Minha Lady, Minha Marinette

12 Um brasileiro adorável


Notas iniciais
OEEEEEEEEEEEE cedo demais? sim mas eu fiquei um dia inteiro sem internet e acabei fazendo todo o capítulo + um prólogo de uma história que to criando yeeeeeey?????ww Enfim, desculpa a demora, espero que gostem ♥ Qualquer erro, diga nos comentários!

Meus olhos estavam arregalados, eu não imaginava que Lucas havia um miraculous, ele olhou para trás, também surpreso e com os olhos arregalados.

— F-Félix..! V-Você não viu nada, né?!

— Eu vi você com uma fantasia de leão, isso é ver um nada?

— Ugh. – Desviou o olhar, ele parecia estar revoltado, então um kwami laranja apareceu no ombro dele.

— Qualé, Lucas! Você foi descuidado demais cara! Você não pode ficar voltando ao normal em lugares públicos! – O kwami de leão só fazia reclamar, me lembrava muito o Plagg. – E se ele contar para os amiguinhos dele que você é o Lion?! Pra namoradinha?!

— Eu não tenho uma “namoradinha”, e muito menos amigos. – Suspirei. – Eu não contarei a ninguém, até porque eu já tive um miraculous.

— J-Já?! – Lucas me olhou surpreso.

— Sim, podemos conversar em algum lugar sobre isso… Aqui não é apropriado.

— Eu tava indo pro shopping para comprar livros e tomar…

— Café?

— Sim! Como você sabia?

— Eu ia fazer o mesmo. – Começamos a rir de si mesmo e começamos a andar pelo local que ia pro shopping.

Ficamos conversando sobre várias coisas, os nossos gostos, os problemas da vida, e sobre o porquê de eu evitar o contato humano. A sensação de conversar com ele era ótima, deve ser porque ele tem os mesmos gostos que eu… Nunca vi alguém que gosta de ler livros com café.

Chegamos no shopping e entramos na minha cafeteria favorita, e por incrível que pareça, era a favorita dele também.

Sentamos em uma mesa de dois lugares, e começamos a conversar.

— Então.. Félix, não conversamos muito, né? Como é que é essa história de você ter um miraculous? – Ele apontou para o broche, provável seja o miraculous dele.

— Nah.. Eu era o Chat Noir, eu havia um anel e um kwami.. Como esse carinha ai. – Apontei pro kwami laranja.

— Ei! Me chamo Mutt!

— Tá bom, Mutt. Era legal ser Chat Noir, mas a antiga Ladybug era um pouco arrogante… Não entendia o porquê de eu gostava dela.

— Arrogante? Nossa, a atual é um amor de pessoa! Acho que até está em um relacionamento com o Chat Noir atual.

— Ah… Parece legal. – Os nossos cafés chegaram, então eu peguei a minha xícara e tomei. – E a borboleta?

— Borboleta? É a Papillon, ela é tipo um akuma purificado… E ao mesmo tempo uma borboleta qualquer.

— E eles sabem que você é um brasileiro qualquer visitando Paris?

— Nah, é claro que não. Mas eu sei a identidade de todos eles, só que eles não sabem a minha. – Ele riu, em seguida tomou o seu café.

— Sabe? Então quem é o novo Chat Noir?

— Não posso dizer, oras!

Ficamos conversando por um bom tempo enquanto a gente tomava café com uns docinhos, até que reparei nos olhos dourados dele.

Que me lembrava fogo.

— Seus olhos.. São realmente bonitos. – Falei inexpressivo, encarando-o. – Dourados, muitos não tem, né?

Seu rosto corou levemente. – B-Bem… Por incrível que pareça, eles são marrons.

— É o quê, rapaz?

— Pois é! …Somente se aproximar muito dos meus olhos, eles começam a ficar marrons, é um tipo de ilusão e… Sinceramente eu não entendo muito bem sobre isso.

— Ok então, hum… Já acabasse de comer? Vamos na livraria, eu tenho que comprar uns livros.

Ele terminou o café dele e eu terminei o meu, se levantamos e paguei a conta, depois fomos para a livraria ao lado.

Compramos alguns livros e lermos alguns também, e andamos pelo shopping, procurando a saída. Era tudo o que eu fazia, tomar café, comprar livros e sair, depois ir para a cafeteria de Paris e tomar café de novo sendo que lendo um livro.

Enquanto eu andava, Lucas puxou o meu braço.

— Olha só! – Ele apontou para uma piscina de bolinhas de plástico gigante. – Vamos ir ai!!

— ….Isso é para crianças, Lucas. – Continuei a andar, mas ele me puxou de novo.

— Por favor! No Brasil eu nem tive a oportunidade de entrar ai! E também, tem adultos aí!

— Adultos cuidando de seus filhos.

— Nah! A piscina é enorme, e tem uma parte para adultos e adolescentes também!

— Você quer entrar ali? – Apontei para a piscina de bolas, e ele afirmou com a cabeça. – Então você vai. – Me agachei e peguei ele pela cintura, colocando o mesmo em meu ombro.

— FÉLIX! ME SOLTA! – Ele mexia as pernas, estava totalmente nervoso, era engraçado aquilo.

— Você é um amor, leãozinho. – Andei até a piscina de bolinhas, em um local vazio, sem ninguém, e joguei ele na piscina de bolinhas.

— Ai! – As bolinhas saltaram direto pro corpo dele, e ele afundou, mas logo depois se levantou. – Isso doeu!

— Aproveite aí, estou indo para cas… – Ele puxou meu braço, fazendo eu cair dentro da piscina, encima dele. – AAH!

— Hehehe… – Ele deu uma risada, uma risada gostosa de se ouvir.

Aquilo era música pros meus ouvidos.

Eu ri junto com ele, e comecei a tacar bolinhas nele, e Lucas fez o mesmo, ficamos rindo que nem crianças, as risadas invadiram toda a piscina, mas pareciam que as pessoas de lá não ligavam, isso era ótimo.

Me levantei e fiquei correndo pela piscina, espalhando bolinhas coloridas para todo lado, cheguei em uma parte da piscina era funda, a quantidade de bolas chegavam um pouco perto da minha cintura. Parei um pouco de correr, eu estava cansado.

Lucas correu até mim, e acabou tropeçando em alguma coisa, que fez ele cair encima de mim e me derrubar.

Afundamos nas bolinhas coloridas de plástico, ele estava encima de mim, com o rosto próximo ao meu, e o seu óculos estava quase caindo. Os olhos dele pareciam mudarem de cor para marrom, então realmente Lucas não estava mentindo sobre os olhos dele não ser dourado.

O rosto dele estava vermelho, e o marrom dos olhos dele era profundo… Mais do que o azul do mar.

— E-E agora…? T-Tá difícil de sair d-daqui…

— Você com essa posição fica adorável. – Ele tampou a minha boca, corado, e eu não consegui segurar a minha risada.

Nossos corpos estavam juntos, e ele estava sem envergonhado por causa daquilo. A situação é embaraçosa? Sim, mas eu esquecia essa parte, só de ver o olhar dele de preocupação era adorável.

Ele conseguiu se levantar, e eu também. Lucas ajeitou suas roupas e voltou a olhar pra mim, ainda um pouco envergonhado.

— Dava para se levantar facilmente, por que demorou?

— F-Fiquei constrangido demais. – Ele inflou as bochechas, ainda com o rosto corado. – Temos que sair daqui, uh… Podemos ir para a cafeteria de Paris, não?

— Ah, sim, vamos. – Saímos da piscina e fomos para a saída do shopping.

Ficamos andando pelo shopping… Ele parecia constrangido demais, ficou calado por muito tempo, e isso fazia eu me sentir culpado.

Chegamos na cafeteria de Paris, e nos sentamos em uma mesa, já com os pedidos nela. Lucas pegou um livro e começou a ler. Eu também peguei um dos livros que eu comprei e comecei a ler, tomando o café.

— Félix… Você gosta de caixinhas de música?

— Ah? Bem… Eu não sei, mas eu lembro que eu tinha uma..

— Acho adoráveis… Minha irmã tinha um, e eu escutava escondido. – Ele encostou o cotovelo na mesa, encostando a costas da mão em seu queixo. – Geralmente eu fico com sono se eu ouvir muito..

— Ouvisse uma hoje?

— Sim, por 30 minutos.

— Então… A qualquer minuto você vai adormecer? – Eu ri.

— Pode ser. – Lucas riu junto.

Começamos a conversar amigavelmente, rimos muito com coisas bobas, também paramos um pouco para ler os livros que a gente comprou. Lucas não parecia estar com sono, mesmo ouvindo uma caixinha de música tocar por 30 minutos, estava tão energético… Deve ser efeito do café dele.

O tempo passava rápido demais, e já estava de tarde. Saímos da cafeteria e fomos andar um pouco em Paris, eu fiquei mostrando os lugares de Paris para ele, já que ele disse que não conhecia muitos.

Chegou o anoitecer, e paramos um pouco de andar.

— Ei… Já está bem tarde, onde vamos agora?

— Pra casa? É meio obvio.

— Eu prefiro ir pra casa de metrô… Podemos ir de metrô? – Lucas coçou seus olhos.

— Tudo bem, não me importo. – Fomos até a estação de metrô, e ficamos esperando sentados o metrô.

Lucas começou a puxar assunto comigo, assunto de coisas aleatórias. Perguntou onde era a minha casa, e também disse que quando chegar na minha parada, ele vai ficar no metrô. Tudo bem, mas eu queria que ele ficasse na minha parada.

O metrô chegou, estava vazio, mas logo quando entramos… Ficou lotado.

E não estava “pouco”, estava muito, mas muito mesmo.

— Não foi uma boa ideia… – Afirmou Lucas, então eu peguei na mão dele e puxei ele para um local perto da porta do metrô. – U-Uh?

— Temos que ficar próximos da porta, não sabemos quando essa multidão vai sair.

Então ficamos perto da porta, em pé, e eu segurando o corrimão do metrô. Em nenhum momento Lucas levantou o braço para segurar o corrimão, ele somente afundou o rosto no meu peito e envolveu seus braços ao redor da minha cintura, mas logo depois os soltou.

Eu não conseguia me incomodar com aquilo.

Ficamos um bom tempo em pé, e o metrô parecia não esvaziar.

— Lucas… Está bem ai? – Disse, olhando para baixo, fiquei sem resposta. – Lucas?

Fiquei um bom tempo sem resposta, até eu tocar no queixo dele e levantar um pouco a sua cabeça. Ele acabou dormindo.

Realmente, ele ia dormir por alguma hora, eu já estava prevendo isso. Eu deixei ele dormir no meu peito, e voltei a ficar em silêncio. Não era incômodo aquilo, mas o que me preocupava era que a minha parada é antes da dele, e eu não posso deixar ele sozinho no ônibus, dormindo.

E eu nem queria acordar ele.

Fiquei um tempo em pé, quando o metrô esvaziou, sentei em um lugar próximo da porta, arrastando um pouco Lucas, e ele encostou a cabeça em meu ombro.

— Lucas… Acorde por favor. – Cutuquei o ombro dele, na tentativa de acordar.

— Hum… – Ele abriu os olhos, mas logo depois os fechou, e se acomodou em meu ombro.

— Vou levar você na minha casa se você não acordar.

Me leve então.— Lucas acabou caindo em meu colo, e parece que voltou a dormir.

Tudo bem, se ele não se importa em dormir na minha casa, então irei levá-lo.

Passou-se algumas horas no metrô, até que tinha bem poucas pessoas nele, então chegou a minha parada. Peguei o braço de Lucas e o coloquei em volta do meu ombro, então levei ele até a minha casa, não demorou muito para chegar lá. Por sorte, ninguém estava na sala, então peguei Lucas no colo e subi as escadas, indo pro meu quarto, e coloquei delicadamente o Lucas na cama.

Retirei o óculos dele e coloquei em um criado-mudo ao lado da cama, e sai do quarto. Fui para a cozinha preparar um café, para ler com alguns livros que eu comprei.

— Félix…? – Brotou uma voz doce e sonolenta atrás de mim, era a Papy. – O que faz na cozinha… Essa hora?

Olhei para trás, Catherine estava usando um suéter grande, parecia ser do Adrien, os cabelos soltos e bagunçados, e abraçando um travesseiro. – Ah… Eu só estava preparando um café para mim.

— Café? Mas você vai ficar acordado se tomar muito café…

— Sem problemas. – Peguei uma xícara e coloquei café, então eu comecei a beber.

— Félixu… Eu percebi que você levou o Lucas pro teu quarto. – Me engasguei com o café quando ela falou aquilo, Catherine parecia menos sonolenta. – O que pretende fazer, Sr. Agreste?

Tossi um pouco, meu rosto começou a corar. – Hum… Dizemos que encontrei ele em um corredor, fomos pro Shopping, depois para uma cafeteria, lemos livros, fomos pra casa de metrô e ele dormiu e… Ele mesmo pediu para levar ele para a minha casa.

— Muita viadagem para uma pessoa só. – Ela bufou.

— Não vou fazer nada com ele… – Tomei um gole de café.

— Poxa, esperei um “ainda não”.

— Ah, vá dormir Papy. – Tomei alguns goles do café.

— Não consigo dormir quando eu estou com fome.

— Então.. O que quer?

— Deixa eu ver… – Ela andou pela cozinha, abraçando o travesseiro fortemente. Papy abriu armários e olhou pela pia, e abriu a geladeira, pegou alguns ingredientes e colocou na mesa, na minha frente. – Faça um pudim pra mim.

— É o quê? – Deixei a xícara na mesa, encarando os ingredientes gelados.

— Isso mesmo.

— Não posso fazer algo mais simples?

— Um bolo gelado?

— Tá bom. – Me levantei e peguei alguns ingredientes e os deixei em um canto da mesa. Catherine pegou uma panela e mais outros ingredientes, e uma colher.

Catherine se sentou numa cadeira, observando o preparamento do bolo. Eu gostava muito de preparar esse tipo de bolo, mas como eu não tinha amigos, sobrava mais para mim.

Eu não me importava em não ter amigos, eu mesmo fazia o bolo só para mim, e as vezes dividia com o Adrien e a Catherine quando era bem menor. Eu também fazia alguns doces, salgados, brigadeiros, e mais doces… Era bom fazer aquelas coisas.

Depois de alguns minutos misturando ingredientes, eu coloquei a panela no congelador, e me sentei ao lado de Catherine.

— Então, quantos minutos temos que esperar?

— Uns cinco. – Peguei a xícara de café e bebi logo tudo, deixando na mesa novamente.

Passou-se 5 minutos e me levantei, abri o congelador e tirei o bolo gelado, deixando em frente de Catherine. Ela encarava o bolo, com os olhos brilhando.

Peguei uma faca e peguei uma fatia, coloquei em um prato e entreguei para Catherine, também peguei mais duas fatias e deixei uma em um prato, e a outra em um pote fechando com uma tampa

— Três pedaços de bolo?

— Um pra mim, outro pra você, e outro pra Lucas é claro! Você acha que eu vou esquecer do meu amado? – Ela riu, e começamos a comer as fatias.

Depois de um tempo conversando e comendo, acabamos. Catherine saiu da cozinha e foi direto pro quarto, enquanto isso, eu lavava os dois pratos que foram usados, e guardava o resto de bolo.

Peguei o pote e subi as escadas, indo pro meu quarto, vejo que Lucas estava abraçando o travesseiro, com um sorriso no rosto.

Eu dei um pequeno sorriso e coloquei o pote no criado-mudo, ao lado do óculos. Me sentei na cama, observando Lucas a dormir e se mexer lentamente, o que será que ele estava sonhando? Com caixas de músicas? O Brasil? Sua irmã? ….Ou talvez eu? Bem, não se sabe o que ele sonha, só sei que ele parece bem feliz.

O kwami dele apareceu na minha visão, me encarando.

— É mentira essa história de você ser o Chat Noir né?

— Ser? Não, eu já fui, olha. – Estendi o meu braço, mostrando o anel que eu usava para se transformar em Chat Noir.

— Interessante… Então você ficou com o anel?

— Pois é.

— Legal, qual era o teu kwami?

— Plagg.

— Hum… – Mutt passou as suas pequenas patas na barriga dele. – Que fome.

— Eu fiz bolo gelado agorinha, quer?

— Hum… Não, eu prefiro coxinha! E das grandes!

— Ah? – Fiz uma expressão confusa, nunca ouvi aquela palavra na minha vida.

— Oh, você é francês. Coxinha é um salgado muito bom, principalmente de frango. Eu como qualquer uma, mas só me sinto melhor com uma de frango!

— Exigente… Igual o Plagg.

— Nah, somos quase irmãos.. Hehe, ajudava ele com a namoradinha.

— “Namoradinha”?

— Desculpa, posso falar mais nada. – O kwami laranja se deitou na barriga de Lucas. – Aliás, você pode pegar a bolsa de Lucas e procurar um pote laranja? E depois fritar.

— Fritar? Mas eu não sei fritar…

— Tudo bem, eu como sem fritura mesmo.

Me levantei e peguei a bolsa de Lucas, meti a mão nela e peguei um pote, que era laranja, então joguei na cama. Por sorte, não bateu em Lucas.

— Valeu. – Ele abriu o pote e pegou um salgado em formato de… Gota, eu acho? Provavelmente seja essa coxinha que ele tanto fala.

Me deitei na cama e fechei os olhos. – Vou dormir, por favor, coloca esse pote no lugar quando acabar, ok?

— Tá bom. – Disse o kwami, então eu adormeci.

~~

Me despertei, ainda estava com um pouco de sono, mas eu estava quente, e colado em alguém…? Lucas estava me abraçando ao invés do travesseiro, ah, isso me deixa envergonhado! Meu rosto estava levemente vermelho, eu estava procurando alguma saída. Catherine estava me observando, com um sorriso no rosto.

— Não fique parada.

— Hehe. – Ela subiu na cama, afastando Lucas de mim, e entregando um travesseiro para ele, que logo o agarrou.

— Obrigado. – Me levantei e me espreguicei. – Quando é que ele vai acordar? Se Gabriel descobrir que tem um rapaz dormindo na minha cama….

— Eu posso resolver isso, já tem café da manhã pronto pra ele?

— Bolo gelado serve?

— Acho que sim. – Ela pegou um apito do bolso de seu suéter, e o apitou, fazendo Lucas pular da cama e dar um grito, mas logo tampei a boca dele, e ele se acalmou.

Tirei a mão da boca do moreno, olhando para Catherine. – Podia pelo menos avisar quando apitar, né?!

— ….Eu não enxergo nada, alguém me ajuda. – Disse Lucas, encarando o nada, então Catherine botou o óculos no rosto de Lucas. – Obrigado… O que estou fazendo aqui?

— Você dormiu no metrô e pediu para que eu te levasse na minha casa.

— Ah… Entendo. Eu preciso voltar pra casa, minha irmã deve está preocupada comigo. – Ele se levantou, indo até a porta, quase abrindo, mas Catherine puxou a manga do casaco dele.

— Espera! Não pode sair normalmente aqui! Tem uma secretária que gosta de andar pela casa, e se descobrir que você tá aqui, ela conta pro pai de Félix! E ele não é legal.

— Certo. – Ele suspirou.

Me levantei e fui até a Catherine. – Papy, ver só, dá um jeito da Nathalie não passar pela sala, eu tenho um plano. – Ela concordou com a cabeça, e saiu do quarto.

Segurei a porta que ia bater, e fiquei observando ela, descendo as escadas, e a secretária estava sentada na cadeira de sempre, mexendo no computador.

Catherine falou algo que eu não consegui escutar, mas fez a Nathalie se preocupar e correr, indo até o banheiro. Papy deu um “ok” com a mão, então eu desci as escadas com Lucas, indo para a entrada.

— O que você falou?

— Que a banheira estava quebrada. – Ela deu um sorriso.

— Perfeito, então, Lucas, a saída é logo por ali-

— Lucas? – Adrien apareceu atrás de nós três, com uma expressão confusa.

— Adrien? – Lucas olhou surpreso para ele, então ele não sabia que Adrien era meu irmão e o primo de Catherine?

— N-Não temos tempo para explicar! – Catherine empurrou Lucas para a entrada, os dois saíram de casa.

Havia um silêncio entre eu e Adrien, mas logo depois de alguns segundos, Adrien quebrou.

— …Félix, você dormiu com o Lucas?

— É uma longa história.

Notas finais
Vocês acharam que eles iam transar? kkkjjj nao eu odeio yaoi mentira eu amo yaoi mas a fanfic é focada no adrien e na marinette sorry Obrigada por ler, e por favor comentem~