Minha Outra Metade
12 Capítulo 12
Notas iniciais
— Daniel! – chamou Cora assim que viu o homem sentando em um banco no jardim – Estava a sua procura.
— Lady Cora. – cumprimentou o rapaz, e ofereceu o lugar ao seu lado – Por favor.
— Obrigada! – agradeceu ao se sentar. Soltou uma longa respiração – Conversei com minha filha... – iniciou a mulher.
— E como foi? – perguntou ele na expectativa.
— Estou preocupada com ela. Ela insiste na ideia que Swan voltará para ela. – desabafou – Tentei argumentar, mas ela continuou irredutível. Sinceramente não sei o que fazer com relação a isso!
— Entendo Lady Cora. – comentou por fim o homem – Talvez esteja na hora de eu começar a tomar medidas mais energéticas, quem sabe assim Regina cai em si e volte para a realidade.
— Você não pretende fazer nenhum mal a ela? – questionou preocupada.
— De jeito nenhum... – disse ele dissimulado – Minha intenção é apenas trazê-la de volta a realidade, já que ela vive nesse mundo de fantasia achando que Swan voltará.
— E para ajudar ela arrumou um filhote de lobo! – exasperou a mulher.
— Fiquei sabendo sobre o filhote de lobo... Mas pode ficar despreocupada Lady Cora, que eu falarei com Lady Regina novamente, e a farei aceitar casar-se comigo.
— E como você fará isso?
— Mostrarei a ela que não sou apenas a melhor opção, mas também a pessoa que ela precisa ao seu lado e o que seu reino precisa. – disse ele se levantando – Mas como disse não se preocupe, não irei lhe fazer nenhum mal, apenas teremos uma conversa amigável... Agora se me der licença, darei uma caminhada pelos arredores, pois minhas pernas estão um pouco dormentes por ficar sentando quase a manhã toda aqui lendo.
— Fique a vontade! – disse Cora se levantando também – Eu voltarei para o castelo, pois tenho alguns afazeres para terminar.
—SQ-
Estavam todos na sala do trono reunidos, conversando algumas amenidades, esperando por Regina. David andava de um lado a outro, ansioso. Estava feliz por sua amiga estar de volta, aquela sensação de culpa diminuiu e muito, mas ainda precisava conversar com Emma e tirar de vez esse peso de seus ombros. Ele fora tirado de seus pensamentos pelo barulho da porta se abrindo, ergueu seus olhos e viu Regina e Henry entrando conversando.
— Olá a todos! – cumprimentou a soberana assim que se sentou a cadeira na mesa, junto com todos. Eles a cumprimentaram de volta.
— Bom... – começou David, se virando para Ruby e Killian – Vocês sabem que Daniel e seus homens estão infiltrados em nosso reino, e que temos um plano em andamento para tirá-los daqui...
— Sim... – comentou Ruby – Só gostaria de saber por que não havíamos sido chamados antes para participar dessas decisões, pois nós também fazemos parte do conselho.
— Entendo que todos estão abalados com os acontecimentos recentes... – falou Killian – Mas não vejo o motivo de terem nos deixado de fora.
— Então eu peço desculpas, pois foi culpa minha... – respondeu Emma saindo de trás da cortina, que escondia a passagem secreta – Essa foi uma decisão minha, assim que voltei para o castelo.
Imediatamente Ruby e Killian se viraram para onde vinha a voz, e Henry que estava de frente apenas arregalou os olhos incrédulo, vendo Emma se aproximando da mesa.
— É isso mesmo que estou vendo? – perguntou Henry sendo o mais rápido a reagir, se levantando e indo em direção a loira.
— Isso mesmo garoto! – respondeu Emma sorrindo.
— Emma! – gritou feliz e saiu correndo para abraçá-la. Assim que ele a abraçou quase a derrubou no chão – Você não está morta!
A loira riu – Ainda bem que não garoto, estava com saudades de você. – disse assim que se separou para então ser realmente derrubada por Ruby – Calma ai, lobinha! – disse ela deitada no chão com a mulher sobre si.
— Loirão!! – disse Ruby feliz, então se sentou sobre o quadril da loira e começou a dar leves tapas em Emma – Nunca mais faça isso com a gente. – ordenou, batendo ainda na loira.
— Não posso prometer coisas que não sei se conseguirei cumprir. – brincou Emma rindo e tentando se defender da chuva de tapas que estava recebendo.
— Ora sua... – Ruby parou a “agressão” e se levantou ajudando Emma a também ficar de pé.
— Amoreco! – disse Killian com lágrimas nos olhos, e deu um abraço apertado na loira. Eles se soltaram e sem dizer mais nada, foram para a mesa, sentarem e discutirem novamente o que seria feito a partir daquele momento.
— Emma, acho que devamos acelerar o plano... – comentou Mulan – Um de meus homens veio me falar que Daniel está começando a perder a calma, principalmente porque Regina não cede a nenhuma de suas investidas, e ele está querendo tomar tudo na base da força.
A loira ficou um momento de olhos fechados, analisando todas as possibilidades. Henry olhou para ela e então olhou para Regina que apenas sorriu – Já sabemos quem são todos os homens de Daniel?
— Sim... – respondeu David – Nossos homens junto com os de Mulan e mais a ajuda de Mérida, Anna e Merlin descobrimos todos e consequentemente quantos são.
— Ótimo! – respirou profundamente – Reúna nossos homens e ordenem que acabem com todos os homens de Daniel, deixando apenas Arthur e o próprio Daniel. Mas claro que sem fazerem alarde.
Findada a reunião, David e Mulan saíram para darem suas ordens. E no decorrer do dia e o avanço da noite, os homens de Daniel foram diminuindo. Pequenas emboscadas eram armadas para a captura dos homens de Cavalos Galopantes. Até mesmo o povo do reino, quando perceberam o que estava acontecendo, em alguns momentos ajudavam os guardas do castelo a darem um fim nos homens de Daniel. Eles ajudavam alegando que esses forasteiros se achavam muito superiores aos moradores do reino, e que não tinham nenhum respeito pela rainha e ainda zombavam contando a história de como a comandante Swan havia sido morta.
— E depois? – perguntou Henry.
— Assim que Arthur descobrir que não tem mais seus homens, a primeira coisa que ele irá fazer é contatar Daniel.
— Cadê meus homens? – se indagou Arthur, olhando ao redor e não vendo ninguém, apenas os moradores do reino, e os guardas do castelo – O que aconteceu? Parece que sumiram do dia para a noite... – resmungou andando e olhando ao redor. Decidiu ir para seus locais de encontro, ao chegar tanto no lago quanto depois a área de comércio o resultado fora o mesmo. Nada. Ninguém! – Mas que droga! – esbravejou ele olhando os transeuntes fazendo suas compras – Onde meus homens foram parar? – perguntou mais alto agora – Se eles estão aprontando alguma coisa idiota eu os punirei pessoalmente. – respirou profundamente tentando se acalmar — Era para eles estarem aqui! Daniel não irá gostar nem um pouco disso!
— Se eu fosse você não me preocuparia tanto quanto a eles estarem fazendo alguma coisa idiota. – disse um guarda passando por ele, sem parar seu caminhar.
— O que você disse? – perguntou Arthur se virando para o homem que já estava longe.
— Você o ouviu. – respondeu outro guarda passando por Arthur, também sem parar seu caminho.
— O que estão insinuando? – questionou autoritário, mas quando olhou para o guarda esse também já estava longe.
— Melhor você baixar o tom, afinal você não manda nada aqui. – um terceiro apareceu e parou ao seu lado, esse era de uma patente mais alta que os outros dois que passaram por Arthur, olhando com atenção as frutas na barraca de um senhor, pegou uma que achou apetitosa, deu uma moeda pela mercadoria e deu uma grande mordida – Não estamos insinuando nada... – disse depois que engoliu o pedaço da fruta – Estamos afirmando que eles não estão fazendo nada idiota...
— E por que tanta certeza quanto a isso? – perguntou olhando para o homem que comia sua fruta tranquilamente.
— Por que eles já não estão mais aqui! – outra mordida na fruta e Arthur apenas o olhava curioso – Afinal, eles não estão mais vivos para fazerem mais nenhuma idiotice. – falou assim que engoliu o pedaço.
— Não estão vivos? – perguntou incrédulo.
— Ora Arthur... – disse o guarda ao jogar os restos da fruta fora assim que terminou de comê-la – Não subestime nossa inteligência, e muito menos a sua... – fez uma pausa, olhou para mais uma fruta, mas decidiu por não comprá-la, e virou-se para o homem de Daniel, sério – Ou vocês acharam que invadirian nosso reino sem que percebêssemos? Faltariam com respeito a nossa rainha e nossa comandante? Quem são os tolos aqui afinal?
— Você está blefando! – disse entre os dentes.
— Será que estou mesmo? – fez uma pausa – Será que se eu estivesse blefando, você não estaria vendo seus homens agora? Eles não estariam por ai, andando desprevenidamente achando que NOSSO reino já era de vocês?
— Impossível! – olhou ao redor e constatou novamente que não havia um homem seu sequer nas redondezas.
— Acha mesmo? – abriu os braços e girou mostrando todo o espaço – E mais uma coisa... – o guarda riu – Nós barramos todos os seus homens de entrarem em nosso reino, independentemente do motivo... Então além de não terem mais ninguém aqui, vocês também não tem seus homens vindo de fora.
Sem dizer nenhuma palavra, Arthur empurrou o homem e saiu correndo para avisar Daniel que eles foram descobertos e que agora, mais do que nunca, corriam perigo.
— Nesse momento é que você, minha morena, entrará em ação. – disse Emma pegando a mão de sua esposa e dando um beijo no dorso da mesma – Você finalmente se deixará cair pelos “encantos” de Daniel, e o trará para onde nós todos estaremos esperando por ele.
Daniel estava bufando de raiva – Cora é inútil. – comentou consigo mesmo – Onde já se viu não conseguir dobrar sua própria filha, para ver que sou a melhor opção e todos os sentidos? – estava andando apressadamente pelos corredores. A pouco havia conversado com Arthur, e havia ordenado que seus guardas começassem o ataque ao castelo – Já que ela não quer se casar por bem, então se casará contra a própria vontade. Ela verá que comigo, Daniel, rei de Cavalos Galopantes não se brinca, e muito menos se enrola.
—SQ-
— Para onde devo levá-lo? – perguntou a morena com um sorriso diabólico no rosto, erguendo uma sobrancelha, pensando em toda a encenação que ela faria com o homem.
— Para onde mais, minha vida? – respondeu a loira a olhando – Para o jardim, já que ele gosta tanto de ficar lá... – respirou fundo – Assim poderemos nos esconder mais facilmente e aparecer no momento exato.
— Tudo bem! Mais alguma coisa? – perguntou ansiosa – Pois eu já tenho em mente como vou cair nas “graças” dele.
— Por enquanto é só isso, morena! – disse a loira sorrindo amavelmente. – Só não exagere em sua encenação, que por mais que eu saiba que não é real, não quero você muito perto daquele sujeito asqueroso.
— Meu amor, não se preocupe... – falou a morena se inclinando para dar um beijo na bochecha de sua esposa – Ficarei perto apenas o suficiente daquele ser.
— Bom, chega casalzinho feliz... – brincou Ruby – Deixem essa parte para mais tarde, agora Loirão continue com o plano. – pediu esfregando as mãos em ansiedade.
— Ruby, acho que Belle não está fazendo um bom trabalho com você. – respondeu a loira travessa – Ela não está te domesticando muito bem. Acho que precisarei ter uma pequena conversa com ela.
— Oh aí é que você se engana. – riu a morena com mechas vermelhas – Só não estou tão domesticada quanto você. – por fim riram.
—SQ-
Regina caminhava vagarosamente pelos corredores. Estava a procura do seu alvo. A cada passo, sua mente fervilhava. Seu coração batia mais rápido, pelo mero pensamento que logo tudo isso acabaria e voltaria ao que era antes. A morena fora tirada de seus pensamentos ao se chocar de frente com um corpo que virou, vindo de outro corredor.
— Regina! – exclamou Daniel surpreso, mas que a segurou para não ir ao chão devido ao choque – Está tudo bem?
Ela apenas levantou seu olhar – Oh Daniel... – fez uma pausa – Desculpe, estava com a cabeça distraída. Perdoe-me!
— Não tem problema. – ele disse a soltando – Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? – voltou a perguntar.
— Não aconteceu nada... Estava apenas pensando. – disse calmamente – Apenas pensando.
— Eu poderia saber em que tanto pensa ao ponto de se distrair desse modo?
Ela suspirou profundamente – Andei conversando com minha mãe... Ela me falou umas coisas que no começo não quis acreditar e muito menos aceitar... Mas acho que agora que estou mais calma e depois de pensar muito acho que ela tem razão.
— E você poderia compartilhar comigo o que ela te disse? – perguntou ele começando a perder a paciência.
— Que deva começar a andar com minha vida... Me casar novamente... – explicou com um leve sorriso no rosto.
— Oh Regina, vejo que finalmente sua mãe conseguiu colocar um pouco de senso em sua cabeça. – disse o homem esperançoso, talvez ele não precisasse destruir aquele reino tão belo para poder tê-lo.
— Sim, ela finalmente me fez ver coisas que precisava... Então acho que começarei com a oportunidade de casar novamente...
— Hum... Interessante.
— Está aí a sua grande chance. – disse ela – A oportunidade que você queira. – soltou por fim com um longo suspiro.
— Sério? – seus olhos se arregalaram surpresos.
— Por que o espanto? – perguntou ela fingindo estar chocada.
— Não é espanto... – tratou ele logo de explicar – Apenas estou surpreso.
— Então depois de muito pensar, eu estou cansada de lutar contra, cansada de tudo... Não quero ver meu povo sofrer com uma guerra sem sentido, principalmente se eu puder evitar. – disse demonstrando cansaço em sua voz – Foi difícil para eu tomar essa decisão, pois sou muito orgulhosa... Uma decisão quanto a sua proposta... – fez uma pausa pequena, tomou fôlego – Eu aceito me casar com você...
Daniel abriu um imenso sorriso vitorioso – Eu sabia que mais cedo ou tarde você acabaria concordando comigo... Que você finalmente veria que sou mais forte que você... Que o que eu quero eu pego, e com você não iria ser diferente. – como se fosse possível seu sorriso se ampliou – Você tomou a decisão certa, Regina.
— Só tenho um pedido a fazer. – falou ela derrotada.
— E qual seria? – perguntou Daniel não se contendo de felicidade.
— Já que vamos nos casar... – fez uma pausa – Queria saber se mais tarde você me acompanharia em um passeio pelo castelo, já que você será meu marido, gostaria de conversar e conhecê-lo um pouco mais.
— Regina... Regina... – disse o homem em toda sua prepotência – Você teve todas as chances possíveis... – fez uma pausa, Regina ia abrir a boca, Daniel impediu continuando levantando a mão — Para mostrar que sou um homem que não guarda rancor e que sou muito generoso, eu lhe acompanharei em um passeio pelo castelo, assim você me mostra o que será meu depois que nos casarmos.
— Então depois do almoço podemos fazer esse passeio? – perguntou Regina o olhando na esperança que disse sim.
— Claro! – respondeu ele prontamente – Praticamente estamos na hora do almoço... Me acompanha? – perguntou e Regina apenas concordou com um aceno positivo de cabeça.
Almoçaram tranquilamente, ou pelo menos, na medida do possível, pois Cora apareceu para almoçar junto e ficou extremamente feliz com a notícia de que finalmente sua filha estava seguindo com sua vida, e que iria se casar com Daniel. Quem não havia gostado muito era Henry que ficou sabendo das últimas notícias e acabou não almoçando com eles.
— Garoto insuportável! – disse Daniel quando Henry saiu da sala – Quando eu for rei, ele será o primeiro que mandarei embora, junto com aquela tropa de araque que se autointitulam armada especial.
— Mas são meus amigos! – disse Regina triste.
— Arrume outros amigos. – respondeu Daniel – Eu não os quero mais aqui.
— Tudo bem... – disse Regina derrotada.
— Assim que eu gosto. – comentou Daniel a olhando – Bem submissa, pois assim será todo o meu reinado aqui, você submissa a mim.
— Como quiser. – apenas falou Regina respirando fundo.
— Vamos dar uma volta. – sugeriu o Daniel assim que terminou de comer. Sem dizerem mais nada, eles saíram da sala e foram começar o passeio pelo castelo. Internamente Regina sorria, pois logo esse tormento chegaria ao fim.
Começaram pela parte onde ficam todos os animais. Daniel não conhecia essa parte, mas ficou muito surpreso o quão grande era essa parte. Depois passaram pela ala dos dormitórios dos guardas, ficou sabendo bem por cima do projeto sobre a formação de armadas, ficou surpreso ao saber que fora o próprio rei que criou tudo e principalmente que o objetivo era tirar crianças sem família das ruas, e claro fortalecer a guarda do castelo. Regina havia ocultado o fato que Emma havia ampliado o projeto e melhorado. Ele já vislumbrava o que poderia fazer com tudo aquilo quando ele colocasse as mãos. Passaram pela área de treinamento e pelas salas das aulas teóricas. Passaram por outras alas do castelo e finalmente adentraram nos jardins. Passaram pela parte que havia as macieiras, as quais davam o nome ao reino. Ele pensava em aumentar a área de treinamento derrubando todas aquelas macieiras inúteis, pois para ele quanto mais melhor. Por fim chegaram ao jardim que poderiam se sentar e continuar conversando.
— E quando chegarmos ao ponto combinado? – Killian.
— Nós todos estaremos escondidos esperando o momento certo de aparecer. – respondeu a loira.
— E esse momento seria? – perguntou Henry ansioso.
— Quando Arthur chegar falando que todos os seus homens estão mortos. – disse Emma – E nesse momento vocês irão saindo cada um de seu lugar, e quando ele menos esperar serei a última a sair.
— Vamos nos sentar um momento. – pediu Regina – Confesso que esse passeio me cansou.
— Claro! – concordou ele já se sentando.
— Meu rei! Meu rei! – Arthur chamava alto correndo por entre as pessoas no jardim – Meu rei! Preciso muito falar com vossa majestade. – disse assim que se aproximou, lentamente e sem os dois homens perceberem, Regina deu alguns passos se distanciando deles.
— O que você quer? – perguntou Daniel profundamente irritado, pois Arthur havia interrompido um momento muito bom para o homem da nobreza.
— Meu rei, trago notícias não muito boas. – disse Arthur tomando fôlego – Aliás as notícias são péssimas.
Daniel suspirou enfadonho – E quais seriam essas notícias?
— Nossos homens! Meu rei, ele foram todos mortos! – respondeu o comandante.
O nobre ficou um pequeno tempo pensativo então falou – Você quase me pegou com sua brincadeira... – riu sem graça – De muito mal gosto a propósito.
— Meu rei, eu não estou brincando. – exasperou Arthur – Falo a verdade. Não encontrei nenhum homem nosso dentro do reino, e eu vasculhei todos os lugares em que eles poderiam estar.
— Não diga nenhuma sandice Arthur! – se irritou Daniel se levantando e se aproximando de seu comandante – Claro que temos homens espalhados pelo reino.
— Não meu rei, nosso homens estão todos mortos, fomos descobertos. – sua expressão era de medo.
— É nessa hora que vocês saem, cada uma por vez... – disse Emma.
— Por que você não acreditaria em seu comandante? – perguntou David saindo de trás de umas colunas, junto com Merlin – Creio que ele está dizendo a verdade. – se aproximou de Regina.
— Mais um para dizer coisas absurdas. – bradou Daniel, ainda resoluto que tinha toda sua armada espalhada pelo castelo e que em apenas um chamar seu e todos se apresentariam.
— Eu se fosse você acreditaria em seu comandante. – agora foi Ruby que saiu de trás de uma parede próxima, juntamente com Mérida. E se posicionando do lado contrário de David.
— Por que eu sei que minha armada está apenas espalhada e esperando por meu comando. – bradou Daniel.
— Sua armada só te obedecerá caso você consiga falar com os mortos. – brincou Killian saindo de trás da cerca viva, parando a direita de David e a esquerda de Ruby. Eles estavam formando um círculo em volta de Daniel e Arthur.
— E tem mais meu rei... – começou Arthur olhando para os três que entraram na conversa – Eles barraram os nossos homens de entrar no reino, fazendo que nosso número não aumentasse e com a investida deles à surdina, dizimaram todos que estavam aqui.
— Como você ficou sabendo disso e não veio me contar imediatamente? – perguntou Daniel irritado.
— Por que ele ficou sabendo agora a pouco disso. – respondeu Mulan no lugar de Arthur, saindo de trás da outra cerca viva, junto com Anna e parando do lado oposto do de Killian.
— Aposto que isso é coisa sua. – disse Daniel apontando para Mulan — Isso só começou depois que você voltou para cá.
— Acho que você está equivocado. – respondeu ela com um sorriso maroto nos lábios.
— Então isso é coisa sua? – apontou para David que negou com a cabeça, então para Ruby, que também negou, Killian que negou também – Então você está por trás disso? – disse se virando para Regina, possuído pela raiva.
— Não! – ela apenas respondeu – Ah e quanto a sua proposta de casamento... Pode esquecer que eu nunca me casarei com você.
— Como ousa!! – disse tentando se aproximar, mas David entrou na frente da morena a protegendo parcialmente – Vocês irão se arrepender dessa afronta... E você Regina, querendo ou não irá se casar comigo.
— Nem em seus sonhos... – ela respondeu – Pois eu já sou casada, e muito bem casada e não pretendo me separar tão cedo.
Repentinamente Daniel começou a gargalhar – Você casada? Não me faça rir... No máximo você pode ser é viúva de comida de peixe... Pois foi o aquela mulher despresível virou, depois que eu a matei.
— Você tem certeza disso? – veio uma voz de trás de uma grande árvore.
— Quem disse isso? – Daniel perguntou curioso. Arthur que estava ao lado de Daniel, instintivamente colocou a mão no cabo da espada, esperando por qualquer coisa.
— Acho que você realmente tem o poder de falar com os mortos. – brincou Killian.
— Não me venha com suas gracinhas. – rosnou entre os dentes – Apareça covarde.
— Eu sou covarde? – novamente a mesma voz – Não fui eu que ganhei uma luta com ajuda de meus guardas. – então um vulto saiu de trás da grande árvore e começou a caminhar em direção a eles.
O povo que estava ali ao redor parou para ver o que estava acontecendo ali. Cora havia sido chamada urgentemente quando viram que talvez aquilo virasse uma grande confusão.
Os olhos de Daniel se alargaram ao ver quem se aproximava, e parou ao lado de David e Regina – Não pode ser! – seu desespero era evidente – Eu te matei! Você está morta!
— Sinto decepcioná-lo, mas eu estou viva e muito bem viva. – respondeu Emma sorrindo travessamente – E creio que temos contas a acertar. Gostou da minha emboscada? – perguntou sarcástica.
— Swan! – sussurrou Daniel incrédulo, assim como Arthur.
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