Minha Outra Metade
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Regina havia acabado de entrar no estábulo e caminhou em direção aos seus cavalos. Mal chegou à baia dos dois cavalos e ela imediatamente fora recepcionada pelos animais.
— Olá Imperatriz! – cumprimentou passando uma mão no pescoço do animal enquanto a outra entregava uma maçã partida ao meio – Como você tem passado? – o animal deu apenas um pequeno relincho como se respondesse a sua dona. Então sentiu um leve empurrão nas suas costas e se virou para o outro cavalo que pedia um pouco da atenção da mulher – Olá Guardião! – sorriu amavelmente e passou sua mão no pescoço do animal fazendo carinho e com a outra também entregou uma maçã dividida ao meio – E você como tem passado? – ele apenas a olhou levemente triste – Eu sei o que você está sentindo... – sussurrou a morena e foi tirada de seus pensamentos quando sentiu uma cabeça de encontro com suas pernas e olhou um pouco abaixo para ver o potro – Oi meu Príncipe! – disse ela ao pequeno animal, passando a mão por sua cabeça, Príncipe era o filhote de Guardião e Imperatriz, ele era a perfeita mistura dos dois, sua pelagem dourada com a crina e rabo preto. Regina também entregou uma maçã cortada ao meio ao pequeno animal enquanto acariciava sua cabeça – Será que se Emma e eu tivéssemos um filho ele seria a nossa mistura perfeita como você ou puxaria mais um lado que o outro... – comentou e esse pensamento a fez rir por um breve momento – Eu também sinto muito a falta dela... – comentou por fim e ficou ali com os três animais por um tempo.
—SQ-
— Você não está comendo direito, Lady Regina. – comentou Henry ao ver sua amiga apenas mexendo sem sua comida. Eles estavam sentados a mesa como de costume, Cora já havia comido e deixado o ambiente. O lugar de Emma estava vago.
— Faz quase três semanas já, Henry... – comentou Regina deixando seu garfo de lado de uma vez – Eu não consigo mais dormir direito, não consigo mais pensar direito... – fez uma pausa – Não tê-la ao meu lado é excruciante... Tão vazio.
Henry concordou com a cabeça – Eu também sinto falta dela... – soltou um longo suspiro – Dela me chamando de garoto. – o canto de sua boca curvou levemente em um sorriso simples. Regina sorriu brevemente, e tomou um gole de seu vinho, pois havia presenciado várias vezes os dois “discutindo” quando a loira o chamava de garoto, mesmo ela falando depois que sabia o nome dele.
— Boa noite! – cumprimentou Daniel assim que entrou na sala sem ser anunciado, cortando a conversa dos dois. Ele fez um meneio com a cabeça para o rapaz e se virou para Regina e pegando a mão da morena em suas mãos e beijou o dorso da mão menor.
Henry franziu a testa para o ato e Regina imediatamente retirou sua mão das mãos do homem – Boa noite, Daniel! – cumprimentou cordialmente. O homem sorriu amavelmente e sentou-se ao lado da morena, no lugar de Emma, já que o outro lado Henry estava sentado.
— Daniel, peço que não sentasse no lugar de Emma. – pediu Regina, o olhando séria.
— Perdão! – disse ele a olhando confuso.
— Esse lugar é de Emma... – voltou a explicar – Então peço que não se sentasse no lugar dela, por favor.
— Eu não sabia... – disse ele se levantando e sentando em outra cadeira muito a contra gosto – Regina...
— Lady Regina! – interveio Henry interrompendo o homem – Se você já terminou seu jantar, gostaria de conversar com você sobre algumas coisas importantes. – pediu Henry a olhando.
— Claro, sem problema Henry. – falou a morena e agradecendo mentalmente por Henry tirá-la da sala.
O homem mais velho fechou a cara percebendo que Henry estava visivelmente tirando Regina da sala. Ele fez uma leve careta para o rapaz, mas sem dizer nada se levantou, em sinal de respeito assim que a soberana se levantou da cadeira – Bom, vejo que talvez possamos conversar outra hora.
Regina não respondeu, ela apenas fez um meneio com a cabeça e saiu da sala seguida por Henry. Daniel voltou a sentar-se na cadeira e uma empregada entrou na sala trazendo seu jantar. Ele agradeceu e tomou um pouco de seu vinho – Tudo bem... Eu tenho paciência... – resmungou bravo – Não vou desistir assim tão fácil, ainda mais agora que aquela loira azeda não está mais no caminho. – sorriu vitorioso e começou a comer – Mal sabe ela que já tenho alguns homens aqui no reino e mesmo se ela não casar comigo irá casar por mal, e quando menos esperar eu tomarei o reino. – falou para si mesmo.
—SQ-
— Lady Regina... – disse Henry assim que saíram da sala – Daniel não me passa segurança. – ele estava andando ao lado da mulher – Mesmo que ele tenha guardas o observando e seguindo, a sensação de insegurança não passa... Emma estava certa. Acho que não devemos confiar nele... – fez uma pausa – Apesar do que aconteceu ele tem um reino, por que não volta para o reino dele? Por que ainda está aqui? – perguntou curioso.
Regina parou abruptamente surpreendendo Henry e o deixando confuso – Ele me quer! Simples assim! – respondeu simplesmente. Ela já havia percebido logo na primeira vez que ele estava aqui, os seus olhares sobre ela, os ciúmes e proteção silenciosa de Emma para com ela. E agora com essa conversa que quer ser seu amigo e ajudá-la a superar esse momento – Agora que Emma não está, ele acha que tem uma chance comigo... – respirou fundo e olhou para o rapaz – Eu o estou mantendo aqui por que quero saber a verdade... Se minha loira está mesmo morta... – vacilou em falar essas palavras – Se ela estiver... Quero saber quem a matou.
Henry concordou com a cabeça – David sabe disso? – perguntou.
— Não... – respondeu – Por enquanto só você sabe sobre isso e espero, por enquanto, ficar assim.
— Não abrirei a boca quanto a isso... – jurou o rapaz – E você sabe que se precisar de mim estarei aqui para qualquer coisa.
— Sim eu sei... – disse ela sorrindo levemente – Eu fico muito agradecida.
—SQ-
Ela escutava barulho de água ao seu redor. Mãos tocavam sua pele ressecada pela água do rio pelo sol. Então sentiu um forte puxão a tirando do meio da água e escutou murmúrios ao seu redor. Seus nublados pensamentos logo voltaram aos últimos acontecimentos. Será que Daniel a achou e irá acabar de vez com ela? Emma sentiu algum mais uma pessoa a arrastando até a beira do rio, deixando suas pernas na água e seu tronco sendo deitado na terra. Logo em seguida sentiu seus braços livres e uma excruciante dor invadir seu corpo. A flecha que estava presa entre sua costela e braço caiu também. Essa fora a flecha que Daniel havia a acertado enquanto estava no cavalo.
— Será que ela está viva? – escutou uma voz feminina, a loira quis responder, mas estava sem forças.
— Será um milagre se ela estiver. – veio a resposta em uma voz masculina.
— Não podemos deixá-la aqui. – novamente uma voz feminina, mas diferente da primeira, essa tinha um sotaque carregado.
Levemente Emma foi abrindo os olhos e luz do sol da manhã a cegou momentaneamente. Assim que seus olhos se acostumaram com a luz, ela olhou brevemente ao redor e se pegou encarando três pares de olhos que a olhavam curiosos. Ela franziu seu cenho e não se moveu, pois seu corpo todo doía, principalmente seus principais machucados, era como se não tivesse mais o braço machucado. Ela estava toda anestesiada.
— Qual o seu nome? — perguntou a voz masculina
Emma olhou ao redor tentando descobrir que estava falando com ela, então ela conseguiu associou a voz ao par de olhos castanhos escuros. Ela tentou abrir a boca, mas sua voz não saiu, aloira estava cansada e todo seu corpo doía.
— Qual o seu nome? – veio a pergunta novamente, mas na voz feminina.
Novamente a loira olhou ao redor e se encontrou com um par de olhos azuis e cabelo castanho claro, o qual ela deduziu ser a dona da voz suave. E mais uma vez Emma tentou falar, mas nada saiu. A terceira pessoa a rodeou como se estivesse pronta para atacar, se aproximou, então viu uma cabeleira vermelha e outro par de olhos azuis a encarando, ela moveu sua mão pelo braço machucado da loira e então chegou ao seu ombro com o pedaço da flecha ainda, ajeitou a pequena faca em baixo do cabo da flecha e sem dizer nada apoiou as duas mãos sobre o ombro da loira e o empurrou para baixo, fazendo a ponta da flecha sair completamente do outro lado. Emma deixou sair um sonoro grito de dor e mais um alto gemeu quando essa mesma mulher pegou a ponta da flecha e puxou completamente para fora de seu corpo.
— Dói? – perguntou zombeteira, com o pequeno pedaço de flecha em sua mão.
— Sim... sim... – veio a fraca resposta quando Emma voltou a deitar seu corpo no chão.
— Qual o seu nome? – questionou novamente a voz masculina e Emma virou o seu rosto e se encontrou com o dono da voz.
— Emma... Swan... – respondeu fracamente com a respiração pesada, e aos poucos sentiu sua testa começar a cobrir de suor.
— Eu sou Merlin. – respondeu o homem – Essa é Anna! – apontou para a mulher de cabelo castanho claro – E esta é Mérida! – então apontou para a ruiva. Emma tentou responder alguma coisa, mas novamente caiu na inconsciência – Vamos levá-la para a cabana... – disse Merlin assim que a pegou no colo – Anna e Mérida, precisarei de algumas ervas, enquanto volto para a cabana, vocês por favor vão procurar para mim. – pediu falando quais as ervas de que precisaria.
—SQ-
Emma passou dias entre alucinações e momentos de inconsciência devido a sua alta febre. Merlin cuidava bem dos ferimentos profundos, os mais superficiais já estavam quase todos cicatrizados. Entre seus delírios, Emma chamava por Regina.
— Como ela está? – perguntou Mérida ao adentrar a cabana.
— Dentro do possível, ela está bem... – respondeu Anna enquanto trocava o pano na testa da loira – A febre está finalmente começando a ceder.
— Finalmente... – comentou feliz Merlin ao adentrar também na cabana – Se a febre não começasse a baixar, não sei mais o que faria. Seus machucados já estão melhores... – afirmou assim que fez uma breve avaliação na loira – Só o ombro que ainda está muito machucado e esses dois machucados mais profundos na coxa... Sem falar dos hematomas. Os ferimentos no braço e na costela esquerda estão com uma boa cicatrização também.
— Então descobriram algo? – perguntou Anna recolocando o pano sobre a testa da loira.
— Sim... – respondeu Mérida amassando algumas ervas que trouxe consigo – Houve uma batalha a mais ou menos um dia, quase um dia e meio de viagem ao norte... Pelas vestimentas que encontramos nela, e os ferimentos, indicam que provavelmente ela estava nessa batalha.
— O que muito me impressiona é que ela tenha sobrevivido ao cair no rio toda amarrada, machucada e ainda ter vindo com a correnteza parar aqui. – comentou Merlin se sentando em uma cadeira.
— Bom, com a febre baixando, logo ela voltará a consciência novamente e então poderemos conversar com ela. – disse Mérida que se aproximou com aquelas ervas que ela estava amassando e colocou sobre os machucados mais profundos da loira.
— Assim esperamos. – concordou Merlin cortando os alimentos que ele iria preparar para eles – Pois ela precisa começar a se alimentar sozinha novamente para se recuperar mais rapidamente.
Fazia quase duas semanas que Emma havia sido resgatada do rio, seus machucados superficiais estavam todos cicatrizados, os hematomas estavam quase todos sumindo, seu ombro estava mais bonito de se ver, a cicatrização estava começando. Na sua coxa a cicatrização estava mais avançada, e os ferimentos que estavam no braço e na costela já eram apenas uma marca mais clara na pele que havia se formado ali.
Anna passava as ervas amassadas no ombro da loira, estava concentrada e não viu quando uma mão segurando seu punho firme, mas gentilmente a fazendo se assustar.
— Ainda... dói... – sussurrou a loira roucamente, soltando a mão da outra mulher. Emma olhou ao redor, piscou mais algumas percorrendo o ambiente e não o reconhecendo – Onde estou? – perguntou para a mulher a sua frente e antes que ela pudesse responder, como um raio todas as lembranças vieram a tona a sua mente – Regina! – sentou-se rapidamente, mas gemeu em dor colocando sua mão no ombro e olhando para sua coxa direita toda enfaixada – Eu preciso voltar! Eu preciso acabar com aquele miserável. – tentou se levantar, mas Anna apenas espetou seu ombro com o indicador e no instante seguinte Emma estava deitada de volta a cama – Não faça mais isso... – recuperou a respiração – Isso dói!
— Então não me obrigue a fazer. – disse Anna. Emma sabia que ainda não tinha condições para nada e apenas assentiu com a cabeça e ficou deitada na cama – Irei chamar Merlin e Mérida, então não sai daqui... – se levantou – Volto em um instante. – saiu sem esperar pela resposta de Emma.
Minutos depois Anna estava de volta, junto com Mérida e Merlin, e encontraram Emma ainda deitada na cama – Como você está se sentindo? – perguntou Merlin ao puxar uma cadeira e sentar-se próximo a cama.
— Como se eu tivesse sido arrastada por um monte de cavalos. – respondeu fracamente.
— Antes de qualquer coisa, coma! – disse Anna entregando um prato com ensopado e pão para Emma – Depois que você comer, acho que podemos conversar.
Emma segurou o prato de comida e no instante seguinte seu estômago deu sinal de vida – Obrigada! – agradeceu e começou a comer – Claro que poderemos conversar após eu terminar. – disse entre uma colherada e outra do ensopado que comia. Minutos mais tarde, Emma já estava satisfeita e pronta para conversar.
— Bom... – começou Merlin – Acho que você não se lembra de nossos nomes, não é? – a loira o olhou envergonhada e afirmou com a cabeça – Não se preocupe, está tudo bem... Quando encontramos você, já foi um milagre você estar viva... – fez uma pausa e apontou para cada mulher falando os nomes e por fim falando seu – E você?
— Eu sou Emma Swan, comandante da armada especial do reino da Maçã Escarlate. – se apresentou cordialmente a loira – Onde estou?
— Você está bem ao sul do Vale de Ávalon... – disse Mérida entregando um copo com água para Emma — Você está muito longe de seu reino.
Emma respirou profundamente, sentindo as dores de seu corpo, os lugares que mais doíam ainda era seu ombro e sua coxa – Quanto tempo de viagem?
— Em tempo normal de três a quatro dias... – disse Anna – Mas no estado que você está vai pelo menos uma semana e meia... Mas pode tirar esses pensamentos da cabeça que por enquanto no máximo aonde você irá será o banheiro. – terminou rindo levemente.
— A quanto tempo eu estou aqui? – perguntou se ajeitando para amenizar a dor no seu ombro.
— Tem quase duas semanas! – disse Merlin – Nós te achamos flutuando no rio... O que aconteceu com você?
— Eu cai em uma emboscada. – respondeu baixo – Fui ajudar e acabei sendo emboscada.
— Por quem? – questionou Mérida curiosa.
— Por Daniel... Aquele miserável... – soltou uma respiração furiosa – Vou acabar com sua inútil vida.
— De Cavalos Galopantes? – perguntou Merlin e Emma afirmou com a cabeça – Desde que ele assumiu o reino através de golpe nós nos recusamos a ficar no reino e partimos.
— Ele chegou dizendo que havia sido invadido pelo reino de Arendelle e que precisava de nossa ajuda.
— Besteira! – interrompeu Mérida – Aquele pulha que vivia invadindo reinos para aumentar seu território.
— Eu acabei aceitando ajudá-lo e quando chegamos ao local, minha armada acabou sendo surpreendida e morta sobrando só eu. A última coisa que me lembro foi que senti uma flechada nas costas. – disse a loira e tomou um gole de sua água.
— Bom, a notícia boa é que essa flecha não acertou em cheio as suas costas, apenas entre seu braço e costela, que já estão cicatrizados. – explicou Anna apontando para o braço e costela direita. Emma ergueu o braço e viu uma linha de pele mais rosada indicando o local da cicatriz.
— Acho melhor encerrarmos aqui nossa conversa... – disse Merlin vendo o adiantado da hora através da janela – Amanhã conversamos mais, então descanse.
— Eu preciso avisar meu reino.
— Se Daniel atentou contra você, acho melhor ainda o deixar acreditar que está morta. – disse Mérida se levantando – Porque se souber que está viva não poupará esforços para matá-la e prejudicar seu reino.
— Sim, Mérida tem razão, no momento a melhor coisa é você se manter escondida... – acrescentou Merlin – Principalmente porque você não tem condições em de ficar em pé sem apoio ainda, quanto mais lutar contra uma armada sozinha.
Emma ponderou as possibilidades e acabou concordando com eles, então deitou na cama novamente e aquela conversa a havia cansado, e logo estava dormindo novamente.
—SQ-
— Vamos Regina! – disse Emma animada – Vamos cavalgar!
— Mas Emma, ainda tenho alguns assuntos para terminar aqui. – disse Regina mergulhada nos papéis.
— Depois você resolve isso... – falou a loira tirando os papéis das mãos da morena – Está um dia muito bonito lá fora.
— Você não irá me deixar em paz, não é? – perguntou olhando para a mulher a sua frente que afirmou com a cabeça – Tudo bem, vamos cavalgar.
Elas já estavam há um bom tempo cavalgando quando Emma avistou um rio a frente, pararam perto do mesmo, para deixar os cavalos descansarem. Emma estava morrendo de calor, pois além de um dia bonito, estava fazendo muito calor, e sem pensar duas vezes começou a se despir.
— O que você está fazendo? – escutou Regina perguntar.
Emma a olhou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo – Vou entrar no rio... Estou com calor e vou me refrescar. – terminou de se despir ficando apenas de roupas íntimas.
— Assim? Praticamente pelada? – questionou Regina exasperada.
— Relaxa. – disse ao se aproximar de um barranco alto na beira do rio – Acho que você deveria entrar também.
— Você só pode estar ficando louca que vou me juntar a você nessa água que provavelmente deva estar muito fria.
— Ai minha morena, deixe de frescura e vamos entrar! – disse Emma ao se preparar para dar um mergulho na beira do barranco.
— Você não vai pular! – exclamou a morena incrédula.
— Claro que vou! – respondeu, então um sorriso malévolo apareceu em seus lábios segundos antes de pular no rio e no instante seguinte mergulhou para dentro do rio. Ela se deslocou para um ponto escondido do rio e escutou Regina a chamando e para então escutar que sua morena havia entrado na água. Submersa Emma se deslocou até chegar na morena a agarrando pelas pernas e trazendo para baixo na água. Para logo em seguida subir o corpo da mulher morena e selar seus lábios em um beijo.
Quando o ar se fez necessário elas subiram até a superfície e Emma foi alvejada por vários tapas da morena – Sua... – disse Regina dando mais tapas na loira – Sua... – tentou novamente e então abraçou fortemente sua namorada – Não faça mais isso comigo. – pediu Regina ao ouvido de Emma – Você não sabe o quanto me deixou preocupada.
— Eu não quis deixá-la preocupada... – disse a loira abraçando fortemente a morena – Eu apenas queria trazê-la para a água... – soltou um pouco a sua namorada e a olhou marota – E achei que esse era o único jeito. – riu.
— Ora sua... – Regina fora impedida de continuar ao ser beijada pela loira novamente. Ao término do beijo a morena sorriu amavelmente – Então eu sou sua morena?
Emma apenas a olhava hipnotizada e afirmou com a cabeça – Minha e de mais ninguém. – se inclinou para mais leve beijo.
— E você é minha! – disse Regina aprofundando o beijo de forma possessiva. Logo o beijo ganhou grandes proporções e quando Regina se deu conta estavam deitadas em uma grande pedra com Emma sobre si – Aqui não Emma... – sussurrou assim que a loira começou a beijar seu pescoço – Alguém pode nos ver... – conseguiu falar com muito custo.
— Deixa eu te amar, minha morena! – pediu Emma ofegante, e recebeu uma afirmação com um aceno de cabeça e se beijaram mais uma vez, um beijo cheio de paixão, luxúria, amor.
Emma abriu lentamente os olhos e percebeu que havia escorrido algumas lágrimas por suas bochechas devido ao sonho. Se bem que estava mais para uma lembrança do que para um sonho. Ela sentou-se devagar e fixou seu olhar no nada, então piscou várias vezes tentando sair daquela sensação de letargia. Que horas será que eram? Olhou para fora da janela e viu que o sol começava a despontar no céu. Lembrou quando sua vida era regida pela hora que o sol nascia e a hora que o sol se punha.
— Sonho ruim? – perguntou Anna se fazendo perceber, entregando uma caneca de café para a loira.
— Não... – murmurou um obrigada quando pegou a caneca – Está mais para um ótimo sonho isso sim. – respondeu dando um gole no café.
Fale com o autor