Minha Lady, Minha Marinette
13 Uma novata, um lobo albino
Notas iniciais
Lucas estava em casa, era óbvio que se nosso pai descobrisse que ele estava aqui, ganharíamos uma punição.
Félix explicou tudo para mim, enquanto Lucas saía de casa com a Catherine.
— Ok, entendi, não contarei para a Nathalie.
— Ótimo. – Ele deu um suspiro, aliviado, então Catherine voltou, encarando Félix.
— Certo, você embebedou o Lucas ontem a noite?
— CLARO QUE NÃO! – Gritou Félix, ele estava nervoso. – Eu estava passeando com o Lucas em Paris, e quando entramos no metrô para voltar pra casa… Ele dormiu, e pediu para eu levar ele para a minha casa e…
— Tá eu entendi, agora tô vazando. – Disse e andei em direção a porta.
— Onde você vai? – Félix perguntou.
— Pra casa da minha namorada, ué.
— É o quê? – Catherine disse as últimas palavras quando eu saí de casa e comecei a andar pelas ruas de Paris.
Eu não queria andar de limousine, era bem melhor andar e observar as ruas de Paris lentamente do que ficar sentado sem fazer nada e chegar bem rápido no local destinado. Era bom observar os casais andando com seus filhos, até que queria ter uns 3 com a Mari.
Nossa, o que estou pensando? Somos muitos novos para isso.
Mas… Eu confesso, me sinto meio “errado” fazer aquilo com a Mari, eu espero não ter a machucado.
É obvio que eu a machuquei… Bem, um pouco.
Cheguei na casa de Marinette e toquei a campainha, e me dei de cara com o pai dela, ele estava com uma expressão alegre, acho que vou me dar bem com ele.
— Você é o namorado da Marinette, certo? – Ele deu um sorriso.
— A-Ah… Sim… E-Ela está ai? – Perguntei, eu estava muito nervoso.
— Sim! Entre! – Ele ofereceu a passagem para eu entrar, então entrei. O mais velho foi até a cozinha e subiu dois degraus da escada que levava pro quarto dela. – Marinette! Aquele loirinho chegou! – Ele gritou em direção a porta, então ouvi um barulho de algo caindo.
Ele pediu para eu subir as escadas, então eu fiz isso, antes de bater ou abrir a porta, eu somente aproximei meu ouvido na mesma.
— E agora e agora e agora e agora?!? – Era a voz de Marinette, com passos pesados pelo quarto.
— Respire fundo, Marinette! – Uma voz fininha apareceu, provável a Kwami dela. – Ele deve estar subindo agora!
Bati na porta três vezes. – My Lady~? Eu consigo escutar. – Disse, e então houve outro barulho, parecia que ela caiu no chão de novo. – Posso entrar?
— E-Espera um pouco! Ah… P-Pode entrar! – Abri a porta, ela estava encolhida, sentada na cadeira, e as fotos que estavam coladas na parede antes sumiram.
Olhei ao redor do quarto, procurando alguma imagem minha. – Onde aquelas páginas de revista que você colocou na parede?
— Ah… B-Bem… – Ela se levantou, colocando a cadeira de rodinhas no lugar. – E-Eu joguei fora, já que estamos namorando e… – As bochechas dela estavam bem vermelhas, ela é tão adorável.
— Você guardou né?
— Sim. – Ela bufou. – E-Eu não tenho coragem de jogar as fotos fora! Achei que você não ia gostar e…
— Está tudo bem, Mari. – Eu dei um sorriso. – O meu quarto é repleto de pôsteres da Ladybug, não posso te julgar. – Ela corou mais que o normal, então eu me sentei na cama.
— A-Ah! – Ela abriu sua bolsinha e tirou algo vermelho, era o kwami dela. – Essa é a Tikki! Minha kwami!
— Olá! – A kwami de joaninha disse, dando um pequeno sorriso.
— Ah… Oi Tikki! Bem, esse é o… – Antes de abrir o casaco, Plagg saiu do casaco rapidamente, indo até a kwami de joaninha.
— TIKKI! – O kwami negro derrubou Tikki da mão de Marinette, ele parecia bem alegre em ver a kwami de joaninha. Estranho, Plagg nunca foi de amar garotas, somente o queijo dele.
— Parece que você não é o único gatinho que gosta de uma joaninha. – Disse Marinette, rindo timidamente, então começamos a puxar assunto junto com os dois kwamis.
Fiquei o dia todo no quarto de Marinette, conversando e rindo muito, era bom ficar junto com ela, e como… As vezes o pai dela trazia biscoitos e croissants para a gente lanchar, também teve uma hora que Plagg exigiu queijo.
Infelizmente eu já tinha que ir embora, já estava anoitecendo. Dei um beijo em sua testa e sai do quarto, Sabine e Tom estavam na sala de estar.
— Não vai ficar pro jantar, querido? – Perguntou a mãe de Marinette.
— Eu realmente queria muito ficar, mas tenho uma sessão de fotos hoje a noite! Até! – Sai da casa e fui apé para a minha.
Melhor ainda era andar pelas ruas de Paris a noite, a torre Eiffel toda iluminada, era um encanto ver aquilo, sério.
Fui para a sessão de fotos, e só fiquei uma meia hora lá, logo depois me levaram para casa e entrei em meu quarto, e me joguei na cama, realmente aquilo era cansativo, mas meu sorriso era verdadeiro, pois estava muito alegre em ver que os pais de Marinette ficaram bem com a minha presença.
— Eu nem acredito que eu vi a Tikki! – Disse Plagg enquanto saía do meu casaco. – Ela continua fofa e adorável!! Marinette até parece com ela! – Ele não parava de falar da kwami vermelha.
— Nunca pensei que você gostasse de alguém, sério.
— Eu gosto de alguém? Eu gosto de queijo!
— Ah?
— Me dá camembert.
— Certo….? – Me levantei e saí do quarto, desci as escadas e fui para a cozinha, abri a geladeira e peguei uma sacola de pedaços de queijo Camembert que Nathalie comprou mais cedo. Fechei a porta e me dei de cara com a Catherine, usando um fone de ouvido, de orelhas de gatinhos. Ela dançava e girava.
— Dar amor… Virou algo ruim~ — Ela parecia cantar alguns trechos da música. – Criando, fazendo um melhor~
— Cathe você está-
— TELL ME NOW PRETTY BABY!
— CÉLESTE. – Gritei, ela se assustou e desligou a música. – Por que diabos você está dançando pela casa…?
— Nem eu sei – Ela riu, e apontou pro fone de orelhinhas de gatinho. – Ganhei isso de uma amiga e… Tio Gabriel sabe do teu namoro.
— S-Sabe?! – Estremeci e fiquei pálido na hora, como ele soube disso?
— Não fique assim, ele está orgulhoso por você está namorando a Marinette.
— Isso é bom, eu acho…
— Bom? É ótimo! E ao mesmo tempo não… Suspeito muito ele.
— Vai dormir. – Dei uma risada e subi as escadas indo para o meu quarto.
Joguei a sacola em algum lugar aleatório, e Plagg foi atrás, adormeci tão rapidamente que logo acordei, e já era de manhã.
A sacola estava no chão e vazia, digo, Plagg estava dentro, mas considerarei vazia. Me levantei e peguei a sacola, tirei Plagg dela e desci as escadas, indo até a cozinha. Estava lá, Félix e Catherine, sentados na mesa, já comendo o café da manhã, então escondi a sacola atrás de mim.
— Bom dia, Adrien… – Ele ficou calado por alguns segundos. – ….Que cheiro de Camembert é esse?
— Sei de nada. – Disse Catherine, metendo um gafo segurando um pedaço de carne na boca.
— Muito menos eu, pode ser lá de fora, não? – Catherine apontou para a janela aberta, então Félix olhou para ela, eu tive o tempo suficiente para jogar a sacola fora.
— Acho que tô indo para a escola.. Estou sem fome, até! – Fui para a porta, saindo da casa.
Félix e Catherine logo apareceram depois, então entramos no carro e formos para a escola, não demorou muito para chegar. Entrei na sala e sentei no lugar de sempre, ao lado de Nino. Marinette entrou na sala bem antes da professora entrar, foi por perto. E a professora entrou, junto com uma menina usando algumas roupas masculinas, com um cabelo tão loiro que parecia branco, e era curto, ela era pálida e seus olhos eram bem roxos.
— Pessoal, temos uma aluna nova! Essa é a Sam, ela é novata aqui na escola e em Paris!
— ….Oi. – Ela deu um sorriso tímido, e a professora olhou pro fundo, procurando algum lugar para ela sentar.
— Professora! – Alya chamou atenção da mais velha. – Qualquer coisa, Sam pode sentar entre eu e Marinette.
— Ah… Não se importam? Tudo bem então! – Disse a professora, então a albina foi para a banca de Marinette e Alya, sentando lá, e então a aula começou.
A aula passou rápido, e o recreio começou, todos foram até a aluna nova. Muitos perguntaram se ela era um menino ou menina, de onde ela veio e etc.
— Eu vim de Marselha, e não tenho um gênero definido… Vocês podem me chamarem do que quiser. – Ela disse, sem nenhuma expressão.
— Então não vai se incomodar se eu te chamar de “cara”? – Nino perguntou, ele costumava chamar todo mundo de cara, mas algumas garotas se incomodavam.
— Não.
Eu me levantei e fui lá pra fora, e Catherine tava ao lado, com Lullu e Lokky no ombro.
— A coisa ficou feia lá fora, cadê a Marinette?
— Aqui estou~ – Marinette apareceu magicamente atrás de mim, que fez eu dar um pequeno pulo.
Corremos para fora da escola, um akumizado, ele destruía toda a cidade, como eu não percebi isso tudo antes? Nós se transformamos e fomos direto pro akumizado, Lion apareceu de surpresa no meio da luta, e precisamos da ajuda dele, claro.
Estava meio difícil combater ele, a Ladybug não achava o akuma de jeito nenhum, Papillon caiu numa armadilha e não conseguia sair, quem distraía ele era eu e o Lion. O akuma ficou estressado durante a luta, e então começou a se multiplicar por vários dele.
Foi realmente confuso aquilo, ninguém sabia onde estava o akuma verdadeiro.
4 contra milhões… Era realmente difícil aquilo, mas aí apareceu um cara longe da cena, um cara com um traje branco e azul, um cara de máscara, um lobo albino.
Já bastava um outro felino entre nós, agora temos um cachorro branco selvagem?
Ninguém percebeu a presença dele, somente eu e o Lion. Ele estava no canto, com sua espada em seu ombro, ele parecia querer atacar.
— Ok, quem é o branquelo ali? – Murmurou Lion.
— Faço a miníma ideia, deve ser um de nós. – Murmurei de volta.
— Dá pra pararem de cochicharem e prestarem atenção?! – Cismou Papillon, ela parecia estar realmente estressada.
Em um piscar de olhos, o lobo albino apareceu em nossa frente e passou a espada em todos clones, então eles evaporaram, e só sobrou o verdadeiro akumizado.
Ladybug já conseguiu entender o recado do lobo desconhecido, então ela saltou com o objeto vermelho com bolinhas pretas em frente ao akumizado e quebrou o bastão dele.
Ela purificou a borboleta, então damos um “toca aqui” em grupo, e o albino sumiu.
— Hum? Onde está aquele cachorro? – Perguntou Ladybug.
— Aqui estou, sr. Bug. – Ele simplesmente apareceu atrás dela, com um pequeno sorriso no rosto.
Ladybug se virou, encarando-o. – Se apresente.
— Sou Loup Blanc, mas podem me chamar de Loup. E você seria a Ladybug… Certo?
— Isso mesmo, prazer.
— Bem bonitinha para ser uma joaninha. – Ele comentou, que fez a Ladybug corar.
Eu senti meu corpo transbordar de raiva quando ele começou a dar encima dela, acho que não é a primeira vez que sinto ciúmes da minha Lady.
— Opa – Lion esbarrou na Ladybug propositalmente. – Sou o Lion! E aquele gato quase pegando fogo é o Chat Noir.
Suspirei. – Bem-vindo, Loup.
— Ahah.. Dois felinos e um canino… Que irônico. – Murmurou Papillon para si mesma, rindo.
— Hum? – Ele foi em direção da Papillon, a encarando, com um sorriso. – E quem é a princesa ai?
— Ah… – Ela bateu suas asas timidamente. – Papillon.
— Interessante, tenho uma queda por borboletas. – Ele se agachou e pegou a mão dela, dando um beijo suave.
Ok, pelo menos não é a Ladybug, mas ainda sinto uma pitada de ciúmes pois ela é a minha prima, dá vontade de trancar ela em um potinho junto com a minha Lady.
Calma, Chat, não precisa exagerar, você não é um psicopata obcecado pela namorada e pela prima de 12 anos.
A gargantilha de Lopu apitou, já estava avisando que a transformação ia acabar.
— Estou indo, até mais, felinos e insetos. – Ele deu uma piscadinha para Papillon, e sumiu, então seguimos para lados diferentes.
Entrei no meu quarto junto com a Catherine, me detransformei e me joguei na cama.
— TEM UM CACHORRO DANDO ENCIMA DA MINHA PRIMA!
— Calma, eu já gosto de um ruivinho.
— Ah? – Parei um pouco para pensar. – Espera, Nathanael?
— Nah, esquece.
— CATHERINE EU NÃO ACREDITO-
— VOCÊ NAMORA COM MARINETTE E NEM POR ISSO EU FICO “MEU DEUS ADRIEN EU NÃO ACREDITO PARA COM ISSO”!
— …Ok, eu paro. Mas continuo não gostando daquele cara.
— O Nath? Ele é um amor!
— Não, o Loup mesmo, Nathanael é bem legal e inocente. – Me levantei, pegando alguns livros que estavam na minha bolsa.
— Verdade, ele é adorável também! – Ela se sentou no sofá, pegou uma revista que estava na mesa e começou a ler.
— Eu realmente não gosto dele.
— Loup é tipo você, sendo que canino, sabia?
— Eu sei, por isso que eu não gosto dele! – Coloquei os livros na cama e me sentei.
Ficamos um tempo em silêncio, eu estava arrumando as minhas coisas e Catherine lendo as revistas que estavam na mesa, mas logo depois, Cathe quebrou o silêncio.
— Loup me lembra alguém.
— Dá pra parar de falar nele?
— Tá bom! Mas ele lembra um garoto da sua sala.
— Quem? Seu namoradinho? Lucas? Kim? Alix? Ivan? Max? NINO?!
— O Sam.
Fiquei paralisado por alguns segundos, processando, quem diabos é Sam? Não existe nenhum Sam na minha sala.. A não ser que…
— Sam é menina.
— Cara, você meteu a Alix no meio, você quer o quê? E não se sabe se ela trocou de gênero quando se transformou.
— Impossível. – Lokky apareceu no ombro de Catherine. – É possível que tenha deixado ela mais alta e um pouco mais forte, mas trocar de gênero… É totalmente impossível.
— Eu só preciso dormir. – Me deitei na cama, e adormeci.
Quem sabe amanhã eu fale com ela.
Fale com o autor