Minha Pessoa

10 Unconditionally


Notas iniciais
Oii gente, volteii Mil desculpas pela demora, mas o capítulo está bem mais longo do que o normal, então acho que compensa rsrs Como sempre, agradeço, minha amiga, MariahMagic, pela ajudinha Espero que gostem!

Elas permaneceram assim, se olhando, por incontáveis minutos, os quais pareciam uma eternidade. Eu queria berrar com minha mãe naquela hora, juro que eu também não tinha me tocado. Mas depois de tudo isso? Caramba, tadinha gente! A morena era um poço de lágrimas e, sinceramente, acho que Emma sente o mesmo por ela. Porém, como Regina disse, ela tem medo de admitir. A troca de olhares, intensos, foi interrompida quando um taxista parou e perguntou se alguém precisava de um táxi. Regina se manifestou, entrou no carro e, provavelmente, seguiu em direção ao hotel.

Emma continuou ali, parada, sem reação. Ela não soube o que dizer, não sabia o que fazer, então parou por alguns instantes. Em seguida, ela se dirigiu até o carro, sentou e começou a chorar. Também batia a cabeça contra o volante, mas parou quando, sem querer, bateu forte demais e acionou a buzina do veículo. Depois ela ligou o carro e foi. Ela, realmente, me esqueceu ali. No início eu quis deixar ela sozinha um pouco, mas quando percebi que ela estava indo sem mim, já era tarde demais pra ir até lá, então nem me dei ao trabalho. Entrei e me diverti mais um pouco, afinal o problema não era comigo e eu não podia demonstrar que sabia do que se tratava.

Quando voltei, Ruby foi a primeira a perguntar o que estava acontecendo, desviei o assunto e tentei evitá-lo. Não posso deixar os alunos delas confirmarem se aquilo que desconfiam é real, a fofoca ia se propagar mais rápido que a luz. Portanto, mantive a conversa em outros assuntos, de modo que não tivesse como voltar para aquele.

Foi entardecendo e chegou a hora de ir pra casa, o problema era, como? Kristoff, Anna e Violet foram juntos e até tinha espaço no carro, mas eles moravam no outro lado da cidade, não queria fazê-los desviar todo seu caminho pra me levar até em casa. Peter acabou se oferecendo pra me dar uma carona. Não recusei. Fomos até sua casa a pé e lá pegamos o carro para que ele me deixasse em casa. Mesmo que ele morasse perto, ainda seria menos incômodo pra ele me levar, do que pro resto da galera. Eu poderia pegar um táxi, se tivesse dinheiro. O pouco que tinha, foi usado para pagar meu consumo no local. Estava completamente “dura”.

Seguimos caminho, entre conversas, tão sem importância, que nem me lembro. Ele era estranhamente cavalheiro, fez questão de abrir a porta do carro pra mim, tanto na entrada, quanto na saída. Não estou falando que não gostei, mas que tipo de homem faz isso hoje em dia? Alguma coisa comigo ele queria. Não era tão educado com as outras garotas. As tratava mais como amigas, demonstrava algum interesse a mais por mim. Mas gente, eu nem conhecia ele direito, confesso que ficava assustada. Mas enfim, isso é irrelevante. Afinal, não estou aqui para contar a minha história, e sim a da minha mãe e de Regina. Desculpe-me se às vezes me empolgo e falo demais sobre minha vida, eu realmente acho que deveria fazer terapia. Assim a pessoa me ouve e é paga pra isso, não dá pra reclamar né? Apesar das minhas loucuras, dá pra me aguentar. Olha eu aqui, desviando o assunto de novo. Continuando…

Entrei em casa, fingindo não reparar o jeito que Peter me olhava. Emma estava jogada no sofá, olhando para o nada e, provavelmente, pensando em tudo. Ela nem sequer percebeu minha presença ou se moveu demonstrando estar viva. Só encarava o teto, aparentemente, tentando ver através dele. Era um olhar tão vago. Achei melhor nem interromper, ou deveria me fazer de desentendida?! De qualquer jeito, não o fiz. Segui para o meu quarto e a deixei pensando. Acordei com um barulho estrondoso, desci as escadas correndo, curiosa como sou, tinha que saber do que tratava. Me deparei com minha mãe caída no chão, ao lado do sofá. Acontece que, ela dormiu ali mesmo, e devo admitir, ela é uma pessoa espaçosa demais pra dormir em sofá. Está acostumada a dormir sozinha em uma cama de casal, não é pra menos.

— Você está bem?

— Estou, só acordei no susto da queda. Não me machuquei

— Tem certeza?

— Tenho sim, não se preocupe meu amor

— Tá bom então. O que vamos fazer hoje? Planos com a Regina? — perguntei, propositalmente, tocando no assunto

— Não, eu e ela discutimos ontem e… - ela parou pra pensar

— Você me esqueceu lá — terminei

— Aah meu Deus, era você que eu tinha esquecido. Estava mesmo com a sensação de ter esquecido alguma coisa. Me desculpa querida

— Que tipo de mãe esquece a filha? — falei brincando, rimos juntas

— Sinto muito mesmo, sou uma péssima mãe - falou cabisbaixa

— Claro que não. Deixa de bobiça, isso acontece. Não estou brava, se esse é seu medo

— Obrigada, posso ser uma péssima mãe, mas você é uma ótima filha. Te amo - ela sorriu

— Também te amo, mãe

— Mas então, como você voltou? — perguntou preocupada

— O Peter me deu uma carona até aqui

— Humm — fez cara de deboche— quem é esse Peter?

— Você já vai começar com ciúmes de novo? - rimos

— Não desvie o assunto, Rory!

— Um garoto do meu grupo de amigos, estranhamente encantado por mim — ela riu sozinha

— Então você já tem um admirador? Ele é bonito? — ela perguntou apressada

— Não é feio

— Como assim? Por que você sempre responde isso? Pode estar o homem mais lindo do mundo na sua frente, você sempre diz: “Não vejo nada demais nele”

— E não vejo mesmo ué. Que é que tem?

— Nada, só é estranho

— Aff mãe. Mas me conta, o que aconteceu entre você e a Regina? Reparei na tensão que rolou, entre vocês, depois da briga e, principalmente, depois que ela cantou lá. Me explica isso - eu já sabia, mas tinha que conversar com ela

— Minha melhor amiga disse que está apaixonada por mim - falou de uma vez

— O que? — me fiz de desentendida

— Regina me disse que está apaixonada por mim

— Mas assim, do nada? — falei, mais uma vez, fingindo não entender

— Eu não sei o que deu nela. Você reparou na música que ela cantou? Era pra mim, ela queria me dizer isso. Disse que sempre me amou e que eu também a amo, só não percebi ainda - revirou os olhos, fiz silêncio. Não achava que Regina estava errada. Às vezes elas trocavam uns olhares tão intensos, nas brigas inclusive. Parecia que iriam se beijar, apaixonadamente, a qualquer momento. Sempre reparei, nunca tinha me tocado, mas depois de ouvir tudo aquilo, que Regina falou, eu parei, lembrei e… Nossa! Eu shippo. Hahahahah. Bom, porque não se tratava de ficção, e sim da vida. Eu estava ali e era uma peça essencial do quebra cabeça, eu podia mexer meus pauzinhos pra ajudá-las a ficarem juntas. Então decidi ir falar com Regina

— Uau, estranho! Mas não acho que ela esteja errada. Alguma coisa entre vocês tem — fui me retirando

— O que? Você me fala isso e sai andando assim?

— Combinei de sair com a galera, tenho que me arrumar — menti. Eu pretendia encontrar Regina, naquele momento

— Você nem tomou café da manhã ainda — indagou curiosa

— Combinamos de tomar café da manhã, ué. E eu estou bem atrasada, por sinal— menti outra vez, segui em direção ao meu quarto, me troquei, peguei as chaves e não pedi, só avisei:

— Vou com seu carro. Beijos, até depois — ela revirou os olhos

— E o meu beijo? — coisa de mãe hahahah, ela “inflou” a bochecha e aguardou. Beijei-a e segui meu caminho

Liguei o rádio do carro e fui pensando o que iria falar com Regina, não podia chegar lá sem um “plano”. Eu tinha que fazer aquele casal dar certo, Emma não seria fácil, muito menos afastada de Regina. Ela ficava tão feliz com a morena por perto, mudou muito quando a amiga chegou, mudou pra melhor. Era melhor pra ela. Parecia, sempre, feliz. Essa foi outra coisa que só percebi depois e que me fez shippar mais ainda. Caramba! Elas eram perfeitas uma para a outra e eu estava ali pra ajudar. Nunca me senti tão bem. Era bom ser realidade, eu podia interferir, diferente do mundo de filmes e séries em que eu vivia enfurnada.

Cheguei no hotel, estacionei o carro em um lugar qualquer. Não dei atenção a isso, apenas estava com pressa. Queria que desse certo.

Fui até a recepção e pedi que chamassem Regina e avisassem de minha presença. O garoto, que ali trabalhava, ligou para seu quarto e falou:

— Bom dia senhorita Mills. Desculpe incomodá-la e sinto muito se lhe acordei, mas tem uma moça querendo… — ele foi interrompido, mesmo distante, pude escutar um, grosseiro, “NÃO” do outro lado da linha, então disse a ele:

— Por favor, diga que é a Rory — ele assentiu e continuou

— Perdão senhorita, mas a moça pediu para avisar que chama-se Rory - ela, provavelmente, perguntou sobre minha aparência. Porque ele começou a me descrever — Humm, loira, olhos castanhos, aproximadamente… - “18” eu disse baixinho, entendendo que se referia a minha idade— 18 anos — continuou, então ele me disse que,dessa vez, ela tinha me dado permissão para subir

— Ela à espera, no quarto 108, 1º andar

— Obrigada — eu disse me retirando. Peguei o elevador, subi e bati na porta. Ela logo abriu, estava me esperando

— Olá Rory! Desculpe não ter deixado-a entrar de cara. Estava na varanda, vi o carro, amarelo, chegando e pensei que… — “fosse minha mãe” complementei — É, imagino que você saiba o que aconteceu ontem. Mas, o que te traz aqui? Algum problema com o conteúdo?

— Não — sorri— as aulas mal começaram e você é uma ótima professora — ela sorriu de volta— Na verdade isso é mais pessoal. Não gostaria, mas tenho que admitir. Eu sei de tudo que aconteceu ontem à noite, não porque minha mãe me contou. Ela comentou sobre, porque eu toquei no assunto. Ela falou, basicamente, o que aconteceu e eu sei que essa história tem três versões - “Três?”, perguntou curiosa— eu vi e escutei tudo o que aconteceu ontem à noite — ela me interrompeu

— Rory eu… é … — fez uma pausa— A Emma te mandou aqui?

— Não, de jeito nenhum. Na verdade, ela nem sabe que estou aqui. Ela nem sabe que eu vi e ouvi tudo. Acha que estou tomando café da manhã com a galera e que só sei a versão dela. Sei que isso soou bem clichê, mas é verdade. Enfim, eu queria falar com você sobre isso.

— Mas o que?

— Seguinte. Até então, eu não tinha reparado, mas depois de ouvir tudo o que você disse... eu abri os meus olhos e parei pra lembrar e reparar em detalhes que sempre estiveram na minha frente e eu nunca dei importância. Sim, ela está apaixonada por você. Ela só não sabe disso. Ou melhor, agora ela sabe e não quer acreditar. Ela ainda vai demorar pra processar essa informação. Mas eu SEI que seu sentimento é recíproco. Eu estava aqui antes de você chegar e estou aqui agora. Eu percebi a mudança no humor dela, a alegria de estar apenas ao seu lado. Vi o sorriso estampado na cara dela, ao receber a confirmação de que você viria. Vi ela marcar, em um calendário, os dias que faltavam para que você chegasse. Vi a empolgação para acordar cedo, coisa que nunca tinha acontecido antes, só pra ir te buscar no aeroporto. Vi aquele sorriso se fechar, quando percebeu que você não estava tão feliz em vê-la, como ela estava por te ver. E então, vi o sorriso voltar a aparecer, quando você ignorou seus sentimentos e passou a conviver conosco. Claro que ela não sabia que era tão difícil pra você. Ela está tão envolvida no lado dela, que não consegue enxergar o seu. Já eu, eu consigo ver os dois lados da moeda. Eu não sei, mas imagino que seja muito difícil conviver com a pessoa que você ama não sendo do jeito que você gostaria. Eu entendo que você demorou anos para esquecer tudo isso, que não é fácil deixar isso de lado. Que, pior ainda, é superar isso tudo depois de muito tempo, e então, ver que a pessoa voltou para a sua vida num piscar de olhos, e você não tem como evitar que esses sentimentos voltem com ela. Eu posso nunca ter passado por isso, mas eu assisto muitos filmes, muitas séries, muitos mesmo, e eu me envolvo com cada personagem, eu tento entender o lado de cada um, eu tento pensar como eles pensam. Então eu sei que não está sendo fácil para você, mas eu também sei que não está sendo fácil para ela. Ela achava que estava tudo bem porque vocês duas estão solteiras, podem se encontrar quando quiserem, sem compromisso com outra pessoa. Não precisam voltar pra casa cedo. Ninguém às espera loucamente, digo, eu não conto nessa história. Tudo parecia perfeito pra ela, o tempo que tinha livre, ela estava com você. Sejamos honestas, você não sai lá de casa desde que chegou aqui, não sei porque ainda paga hotel, sinceramente, acho um desperdício de dinheiro. Não estou reclamando, adoro ter você conosco, você é, realmente, muito divertida. A questão é: nós já parecemos uma família, vocês já parecem um casal. Ela já se sente satisfeita assim, porque, como eu disse, vocês duas estão solteiras. O inconsciente dela sabe que se uma das duas começasse a namorar, seria um problema, iriam se afastar por causa do compromisso. Então ela, praticamente, te forçou a ir num encontro duplo. Porque se vocês fossem casais de amigos, tudo ficaria mais fácil, vocês poderiam continuar se vendo o tempo todo, sem que rolassem brigas por ciúme. Killian não veria problema se ela saísse o tempo inteiro com você, porque ele também sairia, o tempo todo, com o Robin. Ela, provavelmente, imaginava vocês como vizinhos, que compartilham a cerca lateral da casa. Porque aí sim, seria como se morassem juntos, estariam sempre um na casa do outro, fazendo refeições, jogando conversa fora, fofocando dos vizinhos da frente, o que fosse, mas ela estaria sempre ao seu lado — Regina escutava, atentamente, cada palavra que eu pronunciava— você sabe o como ela é sonhadora. Realmente acredito que ela sonhava com isso. Mas, o inconsciente dela que sabe disso. Então, ele também sabe que não pode deixar que vocês namorem homens que não se deem bem. Você pode estar se perguntando: “Mas por que ela sonha em ter um futuro com dois caras atrapalhando, se poderiam ser só vocês duas?” Você sabe, eu sei, ela não. Ela é homofóbica sim. Ela tenta não ser, mas é. Ela não escolheu ser, assim como você não escolheu se apaixonar por uma mulher. Não estou dizendo que ela está certa, de modo algum. Mas é que ela não é uma religiosa que acredita, cegamente, na bíblia ou qualquer que seja o livro sagrado. Ela simplesmente sente repulso. Talvez porque ela sempre soube desse amor, porque ela não se aceitou. Foi o modo de defesa que ela encontrou. Ela sabia que se assumisse, seria muito difícil. Não estou falando dos meus avós ou da família, essa seria a parte mais fácil, eles têm a mente bem aberta, para a época em que nasceram. O problema seria a sociedade, todas as outras pessoas que ela conheceu, e se eles descobrissem? Sabemos que minha mãe se importa e muito com a opinião alheia. Ela sempre foi muito fechada, não tem amigos aqui. Sempre que faziam novos amigos, era por sua causa, porque você puxava assunto e ela entrava na onda. Mas ela nunca conversaria com um completo estranho. Eu escutei muitas histórias sobre sua adolescência, você estava em todas, sem exceção, não estou exagerando, minha memória é muito boa. Estava em todas porque, bom… você sabe porque. Ela nunca parou de pensar em você desde o momento em que partiu. Porque você a faz feliz, ela sente que pode ser ela mesma, porque você não a julga. Ela se importa com o que os outros pensam, mesmo sem saber o que eles pensam. Mas se sente confortável com você. Vocês nasceram e foram criadas juntas, como era de se esperar, não só por conhecer você desde cedo, mas porque é assim com todo mundo, ela nasceu no armário. Só que você sempre esteve lá com ela. Como no filme “O quarto de Jack”, bom… não trata-se de ser gay, se aceitar, nem nada do tipo. Mas o garoto nasceu e cresceu trancado em um quarto. Ele é filho de um sequestrador e de uma sequestrada, digamos que não é um filme recomendado para crianças. Enfim, ele cresceu lá com a mãe. Nunca viu outra parte do mundo, não precisava, se sentia confortável lá. Aquele era o seu mundo. Mas mesmo sem ter assistido o filme, você pode imaginar como seria se ele tivesse ficado sem a mãe. Ele teria ficado sem seu mundo. Porque o mundo dele não era o quarto, era a mãe. Nessa metáfora que eu tento usar para te explicar, você é a mãe. Você sabia como era o mundo fora daquele lugar. Você saiu do quarto, foi para o mundo e a deixou ali, sozinha. Isso não acontece no filme, ela nem tem como fugir, e nunca deixaria o filho para trás. Mas não é esse o ponto em que quero chegar. Realmente espero que esteja me entendendo — ela concordou com a cabeça, os olhos marejados diziam me entender — você a deixou sozinha no armário, Regina, e você era o mundo dela. Ela passou muita dificuldade, ela engravidou nova, o medo de julgamento só aumentou. O que as pessoas pensam de uma garota nessa situação? Ainda mais quando o namorado vai embora. E ela não tinha você ali para ajudá-la. Não estou te culpando por nada, não estou dizendo que ela sofreu porque você a deixou. Ela sofreria de qualquer jeito, mas sua melhor amiga não estava ali para ajudá-la. E agora? Agora ela te perdeu de novo. Talvez outro medo de se relacionar com você, fosse exatamente esse, o medo típico de amigos que se apaixonam, o medo de que dê errado e que você perca o amigo. É isso que está acontecendo, ela está te perdendo. Ela não pode passar por isso outra vez. Ela ficaria arrasada. Dessa vez, ela precisa da melhor amiga ao lado dela. Sei que não será fácil pra você, mas por favor, tente. Ajude-a a entender tudo, levará tempo, mas, em algum momento, ela vai ceder, ela vai te deixar amá-la e vai demonstrar a reciprocidade desse amor. Ela só precisa absorver tudo isso, e não vai conseguir sem a melhor amiga ao seu lado. Não a garota que é apaixonada por ela e vice-versa, mas sua melhor amiga. Agora ela precisa da Regina que ela sempre enxergou. Ou seu mundo desaba, porque, como já falei, VOCÊ é o mundo dela. E, nesse momento, nós não estamos juntando amor maternal na conversa. Eu sou o mundo dela também, mas de um jeito diferente, realmente, espero que esteja me entendendo e que eu não tenha perdido tempo à toa, falando besteiras para a minha professora favorita — ela não disse uma sequer palavra, me puxou para um abraço, longo, demorado, interminável, do jeito que eu gosto. Então depois de um tempo, ela foi me soltando e disse:


— Eu gostaria muito de ter uma filha como você. Emma tem sorte. — escorria uma lágrima de seus olhos. Eu enxuguei a lágrima e disse “Você me terá como filha, um dia, basta ter paciência, como te pedi. Sei que sou maravilhosa”, tentei descontrair. Eu sorri e ela devolveu o sorriso, enxugando as novas lágrimas que escorriam de seus olhos.

Notas finais
Então é isso Espero que consigam entender o lado da Emma, não digo que ela está certa, apenas quero que entendam-na O que estão achando da Rory? Eu, particularmente, amo ela Deixem suas opiniões Até o próximo capítulo