Notas iniciais
Ae voltei! Feliz Ano Novo a todos! E como bom princípio de ano novo, mais um capítulo para vocês!! o/ Boa leitura e divirtam-se!

— Mas como isso é possível? – perguntou Daniel ainda não acreditando em seus olhos.

— Devo agradecer a sua péssima pontaria. – riu Emma dando um passo a diante, ficando a frente de David e Regina – David? – a loira apenas falou.

Antes que qualquer outra coisa pudesse ser feita, David rapidamente desembainhou sua espada e em um golpe preciso desarmou Arthur, que estava na iminência de um ataque desesperado com a espada apontada para a loira. Logo em seguida, Mulan junto com Killian já o segurava para algemá-lo sem dar chance para qualquer outra manobra ou de ataque ou evasiva.

– Prendam Arthur, e o coloque na prisão! – ordenou Emma para alguns guardas – Quando Merlin, Anna e Mérida retornarem para Cavalos Galopantes, Arthur irá junto como prisioneiro e lá eles decidirão o destino dele. – sem dizerem nenhuma palavra os guardas afirmaram com a cabeça e se encaminharam para a prisão do reino.

— Agora você... – disse Emma olhando profundamente para o homem.

Daniel arregalou os olhos, e em um movimento desesperado tentou dar uns passos para trás, para fugir, mas fora impedido por Ruby e Mérida que fecharam sua passagem. Mérida apenas sorriu travessamente enquanto Ruby apenas balançava o dedo negativamente. Tentou fugir pelo lado, mas também fora impedido por Killian, tentou do outro lado, mas foi barrado por Mulan – Mas que droga! – rosnou ele enfurecido – Você se diz tão soberana de si que precisa de seus capachos para me segurar.

— Muito pelo contrário, eles não são seus homens para serem chamados de capachos... – respondeu Emma séria – Eles são meus amigos... E diferentemente de você, eu luto minhas lutas sozinha.

— Mas não é o que parece! – disse Daniel tentando atacar o emocional da loira.

Emma apenas sorriu – Você não conseguirá me atingir de jeito nenhum.

— Já que você é tão orgulhosa, por que não temos uma luta? – disse o homem olhando ao redor, tentando arrumar um jeito de fugir ou pelo menos prolongar aquela discussão para ganhar tempo até achar uma saída daquela situação – Só você e eu. – terminou e olhou para a loira.

Emma sorriu travessamente – Sabe, eu deveria fazer você sofrer tudo que eu sofri naquele campo de batalha... – disse dando um passo a frente, com a mão no cabo de sua espada, já pronta para se desembainhada – Mas já que você quer tanto um duelo, por assim dizer, você terá seu duelo. – terminou de tirar sua espada.

— Eu irei lutar de mãos abanando? – perguntou ressabido – Irá mesmo lutar contra alguém desarmado?

— Deveria... – respondeu sorrindo maliciosamente – David, sua espada, por favor! – pediu estendendo a mão para o homem. Ele apenas a olhou e sem dizer nada entregou sua espada a loira que no movimento seguinte a jogou para Daniel – Pronto! Agora está armado. – então se preparou para o combate. Daniel assim que pegou a espada já se posicionou para o combate.

Quando iria iniciar o combate, ela sentiu uma mão em seu braço esquerdo e olhou para ver quem era.

— Regina? – disse Emma surpresa.

— Posso? – perguntou a morena a sua esposa.

— Claro! – disse Emma entregando sua espada para Regina, que já se posicionou para o combate enquanto Emma deu alguns passos para trás.

— Mas o que é isso? – perguntou o homem confuso – Você irá me deixar duelar com ela? – seu tom saiu desdenhoso – Achei que teríamos um duelo de verdade.

— O que Daniel? Está com medo de perder para mim? – alfinetou Regina dando alguns passos a frente.

— Muito pelo contrário... Quem perderá será você. – falou arrogantemente o homem – Você tem certeza disso, Swan? Irá deixar outras pessoas lutarem por você?

— Eu apenas irei dar uma pequena lição a você, meu caro. – debochou a morena — Ou será que você está com medinho de perder a dignidade para alguém que nem sabe lutar direito?

— Bom, já que insiste... Depois não me culpe Swan. – terminou ele voltando a se posicionar para o duelo.

— Uma coisa você pode certeza... – disse Emma dando de ombros – Eu não irei me culpar. – abriu um sorriso travesso.

Sem dizer mais nada Daniel avançou sobre Regina que teve tempo apenas de se esquivar do ataque. Daniel sem perder tempo girou seu braço para trás, trazendo junto a espada e Regina apenas abaixou e viu a espada passar por cima dela. No instante seguinte que Daniel girou por cima, o golpe fez o caminho inverso por baixo, e a morena apenas levantou a perna que estava a frente. Daniel riu, pois percebeu que Regina não tinha nenhuma habilidade com a espada, pois apesar de conseguir se esquivar muito bem, não conseguia segurar direito a espada.

— Meu bem, se você não levantar a espada, não conseguirá atacar. – comentou Emma olhando os dois.

— Carinho, eu até levantaria a sua espada se ela fosse mais leve. – respondeu Regina ao tentar levantar a espada.

— Minha espada nem é tão pesada assim. – Emma fingiu estar magoada.

— E você ainda acha que irá me dar uma lição? – debochou Daniel, aproveitando que as duas mulheres estavam “discutindo” ele avançou novamente para cima da morena. Ele tentou estocar a espada a frente, mas Regina bloqueou o ataque.

— Não tão fácil assim! – ela alfinetou novamente.

— Mas do jeito que você está lutando, será muito fácil. – comentou Daniel andando ao redor da morena, então atacou novamente, sua espada subindo na diagonal para a esquerda.

Regina defendeu o ataque e aproveitou para fazer um giro completo para direta e acabar atrás de Daniel, e acertou uma cotovelada bem no meio das costas do homem, que com a dor deu mais alguns passos para frente.

— Ui! – exclamou Killian involuntariamente com cara de dor, pois ele mesmo em seus dias de treinamento levou várias dessas da loira. E sabia o quanto essas cotoveladas doíam.

— Oras, e não é que estou pegando o jeito. – brincou Regina, fazendo todos rirem, menos Daniel.

Ele se endireitou, respirou fundo, para fazer a dor em suas costas passar, ele não queria admitir, mas havia sido um golpe bem dado – Eu diria que é pura sorte. – comentou ao se virar para ela novamente e ergueu a espada – Vamos ver se você terá sorte novamente. – avançou fazendo ataques em baixo e em cima, tentando estocar a mulher.

Regina apenas sorriu travessamente e defendeu todos os ataques que Daniel estava desferindo – Acho que estou com sorte. – debochou novamente.

— Bom, então chega de brincar. – comentou Daniel – Pois eu já cansei disso. – avançou novamente, ergueu a espada acima da cabeça, seus movimentos foram sucessivos, ele descia a espada em ataques em formas de xis, e Regina apenas ou bloqueava ou esquivava – Dá para você começar a lutar sério? – bradou Daniel sem paciência – Você não ataca, só fica na defensiva. – disse dando uns passos para trás.

— Você que está pedindo. – disse Regina séria, então ergueu a espada sem maiores problemas, e Daniel a olhou surpreso – Eu estava apenas me aquecendo. – alfinetou novamente, girando a espada em sua mão, e no instante seguinte avançou com muita rapidez, desferindo um golpe de baixo para cima, e outro da esquerda para direita.

Daniel teve tempo apenas de desviar do primeiro, mas o segundo acabou cortando sua roupa na altura do abdômen – Ora sua... – com raiva ele avançou para cima, Regina desviou deixando-o passar, para girar junto e segurar o braço do homem com a espada em cima de seu ombro, encaixou seu corpo ao do homem para fazer uma alavanca, aproveitando a velocidade do mesmo junto com o peso e o jogando ao chão.

— Nossa! – disse Mérida admirada. – Por essa eu não esperava.

Daniel ao sentir suas costas bater no chão, perdeu o fôlego e ficou levemente zonzo. Balançou rapidamente a cabeça para voltar seus pensamentos e rapidamente se levantou e foi para cima novamente. Ergueu a espada e desceu na direção de Regina, que desviou o golpe com a espada na mão esquerda e com a parte debaixo de sua palma, subiu com velocidade e força, acertando em cheio o nariz de Daniel. Que acabou recuando vários passos para trás e segurando seu nariz, que muito provavelmente tenha quebrado.

— Ow!! – veio a exclamação de muitos que estavam vendo a luta.

Emma cutucou David com seu cotovelo, sorrindo maravilhada – Essa é minha mulher. – falou toda orgulhosa – Eu que ensinei isso!

— Ué? Não foi você mesmo que disse que seria fácil? – perguntou ela debochando. Os dois andando em círculo se encarando.

Ele limpou o nariz que estava sangrando, olhou para ela, seus olhos faiscavam de ódio – Eu irei acabar com você. – gritou e avançou, desferindo vários golpes enquanto Regina bloqueava todos. Acabaram cruzando com as espadas cruzadas, e em um movimento rápido a morena desarmou Daniel e apontava sua espada para o pescoço do homem, enquanto a espada dele acabou aterrissando longe. A respiração do homem estava pesada.

— Como? – ele perguntou sem acreditar.

Sem dizer nada, Regina abaixou a espada e se encaminhou na direção de sua esposa – Ele é todo seu... – disse a morena entregando a espada para sua esposa.

— Esse é o seu maior defeito Daniel... – disse Regina ao para ao lado de David – Você subestima as pessoas ao seu redor por você se achar grande demais... E outra, eu estava apenas fingindo que não sabia manusear uma espada, ou você achou que eu não saberia lutar tendo uma esposa extremamente habilidosa na arte da luta?

—SQ-

Cora havia acabado de sair do castelo quando viu sua filha se digladiando com Daniel, mas seus olhos se alargaram surpresa quando caiu na figura de cabelo longos e loiros. Instantaneamente suas mãos foram para sua boca, segurando sua surpresa. Seus olhos não acreditavam no que viam. Emma estava viva! Voltou seu olhar para a luta de espadas que estava acontecendo, também não acreditando que sua filha estava se sujeitando a isso.

— Guarda! – ela chamou – Diga que tudo isso que estou vendo não passa de um sonho.

— Lady Cora, com todo respeito, mas isso não é um sonho. – respondeu a mulher que era a guarda que fora chamar pela mulher mais velha.

— Swan está viva! – disse Cora incrédula. E a mulher da armada apenas sorriu quando viu sua comandante viva e pronta para o combate.

—SQ-

— Pegue sua espada. – disse Emma dando uns passos a frente. Sem dizer nada Daniel limpou novamente seu nariz, e pegou a espada que estava caída. Em toda sua vida, Emma nunca quis matar ou torturar alguém tanto quanto ela queria agora naquele momento. Que os seres superiores a perdoem, pois aquele homem quase destruiu e roubou sua vida. Ainda que a fúria que sentia nos campos de batalhas não se comparava com a fúria e o ódio que ela estava sentindo contra aquele homem a sua frente. Esqueça Robin. Robin era um imbecil, não conseguia enxergar um palmo a frente do nariz. Robin nem chegou perto do que Daniel quase conseguiu. Agora Daniel era algo completamente diferente. Ele não somente a queria morta, ele queria tirar dela o que mais ela tinha apreço, Regina.

Como alguém ousou vir e lhe tirar de Regina? Como pode alguém afastá-la de sua vida? Emma tinha certeza que Daniel havia enchido completamente a cabeça de Regina com sua suposta morta, dizendo repetidas vezes que ela nunca mais voltaria para os braços de sua morena. Emma apenas pode imaginas as noites de solidão que sua esposa sofreu. Imaginando-a chorando na vazia cama, abraçada ao seu travesseiro a chamando por noites e mais noites. Emma estava tão longe dela... Ela não podia alcançá-la.

Agora finalmente ela estava a frente do homem que quase a matou e quase tomou o que ela tinha de mais precioso nessa vida. Ela estava tão determinada a executar esse homem. Ela queria vê-lo chorar como quando ela estava ferida. Ela queria vê-lo pedir por clemência assim como as pessoas que ele matou quando invadia os reinos e povoados menores. Assim como matou todas aquelas pessoas inocentes.

Seus olhos sérios faiscavam fúria quando ela avançou para cima de Daniel. Suas mãos, uma no cabo e outra na lâmina, bateram no peito do homem, com a parte do corpo e não a do fio. O movimento o fez dar um passo para trás. Seus rostos muito próximos. Ela podia ver o quanto ele estava aterrorizado. Ele já estava tremendo com antecipação do que poderia acontecer. Emma estava extasiada com o que via do homem – Você está prestes a sujar suas calças, não está Daniel? – rosnou entre os dentes, com um certo prazer.

Ele não estava acreditando que estava sendo subjugado pela força que Emma emanava. Ele não conseguia se mover. Daniel estava em choque naquele momento e estava começando a entrar em pânico. Se ainda machucada ela tinha todo aquela força, ele não queria saber quando ela estivesse em perfeito estado – Eu... Eu sinto muito! – ele grunhiu temeroso.

Com um rosnado animalesco ela colocou mais um pouco de força na espada no peito do homem, o empurrando levemente para trás – Você acha que irei deixá-lo escapar dessa? Eu cai em sua armadilha uma vez, e não cairei novamente. Você irá pagar pelo que fez, e pelo que você fez ao meu povo, o que causou a minha esposa e o que eu passei. – então o empurrou com muita força para trás, o fazendo dar vários passos para trás.

Daniel parou vários passos atrás, ergueu sua espada pronto para o combate – Você fala muito. – debochou ele. Levantou sua espada e foi em direção a loira. Emma bloqueou o golpe e socou o estômago de Daniel, o deixando sem ar, fazendo-o tossir. Levemente recuperado, ele avançou novamente. Atacou com a espada o lado direito da loira que bloqueou, então a perna direita do homem a chutou tentando acertar a lateral do tronco, mas ela segurou a mesma e com a sua perna esquerda acertou atrás do joelho esquerdo de Daniel, levantando sua perna de apoio no chão, o derrubando.

Ele se levantou rapidamente e viu a loira indo em sua direção, começou a mexer sua espada de um lado a outro. Bloqueando seus ataques, pois Emma o atacava impiedosamente. E vez ou outra ele tentava um ataque estocando sua espada a frente, na esperança de pegar Emma. Daniel estava começando a ver o quão boa realmente Emma era.

— Eu não terei outra cicatriz em meu corpo! – ela disse ao segurar o braço do homem com a espada e chutá-lo no meio do peito. Daniel se viu novamente de costas ao chão, sua respiração estava pesada, ele estava cansado. Por mais que ele fosse bom com espada, Emma era muito superior, ele só havia conseguido vencê-la naquela ocasião, porque seus homens o ajudaram e também por ela estar extremamente ferida. Agora ali, somente ele e a loira praticamente sem ferimento, ele chegou a conclusão de que não conseguiria derrubá-la e muito menos vencê-la.

Uma fúria o tomou, se levantou e saiu correndo para cima da loira, com sua espada desferindo golpes acima e a baixo, sem deixar tempo para Emma atacar. Ele girou sua espada acima da cabeça, fazendo com que Emma se abaixasse para não ser acertada, e logo ele girou novamente, mas agora na altura do joelho, a fazendo pular desviando do ataque.

— Muito bom! – alfinetou ela, ao girar a espada em sua mão – Minha vez! – e saiu para cima dele. Desferindo golpes e mais golpes, ele só conseguia desviar, ou vez e outra bloquear. A força dos mesmos o estava fazendo caminhar lentamente para trás, enquanto ela avançava com toda a fúria para cima dele. Apenas se escutava o tilintar do metal contra metal. Finalmente ela parou quando suas espadas se cruzaram e ela ficou bem próxima ao seu rosto. A respiração de Daniel estava cada vez mais difícil. Com um empurrão Emma o afastou dela, o suficiente para emendar um golpe de espada o desarmando e o derrubando novamente ao chão, deixando um enorme corte em seu peito.

Emma sorriu para o homem deitado ao chão – Como você se sente? – perguntou ao colocar sua bota em cima do peito de Daniel e pressioná-la fortemente – Horrível, não?

Daniel tossiu e tentou mover o pé de Emma que o apertava fortemente. Ele olhou nos olhos dela e sentiu medo novamente – Por favor... – sua voz saiu fraca e trêmula.

— Ah... Agora você está pedindo “por favor”? Quantas pessoas disse essa mesma palavra a você quando você as tinha nessa mesma situação? – falou Emma se inclinando a baixo, colocando mais pressão sobre o peito dele. Colocou o dedo na ponta do corte no peito e apertou, um grito de dor foi ouvido.

— Dói? – ela perguntou no mesmo tom quando Mérida a achou, Daniel apenas afirmou com a cabeça – Ótimo!

— Eu... Não... Consigo res-respirar...

— Então não respire! – ela disse movendo sua espada a frente – Você sabe que pelas leis do meu reino, eu posso fazer com você o que eu quiser. – ele acenou afirmativamente com a cabeça novamente – Muito bom! – ela se afastou dele, dando tempo para tossir e respirar – Pegue sua espada! Levante-se e lute como um homem. – ela comentou ao segurar sua espada fortemente.

Daniel se rastejou rapidamente para sua espada e se levantou, apresentando sua espada a loira. Emma apenas acenou com sua cabeça para que ele avançasse. Ela se posicionou melhor e esperou pelo avanço do homem. Ela podia sentir suas botas afundando no solo numa melhor posição, enquanto assistia Daniel respirar profundamente e levemente esfregar seu peito no lugar que ela havia pisado momentos antes.

— Ah qual é? Vamos! – ela falou frustrada.

Daniel olhou para suas mãos firmemente segurando a espada. Com um grunhido cheio de dor, ele levantou sua espada e atacou para somente ser bloqueado pela loira. Ele recuou e se moveu novamente atacando, mas em outro ângulo. Para mais uma vez Emma bloquear e agora acertar um soco em seu queixo, causando novamente sua queda – Por favor... – ele murmurou se afastando de Emma enquanto se sentava no chão. Seus olhos estavam arregalados e temerosos. Ele deixou sua espada e rapidamente se curvou para a loira, tocando sua bota e afundando seu rosto no chão quando começou a soluçar – Por favor... Não!

Emma soltou um rosnado de desagrado e chutou a mão do homem para longe de sua bota enquanto ela o assistia em seu mais patético estado – Para onde foi sua dignidade, Daniel? – ela desdenhou – Cadê toda a sua valentia? Não era eu a covarde? Cadê seus homens para te ajudar nessa hora? – ela fez uma pausa – Ah sim, verdade. Você não tem mais homens para te ajudar a vencer uma simples mulher. – gargalhou Emma, mas sem alegria – Eu poderia te entregar para Merlin, e quando eles retornarem a reino deles, decidirem se te prendem ou se te matam por traição contra o reino... – outra pausa – Mas eu quero ter essa honra!

Daniel soluçou alto, quando colocou a mão sobre o ferimento do peito, e abaixou a cabeça.

— Eu posso ouvi-los neste momento... Todas as pessoas inocentes que você matou, falando “por favor” enquanto você ria e os dilacerava. — ela piscou e olhou para baixo – Eu sinto muito... Mas você fez muito estrago para ser simplesmente perdoado assim. – ela escutou ele soluçar alto novamente e vê-lo tentar tocar novamente em sua bota – Não tão fácil assim, Daniel... – Emma respirou profundamente e com sua mão livre, segurou o cabelo do homem, inclinando sua cabeça para trás – Você tentou roubar minha esposa... Você tentou me matar e tentou tomar algo que não lhe pertence. Você matou muita gente inocente em sua sede de poder...

— Perdoe-me...

Emma olhava fixo para o homem. Ele realmente chorava, mas suas lágrimas eram mentiras, e ela não aceitou isso. Emma apenas viu o homem que tentou destruir seu reino, sua esposa e a ela – Nunca... – ela sussurrou e brutalmente o empurrou.

Daniel estava novamente deitado sobre suas costas no chão, seu corpo todo doeu, era inacreditável. E o medo dentro dele o paralisou. Ele viu muito ódio e fúria naqueles olhos verdes. A força que ela emanava era suficiente para fazer vários homens tremerem de medo. Daniel soltou um grito excruciante, seu ferimento no peito sangrava abertamente, se Emma tivesse sido mais precisa no seu ataque, ele agora estaria morto. Sua atenção voltou para a realidade quando escutou Emma se aproximar.

Emma chutou a espada de Daniel para longe de seu alcance – Adeus...

— Por favor não... – suas palavras foram interrompidas assim como sua respiração. Seus olhos se viraram para olhar seu ombro esquerdo. A lâmina da espada perfurou diretamente, e errando o coração por muito pouco.

— Olho por olho... – ela disse puxando sua espada de volta.

Daniel tremeu quando tentou colocar a mão sobre a ferida do ombro, mas não conseguiu. Seus olhos viajaram para Emma sentindo momentaneamente anestesiado devido a grande perda de sangue de seu corpo.

— Swan... – ele começou, mas acabou se deitando no chão, na poça do seu próprio sangue.

Emma suspirou profundamente, ficou alguns segundos vendo se o homem se movia, quando constatou que ele não se mexia, virou-se para sua esposa e seus amigos que ainda permanecia em círculo, todos ao mesmo tempo abismados como também fascinados com a batalha que havia acabado de ocorrer. Quando deu um passo a frente, Daniel se levantou rapidamente puxando uma pequena lâmina escondida em suas roupas, com suas últimas forças, foi em direção da loira.

Com um grito furioso Daniel fora em direção a loira que estava de costas para ele. E antes que alguém pudesse ter alguma reação, Daniel havia erguido sua lâmina pronto para enfiar nas costas da loira. Emma ao perceber que Daniel havia se levantado, apenas girou sua espada que estava com a ponta voltada para frente, agora estava com a ponta voltada para trás e apenas esperou. Quando Daniel estava perto o suficiente, ela se ajoelhou e passou a sua espada perto do lado esquerdo de seu corpo, empalando Daniel no abdômen. Ela rapidamente se levantou e se virou segurou mais forte o punho da espada e enfiou mais afundo no abdômen do homem até a lâmina toda atravessar o corpo. A força foi tamanha que Emma acabou levantando Daniel do chão alguns bons centímetros.

Daniel arregalou pela última vez seus olhos, não acreditando no que havia acontecido. Sem forças, ele soltou a lâmina que segurava – Eu quase consegui... – foi seu último respiro, sangue começou a escorrer do canto de sua boca. Sua cabeça pendeu de vez para frente, seus olhos abertos fixos no nada, sem vida.

— Mas não conseguiu. – sussurrou a loira, colocando o homem no chão e tirando sua espada do corpo. Com um som abafado o corpo estava no chão no momento seguinte.

Momentos de silêncio preencheram o lugar. As pessoas não tinham reação. Estavam todas ali paradas sem saber o que fazer no momento. A incredulidade do momento era muito grande, pois se não tivesse visto, com certeza achariam que era história o que havia acontecido. Ali estava Emma Swan, viva. No chão estava Daniel, morto. No momento seguinte houve uma erupção de gritos de guerra e o tilintar de armas e escudos. Com certeza aquele dia seria um grande dia a ser lembrado, quando os mais velhos contarem suas histórias aos mais novos.

— Eu não sei vocês, mas acho que podemos comemorar com uma grande festa. – comentou Killian, fazendo todos rirem.

Notas finais
SIM!! Finalmente!! Acho que todo mundo estava esperando por isso!! Escutei novamente outro aleluia? kkk E claro Killian não poderia deixar de querer comemorar! Até a próxima! o/