusiasmo.
— Boa noite, Kate... Como estão as coisas aí em Lübbenau? – eu sabia que ele se importa comigo. Jack estava errado.
— Estão muito bem, mas vejo que estás muito preocupado... Mandastes até teu irmão para averiguar se está tudo de acordo!
— Elliot está aí? Há poucas horas ele estava aqui em casa, estava esperando-o para o jantar inclusive. – diz Christian um pouco confuso.
— Bom, ele veio e até fiquei um tanto aliviada já que estava precisando de uma presença masculina se é que me entende... Tenho me sentido enjoada estes dias... – será que deixando essa pista ele não perceba que tenho boas novas para o nosso casamento? Que carrego um filho nosso em meu ventre?
— Enjoada, Kate? Bom, diga a Elliot que lhe compre medicamentos, abasteça a casa com o que você precisar e que amanhã ele esteja de volta. – Ele se importa comigo! Mas e eu?
— E eu? Tu não queres que eu volte?
— A escolha de ir para Lübbenau foi sua... Aliás mal estou em casa. Estou muito ocupado com conferências na SS – não entendi esse desprezo todo de meu marido. Deve estar muito cansado.
— Mas queria dizer que logo mais estou em casa, meu amor! – digo extremamente animada. Estou muito ansiosa para dar boas notícias!
— Bom... Cuide-se, Katherine.
— Claro, meu amor! – e logo ouço o telefone perder a ligação e então desligo com um sorriso em meus lábios.
Ele se importa comigo! Quando eu me livrar daquela francesinha ele será somente meu! Tenho certeza disso!
De repente Elliot aparece no andar de baixo, olhando-me com muita ira.
— Está tudo bem, Elliot? Queres água? Estás com fome? Queres descansar? Sei que é perto de Berlim até aqui, mas pela hora deve estar cansado...
— Para de falar, Katherine! Você está sozinha? – Elliot pergunta com desconfiança.
— Sim. Por quê? – será que deixei algum indício de Jack por aqui?
— Não sabia que você fumava... – Elliot mostra-se o cinzeiro cheio de bitucas de cigarro e cinzas. Era tudo o que tinha sobrado de Hyde...
— Bom... Eu andei nervosa esses dias pra cá... – digo com tom e inocência para Elliot. – Falando em nervosismo, tenho me sentido muito enjoada e Christian pediu que você abastecesse a casa para mim até o meu retorno...
— Que seja, você consegue ir a um mercado sozinha... Eu vou embora... – e Elliot joga em cima da mesa de centro da sala um bolo de notas altas e vai caminhando em direção à porta.
— Já está de saída? Mas nem descansastes! – digo preocupada com meu cunhado.
— Prefiro dormir ao volante na estrada do que só com você dentro dessa casa enorme – diz Elliot já saindo pela porta da frente, cortando o vento gélido, indo apressadamente para seu carro.
— Nossa... Não sabia que estar comigo era tão insuportável assim! Sempre tivemos uma boa convivência, Elliot! O que aconteceu?! – não consigo entender o que está a se passar.
— Depois conversamos Katherine – diz Elliot já entrando em seu carro e arrancando-o com tudo em direção à estrada.
Confesso que não entendi nada essa aparição de Elliot aqui.
Mas o importante é que me livrei de Jack e agora posso curtir minha gravidez em paz com Christian, o amor da minha vida.
E vou poder me livrar de Anastasia. Aquela francesa nojenta.
~*~
Um carro escuro e potente percorria as ruas de Lübbenau incessantemente.
Elliot percorria todos os lados de Lübbenau atrás de Jack Hyde.
Ele tinha a completa certeza de que Jack esteve com Katherine.
Em uma revista rápida pela casa, encontrou um cinzeiro repleto de cigarros e cinzas, evidências de outra pessoa na casa como dois copos utilizados, dois pratos, dois espaços na cama do quarto de hóspedes...
Após muita procura, já era extremamente tarde e Elliot teria de se apresentar à SS cedo do dia seguinte.
Elliot decide retornar à Berlim, mas com uma promessa em mente:
Ele iria facilitar chegar aos conhecimentos de Christian toda a verdade sobre Katherine e Jack.
Ele jurou que o faria em cada quilometro percorrido de volta para casa.
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