Minha Querida Francesa Anastasia
1 Cap 1 - Uma Nova Realidade
Notas iniciais

~ início de 1939 ~
POV CHRISTIAN
Com a conclusão da tomada da Áustria e da Tchecoslováquia, o Terceiro Reich preparava-se para tomar a Polônia iniciando um acordo com os russos.
Sinto-me um tanto exausto, pois tudo em minha vida estava acontecendo de maneira extremamente veloz: fim das invasões, casamento arranjado, promoção de patente hierárquica na SS, minha própria residência, aumento de responsabilidades tanto no comando militar quanto como marido e futuro da minha nação tão próspera.
Isso não me assusta, até porque altas responsabilidades sempre fizeram o meu tipo, apenas deixa-me exausto, pelo menos de início. Receio que seja apenas no início, enquanto eu me adapto a minha nova realidade.
Lutei ao lado de meus subordinados nas invasões e os comandei com excelência. Posso dizer que, em questões hierárquicas, eu nasci para comandar devido a minha auto confiança e raciocínio estratégico de tropa ampliado. Durante as invasões me mostrei extremamente centrado em meu trabalho.
Tenho uma grande paixão pelo que fui destinado a fazer. A sensação de estar contribuindo com meu país tão fragilizado pelos bastardos comedores de merda da Tríplice Entente é enriquecedora: tanto na alma quanto em minha ideologia.
Já recebemos ameaças desses imbecis novamente. Fazem-se de boa gente fingindo estarem preocupados com os judeus, que é uma questão interna alemã, mas na verdade estão é peocupados com as terras que tomamos. Na realidade estão borrando-se de medo, pois nossa organização militar e nossa ideologia nazista não para de crescer e dar força ao povo do nosso país.
A Alemanha é uma fenix, está ressurgindo das cinzas enfim. Cediamos as Olimpíadas de 1936 em Berlim com maestria. Um grupo de judeus tentaram boicotar o evento, mas como não fazem nada direito, não conseguiram.
Nossas instalações disponibilizadas para o evento foram as melhores com materiais de ponta e uma organização completamente pacífica, tolerante e luxuosa. Mostramos nosso poder, nossa grandeza e nossa superioridade aos demais países do mundo. Um imenso complexo esportivo foi construído, as bandeiras olímpicas e as com suásticas enfeitavam os monumentos e as casas de Berlim. Recebemos 49 equipes, o maior número de qualquer evento.
Mostramos a todos nossa justa herança ariana com a nossa vitória nas olimpíadas enquanto continuávamos nossas estratégias de expansão. Como somos superiores e hiper focados em nossos objetivos, além de cediar e vencer as olimpiadas, ainda expandimos nosso terrotório.
Quanto ao meu trabalho, estou muito realizado de ter alcançado minha tão aguardada patente de Tenente-General, promovida e condecorada pelo grande Füher Hitler e seu braço direito Coronel-General Kavanagh, melhor amigo de meu pai e atualmente meu sogro.
Quanto ao meu matrimônio, confesso que não estou muito contente por ser um casamento arranjado, mas acredito que para mim tenha suas vantagens: promoção hierárquica de patente, assegurar meu cargo, ter minha própria residência onde posso ter minha privacidade, mandar e desmandar e sexo fácil toda noite sem ter que ficar cortejando mulheres por aí até conseguir o que eu quero.
Outra vantagem é que conheço Katherine desde pequeno e ela sempre foi caidinha por mim. Parecia um zumbi babão cada vez que eu estava perto dela de tão boba que ficava... e ainda fica. O problema é que com o casamento, ela tornou-se mais segura de si já que me tem segundo um papel assinado e meu juramento solene de amá-la e respeitá-la. Resumindo: está tornando-se muito abusada para o meu gosto. Principalmente quando se trata de Anastasia, a quem ela incessantemente insiste para que eu trate e refira como "empregada".
Eu cresci com Anastasia assim como Katherine, portanto não há motivos para que a tratemos assim. Além do mais, Ana é minha protegida. Nasceu na Alemanha, porém sua mãe é francesa, o que a põe em perigo. Assim como os judeus, os franceses também foram culpados pelo declínio de nosso país e não posso arriscar a vida de Ana. Não quero nenhum bastardo tocando-a ou machucando-a, ela é minha.
Além do mais, Anastasia cuida de mim como ninguém: sabe do que gosto na comida, como gosto que arrume a casa, como gosto das minhas roupas engomadas, qual música gosto de ouvir, qual charuto gosto de fumar e quais bebidas gosto de apreciar.
Ela é muito atenta a mim assim como sou extremamente atento a ela: sempre trago mimos a ela como chocolates, roupas e materiais artísticos como tintas e pincéis.
Minha menina é uma artista. Quando tinha 15 anos eu tinha aulas de pintura e ela com 7 anos assistia atenta no canto da porta que eu deixava encostada. Anastasia resolveu pintar as paredes do quarto em que vivia com sua mãe, e hoje com quase 17 anos ela está altamente aperfeiçoada em seus traços e está trabalhando nas pinturas de seu novo quarto em nossa nova casa. Na realidade não é bem um quarto, e sim o porão da casa. É aconchegante apesar de um tanto escuro, mas não posso arriscar sua segurança já que ela precisa de um lugar escondido para ficar se algo acontecer, pois pressinto que outra grande guerra está por vir. Eu não falo para minha menina das coisas que andam acontecendo pois ela carrega uma pureza que eu quero preservar, porém ela entende que tudo o que faço é para o seu bem.
Ano retrasado quando Anastasia fez 15 anos, dei a ela um kit de pintura completo montado por mim: tintas à óleo de melhor qualidade, todos os tamanhos de pincéis existentes na face da terra, telas de tamanhos variados, um cavalete de madeira de cerejeira que faz par com uma palheta, alguns godês para o óleo de linhaça, a terebintina e o verniz e uma espátula de ponta redonda para a mistura de tintas. Ana gosta de cores fortes e é uma pintora compulsiva, então tive que repor seu estoque de tintas, telas e diluentes dezenas de vezes.
Ana se tornou ainda mais dedicada a pintura assim que eu a proibi de sair de casa. Como ela está trabalhando para nós sozinha e Katherine se recusa a ir às compras de alimentos e utensílios para casa, tenho que abrir algumas exceções, mas nunca a deixo ir sozinha. Ela sempre vai acompanhada do meu irmão Elliot, o que não me agrada muito mas antes com Elliot e segura do que sozinha e em perigo.
Elliot é a vergonha da família e só conseguiu um bom cargo militar graças a mim. Ele lutava contra o movimento nazista, mas assim que ele ficou marcado pela SS, eu tive que intervir antes que fosse tarde demais.
Ele ainda não aceita o governo, mas aprendeu a guardar para si e entendeu que para o bem da nossa família, ele precisa ficar de boa fechada e saudar com Hitlergruß todos os dias em respeito ao regime, ao nosso Füher e a nossa família que lutou e continua lutando pela Alemanha. Até hoje o “Heil Hitler” de Elliot é de má vontade, mas ele tem se esforçado.
Devido a recente expansão da Alemanha a qual eu cumpri meu dever, no dia do meu casamento com Katherine, meu Füher Hitler suspendeu meus serviços como atuante e me deixou na área estratégica, assegurando-me ainda mais de meus serviços e de minha importância dentro da SS. Não iria mais passar meses fora de casa, e sim voltar para casa todos os dias, sendo minha rotina de trabalho na sede da SS em Berlim.
Minha rotina mudou completamente, estou nas minhas primeiras semanas como Tenente-General, vou e volto para casa dirigindo o meu Hebmüller Cabriolet e antes de chegar eu sempre levo algo para minha menina. Hoje eu encontrei uma flor no meio de tanta neve, já que estamos no início do inverno. É provavelmente a ultima que restou do outono que se foi.
Ao chegar e abrir a porta de casa já sinto o cheiro da comida que invade todos os cantos de maneira que me deixa completamente feliz.
— Só você, Ana... – E sorrio, colocando meu sobretudo de gala e meu quepe no cabide do hall. Um dos lados positivos de trabalhar diretamente na SS é que sempre usarei meu uniforme de gala. Gosto de estar bem arrumado. Dou uma checada no meu cabelo e arrumo um fio de cabelo que está fora do lugar, deixando meus fios puxados para trás, ressaltando a parte raspada do meu corte militar.
Atravesso o hall de madeira escura até chegar na sala e vou andando até a entrada a minha esquerda em direção à cozinha. Me deparo com a visão perfeita da minha pequena em seu vestido verde escuro com detalhes em vermelho de veludo comprido adornado de seu avental branco rendado na alça e nos entornos lidando com o fogão. Seu cabelo castanho avermelhado está preso em um coque com alguns fios bagunçados, dando assim um toque sexy em seu rosto angelical e em seus olhos tão azuis quanto o céu de um dia de sol.
Ela ainda não me percebe, mas perco minutos apreciando seus movimentos ligeiros e atentos à comida. Mas logo meus olhos priorizam suas curvas... Anastasia cresceu tanto...
Eu sempre me refiro a ela como minha protegida, mas não posso negar que sinto uma atração fodida por ela... E também não posso negar que ela já me deixou de pau duro milhares de vezes...
— Porra, Ana...
— Senhor? – e vejo os olhos da minha pequena direcionados a mim, fitando-me assustada. E então percebo que exclamei em voz alta meu suspiro por ela.
— Não pude me conter... O cheiro da sua comida está delicioso... – assim como você, minha pequena...
Meu pensamento está extremamente pervertido hoje. Preciso me conter para mais tarde.
— O banheiro está preparado pro seu banho, Senhor. A Sra Katherine pediu pra espera-la para o jantar. Ela foi até a casa do Sr. Carrick.
Eu não dou a mínima pra onde está ou deixa de estar Katherine, desde não desonre com seu status de mulher casada.
Subo as escadas e vou diretamente para o banheiro. Preciso relaxar e me aliviar antes do jantar.
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